'Não queremos morrer por Israel': militares dos EUA expressam frustração com a guerra contra o Irã

© AP Photo / Matias Delacroix
Alguns militares dos EUA estão decepcionados com o ataque militar contra o Irã e dizem que "não querem morrer por Israel", informou a mídia norte-americana, citando fontes.
A publicação, que entrevistou militares, reservistas e organizações de direitos humanos que defendem os militares, afirma que alguns militares norte-americanos envolvidos no conflito reclamam de vulnerabilidade, estresse severo, decepção e desilusão, a ponto de considerarem deixar as Forças Armadas.
"Estou ouvindo dos militares as palavras: 'Não queremos morrer por Israel — não queremos ser peões políticos'", disse um reservista e mentor de jovens soldados, citado pelo HuffPost.
Outro reservista, que mantém contato com os militares envolvidos no conflito, que também falou ao portal sobre condição de anonimato, revelou uma tendência semelhante.
A publicação enfatizou que o descontentamento dentro das Forças Armadas dos EUA em relação às operações de Washington no Oriente Médio, bem como os problemas de moral entre os militares, podem diminuir as chances de sucesso da campanha.
A publicação observa que os reservistas citam a falta de uma narrativa clara e consistente que justifique uma guerra contra o Irã como o principal fator de desmoralização.
Na sexta-feira (20), a CBS News noticiou, citando fontes informadas, que o Pentágono havia preparado planos detalhados para o possível envio de tropas terrestres ao Irã, a fim de fornecer ao governo Trump uma gama completa de cenários militares em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
Os EUA e Israel começaram a atacar o Irã em 28 de fevereiro. O Irã lançou ataques retaliatórios contra território israelense e instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.
Irã prova seu poder e determinação ao lançar mísseis novíssimos contra seus inimigos, diz mídia
11:31 21.03.2026 (atualizado: 14:55 21.03.2026)

CC BY 4.0 / / The Iranian Navy (cropped photo)
Apesar das afirmações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Exército iraniano foi totalmente derrotado, as forças da República Islâmica do Irã seguem realizando contra-ataques com novos tipos de armamento, escreve o portal L'AntiDiplomatico.
O portal destaca que, em resposta ao ataque de EUA e Israel ao campo de gás Pars do Sul, o Irã atingiu campos petrolíferos e refinarias em Israel, Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar.
Segundo o texto, nos últimos dias, Trump afirmou que 100% da capacidade militar iraniana foi destruída, mas os 0% restantes, aparentemente, ainda são suficientes para causar danos enormes.
"Além de mentir sobre o andamento do conflito, o próprio presidente dos EUA afirmou que seu governo não sabia nada sobre o ataque a Pars do Sul. A intenção é justamente evitar uma resposta simétrica do Irã, que já foi anunciada e gera sérias preocupações nos EUA, em Israel e nos países do Golfo", aponta a publicação.
Ao mesmo tempo, o artigo destaca tanto a determinação quanto a magnitude das contraofensivas do Exército iraniano.
O Irã não pretende perder tempo com jogos políticos. O país deixou claro que qualquer ataque ao Banco Central do Irã resultaria em retaliações contra todos os credores norte-americanos e israelenses no golfo Pérsico.
Nesse contexto, vale lembrar que situação semelhante ocorreu com as instalações petrolíferas, quando o Irã atacou Israel com um novo míssil, batizado de Nasrallah em homenagem ao líder do partido libanês.
O portal conclui que o Irã tem apresentado diariamente novos tipos de mísseis, confirmando a promessa de usar tecnologias avançadas e até então desconhecidas.
Na quarta-feira (18), a empresa estatal de energia do Catar, a Qatar Energy, informou que a cidade industrial de Ras Laffan, no norte do país, onde fica o maior complexo de produção de gás natural liquefeito, sofreu graves danos em consequência de incêndios provocados por um ataque com mísseis.
Anteriormente, as autoridades iranianas haviam alertado para possíveis ataques a instalações energéticas no Catar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, em resposta aos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao campo de gás Pars do Sul, no Irã.




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