Irã prova seu poder e determinação ao lançar mísseis novíssimos contra seus inimigos, diz mídia
11:31 21.03.2026 (atualizado: 14:55 21.03.2026)
Apesar das afirmações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Exército iraniano foi totalmente derrotado, as forças da República Islâmica do Irã seguem realizando contra-ataques com novos tipos de armamento, escreve o portal L'AntiDiplomatico.
O portal destaca que, em resposta ao ataque de EUA e Israel ao campo de gás Pars do Sul, o Irã atingiu campos petrolíferos e refinarias em Israel, Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar.
Segundo o texto, nos últimos dias, Trump afirmou que 100% da capacidade militar iraniana foi destruída, mas os 0% restantes, aparentemente, ainda são suficientes para causar danos enormes.
"Além de mentir sobre o andamento do conflito, o próprio presidente dos EUA afirmou que seu governo não sabia nada sobre o ataque a Pars do Sul. A intenção é justamente evitar uma resposta simétrica do Irã, que já foi anunciada e gera sérias preocupações nos EUA, em Israel e nos países do Golfo", aponta a publicação.
Ao mesmo tempo, o artigo destaca tanto a determinação quanto a magnitude das contraofensivas do Exército iraniano.
O Irã não pretende perder tempo com jogos políticos. O país deixou claro que qualquer ataque ao Banco Central do Irã resultaria em retaliações contra todos os credores norte-americanos e israelenses no golfo Pérsico.
Nesse contexto, vale lembrar que situação semelhante ocorreu com as instalações petrolíferas, quando o Irã atacou Israel com um novo míssil, batizado de Nasrallah em homenagem ao líder do partido libanês.
O portal conclui que o Irã tem apresentado diariamente novos tipos de mísseis, confirmando a promessa de usar tecnologias avançadas e até então desconhecidas.
Na quarta-feira (18), a empresa estatal de energia do Catar, a Qatar Energy, informou que a cidade industrial de Ras Laffan, no norte do país, onde fica o maior complexo de produção de gás natural liquefeito, sofreu graves danos em consequência de incêndios provocados por um ataque com mísseis.
Israel e EUA estão cegos e não podem mais abater mísseis iranianos, diz analista

© AP Photo
Nem os Estados Unidos nem Israel são mais capazes de derrubar os mísseis iranianos, opinou o ex-analista da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) Larry Johnson.
Johnson apontou que o Irã desativou os radares norte-americanos na Arábia Saudita, Catar, Bahrein e Jordânia, privando os EUA e Israel da possibilidade de alerta antecipado.
"Nem os israelenses nem os Estados Unidos têm mísseis defensivos capazes de abater mísseis balísticos e de cruzeiro iranianos. É um fato", ressaltou.
Segundo ele, com isso, Israel agora está praticamente cego, e o Irã pode atacar qualquer alvo no país sem se preocupar com os sistemas de defesa antiaérea.
Ao mesmo tempo, Johnson destacou os erros de cálculo da inteligência ocidental em relação às capacidades do Irã.
"O conceito de defesa antiaérea no qual o Ocidente confiava partia da suposição de que o Irã lançaria apenas um ou dois mísseis. Ninguém esperava que fossem 40, 50 ou 100", explicou.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em sua terceira semana. Durante todo esse tempo, as partes trocaram ataques. Tel Aviv afirmou que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington ameaçou destruir as capacidades militares do Irã e pediu que os cidadãos iranianos derrubem seu governo. O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e que ainda não vê sentido em retomar as negociações.





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