BRASÍLIA – Com personagens nos Três Poderes da República, o caso Master é tido como o maior escândalo financeiro da história do Brasil. Para entender as fraudes e o envolvimento dos principais atores, a equipe de O TEMPO preparou conteúdos especiais, disponíveis em todas as plataformas do jornal, com textos, áudios e vídeos - conteúdos que são constantemente atualizados no portal.

As suspeitas de irregularidades envolvendo a instituição comandada por Daniel Vorcaro, que vieram à tona em meio ao anúncio de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB), há um ano, ganharam força com a investigação da Polícia Federal (PF) que resultou, até agora, em três fases da Operação Compliance Zero.Seguir no Google

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O Banco Central (BC) impediu a compra do Master pelo BRB, liquidou o banco de Vorcaro e empresas que administram fundos de investimentos, principal mecanismo para as fraudes, segundo a PF. Passado um ano da tentativa de aquisição do Master, o BRB enfrenta uma severa crise, por causa do prejuízo com transações com a instituição de Vorcaro. 

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Preso pela segunda vez, Vorcaro foi transferido da penitenciária federal para a Superintendência da PF em Brasília, reforçando a possibilidade de delação premiada. Cinco dias depois, advogados abandonaram a defesa de Fabiano Zettel, abrindo caminho para a delação do cunhado de Vorcaro. Mas ambos terão que trazer novas informações e provas para ganhar um benefício judicial.

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), governadores, deputados e senadores foram citados pelos investigados ou tiveram o nome colocado no enredo por causa das relações com o Master.

Enquanto a oposição tenta colar o escândalo do Master a ações ligadas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os governistas ressaltam que o caso veio à tona pela investigação da PF na atual gestão. O grupo afirma que o Master cresceu com fraudes enquanto o BC era comandado por Roberto Campos Neto, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL).