quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

 

Por Redação g1

 

  • O anúncio será feito no dia 19, durante a primeira reunião do "Conselho de Paz" em Washington, com delegações de ao menos 20 países.

  • As tropas, autorizadas pela ONU, atuarão como força de estabilização, com milhares de soldados de diversas nacionalidades.

  • O principal objetivo da missão é desarmar o grupo terrorista Hamas, que tem resistido a entregar suas armas no território palestino.

  • A reconstrução de Gaza será financiada por um fundo multibilionário internacional, com contribuições "generosas" de países do Conselho de Paz.

EUA anunciam 2ª fase do plano de Trump para Gaza

EUA anunciam 2ª fase do plano de Trump para Gaza

O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, deve anunciar o envio de tropas à Faixa de Gaza e um fundo multibilionário para reconstruir o território, afirmou a agência Reuters nesta quinta-feira (12). O anúncio deve ser feito no próximo dia 19, durante a primeira reunião do “Conselho de Paz”.

Ao todo, delegações de ao menos 20 países devem participar da reunião, que acontecerá em Washington. Há preocupações de que o órgão possa tentar atuar em outros conflitos e atuar como uma "ONU paralela". No entanto, autoridades americanas dizem que o foco inicial será Gaza. Segundo a Reuters, o envio das tropas foi autorizado pela ONU para atuar como uma força de estabilização. Soldados de vários países devem participar da missão. A medida é considerada parte central da próxima fase do plano de Trump para o território.

As tropas devem chegar ao território palestino nos próximos meses. Autoridades não confirmaram um número exato, mas disseram que milhares de soldados vão atuar na região. A principal preocupação é o desarmamento do grupo terrorista Hamas, que tem resistido a entregar as armas.

Ainda segundo a Reuters, a reconstrução de Gaza começará com investimentos feitos por meio de um fundo multibilionário internacional. O dinheiro virá de contribuições de países participantes do Conselho de Paz.

Um dos funcionários ouvidos pela Reuters classificou as ofertas como “generosas” e afirmou que os Estados Unidos não fizeram pedidos explícitos de doações. “As pessoas vieram até nós oferecendo”, disse. “O presidente fará anúncios sobre o dinheiro arrecadado.”

O Brasil também foi convidado para integrar o Conselho da Paz, mas ainda não deu uma resposta oficial. Trump exigiu o pagamento de US$ 1 bilhão para ter um assento permanente no grupo.

Potências regionais do Oriente Médio, como Turquia, Egito, Arábia Saudita e Catar, além de países emergentes como a Indonésia, aderiram ao conselho. Já nações europeias e aliados ocidentais tradicionais dos Estados Unidos têm adotado postura mais cautelosa.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou na quarta-feira (11) que o país também aderiu ao grupo.

Reconstrução

Trump exibe tratado de paz de Gaza — Foto: Fabrice Coffrini/AFP

Trump exibe tratado de paz de Gaza — Foto: Fabrice Coffrini/AFP

Em janeiro, durante o lançamento do Conselho da Paz, Trump apresentou os planos de reconstrução de Gaza. O presidente dos Estados Unidos mostrou um mapa com a divisão do território em áreas residenciais, industriais e turísticas.

O projeto prevê a construção de 180 arranha-céus ao longo de toda a faixa litorânea, voltados ao turismo. O plano também inclui 100 mil unidades habitacionais em Rafah, no sul da Faixa, na fronteira com o Egito.

“A prioridade número um será a segurança, obviamente. Estamos trabalhando em estreita colaboração com os israelenses para encontrar uma maneira de reduzir a tensão, e a próxima fase é trabalhar com o Hamas na desmilitarização”, disse Jared Kushner, conselheiro e genro de Trump.

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