domingo, 8 de fevereiro de 2026

 

Moraes e Toffoli enfrentam Fachin para manter seus negócios escusos

5x0: Toffoli vota por manter restrições de manifestações em todo o país

Toffoli e Moraes são dois perdidos num tribunal muito sujo

Mario Sabino
Metrópoles

O presidente do STF, Edson Fachin, adiou para data a ser definida um almoço que teria com os demais ministros no dia 12. O prato principal era o código de ética que ele quer implantar. Um prato indigesto para Moraes e Toffoli.

A assessoria de imprensa do STF informou que o adiamento já estava decidido antes da sessão de ontem. De qualquer forma, casou-se bem com o clima de cortar com faca instalado no tribunal desde que Fachin decidiu que adotará um código de ética para os ministros do Supremo.

DUPLA DINÂMICA – O Código de Ética é uma resposta à revelação das ligações perigosas de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Na sessão de quarta-feira, de discussão sobre os limites do uso das redes sociais por magistrados, a dupla dinâmica reagiu ao discurso de Fachin na abertura do ano judiciário, quando o presidente do STF afirmou que a adoção de um código de ética para os ministros do STF era um compromisso seu e anunciou que Cármen Lúcia seria a relatora.

“Se os tempos exigirem mais de nós, sejamos maiores que os desafios. Enquanto a magistratura brasileira permanecer íntegra e firme, a democracia permanecerá em pé, com plena legitimidade. Reafirmo o compromisso com a adoção de um código de ética para o tribunal”, disse o presidente do tribunal.

“VÍTIMAS DA IMPRENSA” – Na sua reação, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli pareceram menores do que os desafios impostos pelos tempos. Previsivelmente, ambos são contrários a qualquer código. Acham que já existem limites suficientes a ditar o comportamento dos magistrados — e fingiram, mais uma vez, serem “vítimas” da imprensa.

Os jornalistas agiriam de “má-fé” ao apontar que ministros exercem atividades empresariais e comerciais que não estariam de acordo com a conduta esperada de um integrante do Supremo.

“O magistrado não pode fazer mais nada na vida, só o magistério. Pode dar aulas, dar palestras. E como o magistrado só pode dar aulas e palestras, passaram a demonizar as palestras. Por falta do que criticar, daqui a pouco a má-fé vai para quem dá aula nas universidades”, reclamou Moraes.

SEM DEMONIZAR… – Querer transparência sobre quem está pagando e quanto está pagando por palestras de ministros do Supremo não é demonizar palestras, fica a dica para o ministro que, coitado, não pode fazer mais nada na vida.

Muito preocupado com as finanças dos seus pares, Moraes citou a Lei Orgânica da Magistratura para falar sobre juízes donos de empresas. A lei veta apenas que juízes eles sócios-dirigentes.

“Se assim não fosse, nenhum magistrado poderia, por exemplo, ter uma aplicação no banco, ter ações no banco. ‘Ah, é acionista do banco, então não vai poder julgar ninguém do sistema financeiro’”, sofismou.

FAZENDEIROS – “Vários magistrados são fazendeiros, donos de empresas. E eles, não excedendo a administração, têm todo o direito aos seus dividendos”, emendou Toffoli, talvez em solidariedade ao fazendeiro Gilmar Mendes.

Também incomoda que a imprensa denuncie o tráfico de influência de advogados familiares de ministros nos tribunais superiores.

Para Moraes, esse é um problema que simplesmente não existe, visto que “o magistrado, desde o juiz de Aguaí até o STF, está impedido de julgar qualquer caso que tenha como partes ou como advogados seus parentes”.

E A MULHER DELE? – O juiz de Aguaí deve achar que os dois ministros deixaram escapar a oportunidade de explicar como a mulher advogada de Moraes conseguiu um contrato de R$ 130 milhões com o Banco Master e de esclarecer quais eram as relações societárias de um cunhado de Vorcaro com os irmãos de Toffoli em um resort no Paraná.

A reação de Alexandre de Moraes e de Dias Toffoli mostra o quanto é urgente um código de conduta no STF, principalmente para que sirva, no Senado, de baliza incontornável à abertura de processos de impeachment de ministros do tribunal.

É disso que ambos têm medo. Não só eles.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Sensacional o artigo de Mário Sabino. Faz lembrar a peça de Plinio Marcos, “Dois Perdidos numa Noite Suja”. Ah, Brasil, você não muda nada… (C.N.)

Alckmin é descartado, e o novo vice será petista, devido à idade de Lula

Entrada de Gleisi no governo não impactou dólar, diz Alckmin | Brasil 247

Alckmin só soube que foi descartado quando leu o jornal

Carlos Newton

Na eleição de 2022, o ex-tucano Geraldo Alckmin foi importantíssimo para a vitória de Lula da Silva. Seu surpreendente ingresso no PSB tornou a chapa  mais palatável a muitos políticos e eleitores de centro-direita, fortalecendo o candidato do PT e roubando preciosos votos de Jair Bolsonaro, que perdeu a reeleição no photochrat, como se diz no turfe.

Quatro anos depois, o cenário tornou-se totalmente diverso. E Lula mais uma vez demonstra que seu forte não é o caráter, muito pelo contrário. Sem fazer a devida comunicação ao PSB e a Alckmin, que vem tendo uma atuação elogiável como ministro do Desenvolvimento, ao usar o BNDES como agente de alavancagem econômica, Lula simplesmente disse, numa entrevista ao UOL, que Alckmin será descartado de sua chapa.

USANDO AS PESSOAS – Foi uma grande decepção, mas Lula é assim mesmo. Costuma usar as pessoas e depois as afasta, quando não mais lhe interessa.

No caso de Alckmin, Lula faz pior, porque pretende que ele seja candidato a governador ou senador em São Paulo, junto com Fernando Haddad e Simone Tebet, para garantir mais votos à sua candidatura presidencial.

Na quinta-feira, Lula chegou a afirmar que tanto Alckmin quanto o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ou a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), podem ser candidatos ao governo de São Paulo. O presidente mostrou a que ponto fará pressão, ao dizer que Alckmin e Haddad sabem que “têm um papel a cumprir em São Paulo”.

HÁ CONTROVÉRSIAS – Ao tomar essas decisões sem ouvir os interessados, Lula cria problemas graves que terá de resolver. O presidente do PSB, João Campos, não gostou nada do assunto. Neto de Miguel Arraes e filho de Eduardo Campos, ele foi logo avisando que o PSB não abre mão de indicar o vice.

O problema é grave, porque a direção do PT quer escolher o vice, diante da realidade dos fatos, pois Lula vai chegar ao segundo turno com 81 anos. Se vencer, será o político mais velho a ser eleito presidente no Brasil e no mundo.

Isso significa que há elevadas chances de Lula não cumprir o mandato inteiro. Como se sabe, o brasileiro tem vida média de 73 anos, e isso significa que na eleição Lula já estará fazendo 8 anos de hora extra, pois o tempo não para, como dizia Cazuza.

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P.S. –
 Apesar da operação plástica de harmonização e do implante de cabelos, Lula está muito envelhecido e envilecido, como dizia  Rubem Braga em seu poema “Espelho”.  Tudo indica que chegou a hora de calçar um chinelo e um pijama de bolinhas. Já comentei aqui na Tribuna que antigamente o PT obedecia a Lula, porque sabia que o presidente era mais importante do que o partido. Mas a idade avança, Lula já não diz coisa com coisa, chamou o Macron de Sarcozy, e o partido já está perdendo o respeito, o que é um erro, porque o PT acaba assim que Lula for desta para a melhor, como se dizia outrora. (C.N.)

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