Em uma conversa interceptada pela PF, Ramos tranquiliza Coelho sobre a permanência de um indicado na 3ª Superintendência da Codevasf. “Pernambuco é do senhor, senador”, declarou. Os diálogos ocorreram entre 29 e 30 de julho de 2019.
Segundo a investigação, a organização criminosa seria formada por agentes públicos e empresários que atuavam de forma articulada para direcionar verbas a determinados municípios, viabilizar convênios e, em seguida, fraudar licitações em favor de uma empresa ligada ao próprio grupo.
O inquérito aponta a participação de integrantes da família Coelho. Além do ex-senador, o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, filhos dele, estariam envolvidos.
Parte do dinheiro, ainda de acordo com a PF, retornaria aos investigados na forma de propina e na aquisição de bens ocultados em nome de terceiros.
O escritório do advogado André Callegari, que representa Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, afirmou, em nota, que não teve acesso à decisão do ministro Flávio Dino. “Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. A defesa já solicitou acesso aos autos, para que, assim, possa se manifestar no processo.”
Auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram irregularidades graves em licitações vencidas pela empresa Liga Engenharia Ltda., de propriedade de familiares dos políticos.
O TCU classificou a conduta como “formalismo exacerbado” e destacou que a condução do certame feriu os princípios da economicidade e da busca pela proposta mais vantajosa.
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🤳 Moreira Mariz/Agência Senado


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