Gilmar, Toffoli e Moraes passaram dos limites e já estão isolados dentro do STF
Moraes e Toffoli estão perdidos, mas Gilmar sempre escapa
Carlos Newton
É fato público e notório que os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes se julgam donos do Supremo Tribunal Federal. Eles se consideram cidadãos acima de qualquer suspeita, como se fossem personagens do genial filme de Elio Petri, em que o criminoso é justamente quem deveria fazer cumprir as leis..
Mas não estamos no cinema e a realidade dos fatos mostra que aumenta cada vez mais o clamor da opinião pública contra o comportamento desses audaciosos ministros.
GILMAR LIDERA – Entre os três, até pela diferença de idade, Gilmar Mendes é o mais experiente e ladino. Sua audácia é ilimitada, a ponto de defender o contrato de R$ 129,6 milhões entre o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, do grupo Master, e o escritório de advocacia da família do ministro Alexandre de Moraes.
No início de dezembro, já em meio ao escândalo do Banco Master, Gilmar Mendes concedeu uma abusiva medida cautelar na ADPF 1.259/DF, suspendendo dispositivos da Lei 1.079/1950, que regula crimes de responsabilidade de autoridades como o presidente da República, governadores, procurador-geral e ministros do Supremo Tribunal Federal.
O mais incrível é sua interpretação da constitucionalidade do art. 41 da Lei 1.079/1950, estabelecendo que apenas o procurador-geral da República é competente para formular denúncia contra membros do Poder Judiciário pela prática de crimes de responsabilidade.
BLINDAGEM CRIATIVA – Em tradução simultânea, a “interpretação” de Gilmar significa uma criativa blindagem aos ministros do Supremo, para que fiquem bem à vontade.
Quanto a Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, trata-se de dois roedores de goela grande. É inacreditável que ainda continuem como ministros do Supremo, depois de tantos exemplos de má conduta e falta de ética.
Toffoli conseguiu se tornar empresário usando dois irmãos e um primo como testas-de-ferro, como se dizia antigamente, ou laranjas, como se diz hoje. Está tudo registrado na Junta Comercial, não há como contestar. O caso de Moraes é pior ainda, porque Toffoli criou um empreendimento, que dá empregos, paga impostos e movimenta a economia. Moraes não tem objetivo algum, salvo o flagrante enriquecimento ilícito, por vender uma “proteção” que não conseguiu entregar.
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P.S. – Agora, futuro do ex-todo-poderoso Xandão agora depende do silêncio constrangedor do banqueiro fraudador Daniel Vorcaro e do economista Gabriel Galípodo, presidente do Banco Central. Se algum deles abrir a boca, Moraes estará liquidado. Como diz o jornalista Mário Sabino, o ministro tem 129 milhões de motivos para estar encagaçado, como se diz no interior. (C.N.)
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