Acuado, Moraes “incrimina” servidores e busca passar por “perseguido político”
Charge reproduzida da revista Fórum
Carlos Newton
Como diz o jornalista Mário Sabino, do site Metrópoles, o ministro Alexandre de Moraes tem 129 milhões de motivos para achar que não escapará incólume desse escândalo do banco Master. Mesmo assim, sempre que pode, ele ainda exibe injustificada revolta diante das críticas quem vêm sendo feitas ao Supremo e à chamada “Ditadura do Judiciário”, e reage com violência máxima.
Como se sabe, Moraes é o eterno relator do Inquérito do Fim do Mundo, assim apelidado pelo ministro Marco Aurélio Mello em 2021, antes de se aposentar, porque se tratava de uma investigação que começara em 2019, a pretexto de combater fake news, e foi estendida indefinidamente por Moraes para nela incluir qualquer assunto que lhe interessasse.
SETE ANOS DEPOIS… – Bem, o Inquérito do Fim do Mundo já está completando sete anos, mais inchado do que um porco Duroc-Jersey, com alto teor de gordura intramuscular, e o ministro Alexandre de Moraes continua a usar o inquérito qual fora papel higiênico jurídico.
Na tentativa de limpar a esposa e a si mesmo, que jamais deveriam se relacionar com um super-estelionatário como Daniel Vorcaro, agora Moraes mandar incriminar quatro servidores públicos de elite na categoria fazendária.
Eles serão denunciados, julgados e condenados pelo ministro, perderão os empregos duramente conquistados em concursos públicos e até poderão ser presos, para satisfazer a sanha vingativa de Moraes.
SÃO CRIMINOSOS? – É claro que há perguntas a serem respondidas, além da clássica “Que país é esse?”, feita pelo deputado Francelino Pereira, quando defendia o regime militar.
Uma delas: “Esses servidores são criminosos?”. Claro que não. Todos têm ficha limpíssima e serviços prestados ao país. São pessoas de bem, que se revoltaram diante de tanta impunidade e sem-vergonhice de ministros como Dias Toffoli e Moraes. Esses funcionários federais simplesmente caíram em tentação e foram conferir, de forma irregular, o enriquecimento ilícito dessa gentalha que ocupa o poder. Apenas isso.
Agora, esses quatro servidores perderão tudo e colocarão suas famílias em dificuldades, porque Moraes quer sujá-los, na ilusão de que possa se limpar. Mas “isso non ecziste”, diria Padre Quevedo, que nunca fumou charutos nem bebeu vinhos nobres com pilantras.
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P.S. 1– Uma coisa é certa. Enquanto tiver resquícios de poder, Alexandre de Moraes ainda vai prejudicar muita gente neste país. E agradeçam tudo isso a Michel Temer, aquele presidente eventual que nomeou Moraes para o Supremo e depois foi preso pela Lava Jato, porque era chegado a uma corrupção e até recomendava: “Tem de manter isso, viu?”.
P.S. – O Jornal Nacional fez o jogo sujo de Moraes e colocou no ar uma matéria fortíssima contra os servidores, como se fossem uma ameaça à nação. Eles cometeram uma ilegalidade, é certo, mas em comparação às ilegalidades que Moraes e Toffoli têm praticado, os servidores mereceriam uma anistia presidencial, caso estivéssemos numa democracia e realmente houvesse um presidente em Brasília. (C.N.)
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