segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

 

Piada do Ano! Lula e o PT tentam “derrubar” a CPI do Banco Master

Lula intervém e BC veta compra do Banco Master pelo BRB, causando prejuízo a Brasília - Expressão Brasiliense

Charge reproduzida do Arquivo Google)

Carlos Newton

Quando a gente pensa que já viu tudo em matéria de tentativas de salvar o banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, sempre aparece alguma novidade. Desta vez é a notícia de que o presidente Lula da Silva e o PT estão entrando para valer no escândalo do Banco Master e pretendem fazer o possível e o impossível para evitar a criação da CPI no Congresso.

Mas a jornalista Roseann Kennedy, do Estadão, informa que um dos articuladores da CPI, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) garante que o número de assinaturas cresceu nos últimos dias.

APOIO SUFICIENTE – Até sexta-feira, dia 9, já havia adesão de 208 deputados e 37 senadores. Ou seja, número suficiente para garantir a instalação, que cumpre a exigência regimental de existir “fato determinado”.

O mais interessante é que os lulistas, como diz Dilma Rousseff, estão fazendo o diabo para boicotar a convocação.  Até agora, segundo o deputado Carlos Jordy, nenhum petista assinou a CPI e apenas três integrantes da base aliada apoiam a convocação  Tabata Amaral (PSB-SP), Duarte Junior (PSB-MA) e Marcos Tavares (PDT-RJ).

Desde o início do escândalo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deixou claro que tentará evitar a formação dessa CPI. Mas ele tem um inimigo poderoso  Alessandro Vieira (MDB-SE), o senador mais respeitado da atual legislatura, ex-delegado de polícia e que também está colhendo assinaturas.

CHEGOU A HORA – Ao anunciar que buscaria apoio durante o recesso para formar a CPI, Alessandro Vieira se mostrou indignado com os rumos da crise do Banco Master e com a chamada “ditadura do Judiciário”, e desabafou: “Está na hora de ministro de tribunal superior ir para a prisão”.

Nesse clima de ressurreição do combate à corrupção, a Piada do Ano é a posição do Planalto. Sabe-se que Lula e os principais dirigentes de seu partido têm uma certa dificuldade de desenvolver raciocínios. Mesmo assim, causa espanto a estratégia adotada, de torpedear a qualquer custo a formação da CPI do Master.

O mais ridículo é a justificativa do Planalto. Segundo a jornalista Roseann Kennedy, Lula vai alegar que falta “viabilidade pragmática” para o funcionamento da comissão, pelo provável esvaziamento do Congresso no ano eleitoral. Realmente, uma piada da melhor qualidade.

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P.S. 
– O silêncio de Lula e do PT sobre o caso Master é significativo, O máximo que o eterno presidente petista fez até agora foi pedir a seu ministro-marqueteiro para dizer que acompanha o caso do Master com preocupação. Aliás, Lula deve se preocupar muito, porque o escândalo vai influir na eleição, com toda certeza. (C.N.)

Com recorde de R$ 61 bilhões, emendas ampliam controle do Congresso sobre Orçamento

Empresas da família de Toffoli têm envolvimento com fundos do Master

Drika Arretada - A Notícia como deve ser - Toffoli esqueceu de perguntar se  Moraes pressionou o Banco Central

Charge do Duke (Itatiaia)

Lucas Marchesini e José Marques
Folha

Duas empresas ligadas a parentes do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à teia usada pelo Banco Master em fraudes investigadas por autoridades, de acordo com documentos e dados oficiais analisados pela Folha.

O Arleen Fundo de Investimentos teve, ao menos até maio de 2025, ações da Tayayá Administração e Participações, responsável por um resort em Ribeirão Claro (PR) que pertencia em parte à família de Toffoli, e também participação direta na DGEP Empreendimentos, incorporadora imobiliária da mesma cidade que tinha como um de seus sócios um primo do ministro.

CADEIA DE FUNDOS – A conexão com o caso Master se dá por uma cadeia de fundos. O Arleen foi um dos cotistas do RWM Plus, que por sua vez também recebeu investimentos de fundos ligados ao Maia 95, um dos seis apontados pelo Banco Central como integrantes da teia de fraudes do banco de Daniel Vorcaro. O fundo Arleen em si não é alvo de investigação.

 

O Arleen e todos os demais fundos da teia têm como administradora a Reag, que administrava também fundos ligados a Vorcaro e é investigada na operação Carbono Oculto, por suspeita de lavar dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital).

A Folha procurou a assessoria do STF e perguntou se Dias Toffoli tinha conhecimento dessas conexões e se ele considera que as informações criam algum empecilho para a condução do caso, mas o ministro não respondeu até a publicação desta reportagem. Parentes do ministro também não se manifestaram. A Reag não comentou o caso.

DEFESA DE VORCARO – Em nota enviada após a publicação da reportagem, a defesa de Vorcaro negou qualquer irregularidade ou envolvimento do Master com fraudes, fundos ilícitos ou operações destinadas a beneficiar terceiros.

Disse que a reportagem estabelece “conexões inexistentes e distorce fatos ao sugerir vínculo entre o banco, seus executivos e investimentos mencionados”.

“O banco nunca foi gestor, administrador ou cotista dos referidos fundos”, declarou a defesa, que disse ainda seguir colaborando integralmente com as autoridades.

SOB ENCOMENDA – Com apenas um cotista, o Arleen foi encerrado no fim do ano passado. De acordo com balanço de maio de 2025, o fundo tinha apenas quatro investimentos: em duas empresas ligadas à família Toffoli (Tayayá e DGEP), em uma holding que não aparece em bases de dados oficiais, e no RWM Plus.

De acordo com investigadores, uma cadeia de fundos administrados pela Reag era usada para desviar dinheiro emprestado pelo Master, com a cumplicidade do banco. Isso acontecia por meio da aplicação dos recursos desses empréstimos.

A partir daí, o dinheiro transitava por uma teia de fundos comprando ativos podres que serviam para inflar artificialmente o valor de ativos, entre outras operações ilegais.

TOFFOLI EM CENA – O resort Tayayá foi inaugurado em 2008 e teve participações acionárias de diversos integrantes da família Toffoli nos últimos anos.

O empreendimento fica às margens do rio Itararé, que separa o Paraná de São Paulo. O hotel tem 4 estrelas e 58 mil metros quadrados.

Em 2017, o ministro recebeu uma homenagem da Câmara de Vereadores local por ter “colaborado para o desenvolvimento e incremento turístico do Município de Ribeirão Claro, notadamente por meio do apoio decisivo na implantação da empresa Tayayá Aquaparque Hotel e Resort”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Importantíssima a matéria enviada por José Perez. Como se vê, o ministro Toffoli não tem nenhum interesse em defender o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. É tudo em nome da Justiça… (C.N.)

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