EUA e Israel podem usar o Iraque para pressionar Turquia e Irã, avalia analista
01:55 29.01.2026 (atualizado: 05:45 29.01.2026) Os Estados Unidos e Israel podem tentar provocar uma confrontação entre Turquia e Irã, explorando a situação no Iraque, afirmou à Sputnik analista político e jurista turco Onur Sinan Guzaltan.
O enviado especial dos Estados Unidos para a Síria, Tom Barrack, afirmou anteriormente sobre uma conversa telefônica com o líder do Partido Democrático do Curdistão, Masoud Barzani, e declarou que a
influência iraniana no Iraque poderia, segundo ele, comprometer tanto o futuro do país quanto sua
cooperação com Washington.
Em paralelo, o secretário-geral do movimento iraquiano Kataib Hezbollah, Abu Hussein al-Hamidawi, conclamou os apoiadores da resistência xiita na região a se mobilizarem em defesa do Irã, conforme comunicado do grupo.
"Os desdobramentos indicam que Estados Unidos e Israel estão se preparando para provocações que podem levar a uma confrontação entre Turquia e Irã por meio do Iraque. Antes de um possível ataque, eles pretendem sabotar as relações entre Ancara e Teerã, isolar completamente a liderança iraniana e forçá-la a dispersar suas forças em diferentes frentes", avaliou Guzaltan.
Segundo o analista, apesar de possíveis tentativas de desestabilização,
Turquia e Irã dificilmente cairão nesse tipo de armadilha. Guzaltan destacou que ambos os países têm experiência em lidar com pressões externas e compartilham
interesse na manutenção da estabilidade regional.
O especialista também afirmou que o fortalecimento das posições dos Estados Unidos e de Israel no Oriente Médio prejudica os países da região, especialmente a Turquia, ao elevar as tensões, enfraquecer os laços econômicos e ampliar áreas de instabilidade.
"O Iraque continua sendo um espaço vulnerável a manobras externas devido a um sistema de segurança fragmentado, presença de grupos armados rivais e sobreposição de interesses de atores regionais e extrarregionais. Nessas condições, qualquer escalada pode ser usada para pressionar indiretamente Ancara e Teerã. Ainda assim, um confronto direto entre eles contraria seus interesses estratégicos de longo prazo nas áreas de segurança, comércio e energia", concluiu.
O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou nesta semana que navios da Marinha norte-americana estavam se deslocando em direção ao Irã. Antes disso, o líder evitou responder diretamente se a opção de uma
intervenção militar havia sido descartada.
Em Teerã, autoridades declararam que qualquer ataque seria interpretado como uma guerra em larga escala e receberia uma resposta "máxima e dura".
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