quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

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Enviar militares europeus para a Groenlândia foi um erro, afirma parlamentar

Pássaros sobrevoam o porto de Nuuk, Groenlândia, 4 de março de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 21.01.2026
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O envio de militares europeus para a Groenlândia foi um erro, pois não havia nenhuma razão plausível para tal, declarou Kuno Fencker, membro do Parlamento da Groenlândia, à Sputnik.
"Minha reação inicial, antes da chegada deles, foi: não façam isso. Não há justificativa para isso agora. Vocês só vão provocar certas pessoas em relação às suas ações", disse Fencker.
chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, afirmou na terça-feira (20) que a presença de tropas europeias na Groenlândia "visa manter a região previsível e estável".

"Não há nenhuma ameaça iminente à Groenlândia. E estamos falando do futuro. Então, acho que foi um erro, independentemente de tudo. E agora vemos que os Estados Unidos estão ameaçando os países que vieram para a Groenlândia com tarifas, o que incluirá toda a Europa", disse Fencker à Sputnik.

O parlamentar acrescentou que isso poderia impactar negativamente a Groenlândia, já que o território autônomo comercializa principalmente com a Europa.

"Portanto, isso poderia ter um impacto negativo em relação à inflação, que já é bastante alta aqui na Groenlândia", explicou Fencker.

No sábado (17), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que imporia uma tarifa de 10% sobre a Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia a partir de 1º de fevereiro e aumentaria a tarifa para 25% em junho, a menos que os Estados Unidos assinassem um acordo para a compra da Groenlândia.
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Trump afirmou repetidamente que a Groenlândia deveria se tornar parte dos EUA, citando sua importância estratégica para a segurança nacional e a defesa do "mundo livre", incluindo a China e a Rússia. As autoridades da Dinamarca e da Groenlândia alertaram os EUA contra a anexação da ilha, observando que esperam respeito à sua integridade territorial compartilhada.
Na semana passada, o Ministério da Defesa dinamarquês disse que reforçaria sua presença militar na Groenlândia ao lado dos aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), intensificando os exercícios militares no país. Na última quinta-feira (15), um grupo de 13 militares alemães viajou para a Groenlândia para participar de uma missão de reconhecimento na ilha. Vários outros países europeus também enviaram militares para a Groenlândia.

A ilha foi colônia dinamarquesa até 1953. Desde que conquistou autonomia em 2009, permanece parte do Reino da Dinamarca, com capacidade de autogoverno e de definir sua própria política interna.

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