Mudança total
Quando foi eleito, Bolsonaro prometeu unir o povo, valorizar a família, as tradições e revigorar a democracia, acabando com o chamado "toma lá dá cá". Afirmou que iria “restaurar e reerguer nossa pátria, libertando-a definitivamente da corrupção, da criminalidade, da irresponsabilidade econômica e da submissão ideológica”. A citação mostrava que a chamada “ala ideológica” ou “olavista” (dos seguidores do escritor Olavo de Carvalho) daria a tônica no governo.
Porém, integrantes do governo admitem que os conflitos gerados com os políticos tradicionais e a ameaça de incipientes movimentos de impeachment obrigaram Bolsonaro a mudar de rota. A partir de abril de 2020, o presidente aproximou-se da política tradicional e fortaleceu a ala militar. A chamada ala ideológica perdeu força e hoje não tem a mesma proeminência que tinha no primeiro ano de govern
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