Brasil virou um imenso Carandiru, com 200 mil mortos, e Bolsonaro culpa a imprensa
Vicente Limongi Netto
Bolsonaro assistiu ao filme “Carandiru”, focinho e unha do Brasil. “Não consigo fazer nada. O Brasil quebrou. A mídia potencializa a pandemia” – brada o chefe da nação, chorando pitangas e tolices. Patético país. O governo é um Carandiru. O Brasil é o próprio Carandiru. Ninguém se entende. Não há sintonia entre autoridades. Bolsonaro e áulicos batem cabeça. Enchem os ouvidos da população com bobagens. Botam a culpa em governos anteriores e na imprensa.
Time de incompetentes. A vacina, coitada, virou “Conceição”, a canção de Jair Amorim, canção imortalizada por Cauby Peixoto. “Ninguém sabe, ninguém viu”. A quadra brasileira é dramática. A politicalha grassa e emporcalha o Brasil. O ano novo chegou anunciando para breve o assustador recorde de 200 mil mortos pela covid. Amarguras e decepções do ano velho insistem em perdurar em 2021.
MEU AMIGO GÉRSON – Com 76 anos, em toda minha longa vida de boleiro, ainda me garanto jogando duas “peladas” por semana. Suspensas por causa da pandemia. Sei o perfume que a bola gosta, vi grandes jogadores atuando. Destaco cinco deles, a meu ver craques extraordinários, eternos e inesquecíveis: Gerson, Pelé, Garrincha, Nilton Santos e Maradona.
Gerson Nunes, o cerebral meia-armador que encantou o mundo jogando com personalidade, objetividade e inteligência, completa 80 anos de idade, no próximo dia 11. Uma segunda-feira com céu estrelado. Corais de anjos saudarão o formidável Gerson. Niterói em festa.
O “Canhotinha de Ouro” antevia as jogadas. Antes de receber a bola já sabia o que fazer com ela. Seus passes longos e precisos foram fundamentais para a conquista do Tri, no México.
DEPOIS DE DIDI – Há 50 anos Didi, outro fantástico jogador, com quem Gerson aprendeu muito, passou o bastão de meia-armador para ele. Há 50 anos! Hoje, incrível, Gerson ainda não encontrou substituto. Não encontrou tanto nos clubes, nem na seleção pentacampeã do mundo.
Gerson, também conhecido como “Papagaio”, enxergava o jogo como ninguém. Dentro de campo, com maestria, alterava o posicionamento de determinado companheiro, para fugir da forte marcação homem a homem do adversário. Facilitando a penetração e a alternância de jogadas de outros colegas.
GRANDE COMENTARISTA – Gerson tinha visão de jogo e conhecimento tático. Hoje, como comentarista da rádio Tupi, analisa o jogo com igual precisão. Tem canal no Youtube e página no Instagran. Critica e elogia com autoridade e respeito.
Aliás, seus elogios e críticas servem de forte estímulo para todo jogador que se preza. Gerson é personalidade sempre ouvida e consultada por todos que atuam no futebol e gostam do bom jogo. É cidadão exemplar. Dedicado chefe de família.
Os que conhecem Gerson e convivem com ele sentem orgulho de ser seu amigo e admirador. Entre os quais me incluo, com honra, alegria e prazer. Forte abraço, mermão! Muita saúde e vacinas. A galera da “pelada” “Amaralzão” também te saúda.
ANALFABETO POLÍTICO – Por fim, o jornalão Folha de S. Paulo publicou meu comentário sobre um artigo publicado na seção Tendências/Debates, na segunda-feira, sob o título “Por uma nova Constituição”. Dei a seguinte opinião e não mudo uma vírgula:
“Só mesmo amestrados políticos, como Ricardo Barros (PP-PR), têm o descaramento de defender tal sandice”.
Participantes do “protesto selvagem” de Trump já começaram a chegar a Washington

Os militantes de Trump começaram a chegar um dia antes
Deu na Gaúcha/Zero Hora
(Agência France Presse)
Centenas de apoiadores do presidente Donald Trump, começaram a se reunir em Washington desde terça-feira (dia 5), um dia antes de um protesto convocado pelo presidente, que se recusa a admitir a derrota nas eleições de novembro. Vindos de diversos estados dos EUA, os manifestantes disseram estar respondendo ao apelo de Trump para se concentrarem na capital nesta quarta-feira, quando o Congresso deve certificar a vitória eleitoral de Joe Biden.
“Meu comandante-chefe me chamou e meu senhor e salvador me falou” para vir, disse Debbie Lusk, de 66 anos, uma contadora aposentada de Seattle. “Ou recuperamos nosso país ou ele não existe mais”, declarou à AFP.
PROMESSA SINISTRA – Trump publicou no Twitter no mês passado que seus apoiadores deveriam se reunir em Washington DC para o que ele prometeu que seria um dia “selvagem” de protestos.
Grande parte do centro da capital foi vedado com tapumes, com lojas e negócios fechados devido à pandemia e em meio a temores de uma repetição da violência que abalou a cidade durante as marchas por justiça racial no ano passado.
Trump se negou a aceitar que perdeu a eleição de 3 de novembro, fazendo repetidas e infundadas alegações de fraude ou manipulação eleitoral nos estados onde foi derrotado por Biden por margens mais estreitas. Vários tribunais rejeitaram as contestações legais de sua equipe.
PESQUISAS INQUIETANTES – Mais da metade dos eleitores republicanos acredita que Trump venceu ou não tem certeza de quem venceu, de acordo com uma pesquisa realizada em dezembro por especialistas das principais universidades americanas, incluindo Harvard.
Essa confusão era ecoada nesta terça por muitos dos apoiadores reunidos sob um céu cinzento em uma praça fria próxima à Casa Branca. “Não confiamos no resultado da eleição”, afirmou Chris Thomas, uma vendedora aposentada de 69 anos que usava um boné de Trump.
Thomas disse à AFP que ela e seu marido viajaram de Oregon porque acreditam “na liberdade da América” e para mostrar seu apoio às políticas econômicas de Trump que ajudaram a empresa de vinho de seu filho a prosperar.
POUCAS MÁSCARAS – Pelo menos 300 simpatizantes do magnata republicano haviam se reunido até o meio-dia e quase todos eles estavam desobedecendo à obrigatoriedade de uso de máscara imposta pela prefeitura de Washington.
Vários deles disseram que a mídia havia exagerado a gravidade da pandemia de covid-19, que já matou mais de 355.000 pessoas nos Estados Unidos.
No Congresso, o vice-presidente Mike Pence presidirá a sessão conjunta nesta quarta-feira, na qual os legisladores contarão e confirmarão estado a estado os votos do Colégio Eleitoral, que decidem quem ganhou a Casa Branca.
FALSA ALEGAÇÃO – Essa certificação geralmente é uma formalidade, mas Trump tem pressionado Pence, seu fiel escudeiro, para anular a vitória de Biden, argumentando falsamente que o vice-presidente tem autoridade para descartar votos a favor do democrata.
“Realmente nos surpreenderia se Pence não apoiasse Trump”, indicou Thomas, a vendedora aposentada.
Muitos manifestantes estão esperando uma surpresa de última hora que manteria Trump no poder após 20 de janeiro, para quando está marcada a posse de Biden. “Trump ganhou por muito. Há evidências mais do que suficientes”, disse Matthew Woods, de 59 anos, da Califórnia.
VER PARA CRER – Anthony Lima, também da Califórnia, contou que viajou para Washington porque queria ver com seus próprios olhos o que estava acontecendo.
“Muitas agências de notícias não nos dizem a verdade”, afirmou ele. “Estou aberto a acreditar que Joe Biden e Kamala Harris venceram a eleição, só quero uma investigação.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É o último recurso de Trump, que será apresentado na sessão do Congresso por um pequeno grupo de senadores recém-eleitos. Não há possibilidade jurídica de que a iniciativa surta efeito, mas vai atrasar bastante os trabalhos, enquanto do lado de fora se desenrolam os “protestos selvagens”, assim denominados pelo próprio Trump, que parece ter um parafuso frouxo, como se dizia antigamente.
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