quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

 

Balas perdidas e excesso de velocidade transportam a morte pelas ruas do Rio de Janeiro

balas perdidas | Humor Político – Rir pra não chorar

Charge do Pelicano (Arquivo Google)

Pedro do Coutto

As balas perdidas produzidas por tiroteios estão matando seguidamente pessoas nas ruas do Rio, provocando desespero e sensação de insegurança, somando-se o excesso de velocidade por motoristas alucinados e irresponsáveis. As tragédias estão criando uma situação extremamente perigosa que se baseia num tipo macabro de banalidade do mal.

No Globo de segunda-feira, Ancelmo Gois publicou em seu espaço declarações do professor Alessandro Silva Lima, pesquisador da Universidade do Texas, acentuando que o drama está assumindo características extremas.

NA ERA DO NAZISMO – “Banalidade do mal” é o título também do livro de Hanah Arendt, escrito quando ela contratada pelo O Estado de São Paulo e escreveu reportagens sobre o julgamento de Eichman, um nazista que se refugiou na Argentina e que durante a guerra traçou um projeto de extermínio dos judeus nos campos de concentração.

Era a época do hediondo nazismo de Hitler. Hanah Arendt criou a expressão “banalidade do mal”, que para ela marcava um profundo desprezo de Hitler e Eichman pela condição humana.

A intelectual Arendt identificou no carrasco preso em Buenos Aires uma figura que continuava a manter uma frieza pelos crimes coletivos. Arendt disse que Eichman era um homem comum para o qual o genocídio era visto como um processo político banal.

CAOS NO RIO – A mesma atmosfera que pulsava no carrasco encontra-se hoje na cidade do Rio de Janeir,o que parece já ter se conformado com assassinatos de inocentes, seja pelos disparos das armas de fogo, dos punhais e também nos carros em supervelocidade, como foi o caso do casal de professores na Barra da Tijuca.

Na segunda-feira a morte chegou para Marcelo Guimarães na Linha Amarela, altura da Cidade de Deus. Quando poderá chegar ao fim a indústria da morte na atmosfera da cidade?

A população, por culpa dos personagens dos conflitos que se repetem, corre o risco duplo: a vida passa a ter menos valor e a banalidade pela repetição incorpora-se à realidade urbana.

PRESIDÊNCIA DA CÂMARA – Baleia Rossi, presidente do MDB. e Artur Lira, líder do Centrão, continuam suas articulações para a disputa da presidência da Câmara Federal. Reportagem de Danielle Brant, Folha de São Paulo de terça-feira, focaliza a questão.

Minha impressão: Baleia Rossi deve vencer, uma vez que o entusiasmo está impulsionando seus adeptos, ao contrário do que acontece com Arthur Lira. Para mim, a atmosfera predomina nos embates políticos e está conduzindo mais a candidatura Baleia Rossi.

Bolsonaro cria inimigos e falsas narrativas para tentar justificar a sua absoluta incapacidade de governar

Charge do Aroeira (brasil247.com)

Bruno Boghossian
Folha

Antes de completar seis meses no cargo, Jair Bolsonaro divulgou um texto que dizia que o país era “ingovernável”. No ano seguinte, reclamou do Congresso e afirmou: “Realmente, eu não consigo aprovar o que eu quero lá”. Agora, avisou a seus apoiadores que “o Brasil está quebrado” e que, por isso, não tem condições de “fazer nada”.

Desde o início do mandato, Bolsonaro esculpe a figura de um governante impotente. Além de expor sua incapacidade absoluta, esse esforço cumpre uma função política. Ao criar a ilusão de que não consegue entregar benefícios para sua base por culpa de outras pessoas, o presidente trabalha para que a fidelidade de seus eleitores dependa cada vez menos de vantagens concretas.

NO BURACO – Bolsonaro disse nesta terça-feira, dia 5, que não poderia oferecer um alívio na tabela do Imposto de Renda porque o país estava no buraco. Para distrair os bolsonaristas diante de um compromisso frustrado, ele mudou o foco da conversa e afirmou que a ruína econômica havia sido provocada por “esse vírus, potencializado por essa mídia que nós temos”.

O presidente não quis dizer que foi ele mesmo quem escolheu concorrer à Presidência sobre uma plataforma de aperto nas contas, enquanto prometia bondades para o povo. Seu governo, aliás, esteve mais próximo de apresentar a proposta de criação de uma nova CPMF do que de reduzir o Imposto de Renda.

EMBATES – A declaração mostra que Bolsonaro tem ao menos uma vaga ideia das limitações econômicas que enfrentará até o fim do mandato. Com isso, o presidente deve se sentir tentado a bancar suas aventuras políticas com velhos embates ideológicos.

Para preservar o apoio de seus seguidores, Bolsonaro recorre ao conhecido truque da fabricação de inimigos. O governo tenta mostrar serviço com um punhado de rodovias asfaltadas e meia dúzia de aeroportos leiloados, mas confia que os vínculos com o eleitorado permanecerão firmes nos choques com a imprensa, os políticos tradicionais, o STF e, principalmente, a esquerda.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG 
– Por mais que Bolsonaro tente, a sua linha do tempo à frente da Presidência não pode ser apagada. Mesmo para aqueles que insistem em não enxergar, o modus operandi é claro, tosco e sem variantes. Pela sua incapacidade de administrar um país e pela necessidade imperativa de tentar abafar os descalabros cometidos pela sua família, cria e recria cortinas de fumaça, culpa terceiros e diz que não consegue governar. É mais fácil, mas que coloca em risco diariamente toda uma nação. Covardemente opta pelo negacionismo e pelos ataques constantes para justificar a sua inoperância que perdurará até o dia do seu impedimento. Se em três décadas nada fez no Legislativo, não seria agora que as coisas mudariam. Quem esperou por isso, jogou seu voto no lixo. (Marcelo Copelli)

Twitter bloqueia conta de Trump e ameaça bani-lo caso “manipule processos cívicos”

Twitter proíbe compartilhamento de post de Donald Trump - Olhar Digital

Através das redes sociais, Trump incentivou os invasores

Deu em O Globo

Algumas das principais plataformas de mídia digital tomaram medidas inéditas para restringir a circulação de vídeos e mensagens publicados por Donald Trump com teor favorável aos invasores do Congresso dos Estados Unidos nesta quarta-feira, apagando conteúdo produzido pelo presidente. À noite, o Twitter, rede social preferida de Trump, o baniu por 12 horas, até ele excluir por conta própria conteúdo considerado de incitação à violência.

Ao longo de todo o dia, Trump emitiu mensagens simpáticas aos manifestantes. Mesmo quando gravou um vídeo os pedindo para irem para casa, disse que “os amava” e eles eram “muito especiais”.

AMOR E PAZ – À noite, Trump disse em um tuíte: “Estas são as coisas e eventos que acontecem quando uma vitória eleitoral esmagadora e sagrada é e cruelmente, sem cerimônia alguma, retirada de grandes patriotas que foram mal e injustamente tratados por tanto tempo. Vá para casa com amor e em paz. Lembre-se deste dia para sempre!“.

Inicialmente, o Twitter restringiu as interações com as mensagens rotuladas como incitadoras da violência, impedindo que fossem retransmitidas ou tivessem respostas.

Mais tarde, a rede social simplesmente apagou a mensagem de Trump, somando ao todo três exclusões. Pouco depois, a rede social o proibiu de postar por 12 horas.

TEM DE DELETAR – Em uma série de mensagens, o Twitter disse que Trump, ao contrário do público, ainda pode ter acesso às mensagens. Para voltar a poder postar em sua conta, no entanto, ele precisa deletá-las, ou então permanecerá banido. Caso Trump volte a postar conteúdo considerado de incitação à violência, o Twitter disse que o banirá definitivamente.

“Como resultado da situação violenta sem precedentes e contínua em Washington, exigimos a remoção de três tuítes que foram postados hoje por violações repetidas e graves de nossa política de integridade cívica. Você não pode usar os serviços do Twitter com a finalidade de manipular ou interferir em eleições ou outros processos cívicos. Por isso, ficará bloqueado por 12 horas até a remoção desses tuítes. Se os tuítes não forem removidos, a conta permanecerá bloqueada. Futuras violações das regras do Twitter, incluindo nossas políticas de Integridade Cívica ou Ameaças Violentas, resultarão na suspensão permanente do serviço”, disse o Twitter, em uma série de mensagens.

EM TEMPO REAL – A rede social acrescentou que “continuaremos avaliando a situação em tempo real, incluindo o exame da atividade no terreno e as declarações feitas no Twitter. Manteremos o público informado, inclusive se for necessária uma escalação adicional em nossa abordagem de aplicação”.

Uma das mensagens apagadas foi um vídeo, também deletado por Facebook e o YouTube, no qual o presidente tentava deslegitimar o resultado da eleição presidencial depois que seus apoiadores invadiram o Capitólio dos Estados Unidos.

No vídeo, Trump pediu para os manifestantes voltarem para casa, mas insistiu na teoria falsa de que a  eleição foi roubada, e manifestou grande empatia pelos manifestantes, dizendo que são “muito especiais”.

“ELEIÇÃO ROUBADA” – “Eu entendo a sua dor, eu entendo a sua dor. Tivemos uma eleição que foi roubada de nós. Foi uma vitória esmagadora e todos sabem disso, especialmente o outro lado” — disse Trump. “Mas você tem que ir para casa agora. Precisamos ter paz. Temos que ter lei e ordem”.

Trump culpou seus adversários pela violência, e declarou amor àqueles que invadiram o Capitólio:

“Não podemos fazer o jogo dessas pessoas. Precisamos ter paz. Então vá para casa. Nós te amamos; vocês são muito especiais”.

FACE E INSTAGRAM – O Facebook, junto com o Instagram, também bloqueou o presidente de suas plataformas por 24 horas.

“Determinamos duas violações de política contra a página do presidente Trump, que resultará em um bloqueio de recursos de 24 horas, o que significa que ele perderá a capacidade de postar na plataforma durante esse tempo”, informou a empresa de comunicação.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
  – Como se vê, Trump é apenas uma espécie de Bolsonaro que fala inglês. (C.N.)

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