Blog de Luiz Holanda

sábado, 31 de janeiro de 2026

 

Hugo Motta escala aliado para supervisionar emendas após servidora ser alvo da PF

Publicado em 31 de janeiro de 2026 por Tribuna da Internet
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Servidor foi deslocado momentaneamente “para ajudar”

Victoria Azevedo
O Globo

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou um aliado de sua estrita confiança para atuar na gestão das emendas parlamentares na Casa após operação da Polícia Federal mirar a servidora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que é apontada por deputados como quem operava a distribuição desses recursos na gestão Arthur Lira (PP-AL).Tuca manteve essa posição após Motta assumir o comando da Casa, mas foi afastada de suas funções em 12 de dezembro, por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo relatos de parlamentares, ministros do governo e assessores legislativos, Paulo Vinicius Marques Pinheiro, conhecido como Paulinho pelo entorno do presidente da Câmara, foi designado por Motta para supervisionar esse processo após o afastamento de Tuca.

INTERLOCUÇÃO – De acordo com parlamentares, grande parte da organização desse fluxo já estava encaminhada quando Tuca foi afastada. Segundo os relatos, coube à equipe que trabalhava com a servidora atuar na parte operacional, enquanto Pinheiro foi responsável por supervisionar o processo e fazer a interlocução com os líderes, as comissões temáticas e o presidente da Câmara.

Deputados dizem avaliar que o cenário mais provável é que Pinheiro não fique no posto de forma definitiva a partir de fevereiro, com o retorno dos trabalhos legislativos. Um aliado de Motta diz, sob reserva, que o servidor foi deslocado momentaneamente “para ajudar” no fim do ano numa espécie de solução caseira, já que tradicionalmente há um maior fluxo do direcionamento dos recursos nesse período.

Além disso, como mostrou O Globo, a cúpula da Câmara trabalha com a expectativa de que Tuca possa voltar ao trabalho em breve. Em dezembro, a Mesa Diretora recorreu da decisão do Supremo e pediu a Dino que a servidora fosse restabelecida à sua função. Tuca nega ter cometido irregularidades e afirma que a atuação no cargo era “técnica”.

FLUXO DE EMENDAS – Há uma avaliação entre deputados que o retorno dela seria importante para restabelecer o fluxo das emendas, sobretudo em ano eleitoral, quando parlamentares buscam atender suas bases eleitorais mirando ganhos políticos.

A operação que afastou Tuca apura suspeitas de desvio de emendas parlamentares e gerou descontentamento na cúpula da Câmara, que interpretou como um ataque do STF direto ao Parlamento.

Quatro pessoas disseram à reportagem que foram orientadas por Motta, no fim do ano passado, a direcionar as demandas sobre a partilha das emendas para Pinheiro, diante da ausência de Tuca. Procurados, o presidente da Câmara e o servidor não responderam.

ATUAÇÃO NA PARAÍBA –  Pinheiro é descrito como uma pessoa do círculo próximo de Motta e atua nas articulações políticas do deputado na Paraíba, reduto eleitoral do presidente da Câmara. A relação dos dois é tratada por aliados como uma “amizade da vida toda”.

Esse seria um outro motivo para que Pinheiro não fique coordenando o processo da operacionalização das emendas de forma definitiva, já que ele costuma ajudar Motta nas campanhas políticas. Neste ano, além de buscar a reeleição como deputado federal, o presidente da Câmara quer eleger seu pai, o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos-PB), para uma vaga ao Senado.

Segundo informações do boletim administrativo da Câmara, Pinheiro foi nomeado no gabinete de Motta pela primeira vez em 2011 e exonerado em fevereiro de 2025. Atualmente, está lotado no gabinete da Presidência da Casa, em cargo de natureza especial, com remuneração bruta de R$ 23 mil.

Publicado em Geral | 1 Comentário |

Líderes políticos e autoridades podem estar envolvidos com o Banco Master

Publicado em 31 de janeiro de 2026 por Tribuna da Internet
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Charge do JCaesar: 29 de janeiro | VEJA

Charge do JCaesar (VEJA)

Adriana Fernandes e Bruno Boghossian
Folha

As investigações da Polícia Federal envolvendo o Banco Master chegaram a elementos que apontam para o envolvimento de políticos com foro especial, e as apurações sobre essas autoridades terão de correr no STF (Supremo Tribunal Federal).

Provas coletadas pela PF na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, contêm referências a lideranças partidárias e altas autoridades, segundo relatos feitos à Folha, sob anonimato, por investigadores do caso.

VÁRIOS ACHADOS – Quando Vorcaro foi preso, a PF quebrou sigilos, apreendeu documentos e acessou o telefone celular do banqueiro. Os investigadores afirmam que foram feitos “vários achados” com menções a essas figuras

No entanto, as referências aos políticos, na avaliação de investigadores, não têm relação direta com o inquérito sobre a fabricação de carteiras fraudulentas de crédito consignado pelo Master e a negociação de venda para o BRB (Banco de Brasília).

Essas fraudes sustentaram a decisão da Justiça Federal em Brasília que autorizou a primeira fase da operação da PF, em 18 de novembro do ano passado, mesmo dia em que o Master foi liquidado.

REDE DE ALIADOS – Vorcaro ganhou notoriedade em Brasília por ter construído uma rede de aliados políticos e por organizar encontros em uma mansão na capital.

As conhecidas relações do banqueiro provocam tensão entre autoridades desde que o dono do Master foi alvo da PF. Alguns políticos temem que sejam desvendadas suas relações pessoais e financeiras com Vorcaro.

As conexões do banqueiro são consideradas tão amplas que provocaram a leitura de que uma investigação profunda seria comparável à operação Lava Jato, que provocou abalos em diversos partidos e levou a uma série de tentativas de abafar as apurações.

APROFUNDAMENTO – A verificação desses indícios será agora aprofundada pelos investigadores para determinar se houve participação de autoridades no esquema de fraudes de Vorcaro. Eles se somarão aos dados já coletados na segunda fase da operação, que teve como alvo o uso de fundos de investimentos administrados pela gestora Reag para desvio de recursos captados pelo Master com a venda de CDBs (Certificados de Depósitos Bancários).

A segunda fase da operação Compliance Zero, realizada em janeiro, ocorreu já por ordem do ministro do STF, Dias Toffoli, que assumiu o caso após provocação da defesa de Vorcaro, que alegou ter sido encontrada uma referência ao deputado João Bacelar (PL-BA), que tem foro especial.

A referência a Bacelar, no entanto, não é o alvo das apurações da PF neste novo momento. Mas o material encontrado na operação cita outros políticos, incluindo nomes do Congresso.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O vazamento dessas informações para a Folha desperta suspeitas. Os repórteres podem estar sendo usados para justificar a manutenção do inquérito no Supremo, apesar de nenhum detentor de foro privilegiado estar sob investigação. Vamos aguardar para saber que políticos são esses, que, mesmo investigados, não podem ser citados. É muito estranho. (C.N.)

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Caso do resort tornou-se um festival de mentiras envolvendo a família Toffoli

Publicado em 31 de janeiro de 2026 por Tribuna da Internet
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Tribuna da Internet | Pressionado, Toffoli empurra decisão sobre caso Master e amplia desgaste no Supremo

Charge do Spacca (Arquivo Google)

Carlos Newton

O caso do luxuoso resort Tayayá, que pertencia a José Eugenio Toffoli e José Carlos Toffoli, irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo, saiu do noticiário por causa da gravidade do escândalo do grupo Master, embora também esteja cada vez mais enrolado. Toffoli pensa (?) que não sofrerá danos à sua imagem, mas o assunto será investigado pelo Congresso e tudo pode acontecer.

Os repórteres Paulo Ricardo Martins e Lucas Marchesini, da Folha, fizeram uma reportagem definitiva sobre o caso, e até se hospedaram no hotel, que fica no Paraná, fronteira com São Paulo.

LIGAÇÃO AO MASTER – Eles relataram que durante quatro anos (entre 2021 e 2025), os irmãos de Toffoli dividiram o controle do Tayayá com o fundo de investimentos Arleen, que faz parte da intrincada rede montada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, do grupo Master.

As cotas do Arleen eram de propriedade de outro fundo, o Leal, que de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo pertence a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. Os dois foram alvos de uma operação da PF (Polícia Federal) quando tentavam embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A defesa de Zettel não quis se pronunciar. Toffoli e seus irmãos também não aceitam falar a respeito, o que aumenta as suspeitas sobre o comportamento da família, já que há muitas coisas que eles precisam explicar ao respeitável público.

SÃO FREQUENTADORES – O fato concreto é que o ministro Dias Toffoli e seus irmãos, José Eugênio e José Carlos, continuaram a frequentar o Tayayá Resort mesmo após a venda do negócio para o advogado Paulo Humberto Barbosa, apurou a Folha. 

Toffoli chega ao local, na divisa de Paraná com São Paulo, sempre de helicóptero e pousa em um heliponto exclusivo próximo à luxuosa casa que mantém numa área próxima ao resort. Ele usa um barco do Tayayá que não está disponível para outros hóspedes para passeios.

O irmão do ministro Toffoli, José Eugenio Toffoli, era quem administrava o local enquanto a família tinha uma participação societária. Ele também tem uma residência fixa no resort, embora continue morando numa pequena casa a em Marília, interior de São Paulo.

MUITAS MENTIRAS – Sua esposa, entrevistada pelo Estadão, disse que José Eugênio nunca foi sócio do resort e não tem dinheiro para nada. Portanto, ou a mulher está mentindo ou o marido tem uma vida dupla, que é modesta em Marilia e luxuosa no resort…

O atual dono do empreendimento é Paulo Humberto Barbosa e também está mentindo. Aos repórteres Paulo Ricardo Martins e Lucas Marchesini, ele informou que é o  único proprietário do resort. Disse que conheceu o local no fim de 2024 e desde então foi adquirindo participações no empreendimento até se tornar dono.

“Eu tenho grandes amigos de Londrina [PR] que são investidores aqui. Então eu vim para conhecer o complexo. Tentei comprar uma parte, não consegui. Depois fui negociando até que eu consegui comprar a participação”, completou.

CONTRADIÇÕES – Barbosa, porém, diz não ter relação com o fundo de investimentos Arleen nem com o caso Master. “Eu não tenho nada com o Master. Eu não conheço ninguém de Master, eu não conheço nada. Eu nunca, na minha vida, investi em nada. Acho que a única vez que eu investi em alguma coisa, e que eu me arrependi, foi em um consórcio”, disse à reportagem.

Está claro que ele também está mentindo. Como nunca investiu em nada, se agora é dono do resort? Mas logo terá de contar a verdade, porque os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Magno Malta (PL-ES) protocolaram requerimentos nesta quarta-feira (28) convocando um depoimento de Barbosa, que é advogado do  grupo JBS, dos irmãos Batista (Friboi).

Os parlamentares também pedem a convocação de José Carlos e José Eugênio Dias Toffoli, ambos irmãos do ministro. E querem ouvir, ainda, o depoimento de Mario Umberto Degani, primo de Toffoli, também enrolado no resort.

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P.S.
 – O Brasil é mesmo um país surpreendente. Nenhum outro consegue produzir tantos escândalos simultâneos de corrupção. A quantidade é tamanha e tão variada que a gente acaba se perdendo.

P.S. 2 – Antes que eu me esqueça, José Carlos Toffoli é padre e costuma rezar missas no resort em datas festivas. Cabe, então, a pergunta: O que o piedoso cônego está fazendo no meio desses pilantras, como ex-sócio do resort? (C.N.)

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Irã fará acordo com Trump?

Presidente dos EUA afirmou que "só eles sabem ao certo” o prazo estabelecido ao regime iraniano

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Redação O Antagonista
2 minutos de leitura30.01.2026 20:44comentários 0
Irã fará acordo com Trump?
Imagem: White House
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O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 30, que o Irã busca um acordo para evitar uma ação militar americana no país.

Em declaração no Salão Oval, o republicano sugeriu que estabeleceu um prazo para Teerã responder, embora não tenha especificado publicamente quanto tempo o governo iraniano tem.

“Posso dizer o seguinte: eles querem fazer um acordo”, disse.

Questionado sobre a existência de um prazo, o presidente respondeu: “Sim, estabeleci”, acrescentando que “só eles sabem ao certo” qual seria esse limite.“Vamos torcer para que possamos chegar a um acordo. Se isso acontecer, melhor ainda. Caso contrário, veremos o que acontece”, completou.

Irã confirma

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, confirmou que o Irã está disposto a retomar as negociações com os Estados Unidos, desde que sejam justas e equitativas e não incluam a questão dos mísseis e das capacidades de defesa.

Araqchi, contudo, afirmou que  a defesa e os mísseis do país não serão objeto de negociação.

“Preservaremos e expandiremos nossas capacidades defensivas na medida necessária para defender o país “.

Porta-aviões

O Irã afirma que três mil pessoas morreram nos protestos iniciados em dezembro do ano passado contra a crise econômica.

Entre as organizações de direitos humanos, o número de vítimas varia de seis mil a dez mil vítimas.

Em meio à tensão, os EUA enviaram o porta-aviões nuclear USS Abraham Lincoln e seu grupo de ataque no Oriente Médio.

O Irã, por sua vez, afirmou que qualquer intervenção americana desencadearia uma resposta militar contra todas as bases dos EUA na região.

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