quarta-feira, 29 de abril de 2026

 Direito e Justiça

Moraes terá que se explicar à Polícia Federal...

A Polícia Federal vai investigar a qual apartamento Martha Graeff, ex-namorada do banqueiro Daniel Vorcaro, se referiu ao conversar com o dono do Banco Master. Na ocasião, Vorcaro havia dito que estava com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a Band, em mensagens por aplicativo, Martha perguntou ao banqueiro se Moraes “gostou do apartamento”.

jornaldacidadeonline
"A reportagem apurou que os investigadores questionam por que o ministro teria que gostar do imóvel e o motivo de a ex-namorada de Vorcaro perguntar sobre isso com tamanha naturalidade.
A avaliação da PF é que não é comum que um convidado precise aprovar o local onde determinada pessoa mora; por isso, a fala de Martha foi recebida com estranheza desde o início.
Além disso, informações de que Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), recebeu imóveis em troca de facilitar fraudes acenderam um alerta na PF.
Os investigadores, que antes buscavam pistas em paraísos fiscais, dinheiro em espécie e transferências bancárias, agora mudam o cenário de análise. Os agentes estão em alerta para apurar se Alexandre de Moraes também teria sido favorecido por Vorcaro com imóveis de luxo."

 

Suspeita de fraude aumenta, porque Messias “provou” prática forense que jamais teve

Na reta final para a sabatina, Messias tenta agenda com Alcolumbre e se reúne com cúpula da CCJ

Senadores precisam exigir a carteira original de Messias na OAB

Carlos Newton

Nesta série de reportagens da Tribuna da Internet sobre a indicação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal, foi levantada a suspeita de fraude na comprovação de que em 2006 o então bacharel Jorge Messias já teria dois anos de prática forense, condição exigida para ser nomeado procurador da Fazenda Nacional.

A ocorrência de irregularidade no cumprimento dessa obrigatoriedade fica reforçada agora, às vésperas da aprovação de Messias pelo Senado, devido ao teor do Ofício nº 54 da Escola de Administração Fazendária (ESAF), de 8 de junho de 2006.

SEM PRÁTICA FORENSE – Esse comunicado oficial relaciona os candidatos que conseguiram demonstrar os dois anos de experiência jurídica. Entre eles estava José Messias.

Essa informação do edital vem comprovar a impossibilidade de Messias ter cumprido regularmente a exigência, porque se formou em fins de 2003, mas desde fevereiro de 2002 já estava trabalhando na Caixa Econômica Federal em Recife, como técnico bancário, em regime de horário integral e dedicação exclusiva, conforme ele próprio registrou em seus vários currículos.

Caixa Econômica Federal (08/2002-06/2006) – Técnico Bancário. Vínculo: Celetista formal. Enquadramento Funcional: Empregado Concursado. Carga horária: 40., Regime: Dedicação exclusiva” – informou o próprio Messias.

IMPOSSIBILIDADE – Não houve engano, Messias não digitou errado as datas, porque nos currículos ele discrimina as atividades em Recife: 08/2002-01/2004, Direção e administração, Agência Teatro Marrocos. Cargo ou função, Técnico de Fomento. 02/2004-06/2006, Direção e administração, Agência Teatro Marrocos. Cargo ou função, Gerente de Relacionamento Estados e Municípios.

Bem, trabalhando das 9 às 17 horas na agência da Caixa, o jovem bacharel Jorge Messias não poderia estar atuando ao mesmo tempo no Fórum de Recife, em busca de dois anos de prática forense. Justamente por isso, não existe, em nenhum dos quatro currículos de Messias a citação de que tenha feito estágio como estudante ou bacharel, antes de fazer o exame da OAB.

Para comprovar esse período de experiência, é necessário demonstrar atuação em cinco atos judiciais por ano, mediante cópias autenticadas de petições em que apareçam data e nome/assinatura do advogado. Messias não tinha nada disso, por trabalhar em horário integral na agência da Caixa.

IMPOSSIBILIDADE – Como se vê, Messias somente poderia provar os dois anos através de declaração emitida por algum escritório de advocacia de Recife, informando que ele trabalhara dois anos como estagiário.

Mas isso somente poderia ser provado se tivesse carreira de trabalho assinada e inscrição na OAB como estagiário antes de 8 de junho de 2004, porque esse registro provisório teria de ser feito dois anos antes de Messias ser nomeado.

Como ele admite ter trabalhado na Caixa Econômica durante esses alegados dois anos, em “horário integral e dedicação exclusiva”, não teria valor qualquer documento que possa ter entregue à ESAF para comprovar esses dois anos de estágio, sem a apresentação simultânea das dez cópias autenticadas de petições incluindo o nome dele como estagiário, caso contrário sua nomeação teria ocorrido mediante fraude.

INSCRIÇÃO NA OAB – Dai a importância da primeira inscrição de Messias na OAB de Pernambuco, antes dele cancelá-la e transferi-la para Brasília, fazendo com que seus dados literalmente sumissem do histórico da Seccional da Ordem.

Esse cancelamento da inscrição original na OAB, ao se mudar para outro Estado, é um ato absolutamente incomum, somente praticado por advogado que fracassa na profissão e tem dificuldades para pagar a anuidade num Estado e evita pagar em duas Seccionais da OAB.

A prática é exatamente o contrário. Quando se mudam para a capital do país e assumem importantes cargos públicos, os advogados sempre têm orgulho de manter a inscrição em sua terra de origem e fazem apenas uma inscrição suplementar no DF, sem cancelar e apagar o registro  original.

EXIBIR A CARTEIRA – Diante dessa nebulosa situação, para aprovar Jorge Messias na sabatina, os 27 membros da Comissão de Constituição e Justiça do Senado precisam exigir que ele exiba sua carteira original da OAB, para que seja possível saber se estava inscrito como estagiário antes de 8 de junho de 2004.

Se o registro for posterior, comprova que a nomeação foi mesmo fraudada. Infelizmente, a OAB se recusa a divulgar a data dessa inscrição, exigindo que o jornalista da Tribuna da Internet entre na Justiça para que algum juiz autorize a divulgação, vejam até onde vai a desfaçatez dessa gente.

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P.S. 1 –
 Comprovar prática forense é como demonstrar que foi vacinado. Ou você exibe o certificado na hora ou terá de fabricar um e apresentá-lo em grau de recurso. Foi o que aconteceu com Jorge Messias. Não tinha como provar a prática forense e teve de fabricar um certificado.

P.S. 2 – Esta série de reportagens mostra que Jorge Messias está realmente sob suspeita. Mas o motivo maior para o Senado não aceitar a ida dele para o STF é o simples fato de não ter notório saber nem reputação ilibada. Como disse lá atrás o almirante Francisco Barroso, o Brasil espera que cada um cumpra seu dever. (C.N.)

 

Por Redação g1

 

Movimentação de navios no Estreito de Ormuz, em Omã, no dia 27 de abril de 2026 — Foto: Reuters

Movimentação de navios no Estreito de Ormuz, em Omã, no dia 27 de abril de 2026 — Foto: Reuters

O Irã afirmou que só permitirá novamente a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz após o fim definitivo da guerra com Estados Unidos e Israel e desde que sejam respeitados os protocolos de segurança definidos por Teerã. As informações foram divulgadas pela agência iraniana Fars News Agency nesta quarta-feira (29).

Segundo a Fars, o vice-ministro da Defesa do Irã, brigadeiro-general Reza Talaei-Nik, declarou que a retomada do trânsito pelo canal dependerá de garantias de que a segurança iraniana não será comprometida.

A declaração foi feita durante uma reunião de ministros da Defesa da Organização para Cooperação de Xangai, em Bishkek, no Quirguistão.

“Permitir o trânsito tranquilo de navios comerciais estará na pauta após o fim da guerra, desde que sejam observados protocolos que não comprometam a segurança do Irã”, afirmou Talaei-Nik, segundo a Fars.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte global de petróleo e gás. Atualmente, o fluxo de embarcações segue reduzido devido às restrições impostas pelo Irã, ao bloqueio naval dos Estados Unidos nos portos iranianos e aos recentes ataques e apreensões de navios na região.

    De acordo com Talaei-Nik, as restrições são uma resposta direta aos ataques realizados por EUA e Israel contra o território iraniano, iniciados no fim de fevereiro.

Autoridades iranianas já haviam afirmado que garantir segurança e estabilidade para embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz não será gratuito. No mês passado, a Comissão de Segurança do Parlamento iraniano aprovou um plano para impor tarifas aos navios que utilizarem a passagem.

Também nesta terça, o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, afirmou que Teerã não considera encerrada a guerra com os Estados Unidos e Israel.

“Não consideramos que a guerra tenha acabado. Nossa situação atual ainda é considerada de guerra”, declarou, segundo a Fars.

Ele afirmou ainda que, se houver novos ataques contra o Irã, a resposta será mais dura do que nas ofensivas anteriores. Akraminia também declarou que o Irã manteve a produção de drones durante o conflito e que parte dos equipamentos usados nas operações foi fabricada e utilizada em plena guerra.

Segundo ele, mais de 170 drones e 16 aeronaves militares foram abatidos pelas unidades de defesa do Exército iraniano e pela Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica.