segunda-feira, 23 de março de 2026

 

Erdogan: 'Que Deus destrua Israel'

Falando na oração do Eid al-Fitr, a celebração do fim do mês do Ramadã, presidente turco culpa Benjamin Netanyahu pela crise no Oriente Médio

Por JB INTERNACIONAL
redacao@jb.com.br

Publicado em 21/03/2026 às 16:06

Alterado em 21/03/2026 às 23:13

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan Foto: Reuters / Murat Cet Nmuhurdar

Aconteceu na mesquita Güneysu, em sua cidade natal, Rize. Assim que saiu, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan fez uma declaração de significativo impacto retórico, criticando duramente Israel, prometendo que o país sofrerá as consequências de seus "assassinatos" em toda a região. Disse ele: "O Oriente Médio está em turbulência; Estamos constantemente perdendo mártires e veteranos. Que Deus nos proteja e nos liberte o mais rápido possível da praga dos sionistas. Que Deus destrua completamente Israel em nome de Seu glorioso nome Al-Kahhar".

O líder turco falou sobre a situação no Oriente Médio, afirmando: "Como é bem conhecido, o Israel sionista matou centenas de milhares de pessoas".

"Se Deus quiser, Ele pagará o preço. Não tenho dúvidas sobre isso".

Erdogan disse que as ações de Benjamin Netanyahu "ameaçam a paz regional e global", expressando sua crença de que os muçulmanos "superarão esses dias difíceis".

"Deixamos para trás o abençoado Ramadã, cujo começo é a misericórdia, cuja metade é o perdão e cujo fim é a salvação do tormento eterno, e hoje somos honrados com o Eid al-Fitr", disse Erdogan.

"Que Allah conceda que o Eid al-Fitr seja um meio de salvação e renascimento para todo o mundo islâmico. Que também seja um meio de unidade, fraternidade e solidariedade em nosso país", acrescentou.

Erdogan também falou sobre os muitos conflitos em andamento ao redor do mundo, incluindo a guerra Rússia-Ucrânia ao norte da Turquia, acusando a "rede de genocídio sionista" de bloquear a ajuda a Gaza, matar pessoas, demolir prédios e agir como "bandidos", em referência aos ataques israelenses à Palestina.

Ele denunciou o fechamento da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, usando a guerra com o Irã como pretexto, assim como a aceleração das atividades ilegais de assentamentos e das políticas expansionistas na Cisjordânia e em outros territórios palestinos ocupados.

Desde 2 de março, acrescentou, Israel matou 1.000 pessoas no Líbano, com mais de 1 milhão deslocados à força.

A Turquia está mobilizando "todos os seus meios" para restaurar a paz e a estabilidade, reiniciar o diálogo e a diplomacia.

Erdogan expressou solidariedade com aqueles que vivem em luto no Eid al-Fitr, especialmente em Gaza, dizendo: "Acredito que em breve superaremos este período difícil em nossa região, apoiando-nos uns aos outros, com esperança, paciência e resiliência".

Ele enfatizou que "o mundo islâmico está tentando novamente superar um caminho cheio de obstáculos, armadilhas, conspirações e armadilhas".

Sobre outros conflitos regionais, ele observou que os esforços da Turquia levaram a uma pausa para o Eid nos confrontos entre Paquistão e Afeganistão, esperando que isso se torne permanente: "Pelo menos acolhemos o fato de que os dedos foram retirados dos gatilhos entre os dois países irmãos, que não haverá mais sangue e que os dois povos irmãos podem celebrar o feriado em paz".

E novamente: "Que Allah nos ajude. Que o Eid al-Fitr seja uma fonte de bem para nosso país e nossa nação", finalizou.

(com informações do "Corriere della Sera")

 

Tudo por dinheiro! PT investiga um genro de Silvio Santos, envolvido no caso Master

PGR pede reabertura de inquérito contra Fábio Faria por propinas da Odebrecht – CartaCapital

Fábio Faria atuava no STF em defesa de Daniel Vorcaro

Carlos Newton

A política brasileira está cada vez mais surrealista, devido à abrangência do escândalo do banco Master, que incrimina autoridades dos Três Poderes, incluindo dois ministros do Supremo – Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. E as apurações a cargo da Polícia Federal estão enveredando por cenários verdadeiramente inesperados.

É o caso da investigação sobre o ex-deputado Fábio Faria (PP-RN), casado com Patrícia Abravanel, apresentadora de programas no SBT. Segundo a força-tarefa que apura o escândalo, o genro de Silvio Santos era íntimo do banqueiro Daniel Vorcaro e aparece diversas vezes nas mensagens dos celulares do dono do Master.

FARIAS OU FARIA? – O ex-deputado Fábio Faria é filho do político Robinson Farias, que passou a assinar “Faria” para simular parentesco com Wilma Faria, então governadora do Rio Grande do Norte, e ganhar votos dos eleitores dela. Com essa manobra, cresceu na política como deputado, presidiu a Assembleia, foi eleito vice-governador e depois tornou-se governador.  

Robinson Farias (ou Faria) elegeu seu filho Fábio deputado federal em 2006 e lhe garantiu mais três mandatos. Em 2022, porém, Robinson sentiu que perderia a eleição ao Senado e decidiu se candidatar à Câmara, fazendo com que o filho abandonasse a política e passasse a se dedicar exclusivamente aos interesses da família Farias (ou Faria).

Na Câmara, Fábio foi um fracasso e só conseguiu aprovar um projeto que considera relevante – a lei 13.111, em 2015, obrigando as agências a informar ao comprador a situação de regularidade dos carros e motos usados, como eventuais multas, impostos e taxas a pagar etc. E era chamado de galã, devido a seu sucesso com mulheres famosas, como a atriz Priscila Fantin e as apresentadoras Adriane Galisteu e Sabrina Sato, antes de se casar em 2017 com Patrícia Abravanel.

TUDO EM FAMÍLIA – A Polícia Federal já levantou que Fábio operava diretamente para o Master representando não somente o pai, mas também o tio, Ricardo Mesquita de Faria (ou Farias), responsável pelos nebulosos negócios empresariais da família, que incluem projetos conjuntos com Vorcaro, como a empresa Super Empreendimentos e Participações S/A.

Esta sociedade anônima é sediada em São Paulo, atua no setor de participações societárias e era administrada por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, embora esteja registrada em nome dos diretores Leonardo Augusto Furtado Palhares e Ana Claudia Queiroz de Paiva.

Os peritos da Polícia Federal já decifraram mensagens entre Fábio Faria e Vorcaro, que comprovam a atuação do ex-deputado como operador do banqueiro no Supremo e revelam sua intimidade também com o ministro Dias Toffoli. E surgem cada vez mais informações sobre a família Faria (ou Farias)

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P.S. –
 É difícil saber se a arte imita a vida ou se ocorre o contrário, com a vida imitando a arte. Nesse intrigante episódio, é certo que vida e arte se misturam, com Fábio Faria demonstrando admiração enorme por Silvio Santos, a ponto de dar o nome de Senor Abravanel a um de seus filhos e também seguir o lema “Tudo por Dinheiro”. (C.N.)

Sputnik

 

'Não queremos morrer por Israel': militares dos EUA expressam frustração com a guerra contra o Irã

Militares dos EUA participam de um exercício conjunto com tropas panamenhas no Canal do Panamá durante a visita do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ao Porto de Rodman, oeste do Panamá, 8 de abril de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 23.03.2026
Alguns militares dos EUA estão decepcionados com o ataque militar contra o Irã e dizem que "não querem morrer por Israel", informou a mídia norte-americana, citando fontes.
A publicação, que entrevistou militares, reservistas e organizações de direitos humanos que defendem os militares, afirma que alguns militares norte-americanos envolvidos no conflito reclamam de vulnerabilidade, estresse severo, decepção e desilusão, a ponto de considerarem deixar as Forças Armadas.

"Estou ouvindo dos militares as palavras: 'Não queremos morrer por Israel — não queremos ser peões políticos'", disse um reservista e mentor de jovens soldados, citado pelo HuffPost.

Outro reservista, que mantém contato com os militares envolvidos no conflito, que também falou ao portal sobre condição de anonimato, revelou uma tendência semelhante.
A publicação enfatizou que o descontentamento dentro das Forças Armadas dos EUA em relação às operações de Washington no Oriente Médio, bem como os problemas de moral entre os militares, podem diminuir as chances de sucesso da campanha.
Três versões de centrífugas de fabricação iraniana em Natanz, usina de enriquecimento de urânio no Irã, 6 de junho de 2018 - Sputnik Brasil, 1920, 21.03.2026
Panorama internacional
EUA, Israel e Irã trocam ataques à instalações nucleares
A publicação observa que os reservistas citam a falta de uma narrativa clara e consistente que justifique uma guerra contra o Irã como o principal fator de desmoralização.
Na sexta-feira (20), a CBS News noticiou, citando fontes informadas, que o Pentágono havia preparado planos detalhados para o possível envio de tropas terrestres ao Irã, a fim de fornecer ao governo Trump uma gama completa de cenários militares em meio à escalada do conflito no Oriente Médio.
Os EUA e Israel começaram a atacar o Irã em 28 de fevereiro. O Irã lançou ataques retaliatórios contra território israelense e instalações militares norte-americanas no Oriente Médio.

 Direito e Justiça

Vaza informação de dentro do Supremo e ministros já dão como certa saída de Toffoli

Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF), cresce a avaliação entre parte dos ministros de que o cenário envolvendo o chamado caso Master pode levar o ministro Dias Toffoli a deixar a Corte, seja por renúncia ou aposentadoria antecipada. A percepção, segundo apuração do jornalista Matheus Teixeira, da CNN, é de que a crise dificilmente será superada no curto prazo.

De acordo com relatos, embora Toffoli sustente internamente que não pretende deixar o cargo — inclusive tendo adotado a medida de suspeição em processos relacionados — há magistrados que consideram sua saída um desfecho praticamente inevitável. “O ministro Dias Toffoli é categórico nos bastidores ao dizer que não vai sair do STF, inclusive, fez o movimento de suspeição por isso. Mas, por outro lado, há ministros que avaliam que será inevitável uma renúncia, uma aposentadoria. Quando que o Supremo vai sair do epicentro da crise do Banco Master? Ninguém tem esperança de que isso aconteça rapidamente. E, portanto, uma saída do ministro Dias Toffoli poderia aliviar essa crise”, declarou o comunicador.

Ainda conforme a análise, o entendimento interno é de que, apesar de Alexandre de Moraes também enfrentar pressões, ele conta com maior sustentação política e institucional. Esse fator contribuiria para um tratamento distinto entre os dois ministros no contexto atual.

“O presidente Lula tem algumas rusgas com Dias Toffoli. Inclusive, foi ele que indicou Toffoli para o STF em 2003, e depois quando estava preso, ele não permitiu que Lula fosse no velório do irmão dele. Isso criou um clima muito ruim entre os dois, e que também prejudica a situação. Muito diferente de Moraes, que conduziu todo o processo contra Jair Bolsonaro. (…) Portanto, ele [Moraes] tem hoje um simbolismo maior dentro da Corte. Sacrificar Alexandre de Moraes teria um custo político muito maior que sacrificar Dias Toffoli”, relatou Teixeira.

Paralelamente, conforme já noticiado, a Polícia Federal avalia que eventuais desdobramentos envolvendo ministros do STF no caso estariam diretamente ligados às decisões do relator do processo, o ministro André Mendonça. A leitura dentro da corporação é de que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, estaria alinhado a uma ala do Supremo que busca conter os danos institucionais e reduzir o impacto da crise.