terça-feira, 24 de março de 2026

 

Ponto de Vista: A delação de 

Vorcaro pode “morrer na casca”

Por Luiz Holanda


Tribuna da Bahia, Salvador
24/03/2026 06:00
3 horas e 46 minutos

A midiática delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, colocará sob escrutínio vínculos com as mais altas autoridades da República, principalmente do Judiciário, entre as quais os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF.   Esses dois, segundo a imprensa, serão blindados, bem como o Planalto, mas, nos bastidores, a avaliação é de que o alcance da delação pode variar conforme o órgão responsável pela negociação. Se prevalecer a competência da Policia Federal, alguma coisa pode acontecer. Caso contrário, ou seja, se a PGR comandar a investigação, nada acontecerá.  Em uma delação premiada normal -sem a pressão de certas autoridades-, a condução deve ser feita pela Polícia Federal, que tem preparo técnico e competência para conseguir as informações necessárias para desvendar a corrupção do Banco Master. Já com a PGR, a coisa muda, pois o seu Procurador-Geral, Paulo Gonet, além de amigo dos ministros envolvidos, foi flagrado degustando o famoso whisky Macallan com Vorcaro, Moraes e outros, em Londres.

A delação premiada é um instrumento de cooperação entre investigados e o Estado. Na prática, trata-se de um acordo pelo qual o acusado fornece informações relevantes sobre os crimes investigados, podendo receber, em troca, a redução da pena, mudança no regime de cumprimento, penas alternativas, perdão judicial ou a possibilidade de o Ministério Público não apresentar denúncia. Em contrapartida, o delator precisa contar tudo o que sabe sobre os fatos relacionados à investigação, além de apresentar elementos que ajudem a comprovar suas declarações. As colaborações premiadas podem redefinir investigações e beneficiar o delator, como no caso do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do presidente Jair Bolsonaro. Sua delação foi decisiva para o ministro Alexandre de Moraes condenar o ex-presidente Bolsonaro. Em troca, Mauro Cid recebeu uma pena de apenas dois anos, a permissão para manter sua patente militar e medidas de proteção para si e sua família. O acordo foi alvo de críticas, especialmente pelas inconsistências nos depoimentos, mas acabou mantido pelo Supremo.

Na delação do ex-deputado Roberto Jefferson, peça-chave na revelação do escândalo do Mensalão ao detalhar o funcionamento do esquema e apontar os operadores, sua contribuição permitiu a redução da pena e o cumprimento da condenação em regime mais brando do que o inicialmente previsto. Já na Operação Lava Jato, com mais de 100 acordos homologados, essa possibilidade praticamente não existiu.   A delação de Léo Pinheiro, ex-executivo da OAS, cuja colaboração ajudou a condenar o ex-sindicalista Lula da Silva, praticamente foi anulada pelo Judiciário, permitindo que Lula deixasse a prisão para voltar à presidência da República. O advogado de Pinheiro, na época, foi José de Oliveira Lima, o Juca, o mesmo que Vorcaro contratou para fazer a sua. O que está chamando a atenção é que a delação de Vorcaro será diferente, pois seu advogado teria apresentado ao STF uma proposta de delação que seria prestada perante a Polícia Federal e a PGR, envolvendo apenas algumas autoridades políticas, deixando de fora os ministros do STF.  A proposta foi levada ao ministro André Mendonça visando construir um acordo com maior segurança jurídica para Vorcaro e a redução do risco de questionamentos futuros. O ministro André Mendonça teria sinalizado positivamente para o acordo, que rompe com os padrões tradicionais das colaborações anteriormente efetuadas. Historicamente, acordos desse tipo são conduzidos por um único órgão, mas a proposta de Vorcaro inclui também a PGR, mudando completamente as regras do instituto.

A avaliação é que uma colaboração envolvendo alguns ministros do Supremo teria baixa probabilidade de aceitação por parte da PGR, comandada por Paulo Gonet. Com a PGR dentro, a proposta será aceita.  Ainda está na fase inicial e vai depender do alinhamento entre os órgãos envolvidos e sua consequente validação pelo Supremo. Se aceita, redefinirá o formato das colaborações premiadas em casos de grande impacto político e econômico, envolvendo autoridades do Judiciário. Seja como for, de concreto, mesmo, até agora temos pouca coisa, a não ser muita propaganda e demasiada exploração midiática. Paulo Gonet, cuja atuação é marcada pela oposição à prisão de Vorcaro e pela revelação de encontros sociais com o delator, além de um "descompasso" público com o ministro André Mendonça, foi alvo de críticas diretas à postura da PGR na decisão que ordenou a prisão de Vorcaro. Gonet rebateu as críticas, defendendo o que chamou de "boa técnica" e prudência processual. Mas o fato é que, nos meios jurídicos e políticos, a especulação é que a delação de Vorcaro, na forma como está sendo apresentada, pode “morrer na casca”. Tudo vai depender da Polícia Federal.

Luiz Holanda é advogado e professor universitário

segunda-feira, 23 de março de 2026

 nternacional

URGENTE: Trump faz o primeiro ataque poucas horas após ultimato ao Irã

A Força Aérea do Irã declarou neste domingo (22) ter atingido um caça americano modelo F-15E nas proximidades da ilha de Hormuz, poucas horas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabelecer um ultimato exigindo a reabertura do Estreito de Ormuz.Keto Viva

Segundo informações divulgadas por autoridades iranianas, o avião teria sido alvejado, mas o destino da aeronave ainda não foi confirmado. A mídia estatal também exibiu imagens em infravermelho que supostamente mostram um caça com características semelhantes ao F-15 lançando iscas térmicas — recurso utilizado para despistar mísseis guiados por calor. No entanto, não há comprovação visual de que a aeronave tenha sido efetivamente atingida.Até o momento, o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos, responsável pela região, não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

Caso a informação seja confirmada, este poderá ser um episódio inédito no conflito em curso. Até então, relatos indicavam que o Irã havia conseguido atingir um caça F-35, embora, segundo os americanos, a aeronave tenha conseguido pousar em segurança em território aliado, sem ferimentos ao piloto.Keto Viva

As perdas confirmadas de aeronaves ocorreram anteriormente no Kuwait, onde três caças F-15E foram abatidos durante ações defensivas contra ataques iranianos. Os pilotos conseguiram se ejetar e sobreviver. Em outro incidente, um avião-tanque KC-135 colidiu no ar sobre o Iraque, resultando na morte de seis militares.

Além disso, um helicóptero de transporte militar do Qatar caiu no mar durante uma operação considerada rotineira, causando a morte de sete tripulantes. De acordo com o governo local, o acidente foi provocado por falha mecânica.

O episódio ocorre após Trump anunciar, na noite de sábado (21), que concederia 48 horas para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por cerca de um quinto do fluxo global de petróleo e gás natural liquefeito. Desde o início do conflito, o tráfego na região foi drasticamente reduzido.

O presidente norte-americano também tem pressionado aliados a formar uma força-tarefa internacional para garantir a segurança da navegação comercial. No entanto, a adesão tem sido limitada, em razão dos riscos elevados impostos pela presença militar iraniana na área.chá em jejum queima 7 kg de gordura por semana!

Em resposta, o governo iraniano afirmou que poderá retaliar eventuais ataques americanos contra sua infraestrutura energética, mirando alvos ligados aos Estados Unidos em todo o Oriente Médio.

 

Erdogan: 'Que Deus destrua Israel'

Falando na oração do Eid al-Fitr, a celebração do fim do mês do Ramadã, presidente turco culpa Benjamin Netanyahu pela crise no Oriente Médio

Por JB INTERNACIONAL
redacao@jb.com.br

Publicado em 21/03/2026 às 16:06

Alterado em 21/03/2026 às 23:13

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan Foto: Reuters / Murat Cet Nmuhurdar

Aconteceu na mesquita Güneysu, em sua cidade natal, Rize. Assim que saiu, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan fez uma declaração de significativo impacto retórico, criticando duramente Israel, prometendo que o país sofrerá as consequências de seus "assassinatos" em toda a região. Disse ele: "O Oriente Médio está em turbulência; Estamos constantemente perdendo mártires e veteranos. Que Deus nos proteja e nos liberte o mais rápido possível da praga dos sionistas. Que Deus destrua completamente Israel em nome de Seu glorioso nome Al-Kahhar".

O líder turco falou sobre a situação no Oriente Médio, afirmando: "Como é bem conhecido, o Israel sionista matou centenas de milhares de pessoas".

"Se Deus quiser, Ele pagará o preço. Não tenho dúvidas sobre isso".

Erdogan disse que as ações de Benjamin Netanyahu "ameaçam a paz regional e global", expressando sua crença de que os muçulmanos "superarão esses dias difíceis".

"Deixamos para trás o abençoado Ramadã, cujo começo é a misericórdia, cuja metade é o perdão e cujo fim é a salvação do tormento eterno, e hoje somos honrados com o Eid al-Fitr", disse Erdogan.

"Que Allah conceda que o Eid al-Fitr seja um meio de salvação e renascimento para todo o mundo islâmico. Que também seja um meio de unidade, fraternidade e solidariedade em nosso país", acrescentou.

Erdogan também falou sobre os muitos conflitos em andamento ao redor do mundo, incluindo a guerra Rússia-Ucrânia ao norte da Turquia, acusando a "rede de genocídio sionista" de bloquear a ajuda a Gaza, matar pessoas, demolir prédios e agir como "bandidos", em referência aos ataques israelenses à Palestina.

Ele denunciou o fechamento da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, usando a guerra com o Irã como pretexto, assim como a aceleração das atividades ilegais de assentamentos e das políticas expansionistas na Cisjordânia e em outros territórios palestinos ocupados.

Desde 2 de março, acrescentou, Israel matou 1.000 pessoas no Líbano, com mais de 1 milhão deslocados à força.

A Turquia está mobilizando "todos os seus meios" para restaurar a paz e a estabilidade, reiniciar o diálogo e a diplomacia.

Erdogan expressou solidariedade com aqueles que vivem em luto no Eid al-Fitr, especialmente em Gaza, dizendo: "Acredito que em breve superaremos este período difícil em nossa região, apoiando-nos uns aos outros, com esperança, paciência e resiliência".

Ele enfatizou que "o mundo islâmico está tentando novamente superar um caminho cheio de obstáculos, armadilhas, conspirações e armadilhas".

Sobre outros conflitos regionais, ele observou que os esforços da Turquia levaram a uma pausa para o Eid nos confrontos entre Paquistão e Afeganistão, esperando que isso se torne permanente: "Pelo menos acolhemos o fato de que os dedos foram retirados dos gatilhos entre os dois países irmãos, que não haverá mais sangue e que os dois povos irmãos podem celebrar o feriado em paz".

E novamente: "Que Allah nos ajude. Que o Eid al-Fitr seja uma fonte de bem para nosso país e nossa nação", finalizou.

(com informações do "Corriere della Sera")

 

Tudo por dinheiro! PT investiga um genro de Silvio Santos, envolvido no caso Master

PGR pede reabertura de inquérito contra Fábio Faria por propinas da Odebrecht – CartaCapital

Fábio Faria atuava no STF em defesa de Daniel Vorcaro

Carlos Newton

A política brasileira está cada vez mais surrealista, devido à abrangência do escândalo do banco Master, que incrimina autoridades dos Três Poderes, incluindo dois ministros do Supremo – Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. E as apurações a cargo da Polícia Federal estão enveredando por cenários verdadeiramente inesperados.

É o caso da investigação sobre o ex-deputado Fábio Faria (PP-RN), casado com Patrícia Abravanel, apresentadora de programas no SBT. Segundo a força-tarefa que apura o escândalo, o genro de Silvio Santos era íntimo do banqueiro Daniel Vorcaro e aparece diversas vezes nas mensagens dos celulares do dono do Master.

FARIAS OU FARIA? – O ex-deputado Fábio Faria é filho do político Robinson Farias, que passou a assinar “Faria” para simular parentesco com Wilma Faria, então governadora do Rio Grande do Norte, e ganhar votos dos eleitores dela. Com essa manobra, cresceu na política como deputado, presidiu a Assembleia, foi eleito vice-governador e depois tornou-se governador.  

Robinson Farias (ou Faria) elegeu seu filho Fábio deputado federal em 2006 e lhe garantiu mais três mandatos. Em 2022, porém, Robinson sentiu que perderia a eleição ao Senado e decidiu se candidatar à Câmara, fazendo com que o filho abandonasse a política e passasse a se dedicar exclusivamente aos interesses da família Farias (ou Faria).

Na Câmara, Fábio foi um fracasso e só conseguiu aprovar um projeto que considera relevante – a lei 13.111, em 2015, obrigando as agências a informar ao comprador a situação de regularidade dos carros e motos usados, como eventuais multas, impostos e taxas a pagar etc. E era chamado de galã, devido a seu sucesso com mulheres famosas, como a atriz Priscila Fantin e as apresentadoras Adriane Galisteu e Sabrina Sato, antes de se casar em 2017 com Patrícia Abravanel.

TUDO EM FAMÍLIA – A Polícia Federal já levantou que Fábio operava diretamente para o Master representando não somente o pai, mas também o tio, Ricardo Mesquita de Faria (ou Farias), responsável pelos nebulosos negócios empresariais da família, que incluem projetos conjuntos com Vorcaro, como a empresa Super Empreendimentos e Participações S/A.

Esta sociedade anônima é sediada em São Paulo, atua no setor de participações societárias e era administrada por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, embora esteja registrada em nome dos diretores Leonardo Augusto Furtado Palhares e Ana Claudia Queiroz de Paiva.

Os peritos da Polícia Federal já decifraram mensagens entre Fábio Faria e Vorcaro, que comprovam a atuação do ex-deputado como operador do banqueiro no Supremo e revelam sua intimidade também com o ministro Dias Toffoli. E surgem cada vez mais informações sobre a família Faria (ou Farias)

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P.S. –
 É difícil saber se a arte imita a vida ou se ocorre o contrário, com a vida imitando a arte. Nesse intrigante episódio, é certo que vida e arte se misturam, com Fábio Faria demonstrando admiração enorme por Silvio Santos, a ponto de dar o nome de Senor Abravanel a um de seus filhos e também seguir o lema “Tudo por Dinheiro”. (C.N.)