terça-feira, 28 de julho de 2026

 

Se vivessem hoje, Marx e Engels estariam empolgados com o fim das ideologias

Karl Marx: conheça a vida e a obra do pensador alemão - Revista Galileu | História

Engels e Marx provocaram a humanização do capitalismo

Carlos Newton

Há muitos anos, na década de 80, ainda no regime militar, tive a honra de ser autor de uma série de artigos que motivaram debates entusiásticos na Escola Superior de Guerra. Publicada antes da queda do muro de Berlim e da derrocada da União Soviética, a série de artigos tinha um título profético – “O Fim das Ideologias”.

Infelizmente, não fui convidado a participar dos debates, porque minha ficha no Serviço Nacional de Informações (SNI) indicava que eu era membro do Partido Comunista”, ao qual jamais fui ligado, embora continue a ser ardoroso admirador de Karl Marx e Friedrich Engels, dois pensadores que conseguiram mudar o mundo.

GRANDES AMIGOS – Sem Engels, não existiria Marx, que era um intelectual pobretão, sem dinheiro para sustentar a família, enquanto Engels era de família rica e seu pai se tornara um dos primeiros empresários multinacionais, com fábricas de tecido na Alemanha e na Inglaterra.

Assim, sem o dinheiro de Engels, que o sustentou a vida inteira, Marx não teria tempo para estudar e desenvolver suas teorias humanitárias, junto com o amigo.

Engels era um intelectual de primeira linha, porém Marx se tornou muito mais importante do que ele, porque assinava como autor os estudos desenvolvidos em conjunto, cuja autoria Engels jamais poderia assumir, para não entrar em choque com os interesses de sua família, que enriquecia cada vez mais com indústria e comércio no ramo têxtil – linhas, fios e tecidos.

SEGUNDO PLANO – Engels tinha de ficar em segundo plano e só podia assinar ensaios que não defendessem diretamente as classes trabalhadoras, como a monumental obra “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, em 1884.

Na época, o trabalho ainda caminhava próximo à escravidão; o único direito trabalhista era a folga semanal aos domingos, adotada desde o Império Romano. E a possibilidade de descansar também aos sábados só viria a ser adotada no Século XX.

O sofrimento dos trabalhadores incomodava o capitalista Engels, que se transformou num grande defensor dos direitos humanos, quando a exploração do homem pelo homem era considerada normal, porque ocorria totalmente dentro da lei.

DIREITOS HUMANOS – Os criadores do comunismo se conheceram em Colônia, capital da Renânia (antiga Prússia e hoje Alemanha), onde Marx nasceu e a família de Engels instalara uma de suas fábricas.

Engels tinha alma de jornalista, colaborou ativamente na “Gazeta Renana” onde Max trabalhava e depois fundou com ele a “Nova Gazeta Renana”. Assim, desde sempre foi ele quem sustentou Marx  e assim seguiram pelo resto da vida na Alemanha e depois em Paris, Bruxelas (onde escreveram o Manifesto Comunista) e Londres.

Portanto, Engels usou o dinheiro do capitalismo para patrocinar e criar o comunismo, regime político que ele e Marx julgavam mais humano, sem saber que poderia ser desvirtuado por líderes ditatoriais, tão exploradores quanto os capitalistas.

GRANDES PREVISÕES – Juntos, os dois pensadores previram em detalhes o que aconteceria ao capitalismo, inclusive o surgimento dos “rentistas”, termo criado por eles para designar as pessoas que hoje vivem da renda do dinheiro investido, como é comum aqui no Brasil, onde quem possui R$ 2 milhões aplicados pode viver com renda superior a R$ 20 mil mensais, e sob proteção de bancos estatais, que não têm risco de ir à falência.

O que não poderiam prever é que os profundos estudos que realizaram fossem utilizados para humanizar o capitalismo e garantir a defesa dos direitos humanos em todos os sentidos, de tal forma que tornou totalmente inviável aquele comunismo com o qual os dois sonhavam.

Hoje, os principais países que se diziam comunistas não podem mais ser considerados assim. Rússia, China e Vietnã, por exemplo, tiveram de adotar o capitalismo de estado e hoje caminham para a social democracia, a alternativa ideal seguida pelos  escandinavos, que se tornaram os países mais desenvolvidos do mundo, através do Estado do Bem-Estar Social.

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P.S. 1 –
Sempre que faço reflexões sobre a morte das ideologias, fico entusiasmado com a obra de Marx e Engels (ou de Engels e Marx, conforme prefiro), que redundou na abençoada Social Democracia.

P.S. 2 – Embora tanta gente hoje despreze Engels e Marx, eu cada vez os admiro mais. E fico orgulhoso quando me chamam de comunista, como aconteceu no regime militar, quando o coronel Costa Júnior, que trabalhara no Serviço Nacional de Informações (SNI), ofereceu-se para limpar minha ficha e eu recusei, dizendo-lhe que todo jornalista de verdade se orgulhava de ser fichado. E vida que segue, como dizia meu amigo João Saldanha, que também era fichado como comunista. (C.N.)

 

Lava Jato x Banco Master: iguais na impunidade | Por Luiz Holanda

Embora de naturezas distintas, do ponto de vista financeiro, a corrupção do Banco Master é maior. As liquidações do Master e de instituições associadas geraram um rombo superior a R$ 52 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), representando a maior falência bancária da história do país. Na Lava Jato a roubalheira se deu na Petrobrás, oscilando entre R$ 6,2 bilhões (estimativa da própria estatal) a R$ 29 bilhões, conforme levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU). Isso em prejuízos acumulados e contratos desde 2002. Os valores de multas e acordos atingiram cerca de R$ 3,9 bilhões, recolhidos ou prometidos. O total acordado para recuperação foi de R$ 3,9 bilhões em multas e perdimento de bens estipulados em colaborações, mas o que foi efetivamente depositado e direcionado aos cofres públicos e entidades parceiras chega a mais de R$ 2,9 bilhões. R$ 25 bilhões retornaram aos cofres públicos. O rombo provocado pelo Master representa o maior de nossa história, além do impacto de resgate do Fundo Garantidor de Crédito, afetando fundos de pensão, estatais e investidores. As liquidações do Master e do Will Bank custaram cerca de R$ 47,3 bilhões ao FGC, exigindo um aporte emergencial dos maiores bancos do país. As perdas atingiram quase R$ 2 bilhões para os fundos de Previdência de 18 estados e municípios. Investimentos atrelados ao conglomerado resultaram em um dano de cerca de R$ 6,6 bilhões ao caixa do banco.

A Lava Jato focou em esquemas de corrupção sistêmica e cartel de empreiteiras com a administração pública. No caso do Master, o impacto atingiu fortemente o Banco de Brasília (BRB), estados, municípios e fundos de pensão. Analistas apontam que as ramificações de poder e conexões de bastidores do escândalo do Master rivalizam ou superam a repercussão política da Lava Jato devido ao envolvimento de figuras de alta relevância da República. A Lava Jato envolveu políticos de vários partidos, ex-dirigentes da Petrobras, doleiros e grandes empreiteiros.

Os principais grupos nela investigados incluíam figuras como Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal e um dos primeiros delatores, Alberto Youssef, doleiro apontado como operador financeiro do esquema de lavagem de dinheiro e outros ex-diretores da Petrobras como Renato Duque e Nestor Cerveró. Entre os políticos e partidos estão o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, José Dirceu, Ex-Ministro da Casa Civil, dezenas de parlamentares, senadores e ex-governadores de partidos como PP, MDB, PT e PSDB. Já no caso Master, as autoridades e executivos investigados no rombo incluem figuras do alto escalão do governo, do mercado, do Banco Central e da política nacional.

Entre eles estão Daniel Vorcaro, Presidente e principal controlador do Master, preso na Operação Compliance Zero; Paulo Henrique Costa, Ex–diretor de Fiscalização do Banco Central, alvo de mandados e uso de tornozeleira eletrônica; Augusto Lima, Ex-CEO e sócio do Banco Master; Luiz Antonio Bull, Diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia do banco, e Ailton de Aquino Santos, Diretor de Fiscalização do Banco Central ouvido nas investigações sobre a liquidação da instituição. Entre os políticos estão Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro, Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, Guido Mantega, ex-ministro do PT, Jacques Wagner, senador pela Bahia e outros. Em relação ao Judiciário aparecem Alexandre de Moraes através de contratos advocatícios com o escritório de sua esposa, Dias Toffoli (negócios de familiares) e Nunes Marques, por meio do seu filho, cuja defesa alega se tratar de atuações jurídicas. Os personagens da Lava Jato e do Banco Master são distintos, mas o crime é o mesmo; e a impunidade também.

*Luiz Holanda, advogado e professor universitário. 

Sputnik

 

Trump: EUA vão ganhar dinheiro no Irã assim como ganham com o petróleo da Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acena para a mídia na Casa Branca, em março de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2026

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que Washington vai ganhar dinheiro no Irã tal como está ganhando com o petróleo venezuelano.
"Recebemos muito dinheiro, bilhões e bilhões de dólares da Venezuela. A mesma coisa acontecerá com o Irã", disse Trump a repórteres a bordo do avião presidencial.
Na semana passada, a mídia estimou que neste ano os EUA receberam mais de US$ 13 bilhões (R$ 66 bilhões) em vendas de petróleo venezuelano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa em visita ao Reino Unido, em setembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 24.07.2026
Panorama internacional
Trump se vangloria de guerras contra Venezuela e Irã
Nos termos dos novos acordos entre os EUA e a Venezuela, após a mudança de poder em Caracas, as receitas do petróleo acumulam-se em contas controladas por Washington.
Trump anunciou, em 8 de julho, que o cessar-fogo alcançado com o Irã na noite de 18 de junho não estava mais em vigor. Os militares dos EUA realizaram várias rodadas de ataques ao Irã desde 8 de julho. O Comando Central do Exército dos EUA (CENTCOM) alegou que isso foi feito em resposta às ações do Irã contra navios comerciais que atravessavam o estreito de Ormuz.

 

Máquina de propaganda de Lula torra R$840 milhões somente no ano eleitoral de 2026

Lula e ministro da Propaganda, Sidônio Palmeira. Foto: assessoria PR.

A máquina de propaganda do governo Lula (PT), bancada com impostos, opera sem limites neste ano eleitoral. Quase inimputável nos tribunais superiores, Lula estendeu essa condição a seu governo, o que explica a olímpica indiferença do Tribunal Superior Eleitoral sobre o fato de haver gasto entre janeiro e junho R$255,3 milhões, superando seu recorde de 2009, e tem R$584,7 milhões para torrar sem piedade até outubro. Total: R$840 milhões que fazem falta em segurança, saúde, educação etc.

Boca do caixa

A linha entre publicidade legítima e promoção eleitoral se desfaz e expõe uma sofisticada operação de influência paga com dinheiro público.

Incomparável

Gastos abusivos da propaganda de Lula até junho de 2026 somam mais que o triplo dos gastos do governo Bolsonaro no ano eleitoral de 2022.

Pagou, levou

A gastança cria relação de dependência financeira que, em ano eleitoral, suaviza notícias negativas e prioriza pautas desfavoráveis à oposição.

É ruim, esconde

A bolha informativa bancada pelo pagador de impostos não disfarça o objetivo de diluir críticas e ampliar a mensagem oficial.

Lula ministro Secom socio
(Foto: Reprodução).

Quaest aponta Indecisos como ‘favorito’ em outubro

Sempre muito atencioso com o governo Lula (PT), o Quaest virou motivo de gozação em grupos de especialistas em pesquisas, que fazem piada com o “favoritismo de um Sr. Indecisos”. No Pará (reg. PA-04548/26), os indecisos somam 26%, à frente de Hana Ghassan (MDB), 24%; Daniel Santos (Podemos), 20%; e correndo por fora 13% de brancos, nulos e “não vai votar”. Na espontânea do RJ (reg. 02671/26), Flávio Bolsonaro (PL) lidera, e indecisos seriam improváveis 64% em briga tão polarizada.

Olho nos números

Desse jeito, periga o Quaest não tirar boa nota do TSE, que premiará as pesquisas cujos números mais se aproximem dos votos apurados.

Banco de pontos

Ironias à parte, especialistas advertem para o caso do Pará, que consideram irreais os 39% de indecisos, brancos, nulos e “não vai votar”.

Desconfiança

No Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes é o favorito, a Quaest de julho crava até 37% de indecisos somados a branco, nulo e “não vai votar”.

Poder sem Pudor

Intimidade provada

Um bispo vivia falando mal do interventor no Rio Grande do Sul, Flores da Cunha. Acusava-o de ser boêmio e um elitista esnobe, que não dava intimidades nem mesmo aos seus próprios aliados. Quando soube disso, o general resolveu calar o bispo de uma forma curiosa: chamou-o para uma conversa às 6h da manhã, recebendo-o nos seus aposentos, ainda na cama. Vestia apenas cuecas: “Vossa Reverendíssima desculpe, mas como é de minha total intimidade, posso recebê-lo a qualquer hora, em qualquer lugar e de qualquer jeito”.

Constrangedor

Ao chamar Javier Milei de “palhaço”, o ministro Dario Durigan não muda os números: a Argentina saiu de recessão profunda e hiperinflação (211% em 2023) para crescer 4,4% em 2025 e projetar de 3% a 3,5% em 2026. Número que fazem inveja ao jovem ativista da Fazenda.

Retração oficial

O Boletim Macrofiscal do Ministério da Fazenda de Lula prevê retração do agro (-1,4%) e da indústria (-0,4%), no Brasil, no segundo semestre de 2026. Só o setor de serviços deve crescer (muito pouco); 0,2%.

INSS assediador

Aposentados reclamaram de funcionários do INSS assediando-os com 15 e até 17 ligações seguidas, ignoradas por serem típicas de golpistas. Quem finalmente atendia para mandar o suposto golpista ao inferno, diziam ser “prova de vida”. Se o aposentado reclamava, desligavam.

Sem medo

Agora candidato oficial ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro deu de ombros ao aumento de ameaças de morte. Avisou que seguirá nas ruas: "quem acha que vai me intimidar está perdendo tempo”.

Frase do dia-----Não tem o que reclamar quando Milei deu o troco

Sergio Moro lembra que Lula fez campanha pelo adversário de Javier Milei, na Argentina

Desnorteado

Na avaliação do deputado federal Osmar Terra (PL-RS), falta rumo ao governo petista: “O problema do Lula (PT) é que ele não tem horizonte para mostrar, já que ele não tem horizonte nenhum”.

Pode espernear

A convocação do embaixador argentino no Brasil e do brasileiro em Buenos Aires pelo governo petista não surtiu efeito. O presidente da Argentina, Javier Milei, não deve pedir desculpas por chamar Lula de “presidiário” e Alexandre de Moraes de “lixo careca”, diz a imprensa local.

Dois pesos

O anúncio do presidente da China, Xi Jinping, sobre o telefonema de apoio ao brasileiro Lula (PT) não foi considerado – pelas manchetes de sempre – interferência estrangeira na eleição no Brasil.

Rivalidade reeditada

Edmundo, “Animal”, confirmou candidatura pelo PSDB. Caso seja eleito, se junta a Romário (PL-RJ), atualmente o único ex-jogador profissional a exercer mandato no Congresso e um dos seus grandes rivais.

Pensando bem...

...“palhaço” faz graça, mas não mente.