domingo, 1 de novembro de 2026

 

Mais um importante jornal americano desmoraliza Moraes perante o mundo

Depois do forte editorial do WSJ, agora foi a vez do The Washington Post estampar em suas páginas um editorial crítico ao sistema judiciário brasileiro. Abaixo, alguns trechos:

“Perder uma eleição não deveria levar candidatos a fugir de seus países. Mas foi o que aconteceu com Flávio Bolsonaro, que chegou a Miami na quarta-feira, três dias após sua derrota no segundo turno da eleição presidencial brasileira, por temer uma prisão iminente. Aliados dizem que ele não acredita que teria um tratamento justo na Justiça de seu país. Isso depõe contra a segunda maior democracia do Hemisfério Ocidental, mesmo que a investigação criminal contra ele venha a se mostrar justificada.
Bolsonaro fugiu para os Estados Unidos depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes ordenou que ele entregasse seus passaportes. No ano passado, o mesmo ministro condenou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos de prisão por tramar um golpe após perder a eleição de 2022. O filho é investigado por suposta lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Ele nega irregularidades. 
As alegações de perseguição política feitas por Bolsonaro ganham outro peso por causa dos poderes extraordinários que o Judiciário brasileiro acumulou nos últimos anos. Juízes frequentemente atuam como investigadores, acusadores e julgadores ao mesmo tempo. Moraes usou investigações sobre "desinformação" e supostos ataques à democracia para exercer um controle
considerável
. O Supremo abriu seu próprio inquérito sobre "fake news" em 2019, e Moraes usou essa investigação ao longo dos sete anos seguintes para ordenar buscas e prisões, congelar contas e remover pessoas das redes sociais.
Em 2024, Moraes mostrou até onde estava disposto a ir. Ele ordenou a suspensão do X, a rede social, em todo o Brasil e determinou que Apple e Google dificultassem o acesso dos usuários a softwares capazes de contornar o bloqueio. Embora tenha recuado nessa parte da ordem, manteve uma multa de R$ 50 mil (cerca de US$ 9 mil) por dia para quem usasse uma rede privada virtual (VPN) para acessar o X... Esse ataque flagrante à liberdade de expressão colocou o Brasil numa galeria de párias que inclui China, Irã e Turcomenistão. 
Os defensores de Moraes dizem que ele está fortalecendo as instituições brasileiras depois que elas foram atacadas em 8 de janeiro de 2023. Naquele dia, apoiadores do Bolsonaro pai invadiram o Congresso, o Palácio do Planalto e o Supremo. Mas um ataque ao Estado de Direito não dá aos juízes licença para se desprenderem dele.  Ninguém está acima da lei, nem mesmo quem tem a função de interpretá-la. Um tribunal não defende o Estado de Direito apenas por chamar suas ordens de legais. O Estado de Direito (rule of law) exige autoridade fundamentada em leis e constituições, procedimentos previsíveis, recursos efetivos, punições proporcionais e garantias para os acusados. A alternativa é o governo por meio da lei (rule by law): autoridades usando instrumentos jurídicos para exercer um poder que não está limitado por princípios jurídicos duradouros.
Talvez Bolsonaro seja culpado de crimes. Talvez não. Sua decisão de fugir, neste caso, não prova inocência, assim como a investigação não prova culpa.
Enquanto isso, as manobras continuam em Brasília. Na terça-feira, outro ministro do Supremo mandou a polícia abrir uma investigação sobre eventuais comunicações entre a Rockbridge Network, um consórcio de doadores cofundado pelo vice-presidente JD Vance, e a campanha de Bolsonaro. A Rockbridge nega irregularidades. O PT, partido de Lula, havia apresentado uma representação ao Supremo.
Ver a mais alta corte do país abrir mais uma investigação politicamente explosiva a pedido do partido do presidente não ajuda a dar credibilidade às afirmações de independência do Judiciário.  O Brasil realizou uma eleição competitiva no domingo, e Lula venceu. Mas o PL, partido de Bolsonaro, tem as maiores bancadas nas duas casas do Congresso. Ele deveria estar se preparando para liderar a oposição, e não se instalando no sul da Flórida. Uma democracia
saudável
precisa de perdedores que aceitem a derrota e de um sistema de justiça em que possam fazer isso em segurança.”

 

Um mistério… Por que Lula e Bolsonaro são idolatrados por tantos brasileiros?

Eleições 2026: quando a política vira um grande stand-up | Jornal de  Brasília

Charge do Baggi (Jornal de Brasília)

Carlos Newton

Já abordamos diversas vezes aqui na Tribuna da Internet o surrealismo da política brasileira, que hoje sofre essa inacreditável e inaceitável polarização entre dois políticos demagogos de baixíssimo nível, ambos sem o menor preparo intelectual para administrar um país problemático como o Brasil.

A realidade brasileira mostra que a política é uma ciência social estranha, porque sua prática é tumultuada e não segue a menor lógica, tornando-se um desafio sua análise por filósofos, antropólogos e cientistas sociais. Tanto Lula quanto Bolsonaro são exemplos dessas inexplicáveis contradições.

VÃS IDOLATRIAS – Vejam o caso específico de Lula. Seria até normal que os beneficiados pelo Bolsa Família o idolatrassem, embora o programa tenha sido criado pela mulher de Fernando Henrique Cardoso, a antropóloga e cientista social Ruth Cardoso. Mas Lula se apropriou da autoria, a imprensa amestrada o aplaude pelo programa, e estamos conversados.

No entanto, não existem explicações para a idolatria que o petista conquistou em outras camadas sociais de maior preparo, que têm conhecimento do escabroso painel de corrupção e baixarias nos governos do PT, iniciado no mensalão e parece não ter mais fim, porque seguiu na Lava Jato e agora se encadeou ao Banco Master e outros casos envolvendo os petistas Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Jaques Wagner, Rui Costa e até o velho mochileiro João Vaccari, sem falar nas performances pessoais dos filho de Lula, verdadeiros fenômenos que orgulham demais esse ramo da família Silva.

E BOLSONARO? – Do outro lado da moeda, a efígie de Jair Bolsonaro mereceria idêntico desprezo. Ele se tornou famoso quando era capitão e publicou um artigo na Veja, no final da ditadura militar, reivindicando maiores salários para as Forças Armadas. Depois, planejou atentados a bomba.

A esse respeito, o presidente Ernesto Geisel disse ao jornalista Elio Gaspari que Bolsonaro era “um mau militar”. Mesmo assim, ele não foi punido, pediu licença para se candidatar a vereador em 1988, foi eleito e reformado, ganhando de presente a aposentadoria como capitão aos 33 anos de idade, que maravilha viver, como dizia Vinicius de Moraes.

Seus sucessivos mandatos políticos foram decepcionantes. Bolsonaro não discursava, não apresentava projetos e colocou um capitão como chefe de gabinete, para organizar a rachadinha dos funcionários, que passou a ser tradição política do enriquecimento de sua família, ao lado da compra de imóveis em dinheiro vivo.

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P.S.
– Como se vê, as vidas públicas de Lula e de Bolsonaro não podem servir de exemplo para ninguém. Mas o fato concreto é que eles são idolatrados pela ampla maioria dos eleitores brasileiros, de forma incondicional. A meu ver, essa situação é insustentável e perigosa, porque estimula uma radicalização política cada vez maior, dividindo parentes e amigos, que deveriam raciocinar sobre o que está acontecendo na política brasileira, com graves efeitos nas relações sociais e familiares. Pensem sobre isso. (C.N.)

 STF

Alexandre de Moraes manda soltar desembargador federal com tornozeleira e transferir Bacellar para o Rio

Decisão do ministro do STF beneficia Macário Judice, preso na Operação Unha e Carne, e determina transferência de Rodrigo Bacellar de presídio federal

Alexandre de Moraes manda soltar desembargador federal com tornozeleira e transferir Bacellar para o Rio
desembargador Macário Ramos Judice NetoCrédito: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes (STF) concedeu liberdade ao desembargador federal Macário Ramos Judice Neto, preso no âmbito da Operação Unha e Carne, mediante o uso de tornozeleira eletrônica. O magistrado também determinou o retorno do deputado estadual Rodrigo Bacellar ao sistema prisional do Rio de Janeiro.

Bacellar cumpria prisão preventiva no sistema penitenciário fluminense até ser transferido para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Com a nova decisão, o parlamentar voltará a cumprir a medida no estado do Rio de Janeiro.

Macário e Bacellar são investigados no âmbito da operação, que apura suspeitas de vazamento de informações sigilosas relacionadas a investigações sobre a atuação do Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

A decisão não concede liberdade a Bacellar, mas determina sua transferência de volta ao sistema prisional fluminense.

As mudanças coincidem com o fim do período eleitoral. Bacellar, que presidia a Alerj quando foi preso, pretendia concorrer ao Governo do Estado.

 Internacional

FBI desvenda o maior roubo digital da história

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O FBI apontou, em comunicado divulgado neste sábado (31), a Coreia do Norte como responsável pelo ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo. Este é o maior roubo de criptomoedas já registrado, cerca de quatro vezes o valor de US$ 1,5 bilhão perdido no ataque à Bybit em fevereiro de 2025.

O comunicado afirma que o o roubo foi orquestrado por cibercriminosos patrocinados pelo governo norte-coreano vinculados a uma célula de hackers. “O roubo foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de cibercriminosos patrocinados pela Coreia do Norte”, destacou o FBI em comunicado oficial.

O FBI apontou que os hackers já iniciaram etapas de conversão dos ativos roubados para a criptomoeda Ethereum (ETH) — buscando aproveitar transações sem intermediários — e que o órgão monitora novas tentativas de ocultação de valores por meio de serviços descentralizados e de troca instantânea.

A agência norte-americana solicitou publicamente que empresas e plataformas do ecossistema cripto bloqueiem imediatamente quaisquer transações ou endereços de carteiras digitais associados aos agentes do TraderTraitor envolvidos no esquema.

“Esperamos que esses ativos sejam posteriormente lavados por meio de serviços de finanças descentralizadas. O FBI mantém seu compromisso de

proteger
a comunidade de ativos virtuais por meio da identificação, mitigação e desativação das atividades ilícitas”, afirmou o FBI.

A Binance afirmou neste sábado que 

 

Irã admite a retirada do tratado de não proliferação nuclear se hostilidades forem retomadas

Reator de pesquisa nuclear na sede da Organização de Energia Atômica iraniana em Teerã, Irã, 1º de setembro de 2014 - Sputnik Brasil, 1920, 01.11.2026
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O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, presumiu que Teerã poderia retirar-se do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) se as ações militares contra a República Islâmica fossem retomadas no futuro.
"Nós, no campo nuclear, primeiro discutiremos nossos direitos, e não aceitaremos restrições ao Irã [...]. Ainda não está claro se permaneceremos no TNP depois que uma possível guerra futura começar", disse Rezaei, falando na TV estatal iraniana.

Anteriormente, o vice-presidente do Parlamento do Irã, Ali Nikzad, disse que o Parlamento iraniano estava considerando a retirada do TNP. O porta-voz da presidência do parlamento iraniano, Abbas Goudarzi, também disse que a retirada do Irã do TNP é "um passo muito real e facilmente alcançável".

Fumaça sobe na sequência de ataques aéreos israelenses em Dahiyeh, subúrbio ao sul de Beirute, no Líbano - Sputnik Brasil, 1920, 26.10.2026
Panorama internacional
EUA planejam grandes ataques ao Irã para quebrar o atual status quo no Oriente Médio, revela mídia
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, provocando uma resposta militar iraniana. Em meados de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando para interromper as hostilidades, mas voltaram a trocar ataques pouco depois. Até o momento, o conflito permanece sem solução.
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