A China reforça patrulhas, pesquisas e operações coordenadas no entorno de Taiwan para afirmar sua soberania, enquanto acusa os EUA de fabricarem a narrativa da "zona cinzenta" para justificar interferência regional, em um momento em que Pequim intensifica ações rumo à reunificação.
De acordo com um editorial do Global Times, Pequim afirma que suas patrulhas, pesquisas científicas, gestão de rotas e treinamentos militares nas águas ao redor de Taiwan são instrumentos legítimos de soberania, e que apenas o exercício contínuo e transparente dessa autoridade permite desmontar narrativas como "status indeterminado de Taiwan", "águas internacionais" ou a "linha mediana" no estreito.
Com o avanço dessa governança marítima, cresce a inquietação em setores políticos dos EUA. Legisladores norte-americanos passaram a propor medidas contra o que chamam de "táticas de zona cinzenta" da China, ecoando discursos recentes do Comitê Seleto da Câmara sobre a China, que acusa Pequim de intimidação e reforça o compromisso de Washington com Taiwan.
Entretanto, a mídia destaca que o conceito de "zona cinzenta" é de origem norte-americana e descreve ações diplomáticas, econômicas e informacionais usadas para influenciar outros países sem declarar guerra. Pequim argumenta que os EUA agora instrumentalizam esse termo para acusar a China de hegemonia regional, enquanto eles próprios são os principais praticantes dessas estratégias na Ásia-Pacífico.
Sob o princípio de Uma Só China, afirma Pequim, não existe qualquer "zona cinzenta". Taiwan é considerada parte inalienável do território chinês, e operações como patrulhas da Guarda Costeira, levantamentos ambientais e investigações pesqueiras são apresentadas como exercícios legais de soberania nas águas a leste da ilha.
A China também destaca que suas ações são transparentes quanto às instituições envolvidas e aos objetivos, diferindo das práticas norte-americanas, descritas como opacas e difíceis de atribuir. Segundo o editorial, para Pequim, a insistência dos EUA e do Partido Democrático Progressista (DPP, na sigla em inglês) em rotular essas operações como agressivas revela ansiedade diante da consolidação da jurisdição chinesa e da pressão crescente contra a "independência de Taiwan".
Manobras políticas recentes — como encontros de legisladores norte-americanos com Lai Ching-te e a divulgação de imagens envolvendo guardas costeiras dos EUA e de Taiwan — são vistas por Pequim como tentativas de elevar artificialmente o moral do DPP.
No entanto, a apuração aponta que, para a China, "essas ações apenas expõem o desgaste das autoridades taiwanesas diante da oposição interna e das iniciativas do continente".
Apesar da retórica norte-americana, Pequim sustenta que tais declarações têm pouco efeito prático sobre a situação no estreito. A China afirma possuir determinação firme para proteger sua soberania e seus direitos marítimos, ampliando suas operações de patrulha para ações coordenadas entre múltiplas agências — um passo considerado inevitável no caminho rumo à reunificação.
Já a persistência dos EUA na narrativa da "zona cinzenta", segundo a apuração, apenas reforça para Pequim a necessidade de aprofundar a governança das águas ao redor de Taiwan. Para a China, o exercício contínuo da lei, da pesquisa e da segurança marítima é o meio de dissipar definitivamente qualquer ambiguidade sobre o status da ilha.
Ainda segundo o artigo, a verdadeira "zona cinzenta" decorre da postura contraditória de Washington, que diz apoiar Uma Só China enquanto intensifica vendas de armas e laços oficiais com Taiwan.
Para a China, não há espaço para ambiguidade ou concessões: o risco no estreito de Taiwan não está em suas ações legais de defesa territorial, mas na interferência de forças externas, conclui o Global Times.
Impedimento de Cleitinho serve para enfraquecer Flávio em Minas Gerais
Aliados de Cleitinho (Rep-MG) têm a certeza de que a decisão do Republicanos de barrar a candidatura do senador ao governo mineiro tem um objetivo maior: prejudicar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) em Minas Gerais, estado que tem decidido as eleições presidenciais. O Republicanos, que tem Ministério (Portos e Aeroportos) na Esplanada de Lula (PT), decidiu barrar Cleitinho apesar de o senador liderar todas as pesquisas, com possibilidade até de vitória no primeiro turno da eleição.
Fiel da balança
Uma vitória acachapante de Cleitinho com Flávio no seu palanque ajudaria, e muito, o candidato do PL a presidente em solo mineiro.
Estranho
Primeiro o Republicanos avisou a Cleitinho que ele não seria candidato, depois disse que ele não virou candidato porque “faltou à convenção”.
Muitas ligações
O Republicanos é ligado à Igreja Universal, onde seu presidente, Marcos Pereira, é pastor. Hugo Motta, presidente da Câmara, também é filiado.
Muitos motivos
A Igreja Universal é de Edir Macedo, que controla o Banco Digimais, alvo da Polícia Federal e do Banco Central, e corre risco de ser liquidado.
Convenção do PL com vídeo de IA do ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução / YouTube
Holograma de Bolsonaro no palanque seria punido
Fontes bolsonaristas admitem terem avaliado a sugestão de utilizar um holograma de Jair Bolsonaro nos palanques da campanha do filho Flávio. A estratégia se inspirava no uso pioneiro da tecnologia pelo líder de esquerda francês Jean-Luc Mélenchon, 2017, na campanha da primeira eleição de Emmanuel Macron. A imagem de Mélenchon era projetada em vários comícios simultaneamente, sem censura ou chiliques judiciais. Virou uma atração, era divertido, mas não afetou as intenções de voto.
Ninguém tasca
No Brasil, ministros do STF, como o TSE de 2022, têm sido incansáveis em decisões que dificultem a campanha de opositores de Lula (PT).
Morte até virtual
Como no caso do vídeo com IA, peças com a imagem do Bolsonaro, um dos líderes políticos mais populares de sempre, serão barradas no STF.
Qual o problema?
Na França, ao contrário, o holograma foi recebido com senso de humor e naturalidade até por adversários, incluindo o próprio presidente Macron.
Poder sem Pudor
Não tem perigo
Homem recatado, Djalma Marinho sempre foi respeitado como um político sábio, no Rio Grande do Norte ou em Brasília. Não era para menos. Certa vez, em campanha no interior, o veterano político acabou atraído para dançar com uma eleitora, numa festa. Um amigo resolveu brincar com a situação, mesmo sabendo do comportamento reto de Marinho: “Dr. Djalma, e se a sua esposa ficar sabendo disso?”, perguntou. “Minha mulher não acredita em ressurreição, meu caro”, respondeu.
Chapa fechada
Antes mesmo de definir sobre a candidatura de senadora pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) já confirmava que participaria da campanha da colega Bia Kicis (PL-DF), também de olho na cadeira.
Enrola
Rogério Marinho (PL-RN) acusou o PT de fazer "populismo com o dinheiro dos pagadores de impostos" e responsabilizou o governo pelo avanço da inadimplência no país. “Usa o endividamento como pauta”.
É oficial
Ao menos oficialmente, é hoje (2) que Lula deve mesmo ser chancelado como candidato do PT para disputar a reeleição à Presidência da República. A convenção do partido será em São Paulo, às 10h.
Faz tudo
A Polícia Federal não tem dúvidas de que Guilherme Sodré, pai do enteado de Jaques Wagner (PT-BA), atuava como operador e pessoa de confiança do senador no rolo envolvendo o Banco Master e o Credicesta.
Frase do dia----“Mais uma tentativa de intimidação”
Flávio Bolsonaro (PL), sobre polêmica envolvendo o vídeo de IA de Jair Bolsonaro
Fim do ciclo
Michelle Bolsonaro não tem planos para reassumir a presidência do PL Mulher. Questionada sobre a possibilidade de voltar a ocupar o cargo, a ex-primeira-dama não titubeou e decretou: ciclo encerrado.
Candidatura indefinida
Filiada ao Podemos, Mayara Noronha ainda não anunciou publicamente se vai manter a candidatura a deputada federal pelo DF. Ela é esposa do ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), que desistiu de disputar o Senado.
Moeda de troca
Para a oposição, chega tarde a investigação da Polícia Federal contra Lulinha, mas seu avanço é indispensável, independente do calendário eleitoral. Até para conferir se o poder familiar virou moeda de troca.
Tarifaço divide
Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra o país dividido sobre o novo tarifaço dos EUA: 49,2% dizem que a medida não ameaça a soberania brasileira, enquanto 47,7% enxergam risco.
Pensando bem...
...Republicanos pode não ser tão republicano assim.