quinta-feira, 29 de outubro de 2026

 

Confiante na impunidade, Moraes agiu de forma ilegal contra Flávio Bolsonaro

Alexandre de Moraes e o golpe, Leite interrompe as férias e outras frases  da semana | GZH

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/Zero Hora)

Carlos Newton

Já escrevi aqui, diversas vezes, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, tem demonstrado enfrentar problemas sérios de equilíbrio emocional, que exigem tratamento e reabilitação, o mais rápido possível. Nem é preciso convocar junta médica, fazer exames e discutir diagnóstico. Basta analisar seu comportamento e as decisões que toma, solitariamente ou em conjunto com seus apaniguados, especialmente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A jornalista Malu Gaspar, por exemplo, publicou uma notícia gravíssima, que revela a que ponto de descaramento chegamos, ao informar que o diretor do PF pediu a apreensão dos passaportes de Flávio Bolsonaro apenas sete minutos depois de o Tribunal Superior Eleitoral ter anunciado o resultado das eleições. Jamais poderia fazer isso, porque Flávio ainda é senador da República.

PERSEGUIÇÃO? – Em tradução simultânea, isso significa que o diretor Andrei Rodrigues, no domingo da eleição, colocou de plantão um alto servidor da PF com a única e exclusiva incumbência de pedir ao STF a retenção dos passaportes.

E o ministro Alexandre de Moraes também ficou de plantão no domingo, para emitir a tempo e a hora essa ordem de apreensão.  Assim, foi um conluio feito às claras, como se a Justiça pudesse funcionar à la carte, ao gosto do freguês, em acordo entre os dirigentes dos poderes da República.

E o pior é saber que a decisão era totalmente ilegal, não importava quem vencesse a eleição, porque Flávio Bolsonaro ainda é senador da República e ainda nem foi incriminado, existe apenas investigação em andamento, ainda não foi feita denúncia. Portanto, não é réu nem pode se defender, porque sequer há acusação.

RESULTADO SABIDO – O esquema funcionou como se a dupla Andrei/Moraes já soubesse de véspera que Flávio perderia e aqueles votos de Caiado, Cury, Renan e Zema tivessem passado totalmente para Lula. Aliás, podia-se acreditar em tudo, depois daquele estranhíssimo apagão do primeiro turno, quando Flávio ameaçava vencer direto e Lula se recuperou no final.

De toda forma, era como se a apreensão dos passaportes tivesse sido preparada e emitida confiante na derrota de Flávio. Se ele ganhasse, é claro que Andrei e Moraes não teriam coragem de descumprir a Constituição, que protege os presidentes eleitos.

“O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções” (Artigo 186, § 4º). Além do mais, processos por crimes comuns, como é o caso, só ocorrem com autorização de 2/3 da Câmara dos Deputados e julgamento pelo STF.

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P. S. 1 –
Na avaliação do ministro aposentado Marco Aurélio Mello, ex-presidente do STF, a retenção dos passaportes restringe a liberdade de ir e vir de um senador, representante do povo. ‘Portanto, vejo como uma extravagância essa medida tomada em etapa inicial da apuração, em relação a um ex-candidato à Presidência da República, que teve o nome sufragado por milhões de eleitores”.

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P.S. 2
– Posso estar enganado, mas acho que Flávio deveria ter ficado no país, para mostrar que seu mandato de senador tinha de ser respeitado, para provar que é inocente e para lutar de peito aberto contra quem o persegue. A inocência é uma arma poderosa e invencível na democracia, mas é preciso muita coragem para defendê-la. (C.N.)  

 Política

Estranhamente, SBT demite apresentadora após comentários sobre a ida de Flávio Bolsonaro para os EUA

O SBT demitiu a apresentadora Thayse Teixeira, que fazia parte do Fofocalizando, programa de celebridades da emissora.

Durante as eleições, Thayse expôs as opiniões políticas nas redes sociais e chegou a fazer um comentário, ao vivo, durante a

apuração
no domingo (25).

“Já estou cansada disso, e nunca houve essa coisa de vou prorrogar tanto tempo. Está tudo errado no país”, disse.

Na segunda-feira (26), ela concordou com a decisão de Flávio Bolsonaro de sair do Brasil.

“Como é que uma pessoa fica em um país em que a todo momento estava sendo ameaçada? Pelo amor de Deus”.

Na nota, a emissora não justificou o motivo da demissão.

“O SBT agradece à apresentadora pelo período em que esteve na emissora, reforça seu respeito por sua trajetória profissional e deseja sucesso em seus próximos projetos”.

Thayse ainda não se pronunciou sobre o fim do

contrato
.

 

EUA, UE e economia global sofrerão se Washington retomar hostilidades contra o Irã, diz senador russo

O porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower e outros navios de guerra atravessam o estreito de Ormuz em direção ao golfo Pérsico, em 26 de novembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 29.10.2026
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A retomada das ações militares de Washington contra o Irã após as eleições de novembro afetarão os Estados Unidos e a União Europeia e levará a consequências catastróficas para a economia global, disse Aleksei Pushkov, membro do Comitê Constitucional do Conselho da Federação.
Em seu canal no Telegram, o senador russo relatou que, segundo informações da mídia ocidental, os EUA estão planejando uma nova rodada de ataques contra o Irã após as eleições de meio de mandato, em novembro.

"A retomada das hostilidades na região, sem dúvida, levaria a guerra a um novo patamar, com uma soma de consequências negativas para os países da região, para a economia global e para os próprios Estados Unidos", salientou o senador.

Por sua vez, os países da União Europeia sofrerão novamente antes do inverno (Hemisfério Norte) com os preços dos combustíveis, que certamente aumentarão, e se lembrarão dos tempos de fornecimento garantido de gás e petróleo da Rússia.
Fumaça sobe de um local atingido por ataques aéreos dos EUA em Sanaa, Iêmen, sábado, 15 de março de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 29.10.2026
Panorama internacional
Ataque aéreo saudita a mercado no Iêmen deixa 14 mortos, diz Ministério da Saúde

"Ao mesmo tempo, é improvável que uma nova ofensivapermita aos Estados Unidos alcançar uma vitória militar e a rendição do Irã — pelas mesmas razões que impediram os Estados Unidos de alcançar esse objetivo na primeira ofensiva", resumiu.

Mais cedo, um veículo de imprensa de grande circulação norte-americano, citando autoridades estadunidenses não identificadas, informou que o chefe da Casa Branca, Donald Trump, estaria inclinado a retomar as hostilidades contra o Irã, mas uma decisão final ainda não havia sido tomada.
O próprio líder norte-americano havia afirmado anteriormente que os Estados Unidos não atacariam o Irã antes das eleições de meio de mandato para o Congresso dos EUA.
Logo da emissora Sputnik - Sputnik Brasil

 

Flávio tenta manter liderança à distância, mas a fila anda e oposição não é só Bolsonaro

Tarcício de Freitas, Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro estão entre as principais lideranças da direita.

Com a nota divulgada tão logo desembarcou para seu exílio nos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro se declarou presidente eleito, denunciando perseguição e fraude eleitoral, e revelou sua tentativa de preservar o patrimônio eleitoral do bolsonarismo, materializado nos quase 60 milhões de votos de domingo (25), mas não será fácil ser líder da oposição, à distância, até porque a primazia será de quem, no Brasil, exercerá a atividade insalubre de enfrentar um regime de crescente viés autoritário.

Tarcísio já sinaliza

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freiras (Rep), candidatíssimo ao Planalto, já adota discurso de quem reivindica a liderança da direita.

Página virada?

Após o 2º turno, Tarcísio agradeceu o empenho de Flávio etc., como se a candidatura de 2026 fosse apenas o começo do projeto de 2030.

Nikolas vem aí

Há outros que certamente exercerão papel relevante na direita, nos próximos 4 anos, como o campeão de votos Nikolas Ferreira (PL-MG).

E tem Michelle

Além do ex-presidente, que, calado, à exceção de Flávio, elegeu quem quis este ano, a senadora eleita Michelle é opção clara do bolsonarismo.

Senador Flavio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro - Foto: redes sociais.

Michelle é opção do PL para manter direita unida

Com o relógio correndo contra o tempo, lideranças do PL pretendem aglutinar o bolsonarismo em torno da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Eleita senadora, Michelle foi a política mais bem votada do Distrito Federal, superando candidatos ao governo local, deputados e até Lula (PT) e o enteado Flávio Bolsonaro (PL). No partido, a ideia é, no geral, bem recebida. A esposa de Jair Bolsonaro é vista com personalidade forte, mas menos impetuosa e até mais flexível.

É dinheiro na veia

Caciques como Valdemar Costa Neto, presidente do PL, temem perder o rico retorno financeiro que a grife Bolsonaro levou para o partido.

Amplo eleitorado

Michelle agrega à força do sobrenome os votos das mulheres, dificuldade para Flávio, além de evangélicos e a direita mais moderada.

Alinhamento

O empoderamento de Michelle, somado ao exílio de Flávio, deve entrar na pauta da reunião pedida ao Supremo por Jair com Valdemar.

Poder sem Pudor

Correção automática

Espirituoso, de inteligência brilhante, o embaixador Marcos Azambuja era diplomata em Buenos Aires quando seu chefe, Azeredo da Silveira, após algumas articulações, foi nomeado ministro das Relações Exteriores do presidente Ernesto Geisel. Levou para o Itamaraty todos os que serviam com ele, exceto Azambuja, um cético quanto às suas chances. Azambuja se rendeu e pediu audiência a Silveirinha, que logo lhe passou na cara: “Você nunca acreditou em mim, meu caro...”. Ele respondeu na bucha, com seu jeito peculiar: “Errei, mas estou aqui para corrigir!”

E só

Seria ontem (28), passou para hoje e, por fim, cancelou. Flávio Bolsonaro (PL) não vai mais conceder entrevista coletiva para explicar a ida aos Estados Unidos. Por enquanto, fica apenas com uma nota explicativa.

Porteira fechada

Ministro das Relações Institucionais, José Guimarães avisou que partidos interessados em ministérios no Lula 4 terão que votar com o Planalto. Nada de ocupar cargos e não entregar votos, como tem sido agora.

Correria

Com a nova composição do Congresso prestes a assumir, Lula tenta antecipar votações que tem interesse, como a PEC da Segurança e a indicação de novo ministro ao Supremo Tribunal Federal.

Sem pressa

No melhor dos cenários, questionamentos sobre a canetada de Lula que proibiu as bets só vai ser analisada pelo Supremo na próxima semana, dia 3. As plataformas não gostaram do atropelo e acionaram a justiça.

Frase do dia-----“Isso é golpe do centrão”

Senador Eduardo Girão (Novo-CE), sobre a tal proposta de voto distrital de Hugo Motta

‘Olá, patriota’

A desavergonhada bandidagem já circula golpe pelo whatsapp com vaquinha em nome de Flávio Bolsonaro para pagar a passagem e “levar um pen-drive para o Trump”. Não custa reforçar: é golpe.

Contando

É perto de zero a chance de prosperar, mas o prazo está correndo. O ministro Nunes Marques (STF) deu 10 dias para a Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre pedido de revisão de pena de Bolsonaro.

Fenômeno nas urnas

Com 938.496 votos, Michelle Bolsonaro (PL) somou quase 30 mil votos a mais do que Flávio Bolsonaro (909.616) no DF. Contra Lula (PT) a sobra é de 262.869. A diferença supera os 224.224 do deputado federal Fábio Félix (Psol), o candidato mais votado para ocupar a Câmara.

Olho no lance

A ida de Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos despertou interesse na internet. A plataforma Flightradar24, que monitora voos em tempo real, registrou 927.367 pessoas acompanhando o trajeto do jato.

Pensando bem...

... vai ter voto distrital para presidente da Câmara?