De acordo com a mídia norte-americana, Washington entregou a Teerã um plano de 15 pontos para sair do conflito no Oriente Médio, em meio à crescente influência iraniana na economia dos EUA.
"Os Estados Unidos enviaram ao Irã um plano de 15 pontos para encerrar a guerra no Oriente Médio. Isso reflete o desejo do governo Trump de encontrar uma saída para o conflito, lidando, ao mesmo tempo, com suas consequências econômicas", escreveu o jornal The New York Times nesta terça-feira (24).
Entre outros pontos, o plano aborda questões-chave de segurança, incluindo os programas nuclear e de mísseis do Irã. De acordo com o jornal, um item específico do plano é a restauração da segurança das rotas marítimas, particularmente no estreito de Ormuz, cujo bloqueio levou a interrupções no fornecimento de energia e a um aumento acentuado nos preços globais do petróleo e do gás.
Como observa a publicação, o Paquistão garantiu a entrega do plano norte-americano ao lado iraniano, atuando como intermediário diplomático.
Trump afirmou na segunda-feira (23) que os EUA e o Irã tiveram conversas muito positivas e produtivas. Ele observou que havia instruído o Pentágono a adiar os ataques à infraestrutura energética do Irã por cinco dias. Já o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que não houve negociações e que notícias falsas servem para manipular os mercados.
Em 28 de fevereiro, EUA e Israel começaram a atacar alvos no Irã, incluindo Teerã, causando danos e vítimas civis. O Irã, por sua vez, realizou ataques retaliatórios em território israelense, bem como contra alvos militares dos EUA no Oriente Médio.
O almirante de esquadra Ilques Barbosa Junior, que comandou a Marinha entre 2019 e 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro, afirmou em entrevista que um ataque à Usina Hidrelétrica de Itaipu seria fatal para o Brasil.
Em entrevista publicada pelo Estadão, Barbosa Junior ressaltou a importância da mescla de atuação civil e militar em diversas áreas para a devida segurança nacional quando citou a usina. No entendimento do almirante de esquadra, é necessário maior integração entre os dois setores para a proteção de áreas vitais.
"Se atacar Itaipu, acaba com o Brasil. Fechar o Porto de Santos e fazer alguma coisa em Itaipu: acabou. Então, quem é o cara que está na segurança energética? Quem é o cara na segurança cibernética? Se acontecer um ataque à segurança sanitária, qual é o setor que hoje realmente trata disso?"
Além da usina de Itaipu, Barbosa Junior citou como áreas vitais as usinas nucleares de Angra e as hidrelétricas de Belo Monte, Jirau e Tucuruí. Na visão do almirante de esquadra, é necessário ter rotas para o deslocamento de tropas para esses locais, além de homens já na proximidade das áreas.
"[…] Para que eu mantenho mesmo tropa no Rio de Janeiro? Me explica? Por que a esquadra fica no Rio? Existia no passado aquela história de que tinha de estar perto da capital. Coisa de Roma, sabe? Eu estou falando de como é que eu faço para, perto desses locais, ter realmente uma força robusta para defendê-los? Nós não temos essa capacidade. Nem de mobilidade ou de estar pré-posicionado."
Segundo o ex-comandante da Marinha, não há interesse de ministérios, como Energia e Transporte, em ajudar as Forças Armadas do Brasil. Como exemplo, Barbosa Junior citou a demora para a chegada das tropas brasileiras na fronteira com Roraima, quando aconteceu a disputa por Essequibo entre Guiana e Venezuela, em 2024.
"Só nos Estados Unidos, na Europa, todas as conexões hidroviárias, ferroviárias e rodoviárias contemplam essa possibilidade de movimentação de tropa. Demorou um mês e meio para uma tropa ir de caminhão do Sul, embarcar no navio, no Rio, até Roraima. Isso é defesa e segurança. Não tem como você esperar."
Domiciliar impõe seu preço: isolamento político de Bolsonaro em ano eleitoral
A decisão de Alexandre de Moraes de vincular a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro ao estado de saúde, devido à pneumonia, deixou felizes os inimigos do ex-presidente no Planalto. É que a decisão impede que ele receba aliados políticos, limitando espaço de articulação em momento crucial para alianças com vistas as eleições no Senado, prioritárias para a direita porque é ali onde se pode deflagrar impeachment de ministros do STF. Moraes limitou as visitas só a advogados, médicos e familiares.
Tudo costurado
O ministro amarrou a domiciliar à condição de saúde e justifica a suspensão das visitas com “evitar risco de sepse e controle de infecções”
Tarde piaste
Se Começar hoje (25), a domiciliar termina a menos de um mês do início das convenções partidárias, quando partidos oficializam os candidatos.
Mãos atadas
Na Papudinha, Bolsonaro podia receber aliados. A depender da prorrogação da domiciliar, só volta após candidaturas já registradas.
Ainda pior
Sem poder receber outras visitas, eventual prorrogação da domiciliar, como apontado no despacho, segura Bolsonaro até o fim de setembro.
Senador Rodrigo Pacheco e o presidente da República, Lula - Foto; Agência Senado.
Lula manda PT priorizar palanque em Minas Gerais
Com o palanque em São Paulo definido, o presidente Lula quer que o PT priorize uma solução para Minas Gerais. Em agenda no Estado, semana passada, Lula esteve com Rodrigo Pacheco (PSD), que já se mostra menos resistente e deve migrar de partido, com mais chance de ir para o União Brasil ou PSB. O petista quer aproveitar a indefinição do palanque da oposição para consolidar o nome governista no Estado e “compensar” eventuais votos perdidos no palanque paulista de Fernando Haddad (PT)
Metido a independente
O “plano B” de Lula não agrada o diretório mineiro do PT: Alexandre Kalil (PDT). O partido não coloca a mão no fogo pelo ex-prefeito de BH.
Vice, ok
Kalil tem menos resistência no PT para vice de Pacheco, com quem mantém boa relação, ou até uma das vagas ao Senado.
Chama o centrão
Outra chance é o MDB ficar com a vice. O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite, seria o escolhido.
Poder sem Pudor
Ano sabático, segundo Arraes
O mítico político Miguel Arraes acumulou experiências de vida que gostava de compartilhar. Certa hora, durante bate-papo, o ex-senador Álvaro Dias, que governou o Paraná enquanto Arraes governava Pernambuco, confessou sua curiosidade sobre o período em que o líder nordestino esteve preso na ilha de Fernando de Noronha, durante o regime militar. Arraes respondeu, segundo contou o ex-senador ao podcast Direto de Brasília, de Magno Martins: “Acho que todo político deveria ficar preso ao menos durante um ano”. Diante do espanto de Álvaro Dias, Arraes explicou: “Nunca li tanto, nunca me preparei tanto quanto naquele período de prisão”.
Motivo real
“O motivo real é político-institucional: reduzir desgaste, aliviar a pressão sobre o Supremo”, disse à coluna, sobre a prisão domiciliar de Bolsonaro o deputado príncipe Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP).
Negócios abertos
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, em inglês) dos EUA autorizou, ontem (24), transações financeiras para a Embaixada da Venezuela e outras missões diplomáticas em território americano.
De volta
Anthony Garotinho quer voltar à política. Diz que, por ora, é pré-candidato a deputado federal. Mas falou com a cúpula do Republicanos e acertou que, se crescer nas intenções de voto, tenta o governo do Rio.
Migalha celebrada
Sobre a prisão domiciliar temporária de Jair Bolsonaro, o vice-líder do PL na Câmara, Rodolfo Nogueira, celebra “a migalha do estado totalitário”, mas avalia que “a verdadeira comemoração seria a absolvição total”.
Frase do dia---“Nada é mais justo”
Governador Tarcísio de Freitas (Rep-SP), sobre a concessão de prisão domiciliar a Bolsonaro
Veja bem
Carlos Bolsonaro diz que está sim aliviado com a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mas cobra que isso não seja visto como justiça e diz que é um “processo repleto de ilegalidades” contra o pai.
Espelho meu
Gilberto Kassab, dono do PSD, levou 10 dias para confirmar publicamente o que leitores da coluna souberam com antecedência: o partido vai fechar o nome do candidato ao Planalto ainda este mês.
Alguém vai negar?
O Senado analisa nesta quarta (25) projeto, já aprovado na Câmara, que cria 232 cargos de analista judiciário, 242 de técnico judiciário, 75 cargos comissionados e 245 funções comissionadas na Justiça Eleitoral.
Melhora ao contrário
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS), ironizou o envolvimento de Fábio Luís, filho do presidente Lula (PT), em mais um escândalo: “A coisa só ‘melhora’ para Lulinha”.