sábado, 6 de junho de 2026

 

Ministro do STJ recebeu R$ 141 mil e e reclama que está ganhando pouco

Mauro Campbell Marques é eleito vice-presidente do STJ | Amazonas1

Mauro Campbell é corregedor do Conselho Nacional de Justiça

Eduardo Barretto
Estadão

O corregedor nacional de Justiça e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Campbell afirmou nesta quinta-feira, 4, que deveria “receber um salário à altura do que eu trabalho para o País” e reclamou de obrigações da magistratura. Em abril, contudo, ele auferiu um supersalário de R$ 141 mil, segundo dados do STJ consultados pela Coluna do Estadão.

Trata-se da folha de pagamento mais recente divulgada pela Corte e a última antes de começar a valer a regra aprovada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que limita as remunerações totais a cerca de R$ 79 mil.

MAL REMUNERADO? – “Eu não tenho a remuneração à altura dos milhares de processos que eu julgo no Superior Tribunal de Justiça. Eu já bati a casa de 130 mil recursos julgados em 18 anos. Eu desafio um juiz fora do Brasil que tenha se aproximado a essa cifra. Não invejo, não sei se julguei bem todos os 130 mil processos, não. Mas me esmerei o que pude. E deveria, sim, receber um salário à altura do que eu trabalho pelo País”, afirmou o ministro em entrevista ao canal “STF em Foco”, coordenado pelo advogado Leonardo Estephan.

A declaração aconteceu durante o Fórum de Lisboa, conhecido como “Gilmarpalooza” e organizado pelo decano do STF, ministro Gilmar Mendes.

Em abril, Campbell recebeu R$ 141 mil de salário no STJ. Em março, R$ 122 mil e, em fevereiro, R$ 127 mil, cifras até duas vezes acima do teto constitucional de R$ 46,3 mil, equivalente ao salário de integrantes do STF.

SUPERESTRUTURA – Como ministro do Superior Tribunal de Justiça, Mauro Campbell tem à sua disposição um gabinete com dezenas de funcionários, incluindo juízes e assessores.

No contracheque de maio, já começarão a valer a decisão do Supremo que limitou penduricalhos e indenizações a até 70% da remuneração de juízes, promotores e procuradores. Na prática, as remunerações podem chegar somente a R$ 78,7 mil, se as novas regras forem realmente aplicadas.

Procurados, Cambpell, o STJ e o Conselho Nacional de Justiça não responderam. O espaço segue aberto.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A saída é lembrar a Constituição sugerida pelo historiador Capistrano de Abreu, com dois artigos. O primeiro é: “Todo brasileiro precisa ter vergonha na cara”. E o segundo: “Revogam-se as disposições em contrário”. (C.N.)

 

PGR quer levar ao STF caso dos respiradores que envolve Rui Costa

Procuradoria vê indícios de que suposta lavagem de dinheiro ligada ao caso se estendeu ao período em que o petista já ocupava a Casa Civil

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Redação O Antagonista
2 minutos de leitura06.06.2026 08:30comentários 0




PGR quer levar ao STF caso dos respiradores que envolve Rui Costa
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil   Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu o envio ao Supremo Tribunal Federal (STF) da investigação sobre a compra frustrada de respiradores pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia de Covid-19.

O caso envolve o ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (foto), e tramita atualmente no Superior Tribunal de

 Justiça (STJ). O inquérito apura a aquisição de 300 ventiladores pulmonares por R$ 48,7 milhões. Os equipamentos foram pagos antecipadamente à empresa Hempcare,

  mas nunca foram entregues.

Segundo a Procuradoria, essa circunstância justificaria o 

retorno da investigação ao STF, foro competente para analisar

 casos envolvendo ministros de Estado.

A manifestação cita ainda colaborações premiadas que apontariam a atuação de integrantes do chamado “núcleo político da contratação”, do qual Rui Costa faria parte por presidir o Consórcio Nordeste na época da assinatura do contrato.

Compra sem entrega

A investigação teve origem na contratação da Hempcare

 para fornecer respiradores durante o auge da pandemia.

 De acordo com as apurações, a empresa recebeu o 

pagamento antecipado, mas não cumpriu o contrato.

Em 2024, a Polícia Federal realizou uma operação sobre o caso para apurar suspeitas de crimes licitatórios, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

Já o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou, 

em janeiro deste ano, o processo contra Rui Costa, 

mas determinou medidas para tentar recuperar os prejuízos 

causados ao erário.

Rui Costa alega ter sido vítima de fraude na negociação. 

“Nós fomos roubados em um momento de desespero para conseguir respiradores”, disse em 2021.

 

Fachin nega suspeição de Kassio para decidir sobre CPI do Master

Pedido tinha sido feito por quatro senadores


Tribuna da Bahia, Salvador
06/06/2026 08:27
47 minutos
Foto: Divulgação/Reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou pedido de quatro senadores para declarar a suspeição do ministro Kassio Nunes Marques para julgar um mandado de segurança que pede a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Banco Master.  A decisão foi proferida na quarta-feira (3).

A ação foi protocolada em março deste ano e ainda não houve decisão do ministro, que é relator do caso.

Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE), Alessandro Vieira (MDB-SE), Marcos Pontes (PL-SP) e Plínio Valério (PSDB-AM) alegaram que o ministro tem relação de amizade com o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos investigados no caso Master, e possui “interesse direto” no caso.

Fachin negou o pedido de suspeição do relator e disse que a questão deveria ser levantada cinco dias após a escolha do relator.

“É incontroverso que os autos da MS nº 40.823 foram distribuídos por sorteio em 26 de março de 2026. Nada obstante, esta arguição de suspeição somente foi ajuizada nesta Suprema Corte em 12 de maio de 2026. Portanto, extrapolou em mais de um mês o término do prazo regimental para deduzir a pretensão, configurado em 31 de março de 2026”, explicou Fachin.

Os senadores alegam suposta omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que ainda não leu o requerimento de instalação da comissão. O documento foi protocolado no dia 26 de novembro de 2026.

De acordo com os parlamentares, o requerimento conta com 53 assinaturas, superando os 27 apoiamentos mínimos para criação da CPI, equivalente a um terço do total de 81 senadores.