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Uma mudança silenciosa, mas de grande impacto, começa a redesenhar a relação dos aposentados e pensionistas com o Instituto Nacional do Seguro Social. O INSS confirmou que, a partir de 2028, a Carteira de Identidade Nacional (CIN) será o documento exigido para identificação dos beneficiários em processos de concessão, manutenção e atualização de benefícios. A medida faz parte de um plano de modernização dos cadastros e de reforço no combate a fraudes, utilizando identificação biométrica integrada em bases nacionais.
A transição será gradual. Desde o fim de 2025, novos pedidos de benefícios já passaram a exigir biometria cadastrada, aceita por meio da CIN, da Carteira Nacional de Habilitação ou do título de eleitor. A partir de maio de 2026, quem solicitar um benefício e não tiver biometria registrada em nenhum desses documentos deverá emitir a nova identidade para
 dar andamento ao pedido.
Em 2027, a exigência de biometria será ampliada também para atualizações cadastrais e revisões de benefícios. Nessa etapa, o INSS deverá comunicar os segurados que ainda não possuem registro biométrico, garantindo prazo para regularização sem suspensão imediata dos pagamentos.
Somente em janeiro de 2028 a CIN passará a ser o documento obrigatório para todos os beneficiários do INSS. O instituto reforça que aposentados e pensionistas que já recebem seus benefícios não terão pagamentos cortados de forma automática, e que qualquer exigência será comunicada previamente. Ainda assim, a recomendação é que os segurados providenciem o novo RG com antecedência, evitando filas e transtornos no futuro.