quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

 

Augusto dos Anjos dizia que indomável, mesmo, só o coração dos poetas

Augusto dos Anjos, da descrença à esperança ❤️ #poesia #poema #livro  #literaturaPaulo Peres
Pomas & Canções

O advogado, professor e poeta paraibano Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos (1884-1914) escrevia poesias com características marcantes de sentimentos de desânimo e pessimismo, além de mostrar inclinação para a morte. O soneto “Vencedor” mostra outra faceta de Augusto dos Anjos, quando afirma que o coração do poeta pode ser indomável.

VENCEDOR
Augusto dos Anjos

Toma as espadas rútilas, guerreiro,
E a rutilância das espadas, toma
A adaga de aço, o gládio de aço, e doma
Meu coração – estranho carniceiro!

Não podes?! Chama então presto o primeiro
E o mais possante gladiador de Roma.
E qual mais pronto, e qual mais presto assoma,
Nenhum pode domar o prisioneiro.

Meu coração triunfava nas arenas.
Veio depois de um domador de hienas
E outro mais, e, por fim, veio um atleta,

Vieram todos, por fim; ao todo, uns cem…
E não pude domá-lo, enfim, ninguém,
Que ninguém doma um coração de poeta!

Mendonça tenta evitar que o Planalto se intrometa na investigação do Master

Regulação das redes no STF: Mendonça retoma voto após defender “democracia  digital”

André Mendonça tomou uma decisão muito corajosa

Valdo Cruz
g1 e GloboNews

O ministro André Mendonça está dando um novo ritmo às investigações do Supremo no inquérito do banco Master, no que tem sido elogiado pela Polícia Federal (PF). Nesta segunda-feira (23), ele fez uma delicada e estratégica reunião com os delegados responsáveis pelo caso para definir os próximos passos, como as novas diligências.

Por outro lado, a cúpula da PF não gostou nem um pouco da recente decisão de Mendonça, quando proibiu os delegados do caso de compartilharem com seus superiores hierárquicos as novas informações que foram obtendo no inquérito do Master

DIRETOR ALIJADO – Até aqui, apesar dos atritos públicos com o ministro Dias Toffoli, o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, vinha acompanhando de perto as investigações.

A partir de agora, ele teria poder apenas administrativo sobre o caso, não podendo acessar a investigação. Segundo um investigador, é como se o STF proibisse o presidente da República de comandar seus ministros.

André Mendonça adotou modelo semelhante no inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele decidiu restringir o compartilhamento de dados da investigação depois de circularem informações dentro do governo do presidente Lula da Silva (PT) sobre descobertas em relação às fraudes contra aposentados e pensionistas. Por suspeitar de vazamento de informações, o relator decidiu proibir que os delegados compartilhem dados do inquérito com seus superiores, o que inclui o diretor-geral da PF.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Uma decisão corajosa, necessária e histórica de André Mendonça. Em tradução simultânea, o ministro do Supremo está usando seus superpoderes para evitar que o presidente Lula siga tentando blindar Toffoli e outros envolvidos com o banco Master, como já vem fazendo na CPI do INSS, manobrando os parlamentares da base aliada para que  ajudem a blindar o filho Lulinha e o irmão Frei Chico, que estão envolvidos na exploração de aposentados e pensionistas, uma especialidade criada pelo PT quando Paulo Bernardo era ministro do Planejamento e marido de Gleisi Hoffmann. Por causa do escândalo, ele perdeu o ministério, o mandato de deputado e a mulher. Mas isso é outra história, que depois a gente conta, enquanto o circo do PT ameaça pegar fogo em pleno ano eleitoral. (C.N.)

TSE, indicações políticas e o mito da “tensão jurídica” contra Lula

Pedro do Coutto

A recente leitura de que o Tribunal Superior Eleitoral ampliaria uma suposta “tensão jurídica” para o presidente Lula nas eleições deste ano, por estar sob comando de ministros indicados por Jair Bolsonaro, parece mais uma construção narrativa do que um diagnóstico institucional consistente.

A premissa parte de um raciocínio simplificado: a origem da indicação definiria o comportamento do magistrado. Na prática, a história do Judiciário brasileiro mostra exatamente o contrário. Ministros de cortes superiores, uma vez empossados, passam a responder muito mais à lógica da instituição, à preservação da própria biografia e ao escrutínio público do que a qualquer vínculo pretérito com quem os nomeou.

CONTROLE POLÍTICO – O Tribunal Superior Eleitoral, por sua própria configuração, dilui qualquer possibilidade de controle político direto. Trata-se de uma corte de composição híbrida, com membros do Supremo, do STJ e juristas, cujos mandatos são temporários e sujeitos a intensa vigilância institucional e social.

Em um ambiente de alta polarização, a última coisa que um ministro deseja é ser visto como extensão de um projeto político específico. Isso valeria, com ainda mais razão, para indicados associados a Jair Bolsonaro, cuja relação conflituosa com o sistema eleitoral marcou os últimos anos. O incentivo, portanto, é de distanciamento, não de alinhamento.

“TENSÃO JURÍDICA” – Além disso, a tese de “tensão jurídica” pressupõe a existência de fatos concretos capazes de atingir a candidatura de Lula. E é justamente aí que o argumento perde sustentação. Quais seriam, objetivamente, os elementos jurídicos capazes de comprometer sua elegibilidade ou alterar o equilíbrio da disputa?

Até o momento, não há decisões judiciais estruturais, condenações eleitorais relevantes ou irregularidades comprovadas que indiquem risco efetivo nesse sentido. A Justiça Eleitoral atua sobre condutas específicas — propaganda irregular, abuso de poder, financiamento ilícito — e não sobre hipóteses abstratas ou disputas políticas travestidas de controvérsia jurídica.

POSTURA – Outro aspecto ignorado nessa leitura é que ministros indicados por governos anteriores costumam adotar postura ainda mais cautelosa para evitar qualquer associação automática. A independência judicial não é apenas um valor constitucional; é um ativo reputacional.

Vincular-se a um ex-presidente em plena arena eleitoral significaria comprometer a imagem de imparcialidade e alimentar questionamentos sobre a legitimidade das decisões da corte. Em um tribunal que depende da confiança pública para arbitrar eleições polarizadas, esse custo seria alto demais.

LIMITES – A judicialização da política é uma realidade brasileira, mas não se deve confundir a aplicação geral das regras eleitorais com um suposto direcionamento contra um candidato específico. O TSE impõe limites e parâmetros que valem para todos os competidores, inclusive para o próprio campo bolsonarista. Reduzir essa atuação a uma ameaça particular a Lula é ignorar que o tribunal opera sob um sistema de precedentes, colegialidade e controle público permanente.

No fundo, a narrativa de que a presença de indicados de Bolsonaro no comando do TSE elevaria a pressão jurídica sobre Lula revela mais sobre o clima político do que sobre a realidade institucional. Ela antecipa conflitos, projeta desconfianças e alimenta a polarização antes mesmo de existirem fatos concretos que justifiquem tal apreensão. A dinâmica eleitoral brasileira seguirá sendo definida muito mais pelo comportamento das campanhas e pela observância das regras do jogo do que pela biografia de quem ocupa, circunstancialmente, a presidência da corte eleitoral.

 

Israel acredita que os EUA podem bombardear o Irã intensamente por apenas 4 a 5 dias, diz mídia

Aviso para o Irã? Witkoff e Kushner visitam USS Abraham Lincoln após negociações com Teerã - Sputnik Brasil, 1920, 24.02.2026
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Segundo a mídia britânica, a capacidade militar dos EUA no Oriente Médio permitiria apenas quatro a cinco dias de bombardeio intenso contra o Irã. A avaliação ocorre enquanto Donald Trump considera um ataque em larga escala, e Teerã alerta que até ações limitadas seriam tratadas como agressão.
capacidade militar dos EUA no Oriente Médio suportaria apenas quatro a cinco dias de bombardeio intensivo contra o Irãinformou o jornal Financial Times nesta terça-feira (24), citando um oficial de inteligência israelense sob condições de anonimato.

Para ataques de menor intensidade, os Estados Unidos poderiam manter operações aéreas por uma semana, acrescentou a apuração.

Na segunda-feira (23), o New York Times informou, citando fontes familiarizadas com as discussões, que o presidente dos EUA, Donald Trump, está considerando a possibilidade de um ataque em larga escala contra o Irã, caso as negociações ou um ataque inicial limitado não produzam o resultado necessário.
Bandeira nacional iraniana (imagem de referência) - Sputnik Brasil, 1920, 23.02.2026
Panorama internacional
Irã considerará qualquer ataque dos EUA como 'ato de agressão', adverte chancelaria iraniana
No dia 20 de fevereiro, quando questionado se planejava realizar ataques limitados contra o Irã, Trump disse que estava considerando a possibilidade.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, afirmou que o Irã consideraria até mesmo um "ataque limitado" dos EUA como um ato de agressão.

 

Cláudio Humberto
COLUNA CH / 25 DE FEVEREIRO

Lula tentou, mas não conseguiu enterrar Toffoli; agora terá de aguentar

ACESSIBILIDADE:
Ministro Dias Toffoli (STF) e o presidente Lula (PT)

Petistas experientes, com gabinete no Planalto, já avaliam que Lula (PT) errou tentando interferir no Supremo Tribunal Federal (STF) para destruir e conseguir o afastamento do ministro Dias Toffoli do cargo. Imaginou até que o relatório de 200 páginas entregue ao ministro Edson Fachin pelo diretor-geral da Polícia Federal seria “tiro de misericórdia”. Não foi como imaginava. Ele não contava com o espírito de corpo do STF e nem com a decisão do presidente do STF de arquivar e anular o relatório da PF.

Ele sobreviveu

Ministros são unânimes: Toffoli já não tem o que temer. O arquivamento do relatório da PF teve significado de “atestado de renascimento”.

Isso não se esquece

Toffoli sabe como Lula, que não esconde seu rancor pelo ministro, tentou desestabilizá-lo, nomear Rodrigo Pacheco e acalmar Davi Alcolumbre

Operação desapego

O Planalto refaz contas e projeções de decisões do STF: já não poderá contar com Toffoli, que finalmente se afasta das origens petistas.

Olho na 2ª Turma

Lula sabe que, na 2ª Turma, atuam André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e seu dileto amigo Dias Toffoli.

Jatinho do Grupo de Transportes Especiais (GTE), da FAB - Foto: Tenente Enilson/FAB).

Viagens do governo Lula: R$33,5 milhões em 40 dias

Em apenas 40 dias, o governo Lula (PT) torrou R$33,5 milhões com viagens. Foram mais de R$16,2 milhões com diárias pagas aos funcionários e outros R$17 milhões gastos com passagens aéreas. Os dados do Portal da Transparência de 2026 contabilizam apenas viagens realizadas até 9 de fevereiro. Em 2025, Lula e cia. conseguiram bater o recorde histórico em despesas com viagens pelo terceiro ano seguido.

Só no exterior

As viagens internacionais do governo petista custaram R$4,6 milhões nos primeiros 40 dias de 2026. Desde então dados não são atualizados.

Sete bilhões!

Em 2025, o governo Lula torrou R$2,41 bilhões com viagens. Em 2024, R$2,38 bilhões; em 2023, R$2,29 bilhões. Total: R$7,08 bilhões.

Tem muito mais

O custo das viagens não inclui gastos de Lula, Janja e as demais autoridades que aproveitam os jatinhos da Força Aérea Brasileira.

Poder sem Pudor

Fontes secretas

Certa vez entrevistando ao vivo o então presidente do PT, Tarso Genro, para a rádio CBN, o âncora Estevão Damásio testou o bom humor do político gaúcho: “Como o PT fará, agora, para arrecadar recursos para suas campanhas?”. A reação de Genro foi de surpresa: “Isto é pergunta que se faça?...”. Depois, ambos caíram na gargalhada.

Muito estranho

Eduardo Girão (Novo-CE) disse estranhar o trabalho no Senado ter ficado paralisado durante o mês de fevereiro. “Nós tivemos apenas uma sessão [no início do mês] e foi remota! Excluindo os debates de escândalos fragorosos”, disse ele, ao citar o INSS e o Banco Master.

Brasil beneficiado

Na avaliação do Financial Times, o Brasil será o maior beneficiado pelo fim das altas tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump. Produtos brasileiros terão ‘desconto’ de 13,6%, mesmo se a nova taxa fosse 15%.

Interesse gradual

Começou com apenas 106 deputados a sessão do plenário da Câmara, ontem (24), para analisar o projeto antifacção, relatado por Guilherme Derrite (PP-SP). Após 1h30, eram 233; após 3h30, 335 parlamentares.

Senhor da razão

“O tempo tem mostrado o quanto Jair Bolsonaro foi perseguido e injustiçado”, disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o MPF do Rio arquivar ação contra o ex-presidente por supostas ‘falas golpistas’.

Frase do dia

O PT não quer prorrogar a CPMI do INSS!

Marcel van Hattem (Novo-RS), após membros do PT não assinarem pedido de prorrogação das investigações

Curioso

Pesquisa Nexus/FSB no Nordeste aponta: 46% da população admite nunca ter ouvido falar na proposta do fim da escala 6x1, mas 48% dizem que diminuem chances de votar em político que for contrário ao projeto.

Em horário nobre

O desfile-bajulação a Lula no Carnaval pode ser propaganda eleitoral antecipada, explica o advogado eleitoral Newton Lins, e renderia multa de R$5 mil a R$25 mil “ou valor equivalente ao custo da divulgação”.

Devolve aí

A gigante de logística FedEx foi a primeira grande empresa a processar o governo americano após o fim das tarifas, determinado pela Suprema Corte dos EUA. A empresa pede “reembolso completo” da fortuna gasta.

Situação difícil

O advogado Gustavo Ferreira avalia que a queda das tarifas nos EUA não afasta a acusação contra Eduardo Bolsonaro, réu no STF pela tal ‘coação’. Entretanto, diz que a cassação do mandato poderia fazer com que a ação fosse enviada à 1ª instância, mas há precedentes contrários.

Pergunta na interpretação

Pré-campanha é campanha antecipada?