Coluna Magnavita | Planalto considera quitada qualquer dívida eleitoral com Paes, aliás, considera ele devedor
30 de outubro de 202607:17Cláudio Magnavita
Atualizado em 30 de outubro de 2026 - 07:18
Agora é hora de respeitar as urnas (do Rio), como queremos que respeitem o resultado da eleição presidencial", afirmou um dos mais sábios conselheiros do presidente Lula à coluna.Crédito: Divulgação/PSD-RJ
Outra notícia péssima para o Exército do Dudu, que tenta criar, com fake news, um clima de instabilidade que não existe, foi os sinais dados pelo Palácio do Planalto sobre a quitação da dívida eleitoral de Lula com Eduardo Paes. "Quem está devedor é o ex-prefeito do Rio. Confesso que fomos simpáticos à ideia de ter o presidente do Tribunal de Justiça do Rio como governador interino, evitando que o adversário de Paes concorresse sentado na cadeira de governador. Só que o empenho durante a campanha e até o primeiro turno foi xoxo. Ele ainda escolheu uma vice simpática ao nosso oponente. Agora é hora de respeitar as urnas, como queremos que respeitem o resultado da eleição presidencial", afirmou um dos mais sábios conselheiros do presidente Lula à coluna.
Tales Faria
Valdemar informa a Jair Bolsonaro: sai Flávio, entram Tarcísio e Michelle
A estratégia é trabalhar o nome da primeira-dama; se não emplacar como candidata, articular uma chapa dela como vice do governador de São Paulo
30 de outubro de 202600:01Tales Faria
Atualizado em 30 de outubro de 2026 - 07:51
Valdemar Costa NetoCrédito: Beto Barata/PL
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, está reassumindo o comando do partido. Desde que o ex-presidente da República Jair Bolsonaro se filiou à sigla, Valdemar passou a comandar o caixa do PL, mas passou a Bolsonaro a última palavra sobre questões políticas e eleitorais, incluindo alianças e filiações.
Esse acordo sofreu alguma modificação quando Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Valdemar passou a exercer maior poder de decisão sobre alianças nos estados e filiações. Mas quando o ex-presidente nomeou seu filho Flávio como candidato a presidente da República, o comando político integral voltou ao clã.
Agora que Flávio Bolsonaro foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha ao Palácio do Planalto, Valdemar reassumiu o comando total e já começou a redesenhar a estratégia do PL para os próximos anos. Essa estratégia passa pelo fortalecimento da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O presidente do PL não vê em Carlos Bolsonaro e nenhum outro filho, ou filha, do ex-presidente condição de assumir o papel de possível candidato da sigla a presidente da República. Esse espaço, segundo ele, só poderá ser ocupado por Michelle Bolsonaro.
Mesmo assim, para Valdemar, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem mais chances de assumir a liderança da direita do país como candidato a presidente da República em 2030.
A estratégia é trabalhar o nome de Michelle e, mais na frente, se ela não emplacar como candidata, articular uma chapa dela como vice de Tarcísio. Juntaria o apelo popular do nome Bolsonaro à capacidade de articulação do governador de São Paulo.
O presidente do PL já apresentou à própria ex-primeira-dama sua ideia. Michelle era, na verdade, sua candidata, antes de Bolsonaro anunciar que escolhera o filho. Ela não se opôs à estratégia, mas sabe que não agrada muito ao marido entregar seu espólio político à esposa.
Valdemar tratou então, de ter uma primeira conversa com Bolsonaro sobre o assunto. Seu encontro desta quinta-feira, 29, com o ex-presidente foi para comunicar essa estratégia, mesmo sabendo que Bolsonnaro não morre de amores por passar a uma mulher a liderança política do clã. De fato, segundo o presidente do PL deu a entender a integrantes do partido, Bolsonaro não pareceu muito feliz, mas ele não tem como vetar agora.
Na verdade, a prioridade do ex-presidente nesse momento – e o que mais deverá ocupá-lo e demandar apoios políticos – é tentar que o Congresso aprove algum tipo de anistia ou indulto capaz de liberá-lo da cadeia.
A oportunidade é um acordo com o centrão para reeleger Davi Alcolumbre (União-AP) como presidente do Senado, em troca de sua liberdade. Esse acordo incluiria também convencer os senadores do PL a desistirem do impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Publicado em 30 de outubro de 2026 por Tribuna da Internet
Alencar diz que as penas do 8 de Janeiro são inaceitáveis
Carlos Newton
Lula da Silva é um homem de sorte, não há dúvida. Acaba de sair de uma disputa eleitoral incruenta, em que foram vasculhados o passado, o presente e até o futuro dos candidatos, mas nenhuma das campanhas adversárias teve a ideia de informar os eleitores sobre o nebuloso passado do petista no regime militar, quando atuou como informante infiltrado nas lideranças sindicais.
É difícil saber o que Lula faria se fosse chamado nos debates pelo codinome “Barba”, como era tratado nos almoços de domingo na casa do delegado Romeu Tuma, quando se enchia de cerveja e depois tirava uma soneca no sofá da sala, conforme está relatado nos livros “Assassinatos de Reputações I e II”.
PERDEU A CHANCE – Se nos debates o candidato Flávio Bolsonaro empilhasse no púlpito os diversos livros escritos sobre o Lula ”Barba” e o Lula corrupto, por Mário Garnero, Romeu Tuma Jr., Ivo Patarra, José Nêumanne Pinto e outros, certamente causaria forte impacto, pois desmoralizaria o petista, que não teria como retrucar, pois jamais desmentiu nenhum dos autores nem tentou processá-los.
Ou seja, além de Lula ter sorte, seus adversários são despreparados para enfrentá-lo, e as portas então se abrem para ele, como ocorreu nesta quarta-feira, dia 28, com a entrevista do senador Otto Alencar (PSD-BA).
Na condição de presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Alencar defendeu o avanço de um projeto para anistiar os condenados pelo 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o grupo de generais. Será uma consagração para Lula, caso aceite conduzir a pacificação nacional.
AMPLA E IRRESTRITA – Otto Alencar terá de negociar o projeto com o presidente do Senado, a ser eleito em 1º de fevereiro, quando o Congresso volta a funcionar após o recesso. O atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP) é a favor da proposta e quer usá-la para ganhar apoio e ser reeleito.
O problema é que Rogério Marinho (PL-RN) será candidato, e a senadora Tereza Cristina (Progressistas-MS) também está sendo sondada novamente.
Se houver três candidaturas, o corruptíssimo Alcolumbre vence. E vai tirar uma onda de patrono da anistia, que é uma necessidade, em função dos exageros das condenações comandadas por Alexandre de Moraes, o maior inimigo da democracia brasileira.
### P.S. – A anistia é uma necessidade para pacificar este país, porque há idiotas no Superior Tribunal Militar que pretendem cassar as patentes dos generais presos e também as aposentadorias deles. Mas o que é isso? Para que tanta vingança? Esses idiotas acham que os milicos vão aceitar essas ofensas? Cá entre nós, tenho muitas dúvidas a respeito. Já sofri a ditadura uma vez e não quero repetir a dose. (C.N.)
Gayer parte para cima do suposto traidor de Flávio (veja o vídeo)
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O senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO) disse nesta quinta-feira (29) que ficou
revoltado
com a denúncia de que alguém do núcleo da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) passava tudo ao STF.
A acusação foi feita na quarta-feira (28) pelo comentarista Paulo Figueiredo, no programa dele no YouTube, segundo o Jornal Razão. Figueiredo disse saber quem é o aliado, mas não revelou o nome nem mostrou provas.
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Gayer contou que a notícia o deixou com raiva e mandou um recado ao suposto traidor:
“saia do Brasil, vá embora desse país” disse.
Segundo ele, Figueiredo só vai dizer quem é se Flávio autorizar.
“Fomos ingênuos mais uma vez”, afirmou Gayer, para quem a direita errou ao acreditar num TSE imparcial.
Conflito EUA–Irã não será uma guerra perpétua, Trump não o permitirá, diz vice-presidente
O conflito dos EUA com o Irã não será uma "guerra perpétua", assegurou o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance.
"Eu prometo que Donald Trump não vai deixar o conflito com o Irã se transformar em uma guerra sem fim", disse Vance à Fox News.
Anteriormente, a mídia ocidental, com referência a autoridades estadunidenses e israelenses, informou que os EUA e Israel haviam preparado um plano para uma nova operação militar contra o Irã, que poderia começar imediatamente após as eleições de meio mandato de novembro nos EUA se as negociações diplomáticas fracassarem.
Anteriormente, o vice-presidente americano enviou uma carta ao secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, em uma tentativa de retomar as negociações de paz.
Advogado que atua no caso Master é tão ligado a Lula que até foi ao casamento dele com Janja
Augusto de Arruda Botelho, Janja e Lula
Cláudio Humberto
O ex-diretor de, veja só, compliance do Banco Master Luiz Antônio Bull, indiciado esta semana pela Polícia Federal no relatório parcial que investiga o esquema de fraude bilionário contra o sistema financeiro, escolheu bem o advogado para tentar se livrar das pendengas no Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de Augusto de Arruda Botelho, colado no presidente Lula (PT). O advogado foi um dos 200 seletos convidados que o petista chamou para o casamento com Janja em 2022.
Tá no topo
Entre 2 de janeiro de 2023 e 31 de janeiro de 2024, Botelho ocupou a prestigiada cadeira de secretário nacional de Justiça do governo Lula.
Amizade suprema
O advogado chegou ao posto nomeado por Flávio Dino, então ministro da Justiça, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal.
Voa voa
Em 2025, foi no jato, de uma empresa de Vorcaro, com Dias Toffoli rumo à final da Libertadores. O ministro deu canetadas favoráveis ao Master.
Lulista assumido
No “X”, Botelho passa o tempo atacando a família Bolsonaro e divulgando artigos autorais, como o último “Por que voto em Lula”.
A federação União Progressista roeu a corda de Flávio Bolsonaro, na terça-feira (27), dois dias após o candidato do PL perder a eleição presidencial, e declarou apoio à reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP) para presidência do Senado. Mas, internamente, no PP, apesar da assinatura do presidente do PP, Ciro Nogueira, não há consenso, ninguém foi ouvido. Nogueira é acusado de bajular Alcolumbre em busca de “proteção” junto ao regime empenhado em cortar-lhe a cabeça.
Atropelo
Entre progressistas, a queixa é que Alcolumbre escanteou o PP e tratou tudo direto com o presidente do União Brasil, Antônio Rueda.
Concorrente forte
O partido prefere outros nomes, como a viável e admirada Tereza Cristina. Moderada, é de oposição e tem trânsito com o agronegócio.
Alcolumbre, não
Ainda que não seja Tereza, parte do PP ainda prefere Rogério Marinho (PL-RN), com apoio da família Bolsonaro, a um repeteco de Alcolumbre.
Poder sem Pudor
O bote da cobra
Na repressão que se seguiu ao golpe de 1964, houve uma verdadeira caça às bruxas. A crônica daquele tempo registrou a história de um agricultor pernambucano ligado ao movimento sindical fotografado em um comício do governador. “O sr. conhece Miguel Arraes?” perguntou o policial. “Conheço não, doutor. Só conheço ele de vista. Nunca falei com ele, não.” O policial, inquisidor: “E esta foto do senhor com ele, num comício?” O camponês olhou assustado para seus interrogadores e jurou: “Vixe, seu major! E não é que o dr. Miguel Arraes estava perto mesmo! Eu nem notei, juro! Se fosse uma cobra, tinha me mordido.”
Reis da narrativa
O senador eleito Rui Costa (PT-BA) elogiou velhinhos de andador e até carregados por filhos e netos para votar “e eleger Lula”. Isso é fantasia. Foram votar como “prova de vida”, pressionados pelo INSS, porque temiam ficar sem suas aposentadorias degradantes nesta sexta (30).
Bem na foto
Com 50 parlamentares em 81, a oposição já soma quase dois terços dos votos no Senado. Se não se dividir e conseguir aglutinar um pouco mais de apoio, Davi Alcolumbre (União-AP) pode começar a arrumar a gaveta.
Passando a boiada
Alessandro Vieira (MDB-SE) chama atenção para as distrações com festas ou viagem de ex-candidatos enquanto rola um mega acordão para reeleger Davi Alcolumbre (União-AP) presidente do Senado.
De olho
Marcio Bittar (PL-AC) prega cautela com a reforma política no apagar das luzes. O senador lembra que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), assumiu compromissos que ainda não foram cumpridos.
Frase do dia=====“Não há como fingir normalidade democrática”
Carlos Bolsonaro (PL-SC), senador eleito, sobre a situação do País
Salário: R$18,2 mil
Preso na operação “NXIVM”, da Polícia Civil do RJ, contra exploração sexual, Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho é chefe de gabinete de Talíria Petrone (Psol-RJ), que votou contra castração química de pedófilo
Orçamento travado
O Orçamento de R$7,449 trilhões previsto pelo governo Lula para 2027 ainda não chegou à fase de emendas no Congresso. A LDO, que deveria ter sido votada até julho, também continua pendente de aprovação.
Memória curta
A internet resgatou vídeo que mostra Fernando Haddad (PT) defendendo o boicote, hoje criticado no PT. O ex-ministro de Lula dizia não comprar “nenhum palito de fósforo” de empresas sem certos compromissos.
Eis a reciprocidade
Lula não parabenizou Javier Milei, presidente argentino, após a eleição. Elogiou o processo e instituições, desejou sucesso ao “novo governo”, mas não citou Milei. Não telefonou, nem o cumprimentou pessoalmente.