terça-feira, 20 de outubro de 2026

 Política

2ª pesquisa do dia é do instituto que acertou o 1º turno e o resultado é inacreditável

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Tudo indica que o 40º presidente da República será esse jovem senador, nascido no Rio de Janeiro, atualmente com 45 anos de idade, filho do 38º presidente do Brasil.

A mais recente pesquisa do Instituto Gerp – o único que acertou o resultado no 1º turno – aponta Flávio Bolsonaro com 6 pontos de vantagem sobre Luiz Inácio Lula da Silva.

Flávio tem 53% dos votos válidos no segundo turno, contra 47% de Lula (PT).

O levantamento ouviu 2.400 pessoas entre 15 e 19 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais. A pesquisa foi realizada em formato de tracking, com média móvel de três dias.

A pesquisa também aponta vantagem do senador no voto espontâneo, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados. Flávio tem 49%, ante 43% de Lula. Outros 7% estão indecisos e 1% mencionou outras respostas.

A rejeição a Flávio é de 46%, ante 49% de Lula. A Gerp também aponta que 98% dos eleitores do senador e 97% dos eleitores do petista dizem ter o voto definido. O grupo que ainda pode mudar de posição ou não escolheu nenhum dos dois representa 7% dos entrevistados.

Entre os eleitores que ainda estão em jogo, segurança pública é o tema mais citado, com 42%. Na sequência aparecem falta de hospitais e postos de saúde, com 23%; falta de médicos e profissionais de saúde, com 16%; qualidade das escolas, com 15%; e custo de vida elevado, com 14%.

A pesquisa indica ainda que 57% dos entrevistados acreditam que Flávio vencerá a eleição, enquanto 37% apostam na vitória de Lula.

Para não perder nenhum detalhe dessa eleição, baixe o APLICATIVO DO JCO. Basta clicar no link abaixo:

 

Surge a 1ª pesquisa desta terça-feira e resultado é desesperador para o Palácio do Planalto

No limite da margem de erro o resultado representa ainda um empate técnico.

O levantamento foi realizado entre 15 e 19 de outubro, com 2 mil eleitores de todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada sob o número BR-02952/2026.

Nas quatro pesquisas divulgadas ontem, em todas elas Flávio aparece na frente, e em 3 o empate técnico é apontado.

Pelo visto, isso não passa de uma ‘jogada’ dos institutos de pesquisa, quase todos eles com notório viés de esquerda. Querem demonstrar que Lula continua competitivo, mas não querem correr o risco de novamente errar sobre quem vai chegar na frente.

A distância de Flávio sobre Lula certamente é muito maior do que isso.

Os institutos de pesquisas aqui no Brasil ignoram propositadamente o que mudou no segundo turno. Partidos e lideranças que não haviam declarado apoio formal a Flávio no primeiro turno passaram a apoiá-lo no segundo, o que representa mais votos para ele. A União Brasil e o Progressistas (PP), que ficaram neutros no primeiro turno, formalizaram apoio por unanimidade das executivas. O Republicanos, que não integrava a coligação, anunciou adesão após o resultado, com articulação de Tarcísio de Freitas. O Novo, que tinha candidato próprio (Romeu Zema), formalizou o apoio depois da declaração individual de Zema. O Podemos, neutro no primeiro turno, também fechou com Flávio.

O MDB ficou dividido: 17 diretórios anunciaram apoio a Flávio e 10 ficaram com Lula. O PSD manteve neutralidade oficial, com o apoio individual mais relevante vindo de Ronaldo Caiado. Além deles, Augusto Cury (Avante) e Clariana Barão (DC) também se posicionaram a favor de Flávio.

Por outro lado, nenhum partido ou candidato relevante que estava indeciso ou neutro anunciou apoio formal a Lula no segundo turno. Os apoios que Lula recebeu vieram de legendas de esquerda que já estavam alinhadas a ele (ou a seus candidatos) no primeiro turno.

Para piorar a situação, dois escândalos se abateram sobre os petistas. O áudio de Daniel Vorcaro e as declarações contundentes de Roberta Luchsinger.

O povo está vendo e a conta não bate.

As urnas vão mostrar isso...

 

Ponto de vista: 

É apenas uma questão de tempo

Por Luiz Holanda


Tribuna da Bahia, Salvador
20/10/2026 06:00
1 hora e 58 minutos

A defesa de Daniel Vorcaro cobrou do presidente do Supremo Tribunal Federal-STF, Edson Fachin, a liberdade do banqueiro e ex-controlador do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro, principal investigado nos crimes financeiros atribuídos ao banco e a ele próprio. Acusado de cometer os maiores crimes e fraudes financeiras do país, além de gestão fraudulenta, organização criminosa e lavagem de dinheiro, Vorcaro quer ser libertado sob o fundamento de que há um pedido de revogação de sua prisão preventiva parado em um "limbo" devido a um conflito de competência e de indefinição sobre a relatoria do caso Master, atualmente sob a responsabilidade do presidente do STF, ministro Edson Fachin. A defesa sustenta que ele está preso há mais de oito meses sem indiciamento formal ou ação penal, e que outros investigados em situação semelhante já foram soltos. Vorcaro está no Complexo Penitenciário da Papuda (Papudinha) em Brasília, após ter a prisão preventiva decretada na Operação Compliance Zero. Seus advogados alegam excesso de prazo na prisão preventiva decretada em março de 2026, pedindo a revogação da medida.

A estratégia é apresentar eventuais divisões ou empates de votos na Segunda Turma do tribunal em razão do cenário de impasses e discussões sobre impedimentos e pedidos de vista. Isso poderia favorecer uma decisão libertando Vorcaro ou a conversão de sua detenção carcerária em prisão domiciliar. Os advogados apostam na divisão ocorrida entre os ministros da Corte, digladiando entre si quase que diariamente. Até o presente momento o tribunal negou todos os pedidos de liberdade para Vorcaro.

 O problema agora é que o relator do processo é o ministro Edson Fachin, cuja fraqueza é apontada pela imprensa como impossível de resistir à pressão do que ela vem denominando de “banda podre” do STF, defensora da liberdade do banqueiro. A expressão "banda podre" reflete o debate e as fortes críticas da opinião pública e de setores  políticos após a revelação de que dados do celular de Vorcaro citam ou fazem referências a pelo menos seis ministros do STF e do STJ. Daí a existência de um movimento para conter a crise e evitar possíveis processos de impeachment de ministros no Senado a partir de 2027. Segundo a imprensa, o STF e a Polícia Federal (PF) costuraram um acordo pelo qual a PF entregaria um relatório minucioso e descritivo ao presidente Fachin contendo todas as citações a magistrados encontradas nos aparelhos de Vorcaro. Esse relatório será enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR) para parecer e, depois, caberá ao plenário da Corte decidir, de forma conjunta, se abre ou não investigações contra seus próprios membros. Tem gente que acredita que o fato pode resultar em ajustes de contas, mas a maioria sabe que nada acontecerá. Por enquanto o STF mantém Vorcaro detido enquanto tenta organizar as investigações institucionais provocadas pelas mensagens vazadas. Assim que conseguir, arranjará razões jurídicas para libertar o prisioneiro. Outra balela é dizer que o novo Senado pode impichar alguns ministros porque contará com 54 senadores favoráveis ao impeachment de alguns membros da Corte. Como o Senado atingiu a marca de dois terços (54 dos 81 senadores), esse número pode aprovar qualquer impeachment de ministro. Esse número é uma regra definida em liminar pelo ministro Gilmar Mendes em dezembro de 2025. O problema é que mais da metade dos senadores eleitos que são favoráveis ao impeachment é investigada ou citada em investigações perante o STF. Alguns deles já estão com processo na Corte, e outros devem ser processados após a posse no Senado. Ao todo, 16 dos 31 novos senadores pró-impeachment são investigados ou citados em apurações em curso. O STF é o órgão encarregado de processar e julgar crimes comuns cometidos por congressistas (deputados e senadores) no exercício do cargo e em razão dele. Como os próprios ministros visados atuam como relatores desses inquéritos e ações, eles gerenciam diretamente o andamento de cada caso. Assim, se mais da metade dos senadores favoráveis ao impeachment já foi alvo, é citada ou está sob investigação na Corte, isso pode funcionar como um instrumento de pressão ou "moeda de troca" institucional. Os processos contra os senadores podem se tornar um instrumento de poder dos ministros contra o andamento de eventuais tentativas de impeachment. Alguns senadores pró-impeachment lembram que o Legislativo tem o poder de suspender o andamento de ações penais contra seus integrantes, a pedido dos partidos, conforme aconteceu com o deputado federal e atualmente eleito senador por Goiás, Gustavo Geyer, mas esse fato isolado não serve para impedir a impunidade jurídica e institucional atualmente existente no Brasil. Por isso não devemos nos espantar quando Vorcaro for libertado. É apenas uma questão de tempo.


Luiz Holanda é advogado e professor universitário.