quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

 

As investigações da Polícia Federal (PF) sobre o esquema que teria desviado mais de R$ 100 milhões em recursos públicos por meio de emendas parlamentares, convênios federais e licitações direcionadas revelaram diálogos entre o então ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, e o ex-senador Fernando Bezerra Coelho.

Em uma conversa interceptada pela PF, Ramos tranquiliza Coelho sobre a permanência de um indicado na 3ª Superintendência da Codevasf. “Pernambuco é do senhor, senador”, declarou. Os diálogos ocorreram entre 29 e 30 de julho de 2019.

Segundo a investigação, a organização criminosa seria formada por agentes públicos e empresários que atuavam de forma articulada para direcionar verbas a determinados municípios, viabilizar convênios e, em seguida, fraudar licitações em favor de uma empresa ligada ao próprio grupo.

O inquérito aponta a participação de integrantes da família Coelho. Além do ex-senador, o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, filhos dele, estariam envolvidos.

Parte do dinheiro, ainda de acordo com a PF, retornaria aos investigados na forma de propina e na aquisição de bens ocultados em nome de terceiros.

O escritório do advogado André Callegari, que representa Fernando Bezerra Coelho e Fernando Filho, afirmou, em nota, que não teve acesso à decisão do ministro Flávio Dino. “Os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares. A defesa já solicitou acesso aos autos, para que, assim, possa se manifestar no processo.”

Auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e da Controladoria-Geral da União (CGU) apontaram irregularidades graves em licitações vencidas pela empresa Liga Engenharia Ltda., de propriedade de familiares dos políticos.

O TCU classificou a conduta como “formalismo exacerbado” e destacou que a condução do certame feriu os princípios da economicidade e da busca pela proposta mais vantajosa.

➡️ A reportagem completa está na coluna de @mirellepinheiroo. Basta acessar metropoles.com. #colunamirellepinheiro

🤳 Moreira Mariz/Agência Senado

Sputnik

 

Paquistão realiza ataque aéreo contra Cabul, no Afeganistão, diz mídia

Explosões foram relatadas em Cabul em meio às tensões entre Afeganistão e Paquistão. 26 de fevereiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 26.02.2026
Uma forte explosão atingiu a capital do Afeganistão, Cabul, seguida por intensos disparos, informou a emissora Al Jazeera nesta quinta-feira (26). Segundo a rede, que cita uma fonte do governo afegão, o Paquistão teria realizado um ataque aéreo contra a cidade. Na sequência, a informação também foi confirmada pela agência iraniana Tasnim.
Os relatos indicam que o bombardeio ocorre em meio à crescente tensão entre os dois países. Na semana passada, forças paquistanesas lançaram ataques aéreos nas províncias afegãs de Nangarhar e Paktika. De acordo com autoridades de Cabul, os bombardeios deixaram dezenas de civis mortos e feridos, incluindo mulheres e crianças.
Em resposta, o governo afegão anunciou o início de operações militares ofensivas em larga escala contra forças do Paquistão ao longo da fronteira comum, ampliando a escalada militar na região.
Mais cedo, Cabul confirmou que pelo menos 40 militares paquistaneses morreram nas operações. "Cerca de 40 soldados inimigos foram abatidos na área da província de Kunar. Os corpos de 13 deles foram retirados pelos mujahideen", escreveu o porta-voz do líder supremo do país, Zabihullah Mujahid, nas redes sociais.
Paquistão amplia seu Exército, desenvolvendo tropas de mísseis, segundo premiê - Sputnik Brasil, 1920, 18.10.2025
Panorama internacional
Paquistão e Afeganistão concordam com cessar-fogo imediato durante mediação no Catar
Já o Ministério da Informação e Radiodifusão do Paquistão declarou que rebateu ataques "de forma imediata e eficaz" na província de Caiber Paquetuncuá, onde as forças afegãs sofreram "pesadas baixas e vários postos e equipamentos destruídos".
De acordo com o canal de televisão paquistanês Geo News, citando fontes, pelo menos 58 combatentes afegãos foram mortos nos confrontos, e mais de 100 ficaram feridos. Segundo o relatório, as forças paquistanesas também destruíram mais de 30 tanques, peças de artilharia e veículos blindados de transporte de pessoal afegãos.
Esse não é o primeiro confronto entre os dois países após a tomada de poder do Talibã em Cabul. Em outubro ano passado também foram registrado confrontos entre os dois países devido as ações do Talibã paquistanês.
O grupo, que age na fronteira entre os dois países, área de maioria étnica pachto, não é afiliado ao Talibã afegão. No entanto, para Islamabad Cabul não faz o suficiente para impedir que o grupo opere dentro das fronteiras afegãs.

Sputnik

 

Doutrina nuclear da Rússia permite resposta dura à França e ao Reino Unido, diz mídia

The launch of a Yars intercontinental ballistic missile during a strategic nuclear forces exercise involving their ground, naval, and air components at the Plesetsk State Test Cosmodrome, Russia. - Sputnik Brasil, 1920, 26.02.2026
Os planos da França e do Reino Unido de instalar armas nucleares na Ucrânia dão à Rússia o direito a uma resposta dura, afirma o jornal Strategic Culture.
Segundo a publicação, França e Reino Unido aproximaram o Relógio do Juízo Final da meia-noite depois que o serviço de inteligência russo divulgou informações sobre os planos de fornecer armas nucleares à Ucrânia.
Se o plano atribuído a Paris e Londres for implementado, as consequências podem ir muito além do teatro de operações ucraniano. Não seria seguro para a Rússia abster-se de medidas extremas, uma vez que qualquer confiança na moderação do outro lado já se esgotou, apontam os autores da publicação.

"Os riscos de uma guerra nuclear voltaram a aumentar, como sempre, devido à irresponsabilidade do intervencionismo ocidental", ressalta o texto.

A bomba termonuclear é exibida no museu de armas nucleares no Centro Russo Nuclear Federal na região de Nizhny Novgorod - Sputnik Brasil, 1920, 25.02.2026
Panorama internacional
Eventual transferência de armas nucleares à Ucrânia traz risco da 3ª Guerra Mundial, diz analista
Segundo os autores, as alterações feitas pela Rússia em 2024 em sua doutrina nuclear preveem a possibilidade de um ataque direto em resposta à ameaça vinda da Europa.

"A doutrina nuclear da Rússia foi recentemente alterada para permitir que ela responda não apenas a ataques diretos de potências nucleares, mas também a ações conjuntas envolvendo esses Estados e países terceiros que atuem como intermediários", destaca a publicação.

De acordo com essas regras, qualquer parceria militar que resulte no surgimento de um arsenal nuclear na Ucrânia pode ser considerada por Moscou como uma ameaça à própria existência do Estado.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China Mao Ning durante coletiva de imprensa em Pequim, em 13 de outubro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 25.02.2026
Panorama internacional
China reafirma que a proliferação nuclear é inaceitável e pede para evitar uma guerra atômica
Os autores do artigo destacaram também que a possibilidade de armas de destruição em massa aparecerem na Ucrânia é considerada uma "linha vermelha" para a Rússia. Isso permitirá que Moscou tome as medidas que julgar necessárias para evitar tal manobra, destaca o artigo.
Nesta terça-feira (24), a assessoria de imprensa do Serviço de Inteligência Externa (SVR, na sigla em russo) da Rússia informou que o Reino Unido e a França estão se preparando para transferir armas nucleares para a Ucrânia.
Segundo o SVR, o plano dos países europeus é que Kiev possa reivindicar condições mais favoráveis para o fim das hostilidades caso possua uma bomba atômica ou, pelo menos, a chamada "bomba suja".