sábado, 21 de fevereiro de 2026

 

Em causa própria, Moraes descumpre leis e está desmoralizando o Supremo

Lei Magnitsky: Moraes e esposa são retirados da lista de sancionados | Radioagência Nacional

Moraes evita que se discuta o enriquecimento da mulher

Carlos Newton

É inacreditável o que está acontecendo neste país. De uma hora para outra, um ministro do Supremo Tribunal Federal entra em crise existencial, passa a se julgar uma espécie de “dono do Brasil” e começa a pairar acima da lei e da ordem, ultrapassando todos os limites e comprometendo as instituições básicas do país.

E tudo isso acontece impunemente, sem que nenhuma autoridade pelo menos tente impor limites a esse ministro usurpador de poderes, pois nada acontece a ele, nada mesmo. Seu único problema é estar sendo contestado com firmeza pela imprensa livre, que o desmoraliza a cada empulhação, enquanto a imprensa amestrada insiste em aplaudi-lo, vejam a que ponto chegamos.

ABUSO DE PODER – Desta vez, o ministro Alexandre de Moraes atingiu o ápice do abuso de poder, ao determinar operação de busca e apreensão contra quatro servidores da Receita Federal e do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), em plena terça-feira de Carnaval,  

Não havia nenhuma emergência, nada que pudesse configurar “fumus boni iuris” (fumaça do bom direito), requisito essencial para a concessão de medidas cautelares, liminares ou tutelas de urgência, quando não se exige prova exaustiva imediata.

Nada disso existia, não era caso de emergência, o que havia era a sede de vingança do ministro Moraes para punir antecipadamente quem possa ter vazado informações sobre o enriquecimento ilícito de sua família.

É PRECISO PROVAR – Segundo o presidente da Unafisco Nacional, Kleber Cabral, entrevistado pelo Estadão, para haver punições é preciso comprovar o delito. Assim, se o servidor da Receita acessar sem ter um motivo funcional, como seria o caso de Ruth dos Santos, e a pena é de simples advertência.

Ou seja, para transformar esse procedimento em crime, é preciso provar que houve vazamento oriundo da Receita, porque o já famoso contrato dos R$ 129 milhões pode ter sido vazado por outra fonte ao jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

“Essa apuração que a Receita está fazendo só ficou na superfície, ou seja, apenas mostrou que houve um acesso. Mesmo assim já foi imposto à pessoa o cumprimento de pena final, com tornozeleira eletrônica, como se já tivesse sido condenada. Estou criticando essa falta de proporcionalidade, de razoabilidade”, disse Cabral ao Estadão. E por causa dessas declarações, passou a ser “investigado” no caso e já prestou depoimento, embora tenha alegado o direito à livre manifestação.

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P.S. –
 Como se vê, o ministro Moraes paira acima da lei e da ordem. Ele pensa que pode se limpar e se impor intimidando e perseguindo quem possa contribuir para denunciar o enriquecimento ilícito de sua família, cuja fortuna aumentou de R$ 24 milhões para R$ 79,7 milhões em apenas um ano, com crescimento de 232%. Aliás, essa informação também é de Lauro Jardim, o mesmo colunista de O Globo que denunciou o contrato de R$ 129 milhões. Será que Moraes vai alegar que esse vazamento também partiu daquela dedicada funcionária que está no serviço público há 32 anos, sem jamais ter cometido a menor falta? (C.N.)

Sputnik

 

Teerã aposta em oferta bilionária para destravar negociações nucleares com EUA, aponta mídia

 - Sputnik Brasil, 1920, 18.02.2026
Teerã tenta transformar as negociações nucleares em Genebra em uma proposta de caráter econômico, oferecendo acesso às suas vastas reservas de petróleo, gás e minerais como incentivo para os Estados Unidos.
De acordo com o South China Morning Post, a estratégia iraniana busca apresentar um eventual acordo não apenas como um pacto de segurança, mas como uma oportunidade comercial bilionária para empresas norte-americanas.
Analistas consultados pela mídia asiática observam que essa abordagem dialoga com o estilo de negociação do presidente norte-americano Donald Trump, embora alertem que a profunda desconfiança mútua e a oposição política interna em ambos os países tornam o sucesso incerto. Para autoridades iranianas, a durabilidade de qualquer acordo depende de benefícios econômicos tangíveis também para Washington.

O discurso sobre uma "oportunidade de um trilhão de dólares" não é novo, mas seu retorno sinaliza a insistência iraniana em manter o enquadramento econômico no centro das conversas. Após quatro horas de consultas indiretas mediadas por Omã, negociadores relataram avanços em princípios orientadores, ainda que sem um roteiro definido.

A leitura norte-americana, porém, foi mais cautelosa. O vice-presidente J.D. Vance afirmou que houve progresso, mas destacou que Teerã ainda não aceitou certas "linhas vermelhas" estabelecidas por Trump. Mesmo assim, especialistas reconhecem que a ênfase econômica ajuda a criar um ambiente mais favorável às negociações.
Баллистические ракеты на фоне флагов Ирана и США - Sputnik Brasil, 1920, 17.02.2026
Panorama internacional
Tensões EUA – Irã: especialistas analisam possíveis cenários após negociações
argumento iraniano se apoia em recursos naturais expressivos, mas subdesenvolvidos. O país possui a segunda maior reserva de gás natural do mundo e a quarta maior de petróleo, além de vastas reservas minerais, incluindo zinco, cobre, ferro e lítio. Teerã tenta atrair capital estrangeiro oferecendo contratos mais lucrativos e taxas de retorno elevadas.

Propostas anteriores sugeriam que os EUA pudessem liberar exportações seletivas para o Irã, especialmente em setores como aviação e agricultura, sem suspender as principais sanções. Também estimavam que subsidiárias estrangeiras de empresas norte-americanas pudessem acessar trilhões em oportunidades de investimento até 2040.

A motivação iraniana é reforçada por uma crise econômica prolongada, marcada por inflação alta, desvalorização da moeda e estagnação. Analistas afirmam que Teerã vê um acordo como essencial para evitar novos protestos e possíveis ameaças à estabilidade interna. Ao mesmo tempo, permitir a entrada de empresas norte-americanas no setor energético representa uma mudança significativa em relação ao temor histórico de "infiltração cultural".
Ainda assim, de acordo com especialistas que falaram à mídia são previstos obstáculos por parte dos EUA. A confiança entre os dois governos é baixa, e é difícil imaginar empresas dos EUA entrando rapidamente no mercado iraniano. Além disso, a proposta econômica enfrenta resistência dentro do próprio governo Trump, marcado por figuras hostis ao Irã.
Paralelamente, atores influentes — como o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e o lobby israelense no Congresso — devem pressionar contra qualquer acordo, mesmo que ele ofereça benefícios econômicos aos EUA, conclui a apuração.

Sputnik

 

Teerã prepara acordo nuclear com Washington, garante chanceler iraniano

Abbas Araqchi fala durante uma entrevista coletiva em Bagdá. Iraque, 6 de dezembro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 20.02.2026
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse por telefone ao chanceler russo, Sergei Lavrov, que Teerã está levando a sério as negociações com Washington para chegar a um acordo sobre a questão nuclear no Irã.
A situação foi comentada pelo ministério iraniano em seu canal no Telegram. Segundo a pasta, "durante esta conversa, Araghchi, ao delinear a posição do Irã sobre a questão nuclear, enfatizou a seriedade com que o país encara o avanço das negociações com o objetivo de alcançar um acordo justo e equilibrado que respeite os direitos e interesses do Irã, em conformidade com o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares".
De acordo com o ministro, Teerã planeja preparar o texto de um possível acordo nuclear para entregar a Washington dentro de dois a três dias.
O presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto considera o uso da força militar, disse nesta sexta-feira (20) que alertou o governo iraniano a fazer um acordo justo. Ontem, por sua vez, o chefe da Casa Branca havia declarado que Teerã tinha até 15 dias para apresentar uma proposta.
Na foto, o USS Gerald R. Ford iniciou o primeiro de seus testes no mar para avaliar diversos sistemas de última geração com sua própria propulsão pela primeira vez, em Newport News, Virgínia, 8 de abril de 2017 - Sputnik Brasil, 1920, 19.02.2026
Panorama internacional
Presença militar dos EUA aumenta risco de ataque ao Irã, mas especialista ainda vê chance de paz

Mídia: A presença naval dos EUA no Oriente Médio deve continuar crescendo em meio às tensões com o Irã

presença naval dos EUA no Oriente Médio deverá continuar aumentando, à medida que Washington desloca tropas para a região em meio às tensões com o Irã, informou o Financial Times nesta sexta-feira, citando uma fonte.
Na quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que "coisas ruins" poderiam acontecer se os Estados Unidos e o Irã não chegarem a um acordo.
Citando dados da Marinha dos EUA, a mídia informou que pelo menos 12 navios de guerra norte-americanos estão atualmente posicionados no Oriente Médio, incluindo um porta-aviões, oito contratorpedeiros e três navios de combate litorâneo convertidos em caça-minas.
Além disso, mais três contratorpedeiros e o maior porta-aviões da Marinha dos EUA, o USS Gerald R. Ford, também estão a caminho do Oriente Médio. Nesta sexta-feira, inclusive, o USS Gerald R. Ford, entrou no mar Mediterrâneo.

Militares dos EUA planejam atacar indivíduos no Irã, diz mídia

Dois oficiais norte-americanos disseram à Reuters que as opções agora incluem atacar indivíduos específicos e até mesmo derrubar o governo de Teerã, caso Trump ordene.
As fontes não especificaram quais indivíduos seriam os alvos nem como os militares dos EUA poderiam tentar uma mudança de regime sem uma grande força terrestre.
O governo norte-americano, em 2020, já havia ordenado o ataque que culminou na morte do general iraniano Qassem Soleimani. Mais recentemente, ataques israelenses durante a guerra dos 12 dias, no ano passado, também tiveram alvos individuais.

 

Servidores criticam secretário pela falta de defesa institucional dos quadros da Receita

Acham Barreirinhas excessivamente alinhado a Haddad e a Lula

Secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

Auditores e ocupantes de cargos de destaque na Receita Federal demonstram crescente insatisfação com Robinson Barreirinhas, o secretário do órgão. Ele não é do quadro da Receita, é procurador da prefeitura de São Paulo e advogado. Consideram-no pouco técnico e excessivamente alinhada a Fernando Haddad e a Lula (PT). Além disso, é acusado de não fazer a defesa institucional dos quadros da Receita nos vazamentos da dados de ministros do STF e seus familiares.

Precipitação

O clima ficou pior após as acusações, consideradas apressadas por integrantes da carreira, de auditores acessando dados sigilosos.

Trapalhada do Pix

O mal-estar não é recente. Começou na denúncia de taxação do Pix, prejudicando pequenos contribuintes, trabalhadores informais.

Saindo da toca

Os servidores também criticaram o envolvimento da Receita no debate público, com a divulgação sucessiva de notas à imprensa.

Órgão é técnico

Para auditores, muito ciosos da discrição e do papel de servidores de Estado, a direção extrapolou o caráter estritamente técnico da Receita.

Secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)
Juízes da Suprema Corte dos Estados Unidos. Foto: Fred Schilling/Supreme Court

Nos EUA, software detecta conflito de interesses

A Suprema Corte dos Estados Unidos continua dando lições de conduta ética. Acaba de adotar um software que auxilia os ministros a identificar possíveis conflitos de interesses. Esse software, que faz falta em certas cortes supremas, compara dados sobre advogados e partes em disputa com informações sobre os gabinetes dos magistrados. As “verificações automatizadas de impedimento” complementarão os procedimentos já existentes no tribunal que analisam possíveis conflitos de interesse.

Simples assim

Outra lição americana: o software não custou bilhões, foi desenvolvido por funcionários do seu Departamento de Tecnologia da Informação.

Código sem demanda

Nem precisava, mas a Suprema Corte adotou seu primeiro código de conduta em 2023, inspirado no comportamento ético dos próprios juízes.

Imparcialidade

O código determina que juízes devem se declarar impedidos em casos nos quais sua “imparcialidade possa ser razoavelmente questionada”.

Poder sem Pudor

Malícia política

Implacável líder da UDN, Carlos Lacerda interpelou ACM, da corrente “Chapa Branca” do partido, sobre uma visita dele ao “inimigo”, o presidente Juscelino Kubitschek. Ele confirmou o papo às dez da manhã e observou, cheio de malícia: “...antes de mim, esteve por lá, às sete horas, o Magalhães Pinto”. Referia-se ao presidente da UDN. “A raiva de Lacerda passou para o outro Magalhães”, divertiu-se ele, ao lembrar o caso no livro “ACM fala de JK”.

Esses sindicalistas...

A CPMI do INSS vai analisar a quebra de sigilo bancário e fiscal de 11 associações e entidades sindicais, a pedido do relator Alfredo Gaspar (União-AL). Ao menos três delas têm ligação direta com a CUT e UGT.

Não será desta vez

A desistência de Daniel Vorcaro de dar a cara na CPMI do INSS provocou grande sensação de alívio nos quatro cantos da Praça dos Três Poderes. O temor (e a torcida, para a maioria) era de “carnificina”, caso o dono do Banco Master resolvesse, digamos, contar tudo.

Desculpas

Curiosas as alegações de Vorcaro para não viajar de São Paulo para Brasília, a fim de depor na CPMI. Disse que temia hostilidades durante voo comercial. E recusou carona no jato da PF: “Não sou criminoso”.

Propaganda apoteótica

O PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral contra Lula pelo desfile-bajulação na Sapucaí. Para o partido, o evento foi uma “apoteótica peça de marketing político-biográfico e de ataque a opositores”.

Frase do dia-   Fugiu da crise do Carnaval    e embarcou com uma supercomitiva

Ex-deputado Deltan Dallagnol sobre viagem de Lula à Índia com (outra) grande comitiva

Gabinete do disparo

Gustavo Gayer (PL-GO) protocolou pedido de informações à Secretaria de Comunicação da Presidência sobre disparos em massa no WhatsApp sobre o Imposto de Renda. Quer detalhes de custos da operação.

Estarrecedor

A ONG Transparência Internacional fez na sexta (20) duras críticas a Alexandre de Moraes, apontando “autoritarismo estarrecedor”. Mandou a PF interrogar o sindicalista que exerceu o direito de criticar a investigação e os colegas auditores punidos sem processo formado.

Amigo protegido

Na Índia, Lula voltou a defender o amigo e ex-narcoditador venezuelano Nicolás Maduro. Disse que a captura pelos Estados Unidos “não foi aceitável” e alegou que o tirano deveria ser julgado na Venezuela.

Terrorismo ucraniano

A revista alemã Der Spiegel confirma: foi obra de militares da Ucrânia a explosão da Nord Stream, linhas submarinas de transmissão de gás entre a Rússia e Alemanha, em 2022. A CIA sabia, mas não concordou.

Pensando bem...

...escândalo político é redundância.