terça-feira, 21 de julho de 2026

 

Por Redação g1

 

Imagem de satélite mostra a instalação nuclear de Natanz e a montanha Pickaxe, em 30 de junho de 2026 — Foto: Vantor/Handout via REUTERS

Imagem de satélite mostra a instalação nuclear de Natanz e a montanha Pickaxe, em 30 de junho de 2026 — Foto: Vantor/Handout via REUTERS

O comando militar do Irã afirmou, nesta terça-feira (21), que vai atacar pontos de interesses dos Estados Unidos e de seus aliados caso Washington atinja instalações nucleares iranianas, segundo a imprensa estatal do país.

A declaração foi divulgada após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer que atacará "muito em breve" a região da montanha Pickaxe. Em 13 de julho, o americano afirmou que os EUA iriam "eliminar" o complexo subterrâneo devido a sua relevância para o programa nuclear iraniano.

🏔️ Conhecida no Irã como Kuh-e Kolang Gaz La, a montanha Pickaxe é um complexo de túneis subterrâneos localizado ao lado da instalação nuclear de Natanz, um dos principais centros do programa nuclear iraniano.

As galerias tem mais de 100 metros de profundidade, o que faz da instalação uma das mais protegidas do Irã e possivelmente resistente até mesmo às bombas antibunker mais potentes do arsenal americano.

Embora Teerã afirme que o programa nuclear tem fins pacíficos, o governo dos EUA sustenta que a montanha abriga o enriquecimento de urânio ou à fabricação de centrífugas. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não teve acesso ao complexo, o que alimenta as dúvidas sobre sua finalidade.

Olocal ganhou ainda mais relevância após relatórios de inteligência indicarem que o Irã teria transferido centrífugas para os túneis da montanha. A informação elevou a pressão dos Estados Unidos e de Israel sobre o complexo e reforçou a percepção de que ele pode se tornar um dos principais alvos em uma eventual escalada militar.

 

Chegou a hora da virada e Caiado já consegue ganhar de Lula no 2º turno

Iniciativa digna de aplauso”, diz Caiado sobre reunião com Lula

Ronaldo Caiado começa a se consolidar como a terceira via

Carlos Newton

Conforme informamos nesta segunda-feira, dia 20, a espantosa subida nas menções positivas a Ronaldo Caiado (PSD) nas redes sociais, com alta de 446,3, segundo levantamento do Instituto AP Exata, já começa a ser confirmada nas pesquisas eleitorais.  

Divulgado nesta terça-feira, dia 21, o novo levantamento do Instituto Real Time Big Data mostra que o ex-governador de Goiás já surge numericamente à frente do presidente Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial.

NA FRENTE – Na pesquisa, Caiado  aparece pela primeira vez na frente, com 44% das intenções de voto, enquanto Lula cai para 43%.

Pela margem de erro, os possíveis adversários estariam tecnicamente empatados, mas o resultado é altamente animador para Caiado, pois a campanha eleitoral ainda nem começou oficialmente, já que somente é iniciada a 15 de agosto, com horário eleitoral no rádio e na televisão a partir de 26 de agosto, quando a disputa começa para valer

O instituto também testou eventuais embates entre o atual presidente, o senador Flávio Bolsonaro (PL), o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o coordenador do MBL (Movimento Brasil Livre), Renan Santos (Missão).

OUTROS CENÁRIOS – Contra Flávio Bolsonaro, do PL, o presidente Lula ainda tem vantagem numérica, mas há empate técnico. Já contra Romeu Zema, do Novo, e Renan Santos, do Missão, o petista venceria com facilidade.

Num eventual segundo turno, Lula tem 45% das intenções de voto e Flávio fica em 42%. Já em um cenário com o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), Lula registra 44% das intenções de voto, contra 38% do político mineiro. Contra Renan Santos, a vantagem de Lula aumenta para 44% a 35%.

O número de eleitores que declaram voto em branco ou nulo soma 11%, e os indecisos representam 7%.

P.S.Em tradução simultânea, se insistirem na candidatura de Flávio Bolsonaro, Lula continua mais quatro anos no poder. Porém, se abrirem espaço para Ronaldo Caiado, a tendência é de que ele vença a eleição, porque sua campanha está em viés de alta e a de Lula demonstra viés de baixa. O resto é folclore, como dizia Sebastião Nery. (C.N.)

 

Pesquisa Real Time apresenta resultado surpreendente: Caiado supera Lula numericamente no 2º turno

A pesquisa Real Time Big Data que acaba de ser divulgada nesta terça-feira (21) apresenta um fato novo na corrida eleitoral.

Lula no segundo turno empata tecnicamente com dois candidatos, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado.

Lula tem 45% das intenções de voto, Flávio tem 42%. Porém, na disputa com Caiado, o petista tem 43%, enquanto o ex-governador tem 44%.

Entretanto, parece difícil dessa disputa acontecer, pois no cenário de primeiro turno, Lula tem 40%, Flávio 33%, Renan Santos (Missão) tem 9%, Ronaldo Caiado (PSD), 7%, Romeu Zema (Novo), 2%, Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e outros têm 1% cada.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento ouviu 2 mil pessoas, entre os dias 18 e 20 de julho. O índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-092472026

 

Ponto de vista: Supremas 

ilegalidades

Por Luiz Holanda


Tribuna da Bahia, Salvador
21/07/2026 06:00
1 hora e 43 minutos

Por ocasião da publicação pelo jornal Folha de São Paulo de conversas de celular entre o ministro Alexandre de Moraes e seus assessores no Supremo Tribunal Federal-STF e no Tribunal Superior Eleitoral-TSE, verificou-se que a “colaboração informal” era simplesmente um verdadeiro abuso de poder para alimentar as investigações penais em curso na Corte contra figuras de proa do bolsonarismo. O compartilhamento de informações entre os interlocutores não obedeceu às regras da impessoalidade e formalidade, cuidados que faltaram aos assessores do ministro. Segundo a imprensa, um deles, Eduardo Tagliaferro, batia ponto no TSE; o outro, Airton Vieira, era juiz auxiliar no STF. As mensagens revelam que, em diálogos pelo WhatsApp, os dois cogitaram dissimular a origem de documentos. Vieira pediu a Tagliaferro, em dado momento, que trocasse o timbre de “Supremo Tribunal Federal” por “Tribunal Superior Eleitoral” num pedido de informação feito pelo STF. Se não o fizesse, ia ficar “uma coisa muito descarada”, explicou. Isso porque, formalmente, não faria sentido um assessor do TSE produzir um relatório de informações a pedido de um ministro do Supremo. Quem deveria pedir um relatório à assessoria do TSE era o presidente do TSE. 

Moraes é acusado de violar o sistema acusatório e de concentrar em sua pessoa os poderes de investigar, acusar, punir e atropelar todos os ritos processuais. Além de vítima e julgador, acumula todos os espaços do processo, provocando divergências sobre a tipificação dos  crimes contra o Estado democrático e o bloqueio de plataformas digitais. As críticas dos especialistas sobre suas decisões — a exemplo de restrições a visitas ou comunicados envolvendo políticos —, levantam questionamentos sobre proporcionalidade e limites constitucionais, todas no sentido de que ele, praticamente, é o supremo senhor do processo, atuando em todas as suas fases, fazendo, inclusive, as vezes de delegado, já que ele é quem conduz as investigações. Reportagem da Folha de São Paulo demonstra que Moraes, além de ministro do Supremo e relator do inquérito das fake news, presidia o TSE na época das mensagens trocadas entre agosto de 2022 a maio de 2023.

Vestindo o chapéu da jurisdição eleitoral, concentrou todos os poderes para agir de ofício – isto é, por conta própria, sem precisar ser provocado. Em tempos de atentados criminosos contra a democracia, a matéria eleitoral frequentemente se confunde com aquela que ele tinha o dever de tratar como juiz penal no STF. Moraes continua concentrando em sua pessoa todos os poderes do STF, colocando sob suspeita sua imparcialidade para julgar. Na Corte, alguns ministros, em vez de se dedicarem às grandes questões jurídicas, são obrigados a atuar no varejo criminal, expondo-se quando opinam sobre decisões em inquéritos ainda em curso e em processos cuja relatoria pertence a outros ministros.  No caso de Bolsonaro, proíbe até que o presidente argentino o visite. Os erros grotescos e a anarquia jurídica como as prisões preventivas, o uso de tornozeleira e as restrições impostas ao preso e aos seus familiares poderiam ser modificadas pelo próprio STF, pois há fortes bases jurídicas e constitucionais para anular as supremas ilegalidades do ministro. Mas nada foi feito até agora. Críticos de Moraes apontam que muitas das investigações que ele conduziu e conduz não deveriam estar no STF, porque não envolvem pessoas com foro privilegiado. Argumentam que o ministro concentra funções em excesso, fazendo as vezes de delegado, juiz e promotor. Não estão errados, mas nem o ministro nem o Supremo dão sinais de que vão mudar, pouco importando se isso é ou não uma Suprema Ilegalidade. 

A situação de Moraes é tão delicada que ele é obrigado a se declarar impedido para julgar o banqueiro Daniel Vorcaro, pois, segundo notícias sobre supostos diálogos mantidos entre ambos e os contratos do Banco Master com o escritório de advocacia da esposa do magistrado, Viviane Barce de Moraes, ganharam força após a divulgação de investigações e relatórios da Polícia Federal, apontando a proximidade e intercâmbio de mensagens entre o ministro, sua esposa e Vorcaro. Isso vem gerando debates públicos sobre conflitos de interesses. Até o presidente Lula declarou, publicamente, que havia aconselhado ao ministro a se declarar impedido nesses processos para preservar sua biografia institucional. Moraes nega formalmente qualquer irregularidade ou favorecimento em suas decisões, indicando que não pretende se afastar do caso. Caso ele não se declare impedido, a decisão caberá ao plenário do STF, onde o ministro contará com o corporativo para continuar no processo. O momento sombrio em que vivemos permite que essas Supremas Ilegalidades aconteçam.

Luiz Holanda é advogado e professor universitário