Blog de Luiz Holanda

quarta-feira, 11 de março de 2026

Sputnik

 

Trump está em pânico porque ataque contra Irã não ocorre como planejado, diz especialista militar

11:02 10.03.2026
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, durante reunião com executivos do setor petrolífero na Casa Branca. Washington, D.C., 9 de janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 10.03.2026
© AP Photo / Alex Brandon
O presidente dos EUA, Donald Trump, está começando a perceber que a campanha militar contra o Irã não está indo conforme o planejado, afirmou na rede social X o tenente-coronel aposentado do Exército dos EUA, Daniel Davis.
Ao comentar novas ameaças do chefe da Casa Branca em relação ao bloqueio do estreito de Ormuz, o especialista militar norte-americano disse que Donald Trump está desesperado porque entendeu que não conseguiria vencer o Irã usando apenas a Força Aérea.
Ao mesmo tempo, as Forças Armadas norte-americanas não têm um plano viável para realizar um ataque terrestre, do que Donald Trump também está ciente.

"O presidente Trump está desesperado e em pânico! [...] Trump entende que não há opção viável de um ataque terrestre para vencer rapidamente a guerra com o Irã", escreveu Davis.

Israel pode prolongar ofensiva contra o Hezbollah após conflito com o Irã, diz mídia - Sputnik Brasil, 1920, 10.03.2026
Panorama internacional
Israel pode prolongar ofensiva contra o Hezbollah após conflito com o Irã, diz mídia
Ontem, 04:30
Segundo Davis, o líder norte-americano não pode esperar muito e limitar-se apenas aos ataques aéreos, porque o Irã tem mais chances de intensificar o bombardeio por um período mais longo do que Trump e Netanyahu podem sustentá-lo.

"Trump não pode esperar o aumento dos preços do petróleo em uma economia já anêmica", advertiu o tenente-coronel aposentado.

Ele também acrescentou que a parte norte-americana cometeu um grave erro ao tentar iniciar negociações duas vezes, mas depois usar isso como cobertura para um ataque. Por isso, agora o Irã tem motivos para acreditar que qualquer negociação não será legítima.
Vale mencionar que, na véspera, o presidente estadunidense ameaçou realizar ataques 20 vezes mais fortes do que os atuais se Teerã "interromper o fluxo de petróleo pelo estreito de Ormuz". Ele chamou isso de "presente" dos Estados Unidos para a China e todos os países que utilizam intensamente o estreito.
A Petrobras anunciou a chegada da plataforma de petróleo, P-67, ancorada na Baía de Guanabara, destinada ao Sistema de Produção do Campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos, 19 de julho de 2018 - Sputnik Brasil, 1920, 10.03.2026
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Guerra no Irã eleva petróleo e pressiona inflação, dividindo expectativas sobre a Selic, diz mídia
Ontem, 06:19
Na terça-feira, o líder norte-americano disse que garantiria a segurança da navegação no estreito de Ormuz. Segundo ele, os Estados Unidos não permitirão que Teerã interrompa o fornecimento global de petróleo, prometendo, caso contrário, atingir duramente o Irã.
Por sua vez, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse que Teerã não fechou o estreito de Ormuz e não interfere na navegação. A assessoria de imprensa do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmou que qualquer país árabe ou europeu terá o direito de passar pelo estreito de Ormuz se expulsar embaixadores americanos de seu território.

 - Sputnik Brasil, 1920
Panorama internacional
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Ataques a datacenters dos EUA expõem falha estratégica do Pentágono no Oriente Médio, diz analista

11:53 09.03.2026 (atualizado: 12:42 09.03.2026)
Cables connect server racks  - Sputnik Brasil, 1920, 09.03.2026
© AP Photo
Ataques de drones iranianos a centros de dados da AWS nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein expuseram falhas na proteção de infraestrutura crítica dos EUA, segundo o especialista Aleksandr Stepanov, que alerta para impactos na rede militar e de inteligência norte-americana.
Os ataques de drones iranianos a centros de dados operados pela Amazon Web Services (AWS) expuseram a falta de visão estratégica do Pentágono, afirma o especialista militar Aleksandr Stepanov, do Instituto de Direito e Segurança Nacional da RANEPA, à Sputnik.
"É impressionante que instalações tão críticas quanto centros de dados não estivessem adequadamente protegidas", diz o especialista. "Isso evidencia as deficiências dos sistemas de defesa aérea dos EUA, que não conseguiram fornecer o nível de proteção necessário para interceptar os drones de precisão e mísseis hipersônicos do Irã."
Instalações da AWS nos Emirados Árabes Unidos (EAU) e no Bahrein foram atingidas, o que reforça o ambiente operacional cada vez mais instável no Oriente Médio, alertou o Financial Times na semana passada.

"Essa infraestrutura não só dá suporte aos interesses econômicos dos EUA na região, como também às funções de segurança, incluindo o ecossistema digital de instalações militares e as capacidades dos serviços de inteligência estacionados em países vizinhos ao Irã", observa Stepanov.

Um sinal claro de uma rede de informações unificada que sustenta a presença dos EUA foi o fato de os ataques com drones terem como alvo simultâneo:
Complexos diplomáticos;
Estações da CIA;
Centros de dados regionais.
9 de março, 11:53

Efeitos adversos:

Isso interrompe as comunicações, a conectividade da informação e os sistemas de comando e controle;
Prejudica a funcionalidade dos sistemas de gerenciamento de informações de combate — em particular, o Link-16 da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN);
O Link-16 forma a rede de informações unificada que permite a troca de dados para operações multidomínio;
Para complicar ainda mais a situação, as forças americanas agora estão parcialmente "cegas" após a destruição de instalações de radar importantes — incluindo um elemento do sistema global de alerta de mísseis dos EUA no Catar — na região.
Isso representa "um sério golpe na reputação" — tanto para a presença corporativa dos EUA no exterior quanto para parcerias estratégicas mais amplas, de acordo com Stepanov.

"Não descarto a possibilidade de que algumas empresas e bilionários da tecnologia comecem a questionar a sabedoria de continuar essa cooperação, incluindo o fornecimento de suporte de informações para operações militares do Pentágono", diz o especialista. "É um alerta para muitos."

Não basta simplesmente repensar as doutrinas de segurança, observa Stepanov; também é preciso uma avaliação sóbria dos riscos para os países anfitriões, visto que essas instalações sempre têm dupla utilização.
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Crusoé: Por que Toffoli e Moraes ainda são ministros? Escárnio

A lei precisa permanecer distinguível da vontade particular de quem a interpreta. Sem essa distinção, a própria ideia de direito adquire contornos incertos

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Dennys Xavier

Crusoé: Por que Toffoli e Moraes ainda são ministros? Escárnio
Dias Toffoli e Alexandre de Moraes: unidos pelo inquérito do fim do mundo
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Num país não disfuncional como o Brasil, esta pobre nação imersa numa apedeutocracia cleptomaníaca, fertilizada por séculos de corrupção e desvios morais de toda espécie, Toffoli e Moraes já estariam (quando não presos) sumariamente afastados da mais alta corte judicial do país, com vidas devassadas, computadores e celulares sequestrados, sigilos bancários quebrados e investigados linha a linha. Mas somos o Brasil… Até quando esse Brasil?

Há tipo de inquietação moral que emerge em certas épocas da vida política e que não se deixa reduzir facilmente a um desacordo partidário ou a uma indignação passageira com decisões específicas.

Ela surge como uma sensação difusa de que algo no equilíbrio entre poder e responsabilidade deixou de soar convincente (mesmo que jamais tenha sido de fato convincente).

Ora, as pessoas podem não dominar os detalhes jurídicos das instituições, podem não acompanhar de perto os procedimentos formais, mas percebem que existe uma expectativa implícita em qualquer ordem política estável: aqueles que ocupam as posições mais altas de autoridade devem ser também aqueles cuja conduta suporta o escrutínio mais severo e as mais altas exigências.

Essa expectativa tem uma simplicidade quase instintiva. Ela não floresce em teorias constitucionais sofisticadas, mas numa intuição bastante elementar de justiça.

O poder, sobretudo o poder investido de legitimidade institucional, carrega consigo a ideia de prestação de contas (os antigos gregos, vejam vocês, pelo 7 século a. C. já tinham um nome para tal prestação… eram as “euthynai”).

Em muitas circunstâncias da vida comum, isso parece evidente demais para precisar ser formulado.

Um juiz julga, um governante governa, um legislador legisla, e a confiança pública sustenta esse arranjo enquanto permanece a impressão de que os limites do cargo continuam sendo reconhecidos por quem o exerce.

A dificuldade toma forma no momento mesmo em que esse arranjo social começa a produzir uma impressão diferente. Devemos naturalizar a presença de suspeitos de conduta criminosa na condução dos processos institucionais?

Há de vir certo amargo na boca… sem grandes reflexões filosóficas, não? Ou perdemos completamente o que em bom português chamaria logo de “vergonha na cara”?

Os gregos, sempre eles, tinham uma sensibilidade muito refinada para o fenômeno que chamavam de “hybris”, uma forma de excesso que surgia quando a autoridade deixava de reconhecer os limites que originalmente justificavam sua existência.

A palavra aparece com frequência nas tragédias … mas sua função ultrapassava o campo literário. A tragédia era também um exercício coletivo de reflexão sobre os perigos inerentes ao poder.

Na Atenas democrática, onde os cidadãos participavam diretamente das decisões públicas, essa preocupação adquiria uma intensidade especial.

O julgamento de Sócrates permanece como um episódio revelador dessa ambiguidade. O tribunal que o condenou não era uma instituição clandestina ou ilegítima.

Tratava-se de um órgão reconhecido da cidade, composto por cidadãos investidos da autoridade de julgar.

Ainda assim, o episódio atravessou os séculos como símbolo de um erro que parecia incompatível com a própria ideia de justiça.

Platão registrou esse momento com uma sobriedade desconcertante, mostrando um homem que continuava fiel à razão enquanto a autoridade institucional se movia em outra direção.

A cena é frequentemente lembrada como exemplo da fragilidade das decisões humanas, mas talvez diga algo mais específico sobre a relação entre instituições e confiança pública.

Tribunais não vivem…

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Vorcaro bancou “farra” para Moraes, Toffoli, Gonet e diretor da PF de Lula, em Londres

Jornal da Cidade Online
Por Jornal da Cidade Online
10/03/2026 às 12:09 Política
Imagem ilustrativa gerada  por IA.
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes esteve em uma degustação do whisky escocês Macallan no George Club, em Londres. O evento aconteceu em 25 de abril de 2024. O empresário Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também compareceram ao encontro.

O George Club é um clube privado alugado para eventos especiais. Fica localizado em Mayfair, uma das áreas mais valorizadas da capital britânica. A degustação teve duração de duas horas. Os participantes também puderam fumar charutos oferecidos gratuitamente.

O encontro aconteceu durante o 1º Fórum Jurídico – Brasil de Ideias. O fórum foi realizado entre 24 e 26 de abril de 2024 na cidade inglesa. O Banco Master, instituição controlada por Vorcaro, patrocinou o evento.

Documentos da organização foram encaminhados pela Polícia Federal à CPMI do INSS. Esses registros constam no acervo da comissão parlamentar. A degustação de Macallan no George Club custou US$ 640.831,88. O valor equivale a aproximadamente R$ 3,2 milhões na cotação de abril de 2024.Viriforte

Cerca de 40 pessoas compareceram ao evento custeado por Daniel Vorcaro. Entre as autoridades presentes estavam Alexandre de Moraes, Andrei Rodrigues, Benedito Gonçalves (ministro do STJ), Ciro Soares (advogado de Daniel Vorcaro), o próprio Daniel Vorcaro (fundador do Master e atualmente preso), Dias Toffoli (ministro do STF), Hugo Motta (presidente da Câmara), Paulo Gonet (procurador-geral da República) e Ricardo Lewandowski (então ministro da Justiça).

Vorcaro comentou com sua então namorada, Martha Graeff, sobre a presença das autoridades. "Todos os ministros do Brasil, do STF, STJ etc. E euzinho discursando", declarou o empresário. Ao término da degustação, cada convidado recebeu uma garrafa de whisky Macallan como presente.

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