sexta-feira, 9 de outubro de 2026

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Flávio Dino diz que ameaças não mudarão sua atuação no STF: 'Não precisa matar o juiz'

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino durante sessão da Corte - Sputnik Brasil, 1920, 09.10.2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, afirmou ter recebido trechos de um relatório da segurança da Corte com milhares de mensagens contendo ameaças de assassinato e agressões contra ele e outros ministros.
Em publicação nas redes sociais, disse que não mudará sua atuação em razão das intimidações e que juízes não podem decidir com medo de perseguições.
"Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição", afirmou.
Dino atribuiu o ambiente de hostilidade à disseminação de mentiras e afirmou que discordâncias sobre decisões judiciais devem ser resolvidas por meio de recursos aos colegiados competentes, "não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões", afirmou.
O ministro aproveitou para lembrar que em seus 37 anos de serviço público, nunca houve processos criminais contra ele.

 

Veja acaba com Lula, ao mostrar o acordo entre Vorcaro e o PT, de R$ 1 bilhão

Edições - Revista VEJA | VEJA

Vorcaro conta o acordo bilionário feito com os lulistas

Cláudio Humberto
Diário do Poder

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, preso sob acusação de protagonizar uma das maiores fraudes bancárias da História, afirma em áudios e documentos obtidos pela revista Veja ter liberado milhões de reais para um documentário sobre Lula (PT) em troca de um acerto para fazer negócios com fundos de pensão de servidores federais.

O objetivo era pagar propinas de R$1 bilhão para a meta de negócios de R$9 bilhões com os fundos de pensão. Os detalhes constam de um anexo levado à Procuradoria-Geral da República em junho, na segunda proposta de delação que foi descartada.

“FALTA DE PROVAS” – A PGR recusou a proposta que envolvia o próprio Lula alegando “falta de provas”, já que os pagamentos teriam sido feitos em espécie. A defesa de Vorcaro informou então que as provas eram concretas: mensagens de WhatsApp, registros de quem retirou o dinheiro e informações sobre locais e rotas das entregas.

Segundo o relato de Vorcaro, a aproximação com o PT foi articulada por seu então sócio e CEO do Master, Augusto Lima, com intermediação do então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

Em encontro com o ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, compadre e homem de confiança de Lula, o ex-banqueiro teve de combinar pagamento de cerca de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula, dirigido p or Paulo Okamotto, para “cobrir despesas” de documentário sobre Lula produzido no exterior — o filme Lula, de Oliver Stone, que reúne depoimentos de aliados do presidente, como o advogado Walfrido Warde. Haveria ainda outro valor, não detalhado, pago diretamente à instituição.

“CONFISSÕES” – A reportagem, de Robson Bonin, é destaque de capa na revista Veja sob o título “Primeiras confissões”. Segundo os relatos atribuídos ao banqueiro, os pagamentos fariam parte de uma articulação para facilitar o acesso do Banco Master a investimentos de fundos de pensão federais, como Previ, Petros e Postalis.

Entre os nomes mencionados estão o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-ministro Alexandre Padilha, o ex-secretário-executivo da Presidência Olavo Noleto e Paulo Okamotto, ligado ao Instituto Lula.

Além desse adiantamento, o amigo e compadre de Lula, João Vaccari, exigiu uma taxa de 10% sobre tudo o que o banco captasse junto a fundos de previdência de servidores da Caixa (Funcef), do Banco do Brasil (Previ), da Petrobras (Petros) e dos Correios (Postalis). Se a operação se concretizasse, o esquema embolsaria R$1 bilhão e Vorcaro, R$ 9 bilhões.

“POR FORA” – Em áudio, o banqueiro descreve o acerto e contrasta o pagamento com o patrocínio ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro: o recurso para o documentário de Lula foi feito “por fora”, enquanto o outro seria um patrocínio regular.

Vorcaro também aponta a participação do então ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, do então secretário-executivo Olavo Noleto e de operadores ligados a eles. Ele diz ter formado, no fim de 2023 e início de 2024, uma equipe no Master para captar recursos nos fundos de pensão federais e, a partir daí, ter recebido propostas de “mordidas”.

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro indicam contatos com o entorno de Padilha; Vorcaro afirma ainda ter ido ao Planalto e participado de jantares com o ministro.

LABORATÓRIO – Em abril de 2024, Lula participou da inauguração de um Biomm, laboratório de produção de insulina em Nova Lima (MG) cujo controle foi adquirido por Daniel Vorcaro junto a Walfrido ds Mares Guia, ex-ministro e amigo pessoal de Lula. Dessa inauguração participaram ministros como o próprio Padilha.

O ex-banqueiro não estava presente porque no mesmo dia, 24 de abril, ele se encontrava em Londres em evento com a participação de autoridades brasileiras, as quais seriam recebidas por ele no George Club, à noite, para uma degustação de uísque Macallan e charutos que custou a Vorcaro o equivalente a R$ 3,4 milhões. Entre as autoridades presentes estavam ministros do STF como Alexandre de Moraes, o PGR Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Desde a eclosão do escândalo do Banco Master, Lula tem usado o caso para atacar adversários ligados ao banqueiro, entre eles o senador Flávio Bolsonaro.

 

URGENTE: Soraya recebe a 1ª condenação por calúnia contra vice de Flávio

Na esfera cível, a senadora Soraya Thronicke acaba de receber a 1ª condenação em razão da calúnia levantada contra o deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente da República na chapa do senador Flávio Bolsonaro.A Justiça de Alagoas condenou a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) a indenizá-lo.

A decisão foi assinada nesta sexta-feira (9/10) pelo juiz Henrique Gomes de Barros Teixeira, da 3ª Vara Cível de Maceió. O magistrado ordenou que a senadora, que não conseguiu se reeleger nas eleições de 2026, pague R$ 50 mil a Gaspar por danos morais.

O magistrado considerou que Soraya extrapolou os limites da liberdade de expressão ao atribuir ao candidato a vice de Flávio Bolsonaro a prática de estupro de vulnerável sem apresentar elementos que sustentassem a acusação.

Na ação, Gaspar alegou que as declarações da senadora, feitas publicamente e posteriormente repercutidas em entrevistas e nas redes sociais, atingiram sua honra, imagem e reputação.

Soraya argumentou que suas manifestações estavam protegidas pela imunidade parlamentar e relacionadas à atividade de fiscalização política. O juiz, porém, entendeu que a prerrogativa não poderia servir de proteção para acusações de crimes graves sem respaldo probatório.

“Não se exige que o autor demonstre cada sentimento de angústia, constrangimento ou humilhação experimentado. A imputação pública de crime dessa natureza possui, por sua própria gravidade, aptidão para atingir a honra e a reputação do indivíduo, sobretudo quando dirigida a pessoa que ocupa mandato eletivo e possui trajetória profissional diretamente vinculada ao sistema de justiça e à segurança pública”, pontuou o juiz.

Soraya apresentou a acusação contra Gaspar no último dia da CPMI do INSS do Congresso, da qual o deputado era o relator. A senadora apresentou a denúncia ao lado do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que também é alvo de processo por danos morais.

 

AtlasIntel divulga sua 1ª pesquisa do 2º turno e revela uma realidade cruel para Lula

A diferença está aumentando em favor de Flávio Bolsonaro e parece impossível conter o seu crescimento.

Flávio lidera as intenções de voto com 52,8%, segundo a pesquisa AtlasIntel/ Bloomberg divulgada nesta sexta-feira (9). Lula (PT) tem 47,2% dos votos válidos. A margem de erro é de um ponto percentual.PauseIA MAIS

Nos votos totais, Flávio tem 51,1%, e Lula soma 45,7%. Brancos/ nulos/ não sei são 3,2%.

A pesquisa ouviu 5.026 pessoas entre 3 e 8 de outubro. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o código BR-03663/2026.

 

Por Redação g1

Coluna de fumaça é vista no aeroporto de Riade, capital da Arábia Saudita

Coluna de fumaça é vista no aeroporto de Riade, capital da Arábia Saudita

Os Houthis, grupo rebelde do Iêmen, afirmaram ter atacado o aeroporto de Riade, capital da Arábia Saudita, nesta quinta-feira (8).

O ataque atingiu um avião comercial da companhia estatal Saudi Arabian Airlines que estava estacionado em um terminal do aeroporto, segundo fontes do governo saudita ouvidas pela agência de notícias Reuters.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram um incêndio na pista do aeroporto e um avião parcialmente carbonizado.

As fontes ouvidas pela Reuters disseram acreditar que a aeronave não transportava passageiros no momento do incêndio.

O ataque faz parte de uma nova onda de ofensiva dos Houthis para tentar paralisar o espaço aéreo da Arábia Saudita e atingir as instalações petrolíferas.

A Lufthansa e a Air India informaram que vão suspender os voos para Riade após os ataques dos terroristas.

O grupo rebelde alega que está atacando a Arábia Saudita devido ao apoio do governo local às forças governamentais do Iêmen na guerra civil que assola o país.

🔎 Os houthis, ou Ansar Allah, são um grupo rebelde do Iêmen apoiado pelo Irã. Eles controlam a capital, Saná, e grande parte do norte do país desde 2014. O grupo afirma defender seus interesses políticos e combater a influência estrangeira no país, especialmente dos Estados Unidos e dos sauditas, enquanto busca manter e ampliar o poder nas regiões que controla.

A Arábia Saudita diz apoiar uma ofensiva do governo iemenita — reconhecido pela ONU — para retomar territórios que estão sob controle dos Houthis.

Conflito se acirra

Mais cedo, o governo iemenita divulgou um vídeo mostrando veículos de suas forças passando por cima de combatentes rebeldes nos arredores do Estreito de Bab el-Mandeb. O atropelamento ocorreu durante uma batalha na qual o governo diz ter reconquistado a área, uma das mais estratégicas do Oriente Médio.

➡️ O estreito, o segundo mais importante do Golfo Pérsico, estava sob controle dos Houthis, apoiados pelo Irã, desde o mês passado. O avanço do grupo terrorista provocou forte impacto no mercado de petróleo e elevou os preços da gasolina e do diesel em todo o mundo.

Em resposta ao avanço dos rebeldes, a Arábia Saudita passou a liderar uma coalizão militar em apoio ao governo iemenita reconhecido internacionalmente.

Nas últimas semanas, o conflito voltou a se intensificar. A aliança dos governos lançou uma grande ofensiva militar contra os rebeldes, utilizando dezenas de aviões de combate e realizando centenas de ataques aéreos para tentar retomar territórios controlados pelos houtis.

Como resposta, o grupo terrorista aumntou os ataques contra o território saudita. O grupo afirmou ter usado drones, mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro para atingir alvos como refinarias da petroleira Aramco e instalações militares no sul do terrtório saudita, além de aeroportos.

A escalada preocupa a comunidade internacional porque ameaça ampliar a instabilidade no Oriente Médio e afetar rotas estratégicas de comércio e energia, especialmente na região do Mar Vermelho. Além disso, países como Turquia, Paquistão e França anunciaram apoio militar ou reforço de cooperação com a Arábia Saudita diante do agravamento dos confrontos.

Fumaça e chamas são vistas no aeroporto de Rei Khalid, em Riade, capital da Arábia Saudita. — Foto: Redes Sociais via Reuters

Fumaça e chamas são vistas no aeroporto de Rei Khalid, em Riade, capital da Arábia Saudita. — Foto: Redes Sociais via Reuters