PF aponta depósitos em espécie e repasses de R$ 4,1 milhões a empresa ligada a Ciro Nogueira
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Funcionário fazia depósitos fracionados em dinheiro vivo
Dimitrius Dantas
O Globo
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) recebeu R$ 4,1 milhões da empresa da qual é sócio após uma série de depósitos em espécie realizados por um funcionário na conta da companhia. Os dados aparecem em um relatório da Polícia Federal baseado em alertas de movimentações financeiras feitos pelo Coaf. A suspeita dos investigadores é que os depósitos foram feitos para ocultar a origem dos recursos.
Segundo o documento, empresas como a CN Motos e suas filiais registraram o ingresso de recursos após depósitos em dinheiro vivo. Os depósitos eram fracionados, prática típica para evitar alertas pelos mecanismos de controle do banco.
TRANSFERÊNCIAS – “Posteriormente, esses valores são redistribuídos ao próprio Senador sob a forma de transferências empresariais, mascarando, em tese, a real natureza do ingresso patrimonial”, afirma a Polícia Federal.
Ao todo, Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, funcionário registrado na CN Motos desde 2012 na função de despachante realizou, entre julho de 2016 e outubro de 2024, 265 depósitos em espécie nas contas da matriz da CN Motos, empresa de Ciro Nogueira, totalizando R$ 3,5 milhões.
Apenas entre agosto de 2023 e julho de 2024, R$ 1,7 milhão foi depositado em espécie na conta da empresa. No mesmo período, o senador recebeu R$ 1,8 milhão da conta da empresa. Em todo o período analisado, entre 2020 e 2024, o relatório aponta que Nogueira recebeu R$ 4,1 milhões em repasses da empresa.
EVIDÊNCIAS – “Diversos indexadores vinculados às empresas CN MOTOS e suas filiais evidenciam o ingresso reiterado e volumoso de recursos em espécie, frequentemente fracionados, padrão tipicamente associado a tentativas de burla aos mecanismos de controle e rastreabilidade do sistema financeiro. Destaca-se, nesse contexto, a atuação de Bernardo Rodrigues de Oliveira Filho, responsável por 265 de depósitos em numerário que totalizam mais de R$ 3,5 milhões, em períodos coincidentes com transferências subsequentes da empresa à pessoa física do Senador”, afirmam os investigadores.
A Polícia Federal suspeita que a empresa funcionava como um duto para o recebimento de vantagens indevidas do Banco Master. “Portanto, à luz do conjunto de elementos expostos nesta IPJ, mostra‑se plausível inferir que a empresa CN MOTOS, da qual Ciro Nogueira figura como sócio, vem sendo utilizada como instrumento para o ingresso de valores em espécie, inclusive mediante fracionamento de depósitos, e para a posterior transferência desses recursos à conta bancária pessoal do Senador”, afirmam os investigadores.
Defesa de Moraes pela AGU, nos EUA, é inócua e não evitará sua condenação
Moraes está acuado e não tem argumentos para se defender
Carlos Newton
Conforme informamos aqui na Tribuna da Internet, a petição que a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou à Justiça Federal dos Estados Unidos na Flórida, pedindo que encerre o processo contra o ministro Alexandre de Moraes, é uma tremenda Piada do Ano, que desmoraliza o conhecimento das autoridades brasileiras sobre Direito Internacional.
A Advocacia-Geral da União é um órgão do Poder Executivo e foi colocada nessa péssima situação a pedido do próprio Moraes, que fez o presidente do Supremo, Edson Fachin, “autorizar” a AGU a fazer a defesa, porque dispõe de um Departamento Internacional, que representa o Estado brasileiro em controvérsias externas, como pendências comerciais, extradições, emigrantes ilegais etc.
SEM DEFESA – Além de não ter experiência específica na questão, jamais tendo participado de processo no exterior contra autoridade brasileira, o Departamento Internacional da Procuradoria da União, subordinado à AGU, defrontou-se com uma barreira intransponível – não há argumentos para defender Moraes.
O processo aberto contra o ministro pela plataforma Rumble e pela Trump Media, empresa criada pelo presidente Donald Trump, está montado rigorosamente de acordo com as leis americanas infringidas em determinações judiciais de Moraes, que descumpriu a famosa Segunda Emenda, base jurídica da democracia americana e mundial.
Sem ter como defender o ministro, a AGU alegou que “decisões judiciais proferidas pela Suprema Corte do Brasil não podem ser questionadas perante tribunais de Estados estrangeiros”.
ARGUMENTO INÚTIL – A justificativa é infantil e inadequada, por dois motivos. O primeiro é que os EUA não estão descumprindo decisão do Supremo, porque se trata de determinações monocráticas de Moraes.
E o segundo motivo é que a Justiça americana, além de não estar obrigada a cumprir ordens judiciais de Moraes ou qualquer magistrado estrangeiro, não pode aceitar descumprimento da Segunda Emenda, adotada em 1791.
Moraes errou grotescamente ao determinar que as redes sociais americanas retirassem do ar determinados conteúdos e proibissem novas postagens de seus autores, uma atitude que configura censura prévia nos Estados Unidos e outros países democráticos. É crime grave. Por isso, a defesa de Moraes, feita pela AGU, não tem a menor chance de prosperar.
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P.S. – Não há informações de que Moraes tenha apresentado defesa através de advogado americano. Se não o fez, está sujeito a ser condenado à revelia. Poderá até recorrer à segunda instância, mas submetido a uma série de limitações processuais. Ou seja, o ilustre ministro tem tudo para ser condenado. (C.N.)
Sonhar com Wagner, Costa e Alcolumbre se entregando à Polícia é um perigo

Jaques Wagner e Rui Costa brigaram, mas fizeram as pazes
Vicente Limongi Netto
Jaques Wagner e Rui Costa, ambos ex-governadores da Bahia, se entregam a Policia Federal para fazer delação premiada, em troca da redução da pena, pelo mal que fizeram ao povo baiano. A bomba repercutiu no mundo inteiro.
Acordei antes do tempo. Pena. O sonho estava bom. Com tons de verdadeiro. Basta acompanhar a trajetória política de Wagner e Costa para ver que meu sonho estava perto da realidade.
E ALCOLUMBRE? – Nessa linha de políticos puros e imaculados, registro que também já sonhei muitas vezes com Davi Alcolumbre sendo preso em casa. Algemado e colocado no camburão da PF.
O patife Daniel Vorcaro confessou à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República que deu 30 milhões de reais para o senador presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. Forneceu todos os detalhes da propina dada, em depósito no exterior. É o fenômeno climático El Nino dando as caras no Brasil.
Em outros países onde zelam pela Constituição e normas políticas sérias, homens públicos, por mais poderosos que sejam, flagrados em corrupção, são exemplarmente punidos , no mínimo, com a perda do cargo e jogados no ostracismo.
IMPUNIDADE – No Brasil, os acusados engomados fazem uma força danada para fingir indignação, declarando que são inocentes, prometendo processas os acusadores com rigor. O tempo passa, a imprensa destaca a resposta cretina dos envolvidos e fica por isso mesmo.
A escória imunda continua dando as cartas, deitada no berço esplêndido das mordomias, debochando da Policia Federal e da Procuradoria, que às vezes cumprem com seu dever. Assim como a imprensa, que às vezes publica o que precisa ser publicado.
Tenho ânsias de vômito.




