segunda-feira, 27 de abril de 2026

O Antagonista

 

Por Redação g1

 

Fumaça no Líbano após um ataque israelense neste domingo (26). — Foto: REUTERS/Shir Torem

Fumaça no Líbano após um ataque israelense neste domingo (26). — Foto: REUTERS/Shir Torem

O Hezbollah, grupo extremista libanês apoiado pelo Irã, afirmou nesta segunda-feira (27) ao site de notícias especializado no Oriente Médio Al Jazeeha, que vai usar táticas de guerra dos anos 1980 e ativar esquadrões suicidas para impedir que Israel estabeleça uma “base” no território Libanês.

“Grandes grupos de homens-bomba estão mobilizados no território ocupado, de acordo com planos previamente preparados”, afirmou a fonte, em referência às áreas do sul do Líbano controladas por Israel. “

A missão dos homens-bomba é entrar em confronto com oficiais e soldados inimigos nas vilas libanesas ocupadas”, afirmou uma liderança do Hezbollah à Al Jaheera. As declarações acontecem menos de uma semana após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a prorrogação de um cessar-fogo da guerra entre Israel e Hezbollah até a segunda quinzena de maio. Com ataques públicos dos dois lados, a efetividade da trégua tem sido questionada.

➡️A guerra entre Israel e Hezbollah já matou mais de 2,5 mil pessoas no Líbano desde que recomeçou no dia 2 de março. Segundo o exército israelense, o seu alvo no Líbano é o Hezbollah, que é financiado pelo Irã e voltou a atacar o norte de Israel.

Israel e Hezbollah trocam ataques em meio a acusações de violação do cessar-fogo

Pelo menos 14 pessoas morreram e outras 37 ficaram feridas em ataques israelenses no sul do Líbano neste domingo (26). A informação é do Ministério da Saúde libanês.

A confirmação das mortes ocorre horas após as forças armadas de Israel emitirem ordens de retirada para o sul do Líbano, ordenando que os moradores deixassem sete cidades, além da "zona periódica" que ocupavam antes do cessar-fogo.

Uma porta-voz das forças armadas israelenses afirmou em um comunicado divulgado no X que o grupo armado libanês Hezbollah estava violando o cessar-fogo e que Israel tomaria medidas contra o grupo, orientando as pessoas a se dirigirem para o norte e oeste, afastando-se das cidades.

As cidades ficam ao norte do rio Litani e na zona sul do Líbano ocupadas por tropas israelenses, que apoiaram as operações militares apesar do cessar-fogo.

Já o Hezbollah afirmou que não irá interromper seus ataques contra tropas israelenses dentro do Líbano e contra cidades no norte de Israel enquanto Israel continuar suas “violações do cessar-fogo”.

O grupo apoiado pelo Irã acrescentou num comunicado que não esperaria pela diplomacia, que "se mostrou ineficaz", nem confiaria nas autoridades libanesas, que "falharam em proteger o país".

SPUTNIK

 

Israel transferiu aos EAU um sistema antiaéreo Cúpula de Ferro no início do conflito com o Irã, diz mídia

Um soldado israelense se protege quando um sistema de defesa aérea Cúpula de Ferro é lançado para interceptar um foguete disparado da Faixa de Gaza, em Ashkelon, sul de Israel, 7 de agosto de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 27.04.2026
Israel, no início da operação contra o Irã, enviou aos Emirados Árabes Unidos (EAU) um sistema de defesa antiaérea Cúpula de Ferro e várias dezenas de militares para operá-lo, segundo dois oficiais israelenses e um americano, conforme relata o portal Axios.
"Israel, no início da guerra com o Irã, enviou aos EAU um sistema antiaéreo Cúpula de Ferro com soldados para operá-lo", diz o comunicado.

De acordo com as fontes, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou o envio do sistema Cúpula de Ferro e de várias dezenas de operadores após conversar com o presidente dos EAU, sheik Mohammed bin Zayed Al Nahyan. Segundo a publicação, esta foi a primeira vez que a Cúpula de Ferro foi enviada para outro país diferente dos EUA.

A fonte acrescentou ainda que o sistema enviado estava interceptando mísseis iranianos.
Ataque de Teerã contra Tel Aviv - Sputnik Brasil, 1920, 22.03.2026
Panorama internacional
Ataque iraniano a Dimona destrói mito de sistemas de defesa aérea 'impenetráveis', diz analista
Conforme informaram ao portal as autoridades dos EAU e de Israel, os países têm cooperado estreitamente em nível militar e político desde o início do conflito, e agora a interação entre eles está mais estreita do que nunca.
No dia 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã. No dia 8 de abril, Washington e Teerã anunciaram um programa de duas semanas de cessar-fogo. As negociações, que ocorreram em Islamabad, terminaram sem sucesso.

 

BRB ignorou alertas e avançou em negócio bilionário com crédito suspeito do Banco Master

STF em xeque: entre a defesa da democracia e as fragilidades internas

Confira os crimes que Mantega e Toffoli praticaram na “nomeação” de Messias

Petrobras ainda não indicou Mantega para Braskem

Mantega era ministro da Fazenda quando cometeu a fraude

Carlos Newton

Já houve um tempo em que analistas políticos do primeiro mundo se interessavam pelo Brasil e estudavam em profundidade a política nacional. Eram chamados de “brazilianistas” e viviam por aqui. Publicavam livros e ensaios, eram festejados e davam entrevistas. Mas acabaram sumindo, porque nossa política é tão surrealista que nem os próprios brasileiros conseguem entender.

Essa desordem permanente enxovalha a grandeza do país, um dos maiores do mundo em território, população e produção econômica. As maluquices e insanidades são tantas que atingem a própria Suprema Corte, que se transformou numa espécie de asilo muito louco, igual ao manicômio Casa Verde criado por Machado de Assis.

DEPOIS DE TOFFOLI… – Quando a opinião pública pensava que não haveria mais indicações levianas ao Supremo do tipo Dias Toffoli, aquele que virou ministro sem conseguir ser aprovado duas vezes em concurso para juiz singular, eis que aparece um outro candidato de igual insignificância e falta de escrúpulos.

O novo indicado pela presidente Lula da Silva é Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União, o curioso “Bessias”, que ficou famoso quando assessorava a então presidente Dilma Rousseff, aquela que também tinha um parafuso frouxo e dificuldades de expressar seus pensamentos.

Pensava-se que Dilma o chamava de “Bessias” por dificuldade de pronunciar o nome dele. Mas em Brasília sabe-se que ela apena fazia uma corruptela de “aquele besta do Messias”, devido a0 despreparo do assistente jurídico da Casa Civil.

SALAMALEQUES – É público e notório que candidatos a integrar o Supremo costumam engordar os currículos com importantes cargos, diplomas e títulos de toda sorte. Alguns, como Nunes Marques, dizem ter se doutorado em Salamanca, na Espanha – acho que gostam do nome, que lembra os salamaleques jurídicos que abundam nos dias de hoje.

Mas o caso agora é diferente, com o indicado Jorge Messias, que vai ser sabatinado pelos senadores nesta quarta-feira. 

Como já mostramos aqui, Toffoli ainda era ministro da Advocacia-Geral da União, em 2007, quando assinou uma Portaria Conjunta com o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, para nomear irregularmente centenas de candidatos, entre eles Jorge Messias, militante do PT em Pernambuco, que estava na 86º colocação, num concurso para apenas 27 candidatos, mas pediu para ser nomeado por último, um direito garantido pelo edital a candidatos que não cumpram exigências ou até por motivos pessoais. 

NOMEAÇÕES DESNECESSÁRIAS – Um ano e meio depois da divulgação e nomeação de espantosos 577 candidatos para essas escassas 27 vagas, os então ministros Mantega (Fazenda) e Toffoli (AGU) divulgaram uma lista adicional nomeando mais 66 nomes, sem apontar a existência de atos da Escola de Administração Fazendária (ESAF), organizadora do concurso, que justificassem aceitação do requerimento de cada candidato tardio.

Cabia à ESAF publicar edital esclarecendo se eles realmente cumpriram as exigências ou alegaram motivos pessoais. Mas isso nunca foi feito. Os ministros passaram por cima da ESAF como um rolo compressor e fizeram essas 66 nomeações adicionais, um ano e meio após a homologação do concurso.

A essa altura, o aparelhamento da máquina administrativa estava acelerado, e a Fazenda/AGU (leia-se: Mantega e Toffoli) já tinha realizado outro concurso para a mesma carreira de procurador da Fazenda, desta vez tipo recorde, com 250 vagas, logo após terem nomeado 643 aprovados para apenas 27 vagas, incluindo Messias. 

SEM PRÁTICA – Esse furor nas nomeações caracterizavas grave irregularidade, ao abrirem vagas sem necessidade. E o caso de Messias era mais delicado, porque ele não poderia ter comprovado dois anos de prática forense, pois até 1º de junho de 2006, quando foi nomeado pela primeira vez, para procurador do Banco Central, ainda trabalhava em Recife na Caixa Econômica Federal em horário integral, não tinha como frequentar o Fórum o obter prática jurídica.

Há suspeitas também sobre seu registro definitivo na OAB de Pernambuco, onde morava. Sua transferência para a Seccional de Brasília foi feita em 2009 e manteve a inscrição sob nº 31.448. A suspeita ocorre porque essa numeração caracteriza registro realizado em Pernambuco em fins de 2010 ou início de 2011, vários anos após ser nomeado. 

Estamos apurando essa contradição, mas ainda não conseguimos resposta da OAB-PE sobre a data de inscrição definitiva de Messias como advogado, que precisaria ser anterior a 1º de junho de 2006, quando foi nomeado procurador do Banco Central. Se o registro tiver sido feito depois, comprova-se plenamente a fraude.,

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P.S. 1
 – O mais espantoso na carreira de Minas é que, poucos meses após assumir no Banco Central, sem prática forense e com apenas 26 anos, o calouro conseguiu ser eleito presidente da Associação dos Procuradores da Fazenda Nacional, porque na carreira já havia muito mais procuradores novos do que antigos, e a maioria era petista.

P.S.
 – Esses excessos cometidos nos concursos públicos significam a negação da democracia. Foram arquitetados para aparelhar a estrutura funcional com inscritos que eram ligados ao PT ou recomendados pelo partido. Parece algo que não se pode provar, porém é mais do que evidente, porque esse fenômeno aconteceu entre 2003 e 2015, quando foram nomeados os derradeiros 211 procuradores da Fazenda na era do PT. Até 2002, no governo FHC, desde a criação da carreira, em 1952 (governo Vargas) a Fazenda só teve 459 procuradores. Os governos de Lula e Dilma, em 12 anos, nomearam 1.640 concursados, criando uma superlotação tão escandalosa que desde 2015 não houve mais nenhuma nomeação nesta carreira de procurador da Fazenda…  (C.N.)