quarta-feira, 1 de abril de 2026

 

PT difama Andréia Sadi e GloboNews devido ao PowerPoint do caso Master

GloboNews admite erro em arte que ligou Lula ao caso Banco Master e Andréia  Sadi pede

Petistas procuram desconhecer suas ligações com Vorcaro

Mario Sabino
Metrópoles

Petistas usam as redes sociais e os seus blogs sujos para atacar a jornalista Andréia Sadi, que apresenta um programa diário na GloboNews. O motivo foi a exibição de um PowerPoint que mostrava as conexões de Daniel Vorcaro, do Banco Master, com personalidades impolutas da vida nacional.

Como no PowerPoint apareciam destacados Lula, Guido Mantega, Gabriel Galípolo e a estrela do PT, sem que nele figurassem figuras da direita, os petistas ficaram tiriricas. Disseram que a GloboNews fez associações indevidas para colocar o governo e o partido no centro do escândalo, ao passo que a emissora teria omitido cinicamente Jair Bolsonaro, Roberto Campos Neto, Flávio Bolsonaro, e por aí vai.

RADICALISMO – Reclamar é legítimo; o que não é aceitável — ou não deveria ser — é partir para a difamação, a calúnia, a intimidação, os métodos habituais dessa gente que adora liberdade de expressão e de imprensa.

Não adiantou Andréia Sadi pedir desculpas no ar, nem a GloboNews demitir a editora supostamente responsável pelo PowerPoint (na minha opinião, uma providência injusta na sua drasticidade): a jornalista continua a ser xingada e ameaçada. Ela e a emissora foram puxadas para ao meio da batalha entre petismo e bolsonarismo sobre a paternidade de mais essa sem-vergonhice bilionária.

Conheço bem o amor petista, e ele dura para sempre, a menos que você passe vergonhosamente para o lado do partido.

PERSEGUIÇÃO – Sou objeto desse amor desde os meus tempos de Veja, quando fui apontado como se fosse a origem de todas as reportagens da revista sobre o mensalão e outras roubalheiras perpetradas durante os dois primeiros mandatos de Lula.

Em geral, os jornalistas ficam com receio de que essas campanhas difamatórias e caluniadoras lhes causem um desgaste de imagem irreparável; os mais assustados temem pela sua própria integridade física.

É compreensível, mas dou um conselho que ninguém pediu: se você acertou, tome os ataques como homenagem e siga adiante sem dar bola para essa gente. Lembre-se de que, quando todo mundo é corcunda, a bela postura torna-se o defeito (d’après Balzac).

SEM HUMILHAR-SE – No caso de você ter errado, peça desculpas, mas sem humilhar-se ou fazer concessões a partir daí, e vá em frente. Não se renda. Até porque, em se tratando de políticos, os fatos lá adiante podem provar que você estava em boa parte certo, não completamente errado.

Uma última observação em relação ao PowerPoint da GloboNews: os petistas o compararam com o PowerPoint de Deltan Dallagnol, exibido na oferecimento da denúncia contra Lula, no âmbito da Lava Jato. O PowerPoint de Deltan estava completamente certo, apesar de toda a demonização de que foi alvo. Além disso, é a mais bela obra de arte brasileira, como escrevi anos atrás. Vale bem mais do que os R$ 100 mil que Deltan teve de pagar a Lula de indenização.

A sua tosquice ilustra melhor o nosso caráter nacional do que a do Abaporu, de Tarsila do Amaral, “o quadro mais feio do mundo”, na definição de Millôr Fernandes. O feio é bonito

 

Com Caiado, Kassab abre o baú de surpresas e mostra que a terceira via é viável

PSD lança Caiado ao Planalto e tenta formar a 'terceira via'... #charge #cartum #caricatura #editorialcartoon #politicalcartoon

Charge do Clayton (O Povo/CE)

Carlos Newton

Desde a eleição de 2018 já se sabia que a polarização entre Lula e Bolsonaro despertava muita insatisfação. Mesmo assim, acabou prevalecendo, devido às circunstâncias do momento. E o grande filósofo espanhol Ortega y Gasset (1883/1955) já definiu que “o homem é o homem e suas circunstâncias”, pois tudo depende da época e do contexto em que se vive.

Assim, a polarização levou a política brasileira ladeira abaixo, apesar do inconveniente radicalismo de Bolsonaro e da alta rejeição ao PT desde o fracasso de Dilma Rousseff e seu impeachment, em função das pedaladas do irresponsável Guido Mantega.

IMPUNIDADE – Aliás, Mantega foi o ministro que ficou à frente da Fazenda por mais tempo (9 anos), mas escapou ileso e não sofreu a menor punição pelos crimes de responsabilidade cometidos ao maquiar as contas públicas, vejam como a impunidade é uma circunstância do Brasil.

Quanto ao primeiro turno da eleição de 2018, a facada desferida por Adélio Bispo influiu no resultado e Jair Bolsonaro (PSL) liderou com 46,03% dos votos válidos, seguido por Fernando Haddad (PT) com 29,28%, levando a disputa para o segundo turno.

No total, 13 presidenciáveis concorreram, mas a polarização falou mais alto e destruiu a terceira via. Entre os onze candidatos restantes, somente Ciro Gomes (PDT) obteve uma votação razoável, com 12,47%, enquanto o quarto colocado, Geraldo Alckmin (PSDB) não passava de 4,76%.

DESCONTAMENTO – O fato é que realmente a polarização desperta desagrado desde 2018, pois no segundo turno a abstenção surpreendeu, atingindo 21,30% dos eleitores, enquanto os votos nulos foram 7,43% e os brancos, 2,14%. Ou seja, mais de 30% dos eleitores não aceitaram votar em Bolsonaro ou em Lula.

O desagrado com a polarização na verdade deve ser considerado ainda maior, porque muitos descontentes acabaram optando por Bolsonaro ou Haddad, pela circunstância de votar no menos pior, digamos assim.

Com a pandemia e o flagrante despreparo político-administrativo de Bolsonaro, que rivaliza com Lula neste quesito, em 2022 a insatisfação continuava latente, mas não teve força para derrotar a polarização, porque os candidatos da terceira via eram tão fracos que a senadora Simone Tebet (MDB) foi a terceira colocada, com apenas 4,16% dos votos válidos, à frente de Ciro Gomes (PDT), que teve escassos 3,04%.

OUTRA REALIDADE – Quatro anos se passaram e agora é outra realidade. Muitos políticos perceberam que a polarização está enfraquecida. Essa condição animou os governadores Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Júnior (PR) e Eduardo Leite (RS) a se apresentarem como pré-candidatos, por entenderem que a terceira via tem chances.

Mas o presidente do PSD, Gilberto Kassab, também percebeu e usou a força crescente de seu partido para atrair Leite e Caiado para disputar a candidatura com Ratinho. Com isso deu um tranco enorme na política, o PSD ganhou visibilidade jamais imaginada e Caiado já mostra ser um candidato com possibilidade de vitória.

Nessas manobras, Kassab traiu Ratinho e Leite, por saber que ambos são independentes e jamais aceitariam ser conduzidos por ele. É claro que Caiado também não aceita, somente se filiou ao PSD no último dia 14, mas já vai fazer 77 anos, é sua última eleição e, se vencer, não perturbará Kassab de forma alguma, muito pelo contrário.

###
P.S. –
 Lula e Flávio Bolsonaro estão apavorados com a estratégia de Kassab, o senhor dos anéis, que sabe como o jogo deve ser jogado. O próximo lance é a escolha dos vices. No desespero, Lula se curvou diante de Geraldo Alckmin, sonhando em captar novamente os votos do centro. Quanto a Flávio Bolsonaro, está de bobeira e já deveria ter convidado a senadora Tereza Cristina, líder do PP. Por fim, circulam informações de que Caiado e Kassab vão convidar Romeu Zema, do Novo, para ser vice. Se tiver juízo, Zema deve aceitar. Por enquanto é só isso, mas já dá para sentir um cheiro de queimado lá pelos lados da polarização. (C.N.)

Sputnik

 

Trump está desesperado devido ao impasse que ele mesmo criou com a guerra com Irã, diz professor

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa em março de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 01.04.2026
A guerra contra o Irã poderia levar o presidente estadunidense, Donald Trump, ao desespero, opinou o professor da Universidade de Chicago John Mearsheimer no YouTube.
Mearsheimer apontou que Trump está tremendo porque se meteu em uma situação complicada com o Irã por culpa própria.

"[Trump] agita os braços. Ele está em uma situação desesperadora e, na verdade, não pode fazer nada a respeito: está afundando cada vez mais no pântano", ressaltou.

Além disso, o analista salientou que a inconsistência nas declarações de Trump mostra aos líderes mundiais que os EUA perderam o rumo.
O presidente Donald Trump fala no Salão Oval da Casa Branca, terça-feira, 20 de maio de 2025, em Washington. - Sputnik Brasil, 1920, 31.03.2026
Panorama internacional
Trump diz que não precisa de acordo com Irã para encerrar guerra: 'pode terminar em até 3 semanas'
Ao mesmo tempo, o professor sublinhou que o lado estadunidense não tem ideia nenhuma de quais medidas devem ser tomadas na próxima etapa.
No entanto, o especialista concluiu que toda a retórica da administração Trump indica que Washington seguirá o caminho de uma escalada ainda maior.
No dia 28 de fevereiro, os EUA e Israel iniciaram uma série de ataques contra alvos no território iraniano, incluindo Teerã. Em resposta, o Irã realizou ataques de retaliação contra o território israelense e contra instalações militares dos EUA na região do Oriente Médio.
Washington e Tel Aviv justificaram o início da guerra como um ataque preventivo, alegando que há ameaças por parte de Teerã devido ao seu programa nuclear. No entanto, agora eles não escondem que gostariam de ver uma mudança de governo no Irã.