domingo, 1 de novembro de 2026

 

Um mistério… Por que Lula e Bolsonaro são idolatrados por tantos brasileiros?

Eleições 2026: quando a política vira um grande stand-up | Jornal de  Brasília

Charge do Baggi (Jornal de Brasília)

Carlos Newton

Já abordamos diversas vezes aqui na Tribuna da Internet o surrealismo da política brasileira, que hoje sofre essa inacreditável e inaceitável polarização entre dois políticos demagogos de baixíssimo nível, ambos sem o menor preparo intelectual para administrar um país problemático como o Brasil.

A realidade brasileira mostra que a política é uma ciência social estranha, porque sua prática é tumultuada e não segue a menor lógica, tornando-se um desafio sua análise por filósofos, antropólogos e cientistas sociais. Tanto Lula quanto Bolsonaro são exemplos dessas inexplicáveis contradições.

VÃS IDOLATRIAS – Vejam o caso específico de Lula. Seria até normal que os beneficiados pelo Bolsa Família o idolatrassem, embora o programa tenha sido criado pela mulher de Fernando Henrique Cardoso, a antropóloga e cientista social Ruth Cardoso. Mas Lula se apropriou da autoria, a imprensa amestrada o aplaude pelo programa, e estamos conversados.

No entanto, não existem explicações para a idolatria que o petista conquistou em outras camadas sociais de maior preparo, que têm conhecimento do escabroso painel de corrupção e baixarias nos governos do PT, iniciado no mensalão e parece não ter mais fim, porque seguiu na Lava Jato e agora se encadeou ao Banco Master e outros casos envolvendo os petistas Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Jaques Wagner, Rui Costa e até o velho mochileiro João Vaccari, sem falar nas performances pessoais dos filho de Lula, verdadeiros fenômenos que orgulham demais esse ramo da família Silva.

E BOLSONARO? – Do outro lado da moeda, a efígie de Jair Bolsonaro mereceria idêntico desprezo. Ele se tornou famoso quando era capitão e publicou um artigo na Veja, no final da ditadura militar, reivindicando maiores salários para as Forças Armadas. Depois, planejou atentados a bomba.

A esse respeito, o presidente Ernesto Geisel disse ao jornalista Elio Gaspari que Bolsonaro era “um mau militar”. Mesmo assim, ele não foi punido, pediu licença para se candidatar a vereador em 1988, foi eleito e reformado, ganhando de presente a aposentadoria como capitão aos 33 anos de idade, que maravilha viver, como dizia Vinicius de Moraes.

Seus sucessivos mandatos políticos foram decepcionantes. Bolsonaro não discursava, não apresentava projetos e colocou um capitão como chefe de gabinete, para organizar a rachadinha dos funcionários, que passou a ser tradição política do enriquecimento de sua família, ao lado da compra de imóveis em dinheiro vivo.

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P.S.
– Como se vê, as vidas públicas de Lula e de Bolsonaro não podem servir de exemplo para ninguém. Mas o fato concreto é que eles são idolatrados pela ampla maioria dos eleitores brasileiros, de forma incondicional. A meu ver, essa situação é insustentável e perigosa, porque estimula uma radicalização política cada vez maior, dividindo parentes e amigos, que deveriam raciocinar sobre o que está acontecendo na política brasileira, com graves efeitos nas relações sociais e familiares. Pensem sobre isso. (C.N.)

 STF

Alexandre de Moraes manda soltar desembargador federal com tornozeleira e transferir Bacellar para o Rio

Decisão do ministro do STF beneficia Macário Judice, preso na Operação Unha e Carne, e determina transferência de Rodrigo Bacellar de presídio federal

Alexandre de Moraes manda soltar desembargador federal com tornozeleira e transferir Bacellar para o Rio
desembargador Macário Ramos Judice NetoCrédito: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes (STF) concedeu liberdade ao desembargador federal Macário Ramos Judice Neto, preso no âmbito da Operação Unha e Carne, mediante o uso de tornozeleira eletrônica. O magistrado também determinou o retorno do deputado estadual Rodrigo Bacellar ao sistema prisional do Rio de Janeiro.

Bacellar cumpria prisão preventiva no sistema penitenciário fluminense até ser transferido para a Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Com a nova decisão, o parlamentar voltará a cumprir a medida no estado do Rio de Janeiro.

Macário e Bacellar são investigados no âmbito da operação, que apura suspeitas de vazamento de informações sigilosas relacionadas a investigações sobre a atuação do Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

A decisão não concede liberdade a Bacellar, mas determina sua transferência de volta ao sistema prisional fluminense.

As mudanças coincidem com o fim do período eleitoral. Bacellar, que presidia a Alerj quando foi preso, pretendia concorrer ao Governo do Estado.

 Internacional

FBI desvenda o maior roubo digital da história

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O FBI apontou, em comunicado divulgado neste sábado (31), a Coreia do Norte como responsável pelo ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) da Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo. Este é o maior roubo de criptomoedas já registrado, cerca de quatro vezes o valor de US$ 1,5 bilhão perdido no ataque à Bybit em fevereiro de 2025.

O comunicado afirma que o o roubo foi orquestrado por cibercriminosos patrocinados pelo governo norte-coreano vinculados a uma célula de hackers. “O roubo foi realizado pelo TraderTraitor, um grupo de cibercriminosos patrocinados pela Coreia do Norte”, destacou o FBI em comunicado oficial.

O FBI apontou que os hackers já iniciaram etapas de conversão dos ativos roubados para a criptomoeda Ethereum (ETH) — buscando aproveitar transações sem intermediários — e que o órgão monitora novas tentativas de ocultação de valores por meio de serviços descentralizados e de troca instantânea.

A agência norte-americana solicitou publicamente que empresas e plataformas do ecossistema cripto bloqueiem imediatamente quaisquer transações ou endereços de carteiras digitais associados aos agentes do TraderTraitor envolvidos no esquema.

“Esperamos que esses ativos sejam posteriormente lavados por meio de serviços de finanças descentralizadas. O FBI mantém seu compromisso de

proteger
a comunidade de ativos virtuais por meio da identificação, mitigação e desativação das atividades ilícitas”, afirmou o FBI.

A Binance afirmou neste sábado que 

 

Irã admite a retirada do tratado de não proliferação nuclear se hostilidades forem retomadas

Reator de pesquisa nuclear na sede da Organização de Energia Atômica iraniana em Teerã, Irã, 1º de setembro de 2014 - Sputnik Brasil, 1920, 01.11.2026
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O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, presumiu que Teerã poderia retirar-se do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) se as ações militares contra a República Islâmica fossem retomadas no futuro.
"Nós, no campo nuclear, primeiro discutiremos nossos direitos, e não aceitaremos restrições ao Irã [...]. Ainda não está claro se permaneceremos no TNP depois que uma possível guerra futura começar", disse Rezaei, falando na TV estatal iraniana.

Anteriormente, o vice-presidente do Parlamento do Irã, Ali Nikzad, disse que o Parlamento iraniano estava considerando a retirada do TNP. O porta-voz da presidência do parlamento iraniano, Abbas Goudarzi, também disse que a retirada do Irã do TNP é "um passo muito real e facilmente alcançável".

Fumaça sobe na sequência de ataques aéreos israelenses em Dahiyeh, subúrbio ao sul de Beirute, no Líbano - Sputnik Brasil, 1920, 26.10.2026
Panorama internacional
EUA planejam grandes ataques ao Irã para quebrar o atual status quo no Oriente Médio, revela mídia
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, provocando uma resposta militar iraniana. Em meados de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando para interromper as hostilidades, mas voltaram a trocar ataques pouco depois. Até o momento, o conflito permanece sem solução.
Logo da emissora Sputnik - Sputnik Brasil

 

Andrei Rodrigues entra na alça de mira de interessados em seu cargo no comando da PF

Diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Alas da Polícia Federal e do PT se juntaram para detonar a atuação de Andrei Rodrigues como diretor-geral da corporação. O episódio envolvendo Flávio Bolsonaro (PL), que teria deixado o Brasil sob as barbas do delegado, motivou a mais recente fritura. Na PF, agentes já queixosos relatam que a “falha” envergonha e pode descredibilizar a ainda respeitada instituição. Lembram ainda do desgaste com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no escândalo do Banco Master.

Período eleitoral

Lula já pensava em se livrar de Rodrigues desde que vazou que o chefão da PF curtiu convescote bancado por Daniel Vorcaro, em Londres.

Uma lambança

Petistas lembram que quando Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Alexandre Ramagem deixaram o país, Andrei já chefiava a PF.

Monitoramento furado

Também há no STF quem queira ver o delegado pelas costas. Sobram críticas sobre a enrolação nos inquéritos sobre Lulinha.

Crise geral

Foi relatório da Polícia Federal, também na gestão Andrei Rodrigues, que deflagrou crise entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, do STF.

Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Reforma de Motta não tem apoio nem no seu partido

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), diz querer avançar com uma reforma eleitoral – este ano – para reagir ao crescimento do PL, principal opositor a Lula (PT) e o maior partido do País. Diz querer “enfrentar o tema” do voto distrital misto, após encontro com membros do União Brasil, PP, PSD e Podemos. O problema é que nessa reunião não participou o PL, o maior da Casa, nem o PT, o segundo maior, nem emissários do seu próprio partido, o Republicanos, sexta maior bancada.

Nem os próprios

Apesar de presidir da Câmara, Hugo Motta não fala em nome do Republicanos, presidido pelo deputado Marcos Pereira (SP).

Bloco rachado

A conta de Motta leva em consideração suposto apoio da federação União/Progressistas (PP), que nunca votou em bloco desde a criação.

Passa da metade

PL, PT (federado a PCdoB e PV), Republicanos e MDB, outro ausente, têm 262 deputados no momento. O Novo tem mais cinco representantes.

Poder sem Pudor

O mentiroso oficial

Pedro Rattes era prefeito de Manacapuru (AM) quando encontrou Arquimedes, mentiroso oficial da cidade, e resolveu jogar conversa fora: “Conta uma mentira aí, Arquimedes...”, disse o político. “Posso não, seu Pedro”, esquivou-se, “hoje eu estou triste, vou ao enterro do seu Arnaldo, dono da mercearia”. Rattes ficou envergonhado, pediu desculpas. Mas não demorou descobrir que o comerciante estava vivo e saudável. Pediu explicações a Arquimedes: “Mas, que sacanagem, você disse que seu Arnaldo havia morrido...”, reclamou o prefeito. “Ué, o senhor não pediu para eu contar uma mentira?”

Prato comido

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), perdeu mais de 21% dos votos entre 2022 e 2026. Em nenhuma das duas eleições seria eleito sem ajuda do sistema proporcional de votos, que ele agora quer alterar.

Vai dar problema

Apenas cerca de 5,5% (28) dos deputados federais tiveram votos suficientes, em 2022, para se elegerem por mérito próprio, sem depender do desemprenho coletivo do partido ou da federação partidária. Incluindo o atual presidente da Câmara, Hugo Motta, que quer “rever” o sistema.

Oposição em alta

Em 2026, o número de deputados federais eleitos por “mérito próprio”, ou seja, sem depender do desempenho do partido ou federação aumentou, passou de 28 para 35. Mais de um terço deles (12) foram eleitos pelo PL. PT elegeu apenas dois, enquanto o Psol emplacou sete deputados.

Poder lacrador

É mesmo necessário tornar inelegíveis os covardes que agridem mulheres, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) extrapolou de novo, e só para lacrar. Está na Constituição: é o Poder Legislativo que legisla.

Frase do dia========“Projeto de poder que vive de taxar o povo!”

Senador Rogério Marinho (PL-RN), sobre novo imposto a compras internacionais

Milhões em cash

Daniel Vorcaro disse à PF e à PGR ter dado R$ 40 milhões em dinheiro vivo ao ministro de Lula Alexandre Silveira (Minas e Energia) para campanhas de 2022 e 2024. Lembra outro escândalo terminado em “ão”.

Tudo o mesmo escândalo

Carlos Viana (PSD-MG) comemorou o retorno do caso da roubalheira do INSS ao ministro André Mendonça, do STF, após “enterrarem” a investigação iniciada pela CPMI quando “chegou perto do Master”.

Direito a nada

Para Carol de Toni (PL-SC), o STF atropela o direito das famílias ao impedir que pais retirem os filhos de aulas sobre gênero e sexualidade: “O Estado quer decidir até onde termina a autoridade dos pais”.

Matéria ou propaganda?

André Janones anda para cima e para baixo em Brasília com a equipe do Fantástico, que prepara reportagem sobre o deputado. Resta saber se devem abordar o caso da rachadinha e as acusações de agressão.

Pensando bem...

... vai ter gente saindo da PF para o RH.