sábado, 29 de agosto de 2026

 

Lula, Trump e o desafio de negociar sem se curvar às pressões externas

Lula e Trump retomam o diálogo em meio à crise comercial

Marcelo Copelli
Revista Fórum

Duas agendas se cruzaram nos últimos dias e colocaram no centro do debate político uma questão decisiva para 2026: quem define as prioridades do Brasil. De um lado, Lula reuniu Hugo Motta e Davi Alcolumbre para tratar do fim da escala 6×1, dos minerais críticos e de incentivos a datacenters — temas que envolvem a distribuição dos ganhos do desenvolvimento, o controle de recursos estratégicos e a posição do país na economia digital.

Do outro, Brasília e Washington confirmaram para a próxima segunda-feira uma reunião entre o ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a primeira desde que as negociações foram interrompidas em julho. A retomada foi precedida por um telefonema de uma hora e vinte entre Lula e Trump, no qual o presidente brasileiro contestou as medidas adotadas pelos americanos e defendeu a reabertura do diálogo comercial.

PRIORIDADES – À primeira vista, são assuntos distintos. Mas ambos remetem à mesma disputa: a capacidade de o Brasil estabelecer suas próprias prioridades diante de pressões econômicas, políticas e externas. O embate comercial com os Estados Unidos, assim, ganha uma dimensão que ultrapassa a disputa tarifária e coloca sob exame o discurso de patriotismo que a direita bolsonarista transformou em um de seus principais ativos.

A crise tarifária oferece o primeiro caso concreto. As duas sobretaxas em vigor — 25% sob a Seção 301 e mais 12,5% sob alegação de trabalho forçado — podem elevar a carga a 37,5% sobre setores como calçados, máquinas, madeira e móveis, atingindo US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras. Diante desse cenário, Lula contestou as justificativas americanas, manteve o comitê de resposta ao tarifaço e, ao mesmo tempo, retomou a negociação técnica. Não se trata de escolher entre confronto permanente e acomodação. Trata-se de negociar sem aceitar que uma pressão externa determine as escolhas do país.

Nesse contexto, a atuação de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos adquire relevância política. Em meio à crise, ele buscou interlocução direta com autoridades americanas, incluindo a audiência pública realizada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR.

EFEITOS NAS ELEIÇÕES – Segundo apurações da imprensa, sua articulação considerou os efeitos que a tarifa poderia produzir na disputa eleitoral brasileira. Houve, inclusive, um pedido público para que a medida fosse suspensa por cerca de seis meses, justamente no período que antecederia a eleição.

Não há ilegalidade ou anormalidade no diálogo de um político brasileiro com autoridades estrangeiras. O ponto é outro. Quando uma medida comercial atinge setores da economia nacional, o primeiro critério deveria ser seu impacto sobre o país. Se o cálculo central passa a ser sua utilidade para uma candidatura ou um grupo político, abre-se uma distância entre o discurso de soberania e a prática.

É dessa distância que surge a discussão sobre o verde e amarelo. Nos últimos anos, a direita bolsonarista procurou associar os símbolos nacionais a um campo político específico e transformou o patriotismo em um de seus principais instrumentos de mobilização. Mas a apropriação da bandeira não comprova a defesa dos interesses nacionais. O critério está nas posições adotadas quando o Brasil entra em choque com os objetivos de uma potência estrangeira.

TESTE PARA A DIREITA – Esse será um teste para a direita em 2026. Não se trata de defender hostilidade aos Estados Unidos. O Brasil deve negociar e manter relações com Washington, assim como com outras potências e parceiros comerciais. Ter proximidade ideológica com Trump ou com a direita americana, por si só, não compromete a defesa dos interesses nacionais. A incoerência aparece quando esse alinhamento passa a orientar a reação a medidas que atingem diretamente o país.

A pauta doméstica discutida nos últimos dias reforça a dimensão concreta desse debate. O fim da escala 6×1 diz respeito à forma como o país distribui os ganhos da produtividade e organiza o tempo de trabalho. A política para minerais críticos envolve uma escolha sobre o lugar que o Brasil pretende ocupar nas cadeias globais: continuar como fornecedor de matéria-prima ou ampliar o processamento, a tecnologia e a agregação de valor dentro do território nacional. Os incentivos a datacenters dizem respeito ao controle da infraestrutura necessária para uma economia cada vez mais dependente do processamento de dados e da inteligência artificial.

Não são assuntos desconectados. Todos envolvem desenvolvimento e autonomia. Está em disputa quem se beneficia do crescimento, quem controla recursos estratégicos e qual parcela do valor produzido permanece no país. É a mesma lógica presente no confronto comercial com os Estados Unidos: preservar a capacidade nacional de definir prioridades em um ambiente de crescente pressão externa.

POLÍTICAS PÚBLICAS – Soberania, portanto, não é apenas uma questão de fronteiras ou de retórica nacionalista. Ela se expressa na capacidade de definir políticas públicas, estabelecer prioridades econômicas, proteger setores estratégicos e negociar com outros países sem subordinar decisões internas a objetivos externos. É nesse terreno que o discurso político precisa ser confrontado com os fatos.

A resposta apresentada pelo governo Lula combinou duas frentes: contestar as medidas adotadas por Washington e manter aberta a negociação, enquanto, internamente, leva ao centro da agenda temas como trabalho, recursos minerais e infraestrutura tecnológica. Isso não elimina divergências sobre cada uma dessas políticas nem coloca as decisões do governo acima de crítica. Mostra, porém, uma concepção de soberania associada a escolhas concretas de desenvolvimento.

A tensão aparece em outro lugar. Um campo político que transformou o patriotismo em um de seus principais ativos terá de explicar como concilia esse discurso com uma estratégia que, diante de uma pressão comercial sobre o Brasil, colocou seus possíveis efeitos eleitorais no centro do cálculo. Não basta reivindicar a defesa da pátria contra adversários e instituições internas e, diante dos interesses de um governo estrangeiro ideologicamente próximo, alterar o critério de avaliação.

INTERFERÊNCIA – A eleição brasileira deve ser decidida no Brasil. Nenhuma potência estrangeira — Washington, Pequim ou Moscou — deveria interferir no resultado de uma disputa que cabe exclusivamente aos brasileiros. Esse princípio precisa valer independentemente de qual força política possa se beneficiar de uma eventual interferência.

É aí que o patriotismo deixa de ser um símbolo e passa a ser uma posição política verificável. Não se trata de quem reivindica a bandeira, mas dos critérios adotados quando interesses concretos entram em conflito. A defesa da autonomia nacional exige coerência justamente quando ela se torna politicamente inconveniente.

DIÁLOGO COM OS EUA – Os acontecimentos dos últimos dias tornaram esse debate mais concreto. Enquanto o país discute como distribuir os ganhos do desenvolvimento, controlar recursos estratégicos e construir infraestrutura para a economia digital, também retoma o diálogo com os Estados Unidos após um período de forte pressão comercial.

Economia, eleições e geopolítica se cruzam. Quando o cálculo eleitoral e o alinhamento ideológico entram em conflito com os interesses do Brasil, fica claro até onde vai o patriotismo — e onde ele termina: em Washington.

 

Em meio à crise com Mendonça, diretor alega que a PF não protege nem persegue

Rodrigues diz que PF atua ‘livre de qualquer viés político’

Fábio Amato
G1

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (28) que, na sua gestão, a corporação investiga sem proteger nem perseguir ninguém e trabalha “livre de qualquer viés político”.

Andrei deu as declarações ao participar da formatura de novos agentes da Polícia Federal, em Brasília. Ele também disse que a atuação “técnica e imparcial” permite a defesa da instituição “de qualquer ataque”.

AUTONOMIA – “Hoje temos uma polícia que atua com autonomia, guiada pela Constituição e pelas leis, pela responsabilidade institucional e compromisso com a justiça e a sociedade. Tenho total tranquilidade em afirmar, sem rodeios, que nesta gestão trabalhamos com transparência e foco na missão institucional, sem proteger ou perseguir, com atuação vigorosa e intransigente no combate ao crime organizado”, disse Andrei.

“Nunca se esqueçam que a atuação técnica, imparcial, livre de qualquer viés político, é o que nos permite defender nossa instituição de qualquer ataque, não importa de onde venha”, completou o diretor-geral da PF.

A afirmação de Andrei ocorre em um momento de desconfiança na relação do diretor da PF com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Mendonça é o relator de dois inquéritos considerados atualmente os de maior potencial de desgaste político e eleitoral para os principais candidatos ao Palácio do Planalto: os casos Dark Horse/Master e INSS/Lulinha.

ENCONTRO – De acordo com a colunista do G1, Ana Flor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou a Andrei que procure o ministro do STF. O encontro será mediado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

O pano de fundo da reunião é a crescente desconfiança entre integrantes da PF e o gabinete de André Mendonça sobre o ritmo das investigações desses casos e também sobre vazamentos de informações.

Flávio não teve tradução simultânea e ninguém entendeu nada que ele falou

entrevista flávio bolsonaro

Flávio estava “turbinado” e falava depressa demais

Carlos Newton

Com toda certeza, já se pode dar por terminada – e fracassada – esta série de entrevistas com candidatos à Presidência na TV Globo, porque o último programa é com o concorrente do arrebatador partido Avante, chamado Augusto Cury, que diz ser “médico, psiquiatra, escritor, professor e político brasileiro”.

Sem falsa modéstia, ele vai direto ao ponto e diz que se tornou “conhecido principalmente por uma extensa produção de livros sobre desenvolvimento pessoal, educação, relações humanas e temas ligados à saúde emocional, além de romances”.

ILUSTRE DESCONHECIDO – O ilustre candidato do Avante vai me desculpar, mas é um ilustre desconhecido. Em 60 anos de jornalismo, jamais ouvi falar neste cidadão, que na verdade escreve livros de autoajuda, para faturar em cima do despreparo alheio.

É um grande espertalhão, que fez alguma mágica para aparecer nas pesquisas com 3%, porque no Brasil o dinheiro compra tudo. Com esse surpreendente desempenho, que o coloca como candidato preferido por 3 entre cada cem brasileiros, o malandro ganhou 40 minutos de graça na TV Globo, em horário nobre, para vender seu peixe e seus livros.

Aliás, esse fato de Cury ganhar 40 minutos de fama na Vênus Platinada, que não pode lhe cobrar um só centavo, já o coloca como um dos favoritos do disputado troféu Piada do Ano, que consagra os maiores absurdos que ocorrem aqui do lado de baixo do Equador.

INQUISIÇÃO – Quanto às entrevistas propriamente ditas, o esquema adotado foi tipo Tribunal de Inquisição, em que os 30 minutos iniciais são gastos para esculhambar o candidato e os dez minutos restantes são dedicados aos planos de governo. Foi assim com os quatro políticos que realmente disputam a eleição, como Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Com Zema, Caiado, Lula e Flávio, o casal nacional César Tralli e Renata Vasconcellos procedeu à inquisição, que conseguiu arrebentar com Zema e Lula. No caso de Renan Santos, o esquema foi outro, porque não existem perguntas capciosas a lhe fazer nem ele tem respostas a dar. Também será assim, hoje, com o espertalhão Augusto Cury, e os telespectadores podem preparar os travesseiros para pegar no sono, antes da novela.

Mas com Caiado e Flávio, o esquema não funcionou, por motivos diferentes.

SEM TRADUÇÃO – O problema com Flávio Bolsonaro foi estranhíssimo. O entrevistado estava excitado demais ou tomou algum “arrebite”, que os caminhoneiros usam para não dormir ao volante. O fato concreto é que ele falava numa velocidade tal que não dava para entender. Coloquei legendas na TV, mas a Inteligência Artificial não conseguiu captar direito as palavras. Ou seja, faltou tradução simultânea, nenhum telespectador entendeu nada, absolutamente nada.

Com Caiado o esquema também não funcionou. Político experiente, seguiu a técnica de Paulo Maluf, que ouvia a pergunta específica e respondia: “Pode até ser assim, porém…“, e trocava de assunto para dar o recado que pretendia passar.

Caiado agiu assim e dominou a entrevista, até porque não existem acusações de corrupção contra ele, que já nasceu rico e não precisa desviar recursos públicos.

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P.S.
Com quatro mandatos de deputado federal, um de senador e dois de governador, Caiado é experiente e culto. Antes de entrar na política, trabalhava como médico e professor de Cirurgia Ortopédica, com especialização em operações de coluna, cursada em Paris. Poderia seria um bom presidente, a exemplo de Itamar Franco, que acabou com aquela inflação descontrolada no Brasil, que destruiu o regime militar e levou ao fracasso o governo de Sarney. Mas quem se interessa? (C.N.)

 

Irã tem vantagem em caso de escalada do conflito com os EUA, diz especialista

Navios de carga, incluindo graneleiros e navios de carga geral, estão ancorados ao largo da costa, enquanto uma pequena lancha passa em primeiro plano, no estreito de Ormuz, perto de Bandar Abbas, Irã, em 4 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 28.08.2026
O Irã tem vantagem em caso de escalada do conflito com os EUA e pode atacar países que ajudarem Washington a realizar novos ataques contra a República Islâmica, disse à Sputnik o diplomata americano aposentado, ex-assistente do chefe do Pentágono, Chas Freeman.
"O Irã alcançou superioridade na questão da escalada e pode retomar os ataques a qualquer país que apoie um ataque americano a ele ou a seus interesses, incluindo Israel", afirmou Freeman, ex-conselheiro de segurança internacional do secretário de Defesa dos EUA.

Segundo ele, não há processo de paz entre Teerã e Washington, apesar dos esforços de mediação do Paquistão e do Catar.

"O Irã insiste que os EUA cumpram os termos do memorando de entendimento de 17 de junho", observou o diplomata.
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, durante entrevista coletiva conjunta com seu homólogo iraquiano, Fuad Hussein, durante visita a Bagdá. Iraque, 13 de outubro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 26.08.2026
Panorama internacional
Irã acusa EUA de obrigar países a aderir à 'guerra econômica' contra Teerã
Freeman acredita que o bloqueio do estreito de Ormuz continuará a aumentar a pressão econômica sobre os EUA e a economia mundial, proporcionando a Teerã uma alavancagem adicional.

"O Irã está preparado para admitir um aumento dos danos econômicos aos EUA e ao mundo devido ao bloqueio promovido pela Marinha dos EUA até que os americanos saiam — com ou sem acordo", acrescentou.

Irã e Omã concordaram com uma rota temporária para navegação pelo estreito de Ormuz e desminagem conjunta do mar, mas os parâmetros finais do acordo ainda estão sendo discutidos.

 

Na Câmara, deputados nem se importam com jornada: eles cumprem escala ‘6 por 44’

Congresso Nacional | Foto: Kayo Magalhaes / Câmara dos deputados

Deputados passariam aperto se a remuneração das excelências fosse com base em produtividade. A coluna levantou a quantidade de sessões deliberativas no Plenário da Câmara nos últimos três meses. Foram 50 entre 1º de junho e hoje. Deliberativas, aquelas nas quais há votação (portanto, as que importam), apenas 16, ou 32%. O restante foi apenas embromação, como sessões solenes ou homenagens a pessoas ou instituições anônimas fora do reduto eleitoral do deputado proponente.

Sem muito esforço

Como ninguém é de ferro, os deputados flexibilizaram a rotina e liberaram votações remotas, via aplicativo, no período analisado.

Na moleza

As sessões semipresenciais dominaram nos últimos três meses. Só seis votações foram presenciais, as outras 10, todas à distância.

Vai e volta

A última vez em que a Câmara obrigou os deputados a pisarem em Brasília foi há muito tempo, lá em 17 de junho. Depois disso, liberados.

Ausência garantida

Mesmo o tal “esforço concentrado”, para inglês (ou eleitor) ver, não teve presença obrigatória. Todo mundo votando de onde bem entender.

Lula disparou mentiras durante sabatina no Jornal Nacional (Foto: Ricardo Stuckert)

Mentira de Lula descredibiliza tudo o que ele disse

Quem mente sobre o que está documentado em fotos descredibiliza o resto do que diz na mesma conversa. Foi o que aconteceu na noite de quinta-feira (27) e, pior, na emissora de maior audiência, quando Lula mentiu dizendo que “nunca vi essa moça na minha vida”, referindo-se a Roberta Luchsinger, lobista sócia do seu filho Lulinha. Não só a viu como a recebeu até em festinha familiar, tipo aniversário. Mentiu também sobre o filho, as investigações, os dados da economia, sobre o seu governo.

Vexame presidencial

Desta vez o arquivo visual estava à mão de qualquer um com acesso ao Instagram, e logo viralizaram os flagrantes de mentira, um vexame.

Mentir é opção ruim

Diante da câmera da TV, Lula preferiu o risco da mentira óbvia ao ônus de admitir proximidade com quem hoje está no centro de três inquéritos.

Suspeitas reforçadas

Ao mentir, o presidente não protegeu Lulinha e nem desfez as suspeitas da Polícia Federal. Apenas as reforçou de modo que pode não ter volta.

Poder sem Pudor

Resistência de amadores

Nos tempos de chumbo de 1964, Leonel Brizola confiou ao amigo Danilo Groff a missão de mobilizar aviões para transportar ao Rio Grande do Sul o maior número possível de interessados em resistir ao golpe militar. Certo de que estavam grampeados, Brizola combinou falar apenas em código, ao telefone. De fato, ao ligar dias depois: “Consegui arrumar os passarinhos!”, informou Groff. “Muito bem! Quando eles voam?”, perguntou Brizola, em código. “Só faltam os pilotos”, respondeu Groff, entregando o ouro aos bandidos.

É como ‘não sabia’

Ao escolher “nunca vi”, como artimanha para se descolar da lobista Roberta Luchsinger, Lula garante lugar reservado na história dos muito enrolados, na versão atualizada do “eu não sabia” do mensalão.

Todos na torcida

O senador Carlos Viana (PSD-MG) reagiu à revelação que Maurício Camisotti fechou delação premiada com as autoridades no caso da roubalheira aos aposentados do INSS: “Quem roubou quem mais precisava de proteção não vai sair ileso”.

Mentiras em série

Entre as muitas lorotas no Jornal Nacional, Lula disse haver “herdado” um déficit fiscal de 2 ,8%. Mentiu de novo. Na verdade, recebeu do governo Bolsonaro superávit de 0,5% do PIB e R$54,1 bilhões em caixa.

Nem ‘fabricando’

Outra lorota de Lula foi afirmar que o que “o orçamento desse ano” terá “superávit primário de 0,1%”. Com o déficit de R$140 bilhões em 12 meses recém-divulgado pelo Tesouro Nacional, superávit, nem fabricado.

Frase do dia=======“A minha luta ao lado de Lula é antiga”

Roberta Luchsinger, lobista que Lula disse nunca ter visto, em vídeo resgatado pela internet

Alvo errado

Projeto de Eduardo da Fonte (PP-PE) proíbe redes sociais para menores de 14 anos. O alvo deveria ser outro: os pais que expõem a meninada aos perigos da internet. Mas políticos não mexem em pais, eles votam.

Interesse grande

A plataforma Polymarket, que foi proibida no Brasil pelo governo Lula, movimentou mais de US$2 milhões em apostas só na sexta-feira (28) sobre a eleição presidencial brasileira.

Mansplaining lulista

Bibo Nunes (PL-RS) estranhou mais um sumiço da barulhenta lacrolândia, que nada falou na “aula de mansplaining” de Lula durante sabatina na TV. Foi corte atrás de corte interrompendo a jornalista.

Silêncio ensurdecedor

Eduardo Bolsonaro comparou o barulho da foto do sicário de Daniel Vorcaro, dono do Master, que disse ser montagem, com o farto registro de Lula em confortáveis poses ao lado da lobista Roberta Luchsinger.

Pergunta na TV

Foi sabatina ou reprise de Pinóquio?