Blog de Luiz Holanda

domingo, 6 de setembro de 2026

 

Moraes sofre mais um revés e pressão contra o ministro só aumenta

Jornal da Cidade Online
Por Jornal da Cidade Online
06/09/2026 às 09:02 Direito e Justiça
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A Intelis, associação que reúne profissionais de inteligência de Estado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), afirma que o relatório da Polícia Federal usado por Alexandre de Moraes para pedir a investigação de André Mendonça não segue os parâmetros metodológicos da atividade de inteligência.

A entidade disse ainda que esse tipo de documento não deve ser usado como instrumento de investigação criminal.

A manifestação foi feita dias após Moraes utilizar o relatório para apontar “fortes indícios” de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade por parte de Mendonça.

Segundo a Intelis, o material divulgado não apresenta características compatíveis com a metodologia oficial da atividade de inteligência.

A entidade afirma que esse trabalho exige procedimentos de coleta, avaliação, análise, validação e difusão das informações.

“Não se trata, portanto, de mera reunião de informações, conjecturas ou opiniões”, diz a nota.

O próprio relatório da PF é classificado como documento de trabalho “sem valor probatório”. O material também não tem cabeçalho oficial da corporação nem assinatura de delegado.

O documento reúne análises sobre a atuação de Mendonça e apresenta relatos anônimos sobre uma suposta tentativa de interferência do ministro em acordos de delação da PF.

Também menciona alegações de que ele não confiaria no diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e no procurador-geral da República, Paulo Gonet.

A Intelis afirma que um relatório de inteligência tem outra finalidade.

“O relatório de inteligência presta-se, assim, à análise de fatos, situações, ameaças, riscos e cenários relevantes, oferecendo conhecimento qualificado ao tomador de decisão. Não é instrumento destinado à substituição de procedimentos investigativos ou à formação de elementos de autoria e materialidade próprios da persecução penal, atividade submetida às garantias processuais específicas.”
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Marco Aurélio diz se arrepender de ter apoiado Moraes para o STF

“Se arrependimento matasse eu não estaria aqui hoje conversando com vocês”, diz ministro aposentado

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Redação O Antagonista

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Marco Aurélio diz se arrepender de ter apoiado Moraes para o STF
Foto: Nelson Jr. / SCO / STF
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“Os fatos que vieram à balha são seríssimos. Quando caiu o avião e morreu o ministro Teori Zavascki, […] eu disse que o presidente [Michel] Temer tinha um homem talhado para o cargo: professor universitário, membro do Ministério Público, secretário de segurança do prefeito [Gilberto ]Kassab, secretário de governo do governador Geraldo Alckmin, ministro da Justiça. […] Se arrependimento matasse eu não estaria aqui hoje conversando com vocês”, afirmou.

“Ele vem errando a mão e isso é muito ruim”, disse. 

As declarações foram feitas após a divulgação de novas mensagens entre o ministro e o ex-dono do Banco Master. Na última terça-feira, 1º, André Mendonça retirou o sigilo do relatório da PF com 52 mensagens entre Moraes e Vorcaro.

Defesa de Mendonça

Marco Aurélio também defendeu a conduta de Mendonça e afirmou que houve uma “inversão de valores” na condução do caso. 

“Eu penso que está havendo uma inversão de valores. O ministro André Mendonça se defrontou com um relatório da PF e procedeu como deveria, encaminhando à PGR”, disse.

O relatório tem 218 páginas e reúne mensagens e registros de encontros entre Moraes e Vorcaro.

Segundo a PF, os contatos analisados ocorreram entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025. O primeiro contato teria sido intermediado, em 2023, pelo ex-ministro Fábio Faria.

Entre os registros, há um jantar entre Moraes e Vorcaro em fevereiro de 2024, com a presença das respectivas esposas. 

O material também aponta outros encontros ao longo daquele ano e em 2025, incluindo referências feitas por Vorcaro a contatos com o ministro.

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