quarta-feira, 27 de maio de 2026

 

Coordenador de Flávio pede investigação sobre vazamento de conversas com Vorcaro

Charge do Miguel Paiva (Brasil 247)

Gabriela Echenique
Folha

O coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL-RN), pediu que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça apure o que chamou de vazamento seletivo, após a divulgação de conversas entre o presidenciável e Daniel Vorcaro.

Ele cobrou uma apuração rigorosa sobre o vazamento de informações sigilosas do inquérito do Banco Master na corte. E quer que o ministro investigue a origem do material divulgado, onde ficou guardado e quais agentes tiveram acesso aos dados.

COBRANÇA – A representação é feita semanas após o site The Intercept Brasil divulgar trechos de conversas entre Flávio e o ex-banqueiro. Nelas, o presidenciável cobra recursos que seriam destinados a financiar um filme que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os áudios provocaram uma crise na campanha e aumentaram o clima de desconfiança no PL e no mercado financeiro. Em um deles, Flávio chama Vorcaro de “meu irmão” e diz que estará sempre com ele. No pedido ao STF, Marinho diz que não quer questionar a liberdade de imprensa, mas identificar os responsáveis pela divulgação de um material sigiloso. “A liberdade de imprensa não elimina o dever estatal de apurar a origem de vazamentos de autos sigilosos”, diz o senador.

O documento pede a instauração de procedimento próprio para investigar o vazamento das informações, além de apurar eventual violação de sigilo funcional. “O que se pretende é a apuração da origem do vazamento, da cadeia de custódia do material divulgado, dos agentes que tiveram acesso aos elementos sigilosos e da eventual utilização indevida de informações protegidas por sigilo para fins de constrangimento público, interferência política ou desequilíbrio do devido processo legal”, diz um trecho da representação.

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Sputnik

 

China desenvolve um dos submarinos mais silenciosos e perigosos do mundo, revela revista

Nesta foto fornecida pela Marinha dos EUA, o submarino de ataque rápido da classe Virginia, USS Missouri (SSN 780), parte da Base Conjunta de Pearl Harbor-Hickam para uma implantação programada na área de responsabilidade da 7ª Frota, em 1º de setembro de 2021. A Austrália comprará submarinos de ataque nucleares da classe Virginia, fabricados nos EUA, para modernizar sua frota, disse uma autoridade europeia e uma pessoa familiarizada com o assunto no dia 9 de março de 2023, em meio a crescentes preocupações sobre a influência da China na região Indo-Pacífico - Sputnik Brasil, 1920, 27.05.2026
Os novos submarinos de ataque Tipo 095 da China elevam o nível da guerra submarina, tornando-se alguns dos mais perigosos do mundo, escreve uma revista estadunidense.
A revista destaca que o lançamento do primeiro Tipo 095 representa um marco importante na modernização da Marinha do país, sendo o navio líder de uma frota planejada de submarinos de terceira geração.

"A classe Tipo 095 pretende superar significativamente os navios da classe Tipo 093, que atualmente formam a espinha dorsal da frota de combate movida a energia nuclear. A nova classe de submarinos incorpora grandes avanços em furtividade, propulsão, sensores e sistemas de armas", ressalta a publicação.

Destaca-se que o Tipo 095 tem foco na drástica redução da assinatura acústica em relação a classes anteriores. Seu casco e sua engenharia combinam isolamento avançado de vibrações, silenciamento do reator e, provavelmente, propulsão por pump-jet. Essas medidas reduzem a cavitação e tornam a embarcação muito mais difícil de ser detectada em alta velocidade.
Submarino nuclear tipo 094A da classe Jin da Marinha chinesa participa de um desfile naval para comemorar o 70º aniversário da fundação da Marinha chinesa no mar perto de Qingdao, na província de Shandong no leste da China, em 23 de abril de 2019. - Sputnik Brasil, 1920, 23.02.2026
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China mina domínio dos EUA em produção de submarinos nucleares, aponta mídia
O projeto também apresenta um arranjo de superfícies de controle em forma de X na popa e planos de proa retráteis, que proporcionam maior manobrabilidade e menor ruído hidrodinâmico. Os sensores a bordo também foram aprimorados, com a adição de sonares de matriz lateral sofisticados. Sonares rebocados de alta e baixa frequência ampliam o alcance de detecção, mantendo a furtividade.
Dessa forma, a reportagem conclui que, em conjunto, o programa Tipo 095 sinaliza uma transição para submarinos nucleares de ataque muito mais silenciosos e mais resistentes, fortalecendo as capacidades subaquáticas da China.
Anteriormente, os comandantes da Marinha dos EUA reconheceram que a China está construindo novos submarinos que permitirão cobrir a maior parte do território norte-americano permanecendo em águas mais próximas da sua própria costa.
Submarino do Exército de Libertação Popular da China  - Sputnik Brasil, 1920, 07.06.2025
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China está desenvolvendo torpedos ultrarrápidos com IA para guerra submarina, diz mídia
Segundo eles, o progresso da China na frota de submarinos, incluindo a esperada implantação de submarinos equipados com mísseis balísticos de maior alcance e mais precisos, permitirá afirmar seus interesses mais longe da costa.
Ao mesmo tempo, eles apontaram que a China provavelmente será capaz de criar submarinos com mísseis balísticos mais resistentes e numerosos, que possam operar mais perto da costa chinesa, mantendo assim uma ameaça aos Estados Unidos.
O potencial crescente de Pequim no campo da guerra submarina representa um sério desafio, incluindo a criação de formidáveis submarinos de próxima geração equipados com tecnologias avançadas que desafiam o domínio de longa data da Marinha dos EUA no mundo subaquático.

 

Possibilidade de “absolver” Bolsonaro gera mais uma crise entre ministros do STF

Discreto sem ser omisso: o estilo de Fachin no julgamento da tentativa de golpe - PlatôBR

Edson Fachin reagiu contra o lobby do grupo de Moraes e Gilmar

Carlos Newton

Desta vez, a crise que atinge o Supremo Tribunal Federal é tão grave que nenhum dos ministros faz comentários. O  desentendimento ocorre exclusivamente nos bastidores e seu desfecho será importantíssimo na política brasileira, porque pode ocorrer exatamente às vésperas das eleições presidenciais, devendo influir em seu resultado.

O motivo da cisão é o próximo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, cuja defesa apresentou um processo de revisão criminal que pode absolvê-lo, embora a maioria absoluta dos ministros do STF não aceite essa possibilidade.

7 VOTOS A 3 – Liderado por Alexandre de Moraes, o grupo de partidários da condenação de Bolsonaro era integrado por Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Cristiano Zanin, que enfrentaram Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça. Assim, até agora a condenação do 8 de Janeiro no Plenário teve o placar de 7 votos a 3 no Plenário e de 4 a 1 na Primeira Turma.

Essa situação ocorre porque os réus processados em 2023, antes da mudança nas regras regimentais, são julgados pelo Plenário, enquanto os demais estão sendo julgados na Primeira Turma, como aconteceu com Bolsonaro.

Mas agora houve uma dissidência, e placar no Plenário pode passar a 6 a 4, porque o presidente Edson Fachin decidiu obedecer às novas regras do Regimento e determinou que o novo processo de Bolsonaro tramite na Segunda Turma.

REGRAS ATUAIS – Fachin agiu corretamente. As normas antigas atribuíam ao Plenário a competência para julgar presidente, ministros, parlamentares etc., mas as regras atuais só preveem julgamento no Plenário quando eles ainda estão no exercício do cargo. Justamente por isso, Bolsonaro foi julgado pela Primeira Turma e não pelo Plenário. E a revisão, portanto, agora tem de ser feita pela Segunda Turma.

Diz o artigo 263: “Será admitida a revisão, pelo Tribunal, dos processos criminais findos, em que a condenação tiver sido por ele proferida ou mantida no julgamento de ação penal originária ou recurso criminal ordinário”.

Notem que o Regimento quando cita “Tribunal”, o Regimento está se referindo a “Plenário”, conforme fica bem claro neste artigo, que a facção de Moraes e Gilmar tenta desconhecer.

ERRO NO SITE DO STF – Exatamente por isso, quando foi apresentada a revisão criminal, o grupo a favor da condenação de Bolsonaro “plantou” no site do Supremo a informação de que o julgamento do ex-presidente ocorreria no Plenário, onde ele seria inevitavelmente derrotado.

Como toda informação publicada pelo site do STF é considerada “oficial”, a imprensa praticamente inteira repetiu a informação falsa e anunciou que Bolsonaro agora será julgado no Plenário.

Apenas a Tribuna da Internet, a Carta Capital, em matéria de Leonardo Miazzo, e a Agência Brasil, em reportagem de André Richter, informaram corretamente que a análise da revisão criminal caberá à Segunda Turma, da qual fazem parte os ministros Luiz Fux, Nunes Marques, André Mendonça, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ou seja, o placar previsto é de 3 a 2 a favor de Bolsonaro, e não cabe recurso ao plenário. 

OUVIDORIA DO STF = Diante dessa grotesca manipulação das normas regimentais no site do STF, no último dia 16 a Tribuna da Internet tomou a iniciativa de denunciar o caso à Ouvidoria do Supremo,  pedindo que a informação falsa seja retirada do site da instituição.

Como até hoje isso não aconteceu, os repórteres e analistas da grande imprensa continuam achando que Bolsonaro será julgado no Plenário. Mas isso não acontecerá, porque o presidente Edson Fachin, ao reagir contra a manobra do grupo de Moraes e Gilmar, determinou o sorteio eletrônico entre os ministros da Segunda Turma, e Nunes Marques foi escolhido relator.

Essa decisão de Fachin confirma que o julgamento não será no Plenário, porque não houve sorteio de ministro-revisor. Em todo julgamento do Plenário é obrigatório haver revisor, uma função que não existe na Segunda Turma nem na Primeira. Por isso, a crise está em curso nas entranhas do Supremo, e Moraes, Gilmar & Cia. vão reagir duramente contra Fachin.

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P.S.
1 A evolução desse racha institucional vai depender da resposta da Ouvidoria. Caso seja confirmada a informação falsa, será sinal de que Fachin fraquejou e está aceitando descumprir as regras em vigor, para garantir a condenação ilegal de Bolsonaro no Plenário.

P.S. 2Cabe aqui uma observação. A Tribuna da Internet não está a serviço de Bolsonaro, Lula ou qualquer outro político. Apenas fazemos questão de defender que todo cidadão seja processado e julgado na forma da lei, sem haver perseguição ou favorecimento, como é exigido pelas normas da democracia. (C.N.)

Sputnik

 

Crise no estreito de Ormuz causa perda de poder de compra nos EUA, Reino Unido e UE, diz mídia

Uma cesta de compras em um carrinho de supermercado em Londres, 10 de junho de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 27.05.2026
Os salários reais em diversos países centrais começaram a contrair devido ao severo impacto energético da guerra contra o Irã, segundo a mídia britânica.
De acordo com um jornal de grande circulação na Europa, o encolhimento do poder de compra é explicado pelo fechamento do estreito de Ormuz e a consequente elevação dos preços de bens básicos, como gasolina e passagens aéreas, ampliando a diferença entre o crescente custo de vida e os salários dos trabalhadores em algumas das nações que lideram ou apoiam a ofensiva contra o Irã.
Nos Estados Unidos, a inflação interanual voltou a subir e alcançou 3,8% em abril, superando pela primeira vez em dois anos o aumento dos salários por hora, que ficou em 3,6%. Analistas financeiros alertaram à mídia que o conflito já desestabilizou profundamente as cadeias de suprimentos internacionais, prevendo uma pressão inflacionária prolongada e imediata sobre as margens de lucro das empresas e os níveis de contratação.

Uma tendência semelhante está sendo observada no Reino Unido e na União Europeia (UE), onde o crescimento da renda real praticamente estagnou devido a um mercado de trabalho enfraquecido pela falta de novas vagas.

Especialistas da consultoria Pantheon Macroeconomics, conforme relatado pela apuração, projetam que o crescimento real dos salários na zona do euro permanecerá próximo de 0% este ano, com um impacto significativamente negativo esperado em países como a França, devido à sua limitada capacidade fiscal para implementar subsídios.
Petroleiro (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 26.05.2026
Panorama internacional
Escassez de combustível, mesmo após reabertura de Ormuz, continuará por meses, avalia especialista
A situação atual representa um duplo desafio para as autoridades monetárias e os formuladores de políticas, observa o artigo. Por um lado, existe um temor bem fundamentado de que a contração nos gastos das famílias agrave a desaceleração econômica e leve a demissões em massa. Por outro lado, permanece o risco latente de que as demandas por aumentos salariais para combater a inflação acabem perpetuando a espiral de preços altos, mesmo que os custos de energia consigam se estabilizar.
Diante desse cenário, os diversos governos da região adotaram respostas fiscais distintas para mitigar o impacto nas finanças das famílias, explica a publicação.
Enquanto o governo britânico implementou reduções temporárias do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) e adiou as tarifas de combustíveis — medidas consideradas insuficientes por centros de pesquisa para evitar uma maior contração salarial —, outros países, como Alemanha e Espanha, estão aplicando salvaguardas por meio da indexação salarial e de pacotes massivos de ajuda pública.
Embora os esforços diplomáticos tenham se intensificado em Doha para negociar a reabertura gradual da rota marítima, os principais serviços de pesquisa econômica concordam que as consequências do conflito já são palpáveis. Embora o impacto atual seja menos severo do que o choque energético vivenciado em 2022, empresas internacionais como a Capital Economics alertam que a persistência da crise aumenta a probabilidade de a zona do euro entrar em recessão técnica em 2026, o que retardará ainda mais a recuperação do bem-estar financeiro dos trabalhadores.