Blog de Luiz Holanda

sábado, 10 de outubro de 2026

 

Ex-AGU tentou reunir Vorcaro e Gonet, indicam mensagens

Mensagens obtidas pela PF mostram Fábio Medina Osório articulando encontros com autoridades e prometendo resolver problemas do banqueiro

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Redação O Antagonista
Ex-AGU tentou reunir Vorcaro e Gonet, indicam mensagens
Foto: Rosinei Coutinho/STF
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Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro mostram Fábio Medina Osório, que comandou a Advocacia-Geral da União (AGU) durante o governo Michel Temer (MDB), tentando aproximar o então dono do Banco Master de autoridades de Brasília, entre elas o procurador-geral da República, Paulo Gonet (foto).

Nas conversas, obtidas pelo site Metrópoles, o ex-ministro prometia resolver problemas do banqueiro e ajudá-lo a se tornar o “maior banqueiro do Brasil”.

Nas conversas, Medina Osório insistiu para que Vorcaro comparecesse à festa de 15 anos de sua filha, em março de 2024, em Brasília. 

O advogado apresentou o evento como oportunidade para reunir o banqueiro com integrantes da cúpula da Advocacia-Geral da União (AGU), da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e do Judiciário.

“No aniversário colocarei você numa mesa com a PGFN e o Gonet”, escreveu. 

Em outra mensagem, mencionou também o ministro do Supremo Tribunal Federal Kassio Nunes Marques: “Estou pensando na nossa mesa: Gonet, Kassio Marques, PGFN”.

Vorcaro disse que não poderia comparecer, mas Medina Osório continuou insistindo. 

Segundo as mensagens, Gonet e a então procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Lenzi Ruas de Almeida, foram à festa.

Resolução de problemas

Em outras mensagens, Medina Osório se ofereceu para cuidar de questões que poderiam afetar o banqueiro, incluindo um risco relacionado à mantenedora da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e outro de natureza criminal, cuja origem não fica clara nos registros.

O advogado também mencionou a intenção de apresentar Vorcaro à mulher, procuradora da Fazenda Nacional que atua junto ao STF, e destacou que ela havia reunido dezenas de procuradores na festa.

PGR nega contato direto

Em nota divulgada nesta sexta-feira, 9, a Procuradoria-Geral da República afirmou ter rejeitado as propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa de Vorcaro e negou contato direto entre o banqueiro e integrantes do órgão.

O órgão também afirmou que Vorcaro não prestou depoimento oral durante as tratativas e que os motivos da rejeição foram comunicados à defesa. 

A manifestação foi feita após reportagem da revista Veja sobre supostas acusações apresentadas em uma tentativa de delação, incluindo pagamentos de R$ 30 milhões em espécie para um documentário sobre Lula. A PGR não confirmou essas alegações.

“Peça eleitoral irresponsável”

O PT também reagiu à reportagem da revista. Em nota divulgada nesta sexta-feira, o partido classificou a publicação como uma “peça eleitoral irresponsável” e afirmou que a reportagem apresenta acusações graves sem provas.

Segundo a legenda, o suposto depoimento de Vorcaro não teria registro na Polícia Federal nem faria parte de uma delação aceita pelo Ministério Público ou pela própria PF.

O PT chamou o episódio de “farsa”, disse que a publicação teria o objetivo de interferir no segundo turno da eleição presidencial e que vai acionar a revista judicialmente.

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O pagamento da propina para o ministro de Lula

Jornal da Cidade Online
Por Jornal da Cidade Online
10/10/2026 às 06:14 Denúncias

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ém de bombásticas revelações sobre pagamento de propina para o PT — por meio de repasses ao Instituto Lula e ao documentário sobre o presidente da República –, o banqueiro Daniel Vorcaro detalha, num anexo rejeitado pela PGR, toda a participação do ministro Alexandre Padilha no esquema.

O documento registra os movimentos do então ministro das Relações Institucionais da Presidência da República para conseguir liberar ao Banco Master recursos de fundos de pensão controlados por apadrinhados petistas.

Os relatos estão no anexo batizado de “Captação de recursos de investidores institucionais, tais como fundos de pensão, mediante pagamento de propina para o grupo liderado pelo ministro Alexandre Padilha”.

As informações prestadas pelo banqueiro sobre Padilha são corroboradas por mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do dono do Master.

Nem todas as evidências, no entanto, são listadas pelo banqueiro. Vorcaro guardou provas para poder apresentar numa eventual colaboração. Ele diz no documento, por exemplo, ter “conversas de WhatsApp, registros de entrada no Palácio do Planalto, e-mails, atas de comitês na Postalis, Petros e no BB, comprovantes de pagamento da propina e relatórios sobre uso de aeronaves pelos integrantes do esquema que tentavam desviar recursos dos fundos de pensão”.

A PGR e a PF, no entanto, descartaram o material alegando falta de provas.

Os relatos de Vorcaro, no entanto, cobrem a atuação do “grupo liderado pelo ministro Alexandre Padilha” entre 2024 e 2025.

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