domingo, 1 de fevereiro de 2026

 

Desvairado, Donald Trump parece estar declarando guerra aos Estados Unidos

Donald Trump tries to get his felony charges dismissed | Latest US politics  news from The Economist

Donald Trump demonstra ser diabolicamente perigoso

Ruy Castro
Folha

Em “Doze Homens e uma Sentença” (1957), filme de Sidney Lumet, um jurado (Henry Fonda) consegue reverter a decisão de seus dez colegas dispostos a condenar um jovem acusado de matar o pai. Fonda, o jurado nº 8, não está convencido da culpa do rapaz e apresenta objeções que vão dobrando, uma a uma, a certeza de cada um.

No fim, todos votam pela absolvição do garoto. São 95 minutos num cenário único, a sala de reunião do júri, e uma esgrima de diálogos em busca da verdade e da justiça.

UM SR. XERIFE – Em “Matar ou Morrer” (1952), de Fred Zinnemann, um xerife (Will Kane, interpretado por Gary Cooper) é avisado pelo telégrafo de que um assassino que ele prendeu anos antes foi posto em liberdade e cavalga rumo à cidade, com mais três pistoleiros, para se vingar.

Serão quatro contra um. Kane, a quem a cidade devia a paz em que vivia, pede ajuda aos cidadãos e todos têm motivo para recusar. Deixado sozinho, ele encara e mata os quatro (um deles, com a ajuda de sua noiva quaker Grace Kelly),

Quando a cidade vai festejá-lo, Kane tira a estrelinha do colete, atira-a ao chão e vai embora.

EVOLUCIONISMO – Em “O Vento Será Tua Herança” (1960), de Stanley Kramer, um advogado (Spencer Tracy) enfrenta uma cidadezinha maciçamente evangélica e criacionista decidida a silenciar um jovem professor adepto da ciência e do evolucionismo. O filme mostra o julgamento, um duelo de argumentos entre Tracy e outro poderoso advogado (Fredric March) sobre Darwin e a Bíblia — o darwinismo era então crime no estado. O professor acaba condenado, mas a uma multa ridícula, que não o impedirá de lecionar.

Eram esses os EUA que, apesar de todas as sujeiras em política internacional, éramos levados a admirar. O país em que, pela bravura e correção, um indivíduo conseguia se impor a uma maioria hostil. Hoje é o contrário: um ferrabrás se impõe pelo poder e hostiliza e esmaga a maioria. Donald Trump parece estar declarando guerra aos próprios EUA.

E os americanos já não têm um Henry Fonda, um Gary Cooper e um Spencer Tracy que os defendam.

sputnik

 

'Estão em impasse': Rússia se aproxima de esgotar as forças da Ucrânia, diz analista

 - Sputnik Brasil, 1920, 31.01.2026
A Rússia chegou perto de esgotar o Exército da Ucrânia, fazendo com que as forças de Kiev se encontrassem em um impasse estratégico, avalia o cientista político norte-americano John Mearsheimer, professor da Universidade de Chicago, em entrevista a Daniel Davis no YouTube.
"Em um conflito, a proporção de perdas é importante, assim como a questão de saber se os russos estão realmente esgotando os ucranianos. E eu acho que os russos estão esgotando os ucranianos ao limite", disse ele.
Segundo o analista, enquanto as Forças Armadas russas consolidam sua superioridade sobre as tropas ucranianas, Kiev enfrenta novos e sucessivos desafios para manter sua defesa. Dessa forma, o desfecho lógico do conflito provavelmente ocorrerá antes do final deste ano.

"As perdas colossais da Ucrânia acontecem num contexto em que os russos as superam amplamente, tanto em número de tropas quanto no total da população. O Exército ucraniano está em grave crise devido a deserções, evasão ao alistamento e baixas. Pode-se dizer que os ucranianos estão encurralados em um impasse. Agora, tudo o que os russos precisam fazer é [...] acabar com eles de uma vez por todas. Eles podem fazer isso ainda este ano", acrescentou Mearsheimer.

 - Sputnik Brasil, 1920, 30.01.2026
Panorama internacional
Europa intencionalmente impede assinatura de acordo de paz na Ucrânia e atrapalha negociações, diz especialista

JCO

 

“Surubão de Trancoso”: A promiscuidade deixa de ser privada e passa a ser também institucional


Surge o Banco Master, e com ele Trancoso, elevando o conceito de suruba a outro patamar. A brincadeira deixa de ser mera fofoca e ganha estatura institucional.

Um texto do jornalista Alesandro Lo-Bianco comparando o Surubão de Trancoso com o Surubão de Noronha, demonstra com precisão a imensa promiscuidade. Confira: “O ‘surubão de Noronha’ sempre ocupou um lugar curioso no imaginário nacional: uma mistura de folclore digital, moralismo seletivo e voyeurismo de rede social. Era o escândalo perfeito para distrair: artistas com corpos perfeitos, arquipélago paradisíaco, segmento conveniente. Um entretenimento moral delicioso porque só entretém. Mas eis que surge o Banco Master, e com ele Trancoso, elevando o conceito a outro patamar.

Aqui, a brincadeira perde o tom de fofoca e ganha estatura institucional. Não é mais sobre quem transa com quem: é sobre quem governa enquanto transa. O ‘surubão de Trancoso’, que envolveria políticos e magistrados na mansão de Vorcaro como relatado com naturalidade constrangedora, não disputa protagonismo com Noronha por excesso de luxúria, mas por densidade política.
Não são influenciadores ou atores, mas personagens que, em tese, ditaram os rumos do país. Políticos, magistrados, empresários. Gente que, de dia, assina decisões; à noite, supostamente vira conteúdo sensível.
O escândalo aqui não é a carne, é o conflito de interesses em traje de banho. Há quem acredite que basta chamar de ‘festinha quente’ para dissolver qualquer gravidade institucional. Um deboche que tenta anestesiar o que deveria causar alarme.
Na boa, acho agora que o surubão de Trancoso não substitui o de Noronha: ele o humilha. Porque aqui não estamos falando de moral sexual, mas de ética pública em estado de ressaca permanente. Não é sobre camas desarrumadas, mas sobre cargos bem arrumados demais para quem deveria manter distância de certos sofás, certas piscinas e certas câmeras. O riso, nesse caso, é necessário. Mas não para aliviar, e sim para escancarar o absurdo de um país onde o poder, aparentemente, também é super ‘surubento’.”

Além disso tudo, surge uma história nesse 'surubão', relatada por uma revista esquerdista, sobre um tal "pica das galáxias, uma ilustre figura o Poder Judiciário. Quem seria essa figura?

Confira: