quinta-feira, 28 de maio de 2026

 

Irã cria novo sistema antiaéreo eficaz e barato para abater drones caros dos EUA, diz mídia

Sistema de defesa antiaérea Talash lançando um míssil Sayyad 2 durante manobras iranianas Velayat (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 28.05.2026
O Irã empregou um novo sistema de defesa antiaérea para neutralizar um drone MQ-9 Reaper dos Estados Unidos próximo ao estreito de Ormuz, informa a agência de notícias Al Jazeera.
A agência destaca que isso demonstra que, apesar dos ataques a suas instalações militares nos últimos meses, Teerã ainda tem capacidade de repelir ataques dos EUA e de Israel.

"O drone foi derrubado perto da ilha Qeshm, no estreito de Ormuz. A interceptação marcou o primeiro uso em combate de um sistema desenvolvido localmente chamado Arash-e Kamangir", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, o sistema, descrito como tendo capacidades de detecção furtiva, foi apresentado como uma mensagem decisiva durante negociações sensíveis de cessar-fogo.
Nesta foto, divulgada pelo Ministério da Defesa iraniano em 25 de maio de 2023, um míssil Khorramshahr-4 é lançado em um local não revelado, no Irã (Ministério da Defesa iraniano via AP) - Sputnik Brasil, 1920, 21.05.2026
Panorama internacional
Estados Unidos entrarão em colapso se guerra contra Irã for retomada, opina analista
Analistas observam que o acontecimento se encaixa em um padrão iraniano de investimento em soluções móveis de defesa antiaérea de baixo custo, destinadas a ameaçar drones lentos. O sistema pode utilizar orientação eletro-óptica ou de busca de calor, além de ser rapidamente movido ou substituído.
Essas capacidades da defesa antiaérea iraniana tornam os drones norte-americanos particularmente vulneráveis, exigindo menos recursos fixos de radar. Ao mesmo tempo, o sistema pode forçar os oponentes a usar as armas mais caras, conclui a reportagem.
Anteriormente, uma mídia ocidental relatou que emmeio à operação militar contra o Irã, os Estados Unidos perderam um quinto de seu estoque pré-guerra de drones de ataque MQ-9 Reaper, avaliados em cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões).
Segundo a reportagem, a Força Aérea norte-americana perdeu, durante a operação militar contra o Irã, um total de 42 aeronaves, incluindo caças F-15E e F-35A, além de drones MQ-9 Reaper e MQ-4C Triton. Ao todo, 24 drones MQ-9 Reaper foram destruídos.

 

Donald Trump, Flávio Bolsonaro e o sinal político vindo de Washington

Flávio chegou a Washington carregando desgaste crescente

Pedro do Coutto

A reunião entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, não foi apenas um encontro protocolar ou uma agenda internacional comum. Pelo contrário. O episódio produziu perplexidade em setores da diplomacia, da política brasileira e até mesmo entre aliados do próprio bolsonarismo, sobretudo pelo contexto em que ocorreu e pelas circunstâncias que cercaram sua realização.

Segundo reportagem de Luísa Marzullo, publicada por O Globo, o encontro durou cerca de uma hora e quarenta minutos e só foi confirmado praticamente na última hora, após intensa articulação de interlocutores ligados ao secretário de Estado Marco Rubio e ao entorno republicano próximo do trumpismo.

TEMOR – Até poucas horas antes da reunião, nem mesmo integrantes do grupo de Flávio tratavam a agenda como garantida. O temor era evidente: uma frustração pública da viagem teria enorme custo político para o senador em um momento particularmente delicado de sua trajetória. E é justamente esse contexto que torna o episódio politicamente tão significativo.

Flávio Bolsonaro chega a Washington carregando desgaste crescente após a divulgação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso e alvo de investigações que passaram a contaminar o ambiente político da pré-campanha presidencial do senador.

O caso atingiu não apenas o PL, mas também setores do Centrão que discutiam aproximação com a candidatura bolsonarista para 2026. União Brasil e PP, que vinham ensaiando uma convergência, começaram a recalcular riscos diante do temor de novos desdobramentos do escândalo. Nesse cenário, a imagem internacional passou a ter valor estratégico.

RECONSTRUÇÃO SIMBÓLICA – O encontro com Trump serviu como tentativa clara de reconstrução simbólica da autoridade política de Flávio Bolsonaro. A fotografia dentro da Casa Branca, o tratamento protocolar reservado ao senador e até mesmo a entrega da tradicional “challenge coin” americana foram utilizados como elementos de uma narrativa cuidadosamente construída para reforçar sua condição de liderança internacional da direita brasileira.

Mas há um aspecto que chama atenção: os temas oficialmente apresentados para justificar a reunião dificilmente explicam, por si só, uma agenda desse porte. Flávio afirmou ter tratado do combate ao Comando Vermelho e ao Primeiro Comando da Capital, defendendo que as facções sejam classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

Trata-se de uma pauta relevante, sem dúvida. Contudo, iniciativas desse nível normalmente transitam por canais diplomáticos formais entre governos, ministérios da Justiça, departamentos de Estado e serviços de inteligência. Não é comum que um presidente americano reserve quase duas horas para discutir esse tipo de assunto diretamente com um senador estrangeiro e um ex-deputado sem mandato. É exatamente aí que o encontro ganha dimensão política muito mais ampla do que a explicação oficial sugere.

ATIVO POLÍTICO – Donald Trump não é um ator político convencional. Sua atuação internacional frequentemente rompe protocolos diplomáticos clássicos e privilegia relações ideológicas, lideranças alinhadas e construção de redes conservadoras globais. Nesse contexto, o bolsonarismo continua sendo visto pelo trumpismo como um ativo político estratégico na América Latina.

A presença de Eduardo Bolsonaro reforça ainda mais essa leitura. Mesmo após perder o mandato parlamentar ao transferir residência para os Estados Unidos, Eduardo manteve e aprofundou sua rede de contatos dentro do universo trumpista. Sua ligação com estrategistas republicanos, influenciadores conservadores e operadores políticos próximos de Trump tornou-se uma das principais pontes internacionais do bolsonarismo.

A própria logística da viagem revela isso. Flávio, Eduardo e o influenciador Paulo Figueiredo permaneceram concentrados no hotel Willard, endereço historicamente associado ao trumpismo em Washington e frequentado por aliados republicanos. Antes da confirmação do encontro, a agenda da Casa Branca sequer mencionava oficialmente o senador brasileiro. O improviso de última hora, longe de reduzir o peso político da reunião, talvez revele justamente o contrário: a existência de uma articulação paralela, menos institucional e mais ideológica.

REFLEXOS – O problema é que essa aproximação produz inevitáveis consequências diplomáticas. O governo Lula rejeita a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas por entender que elas operam dentro da lógica do crime organizado e do narcotráfico, sem motivação política típica do terrorismo internacional. Ao levar essa pauta diretamente a Trump, Flávio Bolsonaro cria um contraponto explícito à política externa e à estratégia de segurança pública do atual governo brasileiro.

Na prática, o encontro transforma uma divergência doméstica em tema de interlocução internacional. Mais do que isso: ao receber um pré-candidato da oposição brasileira em meio a tensões políticas internas, Trump envia um gesto claro de reconhecimento político. Flávio Bolsonaro percebeu isso imediatamente. Não por acaso, tratou o encontro como demonstração de força internacional e sinalização de legitimidade para sua eventual candidatura presidencial.

Há ainda outro elemento simbólico relevante. A gravata verde e amarela usada por Flávio durante o encontro não foi casual. Assim como a tentativa de presentear Trump com uma camisa da seleção brasileira, o gesto procurava reforçar a associação visual entre bolsonarismo, nacionalismo brasileiro e trumpismo americano. Trata-se de uma construção política cuidadosamente planejada para consumo interno no Brasil.

QUESTÕES NO AR – Ainda assim, o episódio deixa perguntas difíceis. Por que Donald Trump decidiu investir capital político em um senador brasileiro fragilizado por denúncias e investigações? Qual o interesse estratégico americano em elevar a exposição internacional de Flávio Bolsonaro neste momento? E até que ponto essa aproximação interfere no delicado equilíbrio diplomático entre Brasília e Washington?

Talvez a resposta esteja menos nos temas discutidos oficialmente e mais no simbolismo político do encontro. Trump parece ter identificado no bolsonarismo uma peça importante para a reorganização internacional da direita conservadora nos próximos anos. E Flávio Bolsonaro, pressionado internamente por crises políticas, precisava desesperadamente de uma imagem capaz de recolocá-lo no centro do jogo. Nesse sentido, a reunião cumpriu sua função.

Mas o fato de ter funcionado politicamente não elimina o caráter extraordinário — e até desconcertante — do episódio. Porque encontros desse porte normalmente obedecem a racionalidades diplomáticas muito claras. Desta vez, porém, a lógica parece ter sido substituída por algo mais amplo: a construção de uma aliança política transnacional baseada em identidade ideológica, disputa narrativa e interesses eleitorais futuros. E é exatamente isso que transforma a visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca em um dos acontecimentos políticos mais intrigantes do cenário pré-eleitoral brasileiro até aqui.

 

Depois de erro sepulcral, Zema está prestes a ser "escanteado" pelo próprio partido

Dirigentes do partido Novo passaram a discutir, nos bastidores, a possibilidade de retirada da pré-candidatura presidencial de Romeu Zema. A avaliação interna ganhou força depois das recentes críticas públicas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), movimento que provocou desconforto entre setores conservadores da legenda.

Segundo informações, parte da cúpula do partido passou a defender que Zema abandone a corrida ao Palácio do Planalto e dispute outro cargo em 2026, como o Senado Federal ou até mesmo uma vaga na Câmara dos Deputados.  clima interno teria se deteriorado nos últimos dias, levando integrantes do Novo a questionarem a viabilidade política da candidatura presidencial do ex-governador. Lideranças ligadas à ala conservadora afirmam reservadamente que Zema perdeu apoio dentro do partido e corre risco de sofrer derrota na convenção nacional que definirá o nome da legenda para a disputa presidencial.

Nos bastidores, dirigentes chegaram a organizar uma consulta informal entre integrantes do partido para medir a reação às declarações de Zema contra Flávio Bolsonaro. De acordo com relatos, o resultado teria sido majoritariamente desfavorável ao ex-governador mineiro.

Aliados da ala conservadora avaliam que Zema se isolou politicamente ao transformar o senador do PL em alvo frequente de críticas. O grupo argumenta que a postura pode comprometer alianças consideradas estratégicas com o PL e enfraquecer candidaturas ligadas ao eleitorado bolsonarista nas eleições de 2026.

A informação é da Revista Oeste.

O desgaste aumentou depois da divulgação de um vídeo em que Zema critica Flávio Bolsonaro. A manifestação ocorreu após o site Intercept Brasil publicar mensagens e áudios atribuídos ao senador e ao empresário Daniel Vorcaro envolvendo supostos pedidos de recursos para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Integrantes do Novo afirmam reservadamente que o problema deixou de ser apenas o episódio envolvendo Vorcaro. A avaliação predominante é que Zema passou a adotar uma linha de confronto direto com Flávio, o que teria provocado reação negativa dentro do partido justamente em um momento de articulação de alianças à direita.

Em alguns Estados, o desconforto é considerado ainda maior devido à dependência política de acordos com o PL. No Paraná, por exemplo, lideranças articulam uma composição envolvendo Sergio Moro (PL) ao governo estadual, além de Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) ao Senado, com apoio à possível candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Entre as alternativas discutidas nos bastidores está uma eventual candidatura ao Senado Federal. Outra possibilidade levantada por aliados seria uma disputa para deputado federal.

Apesar disso, integrantes do partido demonstram preocupação jurídica sobre os gastos já realizados durante a pré-campanha presidencial de Zema. Dirigentes avaliam se uma eventual mudança de rota eleitoral poderia gerar questionamentos relacionados ao teto de despesas de campanha.

A ala conservadora sustenta que, caso o ex-governador mantenha os ataques a Flávio Bolsonaro, sua permanência como pré-candidato ao Planalto poderá se tornar politicamente inviável dentro do Novo. Reservadamente, dirigentes afirmam que Zema

 

Lulistas e petistas governam os estados mais violentos

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Estados governados por petistas ou por apoiadores de Lula (PT) figuram no topo do ranking de homicídios do Atlas da Violência, elaborado pelo IPEA e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os números foram atualizados esta semana e colocam o Amapá, governado por Clécio Luís (União Brasil), que pediu votos para Lula, como a unidade com maior taxa de homicídios registrados por 100 mil habitantes, espantosos 45,7. A lista segue com a Bahia, há 19 anos dominada pelo PT, com 40,9 pontos.

Segue a lista

O perigoso ranking segue com Pernambuco (37,3); Alagoas (35,9) e Ceará. Só a pernambucana Raquel Lyra (PSD) manteve neutralidade.

A outra ponta

No outro topo do ranking, os estados com os menores níveis de violência letal são todos governados pela oposição.

Oposição linha dura

São Paulo tem taxa de 6,6. É seguido por Santa Catarina, com 8,1; Distrito Federal, com 10,3; Minas Gerais, 12,8; e Rio Grande do Sul, 15,2

Petista outra vez

Enquanto a média nacional caiu 8,6%, entre 2019 e 2024, o Ceará, também de histórico petista, subiu o índice em 28%, maior piora do País.

Sede do TCU em Brasília. (Foto: Divulgação/Flickr TCU).

TCU ignora Aneel, faz acordo e salva MEZ Energia

O Tribunal de Contas da União aprovou por unanimidade o acordo do Ministério de Minas e Energia com a MEZ Energia, apesar da resistência da Aneel, que pediu a caducidade de cinco concessões da empresa. O “consenso” salva o contrato de uma linha subterrânea na Grande São Paulo, eleva sua receita em 142,6% e reduz multas de R$186 milhões para R$38 milhões. Antes da sessão, o MPF informou ao TCU que não teve acesso aos autos e pediu todos os documentos sigilosos.

Acordo sem consenso

Benjamin Zymler acompanhou Nardes, mas registrou o óbvio: a Aneel não participou das negociações e havia decidido pela caducidade.

Risco de blackout

Em nota, a MEZ citou sua expertise e a entrega da linha no menor prazo: “Qualquer outra solução significaria risco de blackout para São Paulo.”

Ativismo regulatório

Na prática, TCU e MME neutralizaram a Aneel ao recalcular a RAP, contornar caducidade e salvar a empresa que não fez as obras.

Poder sem Pudor

Sob a mira de Serra

Ao ler nesta coluna que o então senador Aloizio Mercadante (PT-SP) criticou José Serra, na época o governador de São Paulo, por ter posado para fotógrafos com um rifle na mão, o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) cutucou: “Será por Serra estar mirando nos aloprados do PT, apanhados com R$1,7 milhão, de que não se sabe a origem?”.

Tempo dobrado

O ministro do STF Nunes Marques dobrou o tempo para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido de revisão da defesa sobre a condenação de Jair Bolsonaro. O normal são dez dias, mas o ministro, gentil, deu 20.

Visita em breve

Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (PL-AL) quer saber quando a PF vai bater à porta da “senadora de esquerda delatada por Maurício Camisotti”, que teria recebido R$7 milhões no esquema bilionário.

Era fake news

O governo tentou tirar uma casquinha, mas o próprio ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, desmentiu a lorota: nem o governo e nem a Polícia Federal tiveram algo com a prisão de Alexandre Ramagem.

Vanguarda

Pré-candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL) promete manter linha dura contra ladroagem. Diz que, se eleito, vai criar a primeira agência anticorrupção, parceria com Ministério Público e Judiciário.

Frase do dia---“Obviamente, vocês gostam de bandido”

Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), após esquerda atrasar revisão da maioridade penal

Outra volta

Após o encontro com Donald Trump, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) retornou à Casa Branca para encontros com outras autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice, Christopher Landau.

Excelência parlamentar

Na premiação dos melhores no Ranking dos Políticos, o PT quase não deu as caras: Tereza Leitão (PE) aparece apenas na 154ª posição. Adriana Ventura (Novo-SP) lidera as avaliações.

Só irresponsabilidade

“No aniversário de 10 anos do impeachment de Dilma, Lula entrega ao Brasil a volta da inflação”, observa o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), “sem pandemia, sem crise hídrica, sem Brumadinho”.

DNA

O vereador Rubinho nunes (União-SP) ironizou mensagens de Lulinha com investigados pela falcatrua no INSS, “quanto tempo até aparecer alguém dizem que o filho do Lula, na verdade, é filho do Bolsonaro?”.

Pensando bem...

...foto que “não importa” não provoca tanta reações.