sábado, 21 de março de 2026

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Mídia israelense: pelo menos 20 mortos e 200 feridos em Arad após ataque iraniano

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante coletiva de imprensa em Jerusalém, em dezembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 21.03.2026
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país enfrenta "uma noite muito difícil na batalha pelo nosso futuro"; o Irã acusa Israel de pressionar jornalistas e testemunhas a censurar informações sobre a destruição e o número de vítimas.
Segundo a mídia israelense, ao menos 20 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas após o bombardeio em Arad, Israel, neste sábado (21). Cerca de 1.300 socorristas e bombeiros foram mobilizados para atuar no local atingido, em uma das maiores operações de resgate recentes no país.
Em pronunciamento, Netanyahu disse ter conversado com o prefeito de Arad, Yair Maayan, e afirmou que o governo está mobilizando todos os ministérios para prestar assistência às vítimas. Ele também declarou estar reforçando as equipes de emergência e pediu que a população siga as orientações do Comando da Frente Interna. “Estamos determinados a continuar atacando nossos inimigos em todas as frentes”, disse.
Três versões de centrífugas de fabricação iraniana em Natanz, usina de enriquecimento de urânio no Irã, 6 de junho de 2018 - Sputnik Brasil, 1920, 21.03.2026
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Do lado iraniano, o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) afirmaram que o Irã lançou a “73ª onda” da chamada Operação Promessa da Verdade 4, utilizando mísseis e drones contra alvos no sul e no norte do que chamou de “territórios palestinos ocupados”.
O grupo alegou ter atingido instalações militares e centros de segurança em cidades como Dimona, Eilat, Be'er Sheva e Kiryat Gat, além de bases militares dos Estados Unidos na região.
Ainda segundo o IRGC, mais de 200 pessoas teriam sido mortas ou feridas nas primeiras horas da ofensiva, número que não foi confirmado por autoridades israelenses. A organização também acusou Israel de pressionar jornalistas e testemunhas a censurar informações sobre a destruição e o número de vítimas.
Como medida de segurança, as aulas foram canceladas neste domingo em diversas cidades do sul de Israel, incluindo Sderot, Ashkelon, Dimona e Arad, em meio à escalada de tensões e ao temor de novos ataques.

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Irã prova seu poder e determinação ao lançar mísseis novíssimos contra seus inimigos, diz mídia

Míssil de cruzeiro iraniano Talayieh, exibido no Irã em 24 de dezembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 21.03.2026
Apesar das afirmações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o Exército iraniano foi totalmente derrotado, as forças da República Islâmica do Irã seguem realizando contra-ataques com novos tipos de armamento, escreve o portal L'AntiDiplomatico.
O portal destaca que, em resposta ao ataque de EUA e Israel ao campo de gás Pars do Sul, o Irã atingiu campos petrolíferos e refinarias em Israel, Kuwait, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar.
Segundo o texto, nos últimos dias, Trump afirmou que 100% da capacidade militar iraniana foi destruída, mas os 0% restantes, aparentemente, ainda são suficientes para causar danos enormes.

"Além de mentir sobre o andamento do conflito, o próprio presidente dos EUA afirmou que seu governo não sabia nada sobre o ataque a Pars do Sul. A intenção é justamente evitar uma resposta simétrica do Irã, que já foi anunciada e gera sérias preocupações nos EUA, em Israel e nos países do Golfo", aponta a publicação.

Pessoas observando a fumaça subindo acima do horizonte após a explosão em Teerã, Irã - Sputnik Brasil, 1920, 21.03.2026
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Ao mesmo tempo, o artigo destaca tanto a determinação quanto a magnitude das contraofensivas do Exército iraniano.
O Irã não pretende perder tempo com jogos políticos. O país deixou claro que qualquer ataque ao Banco Central do Irã resultaria em retaliações contra todos os credores norte-americanos e israelenses no golfo Pérsico.
Nesse contexto, vale lembrar que situação semelhante ocorreu com as instalações petrolíferas, quando o Irã atacou Israel com um novo míssil, batizado de Nasrallah em homenagem ao líder do partido libanês.
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O portal conclui que o Irã tem apresentado diariamente novos tipos de mísseis, confirmando a promessa de usar tecnologias avançadas e até então desconhecidas.
Na quarta-feira (18), a empresa estatal de energia do Catar, a Qatar Energy, informou que a cidade industrial de Ras Laffan, no norte do país, onde fica o maior complexo de produção de gás natural liquefeito, sofreu graves danos em consequência de incêndios provocados por um ataque com mísseis.
Anteriormente, as autoridades iranianas haviam alertado para possíveis ataques a instalações energéticas no Catar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, em resposta aos ataques de Israel e dos Estados Unidos ao campo de gás Pars do Sul, no Irã.

 

Tese de Gilmar é fazer com que vazamentos “anulem” processos contra Toffoli e Moraes

Tribuna da Internet | Gilmar errou! Não há “jurisprudência” para evitar absolvição de BolsonaroCarlos Newton

Em meio à gravíssima crise institucional do país, uma coisa é certa – a criatividade do ministro Gilmar Mendes não tem limites, na ânsia desesperada de salvar os amigos Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que estão envolvidos diretamente no escândalo do banco Master, enriqueceram ilicitamente e não têm a menor condição de serem integrantes do Supremo.

O decano do STF começou essa campanha na segunda-feira, dia 9, quando publicou um texto nas redes sociais para atacar os vazamentos de informações. E bateu pesado, dizendo que a exposição de conversas privadas sem qualquer relação com crimes é uma “gravíssima violação ao direito à intimidade” e uma “barbárie institucional” que extrapola os limites da lei e da Constituição.

LINCHAMENTO MORAL – “Ao transformar o que deveria ser uma investigação técnica em um espetáculo e em um verdadeiro ato de linchamento moral, o sistema incorre em nítida afronta à dignidade humana e aos direitos fundamentais”, acrescentou.

Na mesma postagem, Gilmar destacou a “necessidade inadiável” da aprovação de uma Lei Geral de Proteção de Dados Penais, para garantir que o tratamento das informações na esfera criminal não seja “subvertido em ferramenta de opressão”.

O ministro, que antes havia elogiado Dias Toffoli, na semana passada voltou à carga e fez um discurso em homenagem ao ministro Alexandre de Moraes, dizendo que “o Brasil deve muito a ele”, numa clara tentativa de fortalecer o corporativismo do Supremo, que está cada vez fragmentado. 

VOTO SOBRE PRISÃO – Em meio à crise era aguardado com ansiedade o voto de Gilmar sobre a prisão de Vorcaro, abordando a questão dos vazamentos. Porém, o ministro demorou a redigir o texto e, neste ínterim, o banqueiro do Master resolveu fazer delação premiada, alterando inteiramente o quadro.

O ministro então mudou a estratégia e passou a criticar o uso de prisões preventivas para forçar delações. “O apelo a conceitos porosos e elásticos para a decretação de prisões preventivas recomenda um olhar crítico. Afinal, em um passado recente, essas mesmas fórmulas foram indevidamente invocadas pela força-tarefa da Lava Jato para justificar os mais variados abusos e arbitrariedades contra aqueles que, ao talante dos investigadores, eram escolhidos como alvos de persecução penal ancorada em razões políticas e ideológicas”.

Mas Gilmar não deixou de mencionar a possibilidade de anulações. Disse ter sido provado que “juízes e procuradores [da Lava Jato] se desviaram da lei em nome de um messianismo punitivista” e “conduziram [os processos] a uma enxurrada de nulidades e, portanto, ao desperdício de investigações e decisões proferidas pela Justiça Federal de Curitiba”.

SONHO DE GILMAR – O fato concreto é que Gilmar Mendes se comporta como se o Brasíl fosse um país juridicamente atrasado e precisasse coibir qualquer vazamento, sob risco de possibilitar a anulação de inquéritos, incriminações, denúncias e processos. Mas isso não é verdade.

Basta conferir o que acontece em países desenvolvidos, especialmente em nossa matriz USA, onde vazamentos de informações sigilosas não anulam inquérito criminal ou processo, embora possam gerar consequências graves, incluindo sanções aos responsáveis e até exclusão de provas, em casos extremos.

Quando documentos secretos são vazados, o Departamento de Defesa ou o FBI geralmente abrem uma investigação criminal para identificar a fonte da falha de segurança.

SEM ANULAÇÕES – Somente se o vazamento resultar de uma busca e apreensão ilegal, sem mandado, é que a defesa pode pedir que as provas obtidas dessa forma sejam excluídas, o que não significa, de forma alguma, a anulação de inquéritos ou processos.

O foco do sistema judicial na matriz USA é punir quem vazou e avaliar se pode prejudicar um julgamento justo, sem necessariamente arquivar o caso por conta do vazamento, como Gilmar Mendes sonha implantar na filial Brazil.

REPARAÇÃO DE DANOS – Tanto na matriz quanto na filial , quem for prejudicado por vazamentos de dados confidenciais (por exemplo, fiscais) pode processar o governo, como tem ocorrido nos USA em ações contra a Receita Federal.

No momento, o presidente Donald Trump está processando a Receita Federal e o Departamento do Tesouro em US$ 10 bilhões, sob acusação de não terem impedido o vazamento de informações fiscais para veículos de imprensa entre 2018 e 2020.

O caso é muito diferente do inquérito sobre o banco Master. Em 2024,  Charles Edward Littlejohn, contratado da Booz Allen Hamilton, empresa de tecnologia de defesa e segurança nacional, que trabalhava para a Receita, foi condenado a cinco anos de prisão após se declarar culpado de vazar à imprensa uma série de informações fiscais sobre Trump e outras pessoas a ele ligadas.

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P.S.
 – Em tradução simultânea, Gilmar Mendes pretende que a Justiça da filial ande novamente para trás, como aconteceu em 2019, quando o STF, para libertar Lula, proibiu prisão de criminoso condenado após segunda instância, algo que não existe em nenhum dos outros 192 países da ONU. Depois, em 2021, para limpar a ficha de Lula e permitir sua candidatura no ano seguinte, o STF inventou a “incompetência territorial absoluta”, que também não existe em nenhum outro país. Ou seja, com tanta teratologia, é até possível que Gilmar Mendes realize esse sonho/pesadelo de anular processos por causa de vazamentos. (C.N.)

 

Principais atualizações do conflito entre EUA-Israel e Irã - Sputnik Brasil

Chanceler iraniano diz que Teerã não concordará com cessar-fogo com os EUA e Israel: acompanhe o 22º dia da guerra no Oriente Médio

Detalhes a seguir
Israel lançou um ataque "preventivo" contra Irã, estado de emergência é declarado no país, comunicou Israel Katz, o ministro da Defesa israelense, no dia 28 de fevereiro de 2026.
Na sequência do ataque dos EUA e de Israel ao Irã, o líder supremo iraniano aiatolá Ali Khamenei foi morto, declarou no dia 1º de março de 2026 o primeiro vice-presidente iraniano, Mohammad Mokhber. Além disso, o país confirmou as mortes do secretário do Conselho de Defesa Nacional Ali Shamkhani e do general Mohammad Pakpour, comandante do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica.
Além disso, foram confirmadas as mortes da filha, genro, neta e nora do líder supremo do Irã Ali Khamenei como resultado de ataques israelenses e dos EUA, relata a agência Fars com referência a uma fonte. Já o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) iraniano anunciou o início da "ofensiva mais feroz" na história do Irã contra os EUA e Israel.
Militares iranianos atacam tanques de combustível em Tel Aviv
Militares iranianos relataram um ataque aos tanques de combustível no aeroporto de Tel Aviv, usado para reabastecer aeronaves, informou a emissora Al Mayadeen neste sábado (21).
06:32 21.03.2026
Israel e EUA atacam complexo de enriquecimento de urânio em Natanz
Israel e os EUA atacaram o complexo de enriquecimento de urânio em Natanz no sábado (21), não houve vazamentos, informou a organização de energia atômica do Irã.
05:11 21.03.2026
Putin felicita a liderança iraniana pelo Nowruz e reafirma apoio ao povo do Irã
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, enviou felicitações pelo Nowruz, o Ano Novo segundo o calendário persa, ao líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, e ao presidente Masoud Pezeshkian, informou o Kremlin.
O presidente russo desejou ao povo iraniano superar com dignidade os tempos difíceis e destacou que, neste momento desafiador, Moscou continua sendo um amigo fiel e parceiro confiável de Teerã.
04:16 21.03.2026
Israel detecta lançamento de mísseis do Irã
Israel detectou o lançamento de mísseis do Irã e os sistemas de defesa aérea estão em operação para interceptá-los, relatam as Forças de Defesa de Israel (FDI).
02:18 21.03.2026
Forças de Israel atacam Irã e capital do Líbano neste sábado
Os militares israelenses atacaram o Irã e Beirute neste sábado (21), enquanto os EUA enviavam milhares de fuzileiros navais adicionais ao Oriente Médio e o presidente Donald Trump acusou aliados da Otan de covardia por sua relutância em ajudar a abrir o estreito de Ormuz, escreve a Reuters.
02:09 21.03.2026
Irã busca não um cessar-fogo, mas um fim completo e duradouro da guerra
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse em entrevista à agência de notícias japonesa Kyodo que Teerã não concordará com um cessar-fogo com Estados Unidos e Israel, mas busca um fim completo das hostilidades.
O Irã busca "não um cessar-fogo, mas um fim completo, abrangente e duradouro da guerra", afirmou Araghchi.