EUA vão retirar urânio do Irã seja qual for o resultado das negociações, diz Trump



Eleitorado se acomodou na armadilha do amor e ódio
Dora Kramer
Folha
Mudanças na dinâmica da relação entre os políticos e o eleitorado criam dificuldades para a análise e exigem a adoção de novos critérios no exame do andamento de campanhas eleitorais. Daí decorrem circunstâncias aparentemente inexplicáveis. O que valia já não vale.
Na cena atual, dois fatores em tese fortes o bastante para abalar ou impulsionar as intenções de voto não foram suficientes para alterar de modo significativo o quadro retratado pelas pesquisas de opinião.
GASTOS E MENTIRAS – Tanto Luiz Inácio da Silva (PT) como Flávio Bolsonaro (PL) ficaram mais ou menos onde estavam em levantamentos anteriores, a despeito de o primeiro patrocinar gastança calculada em R$ 190 bilhões para captar eleitores e o segundo ter sido pego em mentiras reiteradas sobre o relacionamento com Daniel Vorcaro.
Houve uma mexida nos índices, mas o presidente não deslanchou nem o senador despencou. Do empate, a situação migrou para uma distância de nove a quatro pontos porcentuais com vantagem para Lula, segundo as medições de primeiro e segundo turnos registradas na última pesquisa Datafolha.
Tão amados quanto rejeitados, os dois consolidam torcidas movidas por amor e ódio, resultando numa paralisia do cenário. Bondades de um e malfeitorias do outro não abalaram o favoritismo de ambos, introduzindo uma incógnita e um dado concreto no exercício da interpretação.
POLARIZAÇÃO – Por que isso acontece? É a dúvida em princípio dirimida pelo fator polarização. Não explica tudo. A certeza que se extrai dessa situação é a impossibilidade de se estabelecer comparações com exemplos do passado.
Lula já não consegue se escorar na mítica do provedor dos desvalidos, como quando se safou do escândalo do mensalão. Flávio Bolsonaro não foi abatido como Roseana Sarney em 2002, quando a foto de dinheirama encontrada no escritório do marido interrompeu sua trajetória ascendente nas pesquisas para presidente.
O tempo passou, a política não se arejou e o eleitorado, pelo visto, se acomodou na armadilha das emoções dominadas.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A campanha só começa depois que acabar a Copa. Por enquanto, nada está valendo, nada é definitivo. É a partir de agosto que o couro come, como se dizia antigamente. (C.N.)
Moraes apelou ao papa para reforçar seu discurso contra as big techs no Gilmarpalooza, mas omitiu a parte da encíclica que lhe diz respeito

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes (foto) apelou ao papa Leão XIV para reforçar seu discurso contra as big techs durante aula magna no Fórum de Lisboa, o famigerado Gilmarpalooza, cuja 14ª edição, autoproclamada “maior”, ocorreu nesta semana.
“A recente encíclica do papa Leão XIV, em um dos itens, faz uma pergunta, e o próprio papa faz uma afirmação. A pergunta é: as empresas de tecnologia, os algoritmos, as big techs, são neutras? O papa Leão XIV responde: ‘Não são neutras’. E, por não serem neutras, há necessidade de um controle social, a necessidade de uma regulamentação internacional. E o próprio papa propõe, assim como no Brasil nós já estamos discutindo há vários anos, a necessidade de uma regulação”, discursou Moraes, que fez de sua atuação no STF uma cruzada contra as redes sociais.
O que o relator do inquérito das fake news não disse é que o papa não falou em sua primeira encíclica apenas de algoritmos ou big techs ao chamar a atenção para os riscos da Inteligência Artificial (IA). Os alertas do pontífice incluem também os reguladores da nova tecnologia.
A reportagem de capa da edição desta semana de Crusoé constata que os ministros do STF que semeiam desconfiança sobre as big techs não estão exatamente na posição de se apresentar como atores desinteressados na regulação das plataformas de rede social.
Instaurado de ofício em 2019 sob a alegação de proteger o STF de ataques externos, o interminável inquérito das fake news marcou o momento em que os ministros do tribunal perderam totalmente o apreço que demonstravam, no discurso e em julgamentos, pela liberdade de expressão.
Nesta semana, por exemplo, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu o prazo para o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) se manifestar sobre denúncia de calúnia apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR).
A denúncia foi feita por provocação do decano do STF, Gilmar Mendes, que tinha solicitado algo ainda mais drástico e problemático: a inclusão de Zema no controverso inquérito das fake news, por conta de um episódio da série de animação Os Intocáveis, feita com uso de IA.
A grande problema dessa história — para além do fato de que Zema não tem mais foro privilegiado e, portanto, nem a PGR nem o STJ deveriam estar tratando disso — é que o ato de Gilmar criticado por Zema na série (a suspensão da quebra de sigilo da Maridt, empresa de que Dias Toffoli é sócio oculto) não seguiu o protocolo estabelecido pelo STF, como reconheceu o presidente do tribunal, Edson Fachin, ao responder a questionamento apresentado pela CPI do Crime Organizado.
Ou seja, ainda que se possa alegar que o deboche contido na animação publicada pelo ex-governador macula de alguma forma a honra do decano do STF, não se pode negar que a crítica de Zema é razoável, afinal ela foi referendada por parecer do próprio presidente do STF.
Esse é apenas um dos casos que expõem os ministros do STF como direta e pessoalmente interessados pela regulação das redes sociais, como ficou evidente também no infame julgamento em que eles alteraram o Marco Civil da Internet claramente sem noção das consequências.
É nesse contexto que o Brasil parte para mais uma eleição neste ano, quatro anos depois de parte da população ter chegado ao fim do processo eleitoral com o sentimento de que algo errado ocorreu.
A desconfiança sobre a urna eletrônica é apenas a parte mais visível e simplória desse sentimento, que, por mais que seja alimentado como estratégia eleitoral por um grupo político, não deve ser desconsiderado pelas autoridades na hora de organizar e mediar o processo de votação.
Ao enxergar risco apenas nos algoritmos e nos criadores da tecnologia, os reguladores se arriscam a se tornam um problema ainda maior do que aqueles que eles alegam tentar solucionar ou evitar.
Trump manda atacar o Brasil para ganhar eleições parlamentares
Carlos Newton
A imprensa amestrada faz um esforço comovente para mostrar que o presidente Donald Trump está preocupadíssimo com o Brasil e empenhado de corpo e alma em eleger Flávio Bolsonaro para presidente da República. Até parece verdade, pois comentaristas da GloboNews, Bandnews, SBT News e Record News aparecem dando chiliques e faniquitos diante das câmeras, mas é apenas conversa fiada.
Na realidade, tudo não passa de uma gigantesca fake news, plantada pelo próprio Trump, porque ele tem problemas muito mais sérios para resolver, e nada tem a ver com as disputaa eleitorais aqui debaixo do Equador.
ELEIÇÕES NOS EUA – Trump está realmente preocupadíssimo, mas é em relação às eleições parlamentares americanas, que serão realizadas no início de novembro, e a campanha eleitoral já está nas ruas, porque o povo americano é diferente do brasileiro e não dá importância desmedida à Copa do Mundo de Futebol.
Dentro de cinco meses, serão eleitos nos Estados Unidos os 435 deputados federais, 35 dos 100 senadores, 39 dos 50 governadores, além de mandatos políticos estaduais e locais.
Trump está inteiramente dedicado a essas eleições, porque o resultado definirá os últimos dois anos de seu mandato. Se o Partido Republicano não conseguir a maioria no Parlamento, Trump imediatamente vai se transformar no chamado pato manco (“lame duck”), expressão americana que define um presidente que não manda mais nada e não conseguirá eleger seu sucessor.
MOTIVOS DA REJEIÇÃO – O problema se agravou devido ao efeito negativo de importantes atos de Trump, como o apoio ao massacre de civis na Palestina e os recentes ataques ao Irã. E assim a rejeição a seu governo já atingiu 62%, um recorde histórico lá na matriz USA.
O tribunal federal da Flórida pode não reconhecer legitimidade da AGU, a Advocacia-Geral da União, na defesa de Alexandre de Moraes na ação das empresas Rumble e Trump Media. A AGU é órgão do Poder Executivo, subordinado a Lula (PT) e não ao Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, na prática, a AGU se limitará a contratar advogado americano. Em dólares. Advogados quase de ponta com atuação na Flórida cobram de US$300 a US$600 (R$3.120) a hora, mas grandes firmas (“big law”) só se mexem a partir de US$1.000 (R$5,2 mil) e as “top partners” ultrapassam US$1.300 (R$6.760) a hora. A depender da duração, processo desse tipo pode custar milhões de dólares.
A AGU recebeu ordens do presidente do STF para defender Moraes, mas é órgão da Presidência, não presta obediência ao chefe do Judiciário.
A separação de poderes, pilar da Constituição de 1988, impede que um poder utilize recursos do outro para fins corporativos ou pessoais.
Moraes é acusado de expedir ordens de censura, inclusive secretas, que violam a Constituição dos EUA, garantidora da liberdade de expressão.
Sem rever ou debater as decisões de Moraes, o regime opta por uma rota que mistura Poderes e expõe o contribuinte a custos muito elevados.

Entre as inúmeras regalias e benesses que o pagador de impostos tem que se virar para bancar para servidores do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), direito muitas vezes negado ao brasileiro comum, está até a “assistência pré-escolar”. A regalia ajuda a engordar os já generosos salários da turma que está na elite do serviço público e garante mais R$1.288,47 aos beneficiários. Este ano, o TSE só publicou a gastança referente ao mês de abril, que turbinou vencimentos de 155 servidores.
A turma do TSE não tem do que reclamar: só de “auxílio alimentação”, cada servidor ganhou R$1.860,51 em um mês, quase R$90 por dia útil.
A casta tem filhos, mas quem banca a creche ou a “pré-escola” são os pagadores de impostos. Além dos R$791,21 de auxílio-odontológico.
A conta da assistência médica e odontológica é muito maior, já que entram na fatura 1.232 titulares o outros 2.060 dependentes

O presidente Getúlio Vargas queria fincar o PTB em solo paulista e mandou sua sobrinha Ivete Vargas se candidatar a deputada federal por São Paulo. Eleita com o peso do sobrenome ilustre, ela pegou um avião e seguiu para a capital do Estado. Ao desembarcar, um jornalista logo a provocou: “Como explica votação tão expressiva conhecendo São Paulo tão pouco?”, perguntou. “Deve haver algum engano de sua parte”, respondeu ela, “eu fui candidata a deputada federal e não a chofer de táxi”.
Ao defender a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) a presidente, o senador Rogério Marinho (PL-RN) disse que o Brasil quer mudança e o brasileiro quer voltar a sonhar. E acusa o PT de roubar até a esperança.
Amigo de Lula e presidente da Colômbia, Gustavo Petro continua a rejeitar resultado da eleição que colocou seu candidato em segundo lugar. Usou até provas falsas para acusar a suposta “fraude”.
Segundo o Financial Times, o banco Goldman Sachs prevê que deve se multiplicar em mais de 100 vezes o faturamento da SpaceX, concorrente da Nasa que pertence a Elon Musk, após a estreia da empresa na Bolsa.
Em visita à Suécia, sede da Saab, o ministro José Múcio (Defesa) assinou declaração de intenção de comprar de outros 20 jatos Gripen, além dos 36 que o Brasil decidiu comprar em 2014.
Deputada Bia Kicis (PL-DF) sobre novo acordão com a Contag, enrola com o INSS
Ao menos por ora, não vai prosperar o flerte para chapa única entre Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) para disputar a Presidência da República. Caiado já avisou que vai ser cada um na sua.
O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) comparou os dois “Brasis” e suas duas justiças. O parlamentar lembrou da condenação de 14 anos da Débora do Batom e a absolvição da mãe do menino Henry do Borel.
Ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga aproveitou o São João para uma nova campanha. Diz que está na hora de vacinar o Brasil contra o PT, “protege contra a mentira e contra a corrupção”, garante.
A expectativa é que deve sair nesta semana a resposta sobre a proposta do acordo de delação premiada de Daniel Vorcaro. O dono do Banco Master tem até sexta-feira (12) como prazo no regime especial na PF.
...pagador de impostos banca de pré-escola a advogados... dos outros.