domingo, 10 de maio de 2026

 

Marcelo Bessa entra na chapa de Vevé nas eleições da OAB-DF

Marcelo Bessa utiliza os argumentos sugeridos pela Tribuna

Carlos Newton

Cinco meses depois de a Tribuna da Internet ter revelado erros processuais e jurídicos do relator Alexandre de Moraes, ao negar seguimento aos embargos infringentes e declarar concluído o processo contra Jair Bolsonaro quando ainda havia direito a recurso, seus novos advogados enfim seguem o caminho judicial que sugerimos e nesta sexta-feira, dia 8,  apresentaram o derradeiro recurso ao Supremo para anular os 27 anos de prisão pela trama golpista.

Conforme a Tribuna noticiou em dezembro, com absoluta exclusividade, os advogados precisavam explorar os abusos do relator Moraes, mas somente agora eles decidiram alegar que o julgamento na Primeira Turma foi irregular e estão pedindo novo relator no caso, solicitação que deveria ter feita naquela época pelos advogados anteriores, mas dormiram no ponto, por desconhecerem o Regimento do Supremo.

REVISÃO CRIMINAL – No recurso de revisão criminal, agora apresentado ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, a defesa de Bolsonaro enfim pede que a condenação seja anulada.

Os novos advogados, Marcelo Bessa e Thiago Lôbo Fleury, que atuam nos tribunais superiores em Brasília, alegam que o julgamento na Primeira Turma foi irregular, exibindo suas justificativas num documento de 90 páginas, em que pedem a absolvição de Bolsonaro dos crimes contra o Estado Democrático de Direito etc.

No requerimento em que solicitam a abertura da revisão criminal, os advogados seguem o que foi sugerido pela Tribuna da Internet e pedem que um novo relator seja sorteado na Segunda Turma para garantir a imparcialidade, na forma prevista no Regimento do Supremo (art. 76).

DEFESA ERROU – Todos esses detalhes jurídicos foram explicados detalhadamente na época pela Tribuna da Internet, mas os três advogados famosos que então defendiam Bolsonaro (Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno e Daniel Bettamio Tesser), considerados sumidades em Direito Penal, simplesmente não se deram ao trabalho de estudar o Regimento do STF, que tem mais de 500 dispositivos.

Se dominassem o assunto, não teriam se equivocado, ao encaminhar agravo regimental ao próprio relator Alexandre de Moraes, como se ele fosse isento o suficiente para admitir os erros cometidos.

Esse agravo, na forma do Regimento, deveria ser encaminhado ao presidente do Supremo para sortear novo relator entre os membros da Segunda Turma – no caso, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli, pois Gilmar Mendes é presidente da Turma e não pode relatar.

ENRIQUECIMENTO ILÍCITO – Em Brasília, comenta-se que esses três famosos advogados paulistas teriam recebido cerca de R$ 16 milhões para defender o ex-presidente. A ser verdadeira tal informação, Bolsonaro deveria processá-los por enriquecimento ilícito, pois os erros deles causaram sua condenação e prisão.  

Os criminalistas simplesmente mostraram desconhecer os artigos 335 e 76, que fundamentam a prática processual. Ao invés de enviar o agravo regimental a Fachin, encaminharam a Moraes, que já nem era mais relator, porém imediatamente meteu a caneta e declarou encerrado o processo. Ninguém protestou, à época. Apenas a Tribuna da Internet apontou o erro, com base no artigo 76.

Agora, com abertura de um novo processo sem Moraes como relator, os novos advogados pedem a anulação do acordo de delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, bem como de todas as provas derivadas dessa delação. Os advogados alegam ainda cerceamento de defesa ao longo do processo, fato que realmente ocorreu.

ABSOLVIÇÃO – Com base nos erros de Moraes, a defesa de Bolsonaro requer a absolvição completa do ex-presidente de todos os crimes imputados a ele – liderança de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, danos contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Na forma da lei, os advogados também pedem que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o caso, assinalando: “O fundamento dessa ação é a reparação do erro judiciário, para que a jurisdição penal volte a atuar segundo os postulados da justiça”.

Agora, a revisão depende de Fachin, que não tem fundamentos jurídicos para rejeitá-la. A não ser que exercite novamente a criatividade demonstrada em 2021, quando limpou a ficha suja de Lula da Silva, alegando que o processo dele, julgado por unanimidade em três instâncias, teria se originado na Vara errada. Aliás, era tão errada que na hora os ministros do Supremo nem souberam dizer qual teria sido a Vara certa…

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P.S. 1
 – É tudo verdade, diria Orson Welles, tomando uma caipirinha com Grande Otelo no Copacabana Palace, em meio às filmagens de seu documentário sobre o Brasil. Realmente, os ilustres ministros cancelaram as condenações de Lula sem saber em que Vara ele deveria ter sido julgado. Tiveram de se reunir novamente, no dia seguinte, para escolher entre São Paulo e Brasília, vejam a que ponto chega a desfaçatez desses juristas, no manuseio das leis que teriam sido feitas para todos. 

P.S. 2 – O assunto é apaixonante. Voltaremos a ele amanhã, com novas informações absolutamente exclusivas, é claro. (C.N.)

Sputnik

 

Irã começará combates em 'novos campos de batalha' se os EUA atacarem novamente

Míssil iraniano Shahab-3 é lançado durante manobras militares na cidade de Qom, no Irã (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 10.05.2026
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Os navios de países que "se submetem" aos EUA e impõem sanções ao Irã irão "inevitavelmente enfrentar problemas" ao atravessar o estreito de Ormuz, disse o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia.
"De agora em diante, os países que obedecem aos EUA e impõem sanções contra a República Islâmica do Irã enfrentarão necessariamente problemas ao atravessar o estreito de Ormuz", escreve a agência Tasnim citando as palavras de Akraminia.
Além disso, segundo ele, o Irã ampliará os combates para "novos campos de batalha" se os EUA e Israel retomarem a agressão contra a República Islâmica.

"Se o inimigo cometer um erro de cálculo novamente e começar uma agressão contra o Irã, ele inevitavelmente enfrentará novas formas inesperadas [de combate]. Essas formas incluem equipamentos novos e mais avançados, novos métodos de guerra e, mais importante, novos campos de batalha. Em outras palavras, a guerra chegará a lugares que o inimigo não poderia prever e levar em conta em seus planos", relata a agência citando as palavras do porta-voz.

Donald Trump discursa em uma sessão conjunta do Congresso no Capitólio, em Washington, D.C. EUA, 4 de março de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 09.05.2026
Panorama internacional
Donald Trump abandona objetivos maximalistas nas negociações com o Irã, aponta mídia

 

Conta dos cartões de Vorcaro usados por ‘parceiros’ chega a R$104 milhões

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. (Foto: Divulgação/Banco Master).

A investigação do Banco Master terá o desafio de identificar parceiros ou “amigos de vida” que usavam cartões de crédito ilimitados em nome de Daniel Vorcaro e expedidos pelo seu próprio banco. A suspeita é que entre 2019 e 2025 foram “distribuídos” mais de R$104 milhões a agentes públicos por meio de 80 a 90 cartões de crédito de Vorcaro que recebiam para gastar à vontade. Rastrear compras de investigados, como carrões. pode ser um começo, observa o deputado Evair de Melo (PP-ES).

Cartões ‘na faixa’

Eles usavam cartões e senhas do banqueiro e podiam gastar como quisessem, como no aluguel de jatinhos, jantares e viagens de luxo.

CPMI quis investigar

Os gastos de Vorcaro em cartões chamaram a atenção da CPMI do INSS, lembra Evair, mas a maioria governista barrou a investigação.

Mensagens trocadas

Suspeitos negam que Vorcaro tenha pagado seus cartões. Verdade: ele pagou boletos em seu nome, mas os gastos foram feitos pelos “amigos”.

Vazou, entregou

Conversa vazada de Vorcaro com Léo Serrano, seu operador financeiro, trata do pagamento de cartões com Ciro Nogueira (PP-PI), por exemplo.

Diálogos entre Paulo Henrique Costa e Daniel Vorcaro formam fortes indícios de corrupção envolvendo BRB e Banco Master (Fotos: Arquivo/Agência Brasília e Esfera Brasil)

Delação de Vorcaro patina enquanto ex-BRB avança

A transferência de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), ao presídio da Papudinha (DF) indica que avança a negociação do acordo de delação premiada. Ao mesmo tempo, surgem dúvidas em torno da delação do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master, cujo acordo parece patinar. O ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça já avisou que não será aceita proposta incompleta de colaboração, sem novidades relevantes.

Transferência é sinal

Vorcaro está preso há dois meses na Superintendência da PF, em Brasília, para facilitar a elaboração do seu acordo de colaboração.

Patinando

Antes da entrega da proposta de delação, a PF chegou a pedir ao relator do caso Master, André Mendonça, que Vorcaro voltasse à Papuda.

Sob análise

Vorcaro entregou proposta de delação esta semana, que está sob análise da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República.

Poder sem Pudor

O código de Nabuco

Feito embaixador em Bruxelas, nos anos 60, o ex-deputado Cirilo Júnior achava que o esperavam apenas os prazeres da vida, mas logo percebeu que havia deveres, quase sempre chatíssimos. Um assistente contou que um antigo embaixador, Maurício Nabuco, batia três vezes sobre a perna quando queria encerrar uma audiência maçante. Ao receber diretores da Vasp, Cirilo imitou Nabuco, mas os interlocutores nem percebiam o “código”. Impaciente, ele foi aumentando a força das pancadas até que se viu esmurrando a própria perna e gritando “Nabuco! Nabuco!” Os visitantes foram embora, assustados, e o embaixador comemorou com o assistente: “Esse Nabuco é formidável!”

Conta 2026

Segundo o Impostômetro da Associação Comercia de São Paulo (ACSP), a partir deste domingo (10), o governo já tomou mais de R$1,5 trilhão dos pagadores de impostos, o maior valor da História no período.

Às moscas

Vai ter trabalho aquele que resolver acionar o Conselho de Ética do Senado contra Ciro Nogueira (PP-PI), enrolado com o Banco Master. O órgão não funciona desde 9 de julho de 2024.

Carrapato petista

O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) vê semelhança entre carrapatos e petistas. Diz que ambos ficam só “sugando”, disseminando doenças e que não têm cérebro.

Esquema conhecido

Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (PSD-MG) não foi surpreendido com a PF batendo na casa de parlamentar na 5ª fase da Complice Zero. Disse que o colegiado já tinha mostrado a rede de falcatrua que atuava nos bastidores de Brasília.

Frase do dia---“Prometeu picanha, mas entregou inflação, dívida e mercado mais caro”

Senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, sobre as ‘falsas narrativas’ de Lula

Pode esquecer

Alessandro Vieira (MDB-SE) diz que não vê possibilidade de punição a Ciro Nogueira (PP-PI) no conselho de Ética. O senador diz que o órgão opera sob “compadrio” e em esquema de “proteção mútua”, lamenta.

Bolso vazio, saco cheio

Carol de Toni (PL-SC) criticou Fernando Haddad, o “Taxadd”, pela fala sobre “não gostar de quem não paga imposto desde criancinha”. Para ela, o brasileiro cansou de “sustentar um Estado cada vez mais caro”.

Tudo a ver

Lula correlacionou a entrega a Trump da lista de “autoridades brasileiras” que continuam proibidas de entrar nos EUA à aprovação da Dosimetria: “quem sabe o Trump reconheça a necessidade de liberar os vistos...”. Agora a Dosimetria está nas mãos de Alexandre de Moraes, no STF.

Exemplo não falta

Eduardo Bolsonaro criticou a preocupação de Lula em proteger “seus anjinhos traficantes”, indo até os EUA tentar convencer Trump a não os classificá-los como terroristas: “Se copiar Bukele a segurança melhoraria”

Pensando bem...

... no STF, sorteios não envolvem muita sorte.