Blog de Luiz Holanda

quinta-feira, 30 de julho de 2026

 

Análise: Por que Irã retomou ataques mesmo após EUA pararem de atirar?

Teerã optou por retomar hostilidades por conta própria, demonstrando disposição crescente em utilizar força militar para moldar o curso da guerra

Abbas Al Lawati, da CNN30/07/26 às 18:30 | Atualizado 30/07/26 às 18:30
Um membro armado do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica monitora uma área na Praça Azad, no oeste de Teerã, Irã, em 11 de fevereiro de 2026  • Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images
O Irã colocou fim a dias de relativa calma no Oriente Médio ao lançar o que os EUA classificaram como um ataque "surpresa", marcando uma mudança notável no padrão do conflito. Em vez de reagir a um novo ataque americano, Teerã optou por retomar as hostilidades por conta própria, demonstrando uma disposição crescente em utilizar força militar para moldar o curso da guerra segundo seus próprios termos. 
Isso, por sua vez, prepara o terreno para uma nova escalada. "Vamos dar uma surra neles", disse o presidente dos EUA, Donald Trump, em entrevista à Fox News na manhã de quarta-feira (30).
Essa ameaça dificilmente surpreendeu Teerã, que lançou seus mísseis ciente de que isso poderia provocar o retorno dos bombardeiros americanos. Trump havia atribuído a pausa da semana passada a um pedido do Irã, alegando que eles "pediram de forma muito educada" e queriam negociações. Teerã nunca se comprometeu publicamente com a pausa recente, embora uma autoridade iraniana de alto escalão tenha declarado que "nossas forças armadas também decidiram não realizar ações militares".
Isso torna a decisão do Irã de retomar os ataques ainda mais significativa. Horas depois de sinalizar publicamente que corresponderia à contenção demonstrada pelos EUA, Teerã atacou forças americanas — aparentemente concluindo que aumentar a pressão valia o risco de reiniciar os bombardeios noturnos. 
Algo parece ter mudado fundamentalmente na abordagem do Irã, particularmente em relação à sua disposição de iniciar um ataque caso considere essa a única opção viável", escreveu Hamid Reza Azizi, pesquisador do Instituto Alemão de Assuntos Internacionais e de Segurança, na rede social X. 
O ataque do Irã ocorreu logo após a reunião do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, com Trump em Washington — encontro que o líder israelense descreveu como "uma das melhores conversas" que ambos já tiveram, em meio a atritos crescentes entre os dois. Horas antes da reunião, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que queria atacar a infraestrutura energética iraniana, mas foi contido pela administração Trump. "O ataque parece ter sido um sinal relacionado à visita de Netanyahu à Casa Branca, ocorrida mais cedo naquele dia", escreveu Azizi.

"Isso sugere que a estratégia militar do Irã pode ter mudado e que Teerã agora está preparada para lançar um ataque preventivo caso detecte sinais de uma ameaça iminente", disse. Pouco depois do ataque na Jordânia, as forças armadas dos EUA e da Arábia Saudita realizaram ataques conjuntos contra milícias apoiadas pelo Irã no Iraque. O CENTCOM (Comando Central dos EUA) apresentou a operação no Iraque não como uma retaliação pelo ataque na Jordânia, mas como uma resposta a mais de 30 ataques com drones contra forças americanas e infraestrutura energética saudita nas 72 horas anteriores. A escalada ocorrida durante a noite demonstrou como o conflito está se expandindo. A Arábia Saudita, que há muito relutava em ser diretamente arrastada para a guerra, está se envolvendo mais profundamente à medida que enfrenta ameaças em três frentes: os Houthis no Iêmen, milícias apoiadas pelo Irã no Iraque e o próprio Irã.

“O desafio central para Washington e seus parceiros do Golfo é que nem o Irã nem seus aliados regionais parecem dispostos a recuar do que agora definem como objetivos estratégicos fundamentais”, escreveu na rede social X Danny Citrinowicz, pesquisador sênior do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel e ex-chefe da divisão do Irã na inteligência militar israelense.  “Teerã continua insistindo em manter sua influência sobre o Estreito de Ormuz, enquanto os Houthis deixaram claro que não encerrarão sua campanha a menos que o bloqueio imposto a eles — liderado pela Arábia Saudita — seja suspenso”.

‘Nada mais do que uma fantasia’

Em entrevista à televisão estatal iraniana, publicada poucas horas antes do ataque na Jordânia, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, apresentou talvez uma das exposições mais claras da posição de Teerã até o momento. O Irã havia cessado os disparos, sugeriu ele, mas não hesitaria em retomar as hostilidades caso sua reivindicação de soberania sobre o Estreito de Ormuz fosse contestada. Teerã não poderia considerar-se vitoriosa se o estreito retornasse ao seu status anterior à guerra, afirmou o vice-ministro. A via navegável havia se tornado um elemento central para a segurança nacional do país e uma “ferramenta de defesa”. 

Quando o entrevistador perguntou por que Teerã havia arriscado reiniciar a guerra ao atacar navios comerciais, apesar de um cessar-fogo em vigor, Gharibabadi disse que o Irã considerava uma “linha vermelha” os esforços de Omã e dos EUA para estabelecer uma rota de navegação concorrente através do estreito. Permitir a operação dessa rota, argumentou ele, reduziria a reivindicação do Irã ao “exercício efetivo de soberania” sobre a via navegável a “nada mais do que uma fantasia”. “Pode-se analisar a questão de forma simples e perguntar por que o Irã atacaria três navios comerciais com mísseis apenas porque eles desligaram o GPS, correndo o risco de reiniciar uma guerra”, disse ele. “Mas, se você observar os bastidores, verá que os arranjos aplicados ao Estreito de Ormuz terão um impacto de longo prazo na segurança da República Islâmica do Irã”, afirmou. 

Do ponto de vista de Teerã, a pausa de Washington nos ataques ao Irã reflete “fraqueza estratégica, e não contenção”, escreveu Citrinowicz. Essa percepção corre o risco de alimentar um ciclo em que o Irã intensifica as hostilidades para impor custos maiores, enquanto nenhum dos lados recua por medo de perder credibilidade. Os EUA e seus parceiros, portanto, enfrentam uma escolha, argumentou ele: atender a algumas exigências iranianas ou aceitar a perspectiva de um conflito prolongado marcado por ataques crescentes à navegação, à infraestrutura energética e às rotas comerciais. 
(Com informações de Aida Karimi, Eyad Kourdi, Dana Karni, Mohammed Tawfeeq e Tal Shalev, da CNN).
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Você é livre para fazer suas escolhas, lembre-se disso ao escolher seu voto

Publicado em 30 de julho de 2026 por Tribuna da Internet
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Voto de cabresto: contexto histórico e práticas atuais | Politize!

Charge do Benett (Folha)

Carlos Newton

Pode-se dizer, sem medo de errar, que a vida é feita de escolhas, e isso se verifica a cada momento desde o despertar, porque a viver é recomeçar todo dia. Se você não é miserável e tem um mínimo de condições, a primeira escolha é optar se vai tomar banho ou não antes de sair; depois o que vai vestir e calçar, o que vai comer no desjejum, qual condução tomará, e assim por diante.

É uma rotina diária que as pessoas normalmente nem reparam, embora estejam condenadas a tomar uma decisão atrás da outra, pelo resto da vida.

ESCOLHER O VOTO – As ideologias já estão mais do que desmoralizadas. Essa história de direita e esquerda ficou totalmente anacrônica. Nos países democráticos, o importante é que o governante faça a coisa certa, independentemente da suposta ideologia dele.

Para o cidadão, a coisa certa é exercer o direito ao voto, para escolher quem vai governar a todos. Nessa busca para encontrar o candidato que mais mereça exercer o poder, somente os militantes – ou militontos – sabem de antemão em quem votar, porque geralmente quem é ativista fez da política uma profissão que o obriga a votar em causa própria, embora muitos aleguem que militam por paixão ideológica, o que é raro, muito raro mesmo.

Na maioria dos casos, apenas uma pequena parcela dos eleitores tem voto previamente decidido, acha que vai indicar o melhor candidato, por esses ou aqueles motivos. Quase sempre, a grande maioria demora a escolher.

BRASIL À PARTE – Na eleição que se aproxima, ao contrário do que se diz, a polarização não ocorre por embate ideológico propriamente dito. Flávio Bolsonaro até pode ser considerado de direita, mas dizer que Lula seria de esquerda é forçar demais a barra – na verdade, ele nunca nem soube o que significa esquerda.

Desde os tempos em que atuava como informante do regime militar, sob o codinome “Barba”, o ideal político de Lula foi apenas se dar bem. Mas ele sabe fingir ser de esquerda. Como dizia Brizola, Lula cacareja na esquerda, mas põe ovos na direita. Por isso, seu governo é adorado pelos banqueiros, que sempre têm o direito de escolher o presidente do Banco Central.

Como se sabe, na falsa esquerda de Lula, os bancos cobram mais de 450% de juros anuais por atraso de pagamento no cartão de crédito. E somente os pobres deixam de pagar em dia os cartões. Isso é esquerdismo? Não é preciso dizer mais nada.

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P.S. 1 – Justamente devido a essa esculhambação ideológica, no Brasil o ato de votar no candidato considerado “menos ruim” ou “menos pior” tornou-se uma estratégia eleitoral recorrente e legítima, mais conhecida como “voto útil”.  Essa situação ocorre quando o eleitor não se sente representado pelos candidatos da polarização e decide escolher uma terceira via que seja menos prejudicial ao país.

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P.S.
– Independentemente de quem é candidato ou não, o importante é votar. A democracia é uma imitação de todos nós, cheia de defeitos e erros, mas vale a pena lutar por ela. A grande vantagem da democracia é a liberdade de escolha. Se sua consciência permanecer tranquila, é sinal de que você votou certo, dentro de seus princípios.

P.S. 3 – Quem ganha, assume o poder, porque a escolha da maioria deve ser respeitada, e o voto dos outros, também. Ser democrata é opção única; não há alternativa. Em tradução simultânea, vote em quem você quiser e não encha a paciência de quem prefere outro candidato. (C.N.)

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Ciro tem 13 pontos de vantagem sobre petista no 2º turno, indica Quaest

No primeiro turno, a vantagem do tucano sobre Elmano de Freitas é de 10 pontos percentuais

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Redação O Antagonista
1 minuto de leitura30.07.2026 07:45comentários 0
Ciro tem 13 pontos de vantagem sobre petista no 2º turno, indica Quaest
Foto: reprodução
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Pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira, 30, indica que Ciro Gomes (PSDB) tem 13 pontos de vantagem sobre o governador Elmano de Freitas (PT) em um eventual segundo turno na disputa ao governo do Ceará.

O tucano tem 48% das intenções de voto, contra 35% do petista.

Indecisos são 10%. Brancos, nulos e não vão votar somam 7%.

Em abril, Ciro tinha 46% dos votos, e Elmano, 35%. Indecisos eram 8%, enquanto brancos, nulos e não vão votar eram 11%.

Primeiro turno

Na simulação de primeiro turno, a vantagem de Ciro Gomes sobre Elmano de Freitas é de 10 pontos percentuais.

O tucano lidera o cenário com 43% das intenções de voto. Elmano tem 33%; Eduardo Girão (Novo), 3%; e Jarir Pereira (PSOL), 1%. Os demais nomes testados não pontuaram.

Indecisos são 13%; brancos, nulos e não vão votar, 7%.

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