segunda-feira, 3 de agosto de 2026

 

Eleição no Brasil tornou-se uma disputa entre famílias enriquecidas ilicitamente

Arquivos #PrisãoEmSegundaInstância - Blog do Ari Cunha

Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Ana Pompeu
Folha

Esta é uma eleição rotineira, aqui no Brasil, sem qualquer novidade. Sempre houve polarização, que é uma circunstância normal na política, como ensinava o pensador espanhol José Ortega y Gasset (1883-1955). A grande diferença é que, no Brasil, as eleições costumam ser decididas em disputa mano a mano de dois candidatos comprovadamente enriquecidos ilicitamente.

Pode-se até alegar que não há nada de novo no front, porque no Brasil todo político seria corrupto, mas não é bem assim, porque estamos falando aqui em candidatos “comprovadamente” corruptos, quando há provas irrefutáveis, públicas e notórias.

RECORDAR É VIVER – Na primeira eleição após o regime militar, o favorito era Brizola, o político mais investigado da História do Brasil, sem que jamais houvesse provas concretas de irregularidades e levava uma vida simples, sem ostentação.

Brizola decepcionou no primeiro turno, com a ascensão de Collor e Lula, que até então não tinham antecedentes criminais em corrupção, o que viria a ocorrer anos depois, com as condenações criminais que sofreram.

O sucessor de Collor foi uma exceção. O vice Itamar Franco mostrou ser um político digno e inatacável, que jamais sofreu suspeita de corrupção e demitia quem sofresse. Em apenas dois anos, conseguiu controlar a inflação, o maior problema do país. Deixou saudades.

TUCANOS NO PODER – A polarização seguinte foi entre Fernando Henrique Cardoso e Lula, que ainda não eram corruptos de carteira assinada. FHC venceu e decepcionou o país, com privatizações inexplicáveis, como a da Vale do Rio Doce, agindo “no limite da irresponsabilidade”, nas palavras do então diretor do Banco do Brasil, Ricardo Sérgio de Oliveira.

A frase “estamos no limite da nossa irresponsabilidade” celebrizou o diálogo gravado em 1999 envolvendo Ricardo Oliveira e o então ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, durante o processo de privatização das estatais da telefonia.

Na sucessão de FHC, em 2002, Lula ainda estava imaculado e deu um passeio no tucano José Serra, que já sofria acusações de irregularidades, tendo a filha como “laranja”. E de lá para cá a corrupção se instalou no país, na era do PT, com Michel Temer no meio, que chegou a ser preso na Lava Jato.

PODER CORROMPIDO – Assim, tem sido um verdadeiro festival. Os governadores imitaram os presidentes e transformaram o país inteiro num puteiro, como percebeu Cazuza.

Até mesmo os Estados mais importantes – São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais – foram varridos por ondas de irregularidades, comprometendo governadores como Geraldo Alckmin, José Serra, Sérgio Cabral, Luiz Fernando Pezão, Anthony e Rosinha Garotinho, Wilson Witzel, Cláudio Castro, Eduardo Azeredo, Aécio Neves e Fernando Pimentel – desculpem se esqueci algum meliante nesta lista.

Agora, vamos a mais uma disputa presidencial com polarização entre dois eméritos corruptos – Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, cujas famílias vieram da pobreza e ascenderam à nobreza política, através de enriquecimento ilícito mais do que comprovado. Por isso, estão corretos aqueles que defendem a tese de que a grande maioria dos brasileiros apoia a corrupção e não vê a hora de também participar dos esquemas.

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P.S. –
Por uma questão de Justiça, é preciso reconhecer que, além de Itamar Franco, também Dilma Rousseff não enriqueceu ilicitamente no poder. Ela só ficou rica a partir de abril de 2023, quando passou a ganhar meio milhão de dólares por ano, para dirigir o Banco Brics. Já ganhou 3 milhões de dólares e vai ganhar mais 4 milhões de dólares até o final do mandato, em 2030. E Dilma merece. No mundo inteiro, nenhuma outra presidenta mostrou saber estocar vento e dinheiro como ela… (C.N.)

 

Na TV Milei dobra a aposta e destrói Lula: “Chamei um ladrão de ladrão”

O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a fazer duras críticas a Luiz Inácio Lula da Silva no domingo (02/08), chamando o brasileiro de "ladrão" e "corrupto".

"Ele foi solto devido a um erro processual. Ele não é inocente", disse Milei, em referência à condenação de Lula na operação Lava Jato, que foi anulada em 2021.

O presidente argentino defendeu suas declarações mais recentes sobre Lula e disse que foram dadas de forma espontânea.

"Eles falam sobre interferência política na região. Se alguém está interferindo politicamente na região, é Lula, contaminando tudo com as ideias imundas do socialismo."

As declarações de Milei foram feitas ao programa de televisão La Cornisa, do jornalista Luis Majul, na emissora LN+.

"O pior é que eles me acusam com mentiras, e eu respondo com verdades. Eu não menti. Quando respondo com verdades, o senhor Lula se sente atacado? Ele é um corrupto e um ladrão. É um condenado. Saiu da prisão por meio de um recurso administrativo. Eu fui ao Brasil e não ataquei os brasileiros; falei em defesa dos brasileiros. Falei sobre Lula, o corrupto, o condenado, e sobre o juiz Alexandre de Moraes [do STF], que me negou uma visita a Bolsonaro."

Milei também rejeitou as acusações de que foi agressivo.

"Agressivo é que alguém roube. É muito mais leve chamar um ladrão de ladrão do que o próprio ato de roubar", disse o presidente argentino