URGENTE: Mendonça toma decisão inesperada sobre a morte de "Sicário" de Vorcaro
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu impedir o envio de informações relacionadas à morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado. O pedido incluía ainda acesso a dados de apurações conduzidas pela Polícia Federal (PF) envolvendo supostas irregularidades no Banco Master, instituição vinculada ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Em manifestação oficial direcionada ao senador Fabiano Contarato (PT-CE), que preside a CPI, Mendonça esclareceu que os elementos solicitados permanecem protegidos por sigilo. Segundo ele, tanto o caso da morte de Sicário quanto as investigações sobre o banco ainda estão em andamento, o que impede, neste momento, qualquer compartilhamento das informações. O magistrado destacou, em sua decisão, que a liberação dos dados só poderá ser avaliada após a conclusão das diligências conduzidas pela PF. Assim, o acesso pretendido pela comissão ficará condicionado ao encerramento das etapas investigativas ainda em curso.
Sigilo mantido em meio à Operação Compliance Zero
Ao justificar sua posição, Mendonça ressaltou a importância da CPI, mas ponderou que há limitações legais quanto ao acesso a informações sensíveis.
“Nada obstante a superlativa relevância que possui a Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada para apurar e investigar a estrutura, o funcionamento e a expansão de organizações criminosas em território nacional, considerando que os pedidos contidos nos Requerimentos nº 211 e nº 237, de 2026, aprovados no âmbito do colegiado legislativo investigativo, buscam o compartilhamento de dados e elementos informativos colhidos nos processos judiciais em trâmite neste Supremo Tribunal Federal, sob minha relatoria, atinentes à Operação Compliance Zero, e, de modo mais específico, quanto às investigações promovidas sobre o Banco Master S.A., e o óbito de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão”, afirmou Mendonça.
Na sequência, o ministro acrescentou que ainda existem etapas investigativas pendentes.
“Em relação a ambos os fatos remanescem diligências instrutórias pendentes, estando ainda em curso as respectivas investigações, resta inviabilizado, no presente momento, o compartilhamento dos elementos informativos que lhes são correlatos, sem prejuízo de que, em momento ulterior, com o exaurimento das medidas instrutórias ainda em andamento, seja possível promover a reanálise da solicitação de suas excelências”.
Morte de Sicário e suspeitas de ligação com grupo de Vorcaro
Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido Sicário, foi detido pela Polícia Federal no início de março. Durante o período em que estava sob custódia na Superintendência da PF em Minas Gerais, ele tentou tirar a própria vida. Após ser hospitalizado, não resistiu e morreu dias depois.
De acordo com as investigações, Sicário estaria ligado a um grupo denominado “A Turma”, associado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Conforme apuração policial, essa organização teria atuado na prática de intimidações e ameaças contra adversários do empresário, o que amplia a relevância do caso dentro das investigações em curso.



