sábado, 10 de janeiro de 2026

 

Agora, só falta divulgar o conteúdo do misterioso celular de Vorcaro

Mensagens sugerem que Vorcaro coordenou ataques ao BC

Vorcaro negou a senha, mas a PF está abrindo o celular

Malu Gaspar
O Globo

Quando parecia que já não faltava mais nada para garantir ao caso Master o topo do pódio dos maiores escárnios produzidos na história dos escândalos financeiros nacionais, surgiram as milícias digitais.

Descobrimos nos últimos dias que influenciadores com milhões de seguidores receberam ofertas generosas, algumas até milionárias, para difundir a versão de que a liquidação do banco foi decretada de forma apressada pelo Banco Central.

MUITO ESTRANHO – A ideia era disseminar em perfis de direita a teoria conspiratória de que “algo muito estranho aconteceu” nos bastidores do BC ao decidir liquidar o banco de Daniel Vorcaro.

Tal teoria reforça a tese da defesa do banqueiro, segundo a qual sua prisão, por uma fraude de R$ 12,2 bilhões na venda de créditos ao Banco de Brasília (BRB), ocorreu justamente quando ele se preparava para vender o Master a investidores árabes que, até agora, não se sabe quem são.

A ofensiva digital, batizada internamente “Projeto DV”, visava a simular um clima de apoio popular ao ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, um ex-deputado do Centrão que, da última vez que brilhou no noticiário, foi tentando explicar por que uma antiga BMW de sua mulher apareceu na garagem do Careca do INSS.

DEU 72 HORAS – Depois de passar meses desprezando pedidos de parlamentares e dos próprios técnicos do TCU para conferir se o BC não tinha demorado demais para tomar providências, Jhonatan decidiu, no fim de dezembro, dar 72 horas para a autarquia se explicar — mas não sobre a acusação de omissão, e sim sobre os “indícios de precipitação” em uma decisão tão “extrema”. E avisou: se não ficasse convencido, poderia simplesmente cancelar a liquidação do Master.

Assim que soltou o despacho, os agentes do “DV” começaram a acionar os influenciadores, que inundaram as redes de vídeos.

“Será que ninguém se interessa quando um banco desse tamanho entra em liquidação? Será que isso não vira oportunidade para muita gente grande?”, recitou um influenciador com mais de 4 milhões de seguidores que se apresenta como especialista em hipnose.

OUTRAS SAÍDAS? – “Se existiam outras saídas, por que escolheram logo a mais extrema? Por que tanta pressa? Essa história tá muito mal contada. A quem interessava a liquidação tão rápida do Banco Master?”

Não se tem notícia de que Vorcaro e seus advogados também tenham dotes psíquicos ou paranormais, mas é evidente que se julgam poderosos o suficiente para convencer qualquer um de qualquer coisa.

Não estão completamente errados. Mesmo sabendo que não tinham poder legal para cancelar a liquidação de um banco, o ministro Jhonatan e o presidente do TCU, Vital do Rêgo, se mantiveram firmes quanto puderam. Só recuaram e suspenderam a inspeção depois da revelação da milícia digital de Vorcaro e de sua impressionante coordenação com seus próprios movimentos.

BARREIRA NO STF – No Supremo Tribunal Federal (STF), por enquanto, a barreira do Master ainda resiste. Depois de colocar o processo em sigilo absoluto, o ministro Dias Toffoli convocou para o penúltimo dia de 2025 uma esdrúxula acareação entre Vorcaro, o ex-CEO do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor de fiscalização do BC, Ailton Aquino.

Em paralelo, preparou para cada um deles uma lista de perguntas que não deixava dúvidas sobre a intenção de lançar suspeitas sobre o BC e dar à negociação para a venda do Master aos árabes o ar de coisa concreta que nunca teve.

Algumas das questões foram divulgadas pelo GLOBO ainda durante a audiência, levando Toffoli a mandar excluir Aquino da acareação e a encurtar seu depoimento.

DE JATINHO – Embora já se saiba que Toffoli viajou de jatinho a Lima com o advogado de um dos investigados no mesmo dia em que pôs o processo sob sigilo, as razões para tanto malabarismo jurídico ainda não estão totalmente esclarecidas.

Para isso, seria necessário que se conhecesse a fundo o conteúdo do celular de Daniel Vorcaro, em poder da PF. O aparelho continha a cópia do contrato de R$ 130 milhões do Master com o escritório da mulher de Alexandre de Moraes, sobre o qual o ministro até hoje ainda deve explicações.

Até agora, a única coisa capaz de parar as iniciativas destinadas a blindar o Master foi o bom jornalismo. Só por isso ele tem sido tão atacado por milícias digitais, com métodos que o próprio Moraes outrora descreveu como ditatoriais e fascistas. É a velha tática de atacar o mensageiro. Muda de forma, mas nunca deixa de ser subterrânea. Uma vez exposta à luz do sol, perde força. O jornalismo está aí para isso. Contemos com ele.

Sputnik

 

EUA não têm mais capacidade de pressionar Irã militarmente, aponta estudo

Mísseis balísticos com bandeiras dos EUA e do Irã ao fundo - Sputnik Brasil, 1920, 09.01.2026
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O potencial de influência militar dos Estados Unidos sobre o Irã já se esgotou, e em plena campanha eleitoral, ataques militares só seriam admissíveis em casos extremos, segundo relatório do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais da Academia de Ciências da Rússia, analisado pela Sputnik.
O documento indica que um ataque militar estadunidense contra o Irã só seria viável em caso de uma agressão direta que afetasse os próprios Estados Unidos.
Conforme o estudo, a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, pode intensificar a promoção dos Acordos de Abraão, buscando a normalização das relações de Israel com um número ainda maior de países, o que exigirá novos compromissos com Teerã.

"O potencial de ação militar já se esgotou. Em período de campanha eleitoral, o emprego de ataques militares só é admissível em casos extremos, como resposta a ações agressivas do Irã que afetem os próprios Estados Unidos", ressalta a pesquisa.

Grupo protesta em frente à Justiça Federal em Nova York contra ação dos Estados Unidos que sequestrou o presidente Nicolás Maduro na Venezuela. 5 de janeiro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 06.01.2026
Panorama internacional
Venezuela e Irã na mira: interesse político, energético ou um ataque dos EUA à multipolaridade?
Paralelamente, Washington, de acordo com os analistas, manterá uma estratégia de flexibilidade situacional, combinando pressão com a possibilidade de negociações.
Anteriormente, Trump afirmou que apoiaria novos ataques contra o Irã caso Teerã tentasse prosseguir com o desenvolvimento de programas nucleares e de mísseis.
Em 13 de junho de 2025, Israel iniciou uma operação contra o Irã, acusando-o de manter um programa nuclear militar secreto. Os alvos dos bombardeios aéreos e dos ataques de grupos de elite foram instalações nucleares, oficiais generais, proeminentes físicos nucleares e bases aéreas.
O Irã rejeitou as acusações e respondeu com seus próprios ataques. Durante doze dias, as partes trocaram golpes, ação à qual os EUA se juntaram realizando um ataque pontual, na noite de 22 de junho, contra instalações nucleares iranianas. No dia seguinte, Teerã lançou mísseis contra a base Al Udeid dos Estados Unidos no Catar, enfatizando que não pretendia prosseguir com a escalada.
Trump, então, manifestou a esperança de que o ataque à base militar norte-americana no Catar representasse um "desabafo" por parte do Irã, abrindo caminho para a paz e a harmonia no Oriente Médio. Ele acrescentou que Israel e o Irã concordaram em firmar um cessar-fogo que, após 24 horas, se tornaria "o fim oficial da guerra de doze dias"

 

México deve responder de forma 'mais frontal' às ameaças dos EUA, diz analista

A presidente mexicana Claudia Sheinbaum concede sua coletiva de imprensa matinal no Palácio Nacional, na Cidade do México, 2 de abril de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 10.01.2026
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Embora a presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, defenda o diálogo com Washington para aliviar as tensões, o México deve expor sua posição de forma mais contundente perante o presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Sputnik Alberto Guerrero Baena, consultor especializado em segurança.
Baena apontou que Trump reiterou suas ameaças de atacar os cartéis de drogas em território mexicano, o que poderia desencadear uma crise diplomática entre os dois grandes parceiros da América do Norte.

"A estratégia do governo mexicano deve ser mais direta, fria e bem definida em relação aos EUA, mas com uma proteção jurídica adequada", ressaltou.

Segundo o especialista, os tempos em que os agentes norte-americanos da Administração de Repressão às Drogas (DEA, na sigla em inglês) e da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) dos EUA entravam e saíam do país livremente ficaram para trás.
Nesse contexto, ele salientou que o México tem adotado uma "diplomacia muito branda" em relação à Casa Branca, que, segundo ele, já demonstrou que cumpre o que promete.
O presidente dos EUA, Donald Trump, assina ordem executiva sobre Canadá e México com a réplica da taça da Copa do Mundo ao fundo. Washington, D.C., EUA, 4 de fevereiro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 09.01.2026
Panorama internacional
Trump volta a ameaçar ataques terrestres contra cartéis de drogas: 'Eles controlam o México'
Isso ficou evidente no caso da Venezuela, quando o presidente daquele país, Nicolás Maduro, foi sequestrado pelas forças dos EUA em uma intervenção militar que gerou indignação em grande parte da comunidade internacional.
Guerrero Baena também considerou que a comunicação bilateral não deve ocorrer apenas no nível das chancelarias.
Ele afirmou que quem conquistou a confiança de Washington foi Omar García Harfuch, secretário de Segurança e Proteção Cidadã do México.

"O ponto é que o México comece a limpar sua política de pessoas envolvidas ou com alguma ligação com o crime organizado", concluiu.

Nos últimos dias, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum afirmou que é improvável que uma ação militar semelhante à realizada por Washington na Venezuela ocorra em território mexicano.
Por outro lado, Trump afirmou diversas vezes que não descarta a possibilidade de as forças norte-americanas realizarem ataques em território mexicano contra cartéis de drogas, algo que poderia prejudicar a relação bilateral.

 

Assassinato de mulher é um crime hediondo e requer penas rigorosas

Pandemia escancara o feminicídio e a subnotificação no Brasil e no mundo –  Agência Íntegra

Há constantes protestos, mas não são levados em conta

Vicente Limongi Netto

Números que humilham a vida. Em 2025, apenas no Rio de Janeiro, 99 mulheres foram mortas, vítimas de feminicídios. No Brasil inteiro, o quadro é assustador, perverso e dramático.  A escória de patifes não teme penas pequenas. Muitos dos ordinários não vão nem presos. Neste início de ano, ainda no Rio de Janeiro, um covarde já matou a ex-mulher.

Não se sabe mais a quem recorrer. Para conter estes absurdos a solução precisa ser prisão perpétua para esse tipo de crime hediondo, com obrigatoriedade de trabalhar na prisão, para seu sustento.

Nada indica que o novo ano seja menos violento e menos intolerante. É preciso orar e perseverar. De mãos dadas com corações fortes e esperançosos.

UM ANO MELHOR – Recebi do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) e ex-presidente da Suprema Corte, Marco Aurélio Mello:

“Limongi, jamais pare de escrever. O meu abraço e que 2026 seja um ano melhor para o Brasil”.

APRENDER FAZENDO – No fechamento das estatísticas do ano, o presidente do Sistema Fecomércio DF, José Aparecido Freire, destacou que a missão do Senac de educar para o trabalho está fortalecendo o desenvolvimento das 260 mil empresas de comércio, serviços e turismo, que geram 720  mil empregos formais”.

Por sua vez, o diretor regional do SESC-DF, Vitor Correa salientou, na linha de José Aparecido Freire, “aprender fazendo” é uma realidade a instituição.

“Podemos dizer o mesmo da preparação de nossos alunos nas habilidades socioemocionais. O modelo pedagógico próprio do Senac baseado na metodologia “ação-reflexão-ação” dá o tom”.

PAPEL DE OTÁRIO – Vini Junior entrou na pilha do argentino provocador, técnico do Atlético de Madrid. Bateram boca. Papel de otário, de tolo, de jogador principiante.

O mais grave, o Real Madrid estava vencendo e ganhou o jogo.

Ancelotti está vendo e certamente dará boa e merecida bronca no excelente atleta da seleção brasileira.

Piada do Ano! Defesa afirma que Vorcaro está sofrendo difamação…

Influenciadores que, juntos, somam milhões de seguidores nas redes sociais relataram terem sido procurados por interessados em difamar os envolvidos na liquidação do Banco Master, em especial o Banco Central (BC). O

Vários influenciadores foram procurados pelos lobistas

Gabriella Furquim
Metrópoles

Em meio a denúncias de que seria patrocinador de uma milícia digital formada supostamente para difamar o Banco Central (BC) e defender o Master, o banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao Supremo Tribunal Federal que investigue notícias nas quais ele — Vorcaro — aparece como alvo.

Na petição, os advogados argumentam que Vorcaro não difamou e não contratou ninguém para difamar qualquer autoridade e que é o banqueiro que tem sido vítima de milícias digitais.

O caso ganhou repercussão após um influencer afirmar que foi procurado por interlocutores para participar da campanha difamatória.

COM TOFFOLI – Protocolada na tarde desta quinta-feira (8/1) e assinada pelos advogados Roberto Podval, Pierpaolo Cruz Botini e Sérgio Leonardo, a petição está endereçada ao ministro Dias Toffoli.

No documento, os advogados alegam que o banqueiro estaria sendo alvo de um “massivo ataque reputacional, da disseminação constante de fake news feita de forma orquestrada e coordenada”. Com base nesse argumento, os defensores pedem a apuração da origem das publicações.

O pedido ocorre no mesmo dia em que a Polícia Federal (PF) afirmou que analisa a abertura de um inquérito para investigar a suposta contratação de influenciadores digitais para defender o Banco Master e atacar o Banco Central após a liquidação da instituição financeira.

ALEGA A DEFESA – “Há muito o peticionário [Vorcaro] vê seu nome envolvido em inúmeras notícias veiculadas na mídia, sendo alvo permanente de campanha difamatória, com divulgação massiva de fake news contra si, lastreadas em correlações falsas e maliciosas, extrapolando o direito à informação, o que se intensificou nos últimos 12 meses – antes mesmo da deflagração da Operação Compliance Zero – inclusive compelindo-o a encaminhar diversas notificações extrajudiciais a veículos de imprensa e jornalistas sobre matérias falsas ou de tom pejorativo e ofensivo à sua honra”, dizem os advogados.

Em outro trecho do documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, a defesa diz que “alguns sites, blogs e afins praticaram e praticam verdadeiro ‘cyberstalking’, com perseguição sistemática ao peticionário [Vorcaro], causando constrangimentos e prejuízos reputacionais indeléveis” e apresenta uma lista de links que comprovariam os ataques a Vorcaro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Os advogados estão perdidos no lance, porque na mesma quinta-feira já surgiam notícias sobre os contratos oferecidos, prevendo até a periodicidade das matérias a favor do banqueiro. Apareceram também, espontaneamente, influenciadores reclamando que foram procurados pelos lobistas, mas não tinham sido mencionados nas reportagens sobre as matérias pagas. Está ficando cada vez mais divertido. (C.N.)

JCO

 INernacional

URGENTE: Justiça dos EUA toma decisão que destrói os planos do Banco Master


A Justiça dos Estados Unidos reconheceu oficialmente a liquidação extrajudicial do Banco Master determinada no Brasil, em uma decisão considerada estratégica para o Banco Central e desfavorável ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro. O entendimento consolida a autoridade do processo conduzido em território brasileiro e amplia seus efeitos no exterior.Zenstox

A decisão foi proferida pela Corte de Falências do Distrito Sul da Flórida. O juiz Scott Grossman enquadrou a liquidação como “foreign main proceeding”, conforme previsto no Chapter 15 da legislação norte-americana, o que obriga tribunais e credores nos Estados Unidos a respeitarem integralmente o procedimento instaurado no Brasil.

O pedido de reconhecimento internacional foi apresentado pela EFB Regimes Especiais de Empresas, indicada pelo Banco Central como liquidante extrajudicial do Banco Master. A empresa passou a atuar formalmente como representante do processo brasileiro fora do país, com legitimidade reconhecida pela Justiça americana.

Na decisão, o magistrado concedeu à EFB amplos poderes para administrar, preservar, investigar e apurar os ativos do Banco Master localizados em solo americano. A Corte aceitou o argumento de que o centro principal de interesses da instituição financeira está no Brasil e que a liquidação foi instaurada por autoridade regulatória competente.

Os fundamentos apresentados pela liquidante também destacaram a necessidade de evitar decisões conflitantes entre diferentes jurisdições, ponto que foi acolhido pelo juiz. Segundo a sentença, o processo brasileiro respeita os princípios da cooperação internacional e não gera prejuízo desproporcional a credores ou demais partes envolvidas.

Na prática, a decisão impede a abertura de ações judiciais, execuções ou qualquer tentativa de movimentação de ativos do Banco Master nos Estados Unidos sem autorização do liquidante nomeado no Brasil. Também autoriza a administração e a investigação desses ativos no exterior sob controle do processo brasileiro.

O reconhecimento pela Justiça dos EUA esvazia uma das principais estratégias jurídicas adotadas por Daniel Vorcaro e por credores estrangeiros, que buscavam questionar a legitimidade ou o alcance internacional da intervenção do Banco Central.

Nos bastidores de Brasília, a avaliação é de que a decisão representa um respaldo relevante à atuação da autoridade monetária, especialmente em um momento de pressão política e institucional, com movimentações no STF e no TCU que tentam revisar a liquidação.