quinta-feira, 4 de junho de 2026

 

URGENTE: Trump ignora completamente Lula e confirma decisão aterrorizante para o petista

A decisão do governo dos Estados Unidos de anunciar um novo embaixador para o Brasil sem realizar previamente a consulta diplomática tradicional ao governo brasileiro provocou surtos no Itamaraty e abriu espaço para um possível novo foco de tensão nas relações entre os dois países.

Pelas práticas diplomáticas internacionais, é comum que o país responsável pela indicação solicite, de forma reservada e oficial, o chamado "agrément" antes de tornar público o nome escolhido para chefiar sua representação diplomática. Esse procedimento permite ao país anfitrião avaliar previamente o indicado antes da formalização da nomeação.

O escolhido pelo governo do presidente Donald Trump para ocupar a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil é Daniel Perez, parlamentar do Estado da Flórida e filho de imigrantes cubanos. 

O novo embaixador não esconde sua admiração por Rubio e Trump, já defendeu publicamente a “clareza moral” em torno de mudanças de regime em Cuba e na Venezuela. Para ele, o crime organizado transnacional e os regimes de esquerda são faces da mesma moeda e representam uma ameaça à soberania dos EUA.Patria Investimentos

Na prática, uma vez confirmado pelo Senado dos EUA, o novo embaixador atuará como longa manus de Rubio, que, na semana passada, anunciou a designação de PCC e CV como organizações terroristas após encontro com Flávio Bolsonaro.

 

Nova pesquisa avalia o que pensa o povo brasileiro sobre classificação do PCC e do CV como “terroristas”

O resultado não poderia ser outro. É evidente que a maioria do povo brasileiro é favorável que as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas.

O levantamento foi realizado em meio à repercussão da decisão do governo dos Estados Unidos de enquadrar as duas facções criminosas brasileiras como grupos terroristas. A iniciativa norte-americana também conta com apoio majoritário da população: 53,1% aprovam a medida, contra 44,7% que a desaprovam. Outros 2,2% não opinaram.

Apesar da aprovação, os brasileiros demonstram divisão sobre as consequências da decisão americana. Quando questionados sobre como avaliam a medida, 47,7% afirmaram que ela representa um risco à soberania nacional por poder abrir espaço para interferências externas. Por outro lado, 44,7% consideram a iniciativa necessária para fortalecer o combate ao crime organizado. Outros 7,3% classificam a ação como meramente simbólica, sem efeitos concretos.

O equilíbrio entre as opiniões também aparece quando a pesquisa pergunta diretamente se a decisão dos Estados Unidos configura uma agressão à soberania brasileira. Nesse cenário, 49,7% responderam que não, enquanto 49,4% disseram que sim. Apenas 0,9% não soube responder.itsvividleaves.com

Os entrevistados também avaliaram os possíveis impactos da medida sobre a segurança pública e o enfrentamento ao crime organizado. A maior parcela, 29,6%, acredita que a classificação do PCC e do CV pelos Estados Unidos não produzirá efeitos relevantes no Brasil. Em seguida, 26,8% afirmaram que a decisão poderá melhorar significativamente a segurança pública.

Outros 17,1% acreditam que haverá uma melhora moderada no combate à criminalidade. Em sentido contrário, 17,2% avaliam que a medida tende a piorar significativamente o cenário de segurança, enquanto 6,2% preveem impactos negativos mais limitados. O percentual dos que não souberam opinar foi de 3,1%.Elevadores de escadas móveis sem instalação. 

O levantamento indica ainda que a discussão pode influenciar o comportamento do eleitorado nas eleições de 2026. Segundo a Atlas/Intel, 50,8% dos entrevistados afirmaram que teriam mais facilidade para votar em um candidato favorável à classificação das facções como organizações terroristas. Já 33,6% disseram preferir candidatos contrários à medida, enquanto 15,7% declararam que o tema não interfere em sua escolha eleitoral.

A pesquisa Atlas/Intel ouviu 1.273 brasileiros entre os dias 30 de maio e 3 de junho de 2026, por meio da metodologia Atlas Random Digital Recruitment (RDR). A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.