sexta-feira, 27 de março de 2026

 

Kassab traiu Leite e Ratinho Jr., porque teve “bons motivos” para indicar Caiado 

Por que Caiado deixou o União Brasil e foi para o PSD de Gilberto Kassab

Em janeiro, Kassab fez selfie juntando os três governadores

Carlos Newton

Como diria Ataulo Alves, a maldade dessa gente é uma arte, e por isso não se deve confiar em político. Um bom exemplo dessa realidade é a situação hoje vivida pelos governadores do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e do Paraná, Ratinho Jr., que aspiravam ser candidatos à sucessão de Lula. O problema foi terem confiado no presidente do PSD, Gilberto Kassab, que lhes acenou com a possibilidade de disputar a Presidência.

Uma correção: onde escrevemos que Kassab é “presidente do PSD”, deve-se mudar para “dono do PSD”, porque é isso que acontece. Na verdade, o único objetivo de Kassab era fortalecer o PSD, porque cada líder político que ingressa no partido sempre se filia junto com grande número de aliados e assessores.

PRÓS E CONTRAS – Na verdade, o PSD já tinha um forte pré-candidato – o governador paranaense Ratinho Jr., que está no partido desde 2016 e recebeu com surpresa a filiação de Eduardo Leite em maio de 2025, quando o governador gaúcho deixou o PSDB após nele atuar por 24 anos.

O anúncio ocorreu numa cerimônia festiva em São Paulo, quando Leite assumiu a presidência do diretório estadual do PSD gaúcho e reafirmou sua pré-candidatura à Presidência da República para 2026.

O partido de Kassab então ficou com dois pré-candidatos, Ratinho Jr. e Eduardo Leite, que deveriam disputar a candidatura em prévias ou durante convenção nacional. Porém, na prática, isso não funciona, porque quem faz a escolha é Gilberto Kassab, e estamos conversados.

E SURGE CAIADO… – Em janeiro deste ano, outra surpresa. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, teve sua pré-candidatura recusada pelo União Brasil, deixou o partido e anunciou filiação ao PSD, que assim passou a ter três pretendentes à Presidência da República.   

O governador goiano Caiado aceitou ingressar no PSD, porque houve o compromisso de que não haveria prévias ou convenção, e a escolha do candidato seria feita por uma pequena comissão partidária, integrada por Gilberto Kassab, Jorge Bornhausen, Guilherme Afif Domingos e Andrea Matarazzo.

Reservadamente, Kassab garantiu a Caiado que ele seria o escolhido, mas o governador não acreditou. Participou da festa de filiação, que teve a presença de Ratinho Jr. e Eduardo Leite, tirou fotos com eles e Kassab, mas ficou ressabiado e se recusou a assinar a ficha de ingresso no partido, a ser encaminhada à Justiça Federal.

TRAIÇÃO CONJUNTA – Caiado somente assinou a filiação no dia 16 de março, depois que Kassab novamente lhe garantiu a candidatura. Foi quando Ratinho Jr. percebeu que estava sendo traído por Kassab, ficou furioso e abandonou a pré-candidatura, dizendo que iria se afastar da política para administrar as empresas do pai.

Eduardo Leite, porém, não quis passar recibo. Pegou o avião e foi a São Paulo peitar Kassab, que lhe acalmou, dizendo que o candidato somente será escolhido dia 31 (terça-feira próxima).

Mas era tudo mentira. Em Santa Catarina, o ex-governador Jorge Bornhausen cometeu uma inconfidência e deu declarações dizendo que o candidato já está escolhido por unanimidade e se chama Ronaldo Caiado. Ou seja, Kassab traiu Ratinho Jr. e Eduardo Leite, numa só tacada.

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P.S.
 – Kassab preferiu Caiado por dois motivos. Primeiro, porque Leite e Ratinho Jr. seriam “jovens e independentes demais”. Ou seja, qualquer um deles, caso se elegesse, poderia se tornar dono do PSD. E o segundo motivo é que Caiado é bem mais velho, vai fazer 77 anos, não ameaça o futuro de Kassab e sua candidatura será patrocinada pelo agronegócio, que vai soltar dinheiro de montão. E o resto é folclore, como dizia nosso amigo Sebastião Nery. (C.N.)

Sputnik

 

EUA não vencerão Irã, pois Teerã usa métodos de guerra mais modernos que inimigos dele, diz analista

Drones exibidos em cerimônia que marca seu fornecimento ao Exército iraniano, no Irã, 20 de abril de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 27.03.2026
Os Estados Unidos não conseguirão vencer o Irã, pois utilizam métodos de conduzir operações de combate ultrapassados, opinou o ex-assessor do Pentágono e coronel aposentado Douglas Macgregor no YouTube.
Macgregor salientou que, ao contrário do Exército estadunidense, Teerã está travando a guerra do futuro.

"Vitória militar. O que os EUA ganhariam com isso? Será que se trata de um cenário semelhante ao do navio de guerra Missouri, em que os iranianos sobem a bordo de um navio de guerra ancorado em algum lugar do golfo Pérsico e se rendem ao [presidente dos EUA] Donald Trump? Isso tudo não passa de bobagem", ressaltou.

Segundo o analista, as tentativas dos Estados Unidos de derrotar o Irã com métodos obsoletos de condução da guerra estão fadadas ao fracasso.
Bandeira dos EUA improvisada é incendiada por manifestantes durante um comício em frente à antiga Embaixada dos EUA em comemoração ao aniversário de sua apreensão de 1979 em Teerã, Irã, em 4 de novembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 26.03.2026
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Irã deve não negociar paz com EUA porque o país está ganhando a guerra, aponta analista
Nesse contexto, ele detalhou que os EUA tentam conduzir a guerra da mesma forma que vêm fazendo desde, pelo menos, 1944, mas essa é uma abordagem ultrapassada.
As forças estadunidenses se deparam com um adversário que lhes declara uma guerra totalmente voltada para o futuro, uma guerra do século XXI, com mísseis, sistemas não tripulados e tripulados.

"Um pouco de tudo, mas com máxima precisão, controle e vigilância constante. Os EUA não vencerão essa guerra se continuarem agindo como agora", acrescentou.

Na foto, o USS Gerald R. Ford iniciou o primeiro de seus testes no mar para avaliar diversos sistemas de última geração com sua própria propulsão pela primeira vez, em Newport News, Virgínia, 8 de abril de 2017 - Sputnik Brasil, 1920, 25.03.2026
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Há dúvidas de que o melhor porta-aviões norte-americano seja adequado para guerra com Irã, diz mídia
Portanto, o especialista concluiu que os EUA podem lançar todos os mísseis que tiverem contra o Irã, mas, no fim das contas, perceberão que isso não adiantou nada.
A campanha militar dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica do Irã está em andamento desde 28 de fevereiro. Durante todo esse período, as partes têm se atacado mutuamente. Em Tel Aviv, declararam que seu objetivo é impedir que Teerã obtenha armas nucleares.
Washington ameaçou destruir o potencial militar do país e exortou os cidadãos a derrubarem o regime. O Irã, por sua vez, enfatizou que está pronto para se defender e que, por ora, não vê sentido em retomar as negociações.
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