sábado, 23 de maio de 2026

 

URGENTE: Moraes tem mais um revés internacional, desta vez nos EUA


A situação do ministro Alexandre de Moraes a nível internacional está ficando cada vez mais complicada. Nesta sexta-feira (22), a Justiça Federal da Flórida tomou uma decisão que rompe às completas a blindagem que a Justiça brasileira construiu para evitar a sua citação numa ação movida pelas plataforma Rumble e Trump Media.

Foi autorizada a sua citação através de e-mail derrubando o impasse que travava a notificação do magistrado e abrindo caminho para que o processo avançasse rumo a uma análise de mérito — ou a uma condenação à revelia. se Moraes não responder após ser citado, a Rumble e a Trump Media deverão pedir a decretação de revelia, dentro de um prazo de 21 dias.

A Corte reconheceu que as empresas tentaram, ao longo de meses, realizar a citação formal pelos canais previstos na Convenção da Haia, mas concluiu que o processo no Brasil se tornou "politizado e efetivamente indisponível".

As empresas alegam que Moraes impôs ordens de censura secretas a plataformas americanas, afetando conteúdos protegidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

Segundo a petição, o magistrado teria agido de forma extraterritorial, ignorando o governo e os tribunais americanos, ao determinar bloqueios de contas e remoção de publicações sem passar pelos canais diplomáticos adequados.

 

Defensoria Pública impõe mais um terrível e desmoralizante baque a Moraes

Um final de semana trágico para o ministro Alexandre de Moraes. Zambelli em liberdade, citação por e-mail pela Justiça americana e, por fim, a Defensoria Pública da União (DPU) pede a anulação de processo contra Eduardo Bolsonaro alegando parcialidade do magistrado. Isso é vergonhoso.

A DPU defendeu que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes é parcial para julgar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro."O presente processo tem uma característica que o distingue da generalidade das ações penais. Aqui o Julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar. Essa não é uma alegação genérica sobre a personalidade ou as convicções do Eminente Ministro Relator. É uma constatação objetiva, extraída da própria narrativa acusatória", diz o documento.

A ação trata de declarações de Eduardo que denotariam uma articulação em prol de sanções nos Estados Unidos contra o próprio Moraes, com o suposto objetivo de obter vantagens em julgamentos contra ele e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O governo americano chegou a incluir o ministro no rol da Lei Magnitsky, mas revogou a sanção meses depois.

Moraes costuma se defender dizendo que os atos apurados não são apenas contra ele, mas contra o cargo e contra a própria democracia. Para o defensor público Antônio Ezequiel Inácio Barbosa, no entanto, esta ação é diferente, uma vez que o ministro "é vítima direta, nominalmente identificada, individualmente atingida por condutas que, segundo a denúncia, foram pessoalmente a ele dirigidas: suspensão de seu visto de entrada nos Estados Unidos; aplicação das sanções da Lei Global Magnitsky especificamente a sua pessoa".

Sobre a adequação entre as práticas do ex-deputado e o que diz a lei, Antônio Ezequiel Inácio Barbosa aponta que o crime de coação no curso do processo exige "violência ou grave ameaça", o que não estaria configurado no caso, uma vez que Eduardo não teria poder para impor sanções por conta própria.

"A grave ameaça pressupõe que o mal prometido dependa da vontade e do poder de concretização de quem ameaça. Se o agente não tem poder de concretizar o mal anunciado, não há grave ameaça. Há, quando muito, prognóstico sobre eventos futuros que dependem da vontade de terceiros soberanos", argumenta.

 

Piada do Ano! Supremo da Itália revoga extradição e Carla Zambelli já está solta

Justiça da Itália nega extradição de Carla Zambelli

Condenação rigorosa demais favoreceu a ex-deputada

Deu no g1

A Corte de Cassação de Roma, última instância da Justiça na Itália, decidiu por não extraditar a ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) para o Brasil e determinou sua soltura. Condenada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), ela estava presa em Roma desde julho e publicou um vídeo logo após deixar a prisão na noite de hoje.

Julgamento do recurso da defesa pela não extradição de Zambelli ocorreu na manhã desta sexta-feira. A audiência ocorreu a portas fechadas e contou com presença de seis juízes.  O processo diz respeito à condenação de Zambelli por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça brasileiro.

ADVOGADO SURPRESO – Segundo o advogado da ex-deputada, Alessandro Sammarco, foi uma bela surpreso, e a Suprema Corte também determinou a imediata libertação de Zambelli, que até então estava presa em um presídio nos arredores de Roma.

Um vídeo publicado nas redes sociais do advogado Pieremilio Sammarco, que também faz parte da defesa, mostra Zambelli após a libertação. A soltura também foi confirmada à TV Globo pelo advogado Fábio Pagnozzi, que defende a ex-deputada no Brasil.

Há ainda um segundo processo de extradição correndo na Justiça italiana, relacionado à condenação da ex-deputada pelo crime de porte ilegal de armas e ameaça com arma de fogo.

SEM DATA – O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou à Itália um único pedido de extradição, mas a Justiça italiana decidiu separar os casos. Portanto, ainda há outro pedido de extradição em análise, ainda sem data para uma decisão final.

A defesa de Zambelli também disse ainda não ter claros os motivos para a anulação, mas acredita que a Corte de Cassações encontrou erros na sentença anterior, da Corte de Apelações.

O deputado estadual Bruno Zambelli (PL), irmão de Carla, afirmou ao g1 que a família considerou a decisão um “milagre”. O parlamentar diz estar reunido com a mãe da deputada e o sobrinho. A família pretende ir visitar a ex-deputada na Itália. O pai de Zambelli e o marido já estão no país.

COM O MINISTRO – Quando forem esgotadas as vias judiciais, o processo ainda passará pelas mãos do ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que pode dar um parecer favorável ou contrário à extradição. O ministro tem um prazo de 45 dias para se manifestar a partir da publicação do acórdão da Justiça.

Brasil e Itália têm um tratado recíproco de extradição, em vigor desde 1993 – e que já foi acionado dezenas de vezes desde então. O primeiro artigo do tratado determina, inclusive, que Brasil e Itália ficam obrigados a entregar, um ao outro, pessoas que sejam procuradas pelo outro país – seja para levar a julgamento ou para cumprir uma pena restritiva de liberdade.

A ex-deputada federal Carla Zambelli está presa na Itália desde o dia 29 de julho de 2025. Ela estava em um presídio nos arredores de Roma que abriga mulheres em regimes de segurança média e alta e é dividido em oito seções.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O problema é o excesso de rigor das condenações do Supremo, especialmente as comandadas pelo ministro Alexandre de Moraes, aquele dos 129 milhões de dólares. Primeiro, foram os Estados Unidos que recusaram a extradição de brasileiros punidos por ele, depois a Espanha fez o mesmo, e a agora a Itália confirma a tendência da Justiça. E isso é uma vergonha para o Brasil, não há dúvida. (C.N.)

Sputnik

 

Trump decide dar mais tempo às negociações com o Irã e suspende novos ataques, diz mídia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa em março de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 23.05.2026
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu não retomar, por enquanto, os ataques contra o Irã para dar uma chance à diplomacia, informou o Wall Street Journal, citando autoridades norte-americanas.
Segundo a reportagem, Trump realizou uma reunião com os principais integrantes da área de segurança nacional dos EUA para discutir os próximos passos em relação ao Irã, mas nenhuma decisão formal foi tomada. O líder norte-americano também disse a assessores que deseja conceder mais tempo para que o processo diplomático avance.
Apesar da declaração, o secretário interino da Marinha do país, Hung Cao, disse mais cedo que Washignton suspendeu temporariamente os fornecimentos militares para Taiwan, a fim de formar um estoque necessário de munições para a operação contra o Irã.
Pessoas visitam uma exposição militar que marca o 40º aniversário da Revolução Islâmica do Irã em Teerã, Irã, 3 de fevereiro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2026
Panorama internacional
Irã está pronto para usar novas armas em caso de ataque dos EUA, revela fonte à Sputnik
"Nós vendemos a eles [Taiwan] certos produtos militares. Estamos simplesmente tomando um momento agora para garantir que temos as munições que precisamos para a operação Fúria Épica. Temos [munições] suficientes, mas só queremos ter certeza absoluta de que temos tudo o que precisamos", disse Cao nas audiências da Comissão de Orçamento do Senado.
O Financial Times havia relatado anteriormente, citando uma fonte, que Pequim estava supostamente atrasando um acordo sobre uma visita do vice-chefe do Pentágono Elbridge Colby devido a possíveis vendas de armas para Taiwan.
De acordo com o jornal, "a China deixou claro que não pode aprovar uma visita até que [o presidente dos EUA Donald] Trump decida como ele irá proceder em relação ao pacote de armas".

 

Incomodado com as derrotas para Mendonça, Gilmar toma estranha atitude em julgamento de primo de Vorcaro

No julgamento na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) para decidir se será mantida ou não a decisão do ministro André Mendonça que converteu de temporária para preventiva a prisão de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, o ministro Gilmar Mendes resolveu suspender o julgamento com um pedido de vista.

Na realidade, o magistrado parece terrivelmente incomodado com as derrotas que vem sofrendo para o ministro André Mendonça.De qualquer forma, o pedido de vista nesse caso causou estranheza e um questionamento surgiu:

Qual será o plano de Gilmar?

Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.