'Estamos preparados para isso': novo confronto com os EUA é inevitável, acredita comandante iraniano




Decisões de dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estão na mira dos Estados Unidos e serviram como argumento na investigação comercial que poderá resultar na aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. O relatório foi elaborado pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) no âmbito da investigação baseada na Seção 301 da legislação americana. O documento reúne, entre outros assuntos, críticas relacionadas ao combate à corrupção e plataformas digitais. Nesses quesitoa estão inseridas decisões desses dois magistrados.
No capítulo dedicado ao combate à corrupção, o governo americano cita a decisão de Dias Toffoli, de setembro de 2023, que anulou todas as provas obtidas a partir do acordo de leniência da Odebrecht e dos sistemas Drousys e MyWebDay.Patria Investimentos
Por outro lado, o relatório dedica espaço às decisões judiciais envolvendo plataformas digitais. O governo americano sustenta que determinações para remoção de conteúdos e suspensão de perfis em redes sociais afetaram empresas americanas que operam no Brasil.
Segundo o documento, algumas dessas ordens teriam sido expedidas sob sigilo, impedindo que as plataformas informassem os usuários atingidos. O texto também menciona multas e medidas coercitivas aplicadas para garantir o cumprimento das decisões judiciais. Embora não cite nominalmente todos os casos, o relatório associa essas medidas ao debate sobre liberdade de expressão e moderação de conteúdo nas redes sociais, tema frequentemente relacionado pelo governo Donald Trump às decisões do ministro Alexandre de Moraes.


A advocacia do Senado Federal assumiu a defesa do relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira, contra ação movida pela esposa e filhos do ministro Alexandre de Moraes.
Em resposta ao pedido de indenização apresentado pela família de Moraes, a Casa sustentou que as declarações do emedebista estão protegidas pela imunidade parlamentar. Em parecer de 27 páginas, quatro advogados do Senado afirmam que as declarações questionadas foram feitas no contexto dos trabalhos da CPI do Crime Organizado, da qual Vieira foi relator, e, por isso, estariam amparadas pela prerrogativa constitucional conferida aos parlamentares.
Por outro lado, o tal contrato de R$ 129 milhões permanece sem nenhuma explicação.
Caiado e Zema decolaram logo na primeira pesquisa
Carlos Newton
Chega a ser inacreditável. Na quarta-feira, dia 27, os presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) se reuniram em São Paulo e anunciaram um acordo inicial para formar uma chapa conjunta no início de agosto. Assim, quem estiver à frente nas pesquisas sairá para presidente e o outro disputara como vice na coalizão.
Foi o que bastou. Dois dias depois, a pesquisa RealTime Big Data saiu em campo e ouviu 2 mil pessoas na sexta e no sábado. O resultado do levantamento é impressionante, porque indica uma forte tendência contra a polarização que caracteriza a política brasileiros nos últimos anos.
SEGUNDO TURNO – O resultado do primeiro turno não trouxe maiores novidades. Nas projeções de 1º turno, o presidente Lula da Silva, pré-candidato do PT, Lula tem 38% e Flávio Bolsonaro 31%, e os demais candidatos ficam com 6%, no máximo.
No entanto, quando as entrevistas passaram a indagar sobre o segundo turno, o quadro mudou de forma surpreendente. Embora as projeções continuem mostrando que Lula tem 45% contra 40% do senador Flávio Bolsonaro, o cenário é outro contra os presidenciáveis do PSD e do Novo.
A pesquisa RealTime Big Data mostra que Lula e Caiado aparecem empatados com 43% cada. Contra Romeu Zema, há empate técnico, dentro da margem de erro, com Lula pontuando 43% e Zema 40%.
TERCEIRA VIA – O resultado é mesmo auspicioso. Demonstra que grande parte do eleitorado já cansou da polarização e anseia por uma terceira via, seja lá qual for. Mostra também que o ex-presidente Jair Bolsonaro cometeu um erro brutal ao indicar o próprio filho, ao invés de apoiar o governador Tarcísio de Freitas, que venceria facilmente a eleição.
Como diria Helio Fernandes, o cidadão-contribuinte-eleitor não aguenta mais ser levado a escolher o menor pior entre petistas e bolsonaristas. O caminho preferido é escolher governantes com menos radicalismo político e mais experiência administrativa, para conduzir a reforma dos Três Poderes, que estão levando o país à exaustão.
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P.S. 1 – Divulgada nesta segunda-feira, dia 1º, a pesquisa RealTime Big Data foi um balde da água gelada no entusiasmo dos petistas, que consideram Flávio Bolsonaro um candidato mais fácil de derrotar. Tudo indica que Rolando Caiado e Romeu Zema (ou vice-versa) têm condições de crescer muito, pois ainda faltam quatro meses para o primeiro turno das eleições.
P.S. 2 – A pesquisa estourou como uma bomba também no PSD, cujo presidente Gilberto Kassab não quer ganhar a eleição e fará o possível para boicotar a chapa com o Novo. Kassab se considera dono do partido. Ele teme que Caiado se fortaleça a ponto de comandar o PSD e mandá-lo procurar sua turma. (C.N.)