terça-feira, 28 de julho de 2026

Sputnik

 

Após 5 meses dos ataques dos EUA, Irã continua lutando com eficácia, afirma jornal

Nesta foto, divulgada pelo Ministério da Defesa iraniano em 25 de maio de 2023, um míssil Khorramshahr-4 é lançado em um local não revelado, no Irã (Ministério da Defesa iraniano via AP) - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2026
O Irã está efetivamente lançando contra-ataques com mísseis mesmo após cinco meses de centenas de ataques dos Estados Unidos e de Israel, informou um jornal ocidental.
Segundo a publicação de jornal de grande circulação britânico, o Irã demonstrou a eficiência das suas forças de mísseis durante o conflito com os Estados Unidos. O país continua sendo capaz de atingir com alta precisão instalações militares norte-americanas no Oriente Médio, lê-se no artigo.

"Cinco meses depois e após centenas de ataques dos Estados Unidos, o Irã consegue manter a eficácia de suas forças de mísseis, continuando a desferir, aparentemente, ataques precisos contra alvos na região", diz a publicação.

Segundo o jornal, Teerã conseguiu aprender lições e aproveitar a experiência adquirida durante os intensos ataques norte-americanos em março e abril. O Irã está efetivamente atacando as principais bases dos EUA no Kuwait e Bahrein, bem como instalações na Arábia Saudita e no Catar, apontou o material.
Os engenheiros militares iranianos demonstram a capacidade de reabastecer e restaurar rapidamente as capacidades dos mísseis, usando também a infraestrutura subterrânea, que continua sendo uma das ameaças aos Estados Unidos, diz o material.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acena para a mídia na Casa Branca, em março de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2026
Panorama internacional
Trump: EUA vão ganhar dinheiro no Irã assim como ganham com o petróleo da Venezuela
Conforme o texto, será muito difícil para Estados Unidos e Israel encontrar os locais de lançamento de mísseis iranianos, já que o Irã se aproveita da sua localização geográfica e esconde habilmente seus sistemas de mísseis.

"O Irã é um país grande e procurar esses lançadores de mísseis é como procurar uma agulha em um palheiro", afirmou ao jornal o especialista em defesa iraniana, Farzin Nadimi.

Os militares dos EUA realizaram várias séries de ataques contra o Irã desde 8 de julho. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA alegou que isso teria sido feito em resposta às ações do Irã contra embarcações comerciais que passaram pelo estreito de Ormuz.
Os militares iranianos retaliaram atacando bases americanas em vários países do Oriente Médio. Em 9 de julho, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que o cessar-fogo com o Irã não era mais válido.

Portal Esfera

 

Famosos

Milton Nascimento vence disputa judicial por direitos da música “Travessia”

Decisão da Justiça de SP mantém cantor como titular da obra criada com Fernando Brant

Por: Redação

24/07/202618:40

O cantor Milton Nascimento conseguiu na Justiça o direito de administrar novamente a exploração econômica de “Travessia”, canção lançada em 1967 e considerada uma das obras mais marcantes da Música Popular Brasileira (MPB). A decisão foi tomada pela juíza Danielle Paravani, da 15ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo.

Milton Nascimento
Foto: Reprodução/Instagram @miltonbitucanascimento

O processo envolvia um contrato firmado entre Milton, o compositor Fernando Brant e a Editora Musical Arlequim em 20 de julho de 1967. Pelo acordo, a empresa cuidaria da utilização comercial da canção, mas deveria apresentar contas e repassar aos autores os valores obtidos.

Segundo os compositores e seus representantes, a editora não apresentou documentos que comprovassem os pagamentos e a prestação de contas ao longo dos anos. Em 2023, após o fim do vínculo, Milton e os herdeiros de Fernando Brant pediram a retirada da empresa do cadastro da obra no Ecad.

Leia mais:
Milton Nascimento é diagnosticado com demência por corpos de Lewy
Milton Nascimento recebe alta após tratar pneumonia
Cantor Milton Nascimento para em hospital diagnosticado com pneumonia

A Arlequim , por sua vez, afirmou que o acordo representava uma cessão definitiva dos direitos autorais e negou irregularidades. A Justiça, porém, entendeu que o contrato era de edição, mantendo os compositores como titulares da obra.

Fim do contrato

Na decisão, a magistrada afirmou que a empresa não apresentou recibos, extratos ou outros documentos capazes de comprovar o cumprimento das obrigações. "A ausência absoluta de prova documental do adimplemento, aliada à alegação genérica e sem lastro probatório de que a ré teria cumprido suas obrigações, é suficiente para caracterizar o inadimplemento contratual.", diz uma parte do texto.

Após a administração direta da música, os autores registraram receitas superiores a R$ 245 mil entre julho de 2020 e dezembro de 2024, além de R$ 225 mil pelo uso da canção em uma campanha publicitária. Com base nas provas do processo, a Justiça determinou o encerramento do contrato com a editora.

 

Se vivessem hoje, Marx e Engels estariam empolgados com o fim das ideologias

Karl Marx: conheça a vida e a obra do pensador alemão - Revista Galileu | História

Engels e Marx provocaram a humanização do capitalismo

Carlos Newton

Há muitos anos, na década de 80, ainda no regime militar, tive a honra de ser autor de uma série de artigos que motivaram debates entusiásticos na Escola Superior de Guerra. Publicada antes da queda do muro de Berlim e da derrocada da União Soviética, a série de artigos tinha um título profético – “O Fim das Ideologias”.

Infelizmente, não fui convidado a participar dos debates, porque minha ficha no Serviço Nacional de Informações (SNI) indicava que eu era membro do Partido Comunista”, ao qual jamais fui ligado, embora continue a ser ardoroso admirador de Karl Marx e Friedrich Engels, dois pensadores que conseguiram mudar o mundo.

GRANDES AMIGOS – Sem Engels, não existiria Marx, que era um intelectual pobretão, sem dinheiro para sustentar a família, enquanto Engels era de família rica e seu pai se tornara um dos primeiros empresários multinacionais, com fábricas de tecido na Alemanha e na Inglaterra.

Assim, sem o dinheiro de Engels, que o sustentou a vida inteira, Marx não teria tempo para estudar e desenvolver suas teorias humanitárias, junto com o amigo.

Engels era um intelectual de primeira linha, porém Marx se tornou muito mais importante do que ele, porque assinava como autor os estudos desenvolvidos em conjunto, cuja autoria Engels jamais poderia assumir, para não entrar em choque com os interesses de sua família, que enriquecia cada vez mais com indústria e comércio no ramo têxtil – linhas, fios e tecidos.

SEGUNDO PLANO – Engels tinha de ficar em segundo plano e só podia assinar ensaios que não defendessem diretamente as classes trabalhadoras, como a monumental obra “A Origem da Família, da Propriedade Privada e do Estado”, em 1884.

Na época, o trabalho ainda caminhava próximo à escravidão; o único direito trabalhista era a folga semanal aos domingos, adotada desde o Império Romano. E a possibilidade de descansar também aos sábados só viria a ser adotada no Século XX.

O sofrimento dos trabalhadores incomodava o capitalista Engels, que se transformou num grande defensor dos direitos humanos, quando a exploração do homem pelo homem era considerada normal, porque ocorria totalmente dentro da lei.

DIREITOS HUMANOS – Os criadores do comunismo se conheceram em Colônia, capital da Renânia (antiga Prússia e hoje Alemanha), onde Marx nasceu e a família de Engels instalara uma de suas fábricas.

Engels tinha alma de jornalista, colaborou ativamente na “Gazeta Renana” onde Max trabalhava e depois fundou com ele a “Nova Gazeta Renana”. Assim, desde sempre foi ele quem sustentou Marx  e assim seguiram pelo resto da vida na Alemanha e depois em Paris, Bruxelas (onde escreveram o Manifesto Comunista) e Londres.

Portanto, Engels usou o dinheiro do capitalismo para patrocinar e criar o comunismo, regime político que ele e Marx julgavam mais humano, sem saber que poderia ser desvirtuado por líderes ditatoriais, tão exploradores quanto os capitalistas.

GRANDES PREVISÕES – Juntos, os dois pensadores previram em detalhes o que aconteceria ao capitalismo, inclusive o surgimento dos “rentistas”, termo criado por eles para designar as pessoas que hoje vivem da renda do dinheiro investido, como é comum aqui no Brasil, onde quem possui R$ 2 milhões aplicados pode viver com renda superior a R$ 20 mil mensais, e sob proteção de bancos estatais, que não têm risco de ir à falência.

O que não poderiam prever é que os profundos estudos que realizaram fossem utilizados para humanizar o capitalismo e garantir a defesa dos direitos humanos em todos os sentidos, de tal forma que tornou totalmente inviável aquele comunismo com o qual os dois sonhavam.

Hoje, os principais países que se diziam comunistas não podem mais ser considerados assim. Rússia, China e Vietnã, por exemplo, tiveram de adotar o capitalismo de estado e hoje caminham para a social democracia, a alternativa ideal seguida pelos  escandinavos, que se tornaram os países mais desenvolvidos do mundo, através do Estado do Bem-Estar Social.

###
P.S. 1 –
Sempre que faço reflexões sobre a morte das ideologias, fico entusiasmado com a obra de Marx e Engels (ou de Engels e Marx, conforme prefiro), que redundou na abençoada Social Democracia.

P.S. 2 – Embora tanta gente hoje despreze Engels e Marx, eu cada vez os admiro mais. E fico orgulhoso quando me chamam de comunista, como aconteceu no regime militar, quando o coronel Costa Júnior, que trabalhara no Serviço Nacional de Informações (SNI), ofereceu-se para limpar minha ficha e eu recusei, dizendo-lhe que todo jornalista de verdade se orgulhava de ser fichado. E vida que segue, como dizia meu amigo João Saldanha, que também era fichado como comunista. (C.N.)

 

Lava Jato x Banco Master: iguais na impunidade | Por Luiz Holanda

Embora de naturezas distintas, do ponto de vista financeiro, a corrupção do Banco Master é maior. As liquidações do Master e de instituições associadas geraram um rombo superior a R$ 52 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC), representando a maior falência bancária da história do país. Na Lava Jato a roubalheira se deu na Petrobrás, oscilando entre R$ 6,2 bilhões (estimativa da própria estatal) a R$ 29 bilhões, conforme levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU). Isso em prejuízos acumulados e contratos desde 2002. Os valores de multas e acordos atingiram cerca de R$ 3,9 bilhões, recolhidos ou prometidos. O total acordado para recuperação foi de R$ 3,9 bilhões em multas e perdimento de bens estipulados em colaborações, mas o que foi efetivamente depositado e direcionado aos cofres públicos e entidades parceiras chega a mais de R$ 2,9 bilhões. R$ 25 bilhões retornaram aos cofres públicos. O rombo provocado pelo Master representa o maior de nossa história, além do impacto de resgate do Fundo Garantidor de Crédito, afetando fundos de pensão, estatais e investidores. As liquidações do Master e do Will Bank custaram cerca de R$ 47,3 bilhões ao FGC, exigindo um aporte emergencial dos maiores bancos do país. As perdas atingiram quase R$ 2 bilhões para os fundos de Previdência de 18 estados e municípios. Investimentos atrelados ao conglomerado resultaram em um dano de cerca de R$ 6,6 bilhões ao caixa do banco.

A Lava Jato focou em esquemas de corrupção sistêmica e cartel de empreiteiras com a administração pública. No caso do Master, o impacto atingiu fortemente o Banco de Brasília (BRB), estados, municípios e fundos de pensão. Analistas apontam que as ramificações de poder e conexões de bastidores do escândalo do Master rivalizam ou superam a repercussão política da Lava Jato devido ao envolvimento de figuras de alta relevância da República. A Lava Jato envolveu políticos de vários partidos, ex-dirigentes da Petrobras, doleiros e grandes empreiteiros.

Os principais grupos nela investigados incluíam figuras como Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal e um dos primeiros delatores, Alberto Youssef, doleiro apontado como operador financeiro do esquema de lavagem de dinheiro e outros ex-diretores da Petrobras como Renato Duque e Nestor Cerveró. Entre os políticos e partidos estão o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, José Dirceu, Ex-Ministro da Casa Civil, dezenas de parlamentares, senadores e ex-governadores de partidos como PP, MDB, PT e PSDB. Já no caso Master, as autoridades e executivos investigados no rombo incluem figuras do alto escalão do governo, do mercado, do Banco Central e da política nacional.

Entre eles estão Daniel Vorcaro, Presidente e principal controlador do Master, preso na Operação Compliance Zero; Paulo Henrique Costa, Ex–diretor de Fiscalização do Banco Central, alvo de mandados e uso de tornozeleira eletrônica; Augusto Lima, Ex-CEO e sócio do Banco Master; Luiz Antonio Bull, Diretor de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia do banco, e Ailton de Aquino Santos, Diretor de Fiscalização do Banco Central ouvido nas investigações sobre a liquidação da instituição. Entre os políticos estão Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro, Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, Guido Mantega, ex-ministro do PT, Jacques Wagner, senador pela Bahia e outros. Em relação ao Judiciário aparecem Alexandre de Moraes através de contratos advocatícios com o escritório de sua esposa, Dias Toffoli (negócios de familiares) e Nunes Marques, por meio do seu filho, cuja defesa alega se tratar de atuações jurídicas. Os personagens da Lava Jato e do Banco Master são distintos, mas o crime é o mesmo; e a impunidade também.

*Luiz Holanda, advogado e professor universitário. 

Sputnik

 

Trump: EUA vão ganhar dinheiro no Irã assim como ganham com o petróleo da Venezuela

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acena para a mídia na Casa Branca, em março de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 28.07.2026

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que Washington vai ganhar dinheiro no Irã tal como está ganhando com o petróleo venezuelano.
"Recebemos muito dinheiro, bilhões e bilhões de dólares da Venezuela. A mesma coisa acontecerá com o Irã", disse Trump a repórteres a bordo do avião presidencial.
Na semana passada, a mídia estimou que neste ano os EUA receberam mais de US$ 13 bilhões (R$ 66 bilhões) em vendas de petróleo venezuelano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa em visita ao Reino Unido, em setembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 24.07.2026
Panorama internacional
Trump se vangloria de guerras contra Venezuela e Irã
Nos termos dos novos acordos entre os EUA e a Venezuela, após a mudança de poder em Caracas, as receitas do petróleo acumulam-se em contas controladas por Washington.
Trump anunciou, em 8 de julho, que o cessar-fogo alcançado com o Irã na noite de 18 de junho não estava mais em vigor. Os militares dos EUA realizaram várias rodadas de ataques ao Irã desde 8 de julho. O Comando Central do Exército dos EUA (CENTCOM) alegou que isso foi feito em resposta às ações do Irã contra navios comerciais que atravessavam o estreito de Ormuz.