Blog de Luiz Holanda

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

 

Dino teve de “inventar” uma lei para mandar que Andrei reassuma a Polícia Federal

Publicado em 9 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet
FacebookTwitterWhatsAppEmail
Flávio Dino.

Decisão absurda de Dino afronta o Princípio da Legalidade

Marina Rossi, Mariana Schreiber e Giulia Granchi
BBC News Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9/9) a reintegração de Andrei Augusto Passos Rodrigues e Leandro Almada da Costa aos cargos que ocupavam na Polícia Federal — respectivamente, Diretor-Geral e Delegado, e Delegado e Diretor de Inteligência Policial.

Os dois haviam sido afastados na terça-feira por decisão liminar do ministro André Mendonça, referendada em seguida por maioria formada na Segunda Turma do STF. Rodrigues recorreu a Dino, que reverteu a decisão com base em sete argumentos principais. Dino também proibiu, em caráter preventivo, que sejam impostas novas medidas cautelares pessoais contra Andrei Rodrigues e Leandro Almada com base em atos praticados no exercício regular de suas funções, e determinou que a Diretoria de Inteligência Policial da PF volte a funcionar normalmente.

NO PLENÁRIO – Segundo o ministro, a decisão estará submetida à autoridade do Plenário do STF, porque o partido Novo não tinha legitimidade para pedir o afastamento

Em sua decisão, Dino afirma que Mendonça afastou Andrei Rodrigues e Leandro Almada a partir de um requerimento apresentado pelo partido Novo. Segundo Dino, o Código de Processo Penal não inclui partidos políticos entre os sujeitos autorizados a requerer medidas cautelares em processos penais.

Dino cita o artigo 282, parágrafo 2º, do Código Processual Penal, segundo o qual as “medidas cautelares serão decretadas pelo juiz a requerimento das partes” ou por iniciativa da autoridade policial ou do Ministério Público — nunca de uma agremiação partidária.

COMPETÊNCIA – Dino também questionou quem tinha poder para julgar o caso. Ele lembrou que o presidente do STF, Edson Fachin, já havia aberto um procedimento próprio reconhecendo que a competência para examinar essa controvérsia era do Plenário, e não de um colegiado menor.

Se isso é verdade, argumentou o ministro, a decisão individual de Mendonça — ainda que submetida à Segunda Turma para referendo — passou por cima de uma instância que já tinha sido chamada a decidir.

Dino argumentou que a decisão de Mendonça teria se sobreposto a um procedimento no qual o próprio ministro figura como parte, já que os relatórios de inteligência que fundamentaram o afastamento também tratavam de suposto monitoramento dirigido a ele.

OUTROS ARGUMENTOS – O relator chegou a questionar, no texto, se “uma parte pode ser juiz de si mesma” — e concluiu que, nesse caso, caberia a Mendonça se dirigir ao presidente do STF ou ao Plenário, não decidir sozinho.

Na decisão, Dino chamou atenção para outro fato que, segundo ele, reforça a necessidade de cautela: a notícia de que Mendonça teria se reunido com o empresário Daniel Vorcaro — investigado em processos sob a própria relatoria do ministro — nas dependências de uma empresa privada, com intermediação de pessoas ligadas a investigações em curso no Judiciário.

O ministro afirmou que não está fazendo nenhum julgamento sobre o que aconteceu nesse encontro, mas o citou como parte de um contexto que, em sua avaliação, pede mais moderação da magistratura — especialmente em plena campanha eleitoral.

MAIS ALEGAÇÕES – Para o ministro, suspender as atividades de inteligência da Polícia Federal, como determinou Mendonça, pode travar centenas de investigações em andamento – inclusive algumas que estão sob sua própria relatoria.

 

Dino lembrou que casos de grande repercussão, como o assassinato da vereadora Marielle Franco, só foram esclarecidos justamente graças ao trabalho de inteligência da PF, o que reforçaria o risco de uma paralisação ampla da área.

Dino não é o único a levantar essas questões. Ao pedir vista do processo ainda na Segunda Turma, o decano do STF (ministro que ocupa a cadeira há mais tempo), Gilmar Mendes, já havia sinalizado as mesmas preocupações: a possível ilegitimidade do partido para fazer o pedido e a competência do Plenário para julgar o caso.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Flávio Dino arranca a máscara da face e mostra ser um jurista tão manipulador quanto Alexandre de Moraes. Ele está afrontando o Princípio da Legalidade “Nullum crimen, nulla poena sine praegevia lege” (Não há crime, nem pena, sem lei anterior que os defina). Este princípio determina que, se uma conduta não é explicitamente proibida por lei, ela é juridicamente permitida. Ou seja, você tem a liberdade de agir onde a lei silencia. No caso, a lei permite que “medidas cautelares serão decretadas pelo juiz a requerimento das partes“. E o Partido Novo é justamente uma das partes, a autora. Simples assim, mas Dino resolveu reinventar a lei. (C.N.)

Publicado em Geral | 7 Comentários |
Postado por Blog de Luiz Holaanda às 07:42 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Folha de Pernambuco

 Ministros do STF demonstram incômodo com prazos de Fachin e prolongamento da crise

Presidente deu 72 horas para Mendonça responder a pedido da AGU

Por Agência O Globo09/09/26 às 06H04 atualizado em 09/09/26 à




O Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF)
O Ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) - Foto: Bruno Moura/STFA decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, de dar 72 horas para André Mendonça se manifestar sobre o pedido apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) contra a decisão que afastou cautelarmente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prolonga o cenário de indefinição sobre a crise instalada na Corte.

Ministros ouvidos reservadamente pelo Globo avaliam que a sucessão de novas etapas antes de uma definição arrasta a crise e mantém o tribunal submetido a um desgaste que já se prolonga há dias.

A avaliação entre integrantes da Corte é que, embora Fachin tenha buscado agir com cautela diante de uma disputa que envolve diretamente colegas de tribunal, Mendonça e Alexandre de Moraes, a ausência de uma solução começa também a ter um custo para a própria presidência. Há ministros que defendem que, diante da escalada da crise, cabe ao presidente assumir a condução de uma saída institucional, em vez de permitir que o embate continue se desdobrando em novas decisões, recursos e manifestações.

Nesta terça-feira, Fachin optou por não decidir imediatamente sobre o pedido da AGU. Determinou que Mendonça seja intimado para se manifestar em 72 horas e estabeleceu que, somente depois disso, os autos retornem à Presidência do Supremo. Na prática, a decisão empurra para os próximos dias uma definição sobre o recurso e mantém aberto mais um flanco da crise.

A opção por ouvir Mendonça é vista por uma ala do tribunal como juridicamente compreensível, mas insuficiente para interromper a "sangria" provocada pelo episódio. A cobrança é para que Fachin dê uma resposta capaz de reorganizar o caso e reduzir a exposição pública da Corte. A percepção desses ministros é que, quanto mais tempo a disputa permanecer sem uma solução, maior será o custo para o STF como um todo.

O pedido da AGU chegou ao STF nesta terça após uma série de desdobramentos na crise envolvendo Mendonça e Moraes e o caso Master, e uma tentativa frustrada de Jorge Messias de conter a crise por meio de uma composição.

No recurso que chegou à presidência do Supremo nesta terça, a União apontou uma contradição na condução do caso pelo ministro: lembrou que o próprio Mendonça havia indicado anteriormente que a matéria recomendava análise pelo plenário do STF, mas posteriormente submeteu os afastamentos ao referendo da Segunda Turma.

A AGU também argumentou que Mendonça se antecipou a um procedimento já aberto por Fachin para apurar os mesmos fatos. Na semana passada, o presidente do Supremo deu cinco dias úteis para que Mendonça, Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e Andrei apresentassem esclarecimentos sobre a produção e a divulgação de relatórios de inteligência da PF.

Na avaliação da União, a decisão de Mendonça criou "decisões concorrentes sobre o mesmo objeto" e reduziu a utilidade da apuração conduzida pela Presidência do Supremo. A AGU ressaltou ainda que Andrei foi afastado enquanto estava em curso o prazo dado por Fachin para que ele apresentasse suas explicações sobre o episódio.

A União sustentou ainda que o episódio envolvendo os relatórios de inteligência constitui um fato autônomo e que, por isso, Mendonça não teria automaticamente competência para conduzir essa parte do caso. Segundo a AGU, uma vez que a questão já havia sido submetida à Presidência do STF, caberia a Fachin conduzir a análise até sua apreciação pelo órgão competente da Corte.

Ao recorrer, a AGU também afirmou que o afastamento dos dirigentes interferia na atribuição constitucional do presidente da República de escolher e substituir integrantes da direção da Polícia Federal. A peça apontou ainda risco de desorganização da corporação com a retirada simultânea do diretor-geral e do responsável pela área de inteligência.

Mendonça havia determinado, além dos afastamentos, que a Corregedoria da Polícia Federal abrisse investigações nas esferas penal e administrativa sobre o episódio. O ministro também suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência destinados a analisar atos praticados no exercício das funções de integrantes do Judiciário, da advocacia pública e da polícia judiciária.

A decisão foi submetida por Mendonça à Segunda Turma do Supremo. O colegiado chegou a formar maioria para referendar as medidas, mas o julgamento foi suspenso após um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

Postado por Blog de Luiz Holaanda às 04:13 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

 


Gilmar faz esforço enorme para evitar que Moraes provoque derrota de Lula
Publicado em 8 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet
FacebookTwitterWhatsAppEmail
BLOG DO VINÍCIUS ASSUMPÇÃO: CHARGE: O DESPREZO DE GILMAR MENDES

Charge do Paixão (Gazeta do Povo)

Felipe de Paula, Fausto Macedo, Aguirre Talento e Carolina Brígido
Estadão

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a decisão de André Mendonça que afastou, nesta terça-feira, 8, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Gilmar afirmou que decisões “tendentes a promover o desequilíbrio da disputa político-eleitoral” devem ser submetidas ao Plenário da Corte, e não a uma das Turmas. O ministro pediu vista apenas 11 segundos após a liberação, no plenário virtual, da votação sobre o referendo do afastamento de Andrei.

A Segunda Turma do Supremo, apesar do pedido de vista de Gilmar, formou maioria para referendar a decisão de Mendonça cerca de 10 minutos após a abertura da votação. Acompanharam o relator da Operação Compliance Zero os ministros Nunes Marques e Luiz Fux. Falta o voto de Dias Toffoli.

TRÊS PONTOS – As razões do pedido de vista feito por Gilmar após 11 segundos de votação se sustentam em três pilares, segundo o ministro. O primeiro é o pouco tempo para analisar o caso. Gilmar afirmou que o processo “foi incluído em pauta no próprio dia do julgamento, menos de uma hora antes do início da sessão virtual”, o que “impediu o exame da integralidade dos autos e da decisão submetida a referendo”.

O segundo ponto questiona o fato de o afastamento ter sido determinado por Mendonça “a partir de solicitação formulada por partido político (Novo)”, em “aparente contrariedade” ao Código de Processo Penal e ao Regimento Interno do STF.

Por fim, o decano criticou ainda o envio de “incidentes conexos, oriundos de uma mesma apuração” para colegiados diferentes.

PLANO DE GILMAR – Aliado de primeira hora do ministro Alexandre de Moraes, Gilmar sustenta que “a decisão de afastamento cautelar registra elementos que sugerem que o relatório de inteligência teria sido produzido pelo Diretor-Geral da Polícia Federal por provocação de membro da Primeira Turma desta Corte”.

Para Gilmar, se essa premissa for considerada, “a competência para exame dos atos imputados a integrante do Tribunal é do Plenário, e não da Segunda Turma”.

No terceiro pilar, Gilmar citou entendimento do Plenário que, com base na “paridade de armas” e no “dever de neutralidade do Estado em relação aos partidos políticos e candidatos”, considerou inconstitucionais decisões “tendentes a promover o desequilíbrio da disputa político-eleitoral”.

AFASTAMENTO Na manhã desta terça, Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa. Mendonça ordenou que a PF, por meio de sua Corregedoria, abra procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar os “graves fatos identificados” na produção de relatórios de inteligência.

Andrei Rodrigues entregou na semana passada ao ministro Alexandre de Moraes um relatório de inteligência após ter recebido uma ordem do ministro.

Como mostrou o Estadão, o documento diz que não possui valor probatório, e não pode servir como elemento de acusação, mas Moraes usou o material no inquérito das Fake News para acusar André Mendonça de abuso de autoridade, depois que o ministro solicitou a confecção de um relatório da PF contendo conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, nas quais o banqueiro chega a pedir orientação se deveria fugir do país diante das investigações.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
– Gilmar Mendes está exercitando sua maior especialidade, o “jus embromandi”. Recentemente, fez uma harmonização que melhorou seu visual, mas o caráter continua o mesmo e ele saiu em defesa do diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que está envolvido no caso Master junto com a namorada, a jornalista e lobista Renata Varandas. Mas as iniciativas de Gilmar Mendes têm um encontro marcado com o fracasso, porque Luiz Fux e Nunes Marques apoiaram Mendonça e o diretor da PF foi mesmo afastado. Agora, Moraes, Toffoli e Andrei têm chance zero de escaparem incólumes desse escândalo. Não há embromação que dê jeito. (C.N.)

Postado por Blog de Luiz Holaanda às 04:06 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

CRUSOÉ

 

Moraes no inquérito das fake news

Uso de relatório apócrifo para incriminar colega de STF deveria incluir automaticamente o relator do 'inquérito do fim do mundo' na investigação eterna

avatar
Rodolfo Borges

Moraes no inquérito das fake news
Foto: Antonio Augusto/ STF
  • Whastapp
  • Facebook
  • Linkedin
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

Ainda há por aí quem tente dar algum crédito ao “relatório de inteligência” usado por Alexandre de Moraes (ao centro na foto) para tentar incriminar o colega de Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça (à esquerda na foto), mas a verdade é que o documento apócrifo não passa de uma reunião de ilações e sua utilização como base para acusação se enquadra facilmente no conceito de fake news usado pelo próprio Supremo e por Moraes nos últimos anos.

Aliás, o pedido de investigação apresentado por Moraes, já retirado do inquérito das fake news por Edson Fachin, presidente do STF, deveria incluir automaticamente o próprio Moraes no inquérito das fake news, por uma simples questão de coerência.

Essa retaliação do relator do inquérito das fake news a um colega de Supremo que ousou cogitar investigá-lo é um dos ataques mais claros a um membro do tribunal já feitos desde 2019, quando a investigação foi aberta de ofício por Dias Toffoli e entregue nas mãos de Moraes.

Sob a rígida régua de Moraes, também deveriam ser incluídos na investigação os influenciadores, analistas e jornalistas que levaram a sério o relatório apócrifo, “considerando a existência de notícias fraudulentas (fake news), denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de animus caluniandi, diffamandi ou injuriandi, que atingem a honorabilidade e a segurança do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, de seus membros e familiares, quando houver relação com a dignidade dos Ministros, inclusive o vazamento de informações e documentos sigilosos, com o intuito de atribuir e/ou insinuar a prática de atos ilícitos por membros da SUPREMA CORTE, por parte daqueles que têm o dever legal de preservar o sigilo; e a verificação da existência de esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário e o Estado de Direito”, como destacou o relator do inquérito das fake news mais uma vez ao pedir a investigação de Mendonça.

A conduta de Moraes em relação ao relator do caso do Banco Master e do escândalo do INSS, e também da rede de desinformação que o apoia nas redes sociais e em alguns segmentos da imprensa, se encaixa perfeitamente no que está descrito no inquérito da fake news.

Se for o caso de manter o inquérito aberto, como parece querer o ministro Flávio Dino, ao divagar nas redes sociais em desafio à sugestão de Edson Fachin para encerrá-lo, talvez seja o caso de reforçar a investigação e incluir todos que atacam a imagem do relator do caso Master.

Há uma clara tentativa de difamar Mendonça e igualá-lo a Moraes, numa aparente estratégia para deslegitimar sua atuação e anulá-lo na condução do inquérito que expôs as relações entre um ministro do STF e um ex-banqueiro que contratou o escritório de advocacia de sua família.

Relatoria do caso Master

Nesse contexto, o presidente do STF, Edson Fachin, não pode cair na armadilha de tratar os dois como equivalentes. Pode até ser que o melhor para o inquérito do Banco Master seja encontrar outro relator, para não dar a Moraes e à rede de desinformação que o defende o argumento de que Mendonça age politicamente, já que foi indicado politicamente para o STF por Jair Bolsonaro.

Mas, se for mesmo o caso de ocorrer, essa mudança de relatoria teria de ser feita com o cuidado de não permitir que prevaleça a confusão arquitetada por Moraes.

No momento de sua maior crise, o STF não pode mais se dar ao luxo de passar mensagens erradas, sob o risco de não conseguir nem sequer começar a se reconstruir após a autodestruição.

Postado por Blog de Luiz Holaanda às 04:01 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

Sputnik

 

IRGC: Tecnologia dos EUA não consegue burlar os sistemas de monitoramento do Irã no estreito de Ormuz

02:11 09.09.2026
Lancha do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), do Irã, aponta arma para o petroleiro Stena Impero, de bandeira britânica, apreendido no estreito de Ormuz, no porto iraniano de Bandar Abbas, em 21 de julho de 2019 (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 09.09.2026
© AP Photo / Morteza Akhoondi
O porta-voz do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã, Hossein Mohebi, declarou que nenhuma tecnologia avançada, incluindo a dos EUA, consegue escapar dos sistemas de monitoramento do Irã no estreito de Ormuz.
"A busca matinal por um drone subaquático militar avançado dos EUA significa que nenhuma tecnologia avançada pode burlar nossas camadas de vigilância no estreito de Ormuz", disse Mohebi.
Mais cedo, na terça-feira (8), a IRGC afirmou ter capturado um drone subaquático norte-americano, o Dive-LD, na entrada do estreito de Ormuz. O drone tem aproximadamente 5,8 metros de comprimento, cerca de 1,2 metros de diâmetro e pesa cerca de 2,7 toneladas. Além disso, o material bélico é avaliado em mais de R$ 12 milhões.
As bandeiras nacionais dos EUA e do Irã - Sputnik Brasil, 1920, 03.09.2026
Panorama internacional
EUA estão em impasse estratégico no Irã e não podem vencer essa guerra, aponta jornal
3 de setembro, 10:46
Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, o lado iraniano respondeu aos ataques e o conflito foi se arrastando. Em meados de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando visando a cessação das hostilidades, mas pouco depois, voltaram a trocar ataques.
O conflito permanece sem solução, com retomadas esporádicas das hostilidades. Washington, no entanto, optou por aumentar a pressão econômica contra a República Islâmica, numa tentativa de pôr fim ao conflito através da criação de dificuldades financeiras adicionais para Teerã.
Postado por Blog de Luiz Holaanda às 03:58 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest

 

Mendonça seguiu modelito (e precedente) de Moraes ao afastar diretor-geral da PF

Ministros Alexandre de Moraes (E) e André Mendonça (D) (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
Cláudio Humberto
Cláudio Humberto

Nunca antes na história “desse país” (sic) um diretor-geral da Polícia Federal foi afastado do comando. Mas aconteceu pior: um ministro do STF impediu a posse de um indicado para a direção da PF, anulando a prerrogativa presidencial de nomear auxiliares. Era governo Bolsonaro e a violência foi solicitada pela esquerda e canetada por Alexandre de Moraes. O aval do STF criou o precedente usado para afastar Andrei Rodrigues. André Mendonça não inventou, apenas seguiu o figurino.

Arapongagem

O que nunca aconteceu nos 84 anos da PF foi o monitoramento flagrado de ministro do STF, gerando 6 “relatórios de inteligência” só em agosto.

Só piora

Ao citar os “relatórios de inteligência” Mendonça definiu a conduta de Andrei como disfuncional, irregular e de extrema gravidade.

De araque

Mendonça se refere aos relatórios da arapongagem como “documentos”, assim mesmo, com aspas, em todas as 24 citações.

Escada

Andrei Rodrigues chegou ao posto em 2023, por “sugestão” do então ministro da Justiça Flávio Dino, hoje ministro do Supremo.

Ministro André Mendonça - (Foto: Antonio Augusto/STF).

Agilidade de Mendonça limitou espaço para reações

Os ministros mais experientes do Supremo foram surpreendidos pela agilidade e firmeza do colega André Mendonça, que logo cedo determinou o afastamento do diretor-geral e o diretor de Inteligência da Polícia Federal. Ato contínuo, o relator ainda encaminhou o caso para aval da Segunda Turma e fixou prazo para manifestação dos ministros até as 11h59 da manhã de ontem. Com isso, Mendonca não deu espaço para que sua medida fosse neutralizada pelas artes e manhas da Casa.

Maioria formada

Antes que o Supremo velho de guerra percebesse, André Mendonça formou maioria. O pedido de vista de Gilmar virou voto vencido.

Divergência

A divergência de Gilmar não seria novidade. Em junho, ele criticou as prisões que envolveram a família Vorcaro. Foi posição vencida.

Era esperado

Era previsível no STF a reação de diretores da PF Rodrigues. Como no apoio recente dos superintendentes, todos foram nomeados por Andrei.

Poder sem Pudor

O pulo do gato

Inimigos, Carlos Lacerda e Juscelino Kubitschek se encontram para articular a Frente Ampla, em oposição ao regime militar. Levaram horas conversando. A certa altura, Lacerda quis saber um velho segredo: “Como o sr. lembra o nome de todo mundo? Já tentei vários sistemas e nenhum funcionou”, disse. “Eu não lembro” revelou JK, “mas o sujeito não quer que você se lembre, quer pensar que você lembrou. Então, eu abraço a pessoa e pergunto baixinho: ‘Como é mesmo seu nome inteiro?’ Aí, termino o abraço e digo bem alto: ‘Como vai, fulano?’ E todos ficam satisfeitos”.

Dino de Vorcaro

Não tem relação com Flávio Dino o “Dino” achado pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro. Trata-se de Ascendino Madureira Garcia, o “Dino”, ex-“operador” de Vorcaro investigado pela PF por pagar propinas da Odebrecht a políticos, no escândalo da Petrobras no governo Lula II.

Por força, não

Não existe previsão regimental no Supremo Tribunal Federal para retirar à força o ministro André Mendonça da relatoria dos casos Master e INSS. A decisão de permanecer nos casos cabe apenas ao próprio ministro.

Foi unido

Quando o ministro Dias Toffoli abandonou a relatoria do caso Master, após as denúncias de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, sem se considerar suspeito, nem desfazer qualquer decisão tomada, o ato foi acompanhado por nota assinada por todos os ministros do STF.

Fora da curva

Lula foi exceção sobre o afastamento de Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal. Todos os principais candidatos à Presidência da República elogiaram e apoiaram a decisão de André Mendonça (STF).

Frase do dia====“A pior ruína é a ruína da omissão”

Tarcísio de Freitas, governador de SP, sobre Senado ser chamado para responsabilidade

Pegou ‘leve’

André Mendonça é firme na condução do processo de Daniel Vorcaro e figurões de Brasília, envolvendo até colega, mas “aliviou” para Andrei Rodrigues; o pedido do partido Novo era pela prisão do diretor da PF.

De volta

Flávio Bolsonaro (PL) estará nesta quarta (9) em Juiz de Fora, cidade mineira onde Jair Bolsonaro foi vítima de uma facada em 2018. O candidato fará moto-carreata e comício no mesmo local do atentado.

Nem nas médias

A só 25 dias do 1º turno da eleição, nenhum dos principais agregadores de pesquisas (Polling Data, UOL, ABC Dados etc.) aponta diferença maior que dois pontos entre Lula (PT) e Flávio (PL). A menor é empate.

Carrão chamariz

Chamou atenção nas redes o carrão que transportava Andrei Rodrigues, diretor afastado da PF, ontem; um Land Rover Range Rover. Modelos zero km são vendidos entre R$1 milhão e R$1,7 milhão no Brasil.

Pensando bem...

...o escândalo dos arapongas não ficou em 2010.

Postado por Blog de Luiz Holaanda às 03:46 Nenhum comentário:
Enviar por e-mailPostar no blog!Compartilhar no XCompartilhar no FacebookCompartilhar com o Pinterest
Postagens mais antigas Página inicial
Assinar: Postagens (Atom)
Tema Simples. Imagens de tema por luoman. Tecnologia do Blogger.