sábado, 8 de agosto de 2026

Jornal Grande Bahia

 

Agora é a vez de um senador | Luiz Holanda

O rombo financeiro do INSS ficou conhecido como o escândalo dos descontos indevidos das aposentadorias e pensões de segurados, especialmente dos velhinhos, cujo prejuízo é estimado em cerca de R$ 6,3 bilhões. A roubalheira era patrocinada por entidades, sindicatos e associações que firmavam acordos de cooperação para oferecer serviços e cobrar mensalidades dos segurados. Os descontos ocorriam de forma irregular e sem autorização dos aposentados e pensionistas. Como a impunidade entre nós é um princípio fundamental de nossa administração pública, nada vai acontecer. Além disso, a lentidão do sistema judiciário e a prescrição de crimes de colarinho branco alimentam a percepção de que a corrupção compensa. Tantos são os recursos que o processo pode se estender por décadas, adiando ou impedindo o cumprimento de penas.

O esquema abrange autoridades dos três poderes da República, embora de formas e com dinâmicas próprias em cada um deles. Os desvios éticos, ilícitos e os esquemas de corrupção sistêmica ou pontual podem ocorrer em qualquer uma dessas esferas, abrangendo vários tipos como a compra de apoio político (o chamado “toma lá, dá cá”), o desvio de recursos de emendas parlamentares, a corrupção na aprovação de leis de interesse particular ou corporativo e a prática de contratações irregulares de funcionários fantasmas (rachadinhas). A roubalheira no INSS foi mais um tipo.

Até o filho do presidente Lula, Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, foi envolvido. Atualmente ele responde a três inquéritos da Polícia Federal (PF) autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). As investigações giram em torno de suspeitas de tráfico de influência e favorecimento de interesses privados em órgãos e empresas públicas federais, tendo surgido a partir de elementos colhidos na Operação Sem Desconto, que apura as fraudes no INSS. As investigações apuram se Lulinha atuou para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes (conhecido como “Careca do INSS”) e a empresária Roberta Luchsinger em negociações e tratativas contratuais voltadas à venda de medicamentos à base de cannabis medicinal para a pasta.

No bolo das investigações estão a Dataprev e o da relatoria do ministro Flávio Dino, que apura conexões e movimentações financeiras envolvendo um ex-chefe de gabinete da Presidência da República (Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”) e a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, além de eventuais vazamentos sigilosos relacionados aos casos. Agora surge um novo envolvido, o senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão. A PF está investigando o parlamentar por suspeita de envolvimento no esquema de fraudes e descontos ilegais envolvendo o INSS.

Segundo a imprensa, o senador seria o líder do núcleo político e possível beneficiário do esquema investigado na Operação Sem Desconto. Seus familiares (esposa, filha e irmã) sofreram busca e apreensão pela PF, além de aliados e do advogado Willer Tomaz, apontado como integrante do núcleo de lavagem de dinheiro. A investigação aponta também o uso de empresas de fachada, laranjas, circulação de dinheiro em espécie e compra de bens de luxo (imóveis e aeronaves) para ocultar valores desviados.

O senador Weverton Rocha nega todas as acusações de participação no esquema e afirma que não foi pego de surpresa pela operação da Polícia Federal que mirou seus familiares, afirmando encarar a ação com tranquilidade e que “nada tem a esconder”, classificando os fatos como ataques políticos decorrentes de sua atuação e candidatura. A esposa do senador, Samya Bernardes, está sendo solicitada a explicar repasses financeiros que somam cerca de R$ 11 milhões, direcionados a ela por meio de ligações com o advogado e empresário Willer Tomaz.

A defesa alega que os valores são decorrentes de serviços advocatícios regulares. A filha do senador, Arina Catarina Viana Rocha, é citada pela imprensa como atuante no controle financeiro e operacional de postos de combustíveis (Petro São Francisco e Petro São José), cujas contas teriam sido utilizadas para movimentar recursos, adquirir propriedades rurais, pagar maquinário agrícola e realizar transferências a terceiros indicados pelo senador. Uma irmã do senador, Geyse Rocha, gerenciava interesses patrimoniais da família, e a outra, Shainess Kellmassen, é apontada como intermediária em transferências bancárias suspeitas para ocultar a origem dos recursos. O princípio da presunção de inocência está positivado no Art. 5º, LVII, da Constituição Federal e no Art. 8º, item 2, da Convenção Americana de Direitos Humanos (CADH), a qual prevê que “toda pessoa acusada de delito tem direito a que se presuma sua inocência enquanto não se comprove legalmente a sua culpa”. Uma coisa, porém, é certa: se, por acaso, alguma acusação for comprovada, nada vai acontecer.

*Luiz Holanda, advogado e professor universitário. 

 

Piada do Ano! A imprensa pensava que o ministro Buzzi perderia aposentadoria…

Relembre o caso do ministro do STJ Marco Buzzi, acusado de assédio sexual | TMC

Buzzi não será punido – perde o cargo, mas se aposenta

Carlos Newton

No Brasil, pode-se esperar que aconteça tudo, inclusive a decadência de setores vitais da sociedade. Antigamente, não havia faculdades de Jornalismo, exercer essa atividade era uma questão somente de aptidão, conhecimento e vocação, digamos assim. Agora, não. É preciso fazer vestibular e encarar quatro anos de estudos.  

O curso é dividido em oito semestres e exige carga mínima de cerca de 3 mil horas, incluindo aulas teóricas, práticas em laboratório e estágio.

EXEMPLO CLARO – Sem querer me meter no currículo, mas já me metendo – como dizia Jô Soares, que não fez nenhum curso, porém era mais jornalista do que a maioria dos coleguinhas e fazia extraordinárias entrevistas – esses cursos estão deixando a desejar.

Tivemos um exemplo claro nesta quinta-feira, com o caso de demissão do ministro Marco Buzzi pelo Superior Tribunal de Justiça.

A imprensa inteira noticiou que “foi um julgamento histórico, porque aplicou pela primeira vez a nova regra do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que extinguiu a aposentadoria compulsória como pena máxima para magistrados em casos de faltas graves”. E informaram que, com isso, “após a conclusão dos trâmites, Buzzi perde o cargo sem o direito ao benefício – a aposentadoria”, conforme está escrito na Inteligência Artificial do Google, que se baseia no noticiário publicado

TODOS ERRARAM – É impressionante que a imprensa tenta cometido esse erro, levando ao ridículo a Inteligência Artificial, porque o ministro Marco Buzzi ainda não foi punido, de forma alguma, e certamente não será.

A decisão do STJ não tem efeito imediato. Buzzi apenas está afastado de suas funções no tribunal. Para a demissão ser efetivada, a Advocacia-Geral da União (AGU) tem prazo de 30 dias para mover uma ação judicial específica no Supremo, que terá de confirmar de forma definitiva a perda do cargo e determinar o corte total dos pagamentos ao magistrado.

Mas isso nada tem a ver com a aposentadoria dele, porque é um direito adquirido. Nem mesmo o Supremo pode evitar que Buzzi se aposente, porque ele fazer 69 anos e já tem tempo de serviço para receber o benefício, um direito pelo qual ele paga por ele desde o início de sua carreira profissional.

O caso de Buzzi, portanto, é diferente dos juízes que vinham sendo aposentados precocemente, sem tempo de serviço, o que não significa punição. Ao contrário, significa benefício, porque eles deixam de trabalhar e continuam sendo remunerados com uma aposentadoria altíssima, nos padrões atuais da magistratura. 

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P.S.
Nesse lance, a imprensa toda errou. As pessoas esquecem que a aposentadoria não é nenhum favor e você paga para depois usufruir dela. A punição administrativa não se confunde com a penal, e o Código não prevê a cassação da aposentadoria como efeito da condenação, mas apenas a perda do cargo público.

P.S. 2 – O único jornalista que acertou em cheio foi Vicente Limongi Netto, aqui na Tribuna, ao afirmar que Buzzi não perderá a aposentadoria e sua punição (demissão) nada significa. Buzzi somente seria punido se fosse aberto processo penal contra ele pelo Supremo, incriminando-o por assédio sexual, e houvesse condenação em uma das Turmas do STF. Mas isso nunca vai acontecer. (C.N.)

Sputnik

 

'Não têm efeito': sanções ocidentais contra a Rússia não funcionam, diz pai de Elon Musk

Errol Musk, pai de Elon Musk, em Moscou - Sputnik Brasil, 1920, 08.08.2026
As sanções ocidentais têm pouco ou nenhum efeito sobre a Rússia, acredita o pai do bilionário Elon Musk, empresário Errol Musk.
"O Ocidente pensa que impôs sanções contra a Rússia, mas as sanções quase não têm efeito", disse Musk em uma entrevista à Sputnik.
Na opinião dele, "nem mesmo a cessação dos sistemas de pagamento Visa ou Mastercard foi motivo de preocupação na Rússia".
O Capitólio dos EUA é visto através de uma janela do mais antigo prédio do Senado norte-americano, o Russell Senate Office Building, em Washington D.C., em 15 de março de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 07.08.2026
Panorama internacional
Novo projeto de sanções dos EUA sobre a Rússia é 'tiro no pé', diz senador norte-americano
"Os russos têm seus próprios cartões, então eles não se preocupam com isso", enfatizou o empresário.
Em Moscou, foi repetidamente afirmado que a pressão das sanções não conseguiu alcançar os objetivos fixados pelo Ocidente. O presidente russo Vladimir Putin chamou a política de conter e enfraquecer a Rússia uma estratégia de longo prazo para os países ocidentais, observando que as sanções antirrussas causaram um golpe severo na economia global.

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

 

Por Redação g1

 

Quem é Kim Yo-jong, a irmã de Kim Jong-un apontada como número 2 do regime norte-coreano
Quem é Kim Yo-jong, a irmã de Kim Jong-un apontada como número 2 do regime norte-coreano

A Coreia do Norte lançou um míssil balístico nesta quinta-feira (6) em direção ao mar na costa leste da Península Coreana após a irmã de Kim Jong-un, Kim Yo-jong, ameaçar o Japão dois dias atrás. A irmã do ditador disse que os norte-coreanos farão "novas escolhas militares" e que os japoneses tentam "encobrir a ambição de se tornar uma potência militar".

    Recentemente, os japoneses dispararam um míssil de cruzeiro Tomahawk, produzido pelos Estados Unidos, no Oceano Pacífico. Segundo a agência estatal norte-coreana KCNA, Yo-jong também citou outros testes de mísseis realizados por Tóquio e a participação nipônica em um exercício militar liderado pelos EUA nas Filipinas, em maio.

Kim Yo-jong passou a dividir parte dos holofotes, nos últimos anos, com a filha de Kim Jong-un, Kim Ju-ae. A adolescente tem feito aparições públicas frequentes ao lado do pai em eventos militares, visitas a instalações estratégicas e cerimônias oficiais, alimentando especulações de que também pode estar sendo preparada para assumir um papel de destaque na liderança do país no futuro.

Quem é Kim Yo-jong, irmã do ditador da Coreia do Norte?

Apontada pelo biógrafo Sung-Yoon Lee como a número dois na Coreia do Norte, Kim Yo-jong é a irmã mais nova do ditador Kim Jong-un.

Educada na Suíça entre 1996 e 2001, onde viveu ao lado do irmão, Yo-jong passou a ganhar projeção internacional nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2018, na Coreia do Sul. Na ocasião, ela se tornou a primeira integrante da dinastia Kim a visitar oficialmente o país vizinho desde o fim da Guerra da Coreia.

Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, participa de cerimônia em Hanói, no Vietnã, em 2019 — Foto: EUTERS/Jorge Silva/Pool/Arquivo

Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong Un, participa de cerimônia em Hanói, no Vietnã, em 2019 — Foto: EUTERS/Jorge Silva/Pool/Arquivo

Desde então, acompanhou seu irmão em encontros internacionais, como as cúpulas com o então presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Em 2021, foi promovida à Comissão de Assuntos de Estado, principal órgão de decisão da Coreia do Norte, consolidando sua influência dentro do regime.

Analistas afirmam que seu poder está diretamente ligado à confiança do irmão. Embora não haja sinais de que defenda uma abertura política, Yo-jong é considerada uma das figuras mais influentes do governo norte-coreano e frequentemente aparece como o nome mais provável para garantir a continuidade do regime em caso de uma eventual sucessão.

O disparo do míssil nesta quinta

O míssil balístico lançado nesta quinta-feira (6) aconteceu dias antes dos exercícios militares conjuntos entre Coreia do Sul e Estados Unidos, previstos para este mês.

Washington e Seul afirmam que as manobras reforçam a capacidade de defesa e a dissuasão contra as ameaças nucleares e de mísseis da Coreia do Norte. Pyongyang, por sua vez, costuma condenar os exercícios, classificando-os como preparativos para uma invasão.

Segundo os militares sul-coreanos, o míssil foi lançado por volta das 17h no horário local (5h em Brasília), a partir da região costeira de Wonsan, no leste da Coreia do Norte.

O gabinete presidencial da Coreia do Sul convocou uma reunião emergencial de segurança e condenou o lançamento, classificando-o como uma provocação que viola resoluções do Conselho de Segurança da ONU.