domingo, 26 de julho de 2026

 

Modelo das escolas particulares já está servindo para melhorar ensino público

Leia as informações acerca dessa charge sobre educação. a)As imagens sugerem que o aluno em destaque - brainly.com.br

Charge do Junião (Arquivo Google)

Fernando Schüler
Estadão

Semanas atrás, escrevi aqui sobre o sucesso da parceria da Prefeitura de São Paulo com o Liceu Sagrado Coração de Jesus, no centro de São Paulo. A escola é confessional, católica, os alunos são bem atendidos, há disciplina, os professores não faltam e os resultados são bons. A escola é 100% privada, sem fins lucrativos, e sua função 100% pública. Um clássico ganha-ganha.

A prefeitura lançou agora um chamamento público para ampliar o modelo para mais três escolas. Uma em Parelheiros, outra no Jardim Bandeirantes e ainda outra no Jaraguá. É exatamente assim que se faz política pública. O modelo é testado, em menor escala. E vai avançando, se os resultados forem positivos.

CHANCE ÚNICA – De minha parte, vejo algo incrível aí: a chance única de permitir que crianças de famílias pobres possam estudar em escolas similares àquelas frequentadas por seus pares de classe média e maior renda. É isto que temos que fazer, se quisermos de verdade combater as desigualdades, no Brasil.

Dias atrás, escutava uma entrevista do professor Ricardo Paes de Barros sobre nossa educação. Ele foi direto ao ponto: nós planejamos, avaliamos, aumentamos os recursos da educação, mas os resultados são “desastrosos”. E não sabemos bem o porquê.

Paes de Barros e Laura Muller realizaram uma importante pesquisa mostrando que, no conjunto analisado, as escolas de tempo integral, vistas por muitos como uma espécie de “bala de prata” da educação brasileira, perderam desempenho entre 2019 e 2023. O Ideb médio dessas escolas caiu de 4,51 para 4,44, enquanto o das demais apresentou pequeno avanço.

ESTAGNAÇÃO – A conclusão mais prudente é a de estagnação. É um quadro semelhante ao revelado pelo Pisa. Considerando a média aritmética das três áreas avaliadas, o Brasil passou de aproximadamente 401 pontos em 2009 para 397 em 2022. Em matemática, a nota caiu de 386 para 379.

O problema começa quando se tenta entender o porquê disso. Em regra, agimos de um modo algo estranho. Admitimos as mais diversas hipóteses, menos uma. Nos recusamos a considerar que possa haver um problema estrutural com o sistema estatal. Rejeitamos uma pergunta bastante simples: não estaríamos basicamente fazendo a mesma coisa e esperando resultados diferentes?

Faz sentido dobrar sempre a aposta e colocar mais dinheiro em um sistema que não funciona? E não porque há um problema com os professores, com os diretores, com o currículo ou o que seja. Não funciona porque insistimos em ignorar a lógica mais elementar dos incentivos.

SEM COMPETIÇÃO – Em primeiro lugar, não há competição. Uma escola privada capricha na gestão por uma razão simples: porque do contrário os alunos vão embora. A segunda questão trata do que os americanos chamam de “accountability”. O fato elementar de que raramente alguém é responsabilizado se os resultados não aparecerem. Os professores podem faltar 15% dos dias letivos que “não dá nada”.

Se os alunos não aprendem ou os pais estão insatisfeitos, a escola não perde nada com isso. Isso vale para diretores, secretários ou governadores, visto que a retórica política é sempre capaz de explicar qualquer coisa.

Há centenas de institutos, fundações e “especialistas” dando sugestões sobre como melhorar o sistema. Mas se ele não melhora, depois de 20 ou 30 anos, ninguém perde uma só noite de sono por causa disso.

ECOSSISTEMA SINDICAL – A verdade é que nossa educação há muito foi capturada por um ecossistema sindical, político e acadêmico cuja obsessão é manter intocado o monopólio estatal sobre a educação pública. O resto, sendo bem direto, importa muito pouco.

É o que vemos agora, a partir da iniciativa da prefeitura de São Paulo. Bastou abrir o modelo e permitir que os estudantes possam estudar em boas escolas de gestão privada, com mais diversidade e resultados significativamente melhores, que o ecossistema do monopólio estatal se põe em movimento.

O PSOL, espécie de porta-voz do grupo, entrou com uma ação na Justiça que simplesmente pode inviabilizar todo o processo. A ação diz que o programa é “ilegal”. Não é. O art. 213 da Constituição é claríssimo ao dizer que os recursos públicos serão aplicados às escolas públicas, “podendo ser dirigidos a escolas comunitárias, confessionais e filantrópicas”.

SISTEMA MISTO – Nossa educação básica é um sistema misto – estatal e não estatal. Esse é o espírito da Constituição, bem desenhado no processo constituinte. Não fosse assim, por que teríamos uma lei, aprovada pelo Congresso, à época da ex-Presidente Dilma, o chamado “Marco Regulatório da Sociedade Civil”, autorizando as parcerias com o setor privado sem fins lucrativos? Exatamente a legislação que a Prefeitura de São Paulo utiliza agora para levar adiante estas parcerias.

O fato é que nossas crianças de menor renda merecem esta oportunidade. A mesma que seus pares de maior renda. Elas não têm lobby, em lugar nenhum, diferentemente da incrível rede corporativa que orbita no entorno do sistema estatal.

O que deveríamos estar discutindo é como fazer com que as parcerias ofereçam o melhor resultado. Na experiência americana com as charter schools, que são modelos de parceria, há dois dados fundamentais, revelados pelo National Charter School Study, feito em Stanford: o modelo como um todo oferece resultados melhores do que o das escolas públicas tradicionais, e há um ganho ainda mais robusto quando as parcerias são feitas com redes de ensino de maior porte, com experiência e capacidade de investir em qualidade.

OLHAR PARA FRENTE – É sobre isto que deveríamos estar discutindo. Olhando para frente, e não para trás. Rompendo com a prisão ideológica em que nos encontramos, e cuja conta é paga por mais de 80% dos alunos brasileiros que dependem das redes públicas.

São Paulo está nos oferecendo uma rara oportunidade de avançar. Trata-se de um avanço voltado não aos filhos de juízes, promotores, políticos e pessoas com renda para matricular os filhos em boas escolas, mas às crianças de Parelheiros e do Jaraguá. E por nada deveríamos retirar delas esta oportunidade.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Mais um artigo magnífico de Fernando Schüler, que está se firmando como um dos mais preparados intelectuais do país. A verdade é que a escola estatal é uma vergonha, embora possua profissionais da melhor qualidade, porque o problema é político e não apenas administrativo. Portanto, está na hora disso acabar e todos fazerem a coisa certa, para melhorar o ensino público no país. (C.N.)


 

Era só o que faltava! Trump quer imitar Lula e se candidatar a um novo mandato

A 'química' entre Trump e Lula | Diário do Grande ABC - Notícias e  informações

Charge do Gilmar (Diário do Grande ABC)

Carlos Newton

A imprensa noticiou nesta sexta-feira, dia 25, que o presidente americano Donald Trump, “em tom de brincadeira”, afirmou que pretende disputar um novo mandato na presidência do país. A declaração foi dada diante de jornalistas e autoridades em um jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca em Washington.

Donald Trump colocou um boné com os dizeres “Trump 2028” e brincou que disputaria um novo mandato, imitando o presidente Lula da Silva, que se aproveitou de uma brecha existente na legislação e conseguiu se candidatar não somente a um terceiro mandato, como também a uma quarta, gestão conforme está acontecendo este ano nas eleições brasileiras.

TOM DE BRINCADEIRA? – A notícia não traz nada de novo, porque Trump já falou antes sobre essa possibilidade. Mas a imprensa internacional, não se sabe o motivo, acrescentou que foi “em tom de brincadeira”.

Os jornalistas entenderam assim, porque a Constituição dos Estados Unidos limita o presidente a dois mandatos, o que impediria de disputar novamente a eleição de 2028. 

“Nenhuma pessoa poderá ser eleita para o cargo de Presidente mais de duas vezes”, declara a 22ª Emenda, aprovada em 1947, devido aos quatro mandatos de Franklin Roosevelt.

IGUAL A LULA – No caso de Lula, o texto da Constituição brasileira é semelhante, no artigo 14, parágrafo 5º – “O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único período subsequente”.

Os advogados do PT aproveitaram a expressão “subsequente” para alegar que Lula poderia ser candidato para “um terceiro mandato sem subsequência”, e ele voltou ao poder.

Nos EUA, existe discussão semelhante. Em artigo publicado em 1999, os juristas Scott E. Gant e Bruce G. Peabody levantaram a questão de que a linguagem da 22ª Emenda sobre limites de mandato para um presidente se restringia apenas ao período em que ele foi eleito.

É TUDO VERDADE – Bem, brincadeira tem hora. Quando Trump sugere pela segunda vez essa possibilidade de buscar a nova candidatura, nunca esteve falando tão sério na vida. Ele é uma ameaça aos Estados Unidos e ao mundo.

Por essas e outras, em 30 de abril um grupo de renomados médicos e pesquisadores entregou ao Congresso um documento que pede o impeachment de Trump, reafirmando a advertência feita em 2024 sobre o desequilíbrio mental que ele demonstra.

O documento foi assinado por psiquiatras, neurologistas, psicólogos e especialistas em saúde mental ligados a universidades prestigiadas, como Harvard, Columbia e George Washington. A conclusão é de que Trump sofre de uma grave doença psiquiátrica, a PPN (Paranoid Psychopathic Narcissist). Ou seja, Psicose Paranoide Narcisista, que significa ser um psicopata, a necessitar de tratamento rigoroso.

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P.S. 1 –
Trump ameaça o mundo e Lula ameaça o Brasil. Ambos têm 80 anos e são os governantes mais velhos da atualidade. Nos Estados Unidos, é preciso votar o impeachment de Trump, mas isso só pode acontecer no ano que vem, devido às eleições parlamentares de novembro, se os democratas fizerem maioria na Câmara no Senado.

P.S. 2 – No Brasil, Lula pode chegar facilmente à reeleição, se for para o segundo turno contra Flávio Bolsonaro, devido a essa sinistra polarização que está impedindo o surgimento de uma terceira vida. Em tradução simultânea, quem vota em Flávio Bolsonaro na verdade está elegendo Lula. E o resto é folclore, diria Sebastião Nery. (C.N.)

CNN

 

Autoridade do Irã atribui pausa nos 

ataques dos EUA a "fadiga estratégica"

Comentários surgem após relatos de que o vice-presidente americano, JD Vance, e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, expressaram preocupações sobre uma escalada na guerra

Sputnik

 

Trump teme que a escalada contra o Irã esgote perigosamente os estoques de munições

Sistema de treinamento para disparar mísseis Fath 360 do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) - Sputnik Brasil, 1920, 26.07.2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, adiou os planos de intensificar a campanha militar contra o Irã devido ao medo de esgotar os suprimentos de munição, de acordo com o The New York Times.
“Trump adiou, pelo menos por enquanto, os planos de intensificar a campanha militar dos EUA contra o Irã, temendo especialmente que uma expansão da guerra pudesse levar a um perigoso esgotamento dos interceptadores antimísseis Patriot, já reduzidos, e outras munições para os sistemas de defesa antiaérea do Pentágono no Oriente Médio", afirma a publicação.
Segundo aponta o jornal, a decisão foi tomada após uma reunião entre o presidente, conselheiros e altos membros do governo. O artigo especifica que o chefe da Casa Branca foi alertado reservadamente sobre os riscos pelo presidente do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine.

A publicação acrescenta que Washington também teme uma expansão do conflito no Oriente Médio, a deterioração das relações com os principais aliados no golfo Pérsico, choques econômicos globais e o agravamento das crises energética e migratória.

Mulher iraniana segura a bandeira do país em protestos a favor do governo local, em Teerã, em 8 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 25.07.2026
Panorama internacional
'Novo Vietnã': ex-secretário de Defesa dos EUA avalia consequências de agressão americana contra Irã
Segundo o jornal, quase ninguém no círculo imediato de Trump achava que um plano para intensificar o conflito fosse razoável. Um funcionário duvidou que novos ataques em grande escala trouxessem o Irã de volta à mesa de negociações, porque, em vez disso, uniriam o país contra a ameaça externa.