sábado, 15 de agosto de 2026

 

Mendonça diz que o povo deseja um STF imparcial, sem perseguir os investigados

Supremo Tribunal Federal

Mendonça desponta como melhor ministro do Supremo

Deu no SpaceMoney

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, quebrou o silêncio sobre sua atuação como relator de investigações que envolvem o Banco Master e o INSS. Em entrevista ao podcast ITER Cast, o magistrado afirmou que o papel dele é ser imparcial e que a credibilidade do sistema de Justiça depende do respeito aos limites institucionais.

Prestes a completar cinco anos no STF, Mendonça conduz o escândalo do banco de Daniel Vorcaro, o caso Master, e também é relator da chamada farra do INSS. Além dessas apurações, o ministro cuida do inquérito sobre o financiamento do filme Dark Horse, que tem como um dos objetos o senador Flávio Bolsonaro, e das investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, cujo caso foi desmembrado da apuração na Previdência.

IMPARCIALIDADE – “Meu papel é ser imparcial. Acho que esse é o meu papel. E o quanto mais eu me mantiver nesse eixo, eu acho que eu vou corresponder àquilo que a Constituição espera de mim e, por decorrência, acho que a própria sociedade”, declarou Mendonça na conversa, gravada em 27 de julho e divulgada nesta sexta-feira, dia 14.

O magistrado também afirmou que o povo não quer que se persiga ninguém, mas também não quer que se proteja indevidamente pessoas que deveriam ser responsabilizadas. Para ele, a questão central é a credibilidade.

A fala do ministro ocorre em meio à discussão sobre os limites exatos da atuação de um relator em investigações criminais. Se Mendonça não agir dentro desses limites, todo o processo pode ser contaminado e anulado, o que aumentaria as chances de mais um caso de corrupção terminar impune.

MINISTROS ENVOLVIDOS – A jurisprudência do Supremo, porém, atribui aos relatores da Corte papel muito mais alargado do que o dado a juízes de instâncias inferiores. No caso Master, menciona-se na imprensa possível envolvimento de ministros do STF, o que coloca a condução do inquérito sob atenção especial.

Conflitos entre Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal e juiz sobre limites e estratégias sempre existiram — do Mensalão à Lava-Jato. Agora, ocorrem entre o relator e a PF. Nesse cenário, o que não é razoável é que as diferenças gerem insegurança sobre o sucesso das investigações e que as desconfianças cultivem nulidades.

Na entrevista, Mendonça recorreu à teoria do agente principal para explicar a relação entre o povo e os agentes públicos. Segundo o ministro, o principal — o povo — transfere aos agentes públicos uma relação de confiança, com a expectativa de que eles sejam honestos e cumpram as leis, os contratos e os limites institucionais.

DIZ MENDONÇA – “A grande questão brasileira, eu penso que é em relação à persecução. Nós temos histórico muito ruim de efetiva responsabilização dos casos”, disse o ministro do Supremo, acrescentando:

“A questão não é se vai ou não haver corrupção. Corrupção vai haver, faz parte da condição humana. Mas como nós tratamos a corrupção?”. E finalizou Mendonça:.

“O papel do juiz não é combater a corrupção. O papel do juiz é aplicar a lei. Mas aplicar a lei com coerência, aplicar a lei com respaldo nas evidências”, completou o ministro.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Ao contrário de ministros como Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e outros, Mendonça não se deixa levar pela vaidade e se comporta como um exemplo de comprometimento com a Justiça e a lei. Se não vacilar, seu nome ficará na História. (C.N.)

Ao violar sigilo da fonte, Moraes blinda Flávio Dino e desmoraliza a democracia

Alexandre de Moraes ultrapassa todos os limites e se consolida como a “ditadura da toga” - Jornais em Foco

Reprodução do site Jornais em Foco

Eliane Cantanhêde
Estadão

É inacreditável a insistência de ministros do Supremo para tentar confirmar as acusações do governo Donald Trump de que Alexandre de Moraes, o STF e o próprio Brasil não são democráticos. Moraes não para de atrair chuvas e trovoadas, não apenas contra si, mas contra um poder vital para a democracia que ele tanto defendeu.

A última ação de Moraes, excessiva e desnecessária, foi determinar que a PF vasculhasse o repórter e a fonte da informação de que o também ministro Flávio Dino e sua família usam carro oficial e blindado do Estado quando estão no Maranhão. A fonte vazou e o repórter publicou dentro das regras e da rotina do jornalismo.

TUDO VERDADE – Independentemente de quem sejam o repórter e a fonte, se têm ou não credibilidade ou folha corrida, o que importa é que a informação é verdadeira, não foi inventada. Aliás, especialistas em direito nem veem nada demais no uso de carro oficial por um ministro do STF, que tem boa imagem, foi governador e sofre ameaças.

Há uma regra do jornalismo, pragmática e importante para o ofício: quem conhece corrupção e escândalos não habita conventos. Logo, não se escolhem fontes pelo caráter e pureza, mas sim pelo peso da informação, se ela é verídica ou não e é comprovada por provas, documentos, fotos… Se há interesses políticos ou financeiros, isso pode ser citado na reportagem, sem quebrar o sigilo da fonte.

Ao jogar a polícia em cima do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, apreender seu celular e dali quebrar o sigilo da fonte – o ex-secretário de Estado Raimundo Cutrim –, Moraes fez um favor para o colega Flávio Dino e um desfavor à institucionalidade e à democracia, numa coleção de erros distantes do Estado Democrático de Direito.

EXEMPLOS DE ERROS – Jornalistas que cometem injúria, por exemplo, são sujeitos a processos normais; Luís Pablo e sua fonte não têm foro no STF; liberdade de imprensa e sigilo da fonte não são privilégio, estão na Constituição.

Moraes usou o inquérito das fake news, que se “eterniza” há sete anos, em favor dos próprios ministros; por último, tudo isso para servir a um colega.

Moraes, aliás, já tinha servido ao seu próprio interesse, ao abrir investigação para descobrir a fonte que revelou à mídia o contrato de R$ 130 milhões do escritório da sua família com Daniel Vorcaro, do Master. Também não era fake news, mas sim um fato que Moraes jamais desmentiu.

ESCÂNDALOS – Imagine-se se o STF e a PF tivessem perseguido as fontes e os jornalistas investigativos que vêm informando a sociedade sobre escândalos como Petrolão, mensalão, golpe, rachadinhas, INSS, “empréstimos” milionários, Master, Dark Horse, viagens e piscinas promíscuas…

Não haveria mais fontes, jornalismo investigativo, nem mesmo jornalismo e estaríamos não numa democracia, mas num regime autoritário, em que castas podem tudo, quem denuncia é penalizado e a verdade é sonegada aos cidadãos e jogada debaixo do tapete.

Moraes cria um precedente grave. Se a contestação à liberdade de imprensa e a quebra do sigilo da fonte valem em favor de ministros do STF, por que não para todo o Judiciário, Congresso e Planalto? Adeus jornalismo! Poderosos de todos os quilates e ideologias dormirão em paz e o injusto e perigoso Trump poderá comemorar: “Bem que eu disse, quem ri por último ri melhor”.

Sputnik

 

Declarações de Putin sobre responder à apreensão de navios devem ser levadas a sério, diz analista

Navios de guerra da Rússia, Irã e China enfileirados durante o exercício naval CHIRU-2022 no Mar da Arábia (foto de arquivo)  - Sputnik Brasil, 1920, 14.08.2026
As declarações do presidente russo Vladimir Putin sobre a resposta à apreensão de navios devem ser levadas a sério, disse o analista militar britânico Alexander Mercouris.
"Há uma ordem, isso é importante. Não é uma declaração de intenção que os russos nos enviam. É uma constatação de um fato. É preciso entender que isso é assim, e falar disso da mesma forma", alertou.

Anteriormente, Putin disse que Moscou vê tentativas das autoridades de alguns países para restringir o movimento de navios de empresas russas em violação do direito marítimo internacional. Ele também falou sobre os planos da União Europeia (UE) de detê-los e vender a propriedade apreendida, chamando isso de pirataria e roubo.

Chegada de navios da Marinha da Rússia e da Marinha do Exército de Libertação Popular a Vladivostok após uma patrulha conjunta - Sputnik Brasil, 1920, 12.08.2026
Operação militar especial russa
Moscou precisa ampliar ataques a Kiev e responder a hostilidades navais do Ocidente, diz analista
O chefe de Estado enfatizou que todas as tentativas para realizar esses planos, a Rússia responderá de forma semelhante, e não necessariamente nas mesmas áreas onde os ataques são planejados. O Ministério da Defesa e a Frota do Pacífico foram instruídos pelo presidente a relatar sobre as propostas relevantes.

 

Lula tentou arrancar de Alcolumbre garantia de aprovar projetos eleitoreiros

Lula e Davi Alcolumbre (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Nos recentes encontros que Lula (PT) teve com Davi Alcolumbre (União-AP), o petista tentou sair com um compromisso do presidente do Senado de que os projetos de interesse do governo seriam pautados e aprovados na Casa Alta. Em vão. Lula destacou o fim da escala 6×1, PEC da Segurança e projeto dos minerais críticos para serem aprovados antes das eleições, além de reforçar que pretende insistir em Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU), para o Supremo Tribunal Federal.

Não tem votos

Alcolumbre não se dobrou a Lula e disse que Messias continua sem votos suficientes entre os senadores para aprovar a indicação.

Como Hugo Motta

Fora a ladainha de “diálogo republicano” e de interesse do país, Alcolumbre quer o apoio do PT para se reeleger presidente do Senado.

A própria sorte

Das pautas que Lula destacou, o senador falou que andaria com a tramitação, como fez, mas sem compromisso com resultado de votação.

Suco de maracujá

Alcolumbre avisou ainda que dificilmente alguma sai antes das eleições, mas minerais críticos tem a maior chance de votação rápida.

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha | Foto: Reprodução / Redes Sociais.

Se condenado, Lulinha pode pegar 35 anos de cadeia

Filho do presidente Lula (PT), Lulinha é investigado pela Polícia Federal em três inquéritos, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), suspeito de tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e até organização criminosa. Caso se torne réu e acabe condenado, Lulinha está sujeito a mais de 35 anos de cadeia. Coincidentemente, Lula foi condenado na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro e também foi acusado de organização criminosa, mas não foi condenado.

Suspeita original

Lulinha é suspeito de ter cometido tráfico de influência e corrupção para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

Inquérito no. 2

Lulinha também é investigado por esses crimes no Dataprev, num esquema que envolveria organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Nas mãos de Dino

O terceiro inquérito, aberto há 10 dias, investiga mais tráfico de influência de um grupo, que incluiria Lulinha, que teriam fraudado contrato público.

Poder sem Pudor

Reunião espírita

Leonel Brizola confiou ao economista Marlan Rocha a missão de percorrer o interior do País para organizar o PDT, que acabara de fundar. Ao chegar em Barreiras, na Bahia profunda, Marlan procurou um militante getulista histórico, Aluízio Mármore, e pediu para organizar uma reunião com velhos trabalhistas das redondezas. Mármore apenas sorriu: “Amanhã cedo pego você no hotel e vamos ao cemitério. Estão todos lá”.

Retaliação marqueteira

O tal “início da reciprocidade” prometido pelo governo Lula (PT) contra o tarifaço dos EUA, na verdade, é a criação de um comitê composto por quatro ministros que ainda vão começar a analisar o que pode ser feito.

Consequências

Caso seja mentira a denúncia do motorista do candidato do PT em São Paulo Fernando Haddad, que teria sido “perseguido” por policiais “por 40 minutos”, pode haver denúncia por calúnia e/ou denunciação caluniosa.

Jogo de empurra

O Missão disse que houve três tentativas de filiar Flávio Bolsonaro ao partido nos últimos dias e que notificou o Tribunal Superior Eleitoral, mesmo assim o TSE aceitou o registro, que acabou revertido.

Entorno

A investigação sobre suposto tráfico de influência e corrupção que envolve Lulinha também alcança a amiga íntima Roberta Luchsinger, lobista habitué de gabinetes petistas, como de Alexandre Padilha.

Frase do dia-----“Só depois das eleições”

Lula (PT), reforçando a birra com os EUA, sobre concessão do agrément do embaixador

Deu em nada

Chegou ao fim a primeira semana de “esforço concentrado” no Congresso Nacional, sem grandes destaques. A próxima é no fim do mês, começa dia 31 de agosto.

Próprio rabo

Pegou mal fala de Gilberto Kassab, vice na chapa de Ronaldo Caiado, ambos do PSD, declarando que o centrão está com Lula. O próprio PSD, partido que fundou e agora disputa a Presidência, é de centro.

Comuna fest

Comunitas vão aos montes para o ato que abre a campanha de Lula (PT), neste domingo (16), em São Bernardo do Campo (SP). O PcdoB espera levar 2 mil militantes e até fretou 37 ônibus para o evento.

Tudo estranho

Renan Santos, que disputa a presidência pelo Missão, acha que a filiação fraudulenta de Flávio Bolsonaro (PL) ao partido é “chance de isso ser uma malandragem” para o senador faturar eleitoralmente.

Pensando bem...

...há precedentes para descondenação.