terça-feira, 26 de maio de 2026

 

Lula critica os juros, mas permite que os banqueiros controlem o Banco Central

Lula retoma cruzada contra Campos Neto e os juros altos - Vermelho

Charge do Cazo (Blog do AFTM)

Carlos Newton

Na era moderna, os economistas se transformaram em verdadeiros ilusionistas. Encontram dificuldades enormes para explicar fatos corriqueiros, citam teorias absolutamente absurdas e inventam conceitos que demonstram sua inesgotável criatividade em enganar os incautos. Na maioria das vezes, porém, existem explicações simples e fáceis de entender.

Por exemplo, não existe milagre em economia. Se um país gasta mais do que arrecada, caminha para um precipício. Mas os governantes não ligam para essa realidade. Lula da Silva, por exemplo, com sua longa experiência na política, é capaz de dizer que “o dinheiro vai sair de onde está e vai ser levado para onde ele deveria estar”.

NOVA TEORIA – Essa revolucionária teoria econômica foi inventada pelo próprio Lula e passou a ser adotada pelo governo, causando um espantoso e desnecessário crescimento da dívida pública.

Mas sempre arranjam alguma desculpa. Dizem, por exemplo, que muitos países importantes estão mais endividados do que o Brasil, que tem uma dívida pública bruta em torno de 91,4% do seu PIB. Países desenvolvidos como Japão (200%), Estados Unidos ( 124%) e França (116%) estão mais endividados que o Brasil nesta proporção.

Mas a falsa justificativa se desmonta sozinha, porque a diferença são os pequenos juros que incidem sobre a dívida deles e os enormes juros que fazem disparar a dívida brasileira.

POR QUE NÃO? – O próprio Lula questiona os juros altos, mas não toma nenhuma atitude para baixá-los. Está certo ao culpar o Banco Central, mas esquece que pode demitir o presidente do BC quando bem entender. Basta mandar que os ministros da Fazenda e do Planejamento lhe encaminhem o pedido, na forma da lei, em nome do Conselho Monetário Nacional, no qual os dois formam maioria. Porém, Lula jamais o fez.

Lula reclamava de Roberto Campos Neto, aquele que confiava tanto no próprio trabalho que deixava a fortuna investida no exterior. Mas o deixou no BC. Agora, reclama de Gabriel Galípolo, nomeado pelo próprio Lula, mas o mantém no cargo. Ora, até as paredes do Banco Central sabem que são os banqueiros que comandam a autarquia.

Somente senta naquela cadeira quem for indicado pela Febraban (Federação Brasileira dos Bancos). O Planalto (leia-se: Lula) é refém da Febraban porque não tem coragem de enfrentar os banqueiros.

TUDO SIMPLES – A questão dos juros é simples. Quem ganha com a alta das taxas? Os chamados rentistas (termo criado por Marx e Engels) e os próprios bancos, que no Brasil não têm nenhum respeito ao interesse público e cobram mais de 400% ao ano nos cartões de crédito, algo inexistente no mundo civilizado.

Se Lula tivesse enfrentado e enquadrado os bancários quando chegou ao poder, o quadro hoje seria diferente. Mas ele é completamente ignorante e vive cercado de imbecis, como os demais presidentes contemporâneos, à exceção de Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek e Itamar Franco.

O Brasil é subdesenvolvido, eivado de favelas, recordista em desigualdade social, mas pode se orgulhar de ter os mais rentáveis bancos do mundo, que dominam a política com mão de ferro. Nenhum candidato pode falar mal dos banqueiros. Se fizer qualquer denúncia, será silenciado de uma forma ou de outra.

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P.S. –
Desculpem o pessimismo, mas é difícil aguentar a realidade do Brasil, onde a riqueza total tenta conviver em paz com a miséria absoluta. O resultado está à vista de todos – a corrupção, a criminalidade, a violência e a insegurança. E ainda há quem culpe a Polícia, que conta seus mortos como se fosse uma estatística de guerra. (C.N.)

 

A “República do Master” | Por Luiz Holanda

Sem dúvida que o Banco Master causou o maior rombo no setor financeiro do país, dando enormes prejuízos a algumas empresas e ao pequeno e médio investidor. As investigações da Polícia Federal (PF) na Operação Compliance Zero estimam que o rombo pode chegar a R$ 500 bilhões. O caso é apontado como o maior crime financeiro de nossa história, produzindo vários impactos, como no FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e em outros. A liquidação do conglomerado levou o fundo a pagar aos investidores cerca de R$ 51 bilhões.

No Banco Regional de Brasília (BRB) o prejuízo nas operações com o Master é de aproximadamente R$ 8 bilhões, decorrente da compra de carteiras de crédito que se revelaram irregulares ou inexistentes. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, é acusado de supostamente receber R$ 146,5 milhões em propina paga por Daniel Vorcaro. O Supremo Tribunal Federal (STF) já havia autorizado o bloqueio de mais de R$ 5,7 bilhões dos investigados por suspeitas de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de balanços para esconder o vultoso desvio.

A nova fase da operação que prendeu o pai de Daniel Vorcaro, Henrique Vorcaro, mira os grupos conhecidos como “A Turma” e “Os Meninos”, núcleos operacionais que atuavam como uma organização criminosa. Segundo as investigações, esses grupos eram responsáveis por crimes de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos informáticos. Eles integravam a estrutura paralela de vigilância comandada por Daniel Vorcaro, dono do Master. “A Turma” era o braço encarregado de ameaças, intimidações e acesso clandestino a informações de Estado, enquanto os “Meninos” faziam os ataques cibernéticos, invasões telemáticas e a derrubada de perfis em redes sociais. A estrutura é descrita em decisão do ministro André Mendonça, que decretou a prisão preventiva de sete investigados e busca e apreensão de outros 17. Segundo a PF, os “Meninos” teriam o perfil eminentemente tecnológico e eram direcionados para a prática de ataques cibernéticos, invasões telemáticas, derrubada de perfis, monitoramento telefônico e telemático ilegal.

O gerenciamento do gripo era feito por Felipe Mourão, o “Sicário”, e tinha como líder David Henrique Alves. Os ‘Meninos” praticavam ações de espionagem digital, invasões virtuais, intimidações e monitoramento ilegal de adversários. As investigações apontaram que a estrutura era dividida entre um núcleo de hackers atuando na parte tecnológica do esquema e realizando ataques cibernéticos, criação de programas de invasão e até falsificação de documentos públicos. A PF descobriu que o grupo utilizava inteligência artificial para executar parte das operações digitais. Um dos integrantes apontados é o hacker Victor Lima Sedlmaier, preso em Dubai após ação conjunta entre autoridades brasileiras, policiais locais e a Interpol.

As investigações apontam que as ordens para os hackers partiam de David Henrique Alves, de 23 anos, considerado pela PF o chefe do setor tecnológico. Ele recebia salário de R$ 35 mil por mês para coordenar os ataques virtuais e gerenciar os integrantes da equipe. Durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal em Minas Gerais, agentes encontraram computadores e notebooks que seriam usados nas operações do grupo. Ainda segundo a PF, os hackers teriam forjado um documento do Ministério Público do Ceará para derrubar um perfil falso criado com o nome da então noiva de Daniel Vorcaro. O ofício falso foi enviado usando o e-mail institucional de uma servidora pública. A plataforma digital não identificou a fraude e removeu o perfil no dia seguinte.

Esses e outros escândalos acontecem porque a corrupção no Brasil é uma cláusula pétrea de nossa Constituição. A impunidade garante essa patologia crônica que se avolumou drasticamente em todos os poderes do Estado durante o atual governo, e se tornou um dos princípios fundamentais de nossa administração pública. A corrupção entre nós alcança todos os órgãos e instituições governamentais, um problema estrutural que corrói a democracia, agravado pela sensação generalizada de impunidade e por sucessivos casos de macrocorrupção. A certeza de que desvios e abusos de poder não serão punidos funciona como um incentivo para novos crimes, blindando os corruptos com proteção mútua. Esse fenômeno jurídico-penal já atingiu o cerne da função pública, infiltrando-se silenciosamente em todos os órgãos, instituições e poderes, corroendo políticos, autoridades, magistrados e comprometendo a própria democracia. Não é sem razão, pois, que diante da roubalheira generalizada, institucionalizada e impune, o Brasil está sendo conhecido como a “República do Master”.

*Luiz Holanda, advogado e professor universitário.

 

FLÁVIO BOLSONARO (PL/RJ)*: COMPROMISSO COM A MENTIRA (a cada "explicação",  nova contradição) "Não tenho a menor intimidade com esse senhor Vorcaro" X  "Meu irmão, estou e estarei sempre contigo, não tem meia

Charge do J.Caesar (Veja)

Vicente Limongi Netto

O traste ambulante Flávio Bolsonaro insiste em tentar convencer o cidadão de bem e se comporta como um santo imaculado. As digitais amorosas e agradecidas do patético senador com o facínora Daniel Vorcaro não saem mais e não adianta usar alvejantes. Estão coladas na alma.

O senador achocolatado enfiou no bolso 61 milhões de reais de Vorcaro alegando ser para o filme de terror sobre o pai dele, o presidiário Jair Bolsonaro.  O eleitor não suporta candidato mentiroso. Tem nojo de lobos, mesmo desdentados, como o senador rachadinha, fantasiados de cordeiros.

ALTA PICHAÇÃO – O deputado evangélico do MDB do Rio de Janeiro, Otoni de Paula, colocou nos anais da Câmara Federal, com todas as letras, “Flávio Bolsonaro é batedor de carteira”.

Flávio Bolsonaro anuncia agora que passou a usar colete à prova de bala. Ora, melancia na cabeça ficaria melhor, no perfil leviano do senador do PL. Tenta se passar de vítima. Usa o drama do próprio pai, esfaqueado em 2018. Inacreditável. Bate no peito enlameado: “tenho o sangue do meu pai”. O problema é esse.

Hoje, segundA-feira, é o Dia Nacional da Adoção. Quem quiser adotar um jumento, Flávio Bolsonaro ficaria agradecido.

PRESENÇA ETERNA – Boa sacada da Federação do Comércio do Distrito Federal, que está recriando aqui na capital o famoso ateliê do arquiteto Oscar Niemeyer, reunindo móveis, material de desenho, papéis, livros e croquis no Polo de Economia Criativa do Senac, no Setor Comercial Sul.

O acervo vem do Rio de Janeiro, transferido do escritório de Niemeyer em Copacabana, onde o arquiteto trabalhou durante 61 anos e projetou a nova capital, junto com o urbanista Lúcio Costa, criador do Plano Piloto e das duas Asas da revolucionária cidade, que é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade.

Sputnik

 

Míssil balístico russo Oreshnik é um instrumento de pressão política contra Ocidente, afirma mídia

Míssil russo Oreshnik - Sputnik Brasil, 1920, 25.05.2026
Míssil balístico russo Oreshnik tornou-se um sinal de alerta para os países ocidentais, escreveu um jornal italiano após os ataques de retaliação do Exército russo contra instalações militar-industriais da Ucrânia.
Sempre que esse novíssimo míssil russo é utilizado, sua mensagem sai muito além dos limites do conflito ucraniano e demonstra ao Ocidente o poder de Moscou, acreditam os autores do material.

"Para muitos governos europeus, o míssil Oreshnik também representa um instrumento de pressão política, uma espécie de aviso dirigido diretamente ao Ocidente", diz o artigo.

Os autores da publicação acrescentaram que, embora os analistas ocidentais tendam a minimizar as capacidades enormes do míssil russo, ainda reconhecem que os sistemas antimísseis europeus e norte-americanos teriam enorme dificuldade em neutralizar um ataque com tais mísseis.
Segundo a matéria, o ataque demonstra que o míssil Oreshnik deixou de ser um protótipo comum ou um possível meio de dissuasão, mas se tornou parte do cenário do conflito atual e é usado como um sinal direto para o Ocidente.
Etapa russa da competição internacional Aviadards - Sputnik Brasil, 1920, 25.05.2026
Operação militar especial russa
Caos na Ucrânia após retaliação da Rússia mostra quem controla curso dos eventos, diz analista
A preocupação dos europeus com essa arma russa decorre sobretudo do fato de que um míssil deste tipo pode atingir várias capitais europeias em poucos minutos, destaca-se no texto.
Um ataque simultâneo, junto com outros mísseis e meios, poderia colocar sob enorme pressão as modernas defesas antiaéreas, mesmo as mais avançadas, como o Patriot ou os sistemas franco-italianos Samp/T, concluíram os autores da publicação.
Vale lembrar que, ontem à noite (24), o Exército russo realizou ataques de retaliação contra as instalações militares ucranianas usando mísseis Oreshnik, Kinzhal, Iskander e Tsirkon, segundo as informações do Ministério da Defesa da Rússia.
O ataque alcançou todos os seus objetivos e se tornou uma resposta aos ataques terroristas das Forças Armadas da Ucrânia. A Defesa russa ressaltou que o bombardeio da infraestrutura civil ucraniana não foi planejado e não ocorreu.

 

Governo vê chance de 6×1 emperrar no Senado

Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e Congresso- Foto: Carlos Moura/ Agência Senado.

A semana começou, no governo, com a certeza de que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vai pisar no freio da tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pode acabar com a jornada de trabalho de 44 horas semanais, a escala 6 por 1. Com as festas de São João que esvaziam o Congresso, recesso de meio de ano e as eleições, a aposta é que o senador só coloque o item para votação após o período eleitoral, ou seja, com sorte, novembro ou dezembro.

Nem convidou

Lula parece ter esquecido que o Congresso é bicameral e ignorou a existência de Alcolumbre na reunião de ontem (25), no Planalto.

Fogo baixo

Alcolumbre não deve atuar ativamente contra a PEC, mas o texto deve seguir o fluxo normal. Sem pressa, por exemplo, para escolher relator.

Falta consenso

Outro ponto é que o texto deve sofrer alterações no Senado. O prazo de transição para alteração é ponto de divergência entre parlamentares.

Cabeça de bacalhau

Na Câmara, Hugo Motta (Rep-PB) acelerou o projeto e até marcou sessões deliberativas às sextas-feiras, coisa raríssima na Casa.

Presidente Lula (PT) - (Foto: Ricardo Stuckert/PR).

Lula decreta fim da internet livre, Congresso se omite

Decretos de Lula (PT) fixando controle do seu governo sobre o conteúdo das redes sociais, roubando as prerrogativas do Congresso Nacional, reforça a grave omissão dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB). Eles poderiam reagir à inciativa autoritária de Lula com instrumentos democráticos em defesa das instituições, anulando a norma, mas mantêm acovardado silêncio. O advogado Luiz Augusto D’Urso, especialista em direito digital, advertiu no programa Pânico que o decreto é grave risco à liberdade de expressão.

Poder dispensável

Tem sido recorrente no regime (Lula e aliados no STF) desqualificar e neutralizar o Legislativo como se a ideia fosse torná-lo dispensável.

Só um coadjuvante

Essa paralisia sistemática de dignidade esvazia o papel do Legislativo, eleito pela população, reduzindo-o a coadjuvante do Planalto e do STF.

Internet livre agoniza

O decreto autoritário obriga as plataformas a estabelecer a autocensura, ferindo de morte a internet livre, adverte o professor no MBA da FGV.

Poder sem Pudor

Sem-vergonhice

Certa vez, em 1988, o ex-ministro Nelson Jobim foi dar uma força na campanha do PMDB à prefeitura de Tupanciretã (RS), região em que os candidatos têm o hábito de demonstrar civilidade visitando os palanques dos adversários. Jobim já discursava quando o adversário, Dr. Marcel (PDS), subiu ao palanque. Ele impostou a voz para perguntar à plateia: “Por que será que o Dr. Marcel está no nosso comício?”... O grito de um bêbado estragou a profunda reflexão pretendida por Jobim: “Porque ele é um sem-vergonha, tchê!”.

Sobreviver é a meta

Deve ser hoje (26) reunião de PSDB e Cidadania em torno do deputado tucano Aécio Neves à Presidência da República. Não é pra valer: a ideia é apenas tentar puxar mais votos para tirar o PSDB da rota de extinção.

Não é brincadeira

A previsão é que dure cerca de três semanas o tratamento de Lula após retirar um câncer de pele. O tratamento, muito duro, trata de uma doença grave, e inclui 15 sessões de radioterapia. Começou ontem.

Incerteza geral

Até a pesquisa contratada pelo BTG junto a FSB, de ricos contratos no governo do PT, ainda aposta na incerteza entre Lula e o Flávio Bolsonaro (PL): a previsão ainda é de 47% a 43%: empate técnico no 2º turno.

Entra e sai

Teve mudança na equipe de comunicação da pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Sai Marcello Lopes e entram os sócios Alexandre Oltramari e Eduardo Fischer. Fischer é ex-sócio de Roberto Justus.

Frase do dia-----“Michelle está fora de questão”

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, sobre a ex-primeira-dama disputar o Planalto

Reta final

A Lei da Dosimetria deve ser julgada até a próxima semana no Supremo Tribunal Federal. A Advocacia-Geral da União já apresentou parecer (contrário). Falta o posicionamento da Procuradoria-Geral da República.

Homeschooling

A deputada Carol de Toni (PL-SC) quer anistiar pais e responsáveis investigados, processados, condenados ou penalizados por adotarem a educação domiciliar, o homeschooling. Já apresentou o projeto de lei.

Para todos os gostos

Apenas nos últimos sete dias foram registradas 35 pesquisas eleitorais, no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que vão avaliar em que pé está a disputa para presidente da República, este ano.

Impacto mínimo

Valdemar Costa Neto disse ter certeza de que Flávio Bolsonaro passaria por algum desgaste eleitoral antes da eleição de outubro. “Até que não foi tão grande”, minimizou ontem o presidente do PL.

Pergunta na grandeza

E se todo o sistema for de “terceira divisão”?