sábado, 23 de maio de 2026

 

Por Redação g1

 

  • Trump disse que pode decidir até domingo sobre retomada da guerra contra o Irã.

  • Presidente americano afirmou que discutirá nova proposta iraniana com assessores.

  • “Ou chegamos a um bom acordo ou vou explodi-los em mil infernos”, disse Trump.

  • Paquistão afirmou que negociações tiveram avanços “encorajadores” nas últimas 24 horas.

  • Islamabad atua como mediador entre Irã e Estados Unidos nas conversas.

Donald Trump após retornar da China, em 15 de maio de 2026 — Foto: ALEX WROBLEWSKI / AFP

Donald Trump após retornar da China, em 15 de maio de 2026 — Foto: ALEX WROBLEWSKI / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (23) que pode decidir até domingo (24) se retomará a guerra contra o Irã, segundo entrevista publicada pelo site Axios.

Trump disse que discutirá a versão mais recente do acordo proposto por Teerã com seus assessores antes de tomar uma decisão.

“Ou chegamos a um bom acordo ou vou explodi-los em mil infernos”, afirmou o presidente americano, segundo o Axios.

O presidente americano também deve realizar uma ligação ainda neste sábado com líderes da Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Paquistão, segundo uma fonte oficial árabe ouvida pela agência de notícias Reuters.

A declaração ocorre em meio às negociações para tentar transformar o atual cessar-fogo em um acordo definitivo entre os dois países.

Sputnik

 

EUA afastam Israel das negociações com o Irã, revela jornal

O presidente Donald Trump recebe o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em uma reunião bilateralno clube Mar-a-Lago em Palm Beach, Flórida - Sputnik Brasil, 1920, 23.05.2026
Os EUA afastaram Israel das negociações sobre o Irã, o que deixa Tel Aviv sem informações sobre a relação de Washington com Teerã e obriga-o a recolher informações através de líderes e diplomatas na região, relata jornal americano, citando funcionários israelenses não identificados.
"A administração [do presidente dos EUA, Donald] Trump afastou Israel de tal forma dos assuntos que seus líderes foram quase totalmente isolados das negociações do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. Sem informações de seu aliado mais próximo, os israelenses são obrigados a reunir o que puderem sobre as discussões entre Washington e Teerã através de seus laços com líderes e diplomatas na região, bem como por meio de sua própria observação dentro do Irã", diz o veículo de imprensa.

Funcionários dos EUA não identificados relataram à mídia que Trump vê o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu como um aliado militar, não como um parceiro de negociação próximo com os iranianos. A este respeito, a publicação escreve que Netanyahu, que já foi "o segundo piloto de Trump" na luta contra o Irã, tornou-se agora nada mais do que um "passageiro".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva de imprensa em março de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 23.05.2026
Panorama internacional
Trump decide dar mais tempo às negociações com o Irã e suspende novos ataques, diz mídia
"Israel encontrou-se em uma situação em que foi rebaixado de um parceiro igual para um nível mais parecido com um subcontratado das Forças Armadas dos EUA", avalia a publicação, observando que isso poderia ter sérias consequências para Israel e foi "um golpe humilhante" para Netanyahu, que enfrenta uma difícil luta pela reeleição neste ano.

 

URGENTE: Moraes tem mais um revés internacional, desta vez nos EUA


A situação do ministro Alexandre de Moraes a nível internacional está ficando cada vez mais complicada. Nesta sexta-feira (22), a Justiça Federal da Flórida tomou uma decisão que rompe às completas a blindagem que a Justiça brasileira construiu para evitar a sua citação numa ação movida pelas plataforma Rumble e Trump Media.

Foi autorizada a sua citação através de e-mail derrubando o impasse que travava a notificação do magistrado e abrindo caminho para que o processo avançasse rumo a uma análise de mérito — ou a uma condenação à revelia. se Moraes não responder após ser citado, a Rumble e a Trump Media deverão pedir a decretação de revelia, dentro de um prazo de 21 dias.

A Corte reconheceu que as empresas tentaram, ao longo de meses, realizar a citação formal pelos canais previstos na Convenção da Haia, mas concluiu que o processo no Brasil se tornou "politizado e efetivamente indisponível".

As empresas alegam que Moraes impôs ordens de censura secretas a plataformas americanas, afetando conteúdos protegidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA.

Segundo a petição, o magistrado teria agido de forma extraterritorial, ignorando o governo e os tribunais americanos, ao determinar bloqueios de contas e remoção de publicações sem passar pelos canais diplomáticos adequados.

 

Defensoria Pública impõe mais um terrível e desmoralizante baque a Moraes

Um final de semana trágico para o ministro Alexandre de Moraes. Zambelli em liberdade, citação por e-mail pela Justiça americana e, por fim, a Defensoria Pública da União (DPU) pede a anulação de processo contra Eduardo Bolsonaro alegando parcialidade do magistrado. Isso é vergonhoso.

A DPU defendeu que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes é parcial para julgar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro."O presente processo tem uma característica que o distingue da generalidade das ações penais. Aqui o Julgador é, ao mesmo tempo, a principal vítima das condutas que é chamado a julgar. Essa não é uma alegação genérica sobre a personalidade ou as convicções do Eminente Ministro Relator. É uma constatação objetiva, extraída da própria narrativa acusatória", diz o documento.

A ação trata de declarações de Eduardo que denotariam uma articulação em prol de sanções nos Estados Unidos contra o próprio Moraes, com o suposto objetivo de obter vantagens em julgamentos contra ele e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O governo americano chegou a incluir o ministro no rol da Lei Magnitsky, mas revogou a sanção meses depois.

Moraes costuma se defender dizendo que os atos apurados não são apenas contra ele, mas contra o cargo e contra a própria democracia. Para o defensor público Antônio Ezequiel Inácio Barbosa, no entanto, esta ação é diferente, uma vez que o ministro "é vítima direta, nominalmente identificada, individualmente atingida por condutas que, segundo a denúncia, foram pessoalmente a ele dirigidas: suspensão de seu visto de entrada nos Estados Unidos; aplicação das sanções da Lei Global Magnitsky especificamente a sua pessoa".

Sobre a adequação entre as práticas do ex-deputado e o que diz a lei, Antônio Ezequiel Inácio Barbosa aponta que o crime de coação no curso do processo exige "violência ou grave ameaça", o que não estaria configurado no caso, uma vez que Eduardo não teria poder para impor sanções por conta própria.

"A grave ameaça pressupõe que o mal prometido dependa da vontade e do poder de concretização de quem ameaça. Se o agente não tem poder de concretizar o mal anunciado, não há grave ameaça. Há, quando muito, prognóstico sobre eventos futuros que dependem da vontade de terceiros soberanos", argumenta.