sexta-feira, 24 de julho de 2026

 Direito e Justiça

Vorcaro é intimado pela Justiça em ação onde foi derrotado tendo Vivi Barci como advogada

A Justiça de São Paulo intimou o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, a efetuar o pagamento de R$ 5.678,69 em honorários advocatícios decorrentes de uma ação judicial na qual foi derrotado. No processo, o empresário é representado pela advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A determinação foi assinada pela juíza Paula da Rocha e Silva, da 39ª Vara Cível de São Paulo. A decisão estabelece que Vorcaro e o Banco Master deverão quitar o débito no prazo de 15 dias.

No despacho, a magistrada registrou:

“Não efetuado o pagamento voluntário no prazo legal, iniciar-se-á o prazo de 15 (quinze) dias para que, independentemente de penhora ou nova intimação, apresente a parte executada, nos próprios autos, sua impugnação”, diz a decisão.

Em outro trecho, a juíza acrescentou:

“Saliente-se que, por força do comando contido no art. 513, § 3º, do Código de Processo Civil, considera-se realizada a intimação quando o devedor houver mudado de endereço sem prévia comunicação ao juízo, observado o disposto no parágrafo único do art. 274.”

Embora o valor envolvido seja relativamente baixo, o processo reúne personagens de destaque do cenário jurídico, político e financeiro.

A ação teve origem em uma queixa-crime apresentada por Daniel Vorcaro contra Vladimir Timerman, fundador da gestora Esh Capital. O banqueiro alegava a prática dos crimes de calúnia e difamação.BT

Segundo os autos, Vorcaro e o Banco Master, representados por Viviane Barci de Moraes, sustentaram que Timerman teria cometido os supostos crimes ao encaminhar ao Ministério Público Federal (MPF) uma notícia de fato apontando indícios de possíveis irregularidades envolvendo o sistema financeiro, o banqueiro e a instituição bancária.

O Judiciário, entretanto, rejeitou a pretensão do empresário em todas as instâncias analisadas, resultando na condenação ao pagamento dos honorários advocatícios dos três advogados que atuaram na defesa de Vladimir Timerman.

A primeira decisão desfavorável à queixa-crime foi proferida em outubro de 2024 pela 14ª Vara Criminal de São Paulo. Na ocasião, a Justiça concluiu que não existia justa causa para o prosseguimento da ação penal.

Durante a tramitação do processo, o Ministério Público também se manifestou pelo arquivamento da queixa-crime. Para os promotores, o simples encaminhamento de uma notícia de fato às autoridades competentes não caracteriza, por si só, a prática dos crimes de calúnia ou difamação, motivo pelo qual recomendaram a rejeição da ação apresentada pelo banqueiro.

Sputnik

 

Guerra no Irã expõe fim da dominância global dos EUA após queda da União Soviética, diz mídia

Bandeira dos EUA improvisada é incendiada por manifestantes durante um comício em frente à antiga Embaixada dos EUA em comemoração ao aniversário de sua apreensão de 1979 em Teerã, Irã, em 4 de novembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 24.07.2026
A era do domínio global incontestável dos EUA chegou ao fim e o país já não possui a mesma superioridade militar de 1991 — a guerra no Irã ilustra essa mudança, escreve uma revista estadunidense.
A revista salienta que os confrontos de hoje no estreito de Ormuz destacam os limites do poder norte-americano.

"Os Estados Unidos não conseguem submeter os outros à sua vontade por meio do uso da força a baixo custo. Ao contrário de garantir estabilidade e previsibilidade, o poder norte-americano se tornou uma fonte de instabilidade", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, a crença na invencibilidade militar dos EUA após a Guerra Fria se desgastou à medida que países mais fracos e atores não estatais passaram a utilizar tecnologias de precisão baratas e amplamente disponíveis para infligir custos desproporcionais.
O USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões do mundo, fotografado em abril de 2017 - Sputnik Brasil, 1920, 22.07.2026
Panorama internacional
EUA não podem vencer Irã na guerra dispendiosa e devem deixar golfo Pérsico para sempre, diz analista
A globalização disseminou os componentes comerciais de armamentos avançados, permitindo que atores como o Irã e suas forças aliadas interfiram em pontos-chave e minem a ordem apoiada pelos EUA, sem que seja necessário vencer batalhas convencionais, observa o artigo.
Como resultado, as forças norte-americanas ainda têm a capacidade de destruir alvos, mas não conseguem mais impor resultados políticos de maneira confiável nem garantir um comércio global seguro a baixo custo.
Conforme acrescenta a revista, os riscos crescentes às principais rotas marítimas, os custos mais elevados de seguro e transporte e a necessidade de cadeias de abastecimento redundantes significam que proteger a globalização está se tornando mais caro e incerto.
As bandeiras nacionais dos EUA e do Irã - Sputnik Brasil, 1920, 25.06.2026
Panorama internacional
Irã sai fortalecido da guerra com EUA e garante sua vantagem estratégica, diz mídia
Em suma, o domínio dos EUA está enfraquecendo, de modo que a influência de Washington depende cada vez menos da capacidade militar e cada vez mais da confiança que os demais depositam na capital norte-americana para manter o mundo previsível, conclui a reportagem.
Anteriormente, uma mídia italiana escreveu que o encontro recente entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Pequim, revelou uma mudança na ordem mundial favorável a Moscou e Pequim.
Segundo o material, não foi por acaso que, durante a reunião, foi assinada uma declaração sobre parceria abrangente e cooperação estratégica entre os dois países. O encontro entre Putin e Xi Jinping não é apenas uma reunião bilateral, mas um reflexo da mudança no equilíbrio global, no qual o centro de gravidade político e econômico continua se deslocando em direção à Eurásia.