Irã ameaça e dá ultimato após Israel dizer que não deixará o Líbano
"Se Israel não se retirar voluntariamente do sul do Líbano hoje será forçado a fugir derrotado amanhã", afirmou o chefe da unidade de elite da Guarda Revolucionária iraniana.
Por Redação g1
O Irã fez uma ameaça a Israel nesta quinta-feira (25) após o governo israelense afirmar que não irá se retirar do sul do Líbano.
- Esmaeil Qaani, chefe da Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária iraniana dedicada a operações de inteligência e ações militares secretas no exterior, afirmou em pronunciamento na mídia estatal: "Se Israel não se retirar voluntariamente do sul do Líbano hoje será forçado a fugir derrotado amanhã".
Um dia antes, nesta quarta-feira (24), o ministro da Defesa de Israel declarou que as tropas israelenses não sairão do sul do Líbano, mesmo que os Estados Unidos exijam.
A declaração é mais um desafio direto do governo israelense ao presidente dos EUA, Donald Trump, que vem fazendo duras críticas ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, por causa dos ataques ao território libanês.
Em teoria, há quase uma semana, está em vigor um cessar-fogo entre Israel e o grupo extremista Hezbollah, que atua no Líbano e é apoiado pelo Irã. Na sexta-feira (19), um alto funcionário dos EUA anunciou que uma nova trégua começaria naquele dia, porém a troca de ataques continua.
O fim dos bombardeios e da ocupação israelense ao Líbano é uma das exigências feitas pelo Irã na minuta de entendimento assinada pelo país e pelos EUA.
Ao postar um vídeo na rede social X nesta quarta, Netanyahu declarou: "Não me renderei".
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, concede uma coletiva de imprensa após EUA e Irã assinarem acordo de paz em 15 de junho de 2026. — Foto: REUTERS/Ronen Zvulun/Pool
Minutos após a notícia do ataque, o grupo terrorista libanês Hezbollah acusou Israel de ter violado a trégua no conflito entre eles.
A zona-tampão mencionada no comunicado de Israel é a autointulada Zona de Segurança, uma área na fronteira entre os dois países, com uma distância de cerca de 10 km.
De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, Israel e Líbano negociam um projeto piloto apoiado pelos Estados Unidos que prevê a transferência do controle de parte do território no sul do Líbano das tropas israelenses para as Forças Armadas libanesas.
Parente de uma pessoa que desapareceu após bombardeio no sul do Líbano chora em meio aos escombros em ataque israelense no sábado (20). — Foto: Mohammed Zaatari/AP Photo
O incidente desta terça foi o primeiro ataque no Líbano reivindicado por Israel desde domingo e também as primeiras mortes no país envolvendo tropas israelenses nos últimos três dias.
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