domingo, 21 de junho de 2026

 

Erro do Supremo é interpretar a Constituição e as leis, ao invés de obedecê-las

Associações criticam busca e apreensão de Moraes contra jornalista | Blogs | CNN Brasil

Moraes manipulou claramente algumas leis e descumpriu outras

Carlos Newton 

Ao assumir o cargo, em compromisso solene na sessão de posse, antes da assinatura do termo que oficializa o início do mandato, todo presidente brasileiro promete “manter, defender e cumprir a Constituição da República, observar as suas leis, promover o bem geral do Brasil, sustentar-lhe a união, a integridade e a independência“.

Vejam como é importante a chamada Carta Magna, expressão latina que designa o documento assinado em 1215 pelo rei João da Inglaterra, conhecido historicamente como “João Sem-Terra”.

PRIMEIRA CONSTITUIÇÃO – Inicialmente chamado de Carta das Liberdades, o documento foi a primeira Constituição criada na História, e tinha objetivo de pacificar o país, que sofria uma rebelião dos nobres ingleses, insatisfeitos com os impostos, abusos de poder e derrotas militares.

Sob a ameaça da guerra civil, João Sem-Terra preferiu assinar um acordo que limitava os poderes da Coroa e garantia direitos fundamentais aos “homens livres”.

O texto protegia a Igreja, proibia prisões arbitrárias, garantia o direito a julgamento justo e estabelecia que ninguém — nem mesmo o rei — estava acima da lei. Tornou-se, assim, a base do futuro regime democrático, que passaria a ser adotado cinco séculos depois, através da Teoria dos Três Poderes, criada em 1748 pelo barão de Montesquieu, um dos filósofos do Iluminismo, ao lado de John Locke, Jean-Jacques Rousseau, Denis Diderot, Adam Smith e François-Marie Arouet, conhecido como Voltaire.

NADA FÁCIL – Pode-se até pensar que seria fácil manter uma democracia, pois basta seguir a Constituição, mas na verdade ainda é muito difícil. Entre os 193 países que compõem a ONU, no máximo 80 podem ser considerados democráticos, e entre eles está o Brasil, com a segunda Constituição mais extensa do mundo, superada apenas pela indiana.

É lamentável que a Constituição e as leis do Brasil tenham passado a ser desprezadas a partir de 2019, quando o então ex-presidente Lula da Silva foi libertado ilegalmente pela Suprema Corte, após ser condenado por corrupção em três instâncias, por 10 magistrados e sempre por unanimidade.

O pior é que os descumprimentos às leis foram num crescendo, até culminar com a incriminação de mais de 1,5 mil manifestantes do 8 de Janeiro, ridiculamente considerados como terroristas, e depois houve a condenação também ilegal dos envolvidos no golpe que não houve.

INOVAÇÃO BRASILEIRA – No Direito Universal, não existe punição para planejamento de crime, e o Supremo então atropelou as leis para condenar os chamados golpistas.

Na verdade, esse exagero do STF não era necessário, porque existem normas legais determinando punição para quem planeja golpe de estado, mas não o concretiza. É a Lei 1079, de 1950 (governo Eurico Dutra).

Bolsonaro infringiu claramente três dispositivos: 1) Provocar animosidade entre as classes armadas ou contra elas, ou delas contra as instituições civis; 2) Incitar militares à desobediência à lei ou infração à disciplina; 3) Praticar ou concorrer para que se perpetre qualquer dos crimes contra a segurança interna.

NA FORMA DA LEI – Por excesso de rigor e desprezo às leis vigentes, o relator Alexandre de Moraes levou o Supremo a infringir a Constituição, quando deveria fazer cumprir a legislação atual, que puniria Jair Bolsonaro com suspensão dos direitos políticos por 8 anos.

A mesma condenação deveria ser estendida aos generais Braga Netto, Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, ao almirante Almir Garnier e aos outros militares e civis comprovadamente envolvidos na trama golpista, aquela que foi planejada, mas não se concretizou.

Se preferisse agir assim, dentro da lei, o ministro Moraes teria alcançado o mesmo impacto de desmoralização de Bolsonaro e seus cúmplices, sem esse abuso de condená-los a longas penas de prisão, um absurdo que radicalizou perigosamente a polarização já existente no país.

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P.S. 1 –
Para chegar a penas longas, o relator Moraes agiu de forma totalmente irregular, ao duplicar várias leis excludentes entre si (ou se comete um crime ou o outro, jamais os dois simultaneamente).

P.S. 1 – O que Alexandre de Moraes deveria ter feito era  alertar o Congresso para a necessidade de regulamentar mais adequadamente os crimes de responsabilidade do presidente da República, para criar penas de prisão que não existem na legislação em vigor e foram inventadas pelo Supremo. Realmente, não dá para entender que não haja pena de reclusão para crimes de responsabilidade que coloquem em risco a democracia. Mas quem se interessa? (C.N.)

O ANTAGONISTA

 

Os três poderes de Vorcaro

Queda do sigilo de outra parte das investigações sobre o Banco Master dificulta ainda mais a tentativa da família Bolsonaro de escapar do escândalo

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Rodolfo Borges
3 minutos de leitura16.06.2026 16:55comentários 1
Os três poderes de Vorcaro
Foto: Reprodução/ PF

A derrubada do sigilo de mais um pedaço das investigações sobre o escândalo do Banco Master incluiu o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), entre as autoridades que foram agraciadas pela generosidade do banqueiro Daniel Vorcaro, com uma viagem ao Gilmarpalooza.

Na semana passada, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já tinha aparecido como destinatário de 30 milhões de dólares ele negou e prometeu “todas as medidas judiciais cabíveis“.

Essa é a parte da cúpula do Legislativo com que o banqueiro teria se relacionado, cujo destaque é o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que estampa as investigações da Polícia Federal com várias fotos de carinho com o banqueiro em locais paradisíacos (foto).

No Judiciário, a principal relação foi com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, com quem Vorcaro trocava mensagens, segundo as investigações Moraes nega.

Também há uma conexão com o ministro Dias Toffoli, que chegou a relatar o caso do Banco Master no STF de forma muito estranha e teve de abandonar o processo depois de admitir que é sócio oculto de uma empresa que fez negócio com o banqueiro, no resort Tayayá.

No Executivo, o contato de Vorcaro teria sido direto com o presidente Lula, em reuniões fora da agenda oficial. O presidente confirmou ao menos uma delas e teria até lhe dado um conselho.

Não se tem notícia de que o petista recebeu qualquer benefício, mas Vorcaro contratou ex-ministros de Lula, como Ricardo Lewandowski e Guido Mantega, aparentemente com a intenção de se aproximar do presidente da República e algum acesso ele conseguiu.

Interesses

Além de tudo, o banqueiro do Master cooptou dois funcionários do Banco Central e subornou o presidente do BRB, que autorizou transações desaconselhadas pelo corpo técnico do banco público de Brasília, em troca de seis apartamentos de luxo, segundo indicam as investigações.

A reunião de Lula com Vorcaro ocorreu em dezembro de 2024, época que, alegam agora os bolsonaristas, o banqueiro não era encarado como alguém enrolado com a Justiça.

Mas a família Bolsonaro criticava os encontros de Lula fora da agenda até outro dia, antes de virem a público as mensagens do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pedindo dinheiro para o filme Dark Horse, sobre a eleição de 2018 que elegeu seu pai presidente.

É por conta de todo esse histórico que as explicações do pré-candidato à Presidência da República pelo PL não colam. Vorcaro se relacionou com todos os que conseguiu para sustentar a administração irresponsável e aparentemente criminosa do Banco Master.

E, ainda que a tão esperada delação do banqueiro não saia, os envolvidos dificilmente vão se recuperar do desgaste de ter tido qualquer tipo de ligação com ele.

G1

 

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, renunciará ao cargo na segunda-feira (22) e apresentará um cronograma para sua saída, informou o jornal The Observer neste sábado (20).

Segundo o jornal, Starmer chegou à conclusão de que sua posição não é mais sustentável após conversar com ministros do gabinete, assessores, doadores e líderes sindicais, e está discutindo o assunto com sua esposa em sua residência de campo em Chequers antes de tomar uma decisão final.

Um membro da Câmara dos Lordes pelo Partido Trabalhista, próximo ao primeiro-ministro, afirmou ao Observer que Starmer não criará um vácuo de poder abandonando o cargo. De acordo com ele, será "uma saída lenta e deliberada, por uma questão de dever e dignidade".

"Acho que ele entende a realidade. Impedir o 'caos' (como ele bem disse) não é mais possível permanecendo no cargo, então só resta uma opção. Acho que ele chegou à conclusão de que essa é a opção correta para servir ao país e ao partido", declarou o político, de forma anônima.

Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, no Parlamento britânico para discurso do rei Charles III em 13 de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Toby Melville/Pool

Primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, no Parlamento britânico para discurso do rei Charles III em 13 de maio de 2026. — Foto: REUTERS/Toby Melville/Pool

Outra figura importante do Partido Trabalhista disse que o primeiro-ministro agora parece "resignado" a renunciar.

"Ele se deparou com a dura realidade de que não há apoio. A verdade é que todos sabem que essa proposta não é mais sustentável. Há tristeza em tudo isso, é claro, mas às vezes há inevitabilidade na política e, como disse Boris Johnson, 'Quando a manada se move, ela se move'", disse a fonte ao jornal.

De acordo com um ministro do gabinete de Starmer, que falou de forma anônima, o premiê britânico está "lidando com as coisas com calma" após uma série de conversas muito pessoais com seus aliados mais próximos nos últimos dias.

"Ele só quer fazer o que é certo para o país e, tendo conversado com as pessoas que queria, agora está passando um tempo de qualidade com seu conselheiro mais importante – Vic", contou, referindo-se à esposa de Starmer, Victoria.

"Não vou desistir", disse Starmer.

Questionado se seu mandato como primeiro-ministro havia terminado, Starmer, respondeu que não. "Precisamos mostrar que podemos reverter a situação", comentou o político.

Starmer enfrenta uma grave crise em seu governo, o que também incluiu pedidos de membros de seu partido pela renúncia. No dia 12 de maio, quatro ministros pediram demissão do cargo, e quase 80 parlamentares pediram, em carta, que o premiê renunciasse.

A crise piorou ainda mais essa semana, depois que Andy Burnham, o principal rival trabalhista de Starmer, conquistou uma cadeira no Parlamento britânico na quinta‑feira (19), abrindo caminho para um desafio à liderança do pressionado primeiro-ministro .

 

Com vitória de Keiko garantida, candidato de esquerda derrotado faz ameaças no Peru


Faltando pouco mais do que 0,3% por cento para conclusão da apuração de votos no Peru, numa das disputas mais acirradas da história, a candidata de direita, Keiko Fujimori, tem mais de 40 mil votos de vantagem e é considerada praticamente eleita para comandar o país nos próximos 4 anos.

Diante disso o adversário esquerdista, Roberto Sanchez, inconformado com a derrota nas urnas, passou a fazer ameaças, infundadas e absurdas. Ele anunciou que sua equipe jurídica entrará com uma nova ação judicial “nas próximas horas” para anular os votos de peruanos residentes no exterior e ameaçou organizarmobilizações “históricas”no Peru.

A esquerda em todo o mundo não admite perder. Toda a força para Keiko Fujimori.