quinta-feira, 13 de agosto de 2026

 

Fachin reconhece que o STF não parece ser imparcial em julgamentos e decisões

Fachin: leia o discurso do ministro em evento da Folha - 10/08/2026 - Política - Folha

Fachin anuncia um projeto para evitar os penduricalhos

Carlos Newton

Já faz tempo que Brasília foi denominada como “Ilha da Fantasia”, um seriado sobre um hotel onde tudo poderia se transformar e uma nova situação se criar subitamente. O apelido pegou e se consolidou, porque Brasília se tornou uma ilha onde a realidade pode se mostrar fantasiosa e ilusória.

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, é hoje um dos maiores exemplos da realidade virtual que caracteriza a capital da República, uma cidade que parece ter sido criada para falsear a verdade.

PROJETO DE LEI – Nesta segunda-feira, dia 10, o excelentíssimo presidente do STF anunciou que deve ficar pronta até o final do ano a minuta de um projeto de lei para regulamentar a descontrolada remuneração de juízes e operadores de Direito, um absurdo que revolta a opinião pública nacional.

A declaração foi dada na abertura da série de seminários “O Judiciário em Debate: Integridade, Eficiência e Acesso à Justiça”, promovida pela Folha em parceria com a OAB-SP.

Fachin diz o que todo querem ouvir, menos os que se beneficiam com penduricalhos salariais. Segundo ele, é necessário encontrar soluções “públicas, justas e fiscalmente sustentáveis” para questões estruturais do Brasil. O ministro, especialista em dizer o óbvio, incluiu a remuneração de magistrados e disse que a moralização dos gastos públicos, a corrupção e a regulamentação do pagamento de juízes devem ser enfrentadas com seriedade.

CÓDIGO DE ÉTICA – A imagem do Supremo está inteiramente desgastada, devido à promiscuidade e ao conluio com o Executivo, mas Fachin tenta ser exceção e pretende que  sua gestão fique marcada pela adoção de um código de ética, algo que soa ridículo, porque já existem leis que impõe aos ministros um comportamento absolutamente ético, porém são solenemente desprezadas.

Sua iniciativa só teve apoio da ministra Cármen Lúcia, que foi nomeada relatora de uma proposta de Código de Ética a ser apresentada ao plenário, mas sentou em cima das ideias de Fachin e até agora… nada.

Em junho, o presidente do Supremo já tinha dito que esperava para novembro a criação de um anteprojeto de lei sobre a remuneração dos magistrados. Ele apenas está repetindo a informação de que criou um grupo de trabalho para discutir o tema, como se estivesse mesmo empenhado em resolver, enquanto os demais ministros do Supremo desprezam solenemente o assunto.

IMPUNIDADE– Em seu discurso nesta semana repleto de obviedades, o presidente do STF chegou a dizer que é necessário que haja uma aparência de imparcialidade. “A Justiça não deve apenas ser independente e imparcial. Ela precisa também ser percebida como independente e imparcial.”

É inacreditável que tenha dito tamanha asneira. O Supremo não precisa ter aparência de imparcialidade, porque os tribunais existem justamente para serem imparciais e implacáveis. A aparência negativa resulta direta e exclusivamente do comportamento de seus ministros.

Mas como o STF pode ser imparcial tendo entre seus membros alguns ministros que desobedecem as leis porque confiam na impunidade? Ora, foi o que  aconteceu nos julgamentos que libertaram Lula em 2019 e que lhe devolveram os direitos políticos e 2021, em decisões totalmente parciais e fora da lei.

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P.S.
Em 2019, o Supremo transformou o Brasil no único país da ONU (são 193 nações) que não prendem criminosos após julgamento em segunda instância e o mais vexaminoso é que passou a somente prendê-los após a quarta instância, embora a maioria das nações só tenha três instâncias. Na ocasião, Fachin votou contra, respeitando a legislação vigente no mundo inteiro.

P.S. 2 – Em março de 2021, como relator da Lava Jato, em decisão individual, Fachin anulou as condenações de Lula pela 13ª Vara Federal de Curitiba. Em abril, o plenário do STF confirmou a decisão. Portanto, ao beneficiar Lula, o Brasil vergonhosamente se tornou o único país do mundo em que existe “incompetência   territorial absoluta”. Nas outras nações, a “incompetência territorial” é sempre considerada  “relativa” e não anula condenações. Mas quem se interessa? (C.N.)

ANTAGONISTA

 

Lulômetro indica tendência de baixa para Lula

Ao longo de agosto, após o início do defeso eleitoral, o índice registrou piora progressiva na popularidade do presidente, às vésperas do início oficial da campanha

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Rodolfo Borges
2 minutos de leitura12.08.2026 17:45comentários 0
Lulômetro indica tendência de baixa para Lula
Foto: Ricardo Stuckert

A distância entre os eleitores que acham o governo Lula (foto) ruim ou péssimo (37%) e os que o consideram bom ou ótimo (30%) chegou a sete pontos nesta quarta-feira, 12, no Lulômetro, o tracking diário sobre a popularidade do petista medido por Realtime Big Data e O Antagonista.

Em 31 de julho, ambos os índices estavam em 35%, e a tendência ao longo daquele mês indicava que o petista voltaria a ter uma avaliação mais positiva do que negativa. Mas a tendência começou a mudar em 3 de agosto, após o fim de semana, e segue ruim para o presidente desde então.

A desaprovação oscilou dois pontos para cima e a aprovação caiu cinco pontos neste mês. O índice regular está em 32%. Em 31 de julho, era de 29%.o defeso, que vai até 25 de outubro, ao fim da eleição.

Lulinha

Foi em agosto, também, que foram abertos mais dois inquéritos sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, por suspeitas de tráfico de influência.

Numa das investigações apareceu o nome de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o famigerado Marcola, ex-assessor de Lula, que admitiu ter recebido dinheiro da lobista Roberta Luchsinger, mais conhecida como “amiga de Lulinha”.

Marcola deixou a campanha de Lula na semana passada, em meio às suspeitas sobre o caso. O ministro-chefe da Secom, Sidônio Palmeira, também foi afastado da campanha.

Propaganda

O petista terá uma oportunidade para reverter a tendência ruim na popularidade a partir do domingo, 16, quando começa a propaganda oficial da campanha deste ano.

A partir de então, fica permitida a circulação paga ou impulsionada de propaganda eleitoral na internet e a realização de comícios e utilização de aparelhagem de som nas ruas.

Os candidatos também podem fazer divulgação paga na imprensa escrita e a reprodução desse conteúdo na internet, em até dez anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas.

Leia mais: Lula pronto para mais do mesmo

 

EUA devem concluir retirada militar do Iraque até setembro, diz mídia

Militares estadunidenses correm para a fronteira do Iraque com o Kuwait em 18 de agosto de 2010 - Sputnik Brasil, 1920, 13.08.2026
Os Estados Unidos devem concluir até 30 de setembro a retirada das tropas do Iraque e encerrar presença militar iniciada com a invasão do país em 2003. A data foi definida em acordo entre Washington e Bagdá e é considerada pelo governo iraquiano o prazo "fixo e definitivo" para o fim da missão internacional.
O cronograma foi confirmado durante uma reunião entre autoridades iraquianas e o general Brad Cooper, comandante do Comando Central dos Estados Unidos. Segundo a imprensa norte-americana, Washington também espera retirar o contingente restante antes do fim de setembro, mas não informou quantos militares ainda estão no país nem como será o reposicionamento das forças após a saída.
O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, afirmou que o fim da presença militar estrangeira abrirá uma nova etapa para o país. Em comunicado, o governo pontuou que relação com Washington passará a priorizar a cooperação econômica e de segurança, com respeito à soberania e aos interesses dos dois países.
A saída encerra um ciclo iniciado com a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003. No auge da ocupação, o contingente norte-americano no Iraque ultrapassou 170 mil soldados. As últimas tropas de combate deixaram o país em 2011, mas retornaram três anos depois, após o avanço do Daesh (autoproclamado Estado Islâmico, proibido na Rússia) e um pedido do governo iraquiano para apoiar as operações contra o grupo.
Soldado do regimento britânico Scots Dragoon Guards ao lado de tanque Challenger 2 em Basra, no sul do Iraque - Sputnik Brasil, 1920, 30.07.2026
Panorama internacional
Iraque vai elaborar plano de defesa em meio a ataques conjuntos efetuados por EUA e Arábia Saudita
As operações militares da coalizão contra o grupo terrorista no Iraque terminaram oficialmente em 2021. Desde então, a presença norte-americana passou por uma transição para funções de aconselhamento e apoio às forças locais.
O governo iraquiano também defende que todas as armas existentes no país permaneçam sob controle exclusivo do Estado. A medida é apontada por Bagdá como condição para uma nova fase de estabilidade e desenvolvimento após o fim da presença militar estrangeira.
A retirada ocorre em um momento de tensão no Oriente Médio, já que bases norte-americanas no Curdistão têm sido alvo de ataques desde o início da campanha militar de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro.

 

Foto mostra Haddad e traficante no mesmo palco, como Tarcísio afirmou

Fernando Haddad (PT) divide palanque com a traficante Alessandra Moja

Fernando Haddad (PT) disse primeiro “não lembrar” que esteve no mesmo palco ou palanque com a traficante Alessandra Moja, durante visita de Lula (PT) à Favela do Moinho, em São Paulo, em junho de 2025. Depois, afirmou que Tarcísio de Freitas “mentiu”, ao lembrar o caso durante debate na Band. Quem mente não é o governador de São Paulo. Foto mostra Haddad com o ex-ministro Márcio França (PSB) no mesmo palanque da criminosa que a Polícia Civil prenderia em 8 de setembro.

Imagens oficiais

O petista de memória seletiva até contestou a existência de imagens do episódio, mas existem e foram feitas até pelo Canal Gov, do governo.

Homenagem do PT

Naquele 26 de junho, três mulheres chamadas ao palco pelo PT, diante de Lula, foram anunciadas como “lideranças comunitárias”. Só que não.

Liderança do crime

Entre as “lideranças” estava a traficante que seria presa logo depois na Operação Sharpe, do Gaeco, Polícia Civil e Polícia Militar.

Sob comando do PCC

A cena acabou transmitida e reproduzida na imprensa. Só não checou quem não quis. A mulher e o irmão são acusados de ligação ao “PCC”.

Juiz de segundo grau Milton Lívio Lemos Salles, do TJ-MG

Juiz que entornou garrafa de vinho vem recebendo acima do teto

Milton Lívio Lemos Salles, o juiz que não se constrangeu e entornou uma garrafona de vinho enquanto fumava e participava de um julgamento em sessão remota do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), não registra um único rendimento líquido mensal, este ano, dentro do teto constitucional, hoje em exatos R$46.366,19. A coluna acessou a folha de pagamento do TJ-MG e levantou os rendimentos do juiz, que, após o escândalo, acabou afastado das funções pelo tribunal mineiro.

Sagrados penduricalhos

Maio foi o mês do menor contracheque, R$44,2 mil líquidos. Bruto o valor salta: R$62,2 mil. R$22,4 só em “indenizações” e “vantagens pessoais’.

Sem sufoco

O último pagamento disponível, de julho, registra que o juiz afastado ganhou R$83,5 mil líquido. No mês anterior, mais R$62,8 mil.

Longe do vermelho

O ano já começou muito bem para Salles, que ganhou R$88,7 mil em janeiro. Fevereiro, outros R$63,6 mil.

Poder sem Pudor

Pergunta no TJ

O deputado Cezar Schirmer (RS) fazia campanha pelo MDB, no interior do Rio Grande do Sul, e sempre citava uma máxima surrada, mas eficaz: “A mulher de César não basta ser honesta. Tem que parecer honesta. Assim deve ser o governo!”. Um eleitor foi saudá-lo na descida do palanque, cofiando os bigodes: “Gosto do jeito que o senhor leva sua mulher, deputado. Parabéns”.

Tudo mudou?

Em 2015, o STF suspendeu decisão da Justiça Federal que quebrava sigilos do jornalista Allan de Abreu e do Diário da Região (SP) com o intuito de revelar a fonte de uma matéria. “Sigilo da fonte constitui uma das garantias fundamentais da liberdade de imprensa”, dizia a decisão.

Já foi grave

Advogados do então governador Fernando Pimentel (PT-MG) pediram no STJ, há 11 anos, quebra de sigilo de jornalista de O Globo, após publicar informações de inquérito sigiloso. Pegou tão mal que Antônio Carlos ‘Kakay’ de Almeida Castro e Pierpaolo Bottini desistiram do pedido.

Na pauta

O Supremo Tribunal Federal faz hoje (13), no meio da tarde, nova audiência de conciliação sobre a situação financeira do Banco de Brasília (BRB). O processo está sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

Pode esquecer

É remota a chance de avançar a ponto de ser votada a proposta que prevê a redução da maioridade penal para 16 anos em caso de crimes graves. Relator, Mendonça Filho (PL-PE) prevê votar em dezembro.

Frase do dia-----“Lula provocou esse momento”

Deputado Filipe Barros (PL-PR), sobre crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos

Pedido é ordem

Não demorou e a Agência Nacional de Proteção de Dados, transformada por Lula em superagência quase com poder de polícia, suspendeu o Discord. Veio logo após Janja pedir o banimento da plataforma.

Puro pessimismo

A maior parte (52,7%) dos pequenos e médios empresários não pretende ampliar as equipes nos próximos 12 meses. Os que pretendem ampliar somam apenas 21,3%. Os dados são da Serasa Experian.

Derrota da dama

Entre as pautas eleitoreiras que esfriaram e não têm chances de serem apreciadas no Congresso antes da eleição geral de outubro estão o fim da escala 6 x 1 e o tal “projeto de lei da misoginia”, defendido por Janja.

Voltas do mundo

Tarcísio (Rep) pode virar o primeiro governador paulista eleito no 1º turno desde Geraldo Alckmin (ex-PSDB) que bateu Aloizio Mercadante (PT), em 2010, e Paulo Skaf (MDB) e Alexandre Padilha (PT), em 2014. Alckmin (atual PSB), Mercadante, Padilha estão juntinhos no Lula 3.

Pergunta no TJ

Acima do teto também é acima da lei?