segunda-feira, 6 de julho de 2026

 

Desespero eleitoral leva Lula a inaugurar ponte que não existe e cano sem água

Cena patética. Na busca insana pela reeleição, Lula perdeu completamente a noção de decência. O petista chegou ao ponto de inaugurar uma ponte que não existe e um cano sem água às vésperas do início do período que veda esse tipo de palanque governamental eleitoreiro.

A celebração da maldita ponte para lugar nenhum foi eternizada por uma foto em que a placa anuncia, ao mesmo tempo, que “a ponte chegou” e que “a maior obra da história da Bahia está começando”.  A  previsão é de que a Ponte Salvador-Itaparica, tida como a maio

r ponte sobre o mar da América Latina, com 12,4 km de extensão, 

fique pronta em 2031 — mesmo que Lula seja reeleito para um quarto 

mandato, não vai conseguir participar da inauguração de fato como

 presidente.itsvividleaves.com

Já a inauguração do cano sem água — o túnel Major Sales deve levar água do rio São Francisco para o Rio Grande do Norte — entrará para os anais da política brasileira por meio da bronca que Lula deu no engenheiro responsável pela obra.

“Cadê o dono da empresa que fez esse túnel? Vem cá. Veja, eu tinha acertado que eu viria a Luís Gomes, porque eu queria não só ver a água entrar no túnel, como estar aqui para receber a água. E houve um erro de cálculo. E esse erro de cálculo fez com que eu chegasse aqui, e a água ainda não chegou, mas eu já passei por ela ali no caminho, de helicóptero. Eu vi que ela está vindo”, disse Lula durante o evento público, constrangendo o responsável pela obra.

E prosseguiu:

“E esse senhor aqui, muito honestamente, pediu desculpas a mim, porque tinha feito um cálculo errado da chegada da água. Mas ele está dizendo que a água vai chegar à meia-noite. Então, eu queria dizer ao meu prefeito: o povo do Nordeste faz tanta festa, o povo do Nordeste faz tanta procissão, reza tanto para São José, que você poderia, prefeito, hoje convocar o seu povo para, à meia-noite, ficar na beira daquele túnel, vendo a água chegar aqui na sua cidade”.lifestyletips101.com

E não parou por ai:

“E que você seja o primeiro a colocar a mão na água do seu lado e lavar o rosto e a cabeça. E eu queria que você filmasse isso. Porque eu quero receber esse filme da água chegando aqui, e o nosso empresário disse que à meia-noite vai chegar”, sugeriu o petista.factripple.com

Lula admitiu que foi inaugurar o túnel mesmo sem água porque só poderia inaugurar obras até 4 de julho, quando se impõe o período de vedação por causa da eleição deste ano.

Mas isso não deve impedi-lo de seguir se valendo do cargo para fazer sua pré-campanha, como ele mesmo admitiu.

“A partir de amanhã, eu não posso inaugurar mais obra por causa das eleições. Mas eu posso visitar obra. Então, eu vou voltar [ao Rio Grande do Norte] para ver a universidade, a faculdade de medicina. Eu vou voltar para ver outras coisas. Mas fazer visita sem poder falar nada, só visitando assim. Isso é uma papagaiada desgraçada”, desdenhou da lei eleitoral o petista.

 

Perito da PF foi “contratado” por Vorcaro para anular a apuração do caso Master

Conversas de Moraes com Vorcaro foram vazadas pelo perito

Carlos Newton

Há novidades em relação à reportagem do Estadão, publicada sexta-feira, dia 3, sobre a investigação envolvendo o perito João Cláudio Nabas, da Polícia Federal, que produziu em dezembro dois vídeos sobre as conversas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que incriminam os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

Em maio, a PF afastou o servidor João Cláudio Nabas, especialista em crimes financeiros, que foi identificado como autor dos vazamentos sobre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Mas agora surgem informações de que está havendo corporativismo na PF, que abriu apenas processo administrativo contra o perito, embora o caso seja tão grave que requeira também inquérito policial.

MAIS SUBORNO – Ouvidas pela Tribuna da Internet no final de semana, fontes da própria Polícia Federal revelaram que o caso precisa ser apurado mais profundamente, porque há fortes evidências de que o perito João Nabas teria sido subornado pela quadrilha liderada por Vorcaro.

As suspeitas surgiram porque o servidor, lotado em Vilhena (Rondônia), adotou um comportamento  afrontoso, como se quisesse ser identificado como autor do vazamento de informações.

Ao invés de agir dissimuladamente, João Cláudio Nabas fez o contrário. Sugeriu a vários policiais da PF que fizessem o vazamento, ninguém aceitou e ele então enviou as informações usando o próprio computador da agência. Ou seja, agia como se quisesse ser apanhado, o que rapidamente acabou acontecendo.

SERVIDOR EXEMPLAR – Com 20 anos de atuação na Polícia Federal, João Cláudio Nabas era considerado um servidor exemplar. Especialista na investigação de crimes financeiros e fraudes previdenciárias, ele atuava como professor em cursos promovidos pela própria PF.

Jamais houve caso semelhante na corporação. Sempre que algum servidor, agente ou delegado federal se corrompia, invariavelmente tentava esconder de todas as formas os crimes cometidos. Mas o perito fez exatamente o contrário.

A situação está ainda mais estranha, porque a PF não aprofundou a investigação e até agora não apurou se Nabas recebeu suborno de Vorcaro para tumultuar o caso Master, como aconteceu na Lava Jato, cujos réus tiveram as condenações anuladas e os empresários corruptos até receberam de volta muitos bilhões de reais em recursos públicos que haviam desviado.

SEM PUNIÇÃO – Embora o vazamento seja uma falta grave, se não houver amplo processo judicial a punição do perito limitar-se-á à demissão, por quebra de confiança e violação de dever funcional. Desse jeito, não há a menor possibilidade de prisão, pois será enquadrado apenas no art. 325 do Código Penal (“Revelar fato de que tem ciência em razão do cargo e que deva permanecer em segredo, ou facilitar-lhe a revelação“).

A condenação máxima é de dois anos de detenção, a serem cumpridos em liberdade, por se tratar de e pena inferior a quatro anos, além de ser réu primário. com bons antecedentes,

No caso da Lava Jato, a operação foi tumultuada e desfeita também com base em provas ilícitas, extraídas em gravações feitas pelo hacker Walter Delgatti Neto, que invadiu ilegalmente os celulares de autoridades, incluindo o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da operação. E agora, sete anos depois, o caso do Banco Master passou a correr o mesmo risco, devido a esse vazamento proposital de provas montadas pelo perito.

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P.S.
Os ministros Moraes e Toffoli sonham em repetir no caso Master o mesmo esquema de impunidade adotado na Lava Jato, que destruiu a maior operação contra corrupção já feita no mundo. Desta vez, porém, há uma diferença – o relator é André Mendonça e a presidência do julgamento, na Segunda Turma, estará a cargo de Luiz Fux. Amanhã, voltaremos ao palpitante assunto, que é mais importante do que a eleição presidencial. (C.N.)