quinta-feira, 28 de maio de 2026

 

Depois de erro sepulcral, Zema está prestes a ser "escanteado" pelo próprio partido

Dirigentes do partido Novo passaram a discutir, nos bastidores, a possibilidade de retirada da pré-candidatura presidencial de Romeu Zema. A avaliação interna ganhou força depois das recentes críticas públicas feitas pelo ex-governador de Minas Gerais ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), movimento que provocou desconforto entre setores conservadores da legenda.

Segundo informações, parte da cúpula do partido passou a defender que Zema abandone a corrida ao Palácio do Planalto e dispute outro cargo em 2026, como o Senado Federal ou até mesmo uma vaga na Câmara dos Deputados.  clima interno teria se deteriorado nos últimos dias, levando integrantes do Novo a questionarem a viabilidade política da candidatura presidencial do ex-governador. Lideranças ligadas à ala conservadora afirmam reservadamente que Zema perdeu apoio dentro do partido e corre risco de sofrer derrota na convenção nacional que definirá o nome da legenda para a disputa presidencial.

Nos bastidores, dirigentes chegaram a organizar uma consulta informal entre integrantes do partido para medir a reação às declarações de Zema contra Flávio Bolsonaro. De acordo com relatos, o resultado teria sido majoritariamente desfavorável ao ex-governador mineiro.

Aliados da ala conservadora avaliam que Zema se isolou politicamente ao transformar o senador do PL em alvo frequente de críticas. O grupo argumenta que a postura pode comprometer alianças consideradas estratégicas com o PL e enfraquecer candidaturas ligadas ao eleitorado bolsonarista nas eleições de 2026.

A informação é da Revista Oeste.

O desgaste aumentou depois da divulgação de um vídeo em que Zema critica Flávio Bolsonaro. A manifestação ocorreu após o site Intercept Brasil publicar mensagens e áudios atribuídos ao senador e ao empresário Daniel Vorcaro envolvendo supostos pedidos de recursos para financiar o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Integrantes do Novo afirmam reservadamente que o problema deixou de ser apenas o episódio envolvendo Vorcaro. A avaliação predominante é que Zema passou a adotar uma linha de confronto direto com Flávio, o que teria provocado reação negativa dentro do partido justamente em um momento de articulação de alianças à direita.

Em alguns Estados, o desconforto é considerado ainda maior devido à dependência política de acordos com o PL. No Paraná, por exemplo, lideranças articulam uma composição envolvendo Sergio Moro (PL) ao governo estadual, além de Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL) ao Senado, com apoio à possível candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.

Entre as alternativas discutidas nos bastidores está uma eventual candidatura ao Senado Federal. Outra possibilidade levantada por aliados seria uma disputa para deputado federal.

Apesar disso, integrantes do partido demonstram preocupação jurídica sobre os gastos já realizados durante a pré-campanha presidencial de Zema. Dirigentes avaliam se uma eventual mudança de rota eleitoral poderia gerar questionamentos relacionados ao teto de despesas de campanha.

A ala conservadora sustenta que, caso o ex-governador mantenha os ataques a Flávio Bolsonaro, sua permanência como pré-candidato ao Planalto poderá se tornar politicamente inviável dentro do Novo. Reservadamente, dirigentes afirmam que Zema

 

Lulistas e petistas governam os estados mais violentos

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Estados governados por petistas ou por apoiadores de Lula (PT) figuram no topo do ranking de homicídios do Atlas da Violência, elaborado pelo IPEA e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os números foram atualizados esta semana e colocam o Amapá, governado por Clécio Luís (União Brasil), que pediu votos para Lula, como a unidade com maior taxa de homicídios registrados por 100 mil habitantes, espantosos 45,7. A lista segue com a Bahia, há 19 anos dominada pelo PT, com 40,9 pontos.

Segue a lista

O perigoso ranking segue com Pernambuco (37,3); Alagoas (35,9) e Ceará. Só a pernambucana Raquel Lyra (PSD) manteve neutralidade.

A outra ponta

No outro topo do ranking, os estados com os menores níveis de violência letal são todos governados pela oposição.

Oposição linha dura

São Paulo tem taxa de 6,6. É seguido por Santa Catarina, com 8,1; Distrito Federal, com 10,3; Minas Gerais, 12,8; e Rio Grande do Sul, 15,2

Petista outra vez

Enquanto a média nacional caiu 8,6%, entre 2019 e 2024, o Ceará, também de histórico petista, subiu o índice em 28%, maior piora do País.

Sede do TCU em Brasília. (Foto: Divulgação/Flickr TCU).

TCU ignora Aneel, faz acordo e salva MEZ Energia

O Tribunal de Contas da União aprovou por unanimidade o acordo do Ministério de Minas e Energia com a MEZ Energia, apesar da resistência da Aneel, que pediu a caducidade de cinco concessões da empresa. O “consenso” salva o contrato de uma linha subterrânea na Grande São Paulo, eleva sua receita em 142,6% e reduz multas de R$186 milhões para R$38 milhões. Antes da sessão, o MPF informou ao TCU que não teve acesso aos autos e pediu todos os documentos sigilosos.

Acordo sem consenso

Benjamin Zymler acompanhou Nardes, mas registrou o óbvio: a Aneel não participou das negociações e havia decidido pela caducidade.

Risco de blackout

Em nota, a MEZ citou sua expertise e a entrega da linha no menor prazo: “Qualquer outra solução significaria risco de blackout para São Paulo.”

Ativismo regulatório

Na prática, TCU e MME neutralizaram a Aneel ao recalcular a RAP, contornar caducidade e salvar a empresa que não fez as obras.

Poder sem Pudor

Sob a mira de Serra

Ao ler nesta coluna que o então senador Aloizio Mercadante (PT-SP) criticou José Serra, na época o governador de São Paulo, por ter posado para fotógrafos com um rifle na mão, o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) cutucou: “Será por Serra estar mirando nos aloprados do PT, apanhados com R$1,7 milhão, de que não se sabe a origem?”.

Tempo dobrado

O ministro do STF Nunes Marques dobrou o tempo para que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o pedido de revisão da defesa sobre a condenação de Jair Bolsonaro. O normal são dez dias, mas o ministro, gentil, deu 20.

Visita em breve

Relator da CPMI do INSS, Alfredo Gaspar (PL-AL) quer saber quando a PF vai bater à porta da “senadora de esquerda delatada por Maurício Camisotti”, que teria recebido R$7 milhões no esquema bilionário.

Era fake news

O governo tentou tirar uma casquinha, mas o próprio ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, desmentiu a lorota: nem o governo e nem a Polícia Federal tiveram algo com a prisão de Alexandre Ramagem.

Vanguarda

Pré-candidato ao governo do Paraná, Sérgio Moro (PL) promete manter linha dura contra ladroagem. Diz que, se eleito, vai criar a primeira agência anticorrupção, parceria com Ministério Público e Judiciário.

Frase do dia---“Obviamente, vocês gostam de bandido”

Deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), após esquerda atrasar revisão da maioridade penal

Outra volta

Após o encontro com Donald Trump, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) retornou à Casa Branca para encontros com outras autoridades, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice, Christopher Landau.

Excelência parlamentar

Na premiação dos melhores no Ranking dos Políticos, o PT quase não deu as caras: Tereza Leitão (PE) aparece apenas na 154ª posição. Adriana Ventura (Novo-SP) lidera as avaliações.

Só irresponsabilidade

“No aniversário de 10 anos do impeachment de Dilma, Lula entrega ao Brasil a volta da inflação”, observa o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), “sem pandemia, sem crise hídrica, sem Brumadinho”.

DNA

O vereador Rubinho nunes (União-SP) ironizou mensagens de Lulinha com investigados pela falcatrua no INSS, “quanto tempo até aparecer alguém dizem que o filho do Lula, na verdade, é filho do Bolsonaro?”.

Pensando bem...

...foto que “não importa” não provoca tanta reações.