segunda-feira, 6 de abril de 2026

 

Para limpar seu nome, Moraes trava uso do Coaf contra narcotráfico e corrupção

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

Moraes procura travar as investigações, para sair ileso…

Malu Gaspar
O Globo

Infelizmente, depois do caso do “powerpoint” da jornalista Andréia Sadi na GloboNews, os irmãos Marinho (Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto, não necessariamente nesta ordem) determinaram que a Organização Globo evite dar destaque a matérias que possam criar problemas para o governo Lula da Silva, principal financiador do grupo de comunicação.

Um dos resultados dessa ordem dos empresários foi a pequena repercussão de uma sensacional reportagem de Malu Gaspar, denunciando mais uma decisão do ministro Alexandre de Moraes em defesa própria, que revela audácia e desfaçatez jamais vista na Suprema Corte.

GUINADA RADICAL – No último dia 28, a colunista de O Globo noticiou que, além de tentar anular uma importantíssima jurisprudência do STF, que desde 2019 é usada para denunciar narcotraficantes e corruptos, Moraes desconheceu seu próprio voto, que na época permitiu o uso de relatórios de inteligência financeira (RIFs) do Conselho de Atividades Financeiras (Coaf).

É evidente que Moraes está empreendendo uma desesperada tentativa de evitar sua incriminação, que significará o julgamento pela Justiça e o impeachment pelo Senado, porque há apenas sete meses, em agosto de 2025, nessa mesma ação, ele deu uma liminar em sentido contrário, acredite se quiser.

Na decisão que obedeceu a jurisprudência em 2025, ele afirmou que era permitido pela Constituição o “compartilhamento de RIFs sem autorização judicial, desde que em procedimento formalmente instaurados e com garantia de sigilo”.

DISSE MORAES – Seis anos antes, na histórica decisão do plenário, Alexandre de Moraes justificou que os tribunais não podiam anular investigações que utilizassem RIFs produzidos antes da instrução penal, porque, conforme apontou o Ministério Público Federal, isso teria “graves consequências à persecução penal”.

Entre essas consequências funestas que hoje não lhe interessam mais, o ministro listou “a anulação de provas, o trancamento de inquéritos, a revogação de prisões, a liberação de bens apreendidos e a invalidação de operações policiais essenciais ao combate ao crime organizado, à lavagem de dinheiro e à sonegação fiscal”.

Malu Gaspar conta ainda que, naquela decisão de 2025, Moraes afirmava estar buscando preservar a eficácia do entendimento do STF em 2019, quando ele liderou a corrente a favor do uso dos RIFs em investigações sem prévia autorização judicial e com procedimento formal.

MUDANÇA RADICAL – Sete meses depois, para brecar as apurações sobre o Banco Master e evitar sua própria incriminação por suas ligações com o banqueiro fraudador, agora o mesmo Moraes alega que os relatórios do Coaf só podem ser usados em inquéritos ou procedimentos criminais.

Ainda não satisfeito com essa autoblindagem, o ministro está tentando impor restrições ao uso dos RIFs, como apresentação de “lastro documental” e  “pertinência temática estrita entre o conteúdo do RIF e o objeto da apuração” – critérios que permitem algum grau de subjetividade e podem levar à anulação das provas, a depender da discricionariedade do juiz.

Os relatórios são preparados pelo Coaf sempre que há movimentações financeiras atípicas de pessoas físicas ou jurídicas, e são encaminhados aos órgãos de investigação. Têm sido largamente utilizados na apuração do caso do Banco Master pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, e também foram compartilhados com as CPIs do INSS e do Crime Organizado mediante autorização judicial. Porém, agora Moraes quer mudar tudo isso. Mas não conseguirá.

###
P.S. – Por mais que façam, os irmãos Marinho jamais conseguirão calar os jornalistas da Organização Globo. São seus empregados, mas não são servis à causa da compra e venda de consciências. A imprensa livre é mais forte do que qualquer empresário, por mais rico e poderoso que pense ser, porque na verdade esses supostos homens de negócios não valem nada. (C.N.) 

 

Augusto Cury anuncia pré-candidatura à Presidência

Escritor, reconhecido como autor de best-sellers de autoajuda, se filiou ao Avante

avatar
Redação O Antagonista
2 minutos de leitura05.04.2026 17:46comentários 0
Augusto Cury anuncia pré-candidatura à Presidência
Foto: Divulgação

O escritor e psiquiatra Augusto Cury (foto) anunciou neste domingo, 5, sua filiação ao Avante e se lançou como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de outubro.

“Meu objetivo é contribuir para a construção do Brasil dos nossos sonhos. Não amo o poder, não preciso do poder e não busco o poder pelo poder. Não se trata de um projeto pessoal, mas de uma jornada”, disse Cury em nota.

O Avante afirmou que a pré-candidatura marca um “novo momento” para a sigla e que reforça o compromisso em apresentar “alternativas que dialoguem com a realidade da população, propondo uma política mais humana, equilibrada e conectada às necessidades reais dos brasileiros”.

 

Por Redação g1 — São Paulo

 

Esta foto sem data, fornecida em 29 de março de 2026 pelo governo norte-coreano, mostra o que afirma ser um teste de motor a combustível sólido em um local não divulgado na Coreia do Norte. Jornalistas independentes não tiveram acesso para cobrir o evento retratado nesta imagem distribuída pelo governo norte-coreano. — Foto: Agência Central de Notícias da Coreia/Serviço de Notícias da Coreia via AP

Esta foto sem data, fornecida em 29 de março de 2026 pelo governo norte-coreano, mostra o que afirma ser um teste de motor a combustível sólido em um local não divulgado na Coreia do Norte. Jornalistas independentes não tiveram acesso para cobrir o evento retratado nesta imagem distribuída pelo governo norte-coreano. — Foto: Agência Central de Notícias da Coreia/Serviço de Notícias da Coreia via AP

A Coreia do Norte tem dado sinais de afastamento do Irã desde o início da guerra envolvendo o país do Oriente Médio, segundo parlamentares sul-coreanos que divulgaram informações repassadas pela agência de espionagem local.

As declarações foram feitas nesta segunda-feira (6) a jornalistas, após uma reunião a portas fechadas com o Serviço Nacional de Inteligência (NIS) responsável por monitorar o regime norte-coreano.

De acordo com os deputados, Pyongyang não enviou armas ao Irã nem fez manifestações diplomáticas públicas de apoio desde o início do conflito. Para os parlamentares, isso indica um possível distanciamento entre os dois países.

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Veja os vídeos que estão em alta no g1

Os legisladores também afirmaram que a Coreia do Norte enfrenta dificuldades internas ligadas ao cenário internacional. Segundo eles, a guerra tem provocado escassez de suprimentos industriais, o que afeta o país.

Além disso, os deputados disseram que o regime segue investindo em seu programa militar. Entre os projetos em andamento estaria o desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental integrado feito de fibra de carbono.

Segundo os parlamentares, a Coreia do Norte também testou um motor de foguete de combustível sólido voltado a esses mísseis. O objetivo seria ampliar o alcance e permitir o transporte de ogivas mais pesadas e, possivelmente, múltiplas.

No campo político, os deputados relataram ainda que a filha do líder norte-coreano, Kim Jong-un, é considerada uma possível sucessora no comando do país, de acordo com a agência de inteligência.

Reportagem elaborada com informações fornecidas pela agência de notícias Reuters.