sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

 

Em minoria no Senado, Lula não terá como impedir impeachments no STF  

charge de Thiago Lucas (@thiagochargista), para o Jornal do Commercio. #DiasToffoli #bancomaster #justiça #master #STF #lula #chargejc #chargejornaldocommercio #chargethiagojc #chargethiagolucas #chargethiagolucasjc *digital

Charge de Thiago Lucas (@thiagochargista)

Carlos Newton

A histórica sessão da CPI do Crime Organizado, nesta quarta-feira, comprovou uma realidade que dificultará muito o governo Lula da Silva em pleno ano eleitoral. A aprovação das quebras dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do Master, da empresa Maridt Participações e da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários representou uma brutal derrota para o Planalto.

O fracasso da base aliada demonstra que o governo está em franca minoria no Senado e mais à frente Lula não terá como impedir os impeachments de Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, fato que jamais aconteceu no Supremo.

FORMIDÁVEIS PRESSÕES – Conforme informamos aqui na Tribuna da Internet, houve formidáveis pressões sobre os senadores para blindar o caso Master na CPI do Crime Organizado, que foi convocada originalmente para investigar as principais facções criminosas do país.

Além de Toffoli e Moraes, diretamente interessados, também fizeram pressões sobre a CPI o próprio presidente Lula; o ministro Rui Costa, da Casa Civil; os senadores Jaques Wagner, ex-líder do PT, Randolfe Soares, líder do governo, e Davi Alcolumbre, presidente do Congresso. Mesmo com essa tropa de choque e a caneta nas mãos, Lula não conseguiu formar maioria na CPI nem no Senado.

E o pior é que a CPI mista do INSS, integrada por senadores e deputados, também está em maioria contra Lula e aprovou a quebra de sigilo dos documentos sobre a fraude contra aposentados e pensionistas, além da quebra do sigilo bancário e fiscal do filho Lulinha, nesta quinta-feira, numa sessão tumultuada pela minoria governista, que ia votar também a quebra de sigilo de Frei Chico, irmão de Lula.

REELEIÇÃO DIFÍCIL – Quando ocorre uma situação dessa natureza num ano em que o presidente está se lançando candidato, é sinal de que não será nada fácil conquistar a reeleição.

Nas duas CPIs, daqui para frente, o tempo todo será paulada nas cacundas da Lula, Moraes e Toffolli. E já alertamos aqui na Tribuna que os dois delegados de polícia que comandam a importantíssima CPI do Crime Organizado – Fabiano Contarato (PT-ES) e Alessandro Vieira (MDB-SE) – são imunes a pressões e têm apoio irrestrito do vice-presidente da CPI, Hamilton Mourão (Republicanos-RS), um general de quatro estrelas.

Detalhe importante: Contarato não é petista-raiz. Estreou na política em 2018 e foi logo conquistando uma cadeira no Senado, como o mais votado no Espírito Santo. Entrou no PT em 2021, porém jamais foi submisso a Lula. Ele saberá levar a CPI a bom termo, podem acreditar.

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P.S.
 – Para os eternos descrentes, que não acreditam em CPIs, recordo uma das mais importantes, a CPI Atos de Corrupção, que funcionou na Câmara durante o regime militar e provocou a extinção de duas importantes autarquias – a Superintendência Nacional da Marinha Mercante (Sunamam) e o Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA). O presidente da CPI era o deputado paulista João Cunha, do chamado MDB autêntico, famoso pela coragem. Ele esteve em visita oficial ao Chile durante a ditadura de Augusto Pinochet, foi entrevistado e declarou que o general deveria subir de joelhos a escadaria do Palácio de La Moneda, para pedir perdão ao povo chileno. Foi um escândalo internacional, mas Pinochet não teve disposição para prendê-lo, devido à interferência do embaixador brasileiro. Recordar é viver e CPI às vezes funciona. (C.N.)  

 

Inexplicavelmente, Gilmar vai ao ataque contra Moro

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, fez ataques ao senador Sergio Moro (União Brasil-PR) durante a sessão desta quinta-feira (26/2). Globemarketfin

Ao discursar sobre os 135 anos da Corte, o magistrado ironizou o ex-juiz da Operação Lava Jato.

Em tom de deboche, Gilmar afirmou:

“Moro precisava de ter ghostwriters, porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra tigela”.Globemarketfin

A declaração foi feita após o ministro mencionar o papel institucional do STF ao longo da história e defender a atuação do tribunal como guardião da democracia.

Durante o pronunciamento, o decano relembrou decisões da Corte no enfrentamento à pandemia de Covid-19, comentou os atos de 8 de Janeiro e dirigiu críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em seguida, voltou-se especificamente à Lava Jato, classificando a operação como uma agenda política disfarçada de combate à corrupção.

“Não se combate o crime cometendo crimes”, declarou o ministro, ao mencionar também a Operação Spoofing, que apurou a invasão de celulares de autoridades e revelou diálogos atribuídos a integrantes da força-tarefa.

Gilmar ainda criticou veículos de imprensa que, segundo ele, apoiaram a Lava Jato e não reconheceram posteriormente os abusos apontados nas investigações decorrentes da Spoofing.

“A propósito dessas idiossincrasias, também causa perplexidade, presidente, que os mesmos veículos que exaltaram a Lava Jato não tenham feito até hoje um mea-culpa ante os abusos comprovados pelos documentos da Operação Spoofing”, disse.

Na sequência, reforçou a ironia direcionada ao senador:

“Como todos sabem, e eu não quero constranger ninguém… Muitos jornalistas importantes, hoje talvez até promovidos na mídia qualificada, eram ghostwriters de Moro e companhia. E veja, Moro precisava de ter ghostwriters, porque talvez não soubesse escrever com G ou com J a palavra tigela”.

 

PT apela a Alcolumbre contra quebra de sigilo de Lulinha para evitar Mendonça no STF

Momento da confusão da CPMI do INSS. Foto: Captura/TV Senado/YouTube

Para surpresa geral, o PT e seus partidos-puxadinho nem ameaçaram recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra a quebra de sigilo bancário e fiscal de Lulinha, filho do chefe. Por quê? Cairia nas mãos do ministro André Mendonça, “juiz prevento”, por ser o relator das investigações do roubo aos aposentados do INSS e do Banco Master. Como Mendonça não é nenhum Toffoli ou Moraes, as chances seriam mínimas. Inovaram, recorrendo ao senador aliado Davi Alcolumbre, presidente do Congresso.

O que mudou?

Logo após a quebra do sigilo, o PT acusou “fraude” na votação, mas era mentira. A novidade foi não recorrer ao STF, como é habitual.

Caminho novo

Desde o primeiro minuto pós-fiasco, deputados petistas furiosos deram entrevista avisando que recorreriam a Alcolumbre. Nem citaram o STF.

Incomum

Os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Paulo Pimenta (PT-RS) até partiram para cima da mesa diretora da CPMI. Não mencionaram STF.

Que STF?

Paulo Pimenta, autor da ideia de jerico de votar de uma só vez os 87 requerimentos, derrotado, optou por só insular a cúpula da CPMI.

Momento da confusão da CPMI do INSS. Foto: Captura/TV Senado/YouTube
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Lula torra R$3,7 milhões no Facebook em 1 mês

As despesas do governo Lula (PT) com anúncios no Facebook dispararam para R$3,7 milhões nos últimos 30 dias, segundo a ferramenta de transparência de anúncios da Meta, que revela quantias gastas em propaganda de cunho político e/ou social na plataforma. A página “Governo do Brasil” é, de longe, o maior anunciante da categoria na rede social no Brasil desde o primeiro dia de 2026.

Conta corrente

Apenas sete anúncios do governo para divulgar a isenção do Imposto de Renda custaram mais de R$1,1 milhão aos pagadores de impostos.

Prata

Antes ausente do Top10, a Prefeitura do Rio de Janeiro subiu para a segunda colocação: R$408 mil em anúncios entre janeiro e esta semana.

Três meses

Levantamento dos últimos três meses apontam que o total gasto por Lula e cia. no Facebook se aproxima dos R$9 milhões.

Poder sem Pudor

Brasão é marca

A então deputada Dirce Tutu Quadros, filha de Jânio, decidiu mandar a filha Tina estudar na Inglaterra. Tudo pronto, recebeu um telefonema de sir John Towey, diretor da escola, pedindo para ela não esquecer do brasão da família. A deputada desligou o telefone sem saber o que fazer, mas logo em seguida se virou para amigos que estão na sala e decidiu: “Levarei uma vassoura para pendurar no quarto da Tina. É o brasão dos Quadros!”

Histórico Haddad

Da última vez que foi candidato em São Paulo, Fernando Haddad tentava a reeleição para o cargo de prefeito da capital. Perdeu para João Dória (PSDB) no primeiro turno, feito inédito, e acabou com só 16,7% de votos.

Caminhão

Além do sigilo do Lulinha, a CPMI do INSS aprovou um caminhão de requerimentos entre quebras de sigilos e solicitações de informações de órgãos públicos, agências de publicidade e até empresas de táxi aéreo.

Dez anos de sigilo

Os últimos dez anos de sigilo bancário do Banco Master S/A foram quebrados ontem, a pedido de Marcel van Hattem (Novo-RS). Tudo entre 1º de janeiro de 2015 e 31 de dezembro de 2025 estará na lista.

Variado

O CEO do Banco Santander no Brasil, Mario Leão, e o ex-ministro da Cidadania do governo Bolsonaro João Roma também tiveram as convocações aprovada na CPMI do INSS, ontem.

Frase do diaEsquerda não sabe perder

Deputado Evair de Mello (PP-ES) após a confusão de petistas na CPMI do INSS, que quebrou o sigilo de Lulinha

Peixe grande

Diversos sindicatos e associações sindicais tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados ontem, pela CPMI do INSS, incluindo algumas diretamente ligadas à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Um mês para decidir

Por decisão do presidente do STF, Edson Fachin, ficou para 25 de março o julgamento de todas as ações na Corte sobre pagamentos acima do teto constitucional a funcionários públicos, os tais “penduricalhos”.

Agressores sem ética

O Novo, partido do deputado Luiz Lima (RJ), agredido na sessão da CPMI que quebrou o sigilo de Lulinha, avisou que vai acionar o Conselho de Ética contra petistas agressores. Lima disse não querer o processo.

Proteção às mulheres

O deputado Zucco (PL-RS) começou a coletar assinaturas de líderes para votar a urgência do Cadastro Nacional de Agressores de Mulheres. O aumento dos feminicídios no governo Lula catapultou sua iniciativa.

Pensando bem...

...o tapetão não funciona quando não é vermelho.