PGR quer levar ao STF caso dos respiradores que envolve Rui Costa
Procuradoria vê indícios de que suposta lavagem de dinheiro ligada ao caso se estendeu ao período em que o petista já ocupava a Casa Civil

O caso envolve o ex-governador da Bahia e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (foto), e tramita atualmente no Superior Tribunal de
Justiça (STJ). O inquérito apura a aquisição de 300 ventiladores pulmonares por R$ 48,7 milhões. Os equipamentos foram pagos antecipadamente à empresa Hempcare,
mas nunca foram entregues.
Segundo a Procuradoria, essa circunstância justificaria o
retorno da investigação ao STF, foro competente para analisar
casos envolvendo ministros de Estado.
A manifestação cita ainda colaborações premiadas que apontariam a atuação de integrantes do chamado “núcleo político da contratação”, do qual Rui Costa faria parte por presidir o Consórcio Nordeste na época da assinatura do contrato.
Compra sem entrega
A investigação teve origem na contratação da Hempcare
para fornecer respiradores durante o auge da pandemia.
De acordo com as apurações, a empresa recebeu o
pagamento antecipado, mas não cumpriu o contrato.
Em 2024, a Polícia Federal realizou uma operação sobre o caso para apurar suspeitas de crimes licitatórios, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Já o Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou,
em janeiro deste ano, o processo contra Rui Costa,
mas determinou medidas para tentar recuperar os prejuízos
causados ao erário.
Rui Costa alega ter sido vítima de fraude na negociação.
“Nós fomos roubados em um momento de desespero para conseguir respiradores”, disse em 2021.

