sexta-feira, 1 de maio de 2026

 

Gilmar aponta crise política e expõe fragilidade do governo Lula após derrota no Senado

Gilmar descartou atuação de integrantes do STF no episódio

Fernanda Fonseca
CNN

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, afirmou nesta quinta-feira (30) que a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, pelo Senado reflete uma “crise política” enfrentada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista ao SBT News, o decano da Corte avaliou que a derrota não está relacionada à capacidade do indicado pelo petista, mas sim a dificuldades de articulação política do Planalto. “Não se trata de uma rejeição por falta de requisitos profissionais, se trata de uma crise política”, disse.

BARRADO – Messias foi barrado no plenário do Senado após receber 34 votos favoráveis e 42 contrários. Para ser aprovado para uma vaga no STF, eram necessários ao menos 41 votos. Segundo Gilmar, o cenário está ligado ao fato de o governo operar com base minoritária no Congresso.

Para o ministro, esse quadro desfavorável também tem reflexos no papel do Judiciário. “Esse quadro leva a uma necessidade maior de intervenção do STF e isso também provoca fricções na relação entre governo e Congresso”, afirmou.

Na avaliação de Gilmar, o episódio deve levar a uma revisão interna no governo Lula sobre a condução política da indicação. “É preciso que se faça uma revisão e que cada um assuma sua responsabilidade”, disse.

SEM SENTIDO – O ministro também rebateu versões de bastidores que apontam uma suposta atuação de integrantes do Supremo para enfraquecer o apoio a Messias. “Não faz o menor sentido. Não vejo sentido nesse tipo de teoria conspiratória”, declarou. Como mostrou a CNN Brasil, fontes do Planalto afirmam que uma ala do STF também teria atuado para enfraquecer o apoio ao indicado no Senado.

O alinhamento de Messias com Mendonça e sua defesa de um Código de Ética para a magistratura teriam causado resistência entre integrantes da Corte. No Planalto, também era conhecida a oposição de ministros como Alexandre de Moraes e Flávio Dino ao indicado.

 

Com derrota de Messias, oposição articula com Alcolumbre barrar indicações  até as eleições

Alcolumbre desprezou a democracia ao conduzir a votação

Jorge Béja

No 23 de abril, um comentário que postei aqui na Tribuna da Internet, sobre Jorge Messias e a sabatina no Senado Federal que o candidato aguardava enfrentar, foi transformado em artigo por nosso dinâmico e talentoso jornalista Carlos Newton, criador e editor da TI.

No texto registrei que, no tocante à ilibada conduta de Jorge Messias, ninguém poderia contestar nem levantar mínima dúvida.  Já no tocante ao “notório saber jurídico”, escrevi que ao longo dos quase 50 anos da advocacia que exerci, nunca ouvi falar sobre Jorge Messias no meio jurídico.

SEM REFERÊNCIAS – E assinalei que, nos mais de 1.300 livros de Direito que comprei, li e reli e ainda os tenho no escritório, nenhum dos autores se referiu a Jorge Messias na bibliografia que sempre se lê estampada no final de cada obra. São as referências que cada autor da obra aponta ter consultado e até transcrito no livro que edita.

É certo que Jorge Messias não é um Aguiar Dias, Guilherme Couto Castro, Sérgio Cavalieri Filho, Arruda Alvim, Nelson Hungria, Fábio Konder Comparato, Barros Monteiro, José Carlos Barbosa Moreira, Luiz Roberto Barroso, Celso Bandeira de Mello, Aristides Junqueira Alvarenga, Pontes de Miranda, José Carlos Barbosa Monteiro, José Cretella Júnior, Hely Lopes Meirelles, Carmen Lúcia Antunes Rocha, Mozart Victor Russomano… e tantos outros de notabilíssimo saber jurídico.

Mas Jorge Messias, na sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o Advogado-Geral da União não foi hesitante, nem ficou indeciso, ou sem responder, às indagações a ele dirigidas por senadores.

SEM PROFUNDIDADE – É certo que não foram indagações sobre relevantes questões de ordem jurídica, como deveriam ser. Foram perguntas sobre usos e costumes, que, como sabemos, são fontes do Direito.

Mas faltaram perguntas de alta indagação jurídica, tal como pedir ao candidato que fizesse uma dissertação oral sobre a “Disregard Doctrine”, sobre Decadência e Prescrição, sobre Responsabilidade Civil Objetiva e Subjetiva e tantos outros temas mais, tanto não aconteceu.

A conclusão é a de que Jorge Messias estava — e assim continua — apto para integrar o Supremo Tribunal Federal. A desaprovação do seu nome pelo plenário do Senado Federal não foi derrota para Messias.

QUESTÃO DE PODER – Pode-se abstrair que o Legislativo Federal quis dar demonstração de poder, de muito poder, frente ao Executivo e principalmente ao Judiciário. E mais precisamente, frente ao Supremo Tribunal Federal.

Quando o senador-presidente Davi Alcolumbre apareceu no plenário para presidir a sessão, aquele seu sorridente gestual de colocar a mão direita debaixo da camisa, fazendo movimento contínuo imitando que seu coração batia forte, era a exteriorização de que estava feliz com a não aprovação de Jorge Messias.

Que pena! A Democracia não pode e nem deve ser assim.

 

Guerra no Irã mostrou que os EUA não estão prontos para a guerra com uma grande potência, diz mídia

Paraquedistas britânicos da 16ª Brigada de Assalto Aéreo embarcam em avião de transporte C-130 que viajará à Jordânia para um exercício conjunto com soldados jordanianos, na base aérea RAF Akrotiri, Chipre, 23 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 01.05.2026
A guerra com o Irã mostrou que as Forças Armadas dos EUA estão completamente despreparadas para um conflito maior, escreve Responsible Statecraft.
"Atualmente em Washington todos estão falando sobre os estoques de mísseis dos EUA. Há uma boa razão para isso. Assim que os combates no Irã, que já esgotaram severamente as reservas de mísseis dos EUA, terminarem, surgirá a questão: o Exército dos EUA é capaz de continuar a proteger os interesses nacionais? Especialmente no curto prazo", indaga a publicação.

Nota-se que, embora o Exército dos EUA tenha alcançado alguns sucessos táticos no Irã, o conflito e o seu resultado minaram gravemente princípios-chave da estratégia militar dos EUA. O que está acontecendo na frente do Oriente Médio expôs dúvidas sobre se os planos de Washington são viáveis em caso de uma emergência, destaca o artigo.

Vista aérea do Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA, em Arlington, 8 de agosto de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 30.04.2026
Panorama internacional
Mídia: custo da guerra no Irã expõe pressão interna nos EUA e dúvidas sobre gastos do Pentágono
"Os danos causados às bases dos EUA no Oriente Médio foram enormes. Foi destruída infraestrutura, sistemas de defesa antiaérea, radares terrestres. Aeronaves caras, incluindo aviões-tanque e aeronaves de detecção AWACS de longo alcance, ficaram danificadas e inoperantes. Basicamente, as bases tornaram-se tão vulneráveis que os soldados do Exército dos EUA já não podiam estar lá e tiveram de trabalhar remotamente a partir de hotéis", conclui o portal.

 Política

Petistas aliados de Messias fazem “caça” a traidores e chegam em ministro de Lula

Petistas estão furiosos com a derrota de Jorge Messias no Senado Federal. O que mais incomoda é a sensação de que houve traição dentro do próprio governo.

Nesse sentido, pelo menos um ministro está tendo seus passos cuidadosamente examinados pela militância raivosa.

É o ministro da da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, que segundo consta não moveu um dedo, nem fez qualquer aceno para ajudar Messias.Memoralis

Curiosamente, ele é ligadíssimo ao senador Jaques Wagner, de quem teria partido sua indicação para o cargo.

Segundo se comenta, o próprio Jorge Messias estaria seriamente desconfiado de que foi traído dentro do próprio PT e de que o traidor é o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner.

Em conversas com aliados que acabaram vazando, Messias chamou Wagner de “traíra” e disse que o senador deveria pedir demissão da liderança do governo.