O comportamento de alguns aliados dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) levanta questões fundamentadas sobre o objetivo da existência da aliança, declarou nesta quinta-feira (14) o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em entrevista a um canal de TV estadunidense.
Marco Rubio questionou a viabilidade da existência da OTAN como tal, citando o fato de que a principal vantagem para os Estados Unidos, o direito de instalar bases no território dos aliados da aliança, não se concretiza em caso de um confronto real.
"Há países como a Romênia e a Bulgária, outros como a Espanha, que tiveram um desempenho terrível. Portanto, eu acredito que surgem perguntas bastante legítimas para a OTAN: qual é o propósito da existência da aliança?", disse ele.
A participação dos EUA na OTAN deve visar a promover seus próprios interesses nacionais e não se limitar apenas à proteção dos parceiros da aliança, disse o secretário de Estado.
"Por que estamos lá apenas para protegê-los [outros aliados] e não para promover nossos interesses nacionais? Esta é uma questão muito razoável que precisamos resolver", acrescentou Rubio.
Mais cedo, na véspera das negociações em Pequim, o presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou dúvidas sobre a ajuda da OTAN em um potencial conflito com a China, expressando a esperança de que ele nunca aconteça.
Anteriormente, o líder norte-americano afirmou que a autoridade da OTAN apresentou uma séria rachadura devido à falta de vontade do bloco militar de ajudar os EUA a desbloquear o estreito de Ormuz, e também chamou a aliança de "tigre de papel".
Em março, Trump pediu aos membros do bloco que enviassem navios para ajudar a desbloquear o estreito de Ormuz. Alemanha, França e Espanha recusaram, e o Reino Unido, segundo o presidente, concordou tarde demais. O chefe da Casa Branca prometeu lembrar da posição covarde dos aliados da OTAN.
Falando na reunião de Ministros das Relações Exteriores dos países membros do BRICS, o chefe da diplomacia do Irã, Abbas Araghchi, pediu aos países do bloco que envidem esforços contra a ameaça que vem dos Estados Unidos. Suas palavras foram citadas pela agência de notícias iraniana IRNA.
A reunião dos Ministros das Relações Exteriores dos países do BRICS teve início hoje (14) em Nova Deli, na Índia. O encontro, que terminará amanhã (15), é dedicado à discussão de questões globais e regionais. Além disso, como esperado, os chanceleres discutirão a próxima cúpula dos líderes do BRICS, prevista para setembro de 2026.
"Para a maioria dos presentes nesta reunião, enfrentar a pressão dos Estados Unidos não é uma tarefa nova. Muitos de nós enfrentamos várias formas da mesma pressão odiosa e coerção. Agora é hora de trabalharmos juntos para deixar claro que esse tipo de comportamento deve ser relegado ao lixo da história", afirmou Araghchi.
Além disso, segundo a agência iraniana, o ministro das Relações Exteriores do Irã exortou os Estados membros do BRICS e todos os membros responsáveis da comunidade internacional a condenarem incondicionalmente as violações do direito internacional pelos Estados Unidos e Israel, incluindo sua agressão ilegal contra o Irã.
"Acreditamos que o BRICS pode e deve se tornar um dos principais pilares na construção de uma ordem global mais justa, equilibrada e humana. [...] Os países que defendem sua dignidade e independência podem passar por grandes dificuldades, mas nunca serão derrotados", concluiu Araghchi.
BRICS desempenha papel estabilizador no mundo com incerteza econômica e conflitos, acredita chanceler da Índia
No decorrer da reunião, o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, afirmou, por sua vez, que o grupo BRICS deve desempenhar um papel construtivo e estabilizador em face dos conflitos em curso e da incerteza econômica.
Segundo ele, isso é esperado dos países-membros do BRICS por parte dos Estados em desenvolvimento e com mercados emergentes.
"Para o desenvolvimento ininterrupto do BRICS, é imperativo que os novos participantes entendam e compartilhem plenamente o princípio do consenso do BRICS em várias questões-chave", disse o chanceler indiano.
Além disso, o chanceler indiano afirmou em sua conta na rede social X que, com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, no âmbito da parceria privilegiada e especial, discutiu questões da cooperação em diversos setores, incluindo comércio e investimentos, energia e transportes, tecnologias e ciência.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia informou também que as partes abordaram as perspectivas da cooperação em iniciativas de exploração espacial pacífica, e que Moscou e Nova Deli continuarão a aprofundar os laços comerciais e o trabalho nas áreas de finanças e logística.
A 'marinha mosquito' do Irã: como 'enxame' de pequenas embarcações desafia os EUA no Estreito de Ormuz
Crédito,NurPhoto via Getty Images
Legenda da foto,Pequenos barcos de ataque rápido integram as defesas do IrãArticle Information
Author,Luis Barrucho
Role,BBC World Service
Published
Tempo de leitura: 6 min
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou recentemente ter "destruído totalmente" a Marinha do Irã, reduzindo a frota a "pequenos barcos com uma metralhadora".
Ainda assim, esses "barcos pequenos" — apelidados por alguns analistas ocidentais de "frota de mosquitos" — têm ferrão.
Mas o que é essa frota de mosquitos e como ela se mostrou tão eficaz?
'Confundir e perturbar'
A frota de pequenos barcos de ataque rápido foi criada pelo regime iraniano na década de 1980 durante a Guerra Irã-Iraque.
Embora o Irã estivesse em guerra com o Iraque, os combates se estenderam ao Golfo Pérsico durante a "Guerra dos Petroleiros" dos anos 1980, que envolveu os EUA na proteção do transporte de petróleo.
Confrontos com a Marinha dos EUA fizeram com que a frota naval convencional do Irã sofresse perdas significativas.
A frota de pequenos barcos do Irã então se tornou parte de uma doutrina de guerra projetada para combater potências navais superiores.Pule Mais lidas e continue lendo
Ela constitui apenas uma parte de uma estratégia iraniana mais ampla que também inclui mísseis, drones, minas, lançadores costeiros e ataques de seus grupos aliados em países vizinhos.
Operada pelo poderoso Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), a frota não foi projetada para o combate naval tradicional, mas para "confundir e interromper a navegação", diz Saeid Golkar, professor da Universidade do Tennessee em Chattanooga e conselheiro da United Against Nuclear Iran (UANI), uma organização sem fins lucrativos que se opõe ao regime iraniano.
"O IRGC sabe que não pode derrotar os EUA em uma guerra naval convencional", acrescenta.
Em vez disso, visa aumentar os custos e riscos para as empresas que transitam pelo Golfo, visando navios-tanque comerciais e tornando o Estreito um local mais perigoso para operar.
As táticas da frota incluem disparar tiros perto de embarcações comerciais, colocar minas no mar e enviar enxames de barcos em alta velocidade de várias direções, dizem os especialistas.
Os barcos de ataque rápido geralmente são equipados com metralhadoras, foguetes ou mísseis antinavio.
Embora muitos tenham sido projetados e fabricados pelo estado iraniano, outros foram reaproveitados para uso civil, incluindo antigos barcos de pesca.
Os barcos são baratos e fáceis de substituir, diz Can Kasapoglu, pesquisador não residente do Instituto Hudson, um think tank de tendência conservadora em Washington, em um relatório recente.
Isso permite que o Irã ameace embarcações comerciais e militares "a um custo relativamente baixo, ao mesmo tempo em que coloca em risco os ativos de alto valor do adversário e a economia marítima global", diz Kasapoglu.
Especialistas dizem que o objetivo geral é pressionar Washington a abandonar sua guerra com Teerã e desencorajar futuros ataques.
Como muitos dos barcos ficam com a maior parte submersa dentro da água, é difícil detectá-los por radar até que estejam bem próximos, e o monitoramento eficaz exige vigilância constante com drones, helicópteros ou aeronaves de patrulha.
O tamanho exato da frota é desconhecido, em parte porque muitos dos barcos são mantidos escondidos em cavernas, enseadas e túneis ao longo da costa sul do Irã. No entanto, estimativas situam o número de barcos entre 500 e mais de mil.
O regime realiza exercícios navais regulares envolvendo a frota de mosquitos.
'Guerra de guerrilha marítima'
Crédito,NurPhoto via Getty Images
Legenda da foto,A frota não foi projetada para o combate naval tradicional, mas para 'confundir e atrapalhar a navegação', diz Saeid Golkar
Os analistas geralmente descrevem a abordagem do Irã como uma guerra de guerrilha no mar.
Embora a Marinha dos EUA consiga destruir os barcos rápidos do Irã quando eles ficam expostos em mar aberto, o IGRC tem o cuidado de evitar o combate aberto, de acordo com Golkar.
"O IRGC tenta evitar confronto direto e, em vez disso, usa táticas de ataque e retirada, enxames, minas, drones, mísseis e pequenas embarcações para aumentar o custo das operações americanas e comerciais", diz Golkar.
O Irã pode substituir barcos perdidos de forma rápida e barata. Os EUA e seus aliados, por outro lado, precisam mobilizar navios e aeronaves caros para proteger o tráfego comercial.
Em vez de destruir embarcações, até mesmo criar a percepção de um sério perigo pode aumentar os custos do seguro e persuadir as empresas a evitar a rota, observam os especialistas.
Até mesmo a ameaça das minas navais pode retardar ou interromper o tráfego. Limpar uma via navegável minada é um processo lento.
A estratégia do Irã está funcionando?
Crédito,NurPhoto via Getty Images
Legenda da foto,O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica opera a frota de mosquitos do Irã
O transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz é hoje apenas uma fração do que era antes da guerra.
O Hormuz Strait Monitor, uma plataforma de rastreamento em tempo real, mostra cerca de 10 navios transitando por dia pela via navegável — cerca de 8% da média diária usual de 60 navios.
O tráfego geral permanece mais de 90% abaixo dos níveis anteriores à guerra, de acordo com a equipe da Marinha Real do Reino Unido que monitora a região.
Houve um breve aumento na atividade quando os EUA, Israel e Irã concordaram com um cessar-fogo em 8 de abril. Mas dias depois, a tendência foi revertida quando os EUA impuseram seu próprio bloqueio às mercadorias que entram e saem do Irã.
E continuam ocorrendo ataques pelo estreito.
Na semana passada, o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), que monitora rotas marítimas internacionais, disse que uma embarcação que transportava carga a granel foi “atingida por um projétil desconhecido” a cerca de 43 km a nordeste de Doha, no Catar, causando um pequeno incêndio, mas sem vítimas.
A agência de notícias iraniana Fars informou posteriormente que a embarcação estava navegando sob a bandeira dos EUA e pertencia aos americanos.
A Organização Marítima Internacional das Nações Unidas estima que cerca de 1,5 mil navios e 20 mil tripulantes seguem afetados pelo bloqueio.
A redução no volume de petróleo que passa pelo estreito contribuiu para o que alguns analistas descrevem como o maior choque de oferta de petróleo da história, com preços atingindo níveis próximos de recordes.
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Que ninguém pense que a esquerda, que está no poder com a chave do cofre, vai colocar o rabo entre as pernas e admitir que perdeu. O sistema vai fazer de tudo, a qualquer preço, para recolocar no comando alguém que represente o retorno da velha dobradinha PSDB-PT — só que agora com novas siglas e os mesmos velhos donos do poder.
Os ataques à honra de Flávio Bolsonaro vão recomeçar. Ou melhor: vão continuar. Lembrem-se: logo após ser eleito senador, Flávio teve o sigilo bancário quebrado e vazado de forma ilegal. Sua vida já vinha sendo investigada em sigilo havia dois anos, ainda quando era deputado estadual.factripple.com
Se tivessem encontrado algo realmente comprometedor, não teriam precisado de uma ordem judicial em abril de 2019 para quebrar o sigilo de 86 pessoas e nove empresas ligadas ao seu antigo gabinete na Alerj. Descobriram que pelo menos oito dessas pessoas nem sequer conheciam o senador — o número caiu para 86. Não satisfeitos, em junho do mesmo ano determinaram a quebra de mais oito sigilos. Não encontraram nada.
E não podemos esquecer que tudo o que vem do The Intercept — o “órgão de imprensa” do PSOL — não merece credibilidade. Foram eles que tiveram papel fundamental para enterrar a Lava Jato ao publicar, em 2019, mensagens hackeadas do Telegram dos procuradores da força-tarefa. Se aquelas conversas fossem verdadeiras, Sergio Moro e toda a equipe estariam condenados e presos hoje. O próprio Glenn Greenwald, à época casado com o deputado David Miranda (PSOL), usou o material para desmoralizar a operação e pavimentar o caminho para a soltura de Lula.factripple.com
Você ouve falar dos membros do PT com ligações diretas com o Banco Master? Nem uma palavra.
O escândalo que explodiu em 2025 tem DNA baiano. Nasceu do esquema de crédito consignado da Credcesta, criado e blindado nos governos petistas da Bahia. Jaques Wagner, líder do governo Lula no Senado, intermediou a contratação de Guido Mantega por R$ 1 milhão por mês como “consultor” do banco. A nora de Wagner recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Master via BK Financeira. E o ex-governador Rui Costa assinou decreto que prendia servidores em juros altíssimos para favorecer o banco — gerando um rombo multibilionário aos cofres públicos.Matsori