Blog de Luiz Holanda

sábado, 4 de julho de 2026

 

Diretor da PF diz que delação de Vorcaro não tem base técnica nem jurídica

Publicado em 4 de julho de 2026 por Tribuna da Internet
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Rodrigues diz que PF adota medidas de proteção das provas

Sarah Teófilo
O Globo

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira que a corporação não vê “interesse técnico” nem elementos jurídicos para celebrar um acordo de colaboração premiada com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Segundo ele, as informações apresentadas pela defesa do investigado não trazem fatos novos em relação ao que já foi apurado pela investigação. O chefe da corporação acrescentou que a PF adota medidas de proteção e sigilo das provas para evitar questionamentos e pedidos de anulação das investigações.

SEM INTERESSE TÉCNICO – “De fato, não há interesse técnico, não há elementos jurídicos que autorizem essa proposta de delação seja validada, porque muitas das coisas que estão sendo contadas já são do nosso conhecimento”,afirmou.

A declaração reforça a posição adotada pela Polícia Federal após rejeitar, no mês passado, a segunda proposta de colaboração premiada apresentada por Vorcaro. A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também rejeitou.

CUSTÓDIA – Em relação às provas, Andrei Rodrigues frisou que a custódia das provas e a preservação dos dados coletados pela PF é uma grande preocupação desta e de outras operações.

“Houve vazamento, por parte da CPI, de conversas até de foro íntimo. Nós temos essa cautela, essa preservação. Já fizemos inclusive busca e apreensão dentro da Polícia Federal para coibir esse tipo de ação. Havia uma suspeita e fizemos uma ação para identificar se houve vazamento. Isso vale para servidores da casa e para qualquer um, e reafirma o compromisso de nós termos com essa cadeia de custódia bem preservada, a compartimentação preservada, para que a gente não tenha, lá na frente, qualquer questionamento que possa levar à nulidade parcial em qualquer investigação nossa”, disse.

O chefe da PF se refere a uma operação contra um perito da corporação, em maio. Ele teria repassado informações sigilosas relacionadas ao início das investigações, obtidas a partir da análise de material apreendido durante uma das fases da Compliance Zero.

DELAÇÃO –  A avaliação dos investigadores é que os anexos apresentados pela defesa não contêm informações inéditas nem elementos de prova capazes de justificar um acordo de colaboração. A PF também entende que Vorcaro não conseguiu corroborar seus relatos com documentos e que parte dos fatos narrados já era de conhecimento da investigação, que tem acesso a oito celulares apreendidos do banqueiro, além de mensagens e documentos.

Investigadores afirmam que a proposta se concentrou mais em justificar a relação do empresário com agentes políticos do que em confessar crimes ou indicar novos caminhos para as investigações, requisito considerado essencial para a celebração de um acordo de delação premiada.

ESQUEMA DE FRAUDES – Vorcaro é investigado por suspeita de comandar um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, que teria causado prejuízos a correntistas, investidores e fundos de previdência de estados e municípios.

Esta foi a segunda tentativa frustrada de negociação entre a defesa de Vorcaro e a Polícia Federal. A primeira foi encerrada em maio e levou, inclusive, à troca da equipe de advogados do banqueiro. Pela legislação, um acordo de colaboração premiada exige, entre outros requisitos, a apresentação de informações novas e úteis para a investigação, além de provas que permitam confirmar os relatos do colaborador.

Publicado em Geral | 3 Comentários |

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PGR se opõe a pedido de Elmar Nascimento para anular investigação

Operação Overclean apura suspeitas de fraude em licitações e desvio de verbas públicas em municípios baianos

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Redação O Antagonista
2 minutos de leitura04.07.2026 13:25comentários 0
PGR se opõe a pedido de Elmar Nascimento para anular investigação
Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido do deputado federal Elmar Nascimento (União-BA) para anular a investigação em que é alvo na Operação Overclean, da Polícia Federal. 

O caso apura suspeitas de fraudes em licitações, superfaturamento e desvio de recursos públicos em contratos de limpeza urbana e pavimentação na Bahia.

O inquérito chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) no início de 2025, após a Polícia Federal identificar indícios de que o parlamentar teria recebido propina por meio de seu assessor, Amaury Nascimento, citado em uma planilha apreendida durante a investigação.

A defesa de Elmar argumenta que a PF já reunia elementos que apontavam para o deputado antes de encaminhar o caso ao STF e, por isso, teria mantido a investigação de forma irregular na primeira instância.

A PGR, porém, afirmou que não há demonstração de que a investigação tenha permanecido indevidamente fora da competência do STF. 

O relator do caso, ministro Kássio Nunes Marques, ainda não decidiu sobre a solicitação. 

Em junho, ele determinou que a Polícia Federal envie documentos para esclarecer quando surgiram os elementos apontados pela defesa como suficientes para remeter o inquérito ao STF.

Investigação

Segundo a PF, há indícios de participação de Elmar na articulação de um esquema para desviar recursos de obras financiadas por emendas parlamentares destinadas à Codevasf em Campo Formoso (BA), município administrado por seu irmão, Elmo Nascimento. 

As investigações apontaram que a empresa Allpha Pavimentações, dos investigados Alex e Fabio Parente, ganhou contratos de pavimentação de 51 milhões de reais em Campo Formoso.

Francisco Nascimento, primo de Elmo e Elmar, é suspeito de ter manipulado as licitações a favor dos empresários.

Uma planilha apreendida com Alex Parente indicou repasses de 493 mil reais a Amaury Albuquerque Nascimento, assessor e primo de Elmar Nascimento.

A PF também considerou suspeita a compra feita por Elmar de um apartamento pertencente a uma filha do empresário Marcos Moura, o “rei do lixo”.

O imóvel, segundo a PF, teria sido adquirido por um valor abaixo do mercado.

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Renan tenta impedir divulgação de pesquisa do Instituto Paraná, é derrotado na Justiça e números são divulgados

Jornal da Cidade Online
Por Jornal da Cidade Online
04/07/2026 às 14:15 Política
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O diretório estadual do MDB em Alagoas, presidido pelo senador Renan Calheiros, acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) para pedir a suspensão da divulgação da pesquisa eleitoral AL-04491/2026, realizada pelo Instituto Paraná Pesquisa. O partido alega que o levantamento excluiu três pré-candidatos ao Senado — Alexandre Fleming, Ítalo Bonja e Marcos Omena —, o que, segundo a ação, compromete a neutralidade dos resultados.

Além da exclusão dos nomes, o MDB também questiona a metodologia da pesquisa, apontando supostas inconsistências no plano amostral. A legenda pede que a Justiça Eleitoral suspenda a divulgação do levantamento até o julgamento do processo e, ao final, declare a pesquisa irregular, com aplicação da multa prevista na legislação. O desembargador Maurício César Breda Filho negou o pedido. Afirmou que “a obrigatoriedade de constar o nome de todos os candidatos na lista apresentada aos entrevistados surge apenas a partir da publicação dos editais de registro de candidaturas”.factripple.com

No levantamento, Renan está na terceira posição. O deputado Alfredo Gaspar aparece em 1º com 40,4. Arthur Lira tem 39,8%. E Renan aparece com 36,4.

A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos. O estudo foi realizado de 28 de junho a 1º de julho e ouviu 1.400 eleitores em 52 municípios de Alagoas. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº AL-04491/2026. 

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