sábado, 26 de setembro de 2026

 

A crise institucional do Supremo se apresenta também como absurda falta de ética

 

Orgia: Marcola de Lula ganhou réveillon em Paraty com hotel de luxo e carro blindado

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O ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ganhou do herdeiro da indústria de fertilizantes Unigel, Leo Slezynger, uma estadia no réveillon de 2024 em uma pousada de luxo em Paraty (RJ). O presente, que custou R$ 32,7 mil reais, foi organizado pela lobista Roberta Luchsinger no mesmo período em que ela, Marcola e o filho mais velho de Lula, Fábio Luís da Silva, o Lulinha, trabalhavam para viabilizar a assinatura de um contrato entre a empresa e a Petrobras com condições desfavoráveis para a petroleira.

Em novembro de 2023, Roberta discutiu com Marcola uma hospedagem de réveillon em Paraty e, na mesma sequência de conversas, pediu que ele acionasse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para tratar dos interesses da Unigel, ao que Marcola respondeu que já tinha reunião marcada com o ministro antes de uma agenda dele com Lula.

As mensagens também mostram Roberta tratando da forma de pagamento da hospedagem e manifestando preocupação para que o gasto não ficasse associado ao executivo da Unigel, enquanto o contrato de tolling entre Petrobras e Unigel acabou sendo assinado em 29 de dezembro de 2023.

Com a hospedagem acertada, a lobista, então, ofereceu um de seus carros.

“Carro vc fica com um meu. Blindado, mais seguro. Só não tenho cadeirinha rsrss”, escreveu Roberta em referência à filha pequena de Marcola.

O conjunto dos diálogos é especialmente relevante porque Marcola nega ter intermediado negociações ou atuado em favor de interesses privados, afirmando que apenas encaminhava demandas institucionais.

A defesa de Marcola, por sua vez, afirmou por meio de assessoria de imprensa que o pagamento da hospedagem “faz parte de um empréstimo pessoal que Marco Aurélio Ribeiro recebeu de Roberta Luchsinger. Como já foi esclarecido em outras ocasiões e amplamente noticiado, o referido empréstimo já foi integralmente quitado”.

Sputnik

 

Mídia explica por que hegemonia dos EUA no Oriente Médio está chegando ao fim

Soldados franceses da operação Barkhane chegando de Gao, Mali, desembarcaram de um avião de carga C130 da Força Aérea dos EUA em Niamey, base do Níger, antes de serem transferidos de volta para suas bases na França, 9 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 26.09.2026
Depois de décadas mantendo uma posição dominante no Oriente Médio, os Estados Unidos agora enfrentam uma mudança significativa no poder regional que pode acabar com sua hegemonia de longa data, afirma um jornal britânico.
A reportagem sublinha que os EUA parecem presos no Oriente Médio, sem um caminho direto para se desvencilhar de seu conflito com o Irã.

"No entanto, o conflito, por mais que termine, marcará de fato algo bem diferente: o momento em que os EUA se afastam da região, no sentido de que finalmente abrem mão de sua hegemonia lá", ressalta a publicação.

Segundo a matéria, o papel dos Estados Unidos como arquiteto externo do Oriente Médio está chegando ao fim, o que marca a primeira vez, desde a desintegração do Império Otomano, em que a ordem regional não será imposta de fora.
Décadas de intervenção norte-americana, guerras, operações encobertas e diplomacia, esgotaram a disposição do país para remodelar a região, embora continue realizando ataques militares limitados e operações de contraterrorismo.
Soldados dos EUA durante exercício militar na Coreia do Sul - Sputnik Brasil, 1920, 23.09.2026
Panorama internacional
Aliados de Washington na Ásia não confiam mais nos EUA após seu fracasso no Irã, diz mídia
A relutância de Washington em participar dos ataques sauditas no Iêmen, bem como seus planos de reduzir a presença de tropas no Oriente Médio e na Europa, sinalizam um recuo mais amplo em direção à rivalidade entre grandes potências, como a China, observa o texto.
Enquanto os EUA recuam, o Irã, a Turquia e Israel estão posicionados para competir por influência, ao passo que os Estados árabes permanecem enfraquecidos e dependentes da segurança norte-americana.
Dessa forma, a reportagem conclui que o vácuo que se aproxima levanta a questão de saber se a região mergulhará em acertos de contas e violência ou finalmente traçará um novo caminho.
Anteriormente, Di Dongsheng, reitor da Faculdade de Estudos Globais e Regionais da Universidade Popular Chinesa, afirmou, durante uma reunião do Clube Valdai de Discussões Internacionais, que os EUA e suas elites dominantes reconhecem o declínio de sua hegemonia e estão se afastando do modelo unipolar de governança global.

 

Ameaças de Trump ao Brasil devem ser levadas a sério pelo próximo presidente

Só vamos dar dinheiro a quem for nosso amigo, diz Trump na ONU - 25/09/2018 - Mundo - Folha

Na ONU, Trump ameaçou usar o poder militar na América Latina

Carlos Newton

Como dizia o Barão de Itararé (Apparicio Torelly), “era só o que falta!”. Vivemos hoje uma campanha eleitoral atípica, que não discute os problemas da nação nem examina planos para resolvê-los. O único assunto que interessa às duas principais facções são os crimes cometidos por elas. Portanto, deixaram de ser facções políticas para se exibirem como facções criminosas.

O pior é que esse vexaminoso fenômeno ocorre justamente quando o presidente da maior potência – cujo poderio econômico e militar é verdadeiramente hegemônico – resolve liderar uma guerra mundial contra o narcotráfico, cujo envolvimento na política brasileira já se tornou mais público e notório do que o saber dos ministros da Suprema Corte.

INSANO, MAS… – Qualquer analista internacional minimamente perspicaz consegue constatar que Donald Trump é cada vez mais insano, mas tem vislumbres de completa sanidade, como essa ofensiva iniciada contra as facções criminosas, numa guerra sem fronteiras, em seu modo de ver. Ou seja, ele simplesmente mandará invadir ou bombardear, como fez na Venezuela e no Irã, embora a antiga Pérsia condene à morte os narcotraficantes.

É óbvio que na vida tudo tem limites. Ele gostaria, mas não pode mandar invadir a China, maior produtora da droga fentanil, um opioide sintético 50 vezes mais forte que a heroína e 100 vezes mais potente que a morfina, já sendo responsável por dezenas de milhares de mortes por overdose nos Estados Unidos.

Também não pode invadir a Rússia e outros países europeus que têm arsenais nucleares. Mas o Brasil é alvo fácil, pois não tem praticamente armas de guerra, embora cultive algumas das maiores facções criminosas do mundo, já com ramificações em países desenvolvidos.

PÉS NA ISLÃNDIA – Com muita ousadia, Trump ofereceu-se para comprar a Islândia. Houve protestos no mundo interior, a Dinamarca recusou-se a vender, mas o presidente americano já conseguiu o que queria – instalar mais duas bases militares e ter o direito de garantir a segurança da ilha, sem pagar um centavo ao governo dinamarquês., pois levou sem comprar.

Felizmente, Trump só tem mais dois anos de mandato e não pode se candidatar de novo. Mas nada impede que seja sucedido por algum radical, como Marco Rubio, que pretenda dar seguimento à obra dele. Outro candidato, o vice J.D. Vance, é menos radical, mas tem aprendido muita maldade com Trump.

Em tradução simultânea, Lula tem sido inábil ao enfrentar Trump para ganhar votos aqui. Ele deveria ter dado uma volta nele, aceitando mudar a legislação para tratar facções como organizações terroristas, pois de fato são, e assim teria negociado melhor os tarifaços.

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P.S. –
Agora chegamos a uma encruzilhada que leva a duas armadilhas. Se Lula ganhar a eleição, será ruím, porque as relações com Trump tendem a se esfarelar. E se Flávio Bolsonaro vencer, também será ruim, porque não tem a menor condição de enfrentar Trump, caso o imperador americano tente passar dos limites em relação ao Brasil.  Assim, estamos vivendo uma eleição altamente negativa, tipo perde-perde, sem a sábia opção do menos ruim. Mesmo assim, sou otimista com relação ao Brasil. Acho que o país seguirá crescendo, não importa quem ganhe as eleições, porque o Brasil é um gigante governado por anões.. (C.N.)

Celular de Vorcaro põe gabinetes do STF para vasculhar 37,5 mil arquivos de mensagens

Charge do Ismecio (Arquivo Google)

Pepita Ortega
O Globo

O acesso à íntegra dos dados do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro fez alguns dos gabinetes de ministros do Supremo Tribunal Federal dedicarem equipes, ainda que reduzidas, para analisar as mensagens trocadas pelo ex-dono do Master com autoridades.

Um desafio, no entanto, tem sido levantado por interlocutores de ministros: o tamanho e volume dos diálogos a serem revisados. São cerca de 510 GB que reúnem 32,7 mil arquivos, entre chats, áudios e registros de chamadas telefônicas.

RESTRIÇÃO – Como mostrou O Globo, a primeira medida adotada pelos gabinetes que receberam acesso ao celular do ex-banqueiro foi restringir o acesso ao material, em razão de um grande volume de informações de caráter pessoal e relacionadas à intimidade.

Esta restrição, em alguns dos gabinetes, também tem relação com o tamanho da equipe. Há indicações de que a “falta de braço” nos times impede a escalação de um grupo maior para analisar diálogos, sem prejuízo das demais funções internas.

De outro lado há uma alerta sobre o tamanho dos dados remetidos aos ministros que solicitaram o material: Cristiano Zanin, André Mendonça, Luiz Fux, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Assim, cada equipe tem avaliado diferentes métodos e abordagens para buscar as referências nos diálogos do ex-dono do Master.

CAUTELA – Dentre os ministros que tiveram acesso ao celular de Vorcaro, o mais novo na Corte, Zanin, tem ressaltado a cautela na análise do material e defendido que seja usado somente de acordo com o que foi solicitado: a análise sobre os argumentos levantados pela Procuradoria-Geral da República no pedido de declaração de nulidade do relatório da Polícia Federal sobre as mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Antes de entrar na Corte, Zanin foi responsável pelo pedido de acesso às provas da Operação Spoofing, quando era advogado de Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação tratava sobre o hackeamento de autoridades, entre elas o ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro. Com base nos diálogos, a defesa de Lula requereu a anulação de condenações impostas ao petista. A autorização foi deferida por Ricardo Lewandowski, o qual acabou sucedido por Zanin no STF.

CÓPIAS DAS PERÍCIAS – Em abril de 2021, por exemplo, Lewandowski pediu que fosse enviado a seu gabinete cópias das perícias realizadas em cada uma das mídias apreendidas na Operação, assim como o relatório final da investigação. As mídias foram entregues ao gabinete em um CD.

O material apreendido na Operação Spoofing tinha cerca de 7 TB, mas a defesa de Lula teve acesso somente a mensagens que lhe dissessem respeito, direta ou indiretamente, e as que tivessem relação com investigações e ações penais contra ele movidas.

Com base nos diálogos, Zanin apresentou ao STF mais de 15 relatórios, elaborados por peritos, citando diálogos entre Moro e ex-integrantes da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.