quinta-feira, 6 de agosto de 2026

 

Pesquisa mostra que os penduricalhos estão enriquecendo os magistrados e afins

Corrupto desde jovem, Lulinha sempre consegue fugir da Polícia e da Justiça

Tribuna da Internet | Cerco a Lulinha, com quebra de sigilo, desarticula a pré-campanha de Lula

Charge do Clayton (O Povo-CE)

Carlos Newton

O Brasil é conhecido mundialmente como o país da impunidade, porque aqui existem dois tipos de Justiça – a que é aplicada implacavelmente nos criminosos da ralé e a que mantém em liberdade os criminosos do colarinho branco e encardido, ou seja, aqueles que têm recursos para comprar consciências em série.

Um bom exemplo é o famoso fenômeno empresarial Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, que há mais de dez anos vem sendo investigado em inquéritos da Polícia Federal, mas é escorregadio e sempre consegue escapar.

ALVO, NOVAMENTE – Agora, em plena campanha eleitoral, o filho mais velho de Lula passou a ser alvo de três novas investigações, autorizadas pelo Supremo, em desdobramentos do escândalo do INSS, por suas criminosas ligações com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e com a também lobista Roberta Luchsinger, que se diz amiga de Lulinha

Nesta terça-feira, dia 4, a plastificada Roberta Luchsinger voltou a se destacar, após a revelação de que ela corrompeu o então chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido no Planalto como Marcola, que é um dos principais coordenadores da campanha eleitoral.

O ministro André Mendonça é relator de dois inquérito sobre Lulinha, enquanto Flávio Dino ficará responsável pela tramitação do terceiro inquérito sobre o filho do presidente.

MAL DE FAMÍLIA – A corrupção está na genética dessa família. O pai respondeu a diversos inquéritos e foi condenado por lavagem de dinheiro e corrupção, pegando 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão no caso do triplex, e mais 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão no caso do sítio de Atibaia.

Todos os filhos já foram investigados pelos mesmos crimes (corrupção e lavagem), envolvidos em tenebrosas transações, como diz o petista Chico Buarque de Holanda. O mais visado é Fábio Luís, o Lulinha, que começou sua carreira como tratador de animais no Zoológico, ganhando R$ 600 por mês e logo se transformou naquele fenômeno empresarial que tanto orgulha o presidente Lula.

Anos depois, assim como o pai e dois irmãos, Fábio Luís foi alvo de buscas na 24ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em 2016. Na época, a força-tarefa investigava a relação de Lula com empreiteiras.

DINHEIRO FÁCIL – Com Lula na presidência, o fato inconteste é que o dinheiro entrava fácil nos bolsos de Lulinha, que rapidamente enriqueceu de forma ilícita. Em 2016, a PF denunciou que financiadores aplicaram R$ 103 milhões na empresa de Lulinha, a Gamecorp.

A devassa apontou que as empresas Oi Móvel e Telemar Internet foram responsáveis por R$ 82 milhões, e outros R$ 6 milhões foram repassados pelo Grupo Petrópolis, fabricante da cerveja Itaipava.

A perícia também denunciava recebimentos de outras duas empresas de Fábio Luís. Na época, o documento ainda não trazia conclusões ou encaminhamentos.

SÍTIO DE ATIBAIA – A investigação da PF indicava que parte dos recursos pagos pelas empresas tenha sido usada na compra do sítio em Atibaia (SP), frequentado por Lula.

Segundo os investigadores afirmaram na ocasião, ao todo, a Oi repassou R$ 132 milhões a empresas de Lulinha e dos sócios – os irmãos Fernando e Kalil Bittar e Jonas Suassuna – e a Vivo, cerca de R$ 40 milhões.

Lulinha também entrou na mira da Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada em 2005 para apurar corrupção nas estatais, mais especificamente nos Correios. Essa mesma CPI mirou o esquema do mensalão, principal escândalo político do primeiro mandato de Lula.

RONALDINHO – Em 2006, Lula defendeu o filho e afirmou: “Deve haver um milhão de pais reclamando: Por que meu filho não é o Ronaldinho? Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho”.

Sócio de Lulinha, o empresário Jonas Suassuna era dono de uma das áreas da propriedade em Atibaia. Além disso, o inquérito também citava um apartamento no valor de R$ 3 milhões que teria sido comprado e mobiliado por ele para uso da família de Lula.

Em fevereiro de 2020, Suassuna vendeu sua parte na empresa de mídia. Em maio, foi a vez do filho de Lula se retirar da sociedade. As investigações foram arquivadas em 2022.

CPI DO INSS – Agora, tudo voltou à tona, porque a  Operação Sem Desconto, deflagrada em 2025 para apurar desvios em pagamentos a aposentados, acabou incluindo provas do envolvimento do filho de Lula com o lobista conhecido como Careca do INSS e com a também lobista Roberta Luchsinger, que subornou o chefe do gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

Lulinha teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados pelo STF, a pedido da Polícia Federal, e pela CPI mista do INSS em fevereiro.

Trechos dos dados sigilosos, repassados pela PF à CPI, apontam que, em quatro anos, Lulinha recebeu pouco mais de R$ 9,7 milhões em suas contas e repassou valor equivalente, somando R$ 19,5 milhões em transações.

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P.S. –
Nada de novo no front ocidental. Todos sabem que a família de Lula vive envolvida em corrupção e lavagem de dinheiro. Agora o alvo é Lulinha, que está foragido na Espanha, onde a família de Lula tem a proteção de uma fortíssima quadrilha internacional, que em 2025 faturou no Brasil algo em torno de um bilhão de reais, l
ivre de impostos, dando “apoio” ao governo Lula e a governos estaduais e municipais. Na Espanha, Lulinha sente-se protegido e não vai mais voltar. (C.N.)

Sputnik

 

Zakharova: prefeito de Hiroshima 'ridiculariza' o Japão com a russofobia, mas esquece quem lançou a bomba

A silhueta do Domo da Bomba Atômica é mostrada ao pôr do sol em Hiroshima, oeste do Japão, 5 de agosto de 2013 - Sputnik Brasil, 1920, 06.08.2026
O prefeito de Hiroshima, Kazumi Matsui, em sua mensagem por ocasião do 81º aniversário do bombardeio nuclear de Hiroshima, mais uma vez não mencionou que o ataque foi realizado pelos EUA, apontou a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, na quinta-feira (6). No entanto, ele criticou a Rússia e suas ações na Ucrânia.
"O espelho distorcido das narrativas ocidentais não apenas distorce a imagem, mas também altera a consciência daqueles que nele se olham. Ano após ano, o prefeito de Hiroshima repete esse mantra falso, hipnotizando os japoneses com feitiços russofóbicos", escreveu ela.
Nos anos anteriores, em mensagens semelhantes por ocasião dos aniversários dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki, Matsui também nunca mencionou diretamente os EUA como o país que realizou os bombardeios atômicos.
O bombardeio atômico de Hiroshima e Nagasaki, realizado pelos EUA, ocorreu em 6 de agosto de 1945. Washington afirmou que o objetivo dos ataques era acelerar a rendição do Japão. O número total de mortos em consequência do bombardeio ultrapassa 350 mil pessoas.

 

O erro fatal cometido pela juíza Gabriela Hardt

O jornalista Mario Sabino em texto publicado no site Metrópoles conseguiu identificar o erro fatal cometido pela juíza Gabriela Hardt, que lhe valeram um gancho de 2 anos do exercício das suas funções de juíza federal. Para o jornalista o grande erro da magistrada foi não ter marido advogado com contrato milionário com o Banco Master. Leia o texto:

A vingança contra a Lava Jato não tem fim. Na terça-feira, o Conselho Nacional de Justiça puniu a juíza Gabriela Hardt, que substituiu Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba e condenou Lula no processo do sítio de Atibaia.
Ela foi punida com o afastamento do cargo por dois anos por falta de cautela e violação de deveres funcionais ao homologar, em 2019, um acordo firmado entre a força-tarefa da Lava Jato e a Petrobras que destinaria R$ 2,5 bilhões de multas pagas pela empresa a uma fundação privada gerida pelo Ministério Público Federal para combater a corrupção.
Foi nesse erro causado pelo entusiasmo juvenil da moçada que queria mudar o país, triste ilusão, que os suspeitos de sempre começaram a jogar para lançar a reputação da Lava Jato no lixo — e a tirar do lixo os criminosos que perpetram a roubança bilionária na Petrobras e adjacências.
A vingança contra a Lava Jato usou de um motivo real para sentenciar Gabriela Hardt, que nunca roubou nada, a uma pena administrativa que tem no exagero a forma de praticamente impedir que ela possa ser promovida na carreira que escolheu.
A suspensão é de dois anos, mas a danação de Gabriela Hardt tende a ser eterna.
No mesmo dia em que a juíza que condenou Lula foi punida, Lula, presidente da República por obra e graça do STF, que anulou todas as suas condenações para que voltasse à vida pública, reuniu-se com uma figura tão reta e tão vertical quanto ele, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, como revelado pela jornalista Bela Megale.
Onde? Em um jantar na casa do ministro Alexandre de Moraes, em Brasília, aquela comprada à vista por 12 milhões de reais por ele e a mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, que firmou um contrato de R$ 129 milhões de reais com o Banco Master, do impoluto Daniel Vorcaro.
Com o jantar, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, que era advogado de Lula na época da Lava Jato e hoje é ministro do STF, veja só como a ironia do plot twist tem de ser completa, quiseram promover a reconciliação entre Lula e Davi Alcolumbre, cuja briga poderia causar riscos ao equilíbrio do sistema, se é que você me entende.
Abro parêntese. Davi Alcolumbre é outro implicado no caso Master. A suspeita é que recebeu propina para chancelar que a Amapá Previdência, que tinha familiares e aliados do senador na direção, investisse (e perdesse) R$ 400 milhões no banco de Daniel Vorcaro. Fecho parêntese.
Muito bem, você talvez ainda se pergunte como é que ministros do STF podem fazer política e, ainda por cima, patrocinando encontros entre personagens que têm no tribunal o seu foro por prerrogativa de função, como se nisso tudo não houvesse conflito de interesses?
O meu conselho é que você pare de fazer perguntas desse tipo, porque a resposta já está repetidamente dada: vivemos em um país onde juízes honestos, como Gabriela Hardt, são submetidos aos rigores da lei, enquanto lei nenhuma se aplica a quem se julga acima dela, como ministros do STF. Não existe “falta de cautela”, “violação de direitos funcionais” ou qualquer outra regra de contenção para eles.
De onde se conclui que o erro de Gabriela Hardt não foi apenas condenar Lula. Foi, coloquemos assim, não ter marido advogado com contrato milionário com o Banco Master.
PS: na missão inspiradora de manter o equilíbrio do sistema, ministros do STF convenceram o enrolado Ciro Nogueira, presidente do PP,  a vetar Tereza Cristina como vice na chapa de Flávio Bolsonaro, “em troca de poupá-lo de dissabores”, diz o colega William Waack. As eleições brasileiras são cada vez mais livres.

Jornal Grande Bahia

 

O Supremo é Moraes | Por Luiz Holanda

Sem dúvida que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se tornou o ministro mais poderoso da Corte, acumulando funções que ultrapassam todos os limites da magistratura, pois, além de pousar de vítima, é investigador e julgador, tudo no mesmo inquérito aberto de ofício pelo próprio tribunal. Esse poder se expandiu de tal maneira que, praticamente, os assuntos mais polêmicos da Corte se concentram em sua pessoa. Os que o criticam -e isso é a maioria dos juristas brasileiros-, o acusam de supostos abusos de autoridade, investigações conduzidas sem o aval formal da Procuradoria-Geral da República (PGR) e a emissão de ordens de bloqueio de redes sociais tidas como de censura prévia contra a manifestação do pensamento e as liberdades individuais.

As discussões jurídicas e políticas sobre sua atuação se dividem em diferentes frentes de contestação apontadas por opositores e analistas. A emissão de ordens sigilosas para remoção de perfis e restrição da liberdade de expressão de opositores políticos, bem como o suposto uso informal de dados e relatórios da assessoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para embasar suas decisões, podiam e podem até ganhar o aval da maioria dos seus colegas, mas as ilegalidades permanecem. Seja como for, o protagonismo de Moraes não para de crescer. Uma série de outras investigações foram sendo abertas e mantidas no seu gabinete por suposta ligação com o inquérito das Fake News. E se o ex-presidente Bolsonaro for parte ou mencionado, quem decide é Moraes, pouco importando se suas decisões ou restrições apontem violações de garantias processuais, a exemplo de detenções preventivas consideradas arbitrárias.

Poderoso e controverso, Moraes se tornou ministro do STF de forma inesperada, em 2017, com a abertura de uma vaga pelo falecimento do ministro Teori Zavascki, morto tragicamente num acidente aéreo em Paraty. Com isso, o então presidente Michel Temer pôde indicar seu ministro da Justiça ao Tribunal, um nome da centro-direita de São Paulo, assim como ele. Em apernas oito anos Moraes se tornou o mais poderoso ministro do Supremo, passando de odiado a venerado por boa parte da esquerda. Seu perfil duro no Direito Penal ganhou protagonismo quando passou a relatar uma séria de investigações contra os suspeitos de atentar contra a democracia, principalmente bolsonaristas — casos que se desdobraram em seu gabinete a partir do polêmico inquérito das Fakes News. Dentre os réus, quem mais sofre as consequências das suas decisões é o ex-presidente Jair Bolsonaro, contra quem o ministro detona toda sua ira. Depois que o inquérito das Fake News ganhou o aval do plenário do STF, o protagonismo de Moraes não parou de crescer. Uma série de outras investigações foram sendo abertas e mantidas no seu gabinete sob a alegação de uma suposta ligação com o inquérito.

A concentração de todos os processos envolvendo Bolsonaro nas mãos do ministro é excessiva. Essa interpretação expansiva de que ele é prevento para julgar todos os casos por ser relator do inquérito das Fake News é, de certa forma, prejudicial à reputação do próprio Tribunal, porque reforça o personalismo de um ministro encarregado de resolver todas as questões de um réu. Moares decide quase tudo de ofício, o que compromete a sua imparcialidade. A fala de Bolsonaro por IA na convenção do PL, por exemplo, criou ainda mais restrições judiciais às regras eleitorais para a Inteligência Artificial. Moraes determinou que a defesa de Bolsonaro esclarecesse, em 48 horas, se o ex-presidente autorizou ou não o uso de sua imagem por IA na convenção. O ministro apontou que um aval de Bolsonaro significaria descumprimento de medidas restritivas de prisão domiciliar, enquanto a falta de autorização configuraria o uso irregular de deepfake pela campanha de Flávio Bolsonaro e pelo PL. Tudo isso para impedir qualquer manifestação do ex-presidente sobre as eleições que se aproximam. Bolsonaro está proibido de externar apoio à candidatura do seu filho.

Aliados e críticos apontam que as restrições impostas por Moraes criam barreiras excessivas de comunicação entre pai e filho, que está proibido de visitar o pai. A defesa de Bolsonaro e os advogados do PL sustentam que o material exibido avisava explicitamente no início que se tratava de uma simulação por IA, não havia intenção de fraudar a realidade ou enganar o eleitorado. O fato é que o amplo protagonismo de Moraes envolve a relatoria de inquéritos sensíveis, bem como a condução de medidas cautelares e o debate sobre os limites da atuação individual de um único julgador. Um panorama sobre como o magistrado ampliou sua atuação no tribunal é sempre discutido, mas nada disso produz algum efeito, pois, ao final, vai prevalecer a decisão do Moraes, que é, atualmente, o próprio Supremo.

*Luiz Holanda, advogado e professor universitário.  

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

 

“Serviço” prestado por chefe de gabinete de Lula para Roberta Luchsinger é revelado

Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de Gabinete de Lula (PT), costumava enviar contas que tinha para pagar e Roberta Luchsinger pagava. Em troca ela pedia ajuda para ter acesso a autoridades e Marcola conseguiu colocá-la em contato com a cúpula do Ministério da Saúde. Esses fatos foram revelados em reportagem da jornalista Maria Cristina Fernandes, do jornal Valor Econômico.

De acordo com a reportagem, quem apresentou Luchsinger para Marcola foi Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha (filho mais velho de Lula), e sua mulher, Renata.

Marcola relatou a integrantes da campanha lulista, segundo o Valor, que Roberta Luchsinger sempre se oferecia para ajudá-lo financeiramente, mas que ele sempre recusava. Num determinado momento, “cedeu, aceitando que Roberta pagasse contas que lhe apresentava. Nunca recebeu dinheiro dela, mas lhe passava, por WhatsApp, os pagamentos que precisava que fossem feitos”.

O Valor também relata que os integrantes do governo sabem já há algum tempo sobre essa relação de Marcola com Roberta. Sobretudo porque foi quebrado o sigilo do celular da lobista, e ali estavam as mensagens trocadas entre ela e o ex-assessor de Lula.itsvividleaves.com

Foi montada uma operação para tentar de todas as formas evitar que a notícia fosse divulgada antes da eleição de 4 de outubro. Não deu certo.