segunda-feira, 31 de agosto de 2026

 

Lula ainda busca votos na CCJ para tentar o fim da escala 6×1 esta semana

Lula e Davi Alcolumbre (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)

O governo Lula (PT) não tem maioria para aprovar na Comissão de Constituição e Justiça do Senado o texto que prevê o fim da escala 6 por 1. Temendo o fiasco, Lula, que tenta se reeleger, se reaproximou do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), atual articulador do Palácio. O petista se mexeu após reclamações sobre o fiasco da escolha de Teresa Leitão (PT-PE) para o cargo de Líder do Governo no Senado. Ele não conseguiu nem mesmo marcar um almoço ou jantar de recondiciliação do petista com Alcolumbre, tampouco consegue consolidar votos no plenário. O ministro do STF Alexandre de Moraes é quem fez as vezes de “líder do governo”, reunindo Lula e Alcoumbre em sua casa, até que se reconciliaram.

Acorda, menina

Sobra insatisfação no Planalto. Aliados dizem que não tiveram qualquer orientação sobre a tramitação do texto, portanto, enfiaram emendas.

Ninguém avisou

A sonolenta articulação de Lula não evitou as mais de 20 emendas aliadas, todas foram rejeitadas pelo relator Omar Aziz (PSD-AM).

Sem sinal

A coluna ouviu de senadores que dão votos ao governo, como do Republicanos, PSD e PP, que nem mesmo foram procurados.

Reação

Enquanto o governo segue atabalhoado, a oposição monta a trincheira da obstrução, com pedidos de vista, emendas e até falta de quórum.

presidente Lula (Foto: Reprodução/Band).

Quinze multinacionais deixaram o Brasil desde 2023

Pelo menos 15 empresas multinacionais deixaram o Brasil, venderam operações ou abandonaram seus segmentos no país desde 2023, início do terceiro governo Lula (PT). Este ano, o exemplo mais recente é da gigante dos alimentos General Mills, que vendeu Yoki e Kitano à 3Corações por R$800 milhões, após comprar a Yoki por quase US$1 bilhão em 2012, e retirou a marca de sorvetes Häagen-Dazs do País.

Não é setorial

As marcas de desistiram do Brasil estavam em vários diferentes setores; varejo, alimentos, tecnologia, finanças, cosméticos e automóveis.

Não aguentou

Após menos de uma década se aventurando no mercado brasileiros, a americana Hormel vendeu a marca de presuntos e embutidos Ceratti.

Gringos fora

Estão na lista a rede de mercados Dia, o Makro, o banco N26, os carros Subaru, além de Tribal, Addi, Justo, Frubana, Taranis e The Body Shop.

Poder sem Pudor

Lei de palanque

Candidato a prefeito de Catolé do Rocha (PB) nos anos 60, Benedito Alves Fernandes, o Biu Fernandes, encerrou a campanha usando a famosa expressão do Direito: “Dura Lex Sed Lex” (“A Lei é dura, mas é a Lei”). Como o povão não entendeu, Biu resolveu traduzir a frase: “Lutarei até morrer!”. Biu pode não saber o significado da expressão em Latim, mas já deve ter aprendido que, para certos políticos, como diria Fernando Sabino, a expressão mais adequada é “dura lex sed latex” (a lei é dura, mas estica).

CPMI próxima

A oposição está perto de conseguir as assinaturas para criar a CPMI do Lulinha. Carlos Viana (PSD-MG) afirma que já há apoio de oito partidos na Câmara e cinco no Senado, mas o número exato será revelado em coletiva nos próximos dias. Precisa de 171 deputados e 27 senadores.

Destino de sempre

Especialistas já alertam para um problema na PEC do fim da jornada 6x1: tratamento diferenciado de “hipersuficientes”, pessoas que ganham mais de 2,5 vezes o teto do INSS, deve ser questionado... no STF.

Sinais

O perfil oficial da Rússia em português fez questão de registrar a conversa entre o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Sergey Lavrov, e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.

Já deu

Sergio Moro (PL-PR) descreveu Lula como “transtornado, rancoroso e mentiroso” na TV, onde “usou da velha tática de atacar o combate à corrupção”. Para o senador, “chega de Lula e PT... o Brasil não aguenta”.

Frase do dia=====“O pai da mentira criou a carestia e volta a enganar o povo”

Rogério Marinho (PL-RN) sobre declarações do presidente Lula na televisão

Tá feia a coisa

Até agora, são cinco os estados que vão receber tropas federais para segurança, durante as eleições deste ano: Acre, Ceará, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. A medida já foi autorizada pelo TSE.

Tudo em uma semana

Com pouco mais de um mês até a eleição, o Congresso tem apenas mais um esforço concentrado antes do dia da votação, a ser realizado semana que vem. É a última chance para emplacar projetos eleitoreiros.

Estorno

Criticado pelo bem-bom nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo enquanto ganhava o generoso salário de senador, Romário (PL-RJ) resolveu devolver o valor líquido do que recebeu: R$29 mil.

Inegável?

A Justiça Eleitoral mandou de volta às redes o vídeo que chama Ciro Gomes de “candidato de Flávio Bolsonaro no Ceará”. Ciro havia conseguido tirar a publicação do ar, alegando fake news, mas o TRE-CE voltou atrás. Um detalhe: o PL integra formalmente a coligação no Ceará.

Pensando bem...

... a química virou um telefonema.

domingo, 30 de agosto de 2026

 Política

Amigos "inseparáveis": Farras de Lulinha com o Careca do INSS vem à tona

Além da farra com o dinheiro dos aposentados e pensionistas do INSS, o Careca do INSS fazia outras ‘farras’ com Lulinha, que a partir de 2023 virou um amigo de primeira hora, quase ‘inseparável’.

A Revista Veja fez um excelente trabalho investigativo sobre o assunto e sobre essa amizade sinistra entre essas duas figuras nefastas. Transcrevemos:

“Investigado pela Polícia Federal (PF), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente da República, mantinha uma relação com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado como principal operador das fraudes no INSS, que ia além dos já sabidos negócios que a dupla prospectava no Ministério da Saúde.

Depois que se conheceram, no início do terceiro mandato de Lula, em 2023, os dois também passaram a frequentar festas, sempre regadas a uísque e marcadas pela presença de muitas convidadas. Uma delas, muito badalada, aconteceu em Brasília, dentro de um barco, no Lago Paranoá.
Antunes era um dos frequentadores da mansão alugada pela empresária Roberta Luchsinger para, entre outras coisas, hospedar o filho do presidente e promover reuniões com autoridades e empresários interessados em negócios com o governo. Atualmente, Lulinha vive com a família em Madri, na Espanha.
Em nota, os advogados do filho do presidente afirmam que ele frequentava a casa de Roberta de forma esporádica.
Segundo a polícia, Camilo, o Careca do INSS,  tinha a intenção de fechar um contrato bilionário no ramo de produção e fornecimento de medicamentos a base de canabidiol. Roberta foi contratada por ser próxima ao filho do presidente e a outros figurões do PT.
A amizade entre Lulinha e Camilo Antunes chegou a tal ponto que, em algumas ocasiões, o lobista chegava à mansão de Roberta junto com o filho do presidente. ‘Às vezes os dois [Lulinha e o Careca] chegavam no mesmo carro’, lembra um  funcionário da casa, ressaltando que, antes do escândalo se tornar público, o Careca do INSS era simplesmente o ‘Dr. Antônio’, que chamava a atenção apenas pelos veículos importados que conduzia.
Roberta costumava receber o Careca do INSS em encontros privados, em um escritório que ela mantém dentro da casa. Após essas conversas, Antunes bebia e conversava por horas com o filho do presidente.
A casa era uma espécie de QG do grupo de lobistas e já recebeu visitas de ministros como Alexandre Padilha (Saúde), Frederico de Siqueira (Comunicações) e Wellington Dias (Desenvolvimento Social), além de assessores presidenciais como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e Swedenberger Barbosa, o Berger.
Questionados sobre os encontros na mansão, os ministros e Berger afirmaram que não comentariam informações sobre atividades da esfera pessoal. Marcola não se manifestou. Lulinha, através de seu advogado, disse que nunca participou de reunião alguma na casa, que não usava o endereço para esses fins e que frequentou o local de forma episódica e pontual.
Segundo a Polícia Federal, Roberta e Lulinha fazem parte de uma sociedade oculta que vendia influência e prometia aos clientes abrir portas do governo.”