segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

O TEMPO

 

Síria e forças curdas assinam acordo de cessar-fogo após avanços do governo

Acordo inclui integração das FDS às forças de segurança, entrega de Raqqa e Deir Ezzor ao governo e custódia de prisioneiros do Estado IslâmicoOuvir

PorAFP

O presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, anunciou neste domingo (18) um acordo com o chefe das Forças Democráticas Sírias (FDS), Mazloum Abdi, que inclui um cessar-fogo, após o avanço das forças governamentais nas áreas controladas pelos curdos. Após se reunir com o enviado americano, Tom Barrack, Al-Sharaa declarou no palácio presidencial que recomendou a decretação de "um cessar-fogo total".Seguir no Google

O presidente interino detalhou que uma reunião com Abdi foi adiada para amanhã devido ao mau tempo, mas afirmou: "Para acalmar a situação, decidimos assinar o acordo."

Os Estados Unidos têm apoiado os curdos há anos, mas também respaldam as novas 

autoridades da Síria.

A Presidência publicou o texto do acordo assinado, que possui 14 pontos e inclui a integração das FDS e das forças de segurança curdas aos ministérios da Defesa e do Interior, bem como a entrega imediata das províncias curdas de Deir Ezzor e Raqqa ao controle do governo.

Também determina que Damasco assuma a responsabilidade pela custódia dos prisioneiros do grupo jihadista Estado Islâmico e de suas famílias, detidos em prisões e campos controlados pelos curdos.

O governo interino sírio tenta impor sua autoridade em todo o país após a derrubada de Bashar al-Assad, no fim de 2024. Al-Sharaa chegou à Presidência após liderar a ofensiva que obrigou Assad a fugir.

Na época, ele liderava o grupo islamista Hayat Tahrir al-Sham (HTS), derivado do braço sírio da Al-Qaeda, e agora enfrenta o desafio de unir um país devastado por anos de guerra civil. Ele reiterou hoje "a necessidade de exercer a soberania sobre todo o território".

Na manhã deste domingo, as forças governamentais anunciaram a retomada da cidade de Tabqa.

'Pedimos segurança' 

Os efetivos das FDS, dominados pelos curdos, retiraram-se na madrugada de hoje de todas as zonas que estavam sob seu controle no leste da província de Deir Ezzor, incluindo o campo petrolífero de Al-Omar, o maior do país, indicou uma ONG.

Esse campo estava sob controle curdo desde que suas forças expulsaram o grupo jihadista Estado Islâmico, em 2017. Durante anos, o local abrigou a maior base da coalizão internacional antijihadista, liderada pelos Estados Unidos.

Na semana passada, o Exército expulsou as forças curdas de dois bairros de Aleppo, principal cidade do norte da Síria, e ontem assumiu o controle de uma área a leste da cidade. Em Tabqa, autoridades de Damasco anunciaram que também controlavam a principal represa.

"Pedimos segurança", declarou Ismail al-Omar, um agricultor de 43 anos, afirmando que muitos moradores "permanecem em suas residências, por medo".

Ahmad Husein, por outro lado, expressou esperança de que "a situação melhore com a chegada do exército sírio".

Em mensagem no X, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) pediu ontem ao governo da Síria para "cessar qualquer ação ofensiva nas áreas entre Aleppo e Tabqa".

 

Atuação de Dias Toffoli no caso do Banco Master é absolutamente suspeita

Toffoli volta atrás em decisão sobre relatórios sigilosos do antigo Coaf |  VEJA

Toffoli mantém o inquérito irregularmente no Supremo

Roberto Nascimento

O Supremo Tribunal Federal está sangrando sob a suspeita de imparcialidade, com o supercontrato da esposa do ministro Alexandre de Moraes para defender o Banco Master, ganhando R$ 3,6 milhões mensais do banqueiro Daniel Vorcaro, e com a condução do caso na relatoria avocada em bases frágeis pelo ministro Dias Toffoli, na argumentação de prerrogativa de foro, apenas porque o deputado José Carlos Bacelar (PL-BA), tentou comprar um imóvel de Daniel Vorcaro, o que não foi levado a efeito.

Então, o STF foi tragado para esse furacão de interesses pessoais, com o ministro Jhonatan de Jesus, do TCU, requerendo inspeção no Banco Central, e com a notícia de que o ministro Dias Toffoli viajara no jatinho do advogado do Master para assistir ao jogo Palmeiras X Flamengo em Lima, no Peru.

SAIR FORA – Para estancar o processo de críticas contundentes à Instituição, o ministro-relator Dias Toffoli deveria devolver o processo do Master para a Justiça Federal de Brasília, porque o caso Master não vai sair do noticiário, enquanto a razão dos fatos não for restabelecida.

O ministro Edson Fachin, presidente da Corte Suprema, tem o Poder de intervir, mas o corporativismo dos ministros, em sede colegiada, poderia derrubar a decisão. L

Portanto, os ministros vão ter que suportar o tiroteio contra o STF, que vai perdendo o apoio do trade jurídico e principalmente da opinião pública, circunstância que a Câmara e o Senado mais temem, principalmente em ano de eleições.

NOVA CPI – Significa dizer, que na reabertura do ano Legislativo em 3 de fevereiro, suas excelências do Congresso, pilhadas pelos eleitores de seus Estados, ficarão tentadas a criar a CPI do Banco Master e, pior ainda, até colocar na pauta o impeachment de ministros do STF e do TCU.

Nem Davi Alcolumbre, o presidente do Senado, terá coragem para barrar o tsunami, arquivando os insistentes pedidos de impeachment, sob pena de perder a reeleição na presidência do Senado em 2027.

O fato concreto é que o assalto do Banco Master é extremamente explosivo e os credores estão encontrando dificuldades para reduzir seus prejuízos através de reembolso pelo Fundo Garantidor de Crédito.

SUPERESCÂNDALO – Quem conhece o Brasil, sabe que o escândalo da véspera é sempre superado pelo próximo, mas esse do Banco Master é um monstro de sete cabeças expelindo por todos os lados o fogo da corrupção e da lavagem de dinheiro.

É preciso estancar essa sangria, que vem derrubando a credibilidade do STF. O ministro Dias Toffoli, por exemplo, deveria se considerar suspeito para continuar Relator do Caso Banco Master. Os fatos são notórios, nem falo da viagem no jatinho do advogado do dono do Master, pois o mais grave é um irmão e um primo, pegos em negócios relacionados a um Resort no Paraná.

Para que sigilo em assuntos de interesse público?
E a implicância contra a Polícia Federal e o Banco Central não faz sentido. O STF está sangrando em praça pública, e o colegiado calado e perplexo vendo dois ministros insensatos abalarem a credibilidade do Tribunal.

EXEMPLO DO TCU – De tanto apanhar por causa do ministro relator Jhonatan de Jesus, que recuou do desejo de  suspender a liquidação do Master ou manter os bens do dono do Master, Daniel Vorcaro, o TCU saiu do noticiário negativo.

Mas a bola está quicando no STF. Toffoli decidiu que todas as provas obtidas pela Polícia Federal, na segunda fase de busca e apreensão, fiquem sob custódia dele no STF. Essa decisão é escalafobética, esdrúxula e inconstitucional

Não contente, o ministro criticou a Polícia Federal, por demorar para executar as buscas e apreensões. Há uma leitura de animosidades do relator contra a PF e o Banco Central. Para bom entendedor, no mínimo o ministro deveria se declarar suspeito nesse caso Master. 

 

Morre o ex-ministro Raul Jungmann após anos de luta contra câncer

Ele estava internado em Brasília e morreu após anos de luta contra um câncer no pâncreas

O ex-ministro da Defesa Raul JungmannAgência Brasil

Morreu neste domingo (18) o ex-ministro Raul Jungmann, aos 73 anos. Jungmann estava internado no hospital DF Star e morreu após anos de luta contra um câncer no pâncreas.
Nascido em Recife em 3 de abril de 1952, ele teve passagens por diversos cargos de administrações estaduais e federais. A primeira delas quando secretário de Estado de Planejamento no governo de Pernambuco, entre 1990 e 1991.
Jungmann começou a militar na política no Partido Comunista Brasileiro (PCB), com a legenda ainda na clandestinidade. Ainda na ditadura, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB)
Depois, ajudou a fundar o PPS, onde ficou, entre idas e vindas (retornaria ao MDB por um curto período no começo dos anos 2000) até 2018. O PPS foi rebatizado para Cidadania, atual nomenclatura.
Ele foi ministro em três oportunidades, primeiro durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e depois no governo de Michel Temer (MDB): Reforma Agrária (1999-2002), Defesa (2016-2018) e Segurança Pública (2018).
Ocupou mandato como deputado federal três vezes: 2003-2006 (PMDB), 2007-2010 (PPS) e 2015-2018 (PPS). Também presidiu o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), fundou e presidiu ONGs e integrou diversos conselhos de administração de organizações.
Ele presidia desde março de 2022 o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), organização privada, sem fins lucrativos, com mais de 300 associados, responsáveis por 85% da produção mineral do Brasil.
"Sob sua liderança, o Ibram fortaleceu seu protagonismo institucional e seu compromisso com a legalidade, a sustentabilidade, a inovação e o papel estratégico dos minerais na transição energética global. Jungmann será lembrado por sua competência, visão estratégica, capacidade de articulação e pelo legado de diálogo e ética que deixa não apenas na mineração, mas em toda a vida pública brasileira", disse o Ibram numa nota em homenagem ao seu presidente, na noite 
deste domingo.
Segurança Pública
Entre as ações tomadas quando esteve à frente do Ministério da Segurança Pública, uma das mais relevantes foi a criação do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) - que a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública elaborada pelo governo Lula tenta hoje incluir na Constituição Federal.
O Susp prevê que as polícias devem aprimorar o sistema de troca de informações entre os estados e agir de forma conjunta no combate ao crime.
A criação do sistema também estabeleceu que o cumprimento das metas estabelecidas pelo governo passasse a contar com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), além dos os fundos estaduais, distrital e municipais, asseguradas as transferências fundo a fundo.
A medida representou um ponto da virada na influência federal na área da segurança pública - cuja prerrogativa é dos governos estaduais, segundo a Constituição.
Em junho, durante um seminário na Universidade de Santo Amaro, em São Paulo, Jungmann fez coro ao então ministro da Justiça Ricardo Lewandowski ao discursar sobre a fragilidade institucional da segurança pública no Brasil e defender a necessidade de mudanças estruturais no setor.
"A segurança pública não é estruturada em sistema. É o mais frágil comando constitucional. Como é possível confrontar o crime organizado, transnacionalizado, se nós não temos integração de inteligência, se nós não temos integração de coordenação de operações, o que é que os senhores acham que vai acontecer?", questionou.
Movimentações políticas recentes
Na última entrevista que deu à Rádio Eldorado, Jungmann tratou do interesse dos Estados Unidos nos chamados minerais críticos e estratégicos (MCEs) existentes no território brasileiro. O ex-ministro disse na ocasião que a legislação brasileira não permite a exploração direta dos recursos minerais brasileiros por um país estrangeiro.
A negociação, se ocorrer, deve ser feita entre os dois governos, cabendo ao setor privado dialogar apenas com as empresas estrangeiras "que se submetam às regras brasileiras", segundo Jungmann.
Sobre a tarifa de 50% anunciada pelo governo americano em julho, Jungmann esclareceu que as exportações para os Estados Unidos representavam 4% do total das vendas ao exterior, enquanto as importações chegavam a 20%.
Jungmann integrou um grupo de nove ex-ministros da Justiça num manifesto divulgado naquele mês em solidariedade ao Supremo Tribunal Federal e a seus magistrados, que tinham sido alvo de sanções deDonald Trump, com vistos americanos cassados.
O documento apontava "indevida coação’"e retaliação "à independência de contrariar interesses de grandes empresas norte-americanas".

Sputnik

 

Netanyahu insta Trump a não atacar o Irã devido à falta de capacidade de defesa de Israel, diz mídia

O presidente Donald Trump ouve o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu discursar no Knesset, o parlamento de Israel, em Jerusalém, 13 de outubro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 19.01.2026
Segundo a mídia norte-americana, Benjamin Netanyahu e aliados sauditas teriam pressionado Trump a recuar de um ataque ao Irã, a razão teria sido estratégica, mas a falta de preparo regional para reagir a uma possível retaliação iraniana pesou na decisão.
A decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de não atacar o Irã esta semana pode ter sido influenciada por um alerta de seu aliado, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que apontou a falta de preparo de Israel para se defender em caso de um ataque retaliatório de Teerã, informou o Axios, citando autoridades norte-americanas e israelenses.
De acordo com a apuração, Netanyahu disse a Trump que Israel não estava preparado para se defender de um possível ataque retaliatório do Irã, especialmente porque os EUA não tinham forças suficientes na região para ajudar Israel a interceptar mísseis e drones iranianos. Além disso, Netanyahu acredita que o plano atual dos EUA não é eficaz o suficiente e não produzirá os resultados desejados, afirmou a mídia, citando um dos assessores do primeiro-ministro.
A ligação telefônica entre os líderes ocorreu na quarta-feira (14), dia em que se esperava que Trump lançasse ataques aéreos contra o Irã. O príncipe herdeiro saudita, Mohammed Salman, também se manifestou contra os ataques em um telefonema com Trump, citando preocupações com a segurança regional, observou a mídia.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin (à dir.), ao lado do seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, em dezembro de 2025 - Sputnik Brasil, 1920, 14.01.2026
Panorama internacional
Irã mantém contato constante com Rússia e China sobre situação no país
No entanto, devido à insuficiência de equipamentos militares na região, aos alertas de aliados como Israel e Arábia Saudita, às preocupações de assessores de alto escalão sobre as consequências e a eficácia de possíveis opções de ataque e às conversas secretas com os iranianos, Trump decidiu não ordenar o ataque, afirmou o portal.
Em meio aos protestos no Irã, Trump cancelou todos os contatos com autoridades iranianas, apoiou os manifestantes e autorizou todas as ações possíveis contra o Irã, incluindo ataques aéreos. Teerã, por sua vez, alertou que as declarações de Trump ameaçavam a soberania da República Islâmica.
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