segunda-feira, 14 de setembro de 2026

 Opinião

Mensagem aberta aos ministros do STF

Tenho lido na imprensa e ouvido em comentários, como se fosse normal, que o ministro Alexandre de Moraes votará na sessão que vai deliberar sobre o envolvimento dele próprio com o Vorcaro/Banco Master.

ISSO NÃO É NORMAL!

O Moraes não pode votar nesta sessão, afinal é sobre ele que uma decisão será tomada, ou seja, a aprovação ou não de investigação contra ele. Moralmente e eticamente falando, Moraes deveria se declarar suspeito e se afastar da decisão, assim como Dias Tofolli (foi obrigado) a fazer. Mas...

No máximo, ele poderia assistir a sessão, e olhe lá (só sua presença causa constragimento aos outros ministros).

A sessão não é para julgar a conduta do Alexandre de Moraes, absolutamente, e portanto, não há do que se defender de nada neste momento, e sim, a decisão da corte é se ele deve ser investigado ou não.

Antes, porém, o presidente do STF, Edson Fachin, vai ler o relatório que André Mendonça apresentou enquanto era o relator do Caso Master. Há o risco do relatório dele ser desqualificado (o que já seria absurdo), e portanto, a sessão pode não seguir para decidir sobre a investigação do envolvimento do Moraes com Vorcaro/Master.

Que os ministros rejeitem a presença do Alexandre de Moraes no Tribunal.

Outra questão, para não passar sem ser notado, é sobre a sessão, se aberta ou fechada.

Fillrate

Não há muito o que se discutir... evidentemente a sessão é de alto interesse público, mexe com o futuro da República, da Nação, e com a dignidade do Poder Judiciário, portanto, deve ser SESSÃO ABERTA e com transmissão ao VIVO para todo o Brasil, via TV JUSTIÇA.

Foto de Alexandre Siqueira

Alexandre Siqueira

Vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Independente e Afiliados - AJOIA Brasil - Colunista Jornal da Cidade Online - Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo..., da série Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! Visite:  http://livrariafactus.com.br

 Política

URGENTE: Quaest/Globo divulga nova pesquisa e resultado favorável a Flávio impressiona

A Quaest sempre demonstrou uma tendência para a esquerda em todas as suas amostragens. Por isso o resultado de sua mais recente pesquisa dando vantagem a Flávio impressiona, notadamente quando o trabalho foi encomendado pela Rede Globo.

A nova pesquisa Quaest aponta, pela primeira vez no ciclo eleitoral, vantagem numérica do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre Lula (PT) em simulação de segundo turno.

O levantamento mostra o senador com 42% das intenções de voto, enquanto o atual presidente aparece com 40%, em cenário de empate técnico dentro da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos.

Apesar de o cenário configurar empate técnico dentro da margem de erro do levantamento — que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos —, o resultado sinaliza oscilação favorável ao candidato do PL. Na pesquisa realizada na semana anterior, ambos os concorrentes figuravam empatados com 41%.

Fillrate

Em suma, Flávio cresce. Lula cai.

 

Moraes fez mal a muita gente e agora está pagando pelos crimes cometidos

O domínio de Moraes vai ruir

Ilustração em IA, reproduzida da Gazeta do Povo

Carlos Newton

A extraordinária crise que o Supremo Tribunal Federal está passando foi causada pelos próprios ministros, que jamais poderiam ter admitido que houvesse descumprimento e manipulação de leis em seus julgamentos, e por motivos meramente político-partidários – esta é a verdade dos fatos, que ficará registrada na História Republicana.

As leis existem para que a sociedade possa funcionar em harmonia, sem elas não há regime democrático nem respeito mútuo entre os cidadãos-contribuintes-eleitores, como dizia o jornalista Helio Fernandes, perseguido por sucessivos governos e submetido a censura prévia por dez anos no regime militar, a partir do Ato Institucional nº 5, de 1968, e sendo levantada somente em 1978.

TOFFOLI EM CENA – A manipulação das leis começou em 1964, quando Dias Toffoli presidia o STF e deu um jeito de colocar em votação o cumprimento de pena após julgamento em segunda instância, que é uma espécie de cláusula pétrea do Direito Criminal, adotada por todos os 193 países da ONU, dos quais apenas 75 são considerados democráticos ou semidemocráticos.

Para libertar Lula, Toffoli pós em julgamento essa aberração e seis ministros se manifestaram a favor da estranha tese do trânsito em julgado: Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Gilmar Mendes, Celso de Mello e Dias Toffoli.

E a impunidade então passou a ser institucionalizada, porque os criminosos da elite conseguem estender os processos até a prescrição do crime ou da pena.

FICHA LIMPA – No mesmo 2019, as mulheres de dois ministros (Toffoli e Gilmar) caíram na malha da Receita. Toffoli ilegalmente então criou o inquérito das fake news, nomeou Moras para relator, sem sorteio eletrônico, e nunca mais a Justiça brasileira foi a mesma, com a existência desse inquérito do fim do mundo, que Moraes usa para perseguir quem bem entende.

Dois anos depois, em 2021, para que Lula pudesse se candidatar, o relator da Lava Jato, Edson Fachin, colocou em votação a “incompetência territorial absoluta”, uma excrescência jurídica que também não existe em nenhum dos países da ONU.

Votaram a favor  Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Dias Toffoli, Gilmar Mendes. Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Luís Roberto Barroso, numa maioria mais que absoluta, pois apenas três ministros foram contrários: Nunes Marques, Marco Aurélio Mello e Luiz Fux.

VINGANÇA PURA – No comando do ilegal inquérito do fim do mundo, que não acaba nunca, Moraes tornou-se um ditador jurídico a serviço do governo Lula. Passou a perseguir oposicionistas e exagerou tanto que  tentou dar ordens a serem cumpridas pela Justiça dos EUA, e somente a partir daí começou sua ruína.

Em 2023 houve o golpe que nem se concretizou, não teve um só tiro nem mortes, mas os supostos golpistas foram julgados com um rigor absurdo e ilegal pelo Supremo.

Com sangue nos olhos e a faca entre os dentes, o relator Moraes conseguiu convencer oito ministros a apoiar suas sandices. Assim, mais de 1,5 mil réus foram considerado “terroristas” e pseudos integrantes de uma quadrilha armada, embora nem se conhecessem entre si nem estivesse empunhando nenhuma arma quando foram presos, a não ser um batom, que mereceu 14 anos de cadeia.

FORA-DA-LEI – Com inaudita soberba, o ditador Moraes foi julgando os golpistas inteiramente à margem da lei. Para elevar as penas, duplicou crimes que são excludentes entre si, como Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito (Art. 359-L) e Golpe de Estado (Art. 359-M), assim como Dano qualificado (Art. 163, parágrafo único) e Deterioração de patrimônio tombado (Lei 9.605/98).

Além dessa absurda duplicação de leis, para aumentar as penas, Moraes conseguiu condenar todos os incriminados, sem exceção, por crime de associação criminosa armada, sem que ficasse provado o uso de arma por qualquer um dos réus.

O fato concreto é que Moraes conseguiu aprovar essas excrescências jurídicas por unanimidade na Primeira Turma, formada por Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Luís Roberto Barroso. Mas quem se interessa?

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P.S. 1 –
Nos julgamentos, Moraes levou o Supremo a cometer esses crimes horrendos e não está respondendo por nenhum deles. Todos ficarão impunes, sem afetar em nada o ministro, simplesmente porque ele não tem consciência. Nesta terça-feira, o STF vai decidir se ele será investigado, mas por outros crimes, e o principal é de advocacia administrativa, por vender proteção a um banqueiro criminoso e usar mulher e filhos para serem seus cúmplices.

P.S. 2 – O pior é saber que há outros ministros que são solidários a Moraes e lutam desesperadamente para que ele não seja afastado do Supremo e continue a cometer crimes impunemente. Falta a eles o que sobrava ao historiador Capistrano de Abreu – ter vergonha na cara. Apenas isso. (C.N.)

 Direito e Justiça

Em editorial, O Globo diz que 'abertura de investigação contra Moraes é caminho da dignidade para o STF'

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O jornal O Globo lançou um forte editorial sobre o julgamento de Alexandre de Moraes na próxima terça-feira (15).

Leia na íntegra:

O Supremo diante da História

Corte tem de autorizar já investigação de Moraes — e repelir as manobras protelatórias

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Na sessão plenária de terça-feira, dia 15 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem um encontro marcado com a História. Sob a presidência do ministro Edson Fachin, a Corte decidirá se a lei vale para todos ou se existe alguém acima dela. Na pauta, a decisão sobre se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado — não julgado, nem sequer processado, apenas investigado. O motivo: 52 mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no telefone celular de Daniel Vorcaro, possivelmente o maior fraudador da História do sistema financeiro nacional.

Nelas, o banqueiro, já sob intensa investigação e prestes a ser preso, além de jurar lealdade, pede conselhos e ajuda ao ministro e, pelo que se pode depreender da conversa, parece receber dele informações sob segredo de Justiça. Há, ainda, indícios mais graves: encontros entre o fraudador e o ministro fora da agenda oficial e um contrato de R$ 130 milhões celebrado entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, sem qualquer contrapartida à altura.

Passados muitos meses desde que as primeiras denúncias chegaram ao conhecimento público, Moraes não foi capaz de apresentar nenhuma explicação plausível. Talvez exista alguma, e ele possa demonstrar que não violou a lei. Como deveria ocorrer com qualquer brasileiro sob quem paire uma suspeita, ele tem direito ao devido processo legal e a ampla defesa. Pode constituir advogado, acompanhar as investigações, apresentar os argumentos que desejar e usufruir todos os recursos disponíveis no Direito processual brasileiro, seja na fase de investigação ou na eventual ação penal. O que não pode é estar acima da lei. Nossa Constituição, que os ministros do Supremo juraram respeitar e seguir, dispõe que todos são iguais perante a lei. Diante da robusta evidência apurada pela PF, para ser igual aos demais brasileiros, Moraes precisa ser investigado, com isenção e respeito à lei, mas sem privilégios.

Respondamos a uma das perguntas do banqueiro agora preso na correspondência enviada ao ministro: não, não dá para bloquear a investigação. Apesar das torcidas apaixonadas, não tem qualquer relevância que Moraes seja um símbolo da resistência democrática durante os momentos críticos do governo Jair Bolsonaro. Um passado honrado não apaga nenhum crime posterior.

A politização de nossa mais alta Corte, que vem provocando muitos desarranjos institucionais e culminou com a anarquia judicial que se viu nas últimas semanas, confunde a população e faz parecer que a discussão é política. Não é. O STF não é uma arena política. É um tribunal — e a ele só deve interessar que sejam cumpridas a Constituição e a lei.

E o ministro é apenas um brasileiro sujeito às leis de seu país. Costuma-se dizer que as instituições são fortes no Brasil. Até aqui, tem sido realidade. Mas as sociedades são organismos vivos, sujeitos a oscilações, e isso pode mudar a qualquer momento. O STF deve decidir que agora, sem postergação, sem pedidos de vista protelatórios, é o momento de se redimir e iniciar a restauração dadignidade do país pela via institucional.

A sessão de terça não julgará Moraes no mérito, mas, repitamos, apenas autorizará que seja investigado. Por isso, as manobras do decano Gilmar Mendes e do próprio Moraes não fazem sentido — são subterfúgios para confundir. Agiu bem, portanto, mais uma vez Fachin, ao afastar o pedido de adiamento e, em vez disso, marcar para o dia 23 a apreciação do relatório que Moraes encomendou à PF com denúncias frágeis contra Mendonça.

Os ministros que votarem pela abertura da investigação sobre o envolvimento de Moraes no caso Master optarão pelo caminho da dignidade. Os outros contribuirão para a corrosão do tribunal como instituição e receberão dos brasileiros e da História a merecida reciprocidade no julgamento de suas biografias.