domingo, 22 de março de 2026

 

Gilmar Mendes faz o possível e o impossível para manter a impunidade de Toffoli

Blindagem do Supremo. Charge de Marcelo Martinez para a newsletter desta sexta-feira (5). #meio #charge #stf #blindagem

Charge do Gilmar Fraga (Gaúcha/zero Hora)

Gustavo Côrtes
Folha

Relator da CPI do Crime Organizado, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) criticou nesta quinta-feira, 19, a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que anulou a quebra de sigilo do fundo Arleen, aprovada pela comissão. O parlamentar afirmou que o magistrado tem atuado para proteger Dias Toffoli, também integrante do STF, cujos negócios receberam aporte do Banco Master, de Daniel Vorcaro.

“Infelizmente, não é surpresa. Ainda ontem (quarta-feira, 18) alertei no plenário do Senado para essa ação articulada por alguns ministros com o objetivo expresso de travar investigações e garantir a impunidade de poderosos. Para contemplar seus interesses não têm nenhum constrangimento em rasgar a Constituição e atropelar outro Poder da República. Reitero o alerta: o abuso constante está destruindo a credibilidade da Justiça”, escreveu o senador no X.

PERANTE A LEI – “Vamos resistir em todas as frentes, seja através de recursos ao presidente do STF ou na luta pela CPI específica para investigar os ministros supostamente envolvidos no escândalo. Essa é a verdadeira defesa da democracia, que só existe com todos iguais perante a lei”, completou.

Conforme revelou o Estadão, o Arleen tinha como único cotista Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e comprou cotas do resort Tayaya, no interior do Paraná, do qual Toffoli, seus irmãos e um de seus primos eram sócios. No total, o empreendimento recebeu R$ 20 milhões. Gilmar já havia anulado a quebra de sigilo da Maridt, empresa dos Toffoli que foi beneficiada pelos aportes.

Desta vez, o ministro considerou que o requerimento de autoria do senador Sérgio Moro (União-PR) e aprovado nesta quarta-feira, 18, não é válido, porque foi aprovado em bloco. Ele citou decisão do ministro Flávio Dino, que anulou quebra de sigilo de Fábio Luís da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela CPI do INSS. “Nesse ponto, sem me alongar de forma excessiva, relembro que o Ministro Flávio Dino (…) registrou que a votação em bloco (ou em globo) de requerimentos de quebra de sigilo ‘parece não se compatibilizar com as exigências constitucionais e legais’”, escreveu.

CPI VAI RECORRER – O presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou, que vai recorrer da decisão. “O respeito às decisões judiciais não se confunde com concordância passiva diante de atos que afrontam a Constituição e limitam o dever desta Comissão de apurar fatos de inequívoco interesse público. A definição do rito de votação de requerimentos constitui matéria interna do Parlamento, não sujeita à ingerência de outro Poder”, disse.

Autor do requerimento anulado, Moro também criticou Gilmar, com quem tem desentendimentos desde quando era juiz federal e coordenava a Operação Lava Jato, da qual o ministro era crítico.

“Atualmente, as CPIs do Congresso fazem o seu trabalho e tentam investigar crimes graves, enquanto alguns Ministros do STF atuam para impedir as investigações”, escreveu o senador no X.

###
NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É triste constatar as seguidas iniciativas que visam a dificultar o combate ao crime. E Gilmar Mendes citou justamente a frase mais deplorável do ministro Flávio Dino, ao repetir que a votação em bloco de requerimentos “parece não se compatibilizar com as exigências constitucionais e legais”.
Sinceramente, membro do Supremo não pode basear sua determinação em “parece não se compatibilizar”. Decisão judicial tem de dizer que “segundo o artigo tal, não se compatibiliza”.  Assim, parece que o Supremo não está cumprindo corretamente sua função, e parece que os ministros não se preocupam com o texto da lei, mas apenas com o que parece que a lei determina. Sinceramente…
 (C.N.)

 

Assessor de deputado é preso com R$ 2,7 milhões em espécie

A prisão em flagrante do assessor parlamentar Fernando José Palma Sampaio, encontrado com R$ 2,7 milhões em espécie, trouxe novos desdobramentos envolvendo um gabinete da Câmara dos Deputados. Ele integrava a equipe do deputado federal Vinicius Carvalho (PL) até a repercussão do caso, quando foi desligado da função. De acordo com informações apuradas, o então assessor recebia remuneração líquida de R$ 9.306,76, além de R$ 1.784,42 referentes a auxílios. Após a divulgação do episódio, a exoneração foi realizada de forma imediata. A ação que resultou na prisão ocorreu nesta sexta-feira (20/3), conduzida pela Polícia Federal, e terminou com quatro pessoas detidas. O grupo passou a ser investigado após um saque de alto valor em uma agência bancária localizada na região central da capital.

Segundo as autoridades, Fernando teria exercido o papel de segurança durante a movimentação do grupo no momento da abordagem policial. A PF também informou que o montante havia sido retirado por um dos suspeitos e seria distribuído entre os demais envolvidos.

Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi o deslocamento dos suspeitos, que chegaram à cidade pouco antes da operação utilizando um jato particular, o que contribuiu para levantar indícios considerados atípicos.

Todos os detidos foram encaminhados à sede da Polícia Federal, onde acabaram autuados em flagrante pelo crime de lavagem de dinheiro — prática que consiste em ocultar a origem ilícita de recursos financeiros.

Em manifestação oficial, o deputado Vinicius Carvalho declarou ter sido surpreendido pela situação e afirmou desconhecer qualquer envolvimento do assessor nas atividades investigadas.

“Não há qualquer relação entre o parlamentar e os fatos investigados”, afirmou, por meio de seu advogado Antonio Belarmino Jr. O parlamentar também informou que determinou a exoneração do funcionário após tomar conhecimento do ocorrido.

 

Toffoli finalmente fala sobre saída do STF

Em meio à repercussão envolvendo o caso Master, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem rejeitado, em conversas reservadas, qualquer possibilidade de antecipar sua aposentadoria ou solicitar licença do cargo.

A informação foi divulgada pelo jornal Valor Econômico, indicando que o magistrado mantém a intenção de permanecer na Corte.

Nos bastidores, o ministro também demonstrou certo alívio após decidir se declarar suspeito para atuar em processos relacionados ao banco vinculado ao empresário Daniel Vorcaro. 

A medida ocorreu em um contexto de intensificação das críticas direcionadas ao STF, sobretudo a Toffoli e ao ministro Alexandre de Moraes, por supostas ligações indiretas com investigados no caso — tema que tem gerado debate público e político.

Há informações que a velha mídia brasileira não teve coragem de noticiar. Escândalos como esse e detalhes das festas sexuais de Vorcaro para políticos e empresários poderosos estão no "documento" recém lançamento: o livro Banco Master – O Caso Blindando Pelo STF.

Ainda não se sabe por quanto tempo essa obra vai estar em circulação. O "sistema", certamente, já está de olho e, por esse motivo, a editora liberou o FRETE GRÁTIS para todo o país. Acredite, o livro é a “autópsia do poder brasileiro”. Não perca essa oportunidade. Clique no link abaixo:

https://www.conteudoconservador.com.br/products/banco-master-o-caso-blindando-pelo-stf-pre-venda

Veja a capa: 

da Redação