terça-feira, 21 de julho de 2026

 

Pesquisa Real Time apresenta resultado surpreendente: Caiado supera Lula numericamente no 2º turno

A pesquisa Real Time Big Data que acaba de ser divulgada nesta terça-feira (21) apresenta um fato novo na corrida eleitoral.

Lula no segundo turno empata tecnicamente com dois candidatos, Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado.

Lula tem 45% das intenções de voto, Flávio tem 42%. Porém, na disputa com Caiado, o petista tem 43%, enquanto o ex-governador tem 44%.

Entretanto, parece difícil dessa disputa acontecer, pois no cenário de primeiro turno, Lula tem 40%, Flávio 33%, Renan Santos (Missão) tem 9%, Ronaldo Caiado (PSD), 7%, Romeu Zema (Novo), 2%, Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e outros têm 1% cada.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento ouviu 2 mil pessoas, entre os dias 18 e 20 de julho. O índice de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-092472026

 

Ponto de vista: Supremas 

ilegalidades

Por Luiz Holanda


Tribuna da Bahia, Salvador
21/07/2026 06:00
1 hora e 43 minutos

Por ocasião da publicação pelo jornal Folha de São Paulo de conversas de celular entre o ministro Alexandre de Moraes e seus assessores no Supremo Tribunal Federal-STF e no Tribunal Superior Eleitoral-TSE, verificou-se que a “colaboração informal” era simplesmente um verdadeiro abuso de poder para alimentar as investigações penais em curso na Corte contra figuras de proa do bolsonarismo. O compartilhamento de informações entre os interlocutores não obedeceu às regras da impessoalidade e formalidade, cuidados que faltaram aos assessores do ministro. Segundo a imprensa, um deles, Eduardo Tagliaferro, batia ponto no TSE; o outro, Airton Vieira, era juiz auxiliar no STF. As mensagens revelam que, em diálogos pelo WhatsApp, os dois cogitaram dissimular a origem de documentos. Vieira pediu a Tagliaferro, em dado momento, que trocasse o timbre de “Supremo Tribunal Federal” por “Tribunal Superior Eleitoral” num pedido de informação feito pelo STF. Se não o fizesse, ia ficar “uma coisa muito descarada”, explicou. Isso porque, formalmente, não faria sentido um assessor do TSE produzir um relatório de informações a pedido de um ministro do Supremo. Quem deveria pedir um relatório à assessoria do TSE era o presidente do TSE. 

Moraes é acusado de violar o sistema acusatório e de concentrar em sua pessoa os poderes de investigar, acusar, punir e atropelar todos os ritos processuais. Além de vítima e julgador, acumula todos os espaços do processo, provocando divergências sobre a tipificação dos  crimes contra o Estado democrático e o bloqueio de plataformas digitais. As críticas dos especialistas sobre suas decisões — a exemplo de restrições a visitas ou comunicados envolvendo políticos —, levantam questionamentos sobre proporcionalidade e limites constitucionais, todas no sentido de que ele, praticamente, é o supremo senhor do processo, atuando em todas as suas fases, fazendo, inclusive, as vezes de delegado, já que ele é quem conduz as investigações. Reportagem da Folha de São Paulo demonstra que Moraes, além de ministro do Supremo e relator do inquérito das fake news, presidia o TSE na época das mensagens trocadas entre agosto de 2022 a maio de 2023.

Vestindo o chapéu da jurisdição eleitoral, concentrou todos os poderes para agir de ofício – isto é, por conta própria, sem precisar ser provocado. Em tempos de atentados criminosos contra a democracia, a matéria eleitoral frequentemente se confunde com aquela que ele tinha o dever de tratar como juiz penal no STF. Moraes continua concentrando em sua pessoa todos os poderes do STF, colocando sob suspeita sua imparcialidade para julgar. Na Corte, alguns ministros, em vez de se dedicarem às grandes questões jurídicas, são obrigados a atuar no varejo criminal, expondo-se quando opinam sobre decisões em inquéritos ainda em curso e em processos cuja relatoria pertence a outros ministros.  No caso de Bolsonaro, proíbe até que o presidente argentino o visite. Os erros grotescos e a anarquia jurídica como as prisões preventivas, o uso de tornozeleira e as restrições impostas ao preso e aos seus familiares poderiam ser modificadas pelo próprio STF, pois há fortes bases jurídicas e constitucionais para anular as supremas ilegalidades do ministro. Mas nada foi feito até agora. Críticos de Moraes apontam que muitas das investigações que ele conduziu e conduz não deveriam estar no STF, porque não envolvem pessoas com foro privilegiado. Argumentam que o ministro concentra funções em excesso, fazendo as vezes de delegado, juiz e promotor. Não estão errados, mas nem o ministro nem o Supremo dão sinais de que vão mudar, pouco importando se isso é ou não uma Suprema Ilegalidade. 

A situação de Moraes é tão delicada que ele é obrigado a se declarar impedido para julgar o banqueiro Daniel Vorcaro, pois, segundo notícias sobre supostos diálogos mantidos entre ambos e os contratos do Banco Master com o escritório de advocacia da esposa do magistrado, Viviane Barce de Moraes, ganharam força após a divulgação de investigações e relatórios da Polícia Federal, apontando a proximidade e intercâmbio de mensagens entre o ministro, sua esposa e Vorcaro. Isso vem gerando debates públicos sobre conflitos de interesses. Até o presidente Lula declarou, publicamente, que havia aconselhado ao ministro a se declarar impedido nesses processos para preservar sua biografia institucional. Moraes nega formalmente qualquer irregularidade ou favorecimento em suas decisões, indicando que não pretende se afastar do caso. Caso ele não se declare impedido, a decisão caberá ao plenário do STF, onde o ministro contará com o corporativo para continuar no processo. O momento sombrio em que vivemos permite que essas Supremas Ilegalidades aconteçam.

Luiz Holanda é advogado e professor universitário

 

Ex-deputado paulista tenta derrubar portaria ilegal que criou as apostas “bets”

Vício em apostas: cuidado com as apostas e jogos de azar!

                      Reprodução do Arquivo Google

Carlos Newton

A jogatina das bets, que explora e exaure as camadas mais pobres de população, deu motivo a uma importantíssima ação popular que tramita em Brasília e acaba de ser arquivada por decisão do juiz Arthur Pinheiro Chaves, da 18ª Vara Federal Cível, que não se sensibilizou com a flagrante ilegalidade do jogo de azar nem tampouco com o drama social causado pelas bets.

A ação popular foi apresentada pelo ex-deputado Afanasio Jazadji, cuja defesa entrou imediatamente com uma apelação visando a reverter a sentença da 18ª Vara e possibilitar a proibição dessas aposta chamadas bets, que são feitas por celular.

INCONSTITUCIONAL – Apresentada pelo advogado Luiz Nogueira, que representa o ex-deputado paulista, a apelação argumenta que foi absolutamente inconstitucional a implantação dessa nova modalidade de jogo de azar no País, ao arrepio da Lei das Contravenções Penais em vigor, numa iniciativa altamente lesiva à população e à saúde pública.

Os dados oficiais são chocantes. Somente no ano de 2025 as bets causaram prejuízos de cerca de R$ 35 bilhões ao SUS e a hospitais públicos, segundo levantamento da Faculdade de Medicina de São Paulo (USP). 

Na ação judicial fica demonstrado que a jogatina das bets foi autorizada ilegalmente pelo ministro Fernando Haddad, com respaldo total do presidente Lula, em portaria de 2024, que  autorizou a  modalidade de apostas de quota fixa, por meio de pessoas jurídicas internacionais em sociedade com empresas nacionais com participação minoritária, “à vista do interesse nacional e da proteção dos interesses da coletividade”, uma tremenda Piada do Ano.

DECISÃO POLÊMICAApesar de reconhecer a veracidade e gravidade dos fatos relatados, o juiz Arthur Pinheiro Chaves em poucas linhas indeferiu o pedido e extinguiu o processo, deixando de analisar a liminar impetrada diante dos inegáveis efeitos negativos da manutenção da jogatina que explora as camadas mais pobres da população. 

Nesta ação popular está sendo processada a União, incluindo o presidente Lula da Silva, o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seu sucessor Dario Durigan, e Frederico Siqueira Filho, ministro das Comunicações, que são defendidos pela AGU (Advocacia-Geral da União).

A ação também alcança a Globo Comunicação e Participações S/A e seus acionistas controladores João Roberto, José Roberto e Roberto Irineu Marinho, na condição de sócios  da Bet MGM, ligada à MGM International Resorts, localizada nos Estados Unidos e também operadora na modalidade de apostas de quota fixa.

DADOS ASSUSTADORESSegundo dados do Banco Central e da Confederação Nacional do Comércio, os brasileiros destinaram cerca de R$240 bilhões às plataformas de apostas em 2024 – valor equivalente ao orçamento anual do Ministério da Saúde, projetado em R$246 bilhões para 2025.

Estima-se que 1,8 milhão de brasileiros tenham entrado em inadimplência por conta das bets apenas no último ano. O varejo brasileiro perdeu vendas de R$ 103 bilhões em 2024 – dinheiro que deixou de circular em supermercados, farmácias e comércio local para alimentar algoritmos de cassinos digitais. Números tristes, mas previsíveis e que aumentaram expressivamente em 2025 e está crescendo também em 2026.

O vício em jogo já é a terceira dependência mais frequente no Brasil, perdendo apenas para o álcool e o tabaco. E diferentemente do álcool, que ao menos carrega o estigma social do excesso, as apostas são vendidas como estratégia, inteligência, brincadeira e até investimento.

###
P.S.Os anúncios que “vendem” as bets na televisão divulgam vantagens mentirosas que seduzem principalmente os mais jovens e enriquecem as emissoras, especialmente a TV Globo, que domina o mercado e tem sociedade com
o grupo norte-americano MGM operador no Brasil da Bet MGM, neste ponto ferindo os preceitos a serem observados pelos concessionários de emissoras de televisão “no concernente aos valores éticos e sociais da pessoa e da família”. Diante de tudo isso, espera-se que as bets sejam proibidas o mais rápido possível. Mas quem se interessa? (C.N.)    

 

Análise: Qual o impacto do novo bloqueio 

dos Houthis em Bab El-Mandeb

Lourival Sant'Anna, ao CNN Prime Time, detalha bloqueio naval contra a Arábia Saudita em rota por onde passa 7% do petróleo mundial

Da CNN Brasil

Antes do fechamento do Estreito de Ormuz, uma parcela pequena do petróleo saudita era escoada pelo oleoduto Leste-Oeste, que transporta o petróleo saudita até o Mar Vermelho, com ponto final no Porto de Yanbu.

Isso mudou a partir de março, com o avanço do conflito entre EUA e Irã. Em abril, todo o petróleo produzido pela Arábia Saudita passou por Bab el-Mandeb.

Com este novo bloqueio, a Arábia Saudita ficaria sem uma rota viável de exportação. "A Arábia Saudita para de exportar petróleo. Não tem por onde ir no momento", explicou Sant'Anna.

Além do petróleo, o fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb afetaria diretamente o acesso da Ásia à Europa.

Navios provenientes da China, Índia, Japão, Coreia do Sul e do Sudeste Asiático utilizam essa rota, atravessando o Oceano Índico, subindo pelo Mar Vermelho e acessando o Canal de Suez rumo ao Mar Mediterrâneo.

Com o bloqueio, a alternativa seria contornar o continente africano pelo Cabo da Boa Esperança, o que representa 6 mil quilômetros a mais e de 10 a 15 dias adicionais de navegação.

Estratégia iraniana

Sant'Anna lembrou que os Houthis já haviam adotado medida semelhante no final de 2023, em solidariedade ao Hamas, conseguindo fechar em grande medida o tráfego pelo estreito.

Na ocasião, o Estreito de Ormuz ainda funcionava como rota alternativa. Agora, com Ormuz também comprometido pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, a Arábia Saudita se vê sem alternativas imediatas.

"No médio e longo prazo, isso estimula a criação de alternativas, de oleodutos, de rotas alternativas. Mas demora", ponderou o analista.

Para Sant'Anna, no curto prazo o bloqueio representa uma arma extremamente eficaz nas mãos do Irã, embora, estrategicamente, no longo prazo, o país possa perder esse fator de pressão à medida que o mundo desenvolva rotas alternativas.

"Estrategicamente, no longo prazo, o Irã está dando um tiro no pé. Ele vai perder esse fator dissuasório no futuro, porque o mundo não vai mais contar com o Estreito de Ormuz. Mas agora, no curto prazo, é uma arma extremamente eficaz", concluiu.