O presidente libanês Joseph Aoun afirmou que o acordo‑quadro negociado com Israel em Washington atende aos interesses de Beirute e preserva a soberania do país. Segundo ele, o mecanismo consolida o cessar‑fogo, garante direitos no terreno e busca evitar distúrbios internos enquanto prevê a retirada israelense e o retorno dos deslocados.
O acordo-quadro alcançado após as negociações entre Líbano e Israel em Washington é do interesse de Beirute, afirmou o presidente libanês Joseph Aoun nesta quarta-feira (1º).
"A fórmula-quadro resultante das negociações em Washington reflete a lógica do Estado por meio de suas disposições", disse Aoun durante uma reunião com delegações das Associações de Advogados de Beirute e do Norte do Líbano, conforme citado por sua assessoria de imprensa.
O presidente reiterou que o Líbano é um Estado soberano e negocia em seu próprio nome, tendo escolhido esse caminho como "o melhor possível". Ele enfatizou que o acordo-quadro preserva os direitos e interesses do Líbano tanto juridicamente quanto em termos da situação real no terreno.
Ele também mencionou a posição do presidente do Parlamento, Nabih Berri, que visa prevenir distúrbios internos. O presidente afirmou que todos os partidos no Líbano concordam que conflitos civis e ataques contra o exército são inaceitáveis.
A última rodada de negociações entre Líbano e Israel em Washington terminou com a elaboração de um acordo-quadro que, segundo Beirute, deve servir de base para consolidar o cessar-fogo e para futuras discussões sobre questões controversas.
As autoridades libanesas afirmaram que não se trata de renunciar aos direitos do país, mas sim de um mecanismo diplomático destinado a garantir o fim da escalada israelense, a retirada das forças israelenses, o destacamento do Exército libanês no sul e o retorno dos moradores deslocados às suas comunidades.
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O Brasil firmou um contrato milionário com um escritório norte-americano, o Foley Hoag LLP, para atuar nos Estados Unidos na ação movida pelas empresas Trump Media e Rumble contra o ministro Alexandre de Moraes. O valor foi estipulado em US$ 2,9 milhões (15 milhões de reais). O escritório contratado atuou para impedir que o magistrado fosse julgado à revelia, no processo.
A AGU informou que a ampliação mais recente do valor ocorreu em 29 de agosto de 2025, quando a quantia estimada passou de US$ 2,3 milhões para US$ 2,9 milhões, o equivalente a R$ 15,8 milhões pela cotação do Banco Central na data. Especialistas consultados dizem que, como o valor é fixado em dólares, seu equivalente em reais varia conforme o câmbio. O aumento foi formalizado seis meses depois de Trump Media e Rumble ajuizarem a ação contra Moraes, na qual acusam o ministro de expedir ordens sigilosas que violam a Constituição dos EUA.
André Mendonça pega todos de surpresa e libera candidato para concorrer nessas eleições
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Uma decisão liminar do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu nesta quarta-feira (1º) os efeitos da inelegibilidade do ex-prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella. Com a medida, o político recupera temporariamente seus direitos políticos e fica apto a disputar uma vaga no Senado Federal pelo estado do Rio de Janeiro nas eleições de 2026, enquanto o mérito do recurso ainda será analisado pelo plenário da Corte.
A decisão restabelece os direitos políticos de Crivella até o julgamento definitivo do recurso apresentado por sua defesa contra a condenação imposta pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). O TRE fluminense havia condenado o ex-prefeito por abuso de poder político, abuso de poder econômico e prática de conduta vedada durante as eleições municipais de 2020. Com a liminar concedida por André Mendonça, os efeitos da condenação ficam suspensos de forma provisória até a manifestação final do Tribunal Superior Eleitoral.Darada
Marcelo Crivella é apontado como pré-candidato ao Senado Federal pelo Rio de Janeiro. A decisão amplia o número de possíveis concorrentes na disputa pela única vaga em jogo no estado, tornando o cenário eleitoral ainda mais competitivo.
No campo conservador, a definição dos candidatos segue em aberto. O Partido Liberal (PL) perdeu um de seus principais nomes após a condenação do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral. A decisão tornou Castro inelegível até 2030 em razão de condenação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.Darada
Com o retorno de Crivella ao cenário eleitoral, o segmento conservador e o eleitorado evangélico passam a contar com mais um nome de destaque na disputa. Historicamente alinhado à família Bolsonaro, o ex-prefeito pode dividir esse espaço político, alterando a dinâmica da eleição para o Senado no estado.
Por se tratar de uma decisão liminar, a situação jurídica de Marcelo Crivella ainda depende do julgamento definitivo do recurso pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral, que decidirá se mantém ou revoga a suspensão da inelegibilidade.