terça-feira, 8 de setembro de 2026

 

Mendonça afasta Andrei Rodrigues do comando da PF, mas Gilmar bloqueia

Decisão precisa ser referendada pela 2ª Turma do STF

Luísa Martins
José Marques
Folha

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta terça-feira (8) o afastamento de Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal. Na mesma decisão, Mendonça também afastou preventivamente o diretor de Inteligência da PF, Leandro Almada. Porém, com um pedido de vista, Gilmar Mendes conseguiu evitar os afastamentos .

O que motivou Mendonça, segundo a decisão desta terça, foi a manipulação de um relatório interno da Polícia Federal usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, para pedir uma investigação contra o próprio Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso do Banco Master e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

JULGAMENTO – A decisão desta terça ainda precisa ser julgada pela Segunda Turma do Supremo, que é composta pelos ministros Luiz Fux (presidente), Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Nunes Marques, além do próprio André Mendonça. Fux convocou uma sessão virtual extraordinária nesta terça para analisar a decisão de Mendonça contra Andrei Rodrigues.

Andrei recebeu a notícia da decisão antes de discursar em um evento de início de curso de agentes da Polícia Federal. No auditório da Academia Nacional de Polícia, em Brasília, 735 alunos aguardavam sentados há cerca de 40 minutos um representante da chefia da PF se posicionar sobre o ocorrido.

ESTOPIM – Alexandre de Moraes e André Mendonça são os dois pivôs do que se tornou a maior crise institucional da história recente do STF. O estopim foram as mensagens, reveladas pelo Estadão e às quais a Folha também teve acesso, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para Moraes.

Às vésperas de ser preso pela Polícia Federal, o dono do Master pediu ao ministro informações sobre a investigação contra ele mesmo, marcou encontros entre os dois e inclusive perguntou se deveria fugir do país. O relatório contra Moraes foi produzido pela PF, mas a pedido de Mendonça. O material também registra pedidos para que fossem acionados Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

CONTRA-ATAQUE – Moraes contra-atacou e, também com base em um documento da polícia, pediu que seu colega fosse investigado por abuso de autoridade. Este relatório, porém, é classificado pela própria PF como “sem valor probatório” e ainda traz queixas contra Jorge Messias, advogado-geral da União.

Edson Fachin, presidente do STF, determinou na última semana que Mendonça, Moraes, Gonet e Andrei prestem informações sobre os diálogos com Vorcaro. Agora, em um novo capítulo desta crise, Mendonça pediu o afastamento de Andrei e justificou pela “superlativa gravidade e ilicitude na produção dos ‘relatórios de inteligência’ publicizados pelo Ministro Alexandre de Moraes”.

Ele disse que isso “impõe a adoção de providências imediatas para evitar que as prerrogativas da magistratura, da advocacia pública e da própria atividade policial continuem sendo vilipendiadas”.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Mendonça partiu para o ataque e vai destruir Andrei Rodrigues, que estava emporcalhando a Polícia Federal, uma instituição que tem prestado extraordinários serviços à nação. O delegado Andrei Rodrigues está envolvido com Vorcaro até o pescoço, junto com a namorada, Renata Varandas, que acumula as funções de jornalista e lobista. Gilmar Mendes (ele, sempre ele) se apresentou para fazer o trabalho sujo de defender os corruptos. (C.N.)

 

Imprensa petista faz comovente esforço para “desmoralizar” André Mendonça

Deputados do PT e demais partidos progressistas exigem saída de André  Mendonça da relatoria do caso Dark Horse – Brasil 247

A imprensa ataca Mendonça, que responde pedindo orações

Carlos Newton

Termina na próxima sexta-feira, dia 10, o prazo dado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Édson Fachin, para que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, assim como o procurador-geral Paulo Gonet e o delegado Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal, enviem esclarecimentos sobre as investigações no caso do Banco Master.

Até agora, apenas o ministro André Mendonça cumpriu a determinação e foi além, requerendo que o presidente do STF marque a data de julgamento do pedido oficial de afastamento e investigação do ministro Moraes, por seu envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, com crimes de advocacia administrativa e falsidade ideológica.

AFASTAR MORAES – Após as manifestações de Moraes, Gonet e Andrei, o presidente do Supremo então pedirá que o plenário resolva se dará encaminhamento ao pedido para afastar Moraes da Corte e investigar seus procedimentos.

Simultaneamente, Fachin terá de encerrar o inquéritos das fake news e enviar ao plenário os pedidos para serem investigados os outros três acusados – Gonet, Andrei e o próprio Mendonça, apofundando a crise ética vivida pelo Supremo, um fato inédito, jamais ocorrido na História Republicana.

O agravamento do escândalo está tirando votos de Lula, uma circunstância que leva à loucura a maioria dos jornalistas em atiividade, que insistem em apoiar Lula, achando que ele é o menos pior. E assim a grande imprensa passou a atacar André Mendonça impiedosamente.

FAKE NEWS – Desta vez, as fake news são plantadas pelos jornalistas  favoráveis ao PT, que se esmeram em criar situações desfavoráveis a André Mendonça. O mínimo que estão propagando é que não há diferença entre ele e Moraes, porque ambos seriam ligados a Daniel Vorcaro.

Mas outras notícias vão além, dizendo que Mendonça atua num instituto especializado em desviar recursos públicos, sem que haja nenhuma prova nesse sentido. O ministro realmente foi fundador do Instituto Iter, voltado para o aperfeiçoamento profissional na área jurídica, que em dois anos instruiu quase 4 mil alunos.

Após repercussão sobre contratos para aperfeiçoamento de servidores públicos, Mendonça não somente cedeu suas cotas, como também levou o instituto a funcionar sem fins lucrativos, com o ministro atuando apenas como professor.

TIROTEIO – É impressionante o tiroteio da imprensa petista para atingir André Mendonça, e já se afirma até que Fachin pode tirá-lo da relatoria dos casos Master e INSS.

O mais incrível, tipo Piada do Ano, é noticiar que Alexandre de Moraes tem condições de continuar como ministro e poderá até presidir o Supremo a partir de agosto, conforme está previsto no sistema de rodízio, pois atualmente ele é vice-presidente.

As notícias plantadas pelo PT informam que Moraes conta com apoio do ministro Gilmar Mendes, que já se manifestou a seu favor, Dias Toffoli, Flávio Dino e Cristiano Zanin, além de Cármen Lúcia, com a qual se relaciona muito bem, enquanto Mendonça tem apenas o apoio de Luiz Fux, sendo incógnitas as posições de Édson Fachin e Nunes Marques.

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P.S. –
Essas previsões são uma grande conversa fiada. Está tudo ainda no ar, e Fachin ainda nem sabe como conduzir a sessão, porque o jurista Jorge Béja já esclareceu, aqui na Tribuna da Internet, que o Regimento exige oito presenças para decidir questões constitucionais, mas só há sete votantes, porque Moraes, Mendonça e Toffoli (afastado da relatoria do caso Master) estão impedidos de participar. Quer dizer: antes de tudo, Fachin tem de estudar uma saída para esse imbróglio jurídico-regimental, enquanto la nave va, sempre fellinianamente. (C.N.)

Direito e Justiça

URGENTE: 13 ex-ministros do STF erguem a voz e pedem imediata apuração do caso Moraes

Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) encaminharam nesta segunda-feira (07) uma carta ao presidente da Corte, Edson Fachin, na qual classificam o atual cenário como a “mais aguda crise de sua história”. No documento, os ex-ministros defendem a convocação urgente de uma sessão pública para que sejam analisadas as suspeitas envolvendo integrantes do tribunal e pedem uma “rigorosa apuração”.

Os signatários manifestaram “plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza” de Fachin para conduzir o Supremo durante o período de tensão. A carta foi publicada pelo jornal O Globo.

“Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de Vossa Excelência na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história”, diz o documento.

Os aposentados também afirmaram ter “absoluta convicção” de que Fachin convocará, “com toda a urgência”, uma sessão pública do plenário. A expectativa manifestada no texto é que os ministros da ativa determinem uma “imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal” dos fatos que vieram a público.

Segundo os ex-integrantes da Corte, os acontecimentos divulgados nas últimas semanas são “gravíssimos” e já estariam afetando “o prestígio e a autoridade” do STF. Na avaliação apresentada na carta, a situação também compromete “a confiança do povo e até mesmo a estabilidade das instituições democráticas”.

O documento é assinado por Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.

Embora a carta não mencione nominalmente Alexandre de Moraes ou André Mendonça e tampouco faça referência direta ao Banco Master, sua divulgação ocorre em meio ao agravamento das divergências dentro do Supremo relacionadas às investigações envolvendo Daniel Vorcaro, fundador da instituição financeira.

Fillrate

Leia a carta na íntegra:

“A S. E. o Ministro Edson Fachin, Presidente do Supremo Tribunal Federal.
Senhor Ministro Presidente,
Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de Vossa Excelência na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Tribunal Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até mesmo a estabilidade das instituições democráticas.”
Fillrate


 Direito e Justiça

URGENTE: Mendonça determina afastamento do diretor-geral da PF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), acaba de determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A decisão ocorre em meio ao avanço das investigações relacionadas ao caso do Banco Master e às informações que surgiram durante a apuração.

O nome de Andrei Rodrigues aparece em mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, proprietário do Master, que estão entre os elementos analisados no âmbito das investigações.Ficar

Além do diretor-geral da PF, Mendonça também determinou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da corporação.

De acordo com o ministro, a medida busca garantir que os integrantes do Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e os servidores da Polícia Federal “exerçam suas atribuições sem constrangimentos ilegais”.

A decisão ocorre após a divulgação de conversas que levantaram questionamentos sobre possíveis contatos de Vorcaro com autoridades de diferentes instituições. Entre os nomes mencionados pelo empresário está o próprio Andrei Rodrigues.

Mensagem de Vorcaro a Moraes cita Andrei Rodrigues

Uma das conversas analisadas envolve Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Na mensagem, o banqueiro teria solicitado que Moraes tentasse interferir junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal para reverter o avanço das investigações contra o Banco Master.

“Não conseguimos reverter isso com Paulo e Andrei? Muita sacanagem isso. Isso em Brasília?”, escreveu o empresário a Moraes em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de ser preso pela primeira vez.

A mensagem passou a integrar o conjunto de informações que vêm sendo examinadas no caso. O conteúdo também aumentou a tensão envolvendo integrantes do STF e autoridades responsáveis pelas investigações.

O afastamento determinado por Mendonça ocorre, portanto, em um momento de forte repercussão do caso Master e de crescente escrutínio sobre as relações entre autoridades públicas e pessoas ligadas à instituição financeira. A decisão deverá produzir novos desdobramentos nas investigações conduzidas pelas autoridades.