Blog de Luiz Holanda

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Jornal Grande Bahia

 

“Tempos estranhos” | Por Luiz Holanda

Luiz Holanda
Colunistas e Artigos
1 de Setembro de 2026
3-5 minutos
O artigo de Luiz Holanda aborda a controvérsia sobre o registro migratório que indicava a entrada de Filipe Martins nos Estados Unidos em dezembro de 2022. Autoridades americanas reconheceram inconsistências no registro, posteriormente classificado como falso por um juiz federal. O episódio envolve decisões do ministro Alexandre de Moraes, a atuação da Polícia Federal, o STF e questionamentos sobre a origem do dado e seus possíveis efeitos processuais.

Realmente vivemos “tempos estranhos”. O documento que embasou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal-STF, condenando Felipe Martins, ex-assessor especial para Assuntos Internacionais da presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro, está sendo apontado como falso. Martins é acusado de uma suposta participação na elaboração da chamada “minuta do golpe”, além de integrante de núcleos investigados por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Também é acusado de ter feito um gesto supremacista/racista durante uma sessão no Senado em 2021. Martins teve a prisão decretada sob a acusação de que teria fugido para os Estados Unidos em 2022 no mesmo avião presidencial junto com Bolsonaro. Preso preventivamente em 2024, provou com documentos da companhia aérea Latam que realizou um voo doméstico no Paraná no dia seguinte à suposta fuga para os EUA.

Agora, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP), bem como a Justiça americana, confirmaram que o registro de imigração utilizado para indicar a entrada de Martins no país em 30 de dezembro de 2022 é falso. Em outubro de 2025 a CBP já havia emitido uma nota oficial declarando que, após uma análise completa das evidências, ficou provado que Felipe Martins não entrou nos Estados Unidos naquela data, e que o documento anterior era um registro errôneo. Em audiência conduzida pelo juiz federal americano Gregory Presnell, o magistrado reforçou que a falsidade do registro migratório é um fato incontroverso, admitido pelas próprias autoridades dos EUA, cabendo esclarecimentos adicionais sobre a origem do erro ou fraude nos sistemas.

A fraude no registro migratório usado para embasar a prisão de Filipe Martins envolve suspeitas sobre três delegados da Polícia Federal-PF, conforme documentos tornados públicos pela Justiça dos Estados Unidos. Os documentos apontam a participação de quatro funcionários dos EUA e três brasileiros. Entre os nomes ventilados nos bastidores e apontados por fontes ligadas ao processo estão os dos delegados Adriano Camargo e Marcelo Ivo (este último ligado a episódios anteriores em solo americano), além do envolvimento ou citação de outros nomes associados a inquéritos anteriores, como o delegado Fábio Shor.

O ex-deputado Alexandre Ramagem acaba de ‘sugerir’ que os delegados acima nominados participaram da fraude mais suja da história contra Filipe Martins. Eles teriam usado, segundo as denúncias, um registro falso nos Estados Unidos para manter um inocente preso por seis meses e tentar forçar uma delação premiada.

Se comprovadas as acusações, serão uma mancha na história de nossa gloriosa Polícia Federal, que não merecia nem merece tamanha decepção. O desvio de conduta de alguns dos seus membros afeta a imagem de instituição, gerando frustração na sociedade e nos próprios integrantes que cumprem seus deveres com rigor. A sociedade espera integridade máxima de órgãos de segurança e fiscalização. A PF possui órgãos internos voltados para investigar e punir os abusos ou crimes cometidos por seus próprios membros.

O documento falsificado serviu como um dos fundamentos para que o ministro Moraes determinasse a prisão preventiva de Martins em 2024, sob a premissa de risco de fuga. Glenn Greenwald, jornalista americano, em artigo publicado na Folha de São Paulo, afirmou que a prisão preventiva de Filipe Martins foi decretada e mantida com base em uma alegação falsa de que o ex-assessor teria fugido para os Estados Unidos, e que as evidências apresentadas na defesa demonstraram que ele permaneceu no Brasil no final de 2022. Essas provas foram ignoradas pelas autoridades brasileiras. A premissa de que o ex-assessor havia embarcado em um voo presidencial para os EUA serviu de justificativa central para mantê-lo detido. O motivo da prisão seria o medo de uma fuga inexistente. Considerando que um documento falso não pode servir como prova válida, espera-se a anulação dos atos processuais ou das ordens de prisão nele baseadas, embora a repercussão sobre a condenação final dependa de uma avaliação do conjunto probatório pelo STF.

Provas oriundas de fraude processual são nulas. A utilização de um documento falso em um processo é expressamente proibida pelo ordenamento jurídico pátrio, violando o princípio da boa-fé objetiva, da lealdade processual e da integridade da prestação jurisdicional, além de configurar crime tipificado no Código Penal, como o art. 304 para documentos falsos ou o art. 342 para falso testemunho. Mas como vivemos “tempos estranhos”, como diz o ex-ministro Marco Aurélio Mello criticando o atual cenário institucional, político e jurídico, não será nenhuma novidade se o STF aceitar esse documento como prova definitiva.

*Luiz Holanda, advogado e professor universitário.

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Desde 2003, a política de Lula agrava a desigualdade salarial no serviço público

Publicado em 1 de setembro de 2026 por Tribuna da Internet
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O Estado como indutor da desigualdade - Blog do Ari Cunha

Charge do Bira (Arquivo Google)

Carlos Newton

O próximo governo tem dois graves desafios. Um deles é a irresponsável elevação da dívida pública, que o governo de Jair Bolsonaro conseguiu reduzir, mas Lula jogou para o espaço novamente; e o outro problema é o agravamento da desigualdade social, que aumentou a favelização nas cidades, agravando a situação da segurança pública, dos transportes, do abastecimento de água e do saneamento básico.

A desigualdade social deriva da disparidade salarial  pois a política oficial do governo é de conceder reajustes sempre lineares, aplicando-se o mesmo percentual para todos os salários, sejam de pequena monta ou de muito maior valor.

QUEM SE INTERESSA? – O problema da desigualdade social é desafiador para o próximo presidente da República, porém nenhum candidato preparou um projeto capaz de diminuir a gravidade da questão, que atinge a imensa maioria dos brasileiros, especialmente por seus efeitos no tocante à segurança pública.

O resultado é que o país chegou a uma situação em que ninguém se sente seguro, não importa a classe social. Os pobres estão literalmente abandonados nas favelas, onde não existe presença da polícia, porque são áreas dominadas por traficantes ou milicianos. A classe média tornou-se refém e vive através das grades que cercam os condomínios. Até os ricos estão inseguros e podem ser assaltados pelos próprios seguranças, porque a desigualdade social traz esses estranhos inconvenientes.

PONTO-CHAVE – A violência e a criminalidade somente podem ser reduzidas no Brasil quando diminuir a desigualdade social. Este é o ponto-chave da questão. Aqui debaixo do Equador, o governo sempre representa a elite, jamais o país como um todo. Por isso, não existe iniciativa concreta visando a reduzir a disparidade de renda, que é a principal causadora da desigualdade social.

Para enfrentar o problema, não basta estabelecer que o salário mínimo tenha aumento real acima da inflação. Atualmente, ele tem reajuste do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) somado ao crescimento do PIB nos dois anos anteriores, com teto de 2,5%. É preciso aumentar esse limite para 5%, pelo menos.

Além disso, é fundamental reduzir a disparidade entre o menor salário (mínimo – R$ 1.621,00) e a maior remuneração (ministro do Supremo – R$ 46.366,19). Não é justo dar o mesmo percentual de reajuste a todas as categorias salariais que recebem mais de um mínimo. É uma perversidade.

ETERNOS PRIVILÉGIOS – O sistema atual é realmente uma desumanidade. Quando o governo concedido um aumento de 10% para os servidores federais, isso significa que os menos qualificados, que recebem dois mínimos mensais (R$ 3.242,00), têm aumento de R$ 324,20, passam a ganhar R$ 3.566,20.

Já o servidor que recebe o teto de R$ 46.366,19, com esse mesmo reajuste de 10% (R$ 4.636,61), passa a ganhar R$ 51.002,80. Ou seja, no Brasil, que é a décima maior economia do mundo, a política trabalhista dos governos do PT, desde 2003, no primeiro governo Lula, é no sentido de agravar a desigualdade social a cada ano no serviço público federal, que serve de paradigma para o país, como um todo.

O fato concreto é que a política salarial do PT, que se proclama Partido dos Trabalhadores, somente beneficia com reajuste acima da inflação quem recebe salário mínimo. Para o servidor que ganha a partir de dois mínimos por mês, o PT trabalha para aumentar cada vez mais a disparidade em relação a quem ganha o máximo. Você sabia?

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P.S.
– É pena que nenhum candidato se preocupe com a desigualdade social, neste viés da disparidade salarial. A imprensa, hipnotizada pelo PT, também não se interessa. E assim reina a enganação nessa Terra do Nunca Jamais, onde o papel de Peter Pan, o menino que não queria crescer, é desempenhado ao contrário por Lula da Silva, que não aceita envelhecer e parar de esculhambar este país. E que Deus tenha piedade dos brasileiros que não querem votar no menos ruim, chamado Ronaldo Caiado. (C.N.).

Publicado em C. Newton | 20 Comentários |

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Lula e Flávio empatam com 44% no 2º turno, indica Realtime

No primeiro turno, o petista lidera o levantamento com 38% das intenções de voto

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura01.09.2026 07:57comentários 0
Lula e Flávio empatam com 44% no 2º turno, indica Realtime
Fotos: Charles Vieira e Ricardo Stuckert
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Pesquisa Realtime Big Data, divulgada nesta terça-feira, 1º de setembro, indica um empate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

Na simulação, os candidatos à Presidência do PT e do PL aparecem com 44% das intenções de voto cada.

No primeiro turno, Lula lidera o levantamento com 38% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30%; Augusto Cury, 11%; Renan Santos (Missão), 7%; Ronaldo Caiado (PSD), 4%; Romeu Zema (Novo), 2%; outros, 2%.

Lula e Flávio apareciam tecnicamente empatados na simulação Realtime Big Data de julho, quando o petista registrou 45% das intenções de voto e o filho de Jair Bolsonaro, 42%.

Em junho, Lula recebeu 45% das intenções de voto, contra 40% de Flávio Bolsonaro.

Flávio liderou numericamente o cenário de segundo turno em maio, quando marcou 44% dos votos.

Na ocasião, o atual presidente recebeu 43%.

O levantamento ouviu 2.000 eleitores por telefone entre 27 e 31 de agosto.

O índice de confiança é de 95%, e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-03490/2026.

Leia também: Realtime também aponta Cury em terceiro lugar na corrida presidencial

Lula, Lulinha e Lulômetro

A campanha à reeleição de Lula tem sido desgastada pelos pelos vazamentos relacionados ao filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

As investigações da Polícia Federal (PF) sobre o filho do presidente Lula ganharam uma dimensão capaz de ultrapassar os limites de um mero problema familiar e se transformar em um novo obstáculo político para o projeto de reeleição do petista.

A nova sequência de revelações envolvendo mensagens, transações financeiras e até mesmo a minuta de um contrato com o Ministério da Saúde para fornecimento de 1,2 milhão de frascos de canabidiol (cannabis medicinal) passou a compor um quadro que a oposição já tenta transformar em símbolo de uma campanha marcada pelo retorno do tema da corrupção.

O contrato poderia render algo em torno de 626 milhões de reais à organização, mas não foi adiante.O avanço da Polícia Federal no caso incomoda Lula e seus principais aliados.

No Lulômetro, índice medido pela Realtime Big Data e por O Antagonista, as avaliações “ruim” e “péssimo” do petista são 39%, enquanto “ótimo” e “bom” marcam 27% na segunda-feira, 31.

Leia em Crusoé: Lulinha lá

Postado por Blog de Luiz Holaanda às 07:06 Nenhum comentário:
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