quarta-feira, 1 de julho de 2026

 

Caiado cai na armadilha de Kassab e desfaz sua parceria com Romeu Zema

Dois homens sentados lado a lado em ambiente interno, ambos vestindo ternos azuis e camisas brancas. O homem à esquerda tem cabelo branco e sorri levemente, enquanto o homem à direita, com cabelo escuro, também sorri e está próximo a um microfone.

Afinal, por que Caiado decidiu aceitar Kassab como vice?

Carlos Newton

Como ensinava o filósofo espanhol Ortega Y Gasset, a vida e a política são construídas pelas circunstâncias. As peças vão se movendo e se interconectando, ao formar mosaicos e criar destinos, mesclando situações, independentemente dos partidos ou da dicotomia direita e esquerda.

No caso do pré-candidato Ronaldo Caiado (PSD), sua principal circunstância chama-se Gilberto Kassab, que é fundador e proprietário da nova versão do PSD, a legenda que Getúlio Vargas criou em 1945 para lançar a candidatura do general Eurico Gaspar Dutra e depois seria novamente vitoriosa com Juscelino Kubitschek em 1955.

ALIANÇA COM ZEMA – Na atual eleição, o novo PSD tinha três governadores pré-candidatos à Presidência – Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Jr. (PR) e Eduardo Leite (RS). Os três foram embromados por Kassab de tal forma que Ratinho e Leite desistiram e vão ficar fora da política, porque não deixaram os cargos no prazo legal e não podem mais se candidatar.

Sobrou Caiado, que recentemente fez um acordo com outro pré-candidato, o ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), para se unirem numa só chapa a partir de agosto.

Kassab não gostou nada, porque essa aliança aumentaria as chances de Caiado. Fez o possível e o impossível para boicotar o acordo, a tal ponto que Caiado enfim decidiu aceitá-lo como vice numa chapa “puro sangue”.

KASSAB NA CHAPA – Sem alternativa, Caiado anuncia nesta quarta-feira, dia 1º, a participação de Kassab, que na verdade é como o radialista Abelardo Barbosa, o Chacrinha, e não veio para somar forças, mas apenas para confundir.

A princípio, Kassab não pretende que Caiado ganhe a eleição, porque poderia dominar o PSD e tirá-lo da presidência do partido, que mantém o enriquecimento ilícito e o poder político de Kassab, que desde 2011 vive por conta do partido, que lhe garante cargos de secretário de Estado e até de ministro.

A candidatura a vice parece não ter força para mudar a circunstância de Kassab, cuja estratégia sempre foi deixar de ter candidato no primeiro turno e depois apoiar o vencedor da eleição e se beneficiar com a participação no governo e a nomeação dele próprio e de seus indicados.

E CAIADO? – Bem, mesmo tendo de aturar essa candidatura a vice, que deveria somar, mas pretende dividir, Ronaldo Caiado vai seguir em frente. As pesquisas são desanimadoras, mas em meados de junho surgiu um levantamento do Instituto Alfa Inteligência, que lhe deu 7% das intenções de voto e outros 7% para Zema. Somados, eles chegariam a 14% e transformariam a terceira via numa realidade palpável.

De toda forma, para ter alguma chance, Caiado precisa assumir uma estratégia mais direta e esclarecedora. Primeiro, explicar que sua família comanda Goiás desde o Século 18. Seus antecessores Antônio José Caiado, Totó Caiado, Brasil Ramos Caiado e Leonino Caiado governaram Goiás.  Seu tio Emival Ramos Caiado, como senador, foi um dos líderes da campanha de JK para construir Brasília.

Em miúdos, Ronaldo Caiado é político desde sempre, e seu lema de campanha poderia ser algo assim “Vote no menos pior, aquele que não precisa roubar, porque já nasceu rico e se orgulha de trabalhar pelo Brasil”. Apenas isso.

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P.S. 1 –
Será que Lula da Silva e Flávio Bolsonaro podem utilizar algum lema de campanha desse tipo? Claro que não… O passado dos dois é tão sujo que não há como limpar. Ambos nasceram pobres, mas as famílias enriqueceram fazendo política, o que não deixa de ser uma importante circunstância.

P. S. 2Por fim, pode haver outra explicação para Kassab querer se tornar vice. Talvez as chamadas pesquisas internas, feitas pelos próprios partidos, já estejam demonstrando que Caiado vem subindo nas intenções de voto, o que seria uma nova circunstância, realmente espetacular. (C.N.)

Jornal da Cidade

 

ACABOU! Keiko é eleita presidente e já recebe felicitações de líderes da América Latina

Keiko Fujimori foi eleita presidente do Peru após uma das disputas mais acirradas da história recente do país. Com 100% das urnas apuradas, a candidata do partido Força Popular obteve 9.223.396 votos (50,135%), enquanto o adversário Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru, recebeu 9.173.755 votos (49,865%).

A diferença entre os dois candidatos foi de 49.641 votos, o equivalente a apenas 0,27 ponto percentual, confirmando uma vitória apertada para Keiko Fujimori.Após a confirmação do resultado oficial, a presidente eleita passou a receber mensagens de congratulações de líderes da América Latina. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou que espera continuar fortalecendo os históricos laços de amizade e cooperação entre Paraguai e Peru, destacando a integração, o desenvolvimento e o bem-estar dos dois povos.factripple.com

A presidente da Costa Rica, Laura Fernández Delgado, também parabenizou Keiko Fujimori pela vitória e reafirmou o compromisso de seu governo em ampliar a parceria com o Peru, baseada na confiança, na colaboração e no fortalecimento das relações bilaterais.

Keiko Fujimori assumirá a Presidência do Peru no dia 28 de julho, iniciando um novo mandato em um cenário político marcado por forte polarização e desafios econômicos e sociais.

Yan Gabriel

Acadêmico de Jornalismo.

Sputnik

 

Panorama internacional
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Bases dos EUA no Golfo estão à beira do colapso estratégico após ataques do Irã, diz mídia

Um bombardeiro B-52 Stratofortress da Base Aérea de Barksdale, Louisiana, pousa na Base Aérea de Al-Udeid, no Catar, 9 de abril de 2016 - Sputnik Brasil, 1920, 30.06.2026
As instalações militares dos EUA no golfo Pérsico estão enfrentando um colapso estratégico inevitável, escreve uma revista estadunidense.
A publicação destaca que, desde que os EUA e Israel iniciaram sua campanha militar conjunta contra o Irã, as bases norte-americanas na região sofreram graves ataques diretos iranianos.

"A extensa segmentação de bases dos EUA pelo Irã ao longo do conflito, que agora está em seu quarto mês, levanta novas dúvidas sobre a sustentabilidade de manter grandes instalações militares fixas perto do golfo Pérsico, e potencialmente em outros lugares do mundo", ressalta a revista.

Segundo a matéria, a invencibilidade anteriormente assumida das instalações militares norte-americanas em todo o golfo Pérsico foi destruída após os êxitos militares do Irã.
Apesar do esmagador poder de fogo norte-americano, essas bases se mostraram altamente expostas, sofrendo baixas significativas, extensos danos à infraestrutura e caras contas de reconstrução, que chegam a centenas de milhões de dólares, observa o texto.
A bandeira nacional iraniana hasteada à meio mastro na Embaixada do Irã em Moscou, Rússia, depois que um helicóptero que transportava o presidente iraniano Ebrahim Raisi, o ministro das Relações Exteriores Hossein Amirabdollahian e seus companheiros caiu no noroeste do Irã, 20 de maio de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 28.06.2026
Panorama internacional
Operação dos EUA contra o Irã levou ao pior cenário possível para Washington, relata jornal
Esses ataques não só desmascararam a crença de longa data de que tais postos avançados fornecem segurança confiável, como também revelaram que até mesmo o armamento convencional envelhecido pode representar uma séria ameaça a eles.
Essa vulnerabilidade forçou uma reavaliação fundamental do valor estratégico dessas bases, com um reconhecimento crescente de que elas podem representar mais perigo do que dissuasão, acrescenta o material.
Como resultado, estão sendo considerados planos para realocar operações críticas para longe da região, o que sinaliza uma reversão histórica na postura da força dos EUA, impulsionada pelas duras realidades da guerra moderna, conclui a reportagem.
Anteriormente, um jornal britânico relatou que as empresas norte-americanas do setor militar-industrial enfrentam dificuldades para atender à exigência do Pentágono de aumentar a produção de munições, em um contexto no qual os EUA tentam repor seus estoques de mísseis, esgotados pelo conflito com o Irã.