quinta-feira, 21 de maio de 2026

 

Novos advogados de Bolsonaro erram a defesa e deixam brecha para condená-lo

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Marcelo Bessa errou na defesa de Jair Bolsonaro

Carlos Newton

Ao contrário do que publicamos na manhã de hoje, 21 de maio, não cabem elogios aos novos defensores de Jair Bolsonaro, muito pelo contrário, aliás. Um trecho da petição que apresentaram na revisão criminal, enviado à Tribuna pelo sempre atento comentarista José Vidal, demonstra que Marcelo Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury cometeram o mesmo erro dos advogados anteriores, ao pedir que o julgamento seja feito pelo Plenário do Supremo.

É inacreditável que não tenham estudado o Regimento em profundidade, mas está evidante que eles fizeram um pedido que não pode ser aceito, porque está vedado pelo artigo 6º, inciso i, alínea 5.  Essa norma regimental determina que o Plenário somente examine revisão criminal em seus próprios julgados. Ou seja, como Bolsonaro foi processado e julgado pela Primeira Turma, a revisão jamais pode ser feita pelo Plenário. Essa missão cabe à Segunda Turma, que funciona como revisora criminal da Primeira Turma, e vice-versa.

PETIÇÃO ERRADA – O editor da Tribuna deu fortíssima mancada. Ao consultar a petição inicial, de 90 páginas, constatou que os novos advogados tinham solicitado que o presidente do Supremo, Edson Fachin, fizesse sorteio do relator entre os ministros da Segunda Turma.

Com base nessa importante informação, o atrapalhado editor deduziu ingenuamente que os defensores de Bolsonaro haviam estudado em profundidade o Regimento. Na empolgação, até elogiou a qualidade da defesa, que foi claramente inspirada no voto de 429 páginas apresentado por Luiz Fux a favor de Bolsonaro na Primeira Turma, em dezembro.

Foi uma patuscada da Tribuna. Ao contrário do que afirmamos, os atuais defensores do ex-presidente demonstram ser tão equivocados quanto os nove advogados anteriores, que na defesa teriam embolsado R$ 16 milhões, segundo se comenta em Brasília, uma quantia até modesta em relação ao orçamento do filme “Dark Horse”…

CONFIRA O TRECHO –  O erro dos novos advogados  abre uma brecha para a recusa da petição, por impossibilidade processual, conforme nos informou o comentarista José Vidal:

“Assim, no caso sub examine, considerando que o acórdão rescindendo foi proferido pela Primeira Turma, requer-se, preliminarmente, que a presente revisão criminal seja distribuída com estrita observância do art. 77, caput, c/c art. 76 do RISTF, mediante a exclusão, da distribuição, de todos os Ministros integrantes da Primeira Turma, a fim de que o feito seja distribuído entre os Ministros da Segunda Turma dessa Suprema Corte, para ulterior processamento e julgamento perante o Plenário.”

Era a brecha que faltava para manter a condenação de Bolsonaro, que Luiz Fux já mostrou estar cheia de equívocos e exageros.

MARQUES DECIDIRÁ – Agora, Bolsonaro está nas mãos do relator Nunes Marques, que conduzirá a ação revisional e pode até recusar liminarmente a petição, alegando falha processual, como o ministro Alexandre de Moraes fez na Primeira Turma.

Mas há um segunda hipotese: Marques pode aceitar a petição e tocar o julgamento na Segunda Turma, com base na doutrina latina “iura novit curia” (o juiz conhece o direito).

Isso significa que o magistrado tem o dever de conhecer a legislação e aplicar as normas adequadas ao processo, não estando limitado ao que as partes citam na petição.

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P.S.1
Desculpem a nossa falha. A partir de agora, não elogiaremos mais ninguém, vai ser só paulada na cacunda, porque a atual defesa de Bolsonaro é tão despreparada quanto a anterior, e a confusão é geral, como dizia Machado de Assis.

P.S. 2 – Existe, ainda outra possibilidade, que seria um pedido de vista do ministro Fuz, para colocar em ordem a esculhambação reinante. Aliás, um dos autores da petição destrambelhada é Thiago Lôbo Fleury, que trabalhava no gabinete de Fux e deveria ter aprendido alguma coisa com ele, e parece que isso não ocorreu. Mas quem se interessa? (C.N.)

 Política

Para o terror de Lula, Flávio Bolsonaro terá reunião com Donald Trump na Casa Branca

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro deverá se reunir na próxima semana com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em encontro previsto para ocorrer na Casa Branca.

O encontro deve acontecer no mesmo local onde Trump recebeu recentemente o petista Lula. A reunião entre os dois chefes de Estado ocorreu sem entrevista coletiva ao final, fato que gerou especulações nos bastidores políticos brasileiros.

Nos bastidores políticos, aliados avaliam que a reunião na Casa Branca poderá fortalecer a projeção internacional de Flávio Bolsonaro.

Lula em desespero...

Sputnik

 

Analistas: encontro Putin-Xi implode hegemonia dos EUA e consolida nova realidade geopolítica

O presidente chinês Xi Jinping e o presidente russo Vladimir Putin durante uma reunião em Pequim - Sputnik Brasil, 1920, 21.05.2026
Os resultados dos encontros entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, na China, comprovam que um sistema multipolar está se formando, forçando Washington a aceitar essa realidade, disse à Sputnik Hoàng Giang, analista político do Vietnã.
Segundo Giang, Putin e Xi discutiram e assinaram um importante documento político: a Declaração Conjunta sobre o estabelecimento de um mundo multipolar e de um novo tipo de relações internacionais.

"Obviamente, trata-se de um sinal, sobretudo para os Estados Unidos, de que um sistema multipolar está se formando, de que o sistema unipolar está desmoronando e de que Washington terá de aceitar essa realidade", ressaltou.

Ao mesmo tempo, o analista destacou que, no contexto da atual crise energética, o fortalecimento das relações bilaterais entre Moscou e Pequim, especialmente no setor energético, é de importância decisiva. Segundo ele, a composição da delegação russa, formada quase pela metade por chefes de governo, evidencia a relevância da visita.
O presidente russo, Vladimir Putin, e seu homólogo chinês, Xi Jinping, durante reunião em Pequim, em 20 de maio de 2026. - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2026
Panorama internacional
Declaração sobre mundo multipolar é o ponto mais importante das conversas Putin-Xi, diz analista
A visita de Putin à China foi cuidadosamente preparada ao longo de vários meses e não tem relação com a viagem do presidente estadunidense, Donald Trump, ao país asiático.
Ao constatar que o Irã permanece firme na defesa de sua independência e soberania diante da pressão dos EUA e de Israel, bem como na formação de uma nova realidade geopolítica, a Rússia considerou necessário discutir o tema. Do ponto de vista da atual agenda política global, trata-se de uma visita de grande importância, observou o analista.
Outro interlocutor da Sputnik, Le Hoang Minh, destacou que a assinatura da declaração conjunta sobre a criação de um mundo multipolar e de um novo tipo de relações internacionais pode ser vista como parte da cooperação estratégica entre Moscou e Pequim para influenciar o desenrolar dos acontecimentos no sistema internacional e fazer frente à pressão exercida pelos Estados Unidos.

"A atual cooperação entre Rússia e China não se limita mais a uma coordenação temporária motivada pelas realidades geopolíticas, mas representa um avanço rumo à formação de um sistema de segurança econômica mais amplo no continente eurasiático", enfatizou.

Dessa forma, concluiu o especialista, esse processo busca reduzir a influência do Ocidente nos processos globais.
Presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping, durante cerimônia em Pequim. 20 de maio de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 20.05.2026
Panorama internacional
Putin e Xi defendem nova ordem mundial e aprofundamento da parceria estratégica entre Rússia e China
Putin realizou uma visita oficial à China nos dias 19 e 20 de maio. Na terça-feira (20), no Grande Palácio do Povo, em Pequim, ocorreram negociações entre Vladimir Putin e Xi Jinping.
Os dois líderes aprovaram e assinaram 42 documentos, entre eles uma declaração conjunta sobre o fortalecimento da parceria abrangente e da cooperação estratégica, além do aprofundamento das relações de boa vizinhança, amizade e cooperação.
Também foi assinada uma declaração conjunta sobre a construção de um mundo multipolar e de um novo tipo de relações internacionais.