sábado, 25 de julho de 2026

Sputnik

 

Chefe da Chancelaria chinesa apela a não permitir o rearmamento do Japão

A bandeira militar do Japão — a Bandeira do Sol Nascente — tremula no navio de desembarque de tanques JS Kunisaki, da Força de Autodefesa Marítima do Japão, ancorado em Yokosuka, perto de Tóquio, em 27 de maio de 2014 - Sputnik Brasil, 1920, 25.07.2026
A China e a Rússia devem defender o resultado da vitória na Segunda Guerra Mundial e impedir que o Japão se rearme, disse o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi.
Na sexta-feira (24), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, se reuniu com o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, no Quirguistão.

"[China e Rússia] devem fortalecer a coordenação estratégica, proteger os resultados da vitória na Segunda Guerra Mundial e sob nenhuma circunstância permitir o rearmamento do Japão", informou o site oficial do Ministério das Relações Exteriores chinês no sábado (25).

As autoridades da China afirmaram repetidamente que o Japão tem recentemente acelerado o ritmo de remilitarização por meio do uso de armas ofensivas e do lançamento de mísseis fora de seu território.
Um submarino nuclear da Marinha chinesa navega durante uma revista naval internacional para celebrar o 60º aniversário da fundação da Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP), 23 de abril de 2009 - Sputnik Brasil, 1920, 06.07.2026
Panorama internacional
China reforça dissuasão nuclear ao lançar míssil balístico intercontinental de submarino, diz mídia
Pequim e Tóquio atravessam um período de resfriamento em seu relacionamento após a declaração da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, em novembro de 2025, de que uma situação imprevista ao redor de Taiwan, se for acompanhada pelo uso de navios militares e força militar, poderia ser considerada como ameaça existencial.
Isso levou ao cancelamento de voos da China para o Japão, a uma redução no turismo e à imposição de restrições por parte de Pequim sobre os suprimentos de produtos de uso duplo para o Japão.

 

Com medo de perder a presidência do PL, Valdemar quer evitar a eleição de Flávio

Relatora pede quebra de sigilo telefônico de Valdemar Costa Neto

Valdemar aceita perder a eleição, mas não quer perder o PL

Carlos Newton

O Brasil faz questão de ser surrealista e conseguiu criar uma esculhambação política verdadeiramente fora de série. Aqui, do lado debaixo do Equador, a quase totalidade os partidos tem dono. São presidentes vitalícios, que vivem às custas da estrutura partidária e não aceitam perder a boca rica, É assim com Valdemar Costa Neto (PL), Gilberto Kassab (PSD), Carlos Lupi (PDT),  Antonio Rueda (União), Ciro Nogueira (PP) e tantos outros.

Há raríssimos casos de partidos sem patronos, como ocorre hoje com o MDB, que pertencia a Ulysses Guimarães, quando viveu seus melhores momentos, depois passou para o domínio de Michel Temer, em sua pior fase, quando era comandado pela chamado “Quadrilhão do MDB” e teve grande destaque na Lava Jato, mas depois parece não ter mais dono, pois Baleia Rossi ainda não se comporta assim.

MAIOR DE TODOS – Um dos casos mais estranhos é o do Partido Liberal.  Foi criado em 1985 pelo então deputado federal Álvaro Valle, um dos raros intelectuais do Congresso, que teve uma carreira limpa e jamais foi acusado de corrupção. Ele aproveitou o fim do regime militar e fundou seu próprio partido, por ele comandado até sua morte, em 2000.

Valle foi sucedido por Valdemar Costa Neto, um deputado paulista eleito por Mogi das Cruzes e outros redutos do interior. Sob seu comando, o PL perdeu importância e acabou se fundindo com o Prona, de Eneás Carneiro, em 2006, quando virou Partido da República.

Com a morte de Eneas, a fusão se desfez. Valdemar Costa Neto recriou o PL e assumiu a presidência do partido, até ser preso em dezembro de 2013, condenado a 7 anos e 10 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no julgamento do Mensalão.

PENA PERDOADA – Menos de um ano depois, em novembro de 2014, passou para o regime domiciliar, obteve perdão da pena em 2018, quando recuperou os direitos políticos e reassumiu o comando do PL, que se tornara um partido pequeno, sem a menor expressão. Mesmo assim. foi escolhido por Jair Bolsonaro para sair candidato, venceu a eleição e desde então é o maior partido do país.

Oito anos depois, o PL tem candidato a presidente, mas Valdemar Costa Neto não está nada satisfeito. Ele sabe que Flávio, se for eleito, vai usar seu poder para garantir que o clã  Bolsonaro assuma o comando do partido. Sentindo-se ameaçado, o presidente do PL passou a fazer o possível e o impossível para evitar que Flávio Bolsonaro vença a eleição, vejam a que ponto chega a desfaçatez dessa gente.

GUERRA SURDA – É uma guerra por baixo do pano, que transcorre nos bastidores.  Costa Neto não aceita ser expurgado da presidência do PL. Embora esteja cada vez mais rico pelo desvio de recursos do partido, ele sabe que perderá totalmente a importância e se tornará um Valdemar como outro qualquer.

Nesta semana, em entrevista à CNN, ele reclamou que Bolsonaro lançou a candidatura do filho sem consultar o PL, acrescentando que o senador Flávio não estava preparado para ser candidato e não dispunha de uma estrutura pré-organizada.

Disse também que a cúpula do partido avaliou que a situação somente passou a ser “equacionada” meses depois, através do coordenador de pré-campanha, Rogério Marinho.

MAIS UMA – Nesta quinta-feira, dia 24, o presidente do PL deu mais uma porretada em Flávio Bolsonaro. Em entrevista à coluna de Bela Megale, em O Globo, Valdemar Costa Neto apoiou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo, de abrir inquérito para investigar o financiamento do filme Dark Horse, que teve o banqueiro Daniel Vorcaro com maior patrocinador.

— É bom que apure para que tudo fique esclarecido. Acho importante a iniciativa — disse à coluna, relatando que, antes do áudio vir à tona, Flávio Bolsonaro havia garantido não ter tido contato algum com Vorcaro, o que foi desmentido, pois o banqueiro lhe forneceu R$ 61 milhões.

Ainda não satisfeito, o presidente do PL também comentou a contratação do escritório de Flávio por uma empresa ligada ao Banco Master, que pagou R$ 500 mil ao senador. Disse não saber o motivo do “pagamento”.

###
P.S. 1 –
Em tradução simultânea, está claro que o presidente do PL resolveu trabalhar contra Flávio Bolsonaro, que jamais se preocupou em se aproximar do presidente do partido e agora está na alça de mira dele. Se Flavio não fechar imediatamente um acordo com Valdemar Costa Neto, sua candidatura vai literalmente para o brejo. (C.N.)

Michelle curte post em apoio a Tarcísio e Flávio retruca com indireta

Dona Michelle e Flávio encenam uma ópera bufa

Vicente Limongi Netto

Nova empulhação pública do nefasto clã Bolsonaro. Escrevo com o dedo no nariz, para a podridão da falsidade entre as duas hienas não entrar nos teclados do computador. Juras de amor eterno entre Flávio Rachadinha e dona Michelle.

“Era o que faltava”, exclama aliviado Valdemar Costa Neto, o dono do cofre do Partido Liberal. Sim, faltava continuar alimentando a ordinarice do clã Bolsonaro.

ÓPERA BUFA – Em Brasília, candidata ao governo, Celina Leão também tenta brilhar no engodo. Sorridente, com calças jeans, garante que foi ela quem convenceu Michelle a fazer as pazes com o enteado.

A troca de áudios cretinos, com juras de paz, não passa de ópera bufa. Não é nada, não é nada, não é nada mesmo. Apenas mais um engodo bolsonarista, atraído pelo poder a qualquer custo.

Michelle perdoa Flávio, depois de humilhada por ele, como ela mesmo disse. Duro saber qual o mais cretino. Tudo pelo poder.  Os canastrões envolvidos na farsa da pantomima pensam com os pés, achando que o eleitor é imbecil. Como são todos eles.  Com firma carimbada em cartório. Michelle e Flávio levaram para a internet mais um patético espetáculo de hipocrisia e canalhice. Em outubro pagarão caro nas urnas.

 

Análise: Irã enviou comandantes e mísseis para Houthis no Iêmen

Segundo a Reuters, Guarda Revolucionária Islâmica enviou drones, mísseis e ouro ao Iêmen, ampliando tensões no Mar Vermelho

Da CNN Brasil