sexta-feira, 5 de junho de 2026

 

Piada do Ano! Fachin manda AGU pagar defesa de Moraes, processado por Trump

Fachin diz que tem conversado com Moraes sobre o encerramento do inquérito das fake news – CartaCapital

Moraes pediu que Edson Fachin “mandasse” a AGU defendê-lo

Carlos Newton

A sempre bem-informada colunista Bela Megale, de O Globo, publicou nesta quinta-feira uma notícia surpreendente, ao revelar que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, autorizou a Advocacia-Geral da União (AGU) a representar Alexandre de Moraes na ação que corre contra ele no Tribunal da Flórida, nos Estados Unidos.

A informação é muito estranha, com certeza uma Piada do Ano, e requer tradução simultânea, porque o ministro Fachin não tem poderes nem competência para dar ordens à AGU, que é um ministério subordinado à Presidência da República e não tem ligação direta com o Supremo, onde apenas defende processos do interesse da União e suas autarquias, tipo INSS etc.

ESCULHAMBAÇÃO – A esdrúxula decisão de Fachin é mais uma comprovação da bagunça que hoje caracteriza o Poder Judiciário brasileiro, antes tão organizado e recatado, nada a ver com a fogueira de vaidades que o consome hoje, o genial escritor Tom Wolfe que nos perdoe.  

Depois de fugir da citação por um ano e três meses, o ministro Moraes foi intimado agora em maio pelo grupo Trump Media e pela plataforma Rumble, no processo movido contra ele nos Estados Unidos. As duas empresas acusam o ministro brasileiro de tentar estabelecer censura prévia nas redes sociais dos EUA e de perseguir militantes oposicionistas que se refugiaram em território americano.

O processo contra Moraes foi apresentado na Justiça Federal do Estado da Flórida e já está correndo o prazo para o réu contestar as acusações.

SURREALISMO PURO – Ao invés de sacar parte dos R$ 80,1 milhões que sua família conseguiu tomar do Banco Master naquele contrato de R$ 129,6 milhões, e usar esse dinheiro para contratar um escritório de advocacia americano, Moraes resolveu economizar um punhado de dólares e pediu a Moraes a ajuda da AGU.

É surrealismo puro. Sem levar em conta que não tem poder de dar ordens à AGU, Fachin atendeu ao pedido. E como o atual advogado-geral da União é José Messias, totalmente despreparado, ele vai aceitar essa missão impossível, embora saiba que a AGU não tem sucursais no exterior e seus integrantes não possuem registro para atuar nos EUA.

Em tradução simultânea, caso a AGU não aceite contratar advogado nos EUA, o destrambelhado Moraes está se arriscando a ser julgado à revelia, sem apresentar defesa, o que significa condenação sumária.

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P.S. 1
Este é apenas mais um episódio da série que exibe o despreparo dos atuais membros do Supremo.   Ao autorizar a ação fictícia da AGU, Fachin afirmou que “o que está em questão, para além da figura individual de ministro do STF, são a independência do Poder Judiciário brasileiro, a integridade do Estado de Direito no Brasil e, no limite, a própria soberania nacional.”

P.S. 2Na verdade, nada disso está em jogo. Moraes é que bancou o insano, ao emitir ordens de restrição a serem cumpridas pela Justiça americana, além de perseguir e mandar prender e extraditar oposicionistas refugiados nos EUA, distribuindo uma série de determinações absurdas, que jamais serão cumpridas, pois a Justiça americana se sentiu tão afrontada que decidiu processar Moraes.

P.S. 3Por fim, o que Moraes pretende é  usar a ordem patética de Fachin para fazer a AGU bancar os custos da defesa dele lá na matriz USA. E o Barão de Itararé comentaria: “Era só o que faltava…”. (C.N.)

Sputnik

 

Irã e Omã desenvolverão novas regras para a passagem pelo estreito de Ormuz, diz embaixador

Embarcações da Marinha dos EUA no estreito de Ormuz - Sputnik Brasil, 1920, 05.06.2026
Autoridades iranianas e omanenses desenvolverão em conjunto novas regras para a passagem pelo estreito de Ormuz, afirmou o embaixador do Irã na Rússia, Kazem Jalali.
Na segunda-feira (1º), o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que o Irã havia feito progressos significativos em seu diálogo com Omã sobre a gestão do estreito de Ormuz.
"Estamos negociando com nossos amigos omanenses para desenvolver um mecanismo de gestão deste estreito. A República Islâmica do Irã não tem interesse em seu fechamento contínuo", disse Jalali a um jornal russo durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo (SPIEF, na sigla em inglês).
Segundo observou embaixador, os acontecimentos recentes na região criaram condições totalmente novas.
"Este estreito será aberto, mas sob novas condições. E essas novas condições serão determinadas pelas autoridades iranianas e omanenses. Essas são as questões que estão sendo discutidas atualmente. Veremos e entenderemos no futuro o que acontecerá com o destino deste estreito", acrescentou Jalali.
O porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower e outros navios de guerra atravessam o estreito de Ormuz em direção ao Golfo Pérsico, 26 de novembro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 31.05.2026
Panorama internacional
'Não é assunto de negociação': situação no estreito de Ormuz não será a mesma, alerta Irã
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou no último dia 25 de maio que seria incorreto chamar de pedágios as taxas cobradas pelo Irã à navegação no estreito de Ormuz. Segundo ele, não se tratam de pedágios, mas sim de taxas pelos serviços prestados e pela manutenção do meio ambiente no estreito, no golfo Pérsico e no golfo de Omã. Baghaei também disse que o Irã continua trabalhando com Omã em um mecanismo de navegação para o estreito.
Cerca de três dias depois, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, alertou Omã de que os EUA perseguiriam ativamente qualquer pessoa que facilitasse a cobrança de taxas de trânsito iranianas por Ormuz, enquanto o presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou "explodir" Omã se o país tentasse assumir o controle do estreito.

 

Lula ignora Congresso em agendas reservadas

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil).

Os registros da agenda oficial do presidente Lula comprovam a queixa de parlamentares de que “o Lula do Velho Testamento já não existe mais”. O petista não teve despachos privados com deputados ou senadores, este ano, que já está na metade. Nem mesmo líderes de bancada ou as lideranças do governo na Câmara, Senado e Congresso Nacional, ninguém. Encontros, se houve, só fora da agenda, como as conversas do petista com o enroladíssimo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

E só!

Ano passado, Lula já demonstrava o desprezo, sobretudo com a Câmara. Só recebeu um parlamentar, a senadora Leila Barros (PDT-DF).

Foi azedando

O tempo mostra que a relação entre Lula e o Congresso só minguou. Em 2024, foram 10 encontros reservados com deputados e senadores.

Clima de oba-oba

No primeiro ano de Lula, o petista recebeu deputados por 17 vezes. Senadores tiveram oito audiências com Lula ao longo de 2023.

Diga que não estou

Este ano, Lula também não recebeu prefeitos ou ministros do judiciário. Governadores, só quatro reuniões e todas no mês de abril.

Presidente Lula (PT) - (Foto: Ricardo Stuckert/PR).

Lei da ‘reciprocidade’ foi criada para não funcionar

A “Lei da Reciprocidade”, criada por iniciativa do governo Lula (PT) com o propósito de “dar resposta” à primeira rodada de tarifas impostas em 2025 pelo governo Donaldo Trump, prevê muita enrolação antes de produzir consequências. Como um comitê de quatro ministros (Comércio, Casa Civil, Fazenda e Relações Exteriores) para avaliar a taxação, depois discutir contramedidas a serem submetidas a cada ministério e ao Camex, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior.

Muitos avisos

O Itamaraty é responsável por notificar o parceiro comercial “afetado pelas contramedidas” em cada fase do processo de discussão e análise.

Muitas consultas

A lei prevê também “consultas diplomáticas” do Itamaraty “com vistas a mitigar ou anular os efeitos” das tarifas e das contramedidas.

Muita conversa

Caso o Camex ache relevante, poderão ainda ser realizadas consultas públicas adicionais antes de implantar qualquer contramedida.

Poder sem Pudor

O sociólogo e o operário

Na campanha de 1978, o MDB de São Paulo lançou ao Senado um professor e sociólogo, que começou distribuindo panfletos na porta da Volkswagen. Era uma chatíssima carta de compromissos, solenemente desprezada pelos operários. Fominha, ele mandou recolher os papéis no chão, para reaproveitá-los. Mas um sindicalista passava por ali, e, gentil, subiu no carro de som de Fernando Henrique Cardoso e, ao microfone, pediu aos companheiros atenção aos panfletos. Deu certo. O sindicalista que quebrou o galho do sociólogo era Luiz Inácio da Silva, o Lula.

Só para lembrar

Lula bate bumbo para dizer que reduziu de 3,1 milhões para 2,2 milhões a fila do INSS, mas nada fala sobre o número em dezembro de 2022, último ano da gestão Bolsonaro, a fila era a metade: 1,09 milhão.

Dedo-duro

Foi de 10 dias o prazo entre a recusa da Polícia Federal e a nova proposta de delação premiada apresentada pela defesa de Daniel Vorcaro, dono do enrolado Banco Master.

Quem foi

Ronaldo Caiado diz que, além de “desenrolar” endividados, é preciso saber quem enrolou. O pré-candidato à presidência pelo PSD aponta como responsável o “populismo de última hora” da gestão petista.

Se liga

Marcel van Hattem (Novo-RS) alerta para a retomada do convênio entre o INSS e a Contag, ligada a petista e investigada na gatunagem contra o instituto, “malandro não para, dá um tempo”, avisa o deputado.

Frase do dia------"Lula, o dinossauro comunista"

Deputado Mario Frias (PL-SP) sobre Lula (PT) hostilizar os Estados Unidos

Dress code

Presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin passou o pito em um advogado que não estava trajado de acordo com a orientação do comando da Corte. O defensor estava sem a beca.

Falastrão

Líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN) lembrou que Lula adorou soltar por aí a tal “química” com Donald Trump e cobrou que o petista coloque em prática a bravata e negocie o fim do tarifaço.

Lá vem trolha

Apesar da promessa de “foco” na indicação do ministro do STJ Benedito Gonçalves como corregedor do Conselho Nacional de Justiça, Davi Alcolumbre avisou que “logicamente haverá votação de outras matérias”.

Faz sucesso

Já passou de 6 mil assinaturas a ideia legislativa (sugestão popular) no site e-Cidadania (Senado) de limitar cargos comissionados em 5% do total de servidores efetivos de cada órgão público em todos os Poderes. Precisa de 20 mil assinaturas, até o dia 9/jun, para virar projeto de lei.

Pergunta no Planalto

Lula ignora o Congresso, ou o Congresso é que não está nem aí para Lula?