domingo, 18 de janeiro de 2026

JCO

 Política

O homem que assusta Dias Toffoli


Um texto publicado nas redes sociais pelo antenado vereador Rodrigo Marcial, chama atenção para um nome que, por enquanto, ainda não foi descoberto pela mídia. Trata-se de Silvano Gerstzel, ex-CEO da REAG. Ele seria o terror do ministro Dias Toffoli. Leia:

“Silvano Gerstzel, ex-CEO da REAG, tornou-se o principal temor dos envolvidos no maior escândalo financeiro do Brasil. Desde que deixou o cargo em 2025, durante a Operação Carbono Oculto, Gerstzel desapareceu, não constituiu advogados e cortou contato com antigos sócios. Sua ausência, somada à precisão cirúrgica das recentes ações da Polícia Federal e do Banco Central, alimenta a suspeita de que ele seja o delator por trás das investigações.
O pânico entre os investigados cresceu após a liquidação da REAG em 2026, que revelou conexões explosivas.
Dados do sistema da gestora expuseram que Fabiano Zettel — ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro — pagou R$ 20 milhões aos irmãos do ministro Dias Toffoli por uma fatia no resort Tayayá avaliada em apenas R$ 6,6 milhões.
Com 30 anos de experiência e conhecimento profundo dos bastidores da REAG e do Banco Master, a provável colaboração de Gerstzel representa uma ameaça direta à cúpula política e financeira do país. Para os envolvidos, o ex-executivo detém o mapa detalhado de operações que muitos prefeririam manter enterradas.”

 

Moraes já está impedido de atuar na ação que condenou Bolsonaro

Moraes se reúne com Alcolumbre para tratar de segurança - 04/11/2025 - Brasília Hoje - Folha

Moraes está saindo de cena e o processo terá outro relator

Carlos Newton

Quem acompanha a “Tribuna da Internet” há mais tempo sabe que seu editor-chefe jamais demostrou a menor simpatia por Jair Bolsonaro, seja como militar, parlamentar ou governante.

No entanto, o exercício da função do jornalismo de política impõe que seja defendida qualquer pessoa que estiver sofrendo abuso de poder, não importa quem seja nem os crimes que por desventura tenha praticado.

RIGOR EXCESSIVO – Seguindo essa linha de raciocínio, não se pode afirmar que realmente tenha sido assegurado o direito de defesa a Bolsonaro enquanto a investigação, a acusação e o julgamento estiveram a cargo do ministro Alexandre de Moraes.

O abuso de poder foi justamente o que aconteceu no caso da Ação Penal 2.668, a mais importante da História Republicana, em que Moraes conseguiu a proeza de condenar Jair Bolsonaro por um golpe de estado que não existiu.

A partir de agora, passa a ser difundida no mundo civilizado a expressão “golpe à brasileira”, em que não ocorrem conflitos nas ruas, queda do governo ou fechamento do Congresso e do Supremo, assim como também não há mortos, feridos, presos, tropas nas ruas, nem tanques, blindados, navios, aviões, helicópteros, drones, nada, nada, nada, e com funcionamento rotineiro de escolas, comércio, indústria, serviços, administração pública, transportes, igrejas etc. – enfim, tudo normal, como afirmou sobre o processo a ministra aposentada Eliana Calmon, aquela que há alguns anos já denunciava à Justiça a existência de “bandidos de toga”.

TUDO MUDOU – De repente, com Bolsonaro já cumprindo pena na Papudinha, tudo mudou, porque seus advogados agora poderão arguir a nulidade das últimas duas decisões de Moraes (recusa de embargos infringentes e rejeição de agravo regimental).

Mas os advogados precisam ter paciência, porque Moraes ainda tem uma forte carta na manga. Portanto, se tiver juízo, a defesa de Bolsonaro só deverá se manifestar após o dia 31, quando termina o recesso e Moraes fica definitivamente bloqueado.

Se eles recorrerem agora, apresentando habeas corpus, Moraes encaminhará o recurso para Gilmar Mendes, que ainda é presidente da Segunda Turma até o dia 31, e ele certamente arquivará.

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P.S.
 – A situação está nesse pé. Moraes foi gravemente atingido, mas segue no comando do Supremo até o dia 31, quando o presidente Edson Fachin retorna de férias. Até lá, Moraes ainda reina. Mas a partir de 1º de fevereiro, volta a ser um ministro como qualquer outro e estará impedido de dar pitaco na ação contra Bolsonaro ou contra qualquer outro condenado que tiver apresentado embargos infringentes, como determina o Regimento do SupremoPortanto, ainda faltam muitos capítulos para terminar essa novela. Comprem pipocas e leiam a Tribuna da Internet, que funciona sob o signo da liberdade(C.N.)

JB

 

O Outro Lado da Moeda

Por Gilberto Menezes Côrtes

gilberto.cortes@jb.com.br

O OUTRO LADO DA MOEDA

As ligações perigosas da Reag e Master

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Publicado em 16/01/2026 às 18:31

Alterado em 16/01/2026 às 19:55

Daniel Vorcaro Foto: divulgação/Banco Master


As revelações que vêm à tona na liquidação, quinta-feira (15), pelo Banco Central, da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. (nova denominação de Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.) explicam como as relações intrincadas dos gestores de investimentos alimentavam as reações da Faria Lima (centro financeiro brasileiro) contra as propostas do Ministério da Fazenda para acabar com a isenção de tributação sobre Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito Agropecuário (LCAs).

Os dados de novembro da Anbima sobre o patrimônio administrado pelos gestores de investimento (atendendo às regras que desligam instituição liquidada pelo BC) excluíram a CBSF/Reag do “ranking” mensal, liderado pela BB Asset Management, com R$ 1.768,7 bilhões, mas que seria ultrapassado pelos R$ 1.970 bilhões do Itaú (R$ 1.445,2 bilhões + os R$ 524,7 bilhões da Intrag DTVM). O 3º posto seria do BTG-Pactual (R$ 909,3 bilhões), contra R$ 813,8 bilhões do Bradesco, que mantém a posição com os R$ 444,9 bilhões da controlada BEM DTVM. A Reag estava entre o Santander e BNY Mellon DTVM.

Nos dados de setembro, a Reag teve o primeiro baque com a revelação, pela “Operação Carbono Oculto” deflagrada em agosto pela Polícia Federal, de que a gestora tinha cerca de 12 dos seus 40 fundos que movimentavam R$ 350 bilhões vinculados a lavagens de dinheiro do crime organizado. Quanto mais títulos de renda fixa puderem ser negociados sem pagamento de impostos, mais fáceis e ágeis são as operações de lavagem de dinheiro do crime organizado pelo mercado financeiro.

Outro dado que chama a atenção é o fato de que os Fundos de Investimento de Direitos Creditórios (FDICs) tenham fechado 2025 com patrimônio de R$ 741 bilhões. As interligações entre as Instituições de Pagamento, que cresceram de modo exponencial com a abertura do mercado financeiro às “fintechs” na gestão Roberto Campos Neto no Banco Central (o próprio ex-presidente, após o fim da quarentena, em julho de 2025, assumiu alto cargo na diretoria do Nu (bank), na verdade uma instituição de pagamento).

Por isso, o mercado financeiro e as “fintechs” reagiram de forma virulenta quando a Receita Federal repisou, em dezembro de 2024 (conforme instrução normativa de setembro), que, a partir de janeiro de 2025, as instituições financeiras, as “fintechs” e os cartões de crédito deveriam informar operações acima de R$ 5 mil. Como se vê, a reação encobria a defesa de operações escusas, que precisam ser atacadas pela Receita.

Pelo princípio da isonomia tributária, não é possível o mercado financeiro conviver com práticas lesivas ao fisco e aos contribuintes cumpridores de suas obrigações tributárias. Mais que lesar o fisco – e a boa-fé da maioria da sociedade –, a sonegação e a convivência paralela de regimes legais com ilegais não podem ser moralmente aceitáveis.

Os meandros do caso Master, como já indicamos aqui nesta coluna, pela descrição da auditoria da KPMG, encobria a incorporação ao grupo de Daniel Vorcaro de empresas e investimentos de difícil liquidez e avaliação complexa, pela opacidade das negociações

Há informações escandalosas sobre triangulação de empréstimos e até a realização de um alto empréstimo da Reag com um técnico da seleção de futebol da Índia. O que só pode ser explicado pelo fato do fundador da Reag, João Carlos Mansur, ter muitas relações com clubes de futebol (Palmeiras e Coríntians). As relações do Banco Master com empresários e políticos são ainda mais alarmantes.

Por tudo isso, fica mais estranha a dupla interferência (em princípio) retraída do Tribunal de Contas da União, na figura do ministro Jonathan de Jesus, e do Supremo Tribunal Federal, na atuação do relator do caso Master, ministro Dias Toffoli. Ambos andaram restringindo e dificultando a coleta de provas e as novas diligências da PF. Estão conseguindo amarrar a ação da PF.

A Câmara bem que tentou limitar (no projeto do ex-secretário de segurança de SP, o deputado federal Guilherme Derrite) a livre ação da PF, que teria de obter autorização prévia dos governos estaduais. Tanta burocracia e restrições só facilitam a atuação de quadrilhas organizadas em operações financeiras e sumiço de vestígios do crime de novas diligências (com vazamento, tão comum nas polícias estaduais, por policiais fazendo o jogo do crime organizado).

O PIB do BC reage
O crescimento de 0,7% no IBC-Br de novembro, o PIB do Banco Central, surpreendeu as previsões do mercado financeiro (mediana de 0,4% e 0,3% da consultoria 4Intelligence). Interrompeu sete meses de declínio. Um dos fatores do crescimento veio dos Serviços (+0,6%), puxado pelo bom desempenho do comércio. A indústria encolheu 0,8%. Há expectativas sobre dezembro e janeiro, com o impacto da isenção do IR até quem ganha R$ 5 mil.

 

Lula ataca ‘big techs’, mas continua torrando dinheiro público em propaganda na Meta

Lula (PT) - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

A Secretaria de Comunicação de Lula, que adora demonizar as chamadas big techs, despejou entre R$537 mil e R$632,6 mil em propaganda apenas na plataforma Meta, que é a controladora de redes sociais no Brasil como Facebook, Instagram, WhatsApp, Messenger e Threads. Conforme levantamento da coluna, considerando dados disponibilizados pela própria Meta Platforms, a dinheirama bancou propagandas que circularam entre domingo (11) e sexta-feira (16).

Alvo gaúcho

O anúncio mais caro foi para divulgar, entre os dias 9 e 16, ações do governo Lula no Rio Grande do Sul. Custou entre R$90 mil e R$100 mil.

Bolso aberto

A Meta dá o valor estimado dos anúncios. Somando todos que miraram os gaúchos nos últimos seis dias, o custo foi entre R$235 mil e R$280 mil

Gastança liberada

Outro alvo foi o eleitorado do Ceará, os gastos da Secom para propagandear o governo Lula custou entre R$118,2 mil e R$135,3 mil.

Tem mais

O já conhecido Pix também ganhou holofotes, na quarta (14). A fatura ficou entre R$50 mil e R$60 mil. A indústria, coitada, uma merreca R$100

Chapa puro sangue foi um fiasco (Foto: Divulgação/PT)

Pior derrota do PT foi com chapa ‘puro sangue’

A pior derrota do PT na história das eleições presidenciais no Brasil foi responsabilidade da única chapa “puro sangue” do partido desde a redemocratização. Em 1994, a dupla Lula/Aloizio Mercadante levou a pior surra do petismo: perdeu no primeiro turno para o tucano Fernando Henrique Cardoso (que conquistou 54,3% dos eleitores) com menos da metade dos votos (27%). Desde então, o PT foge do “puro sangue”.

PT-PL

Para piorar, na primeira eleição presidencial exitosa de Lula, em 2002, o PT formou chapa com o PL, atual partido de Jair Bolsonaro.

Junto e misturado

Na reeleição de Lula, em 2006, o vice José Alencar era filiado ao então PRB, atual Republicanos, que depois integrou a coligação de Bolsonaro.

Inédito

Em 2006, o PSDB sofreu sua pior derrota: o candidato Geraldo Alckmin, atual vice de Lula, teve menos votos no segundo que no primeiro turno.

Poder sem Pudor

O fígado sofredor

O esporte favorito de Miguelzão, figura popular em Campina Grande (PB), era chamar de “beberrão” um conterrâneo ilustre, nos papos do calçadão da avenida principal, naquele ano de 1990: o poeta e candidato a governador Ronaldo Cunha Lima. Eleito, Cunha Lima resolveu fazer as pazes com Miguelzão. Uma testemunha ponderou: - Ronaldo não guarda nenhum rancor, reconheça que ele tem bom coração! - É, o coração dele é bom – assentiu Miguelzão – Mas o fígado não presta...

Caso raro

A única chapa “puro sangue” a vencer eleição presidencial no Brasil foi Fernando Collor-Itamar Franco, ambos filiados ao PRN, em 1989. A chapa Aécio Neves-Aloysio Nunes (PSDB) perdeu por 3% para Dilma Rousseff (PT)/Michel Temer (PMDB), em 2014.

Disse, sem provas

Lula disse que o Brasil não vai se limitar ao “eterno papel” de exportador, no acordo com a União Europeia, e que “dispositivos incentivam” o investimento no Brasil. Não explicou como muda o papel brasileiro.

Política é assim?

O pedido contra o ministro do STF Dias Toffoli é o primeiro pedido de impeachment do ano (eleitoral). Em 2025 foram cerca de 40 pedidos contra ministros da Corte, metade contra Alexandre de Moraes.

Comparação

Foram 158 o total de pedidos de impeachment feitos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro durante o seu mandato, média inferior a 40 por ano. Os ministros do STF superaram a média do ex-presidente em 2025.

Frase do dia-"O inquérito é policial, não judicial"

Ex-juíz federal Marcelo Bretas ao defender a prerrogativa da Polícia Federal

Na nossa conta

Apesar de deputados federais estarem curtindo suas “férias” até o próximo dia 2 de fevereiro, a Câmara dos Deputados já registra mais de R$1,12 milhão em despesas, aponta a Transparência.

Veto-lorota

O presidente Lula (PT) anunciou veto a R$400 milhões do orçamento de emendas parlamentares, este ano. O valor parece alto, mas representa apenas 0,6% dos R$61 bilhões destinados a essas emendas, em 2026.

Sem coincidência

Proposto por um eleitor em 2017, o fim do auxílio moradia de senadores, deputados e juízes é a “ideia legislativa” de maior sucesso da História, com 253 mil assinaturas no site do Senado. Virou PEC em 2019, como manda a lei, e desde então está... na gaveta.

Nós pagamos

O ano mal começou, mas o governo Lula (PT) admite que já torrou R$139 mil com viagens em 2026. A maior parte dos gastos (64%) foram destinados a viagens internacionais: R$84,4 mil.

Pensando bem...

...propaganda é a alma do negócio e do governo.