sexta-feira, 28 de agosto de 2026

 Política

Porteiro do condomínio de Roberta faz revelação gravíssima sobre Lulinha e o Careca do INSS

A Revista Veja, num excelente trabalho de reportagem investigativa publicado nesta sexta-feira (28) revelou alguns mistérios sobre a mansão da lobista Roberta Luchsinger, em Brasília.

Segundo Lula, uma “pilantra”. Sim, uma “pilantra” que recebia em sua mansão figuras importantes do ministério de Lula, seu filho Lulinha e inúmeros amigos íntimos do petista. A matéria enumera alguns: 

“Entre outros, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, o ex-chefe de gabinete do presidente da República Marco Aurélio Santana, o Marcola, e o atual chefe adjunto do gabinete presidencial Swedenberger Barbosa, o Berger, além de Lulinha, dos irmão Kalil e Fernando Bittar, sócios do primogênito”, revela a reportagem da Veja.

Porém, a revelação mais curiosa fica para a estreita relação entre Lulinha e o Careca do INSS. Confira:

“Lulinha era um dos convivas mais frequentes. ‘O Fábio era amigo de todo mundo aqui. É gente boa, gente humilde. Andava às vezes pelo jardim da residência de bermuda e sem camisa’, lembra o mesmo funcionário. Outro assíduo frequentador da mansão dos “Musaranhos” (o apelido que Lulinha, Fernando Bittar e Roberta deram ao grupo deles de WhatsApp) era o Careca do INSS. O mentor de um dos golpes mais cruéis da história também se encontrava rotineiramente com Roberta e Lulinha. ‘Às vezes os dois (Lulinha e o Careca) chegavam juntos’, lembra um segundo funcionário, ressaltando que, antes do escândalo das aposentadorias se tornar público, o Careca do INSS era simplesmente o ‘Dr. Antônio’, que chamava a atenção apenas pelos carros importados que conduzia.”

 

Menções a Lulinha e Marcola desgastam governo nas redes, indica levantamento

CASO LULINHA E MARCOLA: VERSÃO DE ALIADOS BUSCA AFASTAR LULA DAS SUSPEITAS ENQUANTO PF APURA TRÁFICO DE INFLUÊNCIA – 25 NEWS

Reprosução do site 25News-Brazil

Luiz Felipe Azevedo
O Globo

Alvo de investigações em curso, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, tornou-se a principal fonte de desgaste para o governo federal nas redes sociais em 2026. É o que mostra levantamento da consultoria Bites a pedido do GLOBO. Com disparada nos últimos 30 dias, as menções ao filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já respondem por quase um terço (31,4%) da repercussão digital do escândalo do INSS ao longo deste ano.

O filho do presidente está sendo investigado por tráfico de influência no governo federal pela Polícia Federal (PF), em inquéritos que correm no Supremo Tribunal Federal (STF). A suspeita é que ele tenha atuado para abrir as portas do governo para a amiga Roberta Luchsinger, lobista que tentava prospectar negócios no Executivo nacional.

CARECA DO INSS – A lobista era próxima do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, preso pela PF sob a acusação de desviar recursos de aposentadorias e pensões.

O escândalo do INSS foi mencionado em 12,34 milhões de ocasiões na internet este ano. Neste período, Lulinha esteve no centro de 3,88 milhões de posts sobre o tema. Já o ex-chefe de gabinete de Lula Marco Aurélio Santana, o Marcola, também alvo de investigação, foi citado 341 mil vezes.

Ao considerar apenas os últimos 30 dias, Lulinha foi citado em 1,2 milhão de posts, 49% do total de publicações sobre o escândalo do INSS. Os dados mostram ainda que as menções a Lulinha em 2026 correspondem a 6,8% das postagens sobre o pai.

BOLSONARISTAS – Entre os políticos que utilizaram as investigações de Lulinha para atacar o governo do presidente Lula nas redes neste mês estão o candidato do PL ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro, e seu candidato a vice Alfredo Gaspar (PL), que foi relator da CPI do INSS.

Outros nomes do bolsonarismo, como o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o candidato ao Senado por Goiás Gustavo Gayer (PL), também surfam nesta pauta.

— Apesar de uma boa parte da preocupação do presidente Lula ser com o Marcola, os dados mostram que a situação do Lulinha é o que pode machucar mais a campanha dele. O bolsonarismo vem agindo de forma coordenada nesse ataque, sendo essa a principal estratégia aparente para atacar o governo — avalia André Eler, diretor técnico da Bites.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O mais intrigante é que o que se passa nas redes sociais, como as menções negativas a Lulinha e as menções positivas a Caiado, não se refletem nas pesquisas de intenção de voto. Por que será? (C.N.)

Quando a corrupção vem da elite, o resto do país entra em clima de transgressões

Tribuna da Internet | Brasil, o inverso de Singapura, exalta a democracia,  mas tolera a corrupção

Charge do Nani (nanihumor)

José Perez

Ao analisar os últimos 100 anos da política brasileira, citando cada presidente ou ditador desde Artur Bernardes, que entregou o poder em 2027, o jornalista Carlos Newton fez nesta quinta-feira uma triste constatação sobre o avanço da prática da corrupção na política, mas não se referiu ao reflexo desse fenômeno no dia-a-dia dos brasileiros.

Desde o mensalão, no primeiro governo de Lula e do PT, a corrupção dos governantes – e políticos em geral – passou a dominar o noticiário da imprensa e as redes sociais.  Como o exemplo vem de cima, consolidou-se uma cultura das transgressões, que sempre existiu, pois falhas de caráter são permanentes no homo sapiens, mas agora chegamos a um limite intolerável.

PRODUTO EM FALTA – Todos (ou quase todos) querendo levar vantagem. Não há a mínima coesão social. Um brasileiro não se identifica com o outro. Pode-se dizer, sem medo de errar, que a honestidade é um produto em falta entre os cidadãos de todas as camadas sociais, sem exceção.

Tente consertar um armário ou instalar um aparelho de ar-condicionado, como é o meu caso aqui em Brasília. Todos os profissionais que anunciam serviços na internet e foram chamados para fazer orçamento, sem exceção, todos tentaram me enganar.

Para começar não perguntam sobre o serviço em si, sempre indagam em qual bairro será prestado. Depois vem a criação de dificuldades em sequência, para então dar um preço exorbitante. Para fazer manutenção do meu automóvel, tenho que levá-lo bem longe, até depois do chamado Parque da Água Mineral, uma reserva ecológica que virou ponto turístico. Conheço uma oficina mecânica lá, onde os donos não me exploram.

OUTROS EXEMPLOS – Recentemente, precisei de assessoria jurídica. Os dois advogados que procurei, pensando que eu seja absolutamente ignorante no assunto, me deram até informações falsas e orientações erradas para cobrar o máximo possível, sendo que um deles é ex-delegado federal e o outro ex-promotor de justiça. Ou seja, ambos têm altas aposentadorias que lhes permitem uma vida confortável, sem precisar explorar os clientes.

Presenciei à noite um furto de um bueiro de metal na semana passada e vi que havia uma viatura parada no Setor Hospitalar Sul. Corri até os policiais e relatei a situação, inclusive apontando o ladrão que ainda estava próximo.

Os dois policiais, que estavam assistindo futebol pelo celular com fones de ouvido, me responderam que eram obrigados a ficar naquele local para dar proteção a uma autoridade e não podiam sair. Assim, pediram que eu ligasse para 190 e aguardasse a viatura da ronda. Pode isso?

TRÊS PODERES – A situação está fugindo ao controle, a meu ver porque os três Poderes apodreceram simultaneamente. Ninguém investiga nem pune os integrantes das elites sociais. A impunidade dos poderosos está na imprensa e nas redes sociais, incentivando as demais camadas a entrarem na farra da enganação mútua.

O recente jantar na casa do ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal diz muita coisa sobre nossa atual situação. Ele reuniu o presidente Lula e o senador Davi Alcolumbre, presidente do Congresso Nacional, a pretexto de conciliar interesses. E chamou o ministro Cristiano Zanin para presenciar o conluio.

Assim, quando o exemplo acintosamente vem de cima, como evitar a corrupção no andar de baixo?

Lula defende Marcola, Wagner e Lulinha: “São inocentes até prova em contrário”

Candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva concede entrevista à Globo

Lula levou uma bela surra na entrevista da TV Globo

Carlos Newton

É preciso reconhecer que, desta vez, os apresentadores César Tralli e Renata Vasconcellos se comportaram como jornalistas, esqueceram que representam uma organização empresarial que é aliada ao governo federal e deram uma surra no presidente Lula da Silva, que estava a ponto de explodir.

Estavam bem preparados e iniciaram o tribunal de inquisição com um assunto péssimo para o entrevistador – as relações perigosas do filho Fábio Luís, o Lulinha, com a lobista Roberta Luchsinger e com Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência da República, que recentemente deixou o Planalto e agora é um dos coordenadores da campanha eleitoral do PT.

LULINHA – O jornalista César Tralli iniciou a entrevista perguntando sobre as investigações que a Polícia Federal está fazendo sobre Lulinha e sua nova parceira de negócios, a lobista Robert Luchsinger.

O candidato do PT, é claro, já estava preparado para essa pergunta, que lhe é feita diariamente, e repetiu a resposta de sempre, dizendo que Lulinha é inocente, tem de se defender e vai provar que nada fez de errado, embora já esteja foragido.

Tralli ouviu o decoreba de Lula e insistiu no assunto, citando detalhes das conversas gravadas entre Lulinha e Roberta, bastante incriminadoras. Lula começou a ficar nervoso e seguiu a mesma linha de defesa, afirmando que não existem provas concretas contra seu filho, e as denúncias não passam de ilações. E aproveitou para elogiar a Polícia Federal, que em seu governo investiga tudo.

NO CELULAR – Foi uma boa deixa para Tralli, que passou a mencionar outras conversas reveladoras entre seu filho e a lobista. Lula não tinha o que dizer, então voltou à velha tese de que é preciso provar as acusações. Renata Vasconcellos entrou em cena. Lula pensou que ela iria mudar de assunto, mas ela insistiu em criticar o filho do presidente, inclusive citando outros trechos das conversas com a lobista.

Lula não tinha o que dizer, eram ilações a todo momento, parece ter gostado da palavra, e voltou a elogiar a Polícia Federal, Tralli então perguntou sobre Marcola, o ex-chefe de gabinete do Planalto, colocando Lula de novo nas cordas. Renata citou mais dados sobre Marcola, que pediu à lobista até compra de joias.

O presidente disse que o amigo errou, mas continuou defendendo Marcola, repetindo que nada estava provado, e tentou mudar o assunto para o caso Master, dizendo que o escândalo está sendo esquecido.

Foi a deixa para Renata Vasconcellos entrar arrasando o senador Jaques Wagner (PT-BA), citando o relacionamento íntimo dele com o banqueiro Daniel Vorcaro, e Lula caiu na armadilha e também saiu em defesa do amigo.

GROSSERIA – Foi patético ver Lula tentando defender o ex-sindicalista Jaques Wagner, hoje enriquecido ilicitamente, colocando-o na mesma situação de Lulinha, Roberta e Marcola. “Eles vão provar a inocência”, repetia.

Depois dessa surra, os apresentadores passaram a perguntar sobre dívida pública e outros problemas graves do governo. Lula perdeu a linha e ofendeu Renata Vasconcellos, dizendo que uma jornalista do porte dela não podia dizer o que estava falando sobre e dívida. Foi uma tremenda grosseria.

Daí em dia, a entrevista prosseguiu sobre temas diversas da administração federal, dando oportunidade a Lula de fazer aquela enrolação de sempre, citando números, misturando milhões com bilhões, uma confusão desgraçada que ninguém consegue entender, apenas ele, que repetia: “Nenhum outro governo fez como o meu…”. “Nunca jamais nesse país a economia ficou assim ou assado”. “Tirei quaquilhões de brasileiros da miséria”. E por aí a fora…

 Política

Lula chama Roberta de “pilantra” e acaba com sua carreira de lobista

Lula chamou a lobista Roberta Luchsinger de “pilantra” durante sabatina da TV Globo nesta quinta-feira (27).

“O que uma pilantra pode fazer num telefone ou o que um cara qualquer pode fazer num telefone?”, declarou Lula ao ser questionado sobre mensagens atribuídas a Luchsinger e a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente.

Lula disse que as conversas obtidas pela Polícia Federal não comprovam, até o momento, o uso de dinheiro público.

O petista declarou ainda que não há acusação formal contra Lulinha e que as suspeitas se baseiam em “ilações” extraídas de conversas telefônicas. Disse que o filho deverá responder caso tenha cometido algum ilícito.

Questionado sobre a relação com Luchsinger, Lula disse: 

“Eu não conheço essa moça. Nunca vi essa moça na minha vida. Nunca conversei com essa moça. Ela nunca esteve próximo de mim. É o seguinte, malandro, sabe, é igual em qualquer lugar do mundo”.

Por tabela, acabou com a carreira da lobista, que agora, caso permaneça solta, terá que arrumar um outro trabalho para sobreviver.