sábado, 20 de junho de 2026

 

Com Lula em idade avançada, petistas sonham em eliminar Alckmin da chapa

Quem inventa muito nome é porque não tem nenhum, afirma Lula sobre candidatos da direita para 2026 | Política | Valor Econômico

Janja esqueceu de mandar fazer uma plástica no pescoço de Lula

Carlos Newton

Lula da Silva é um nome na História e está disputando sua derradeira eleição. Se perder, ficará eternamente marcado pela rejeição dos brasileiros, porque o país se desenvolveu pouco durante o longo período sob administração do PT. Mas se vencer, ele terá mais quatro anos para reverter esse quadro.

Lula vai disputar o segundo turno com 81 anos, a mesma idade que fez o americano Joe Biden desistir da candidatura em 2024. Se vencer, será o mais velho político do mundo a desfrutar do poder, eleito em país tido como democrático.

FUTURO SOMBRIO – Por enquanto, Lula é favorito para ganhar a eleição, porque o principal adversário Flávio Bolsonaro é muito fraco e inexperiente, e o país precisa de um gestor que racionalize os gastos públicos e diminua o endividamento, o que jamais acontecerá caso Lula vença.

Caso o vencedor seja o filho Zero Um do ex-presidente Jair Bolsonaro, o futuro também será sombrio, porque o candidato do PL é tão inapto quanto Lula, com um passado tão nebuloso quando o dele, ambos envolvidos em corrupção e sem demonstrar condições de lutar contra a criminalidade e a insegurança.,

Lula não tem sucessor, porque jamais permitiu o surgimento de uma segunda liderança no PT, boicotando todos os que podiam se destacar, conforme as denúncias de dois importantes fundadores do partido – o jurista Hélio Bicudo e o sociólogo Francisco de Oliveira.

VICE DE DIREITA – O fato concreto é que Lula precisa de alguém de direita em sua chapa. Por isso, em 30 de março, confirmou o falso socialista Geraldo Alckmin (PSB) como vice, e desde então não fala no assunto, embora nos bastidores os dirigentes petistas rejeitem Alckmin, por temerem que Lula não tenha condições de saúde para mais quatro anos de mandato.

A maioria dos petistas acha que, se Lula deixar o cargo, Alckmin será presidente e pode trair o partido, que então entraria em processo de extinção.

Lula realmente está em fim de carreira. Em outubro, completa 81 anos, com histórico de comorbidades e desgaste da máquina, digamos assim. Portanto, a probabilidade de não completar o mandato é real e motiva os dirigentes petistas a pretender que Lula reconsidere a questão e um novo vice seja escolhido entre eles.

ALCKMIN NA MIRA – Lula chegou a confirmar Geraldo Alckmin em 30 de março, mas agora é pressionado para rever a posição, devido ao futuro incerto do partido. Os pretendentes são três ex-ministros: Rui Costa, da Casa Civil, e Gleisi Hoffmann e Alexandre Padilha, da Articulação Política. 

O assunto, importantíssimo, tem de estar resolvido até 15 de agosto e vai depender da evolução das pesquisas.  Faltam dois meses, e a briga no galinheiro petista tem o mesmo valor da sucessão presidencial. Pensem nisso.

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P.S.
Já existem mais de dez pré-candidatos dispostos a disputar o primeiro turno, daqui a três meses e meio. Se estiver correta a pesquisa Alfa, que indicou 14% para a dupla Caiado/Zema (ou vice-versa), pode será um primeiro turno eletrizante, com um duplo azarão atropelando por fora. Caso contrário, recairemos naquele velha e apodrecida polarização. (C.N.)    

Sputnik

 

Analistas militares explicam como a 'defesa em mosaico' do Irã derrotou a 'Fúria Épica' dos EUA

Míssil S-200 iraniano durante exercício militar em Bushehr, no Irã (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 20.06.2026
A estratégia de "defesa em mosaico" do Irã derrotou a operação americana Fúria Épica e levou ao fim da fase militar do conflito, argumentam os analistas militares Aleksandr Bartosh, membro-correspondente da Academia de Ciências Militares, e Anatoly Letiago, professor dessa academia.
"A estratégia iraniana de ‘defesa em mosaico’ descentralizada desempenhou um papel importante na repelência da agressão EUA-Israel e, mais amplamente, representa uma resposta assimétrica eficaz a um ataque de forças inimigas superiores", aponta seu artigo analítico, que será publicado na revista Natsionalnaya Oborona (Defesa Nacional) em antecipação à assinatura de um acordo de paz entre os EUA e o Irã.

A estratégia de "defesa em mosaico" implica descentralização do comando e fragmentação das forças militares, e é o oposto da estratégia de defesa "concentrada" tradicional para as guerras clássicas, baseada em uma "guerra de trincheiras", maquinaria pesada e uma estrutura centralizada de comando de tropas. Esta estratégia usa muitas unidades de combate pequenas, baratas e intercambiáveis (como drones, radares autônomos e instalações simples de mísseis).

"Esses elementos atuam como peças de um quebra-cabeça: se você destruir um ou dois, a imagem geral não colapsa, pode ser rapidamente restaurada reconstruindo os restantes", observam os autores.
Teerã, para forçar o inimigo a se comprometer, principalmente à custa da pressão econômica e assimetrias de custos, usou drones Shahed, que custam cerca de 50.000 dólares (R$ 258.000) por unidade para serem fabricados, significativamente mais baratos do que os sistemas de interceptação nos quais os EUA e seus aliados na região contam. Ao mesmo tempo, o custo dos mísseis guiados antiaéreos para o Patriot PAC-3 é de cerca de 4 milhões de dólares (R$ 20,6 milhões).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Mar-a-Lago, na Flórida, em 26 de julho de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 08.06.2026
Panorama internacional
Trump adverte Netanyahu de que EUA não apoiarão novas ações militares israelenses contra o Irã
A resiliência de uma "defesa em mosaico" é assegurada por vários princípios-chave: centralização em rede, onde os dados de um elemento são transferidos para outro instantaneamente; adaptabilidade, que permite ao sistema redistribuir tarefas de forma flexível quando alguns elementos são perdidos; e imprevisibilidade, tornando difícil para o inimigo procurar e destruir "centros de controle" ou vulnerabilidades porque não há um único centro.
As unidades militares do Irã ganharam um alto grau de independência, ficaram um pouco isoladas umas das outras e continuaram a operar sob instruções gerais recebidas com antecedência. Isso torna substancialmente mais difícil qualquer invasão terrestre ou operações de combate em terra que os EUA ou Israel possam tentar no futuro.
Assim, como observam analistas militares, o Irã está implementando com sucesso uma estratégia de defesa multinível que permite uma resposta eficaz às ameaças emergentes e é praticamente imune a ataques que visam a destruição do comando militar superior. Cada formação efetivamente tem à sua disposição uma "força militar" de pleno direito com suas capacidades de inteligência, estoques de armas e sistema de comando.

 

Lula flerta com acusação de obstruir a Justiça

Presidente Lula (PT). Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ao ordenar o retorno de policiais que atuam em casos como o escândalo do Banco Master, quando as investigações chegam a seu governo, Lula (PT) repetiu o gesto de afastar o delegado que investigava seu filho Lulinha, suspeito de envolvimento no roubo aos aposentados, conforme a CMPI do INSS. “O alvo real é só um: André Mendonça e os casos do INSS e do banco Master”, diz a deputada Carol de Toni (PL-SC). Assim, Lula fica sujeito a denúncia de obstrução à Justiça, que rende até cadeia.

Lorota sem sentido

A ordem de Lula foi justificada com a lorota de “reforçar o combate ao crime organizado”, como se corrupção não fosse crime.

Estranha coincidência

A retirada dos federais ocorreu horas antes da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve o Líder do Governo no Senado como alvo.

Corrupção na veia

Amigo de Lula, o senador Jaques Wagner é suspeito de receber dinheiro e até apartamento a título de propina dos esquemas de Daniel Vorcaro.

Fazendo o diabo

Isso reforça a percepção de que o governo “faz o diabo” para blindar aliados e conter investigações que avançam sobre o entorno de Lula.

Presidente Lula (PT). Foto: Ricardo Stuckert/PR
Estátua da Justiça, no STF. (Foto: Marcelo Casal Jr/ABr).

Judiciário mantém marajás e paga até R$495 mil

A farra dos pagamentos acima do teto constitucional segue sem freio no Judiciário, mesmo após o Supremo Tribunal Federal resolver esboçar algum esforço de moralização. Apenas em maio, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios pagou exatos R$495.081,68, líquidos, para uma juíza, que nem mesmo está na ativa, já se aposentou. O subsídio foi de R$12.995,84, todo restante são penduricalhos, como “direitos pessoais”, “indenizações”, “direitos eventuais”, que engordaram o salário.

Tirou limpo

No Tribunal de Justiça do Maranhão, um desembargador recebeu R$272,1 mil. Nada foi retido em Imposto de Renda, Previdência etc.

Burro na sombra

No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, outro pagamento líquido acima dos R$200 mil. Foi para uma desembargadora aposentada.

Milico endinheirado

No Superior Tribunal Militar está o quarto maior pagamento do Judiciário no mês de maio. Líquido, lá se vão mais R$163.795,12.

Poder sem Pudor

Não é a mamãe

Carlos Lacerda fazia mais um discurso devastador, na Câmara dos Deputados, contra o “mar de lama” do governo Getúlio Vargas. A deputada Ivete Vargas, sobrinha do presidente, pedia – em vão – um aparte. Cansada da insistência e muito irritada, Ivete perdeu a paciência: “F.D.P!” gritou ao microfone. Com sua estonteante rapidez de raciocínio, Lacerda respondeu na bucha: “Vossa Excelência é muito nova para ser minha mãe!”.

Até oposição acredita

Segundo o levantamento Paraná Pesquisas (SP-08639/26), apesar de Tarcísio de Freitas (Rep) liderar a disputa para ser reeleito governador com 51,4% no 2º turno, são 55,3% quem acredita que ele será vencedor.

Doce Rio

Está no Rio de Janeiro a maior recorrência de pagamentos acima dos R$150 mil na elite do Judiciário. São ao menos quatro pagamentos, em maio, realizados pelo Tribunal de Justiça do Estado.

Esvaziamento

Alfredo Gaspar (PL-AL) ironizou ordem do governo que chamou de volta delegados da PF e esvaziou investigação que bafora no cangote de Jaques Wagner (PT-BA), “Lula finalmente tomou uma atitude”.

Veja bem

Diz o ministro Vital do Rego, presidente do Tribunal de Contas da União, que é contra penduricalho que amplia férias anuais de ministros da Corte para 60 dias. Promete cortar, mas só se essa proposta chegar a ele.

Frase do dia----“Não poderia me importar menos [com Lula]”

Donald Trump, presidente dos EUA, sobre a desimportância do petista

O ‘tamojunto’ de Lula

Em vez de afastar o Líder do Governo enrolado em corrupção, Lula telefonou para se solidarizar a Jaques Wagner. Para ele, avalia o jurista André Marsiglia, importante é atingir o ministro do STF André Mendonça

Tudo a ver

O ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR) comparou Lula a Richard Nixon, que caiu no escândalo Watergate. “Seu governo atrapalha, nos bastidores, as investigações que podem afetá-lo”, denuncia.

Derretimento rápido

Partido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), o União Brasil tinha dez senadores na bancada, em 2023, a terceira maior da Casa. No momento, sobraram apenas três senadores do partido, no Senado; além de Alcolumbre, Jayme Campos (MT) e Professora Dorinha Seabra (TO).

Às favas os prazos

A Procuradoria-Geral da República (PGR) levou mais de 30 dias para se manifestar sobre a lei da dosimetria. Só que o prazo dado ao procurador-geral foi muito menor, apenas três dias.

Pensando bem...

...da tal química, só sobrou para Lula o “volátil”.