sexta-feira, 16 de outubro de 2026

 

Coluna Magnavita | Em desespero, PSD quer transformar Paes no candidato do STF ao Governo do Rio

Coluna Magnavita | Em desespero, PSD quer transformar Paes no candidato do STF ao Governo do Rio
Em desespero, PSD quer transformar Paes no candidato do STF ao Governo do RioCrédito: Danilo Silva / Record Rio

O candidato derrotado do PSD ao Governo do Estado do Rio, Eduardo Paes, depois de ter reconhecido a derrota em primeiro turno para Douglas Ruas, do PL, que já iniciou até o processo de transição, corre o risco de trazer para as suas costas todo o desgaste e antagonismo da população contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em todo o Brasil, a eleição majoritária para o Senado refletiu a rejeição dos eleitores contra a atuação política do STF no processo eleitoral. A decisão do PSD de recorrer ao Supremo para provocar um segundo turno no Rio é surpreendente e desafia a lógica eleitoral, que sempre foi uma marca da carreira política de Paes. Está sendo lido como um ato de desespero, por razões objetivas.

O resultado eleitoral deixou claro que Douglas Ruas avançou em áreas que estavam mapeadas como as Paes. A vitória trouxe para Douglas uma debandada geral de prefeitos e líderes partidários. Até Netinho Reis, prefeito de Duque de Caxias, sobrinho da candidata a vice-governadora de Paes, estava no ato de Douglas e Flávio Bolsonaro na Ilha da Gigóia no sábado, 10.

Se o STF decidir pela realização do segundo turno, os dois candidatos terão perdido uma semana de tempo de televisão e Douglas será vitimizado, já que será a terceira vez que, por manobra do PSD, ele fica impedido de assumir o governo.

Alguns movimentos sincronizados merecem, porém, a atenção. Eduardo Paes finalmente acordou como cabo eleitoral de Lula. Enxergou que a reeleição do presidente virou uma questão de vida ou morte para o seu grupo. Ele começou a semana sem espaço político na esquerda, exatamente pelo seu pouco engajamento na agenda presidencial.

Neste cenário, corre o risco de ter o PT como adversário em 2028, colocando em dúvida a possível reeleição de Eduardo Cavaliere.

Quem entrou no STF foi o PSD nacional. Veja alguns detalhes do pedido: "O PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO - PSD NACIONAL, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o n. 13.629.827/0001-00, com sede nacional no SAS Quadra 01, Lote 01, sala 1101, Ed. Libertas, CEP 70070-010, Brasília/DF, por seu advogado devidamente constituído a teor da procuração em anexo (doc.1), vem, vem, com fundamento no art. 102, § 1.º, e no art. 103, VIII, da Constituição Federal, e na Lei n.º 9.882/1999… pede ao STF que ao TSE e ao TRE/RJ que restabeleçam a convocação do segundo turno para eleição ao cargo de Governador e que subsidiariamente, caso não seja possível a realização em 25 de outubro de 2026, a realização do segundo turno em data a ser fixada pelo TSE, antes da (c) a solicitação de informações ao TSE e ao TRE/RJ e a oitiva do Advogado-Geral da União e do Procurador-Geral da República, no prazo comum de cinco dias (art. 5.º, § 2.º, da Lei n.º 9.882/1999), facultada ao relator a conversão do exame da liminar em julgamento definitivo de mérito.

O PSD aposta no mesmo limbo jurídico que criou ao sair parcialmente vitorioso no STF, impedindo o restabelecimento do processo sucessório no Rio, em um julgamento que não terminou, deixando à frente do Rio um governador interino mandatado por uma liminar, até hoje não juntada, e uma votação paralisada no 4x1 favorável ao restabelecimento da sucessão constitucional.

O agravante é que foi o mesmo PSD que provocou a justiça para anulação dos votos de Anthony Garotinho, só que o feitiço virou contra o feiticeiro. A anulação acabou favorecendo a vitória de Douglas Ruas no primeiro turno.

Sem aliados, derrotado em regiões que esperava ganhar, sem conseguir eleger nenhum dos seus candidatos ao Senado, especialmente Pedro Paulo, e tendo cruzado os braços na reeleição de Lula, Eduardo Paes tenta uma solução kamikaze, capaz de reduzir o seu tamanho político e ficar fragilizado na sucessão municipal. Nesta sua última jogada, aposta todas as suas fichas no número 13 da roleta eleitoral. Sua derradeira chance de sobreviver, mesmo consciente da derrota eleitoral para o governo, na sua tardia adesão ao lulismo.

 

É comovente o esforço da mídia e das pesquisas para fortalecer Lula e o PT

Sorriso Pensante-Ivan Cabral - charges e cartuns: Charge do dia: De olho nas pesquisas

Charge do Ivan Cabral (Sorriso Pensante)

Carlos Newton

O mundo mudou demais, mas aqui no Brasil a rebordosa foi muito mais arrasadora e hoje reina a absoluta esculhambação. Não se pode mais acreditar no Supremo Tribunal Federal, a imprensa perdeu totalmente a dignidade, não adianta nem pagar plano de saúde, porque você é mal atendido da mesma maneira, o ser humano comum sente-se indefeso, a classe média vive enclausurada atrás das grades dos condomínios, a vida noturna caminha para um estado terminal.

É neste clima que nos preparamos para uma nova eleição presidencial, que felizmente começa dia 25,  num domingo de manhã. Aliás, se a votação fosse à noite, a imensa maioria dos eleitores nem compareceria, é melhor não se arriscar saindo às ruas sem motivo justo.

PESQUISAS IMORAIS – A desconfiança avança. Quando ninguém consegue acreditar que o Supremo possa ser moralizado sem que haja uma leva de impeachments, e quando não se pode confiar no presidente da República e nos dirigentes do Congresso Nacional, ora, nesse contexto, quem ainda consegue acreditar nas pesquisas eleitorais?

O tal instituto mineiro Quaest, um dos nossos Oráculos de Delfos, tem a desfaçatez de nos garantir que “43% dos que anularam, votaram em branco ou não foram às urnas no primeiro turno, contingente que representa cerca de 22% do eleitorado, afirmam escolher o presidente  Lula da Silva (PT) no próximo dia 25”.

E vai além o tal Quaest, ao afirmar que “0 número corrobora a estratégia do petista no segundo turno, que tem focado em apelos para aqueles que não votaram no último dia 4”. Caramba! Como eles descobriram tudo isso?

PIADA DO ANO – Essas pesquisas são sucessões de Piadas do Ano. Os responsáveis (se é que podem ser chamados assim) entrevistaram apenas 2.154 eleitores em 124 municípios.

Para pesquisar o quesito mencionado e que favorece Lula, o instituto teve de fazer a seguinte pergunta: “Você votou em alguém no primeiro turno?”. Para haver veracidade, 22% dos 2.154 entrevistados  (ou apenas 474 eleitores) teriam dito que não votaram, para corresponder aos 22% da eleição no primeiro turno.  E entre  esses 474 eleitores que a imaginosa pesquisa inventou, 283 então teriam confessaram que agora se entusiasmaram e decidiram votar em Lula, dando motivos a essa euforia antecipada.

É impressionante, mas ainda há quem acredite numa bobajada dessas.

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P.S. 1 – Trabalhei 4 anos no IBGE, antes de começar minha carreira de jornalista na Editoria de Política de O Globo, com Antonio Viana de Lima, Carlos Chagas e Jair Rebelo Horta. Aprendi muita coisa lá no IBGE. A principal foi a verdadeira definição de Estatística: “É a arte de torturar os números até que eles confessem os fins que almejamos”. Por fim, esses especialistas deveriam chamar o instituto de “Equaest” e dedicá-lo não só a pesquisas de equinos, mas também de asininos, que incluem os jegues, jumentos e jericos.

P.S. 2 –  Amanhã, voltaremos ao assunto, com uma surpreendente tradução simultânea da pesquisa DataFolha, que aponta vitória de Flávio Bolsonaro. (C.N.)


 

Agregador de pesquisas de O Globo dá um choque de realidade na campanha de Lula


O PT tenta demonstrar uma certa motivação para não desestimular a sua militância, mas quando se depara com a frieza dos números, toma um verdadeiro choque de realidade.

Lula parece empacado no resultado que obteve no 1º turno.

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Nesse aspecto um detalhe deve ser observado: pesquisas de uma maneira geral sempre penderam para a esquerda. Isso é histórico.

Pois bem, quando o agregador de pesquisas de O Globo dá uma vantagem para Flávio ainda maior do que o resultado do 1º turno, parece óbvio que o favoritismo do candidato de direita é, possivelmente, por uma diferença ainda mais elástica.

“A dez dias do retorno dos brasileiros às urnas, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente na disputa de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Rali, ferramenta agregadora de pesquisas do GLOBO e do Instituto Locomotiva. O candidato do PL aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o petista marca 44,8%.
Os dados foram atualizados após a rodada mais recente das pesquisas Datafolha, Quaest e Ipespe. Desde maio deste ano, a ferramenta vem calculando percentuais com base em pesquisas dos principais institutos que levantam as intenções de voto dos eleitores.”

Notem que ficou de fora do tal agregador o Instituto Gerp, que praticamente acertou o resultado de 1º turno e, em sua última amostragem deu uma dianteira de 10 pontos para Flávio Bolsonaro.

Sputnik

 

'Ocorreu o oposto': Rússia se torna ainda mais forte durante conflito ucraniano, diz analista ocidental

Tanque russo T-80 - Sputnik Brasil, 1920, 16.10.2026
Ao contrário dos cálculos da Organização do Tratado do Atlântico do Norte (OTAN), a Rússia fortaleceu seu Exército durante o conflito ucraniano, disse o comodoro aposentado da Marinha Real britânica Steve Germy a um canal do YouTube.
Segundo o analista britânico, desde o início das hostilidades na Ucrânia, a ideia dos países da OTAN era que toda a situação no país desarmaria a Rússia, e que Moscou supostamente se retiraria do conflito com menos armas.

"Mas ocorreu exatamente o oposto. Os russos provaram ser muito mais resilientes do que pensávamos. [...] E eles saíram disso ou estão saindo ainda mais fortes", sublinhou Germy.

De acordo com Germy, as tropas da Ucrânia estão perdendo a capacidade de resistir às Forças Armadas russas por causa do aumento da intensidade dos ataques delas. O próprio conflito na Ucrânia "começa a se agravar", acrescentou o especialista.
Soldados trabalham em um sistema antimísseis Patriot durante apresentação à imprensa das Forças Armadas alemãs, a Bundeswehr, em Warbelow. Alemanha, 18 de dezembro de 2012 - Sputnik Brasil, 1920, 15.10.2026
Panorama internacional
Sem licença e munição: Kiev esgota interceptores do sistema Patriot, revela mídia

"Acredito que agora em Kiev está chegando um momento de crise — tanto por causa do sucesso da Rússia no campo de batalha quanto devido ao seu completo domínio aéreo, bem como à completa incapacidade do lado ucraniano, mesmo com armas europeias e norte-americanas, de se defender dos ataques russos. Acho que estamos nos aproximando do fim do conflito", disse.

De acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, as tropas russas, no último dia, estabeleceram o controle sobre os povoados de Nefedovka e Chernoe, na região de Carcóvia.
Ao mesmo tempo, as forças russas atacaram centros de decisão e postos de comando, bem como empresas que o regime de Kiev usa em conjunto com especialistas da OTAN, responsáveis pelo fornecimento de componentes, inteligência e direcionamento.

 

PT tentou criar factoide com PEC da Segurança

Camilo Santana (PT-CE) (Foto: Waldemir Barreto/Ag. Senado)

Em momento algum houve risco de o PT apoiar a emenda à PEC da Segurança para reduzir a maioridade penal para 16 anos. O senador Camilo Santana (PT-CE), líder do partido, fez o boato circular, mas os petistas preferem o risco da derrota eleitoral a ajudar o Brasil a enfrentar o crescente número de maiores de 16 anos recrutados pelo crime organizado. Até porque significaria apoiar emenda cujo autor é ninguém menos que Flávio Bolsonaro (PL), que os derrotou no primeiro turno.

Reseta o jogo

Outra desculpa para rejeitar a redução da maioridade é que a alteração faria a PEC retornar à Câmara, esvaziando o factoide eleitoral.

É o que interessa

É só fingimento: assim como nunca deu a mínima para escala 6x1, Lula tampouco se interessa em combater o crime. Ele só quer votos.

Usina de lorotas

Passado o primeiro turno, Camilo virou a coordenador da campanha de Lula. Agora se sabe a origem de tantas lorotas espalhadas ao vento.

Jogada ensaiada

Com manchetes garantidas, a emenda Camilo empacou, até por ser falsa a intenção. Jogo combinado: seria rejeitada pelo relator petista.

Deputada federal Any Ortiz (Cidadania-RS).(Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados).

Governo Lula foi contra aumento do teto do MEI

A deputada Any Ortiz (PP-RS), presidente da comissão especial sobre o aumento do teto do MEI, revelou à coluna que o governo Lula foi contra a medida em sucessivas audiências e reuniões no Congresso. Agora, a poucos dias do segundo turno, o petista anunciou proposta para ampliar o limite de faturamento, congelado em R$ 81 mil desde 2018. Apesar de a deputada estar à frente dos trabalhos sobre o PLP 108/2021, aprovado pelo Senado e em discussão na Câmara há cinco anos.

Deu de ombros

Any sequer foi procurada pelo Planalto antes do anúncio, visto como eleitoreiro. “Ninguém do governo falou comigo”, contou à coluna.

Ponto de divergência

Ouvido pela coluna, o relator Jorge Goetten (Rep-SC) confirmou que negocia um acordo para atualizar os limites do Simples Nacional.

Governo breca

O relator admite a possibilidade de pautar o projeto na próxima semana. Mas ainda falta acordo com o governo, que quer o Simples Nacional fora.

Poder sem Pudor

Sobrinho farrista

Governador do Ceará, Parsifal Barroso nomeou o sobrinho predileto para a chefia do gabinete. O garotão era chegado numa farra e, certo dia, foi detido por uma blitz no carro oficial do governador, com duas mulheres que conheceu numa boate. Deu a carteirada, gritando de dentro do automóvel: “Sou o governador, não quero ninguém aqui!”. Parsifal foi informado do incidente e cobrou explicações. “Mas o que eu podia fazer, naquela situação?” indagou o sobrinho. “Poderia se identificar como sendo o Menezes Pimentel, que é viúvo”. Naquela época em que Viagra era um sonho ainda distante, o senador Menezes Pimentel tinha 90 anos.

Contumaz

Governador eleito do Paraná, Sergio Moro atesta: “Lula é um mentiroso. Mentiu no Mensalão, mentiu para mim nos interrogatórios da Lava Jato, mentiu na presidência e mente ao povo brasileiro na campanha eleitoral”.

Tem que explicar

Foi por unanimidade o endosso de ministros do TSE à decisão de André Mendonça que obriga o governo a apresentar dados de gastos com publicidade este ano. O PL acusa Lula de descumprir a Lei das Eleições.

Ouviu e votou

Tereza Cristina (PP-MS) admitiu voto pelo fim da escala 6 por 1 e explicou que atendeu o que deseja a maioria dos brasileiros, “é esse o nosso papel, ouvir e representar a população”, justificou a senadora.

Apoio lá

Mesmo morando nos Estados Unidos, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro tratou de adesivar o para-brisa do carro com apoio ao irmão Flávio (PL), “a campanha continua a todo vapor”, e lembrou: “não tem nada ganho”.

Frase do dia=====“O PT nunca erra sozinho, sempre arranja um culpado.”

Rogério Marinho (PL-RN), sobre a mania de terceirização de culpa do partido de Lula

Desespero custa caro

O desespero por votos fez Lula (PT) anunciar nova lorota para tentar enganar o eleitor no 2º turno: suposto transporte público “livre” aos fins de semana. A “proposta”, que não existe, não tem nem custo estimado.

Zambelli na pauta

Ficou para o fim deste mês novo julgamento sobre extradição de Carla Zambelli, que está na Itália. Marcado para o dia 29. O governo brasileiro quer que a ex-deputada cumpra no Brasil a pena pela condenação no caso da perseguição armada contra um homem pelas ruas de São Paulo.

Agora, sob holofotes

Os 4 ministros nomeados por Lula para o TSE decidiram outra vez em favor do PT: no plenário virtual, opinaram pela liberação de propaganda mentirosa contra Flávio Bolsonaro. Mas André Mendonça manteve as fake news fora do ar e enviou o caso ao plenário presencial.

Vem aí

A senadora Damares Alves (Rep-DF) garantiu que o Congresso conservador eleito vai trabalhar em compensação pela saúde e prosperidade dos empreendedores, após aprovar o fim da 6x1.

Pensando bem...

...factoide em lei continua factoide.