terça-feira, 27 de outubro de 2026

 

Zanin desmoralizou o TSE | Por Luiz Holanda

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, ex-advogado do presidente Lula, de prorrogar monocraticamente o horário de votação no segundo turno das eleições, não tem fundamento legal nem jurídico, pois as regras sobre o pleito estão na CF/88 e no Código Eleitoral. Além de contribuir para uma possível discussão sobre a vontade de 210 milhões de brasileiros e158 milhões de eleitores, a decisão colocou em risco o processo democrático de escolha dos candidatos pelo eleitor, sem interferência de qualquer poder, muito menos do STF. Zanin errou jurídica e politicamente, pois a sua decisão monocrática foi tomada em resposta às alegações da campanha de Lula sobre dificuldades de transporte de eleitores e alagamentos causados por chuvas. Ministros dos tribunais superiores, juristas e especialistas em Direito Eleitoral encontraram falhas jurídicas e operacionais na decisão de Zanin.

A primeira ilegalidade apontada foi a quebra da isonomia, pois a ordem foi assinada por volta das 17h01, exatamente quando o horário oficial de votação já havia se encerrado. Milhares de seções eleitorais já haviam fechado suas urnas eletrônicas e liberado os mesários quando a prorrogação foi autorizada. Isso criou condições desiguais para os eleitores, ferindo a igualdade de condições do pleito. Outro erro da decisão foi a impossibilidade de se abrir uma urna eletrônica já encerrada, pois, nesse caso, a urna não pode ser reaberta por razões de segurança digital e integridade do processo.

Independente disso, Zanin promoveu uma interferência indevida e descabida do STF sobre as atribuições organizacionais do TSE, pois o despacho inicial não detalhava os embasamentos legais e as delimitações dos impactos geográficos práticos de uma decisão de alcance nacional. Diante da confusão operacional generalizada nos estados, o próprio Zanin publicou um esclarecimento posterior determinando que a prorrogação valesse apenas para as seções cujas urnas ainda não haviam sido encerradas, o que reduziu o alcance da medida, mas manteve aberta a discussão jurídica sobre a estabilidade e a contestação dos resultados das eleições. Zanin pouco se importou em interferir nas decisões do TSE. Para ele, o TSE e nada é a mesma coisa. O que vale é a sua decisão.

A indicação e a atuação de Zanin como ministro do STF geraram debates intensos e opiniões divergentes no cenário jurídico e político brasileiro. Além de sua falta de trajetória acadêmica tradicional como títulos de doutorado ou livros publicados, sua proximidade histórica com o presidente Lula da Silva era um fator que comprometia o requisito de “notável saber jurídico” ou a necessária isenção para o cargo. E agora, com a sua decisão liminar de estender o horário de votação no segundo turno das eleições devido a falhas no transporte público, Zanin terminou gerando um fato inédito em nossa história, além de confusão e insegurança jurídica e política.

A decisão do ministro foi considerada como de motivação política, ferindo gravemente a Constituição e afrontando preceitos legais, pois houve usurpação de competência e desorganização do pleito eleitoral. Além disso, feriu o princípio da isonomia e de igualdade entre os eleitores. Uma decisão desproporcional desse tipo alterou as regras com o pleito já encerrado ou em andamento tardio, gerando o que os especialistas chamaram de “monstro jurídico” e promovendo uma instabilidade institucional jamais vista. Parlamentares de oposição criticaram o fato de a ação ter sido movida pela coligação do presidente Lula e julgada justamente por Zanin, que atuou historicamente como advogado pessoal do presidente antes de ingressar na Corte.

A petição foi assinada por um ex-colega de escritório de Zanin. No que se refere à inércia e demora do TSE em deliberar sobre a questão, permitiu que o caso fosse levado emergencialmente ao STF diante da urgência evidente do horário. Só que o processo jamais poderia ter ido para o ex-advogado de Lula. Sem dúvida que o ministro Nunes Marques, alvo de investigações e reportagens que apontam supostos laços e traços de favores com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro do Banco Master, perdeu toda a autoridade e o respeito para comandar o pleito. Daí as contestações dos colegas às suas decisões. Mensagens extraídas do celular de Vorcaro apontam que ele manteve contatos frequentes com o ministro intermediados pelo desembargador Newton Ramos quando a Segunda Turma do STF julgava interesses bilionários do Banco Master. Nunes mudou de posição em um voto de desempate favorável ao grupo, isso sem falar nos registros sobre conversas mencionando seu filho, Kevin Marques, em tratativas sobre supostos repasses ou contratos mensais de R$ 500 mil. Sabendo disso, Zanin deitou e rolou.

*Luiz Holanda, advogado e professor universitário. 

 

Cheio de problemas, novo governo de Lula tem tudo para ser decepcionante

PF ameaça rebelião caso Lula escolha por “militares traidores” para sua defesa - Estadão

Lula agora tem de aturar mais quatro anos de governo

Carlos Newton

Quando acordar e cair na realidade, Lula da Silva vai se olhar no espelho do Palácio da Alvorada e indagar: “O que estou fazendo aqui?”. O espelho lhe responderá mostrando seu ar de infinito cansaço, evidenciado pelo enrugamento do pescoço, que os cirurgiões plásticos não conseguiram remover na caprichada harmonização feita no ano passado.

Só então o presidente brasileiro lembrará que esta terça-feira é dia de seu 81º aniversário e será uma chatice, tendo de aceitar cumprimentos sem parar. Talvez seja melhor nem aparecer no Planalto e descansar mais um pouco, apesar da empolgação de dona Janja da Silva, que só quer saber de festejar.

CONFINAMENTO – Ao contrário da mulher, Lula sabe que o poder é ilusório e essa derradeira eleição o condenou a passar mais quatro anos confinado em Brasília, enquanto ainda tiver saúde para governar, pois o vice Geraldo Alckmin é como um urubu, eternamente pousado no ombro do presidente, esperando apenas o tempo passar.

Após a espetacular vitória contra um adversário estreante e de poucas chances, Lula se aborreceu logo de cara, ao tomar conhecimento de que as ações brasileiras despencaram no exterior, com queda de até 27%, enquanto o dólar comercial subia de R$ 4,99 para R$ 5,55. Papéis de XP, Santander e Itaú negociados nos EUA e na Europa desabaram.

Lula não sabe o motivo. Julga que está sendo perseguido. Estava sonhando com a queda dos juros, prometeu isso na campanha, mas a vida não é bem assim. Agora não caem, mesmo.

METAS FISCAIS – Após a vitória, Lula terá de convencer o mercado de que vai mirar a meta fiscal para conter gastos. Por causa do saco de bondades, terá que enviar ao Congresso um ajuste inicial  no Orçamento de 2027, a regulamentação da PEC 6×1 e parte da Reforma Tributária.

Para se manter no terceiro mandato, o governo Lula teve de  recriar a velha dívida externa, que já tinha caído no esquecimento. Com a volta de derrotados à equipe do governo, como Fernando Haddad, Gleisi Hoffmann, Paulo Pimenta, Marina Silva, Simone Tebet, Renan pai e filho, Manuela D’Ávila e outros mais, ficará tudo no mesmo.

E assim vamos acompanhar quanto tempo Lula resiste no velho novo governo, que começa com prazo de validade já vencido.

 

Autoridades da Arábia Saudita, Paquistão e Turquia se reúnem com liderança iraniana em Teerã

Da esquerda à direita, o chefe da Agência Nacional de Inteligência (MIT) da Turquia, Ibrahim Kalin; ministro da Defesa da Arábia Saudita, Khalid bin Salman; secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei; e o comandante das Forças Armadas e chefe do Exército do Paquistão, Asim Munir - Sputnik Brasil, 1920, 26.10.2026
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Encontro reuniu autoridades de defesa e segurança dos quatro países; delegações concordaram em manter o diálogo para ampliar a cooperação regional e promover a paz e a estabilidade.
Irã, Paquistão, Turquia e Arábia Saudita realizaram nesta segunda-feira (26), em Teerã, a primeira reunião quadrilateral entre representantes de alto escalão dos quatro países para discutir segurança e estabilidade regional. O encontro foi conduzido por Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano.
Participaram das conversas o ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman; o comandante do Exército paquistanês, Asim Munir; e o chefe do serviço de inteligência turco, Ibrahim Kalin. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também esteve presente.
Os três países anunciaram em agosto deste ano o Acordo de Defesa Conjunta de Meca, ou Pacto de Meca, uma aliança de resposta conjunta em caso de agressão a um dos três membros.
Centrífuga nuclear no Irã - Sputnik Brasil, 1920, 26.10.2026
Panorama internacional
França, Alemanha e Reino Unido prepararam o terreno para a agressão contra o Irã, diz Rússia
Ao final da reunião, as delegações concordaram em manter o diálogo para fortalecer a cooperação entre os quatro países, inclusive em questões relacionadas à paz e à segurança regional.
No encontro, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, defendeu o fortalecimento da unidade entre os países islâmicos e a ampliação da cooperação diante das pressões externas. Segundo a agência iraniana Mehr, ele afirmou que os países da região precisam atuar conjuntamente para evitar ameaças individuais.

“Devemos impedir que os países da região sejam submetidos individualmente a pressões e ameaças, por meio da cooperação e do apoio mútuo", declarou Pezeshkian.

Pezeshkian também defendeu a transformação de acordos políticos em iniciativas concretas, com maior integração comercial, intercâmbio científico e projetos econômicos conjuntos. Segundo ele, a aproximação entre os países pode contribuir para enfrentar a instabilidade regional e reduzir a interferência externa.
Ele afirmou que o Irã apoiará entendimentos que fortaleçam a unidade e a cooperação regional.
"Devemos nos concentrar nos pontos em comum e nas áreas de cooperação, sem permitir que divergências impeçam a realização dos interesses compartilhados dos povos da região."
À Sputnik, o ex-embaixador paquistanês na Arábia Saudita e na Síria, Waheed Ahmed, avaliou que as conversas com os membros do Pacto de Meca atingem diversas facetas da região, como a relação deles com o grupo iemenita Ansar Allah (houthis), a presença dos Estados Unidos na região e a relação dos três com o Teerã.
Durante sua última visita ao Paquistão, Pezeshkian indicou a possibilidade de adesão ao acordo. Para Ahmed, que isso ainda parece improvável no momento
"O Irã acabaria por fazer parte do acordo quando a região remodelar seus contornos políticos e de segurança após o reposicionamento dos EUA. Veríamos então uma abordagem cooperativa para a segurança regional com um princípio abrangente de segurança para todos e sem ameaças para ninguém."
Logo da emissora Sputnik - Sputnik Brasil

 

Impostos bancam custo bilionário das medidas eleitorais que garantiram vitória

Presidente Lula. (Foto: Ricardo Stuckert/PR).

Agora Lula (PT) tenta arrumar os R$298 bilhões do custo da reeleição, somatório das 35 medidas caça-votos em pleno ano eleitoral, apesar da proibição na Lei da Eleição (9504/97), enquanto o TSE oficial e o paralelo, no STF, fingiam-se de mortos. Dario Durigan (Fazenda), um gozador, mostrou-se mais preocupado com a falta de “racionalidade” da queda recorde da bolsa, de quase 17%, reflexo do pessimismo com a irracionalidade nos gastos e o desprezo petista pelo equilíbrio fiscal.

Some R$27,7 bi

Somente o aumento do Bolsa Família terá impacto de R$22,7 bilhões no ano que vem, e mais R$5 bilhões serão torrados no Desenrola 3.

Conte mais R$12 bi

Outro deboche à Lei da Eleição, o transporte gratuito em fins de semana, terá custo estimado em R$12 bilhões no ano que vem.

Pix de dinheiro alheio

Em decisão tida coo compra descarada de votos, Lula anunciou Pix de R$5 mil para cada microempreendedor. Noves fora, mais R$5 bilhões.

Acrescente R$5,3 bi

As medidas demagógicas também derrubam a receita de impostos. O fim das bets diminuirá a arrecadação federal em R$5,3 bilhões, em 2027.

Posse de Kassio Nunes Marques como presidente do TSE | Foto: Luiz Roberto / TSE

Aparelhado, TSE dá sinais de irrelevância na eleição

O desrespeito à Lei na campanha e crimes eleitorais escandalosos de abuso de poder político e econômico, de 2026, mas com ministros mais preocupados em atender interesses dos candidatos preferidos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) demonstrou na prática que passou da hora de o Brasil discutir sua extinção. Nos Estados Unidos, por exemplo, não existe um TSE, nem órgão semelhante com sede suntuosa e custo bilionário. E na maior democracia do mundo também há eleições a cada dois anos.

Dinheiro fiscalizado

Existe apenas o Federal Election Commission (FEC), que regula só o financiamento de campanhas federais, sem administrar a votação em si.

Propaganda é paga

Lá, não há propaganda gratuita obrigatória em rádio e TV. Se querem se promover, candidatos pagam anúncios nos veículos de comunicação.

Lei simples

A lei federal obriga apenas que emissoras que cedam espaço a um candidato devem oferecer a mesma oportunidade a outros na disputa.

Poder sem Pudor

Alkimin, a raposa

A raposa mineira José Maria Alkimin visitava o interior quando encontrou um velho correligionário, dono do jornal local: “Como vai ‘O Combate’?”, perguntou. “Não é ‘O Combate’, deputado. O nome do jornal é ‘O Debate’...”, explicou o eleitor. “Ora, eu sei! Refiro-me ao seu combate no ‘O Debate’...”, explicou o mineiro. “Apesar das dificuldades, vai muito bem, deputado”, disse o dono do jornal. “Leio seu jornal todos os dias, amigo!” continuou Alkimin, incorrigível. “Mas, senhor, o jornal é semanal...”, comentou o correligionário. “É claro que é semanal. Eu sei! Todas as semanas pergunto para minha secretária: ‘Cadê O Debate?’. É que ele é tão bom que eu acabo lendo todos os dias. Está sempre na minha cabeceira”. ___

Esqueceram dele

Enquanto mofa na prisão, Daniel Vorcaro deixou de ser assunto, assim como autoridades que se enrolaram com seus milhões, enquanto a avançavam a campanha e o protagonismo de ministros eleitorais.

Sutilezas da guerra

O passaporte apreendido dá a Flávio Bolsonaro alegação de meio para alegar perseguição. É investigado por suposta “lavagem de dinheiro” com o advogado Willer Tomaz. Já Eugênio Aragão, sócio de Tomaz há 9 anos, ex-ministro de Dilma e ex-advogado de Lula, não foi incomodado.

Fascismo in natura

Nem 24h após o fim da eleição, o perfil oficial do PT no Paraná ameaçou: “Deltan, vc é o próximo”. Para o senador eleito, o “governo do amor” mostra a verdadeira face: “ódio, vingança e perseguição”.

Numerologia

A última vez que um senador de oposição foi derrotado por candidato petista para a Presidência da República foi o início do que seria o segundo impeachment de um presidente no Brasil.

Frase do dia------------Pareceu mais uma eleição fraudada

Presidente dos EUA, Donald Trump, ao comentar a vitória de Lula no domingo

Pequena diferença

Após a derrota para Dilma (PT) em 2014, o então senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou que faria “oposição rigorosa” ao governo petista. Não teve o passaporte apreendido: o líder oficial foi Álvaro Dias (PR).

Precisava de escândalo

Foi em 2020, na pandemia, a última vez que o circuit breaker foi ativado na Bolsa de Valores. Antes disso, em 2017, no “Joesley Day”, quando vazaram áudios do controlador da JBS com o presidente Michel Temer.

Caso raríssimo

Antes do “Joesley Day”, o circuit breaker da Bolsa de Valores de São Paulo havia sido acionado na crise de 2008, quando bolsas de todo o mundo despencaram após a crise de subprimes nos Estados Unidos.

Resistência

Flávio Bolsonaro promete transformar o Congresso em trincheira contra o governo Lula (PT). “Não vão me calar, não vão me intimidar”, avisou, prometendo oposição combativa: “Não vamos desistir do nosso Brasil”.

Pensando bem...

...“democracia” tupiniquim é ordenar batida policial contra o principal político de oposição no dia seguinte à eleição.