domingo, 25 de outubro de 2026

 

Habemus Presidente: destempero de Lula e ressaca de Macallan de R$ 500 mil ungiu Flávio Bolsonaro

Flávio ficou com uma postura presidencial, do figurino as suas colocações, e até a forma cordial que retrucava, as vezes com ar de pena, as acusações de um Lula descontrolado

Habemus Presidente: destempero de Lula e ressaca de Macallan de R$ 500 mil ungiu Flávio Bolsonaro
Lula deu sinais que está senil e Flávio adotou uma postura presidencialCrédito: Reprodução/ TV Globo

Lula deu sinais que está senil nos estúdios da Globo. Durante o debate, não controlou nem o tempo de fala e demonstrou estar sem noção de espaço. Esbarrou até no púlpito. Despiu a sua imagem presidencial, não só por ter abolido a gravata, mas pela postura agressiva e sinais de desorientação.

Já Flávio Bolsonaro adotou uma postura presidencial, fazendo contraponto a um Lula raivoso e sem limites para as ofensas pessoais. Flávio colocou uma impecável gravata azul claro; e Lula, o figurino de tiozão. Papéis invertidos aos que tiveram no debate da Band.

O pior foi Lula nem perceber os temas que estavam disponíveis para serem perguntados em um painel gigante na sua frente, e tentar rebater com o apresentador Cesar Tralli na questão sobre educação. Precisou da tutoria do jornalista da Globo para os temas e para controlar o tempo. Foi até ajudado, o que deixou Flavio contrariado pelos minutos jogados fora várias vezes.

Além de não responder nem uma das questões feitas, principalmente sobre o gosto de um uísque de R$ 50 mil reais a dose, a garrafa de R$ 500 mil, que ganhou do banqueiro Daniel Vorcaro, pulou também a resposta sobre o endereço apresentado por Lulinha em São Paulo: um apartamento que pertence ao mesmo dono do sítio de Atibaia, em valor estimado de R$ 15 milhões.

Lula também não falou sobre a explosão da violência no Nordeste, nos estados governados pelo PT.

Começou dizendo que não ouvia as perguntas de Flávio, alegando que ele estava falando baixo, enquanto todos no estúdio e em casa ouviam perfeitamente. Parecia que estava desorientado.

“O que você tem contra os jovens?“. Foi o primeiro cruzado de direita de Flávio, em reação ao ser chamado de menino por Lula.

Para o desespero dos lulistas na plateia do estúdio, ele usou o seu tempo para repetir ataques que já haviam sido repetidos.

Tentou um golpe baixo ao falar de um passeio de barco e ao colocar ministros do STF, senadores e políticos em um salada de acusações envolvendo o Banco Master, jantares, festas e mulheres. Perdeu todo o elã presidencial naquele momento de descontrole.

Já Flávio ficou com uma postura presidencial, do figurino as suas colocações, e até a forma cordial que retrucava, as vezes com ar de pena, as acusações de um Lula descontrolado. No final do embate, ficamos com a sensação que é típica do Vaticano nos finais dos conclaves de cardeais quando escolhem um Papa: Hebemus Presidente. E o nome dele é Flávio Bolsonaro. Saiu do debate ungido pelo contraste do duelo de um John Kennedy Verde Amarelo enfrentando um personagem com traços de Raul, do seu irmão Fidel Castro e com pinceladas de Hugo Chaves e Maduro, tudo pelo discurso raivoso e agressivo, típico dos ditadores latinos que ele, Lula, sempre cultuou. Um tom de esquerda old-school. Tudo isso regado pelo presente do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master: uma garrafa rara de uísque escocês Macallan 1945 — safra do ano de nascimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — avaliada em cerca de R$ 500 mil (80 mil euros na época), que Lula bebeu de uma só vez.

*Diretor de Redação do Correio da Manhã

 

Esta é a eleição mais ridícula e perigosa que já ocorreu no país. Pense sobre isso.

Reprodução de Objetos Inanimados

Carlos Newton

No próximo dia 13 de dezembro, aniversário sinistro do AI-5, vou completar 60 anos de atuação no jornalismo de política, com passagens pelo O Globo, Diário de Notícias, Manchete, Correio Braziliense, Fatos & Fotos, Pasquim, Revista Nacional, Diário de Minas, Tribuna da Imprensa, Última Hora, Rádio Nacional, TVE, IstoÉ, TV Manchete etc. e tal.

Com base nessa abrangente experiência, podemos garantir que jamais houve uma eleição tão ridícula como a que se encerra neste domingo, que foi marcada pela extremada polarização entre os dois mitos da política atual – Lula da Silva e Jair Bolsonaro.

ESTRATÉGIA – Os militantes de cada facção se dedicaram exclusivamente a criar narrativas e manipular situações que pudessem denegrir Lula, Bolsonaro, respectivas famílias e apoiadores. A estratégia de semear ódio e pânico nada tem de novidade, faz parte da velha prática eleitoral, mas faz tempo que não era aplicada com tamanha intensidade.

Desta vez, os marqueteiros largaram de mão os projetos e programas de governo e usaram as novas tecnologias e as redes sociais para espalhar um número enorme de fake news e narrativas manipuladas, que entravam e saiam das big techs, das redes sociais e dos portais da grande imprensa, com a mesma sem-cerimônia.

Nesse final de campanha, foi impressionante o que rolou de informação distorcida, vagabunda e sem importância, que as pessoas trocavam incessantemente pelo celular e acabam sendo divulgadas pela imprensa.

CANSAÇO DO PT – Trata-se, é claro, de uma distorção doentia, que denota um comportamento social abusivo e sem precedentes, que chega muito próximo de uma situação verdadeiramente patológica, porque parece que não vai ceder e a tendência é até de se agravar.

Há quem pense que seria um bom sinal, porque o maior interesse pela política demonstraria uma evolução social aqui no Brasil, mas não parece ser exatamente isso que está ocorrendo, porque podemos estar seguindo para a mesma radicalização que hoje ocorre na Europa.

O fato concreto é que nunca ocorreu nada igual aqui do lado debaixo do Equador. A meu ver, temos de estar atentos e tentar diminuir ao máximo essa tensão, lembrando que a principal característica de democracia é a exigência de que não haja perseguição a adversários políticos, para que possa ocorrer normalmente a salutar alternância no poder.

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P.S.
– Repare que a realidade com a qual nos deparamos aqui no Brasil e em muitos outros países é no sentido de que cada facção busque destruir os adversários políticos, o que significa exatamente a negação da democracia. Amanhã, voltaremos ao assunto. (C.N.)

sábado, 24 de outubro de 2026

 

Campanha expôs o envolvimento político no TSE interferindo na eleição

ACESSIBILIDADE:
Sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - Foto: redes sociais.

As eleições de 2026, sobretudo as presidenciais, entram para a História pelo protagonismo exacerbado, com notas de engajamento político, da maioria governista do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) do “TSE paralelo”, de prontidão para desfazer decisões que desagradem o candidato à reeleição. Foi Lula quem escolheu a dedo e nomeou 4 dos 7 ministros do atual TSE, que fizeram a oposição quase esquecer do engajamento do TSE de 2022. Ministros assumiram protagonismo maior que os próprios candidatos.

Sintonia fina

A bancada governista no TSE não desapontou quem nomeou seus integrantes e se tornou talvez o maior suporte da campanha de Lula.

Ministro contra ministro

Ministros lulistas dispensaram o “TSE paralelo” de atuar, neutralizando de véspera até decisões não tomadas do presidente da corte.

Zagueiros em ação

Nesta sexta, ministro lulista anulou eventual suspensão do grupo lulista de Whatsapp, grande aposta de Lula no 2º turno, que difunde fake news.

Isonomia enterrada

Governista levou em média 67 dias para decidir demandas da oposição, com demora de até 230 dias, e poucas horas para atender aos petistas.

Presidente Lula (PT) tenta reeleição com reprovação em alta - (Foto: Ricardo Stuckert).

Sigilos não rendem que a campanha do PT queria

A tentada quebra dos sigilos de Lula e Flávio Bolsonaro não produziu o efeito eleitoral esperado no PT. A avaliação interna é que o episódio entrou tarde demais na campanha para virar desgaste efetivo e que o eleitor nem mesmo conseguiu processar a provocação. O lado de Flávio considera que a adesão às exigências funcionou como vacina contra a armadilha do petista. Ao aceitar a abertura, o senador esvaziou a narrativa de que teria algo a esconder, como Lula tentou cavar.

Cheiro esquisito

O próprio TSE se afastou da manobra. André Mendonça, ministro relator, disse que os candidatos são livres para divulgar, sem precisar da Corte.

Caso pensado

Lula sabia o que fazia a defender a suposta transparência, que nunca aconteceu. Acessos desse tipo levam meses parados por burocracia.

Nem se quiser

Uma semana separou a bravata de Lula do fechamento das urnas, impossível Banco Central e operadoras de telefonia cumprirem o pedido.

Poder sem Pudor

Ministro no jantar

ACM sempre viveu às turras com alguém. Era ministro do governo José Sarney e, claro, brigava com outros ministros. Um deles era o da Previdência, Renato Archer. Certa vez os dois se encontraram na antessala do presidente, no Planalto, e ACM puxou conversa: “Esta coisa de vida pública é difícil. Ainda outro dia tive que desmentir um jornal que publicou, imagine, que eu teria dito que naquele dia você não jantaria ministro. Imagine que eu ia dizer uma coisa desta!”. Sempre calmo, Archer apenas sorriu e ironizou: “Não se preocupe. Em qualquer hipótese eu não deixaria de jantar”.

Até a Economist

O agregador de pesquisas da revista The Economist apostava em vitória de Lula (PT) por quatro pontos, em 2022. Foi de 1,8 ponto. Este ano, aposta em vitória de Flávio com 3,2% de vantagem (nos votos válidos).

Fadiga de material

Lula (PT) é o brasileiro que mais concorreu em disputas presidenciais na História das eleições diretas no País. Foi eleito três vezes, mas perdeu outras três. O segundo turno deste domingo (25) será o desempate.

Puro abuso

Jornalistas se irritaram com assessores de Lula (PT). Folgados, chegaram depois no TSE e empurraram os profissionais para ter o melhor ângulo para registrar o factoide da quebra do sigilo.

Vitória vislumbrada

As três principais plataformas “preditivas” mundiais, Polymarket, Kalshi e Robinhood Prediciton Markets, apostavam, na sexta (23), que a chance de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) é de 77%.

Frase do dia------------“Aposentados dificilmente receberão salários no futuro”

Augusto Nardes, ministros do TCU, alerta sobre a situação da Previdência no Brasil

Não errou

A plataforma de previsões e apostas Polymarket dava chances menores de vitória de Lula, às vésperas do segundo turno de 2022, (entre 66% e 72%), do que prevê para Flávio Bolsonaro, este ano (entre 75% e 79%).

Conta difícil

Para vencer neste domingo (25), Lula (PT) precisaria conquistar mais de 62% dos votos dos candidatos que não passaram ao segundo turno. Nem o petista, nem qualquer outro candidato obteve essa proporção de votos desde 1989; nem no primeiro, nem no segundo turno.

Precisava de tornado

Após a passagem de tornado no Paraná, em 2025, Lula adiantou o pagamento do Bolsa Família para cerca de 40 municípios. Nunca mais o fez. Um único município do Espírito Santo (Ibatiba) vítima das enchentes, foi adiantado uma só vez desde 2023. Na eleição, liberou geral.

Problema no sobrenome

Carlos Bolsonaro lembra a devassa que a conta do pai sofreu quando, legalmente, ganhou joias de um príncipe da Arábia Saudita e compara com o whisky de R$500 mil que teria sido dado a Lula: “nada acontece”.

Pensando bem...

...estranho é expor dados bancários, mas esconder visitas a parlamentares.