quarta-feira, 21 de outubro de 2026

 

Lula praticou crime de responsabilidade no caso das Bets e pode sofrer impeachment

Poder360 on X: "📹#vídeo Lula diz que bolsonarismo quer "povo endividado por bets" 💸Presidente assinou, em 25 de setembro, MP que proíbe os cassinos on-line no Brasil. 👇Assista ao vídeo:" / X

Charge do Kariston Franco (Poder360)

Carlos Newton

Na ânsia de ganhar a eleição, o presidente Lula da Silva (PT) se complicou de tal maneira que está jogando fora o que lhe resta de futuro político, a partir do maior erro cometido no atual mandato – a  regulamentação ilegal das apostas Bets (Lei 14.790/2023 e Portaria 1231/2024), em flagrante descumprimento à Lei de Contravenções Penais.

As medidas irregulares foram assinadas por Lula e pelo então ministro Fernando Haddad, da Fazenda, que passaram a ser réus num processo de ação popular que tramita na 18ª Vara Federal Cível de Brasília, visando a anular a regulamentação das Bets.

MAIS GRAVE – O problema de Lula, porém, é muito mais grave do que parecia no início. Ao serem apresentadas na ação popular as diferentes provas contra a regulamentação ilegal das Bets, foi sendo consolidada a certeza de que Lula pode responder também por crime de responsabilidade, que dá motivo a impeachment, como aconteceu com Fernando Collor e depois com Dilma Rousseff..

No caso das Bets, a situação jurídica de Lula não melhorou nada, apesar da tardia Medida Provisória 1394, de 25 de setembro de 2026, assinada junto com o atual ministro Mauro Duringan, substituto de Haddad, reconhecendo que a regulamentação das bets tinha sido mesmo ilegal.

Aa assinar a MP, o principal objetivo de Lula era evitar perder votos das vítimas das Bets e de seus parentes e amigos. Ao mesmo tempo, o presidente pretendia também que houvesse complacência da Justiça, pois inevitavelmente ocorrerá renhida disputa judicial, com recursos apresentados pelas empresas de Bets, entre elas a própria Organização Globo, que é sócia da MGM americana.

FORA DA LEI – A situação de Lula ficou complicadíssima, porque, ao autorizar o funcionamento das Bets, o presidente da República possibilitou diretamente o descumprimento da Lei de Contravenções Penais, ilícito que configura crime de responsabilidade.

Segundo o inciso 7º do artigo 8º da Lei 1.079/1950, que define os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento, é crime contra a segurança interna do país “permitir, de forma expressa ou tácita, a infração de lei federal de ordem pública”.

No caso, a Lei de Contravenções Penais se caracteriza exatamente como “lei federal de ordem pública”. E a denúncia de crime de responsabilidade pode ser feita por qualquer cidadão, no uso de seus direitos.

RÉU CONFESSO – O caso é especialíssimo. Ao baixar a recente Medida Provisória que proibiu o funcionamento das Bets, Lula tornou-se réu confesso, porque admitiu ter praticado erro na medida anterior que regulamentou ilegalmente o esquema das apostas por cota fixa – e esse erro é enquadrado como crime de responsabilidade.

Para denunciar um crime de responsabilidade, o procedimento é feito perante o Poder Legislativo (Câmara dos Deputados), conforme estabelece a Lei 1.079/50:

Qualquer cidadão brasileiro no exercício dos seus direitos políticos pode apresentar a denúncia, protocolada diretamente na Câmara dos Deputado, com firma reconhecida do denunciante.

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P.S. 1 –
O processo deve ser acompanhado de documentos que comprovem os fatos ou, caso isso seja impossível, uma declaração indicando onde tais provas podem ser encontradas. Se houver prova testemunhal, a petição deve conter um rol de testemunhas (no mínimo cinco).

P.S. 2 – Nos crimes de responsabilidade do presidente da República e dos ministros de Estado, a Câmara dos Deputados é tribunal de pronúncia e o Senado Federal funciona como tribunal de julgamento, necessitando votos de dois terços dos senadores (54) para aprovação do impeachment. Parece muito, mas é pouco. (C.N.)  

 

Mídia: Irã mantém impasse com EUA e amplia pressão sobre Trump antes das eleições de meio de mandato

Pessoas passam diante de um painel que exibe o comandante de milícia iraquiano morto Abu Mahdi al-Muhandis (no alto, à esquerda), o falecido ex-líder supremo iraniano aiatolá Ali Khamenei (no alto, ao centro) e o comandante iraniano morto Qassem Soleimani (no alto, à direita) — posicionados acima de imagens do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu (E), e do presidente dos EUA, Donald Trump (C), durante as comemorações que marcam a retirada completa das tropas norte-americanas do Iraque, em Bagdá, no Iraque, 30 de setembro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 20.10.2026
Autoridades iranianas afirmam que o Irã tem prolongado as negociações com os EUA para desgastar politicamente Donald Trump antes das eleições legislativas de novembro. Teerã também diz temer novos ataques de Washington e Israel, enquanto divergências sobre o programa nuclear e o estreito de Ormuz mantêm distante um acordo para encerrar a guerra.
O Irã tem prolongado deliberadamente as negociações com os EUA para enfraquecer politicamente o presidente norte-americano Donald Trump antes das eleições legislativas de novembro, segundo autoridades iranianas. Paralelamente, o temor de novos ataques militares e a desconfiança em relação a Washington aumentam a resistência de Teerã a fechar rapidamente um acordo que encerre a guerra.
Fontes iranianas teriam afirmado à mídia britânica sob condições de anonimato que a liderança do país acredita que Trump continua disposto a recorrer à força para romper o impasse do conflito, que já dura oito meses. Segundo uma das autoridades, a prioridade do governo iraniano é se preparar para possíveis ofensivas dos EUA e de Israel, e não oferecer ao presidente norte-americano uma vitória política às vésperas da votação.

Segundo a apuração, analistas apontam que a estratégia iraniana busca explorar as dificuldades políticas enfrentadas por Trump. A guerra, iniciada em fevereiro após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, contribuiu para a queda de sua popularidade, enquanto a alta dos preços da energia preocupa os eleitores norte-americanos e pode prejudicar os republicanos nas urnas.

Trump afirma esperar uma redução dos preços do petróleo após as eleições, mas ainda não apresentou um plano detalhado para encerrar o conflito e normalizar a situação no estreito de Ormuz, que permanece praticamente fechado desde o início da guerra.
Masoud Pezeshkian durante encontro com o presidente russo, Vladimir Putin, à margem da cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai (OCX), em Bishkek. Quirguistão, 1º de setembro de 2026 - Sputnik Brasil, 1920, 19.10.2026
Panorama internacional
Presidente do Irã agradece a Putin por sua 'posição de princípios' sobre a situação no país
A falta de avanços nas negociações também reflete divergências profundas entre as partes. Washington quer que o programa nuclear iraniano seja discutido desde o início das conversas, enquanto Teerã exige primeiro o cumprimento de condições previstas em um "plano de sete dias" — uma vez que Washington interrompeu deliberadamente as tratativas anteriores.
Por meio de mediadores do Catar, o Irã propôs reabrir a passagem marítima em até sete dias, embora mantendo seu controle sobre a área. Em troca, exige o fim do bloqueio naval norte-americano, flexibilização das restrições às exportações de petróleo, liberação de ativos congelados e o encerramento das hostilidades. Segundo o chanceler Abbas Araqchi, a oferta continua válida e mensagens seguem sendo trocadas entre as partes.
Autoridades iranianas sustentam que a falta de confiança em Washington foi reforçada por episódios anteriores que interromperam negociações, como um ataque israelense que inviabilizou uma rodada de conversas nucleares em Omã, em junho de 2025, e a ofensiva lançada por EUA e Israel após outra rodada de negociações neste ano.

Para Teerã, manter a situação em suspenso permite pressionar Washington sem abandonar o discurso diplomático.

A estratégia tem elevado custos internos, porém, a desconfiança nos EUA hoje vai além do conflito atual e tornou improvável qualquer acordo duradouro, mesmo após o fim do governo Trump, consolidando a percepção de que não haverá retorno ao cenário anterior à guerra.
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Favoritismo de Flávio Bolsonaro para o segundo turno chega até a 78,5% na Polymarket

Plataformas mundiais de “previsão” e apostas nunca erraram nas eleições presidenciais brasileiras

Flávio Bolsonaro e seu vice, Alfredo Gaspar (PL) - (Foto: Beto Barata/PL).

A apenas quatro dias do segundo turno da eleição presidencial no Brasil, as principais plataformas mundiais de “previsão” e apostas, que nunca erraram em eleições presidenciais brasileiras, enxergam a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) como o cenário mais provável. A maior delas, a Polymarket, registrou nesta terça (20) 78,5% de chance do candidato do PL contra 22% de Lula. Outras plataformas, como Kalshi e Robinhood Prediction, também apontam Flávio como virtual vencedor no domingo.

Derreteu

Na Polymarket, Lula chegou a ter 67% de chance de vitória em 16 de agosto. Foi a 41% na véspera do primeiro turno e a 18% logo depois.

Disparou

Após o primeiro turno da eleição, Flávio chegou a registrar 90% de chance de vitória na Robinhood.

Flutuou

Após a promulgação do fim da escala 6x1, Lula teve uma leve melhora nas plataformas preditivas, mas voltou a cair após o debate na Band.

Muita grana

Existem mais de US$15 milhões (R$76 milhões) apostados na eleição brasileira na Polymarket, Kalshi e Robinhood.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: Divulgação / Ricardo Stuckert

PT teme desmobilização em estados do Nordeste

O PT captou baixa adesão de prefeitos e até governadores do Nordeste na hora de pedir votos para Lula no segundo turno das eleições. O PT sofreu revés na região, porto seguro eleitoral de Lula, que viu o número de deputados conservadores crescer. Deputados federais são grandes propulsores de votos, já que pressionam prefeitos e, com isso, arrastam a militância às urnas. Tabelas que circulam entre petistas colocam a nova bancada nordestina com 45% de parlamentares ligados à direita.

Biruta de aeroporto

O centrão, que navega conforme o vento das benesses, tem cerca de 25%. O restante ficou com a esquerda, não necessariamente lulista.

Foi de arrasta

Prefeitos com cofres vazios dependem de emendas para fecharem as contas. Com quase 40% da bancada renovada, o compromisso morreu.

Corpo mole

São as prefeituras que devem garantir o transporte público gratuito para a população votar, ainda que sem favorecer candidatos.

Poder sem Pudor

Governador reprovado

No livro que preparava sobre o avô, a então deputada estadual Juliana Brizola (PDT-RS), lembrava a professora aposentada e ex-líder sindical, de 90 anos, que a procurou em seu gabinete para contar que reprovou Leonel Brizola por meio ponto. Reencontrou o ex-governador gaúcho décadas depois, numa negociação salarial: “Guria, como eu podia imaginar que o aluno que reprovei por meio ponto viria a se tornar governador?”

Fora de órbita

Jornalistas presentes no estúdio da Band, na noite do debate, afirmam que Janja e Sidônio Palmeira, muito nervosos, conseguiram atrapalhar mais a Lula que Flávio Bolsonaro. O marqueteiro parecia fora de órbita.

Balão de ensaio

O caminho é longo e sempre o mesmo na caça a vagas em cortes superiores ou no TCU, que nem é do Judiciário, mas tem “tribunal” no nome. A cotada da vez é a desempregada Simone Tebet.

Jogo sujo

Campanha da governadora Celina Leão, que tenta reeleição no DF, denuncia distribuição de santinhos com número errado da candidata pelas ruas da capital. Ela, que é do PP, teve o número associado ao PL.

Super quarta

É hoje a super live anunciada por Pablo Marçal com anúncio de uma série de ações políticas de Flávio Bolsonaro. O evento, com participação de sertanejos, será na casa do cantor Gusttavo Lima.

Frase do dia=====“Eu já esperava que iriam tentar me descredibilizar”

Roberta Luchsinger lobista ligada a Lulinha sobre ataques por romper com a família Lula

Sob controle

A composição atual do TSE conseguiu o que parecia impossível: superar a turma do mesmo tribunal em 2022, acusada favorecer Lula amplamente. Novamente, a bancada lulista tem 4 das 7 cadeiras do TSE.

Conta no vermelho

Lula critica o “tesouraço” prometido por Flávio Bolsonaro (PL), mas documento do próprio governo ao Congresso reconhece que não haverá dinheiro para bancar as “bondades” eleitoreiras de Lula já em 2027.

Lento e cansado

Ainda repercutindo o debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o senador Hamilton Mourão (Rep-RS) disse que se lembrou do confronto entre Joe Biden e Donald Trump, nos Estados Unidos: trágico.

Ponte aérea

Eleito no primeiro turno como governador do Paraná, Sérgio Moro (PL) começa a anunciar seu secretariado. A Fazenda fica com Pricilla Santana, que ocupa a pasta no RS. É recomendação de Paulo Guedes.

Pensando bem...

...prefeito desmobilizado para o PT é prefeito mobilizado para o PL.