sábado, 7 de novembro de 2026

 

Rússia está vencendo na Ucrânia apesar de todos os planos da Europa, diz eurodeputado

Soldado ucraniano ajuda colega ferido na estrada - Sputnik Brasil, 1920, 07.11.2026
A Rússia está vencendo o conflito na Ucrânia, apesar de todos os planos e previsões da Europa, disse o eurodeputado da Alemanha, Michael von der Schulenburg, em canal no YouTube.
"Se alguém deveria estar interessado em acabar com o conflito na Ucrânia, [...] são os europeus. […] Mas eles tomaram a posição oposta e usaram Zelensky para frustrar as iniciativas de paz de Trump. [...] nós dissemos: 'a Europa tem mais população, uma economia mais forte, [...] mais tropas do que os russos. Então vamos vencer.' [...] E agora de repente percebemos que estamos realmente perdendo", ele observou.
Schulenburg enfatizou que os europeus já deveriam ter entendido há muito tempo a irrelevância das esperanças de uma vitória sobre a Rússia, mas esse pensamento só veio com a derrota da Ucrânia.
Terceira rodada de negociações Rússia Ucrânia - Sputnik Brasil, 1920, 06.11.2026
Panorama internacional
Scott Ritter explica por que a Ucrânia é incapaz de firmar o acordo de paz com a Rússia

"Nesta situação, à Ucrânia é atribuído apenas o papel da parte que derrama o seu sangue. Na verdade, a Ucrânia não interessa a ninguém na UE. [...] e hoje está rapidamente se transformando em um Estado falido. […] e a Rússia está vencendo", acrescentou o eurodeputado.

O líder russo Vladimir Putin afirmou repetidamente que a Rússia gostaria de pôr fim aos combates na Ucrânia o mais rapidamente possível através de um acordo de paz. Ele enfatizou que Moscou estava pronta para negociações, mas não via um desejo semelhante por parte do regime de Kiev.
Logo da emissora Sputnik - Sputnik Brasil

Deu na Folha de Pernambuco

 Lula, vingativo, pode ‘largar mão’ de Alcolumbre; confira a coluna deste sábado (7)



“Não é governo: é campanha com dinheiro do contribuinte”
Bia Kicis (PL-DF) após TSE acatar ação contra chapa de Lula por abuso de poder

 

Lula, vingativo, pode ‘largar mão’ de Alcolumbre

Lula (PT) não perdoa desfeitas ou o que considera “traições”, e o troco costuma ser cruel. Antigos aliados dizem que o presidente reeleito sonha que apareça uma alternativa que permita deixar Davi Alcolumbre falando sozinho. Ele sempre se irrita quando lembra derrotas impostas pelo presidente do Senado, como a humilhante rejeição de Jorge Messias para o STF. O PT também não gosta de Alcolumbre, “difícil, limitado, que se acha gênio”, como definiu veterano senador do PT da região Norte.

Prazo de validade
Governistas apostam que Lula seguirá com Alcolumbre até dezembro, mas depois, se puder, a ideia seria “largar a mão” do aliado de ocasião. 

Só em último caso
Lula se manterá de “mãos dadas” se não houver alternativa para tentar barrar o avanço da direita liderada por Rogério Marinho (PL-RN).

Velho pragmatismo
Com Arthur Lira (PP-AL) senador, Lula espera negociação “pragmática” com o centrão, como tantas outras vezes, e enfim descartar Alcolumbre.

Conheceu, vazou
Virou piada no gabinete de Lula referências ao fato de Alcolumbre não obter apoio nem dos outros dois senadores do seu Estado, o Amapá.

Portal da Transparência está parado há meses
O Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), responsável pela suposta divulgação de gastos do governo Lula (PT), está com dados desatualizados há meses. As informações sobre despesas com viagens a serviço estão paradas desde 4 de setembro. Já registros de gastos com cartões corporativos permanecem paralisados desde a fatura de agosto de 2026, conforme indicação do próprio portal. O período coincide com a eleição que culminou com a vitória petista.

E a Lei?
A Lei da Transparência e Lei de Acesso à Informação obrigam o governo a divulgar, em tempo real e proativamente, dados detalhados dos gastos.

Mais de bilhão
As despesas com viagens do governo federal estão estacionadas em R$ 1,31 bilhão desde o início de setembro.

Mistério
Já os gastos do governo Lula com os cartões de pagamento do governo federal, os cartões corporativos, pararam em R$ 72,5 milhões.

Rivais, mas juntos
Rogério Marinho (PL-RN) revelou ontem que conversa diariamente com Tereza Cristina (PP-MS), que também disputa a presidência do Senado, e revelou que combinaram avaliar até o fim de dezembro, que seguirá na disputa quem tiver melhores condições de derrotar Davi Alcolumbre.

Lições paraguaias
O Paraguai segue dando lições ao Brasil, agora fazendo as instituições funcionarem. Bem diferente do Brasil, onde prevalece a “ética de máfia” reclamada por ministro STF durante recente sessão de julgamento.

Um Zé Ruela
O senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO) apontou a trajetória irrelevante de Alcolumbre, político que se arrumou na vida sem arrumar seu Estado, e se refere ao presidente do Senado, no Youtube, como um “Zé Ruela”.

Crocodilagem
Carlos Portinho (PL-RJ) saiu furioso do plenário do Senado após o agora governista radical Alcolumbre retirar da pauta a redução da maioridade, descumprindo acordo firmado na véspera. Ordem chegou do Planalto.

Vergonha alheia
Carlos Portinho (PL-RJ) tentou ligar para Camilo Santana (PT-CE) após Lula mandar os governistas recuarem no acordo sobre a maioridade. O petista não atendeu. “Deve ser de vergonha que não me atendeu”, disse.

Avançou
Mesmo com divisão interna, a executiva nacional do PDT, partido em rota de extinção, aprovou a federação com o PSB. A coluna trouxe ontem (6) a picuinha entre figuras dos dois partidos. O PSB delibera na quinta (12).

Porto seguro
Após ter sua prisão decretada por tráfico de drogas e associação criminosa, o presidente do Tribunal Supremo da Bolívia, Romer Saucedo, fugiu do País. A suspeita da Fiscalía é que ele fugiu para o Brasi;, claro.

Há anos
Dando de ombros para a Legislação, o registro de quanto o governo petista torrou com renúncias fiscais está parado no Portal da Transparência desde 2024. A última atualização apontava R$70,7 bilhões

Pensando bem...
... transparência parada; gastança a mil.

PODER SEM PUDOR
Rolando o lero 

Interventor de Pernambuco, Agamenon Magalhães sabia do vazio entre as orelhas de um jovem parente, que faria vestibular na Faculdade de Direito. A seu pedido, o professor responsável lhe fez uma pergunta idiota: “Qual é o rio que banha o Uruguai e cujo nome batizou o país?” O rapaz não soube responder e o professor resolveu ajudar: “Vou lhe dar uma dica: é o rio U-ru...” O rapaz respondeu, triunfante: “...Urubu!”. O professor não se conteve: “Vou aprovar você por causa do dr. Agamenon, mas urubu é a mãe!...”
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Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br

 

Democracia é desmoralizada no Brasil pela impunidade de Toffoli e Moraes

CPI mira Toffoli, Moraes e familiares em investigação sobre o Banco Master

Toffoli e Moraes são dois ministros que emporcalham o STF

Carlos Newton

Já houve época em que os brasileiros faziam troças de outros latino-americanos, especialmente do Paraguai e da Bolívia, devido ao envolvimento de importantes autoridades locais com o crime organizado. Mas agora a realidade se modificou e o Brasil é que passa a sofrer chacotas, devido ao grau de esculhambação reinante no país, que parece não ter limites, em comparação a outras nações.

Aqui no Brasil, as irregularidades são até denunciadas, sofrem investigação rigorosa, mas as acusações acabam sendo retiradas, sob os mais ridículos argumentos.

TECNICALIDADES – No atual Supremo brasileiro, qualquer tecnicalidade jurídico-processual é mais importante do que provas robustas apreendidas, depoimentos espontâneos e até delações premiadas.

Os criminosos são soltos pelo Supremo e o dinheiro fruto da corrupção lhes é imediatamente “devolvido”, como registra a comédia hollywoodiana “A Lavanderia” (The Laundromat, 2019), sobre o caso Odebrecht, com  Meryl Streep, Gary Oldman e Antonio Banderas.

Para inocentar criminosos de alto coturno, pode-se alegar que houve um vazamento aqui, o sigilo foi quebrado ali, o ministério público teve contato com o juiz, a ordem para renovar a prisão preventiva deixou de ser expedida etc. e tal. E foi assim que acabou em pizza a Lava Jato, a maior operação contra corrupção já feita no mundo.

TOFFOLI IMPUNE – Os ministros Dias Toffoli, indicado pelo presidente Lula da Silva, e Alexandre de Moraes, nomeado pelo presidente Michel Temer, tornaram-se exemplos ambulantes da impunidade brasileira.

As denúncias contra Toffoli se acumulam desde 2019, quando abriu ilegalmente o Inquérito das Fake News, para resolver as pendências tributárias de sua esposa, a advogada Roberta Rangel, e da mulher de Gilmar Mendes, a também advogada Guiomar Feitosa, com quem os ministros eram casados à época.

Depois, soube-se que Toffoli recebia mesada de R$ 100 mil da mulher, ele saiu soltando lavajatistas e devolvendo dinheiro da corrupção, virou dono de resort/cassino de luxo. E nada lhe aconteceu, rigorosamente nada.

MORAES, TAMBÉM – O ministro Alexandre de Moraes é um exemplo ainda pior do que Toffoli, porque usou o próprio cargo na Suprema Corte para enriquecer ilicitamente, vendendo “proteção” ao banqueiro fraudador Daniel Vorcaro, pela módica quantia de R$ 3,6 milhões mensais, através do escritório de advocacia de sua mulher e filhos.

As provas são abundantes e irrefutáveis, mas não acontece nada a Moraes, sequer foi aberta investigação contra ele.  É um escândalo em sessão permanente, uma novela inacabável.

O celular de Vorcaro registra 316 mensagens entre ele e Moraes, nos dois meses que antecederam a prisão do dono do Banco Master, revela levantamento feito pelo UOL. Até então, só havia conhecimento de 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes por meio de prints de textos escritos no bloco de notas. Mas nada disso tem a menor importância no Brasil de hoje.

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P.S. 1
– O material mostra a relação de intimidade cultivada pelo magistrado com o banqueiro. “Obrigado amigo. Nem dá pra perceber que não sou eu rsrs”, escreveu Moraes em uma legenda de imagem enviada a Vorcaro em 24 de outubro de 2025. E não acontece nada a Moraes, que continua impune e enlameando o manto sagrado da toga do STF.

P.S. 2 – Enquanto isso, o presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo, fugiu do país após ser alvo de um mandado de prisão por organização criminosa e tráfico de substâncias controladas. No Paraguai, o presidente Santiago Peña anunciou sua renúncia ao cargo, em meio a uma grave crise política e financeira desencadeada pela liquidação do Ueno Bank, uma espécie de escândalo do Banco Master, em menores proporções, é claro. E assim la nave va, cada vez mais fellinianamente. (C.N.)

 

A estranha manifestação de Moraes sobre mensagens bizarras com Daniel Vorcaro

Os registros foram extraídos de um dos celulares apreendidos pela Polícia Federal em 17 de novembro de 2025, data da primeira prisão de Vorcaro. Moraes, entretanto, nega ter mantido qualquer troca de mensagens com o empresário.

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Desde a primeira detenção do banqueiro e a liquidação do Banco Master, em novembro de 2025, o ministro divulgou um ofício e três manifestações oficiais para apresentar sua versão dos acontecimentos. Entre os esclarecimentos, afirmou que nunca discutiu questões relacionadas à instituição financeira com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, negou ter sido o destinatário de mensagens enviadas por Vorcaro no dia de sua prisão e classificou os diálogos apontados pela investigação como “diálogos fantasiosos”.

As manifestações também abordaram reuniões com representantes do setor financeiro, questionamentos sobre a análise dos dados extraídos do celular do empresário e críticas à condução das investigações pelo ministro André Mendonça.

Ofício de setembro de 2026

Em 14 de setembro de 2026, Alexandre de Moraes encaminhou ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, um documento de 44 páginas no qual contestou duramente o relatório da Polícia Federal, elaborado a pedido de André Mendonça.

No texto, o magistrado classificou o material como uma “farsa” e atribuiu sua suposta motivação a interesses político-eleitorais relacionados às condenações envolvendo a tentativa de golpe de Estado.

Moraes declarou:

“Apesar da farsa montada e divulgada, não existe absolutamente nada e todos sabem a motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras. VINGANÇA. Está muito clara a tentativa de vingança dos aliados daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram condenados pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL”.

O ministro também relacionou as investigações sobre a tentativa de golpe aos questionamentos que passou a enfrentar. Moraes foi relator dos processos no Supremo que resultaram nas condenações do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outras autoridades.

“A tentativa de golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu ‘modus operandi’. Mas assim como na 1ª vez, o Supremo Tribunal Federal saberá resistir e sairá fortalecido”, disse Moraes.

Ao tratar especificamente das mensagens atribuídas a ele, o magistrado rejeitou a existência de qualquer diálogo com Vorcaro relacionado à Operação Compliance.

“Nenhuma ilação foi mais falsa, criminosa e mentirosa do que a questão dos supostos diálogos por mensagens entre mim e Daniel Vorcaro, supostamente relacionadas à ‘Operação Compliance’. MENSAGENS MINHAS que nunca existiram. DIÁLOGOS FANTASIOSOS”.

O documento também apresenta críticas à atuação de André Mendonça. Em diferentes passagens, Moraes questionou a metodologia utilizada na análise dos arquivos extraídos do celular de Vorcaro e empregou o termo “ilegal” para caracterizar procedimentos atribuídos ao colega de Corte.

Segundo o ministro, a seleção das mensagens teria ocorrido de maneira direcionada para sustentar uma hipótese previamente estabelecida. Ele argumentou que, em meio a milhares de registros, teriam sido destacados apenas aqueles considerados relevantes para construir uma interpretação desfavorável à sua atuação.

Moraes também afirmou que Mendonça teria desconsiderado outras explicações possíveis para a existência dos conteúdos encontrados no bloco de notas do iPhone de Vorcaro.

De acordo com o relatório da PF, o empresário escrevia as mensagens no aplicativo de notas do aparelho, fazia capturas de tela e encaminhava as imagens por meio do recurso de visualização única.

Em sua defesa, o ministro apresentou quatro hipóteses técnicas para questionar a interpretação dos investigadores:

  1. O conteúdo registrado no bloco de notas poderia nunca ter sido encaminhado a outra pessoa.

  2. As mesmas informações poderiam ter sido enviadas a diferentes destinatários em momentos distintos, conforme a criação das capturas de tela.

  3. As mensagens poderiam ter sido encaminhadas, mas apagadas antes de serem visualizadas.

  4. O conteúdo poderia ter sido enviado sem que o destinatário chegasse a abri-lo.

Com base nessas possibilidades, Moraes sustentou que os registros não comprovam a existência de uma conversa entre ele e o fundador do Banco Master.

O ministro reforçou sua posição com a seguinte declaração:

“NÃO EXISTE DIÁLOGO, que pressupõe a existência de dois interlocutores, pois não há UMA ÚNICA MENSAGEM OU BLOCO DE NOTAS COM O TEXTO DE MENSAGENS DO MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES”.

Manifestações de dezembro de 2025 sobre reuniões com o Banco Central

Em 23 de dezembro de 2025, o gabinete de Alexandre de Moraes divulgou duas notas oficiais, publicadas às 9h26 e às 21h26. Os comunicados tiveram como objetivo esclarecer informações sobre encontros do ministro com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central.

Moraes confirmou a realização de duas reuniões presenciais com Galípolo em seu gabinete: a primeira em 14 de agosto de 2025 e a segunda em 30 de setembro do mesmo ano.

Segundo o magistrado, os encontros trataram exclusivamente dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky pelo governo dos Estados Unidos. Ele também negou ter telefonado para o presidente do Banco Central ou discutido qualquer assunto relacionado à negociação envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.

As manifestações ainda abordaram a atuação do escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O gabinete afirmou que a banca nunca participou da operação de aquisição do BRB pelo Banco Master perante o Banco Central.

A controvérsia ganhou repercussão após a jornalista Malu Gaspar publicar, em 9 de dezembro de 2025, uma informação sobre um contrato de R$ 129 milhões entre o escritório de Viviane e o Banco Master. Em setembro de 2026, após a retirada do sigilo do processo, o acordo se tornou público.

O escritório da esposa de Moraes afirmou que o magistrado teve acesso ao documento antes da assinatura e participou de sua edição.

Na primeira manifestação, divulgada às 9h26 de 23 de dezembro, o ministro explicou que recebeu diferentes representantes do setor financeiro para tratar das consequências da Lei Magnitsky.

O comunicado mencionou encontros com o presidente do Banco Central, a presidente do Banco do Brasil, o presidente e o vice-presidente Jurídico do Banco Itaú. Também foi citada uma reunião conjunta com dirigentes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, da Febraban e do BTG, além de vice-presidentes do Santander e do Itaú.

Segundo a nota, as conversas trataram exclusivamente de questões relacionadas à manutenção da movimentação bancária, contas correntes e utilização de cartões de crédito e débito diante das restrições decorrentes da legislação norte-americana.

Já no segundo comunicado, divulgado às 21h26, Moraes detalhou as datas dos encontros com Galípolo e voltou a negar qualquer discussão sobre a negociação entre BRB e Banco Master.

A nota afirmou:

“O Ministro Alexandre de Moraes esclarece que realizou, em seu gabinete, duas reuniões com o Presidente do Banco Central para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky. A primeira no dia 14/08, após a primeira aplicação da lei, em 30/08; e a segunda no dia 30/09, após a referida lei ter sido aplicada em sua esposa, no dia 22/09. Em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo Banco Master. Esclarece, ainda, que jamais esteve no Banco Central e que inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto. Por fim, esclarece que o escritório de advocacia de sua esposa jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central.”

Nota de março de 2026 sobre mensagens enviadas no dia da prisão de Vorcaro

Em 6 de março de 2026, a Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal divulgou outro esclarecimento em nome de Alexandre de Moraes. Dessa vez, o objetivo foi contestar a informação de que o ministro teria recebido mensagens encaminhadas por Daniel Vorcaro em 17 de novembro de 2025, data da primeira prisão do empresário.

A manifestação foi publicada em resposta a uma reportagem de Malu Gaspar, divulgada naquele mesmo dia.

O gabinete afirmou que uma análise técnica dos dados telemáticos do ex-banqueiro, disponibilizados pela CPMI do INSS, teria demonstrado que as mensagens de visualização única não estavam vinculadas aos contatos telefônicos de Moraes.

O comunicado também explicou que os registros das mensagens e os respectivos contatos estavam armazenados na mesma pasta do computador utilizado por Vorcaro para produzir as capturas de tela.

Na nota, o Supremo declarou:

“Análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos. A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes. Os nomes e contatos das pessoas vinculadas dos respectivos arquivos não serão mencionados na presente nota em virtude do sigilo decretado pelo Ministro André Mendonça, mas constam no arquivo que a CPMI do INSS disponibilizou para toda a imprensa.”

Sessão no STF em 15 de setembro de 2026

Outro episódio relacionado ao caso ocorreu durante uma sessão do plenário do Supremo Tribunal Federal, em 15 de setembro de 2026. Na ocasião, os ministros deveriam analisar a possibilidade de abertura de investigação contra Alexandre de Moraes em razão de sua suposta relação com Daniel Vorcaro.

Entretanto, o mérito da questão não chegou a ser apreciado. Os integrantes da Corte discutiram uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que, na prática, adiaria a decisão sobre o assunto. O ministro Flávio Dino pediu vista, interrompendo o julgamento.

A sessão também ficou marcada por um clima de tensão, com discussões acaloradas e troca de ofensas entre ministros.

Durante o debate, Moraes voltou a criticar a atuação de André Mendonça. O magistrado questionou a abertura de procedimentos investigativos sem uma solicitação formal da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da Polícia Federal.

Ele também afirmou que não existem capturas de tela de conversas propriamente ditas entre ele e Vorcaro, mas apenas registros do bloco de notas do celular do empresário.

As declarações e os documentos relacionados à sessão foram disponibilizados pelo Supremo, incluindo a íntegra do debate e as manifestações feitas por Moraes durante o julgamento.