André Mendonça pega todos de surpresa e libera candidato para concorrer nessas eleições
Uma decisão liminar do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu nesta quarta-feira (1º) os efeitos da inelegibilidade do ex-prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella. Com a medida, o político recupera temporariamente seus direitos políticos e fica apto a disputar uma vaga no Senado Federal pelo estado do Rio de Janeiro nas eleições de 2026, enquanto o mérito do recurso ainda será analisado pelo plenário da Corte.
A decisão restabelece os direitos políticos de Crivella até o julgamento definitivo do recurso apresentado por sua defesa contra a condenação imposta pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). O TRE fluminense havia condenado o ex-prefeito por abuso de poder político, abuso de poder econômico e prática de conduta vedada durante as eleições municipais de 2020. Com a liminar concedida por André Mendonça, os efeitos da condenação ficam suspensos de forma provisória até a manifestação final do Tribunal Superior Eleitoral.
Marcelo Crivella é apontado como pré-candidato ao Senado Federal pelo Rio de Janeiro. A decisão amplia o número de possíveis concorrentes na disputa pela única vaga em jogo no estado, tornando o cenário eleitoral ainda mais competitivo.
No campo conservador, a definição dos candidatos segue em aberto. O Partido Liberal (PL) perdeu um de seus principais nomes após a condenação do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral. A decisão tornou Castro inelegível até 2030 em razão de condenação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Com o retorno de Crivella ao cenário eleitoral, o segmento conservador e o eleitorado evangélico passam a contar com mais um nome de destaque na disputa. Historicamente alinhado à família Bolsonaro, o ex-prefeito pode dividir esse espaço político, alterando a dinâmica da eleição para o Senado no estado.
Por se tratar de uma decisão liminar, a situação jurídica de Marcelo Crivella ainda depende do julgamento definitivo do recurso pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral, que decidirá se mantém ou revoga a suspensão da inelegibilidade.



